Este capítulo é dedicado a todas as que comentaram o capítulo anterior.
Queridas, desculpem, mas não deu para responder aos coments… Não estou muito bem…
No próximo capitulo, voltarei a responder a todos normalmente! Mas eu li! ;)
Mas ainda tentarei responder a todos ainda hoje! Vamos lá ver se consigo! :P Podem é não ser tão longos como os outros...(Depois confiram!)
Mas tentei postar hoje o capitulo (ás 22:25) o que já foi algo que pensei não ser capaz. Por isso, talvez esteja fraquinho… (compenso no próximo! Mesmo)
P.S-) Bem vinda sofia! (leitora nova! :P)
Não falava para Alexander exactamente à 9 dias. Estava doida de saudades.
Ele não me dava descanso!
Antes de sair de casa, via-o encostado ao meu carro. Não lhe dizia nada.
Ele simplesmente afastava-se, eu entrava e partia.
Ao sair das aulas, lá estava ele. Mas desta vez, encostado ao seu carro, atraindo os olhares de todos. Especialmente de todas.
Cheguei mesmo a ver uma professora a ir toda derretida para falar com ele. Fingi que nem liguei.
Sinceramente, acho que ele fazia de propósito. Rondava-me para ver se era imune á presença dele. Também, para não me poder esquecer do que era estar nos braços dele.
E claro, que se eu não quisesse, certamente havia quem queria!
Resultado: Alexander 24 horas por dia na minha mente.
Mas isso aconteceria de qualquer forma.
Para ter paz e poder pensar sem “interferências” fui para um lugar demasiado especial para mim.
O lugar onde tinha beijado Alexander.
No miradouro, onde poderia ver o entardecer, cair sobre a minha villa.
- Nicholaa.
Saltei de susto.
Antes de me virar, já sabia quem estava ali.
Aquela voz, sombria, rouca, mas aveludada… Só podia ser ele.
- Odeio quando fazes isso! – ralhei sem me virar.
Tremi.
A razão, foi sentir uns braços quentes e fortes, á volta da minha cintura. Sentir um corpo duro e musculado contra as minhas costas.
Senti-lo respirar no meu pescoço e mordiscar o lóbulo da minha orelha.
A dor da saudade, a dor da verdade, fizeram-me saltar para longe. Ataca-lo, para não mostrar o quão frágil a ele, eu era.
- Pára! Não estamos bem! Não podes chegar como se fosse a coisa mais normal do mundo abraçares-me!
- Abracei-te montes de vezes Nikka. Fizemos mais que isso. Naquele dia, na minha casa, beijei-te. Ambos sabemos que poderia ter continuado. – tremi com a sensualidade com que ele pronunciava aquelas simples palavras – Basta ceder ao meu desejo. Despir-te, e ali mesmo possuir-te. Mesmo ali, no balcão da cozinha… Apagaria qualquer lembrança de um amante antes de mim.
-Pára Alexander. Por favor, pára de me atormentares!
- Tu querias Nikka. Foi muito difícil ter-te recusado. Foi difícil controlar-me o tempo todo para não ceder à paixão…
- Pára. – avisei-o.
- Só não o fiz, porque verias quem sou. Ali não daria para esconder.
- Não quero saber.
- Queres saber sim. Imploras-te pelo meu toque. Só não aconteceu porque não quis. Poderia ter-te tomado sem qualquer resistência.
- Pára com isso! – olhei-a enfurecida – Porque estás a ser mesquinho? Sentes prazer em me ver humilhada, é? Eu sei muito bem qual era a minha situação, não precisas de me atirar isso á cara!
- Não estou a atirar-te nada á cara.
- Que ideia!
- Apenas estou a dizer que não era pelo sexo que estava contigo, como a tua amiguinha parva humana andou a semana toda a dizer-te.
- Não insultes a Nereida! Ela é minha amiga!
- Muito! Tanto que te anda a colocar parvoíces na cabeça! Porque não lhe dizes-te que nunca me deitei contigo? Que apesar de ter muitas oportunidades, nunca tentei algo? – ele olhava-me raivoso. Poderia ter medo dele, mas não tinha. Sabia que por mais que o enfurecesse, ele não me atacaria. – Que aquela vez foi a única em que me deixei excitar de mais? Tantas vezes ficamos sozinhos na minha casa, no teu quarto e eu nunca me aproveitei disso! Não sou um “porco aproveitador” como te ouvi dizer. Se fosse isso, já teria tido o sexo à muito! Caramba Nikka! Eu disse que te amava. Pela primeira vem em 5510 anos chorei! Chorei pelo medo de te perder.
- Dizes-te que me amavas quando descobri a verdade! Aí já era tarde de mais.
- Para mim, dizer que te amava, parecia uma forma deficiente de dizer que eras o meu mundo! Como podes pensar que me aproveitava de ti? Querias que disse-se a uma adolescente de 17 anos, que a amava acima de tudo na vida? – era exactamente isso que eu queria que ele tivesse feito – E tu fugirias de mim. Assustaria te com a minha conversa. Então omiti, até ver se começavas a amar-me um bocadinho. Guardei por muito tempo. A minha maior fraqueza e a minha maior verdade, EU AMO-TE PORRA!
- Cala-te! Não sabes o que é isso! És um monstro sem alma!
- Sou, mas pelos vistos não me impediu de te amar. Só que não queres ver!
- Vejo é alguém que me mentiu, que me traiu e que mata!
- E daí? – ele não percebia porque matar era errado. Como me poderia apaixonar por aquilo? – Nunca que encontrarias ninguém que estaria disposto a arriscar TUDO por ti! Tens noção das coisas que fiz para ficar contigo? Não poderias ter, caso contrário não colocarias em causa os meus sentimentos!
- Vejamos o que fizeste por mim… Pensa Nikka… AH! Andava a matar nas cidades das redondezas e tal… - fui irónica.
Estava a ser mesquinha. Nem me reconhecia.
Mas saber que o nosso namorado, amor da nossa vida mata, enlouquece qualquer um.
E se o atacasse, ele não poderia perceber que o amo. Se assim fosse, estaria perdida.
Eu simplesmente não podia ama-lo.
Se repetisse isso constantemente, podia ser que se tornasse realidade.
- Simplesmente estava disposto a abdicar do meu trono por ti! – cuspiu cada palavra.
- O… quê? – olhei-o sem entender.
Ele passou a mão nos cabelos e respirou fundo.
- Lembras-te da minha teoria sobre os vampiros? – assenti confusa, enquanto respirava fundo para acalmar a respiração – Sou um puro. Um dos quatro. – explicou rápido como se aquilo não fosse o importante – Sou o rei da minha raça. O mais velho ser do planeta! E sabes o que os meus súbditos diziam pelas minhas costas? Eu com uma humana, vê-la como igual e não como alimento! A vergonha dos da nossa raça, o imperador que manchou o nome dos seus antepassados! Reinei por mais de 5500 anos e largaria a minha própria raça por ti! Eu não queria sentir nada disto! Não queria ser motivo de piada por todos aqueles abaixo de mim, por aqueles que basta estalar um dedo e a vida deles acaba. Mas não liguei para isso. Só tu importavas! Deixei a minha raça sem leis para ficar perto de ti. E o que retribuis? Dizeres que só me queria aproveitar de ti, que não sei o que é amor… Talvez o que sinto seja ainda maior! Ninguém faria o que fiz por ti!
Fiquei a olhar para ele, a tentar assimilar a informação.
Que era demasiada.
- Ouve, isso não é importante, percebes? O que importa é que agora sabes de tudo e não tenho que andar com máscaras. Achas que gostava de esconder a minha personalidade? Que gostava de camuflar a minha natureza? Como achas que foi para mim, saber que podia conquistar o teu coração, mas na verdade não seria eu? Seria a imagem distorcida que tinhas de mim.
- Exactamente. Tudo foi uma mentira!
- Não foi! A única mentira é que encobri o que era, tinha cuidado para não me expor… mas tudo o resto foi verdadeiro!
- Por favor Alexander… Estou a enlouquecer… - implorei – Achas que isto é fácil para mim também? De repente descubro que a ordem natural das coisas, não é bem como pensava… Todas as minhas crenças foram abaladas! E saber que estava com um… - engoli em seco – Morto-Vivo…
- Não posso deixar-te pensar. Queres saber exactamente o porquê de não poder deixar-te pensar o suficiente? – olhou-me irritado – Por saber que se poderes analisar bem as coisas, vais dizer não. Não posso permitir isso. – sorriu irónico – Sabes o segredo para a vitoria? Dividir e conquistar. E neste momento, esse é o meu objectivo. Dividir as tuas ideias, impedi-las de se organizarem e assim alcançar a vitória.
- Não percebo porque, simplesmente não podes esquecer-me? Seria tão melhor para nós…
- Nem eu sei porque ainda continuas entranhada no meu ser. Mas é tarde de mais.
- Tarde de mais? Para quê?
- Para ter a vida que tinha. Ambos sabemos que no fim dirás sim para mim. – a sua arrogância fazia-me olha-lo com raiva – Sim. Vais dizer sim. Nunca te vou enganar, nunca te vou mentir. Mas vais dizer sim para mim, Nikka. Ambos sabemos, porque tudo nos vai levar aqui. A este impasse. Podes ficar a vida toda a pensar, mas no fim dirás sim.
- Tu não sabes nada sobre mim.
- Sei Nikka. Sei cada traço teu. Sei exactamente o que te passa pela cabeça. O que pensas de mim neste momento. E também sei qual a minha arma mais potente… - aproximou-se lentamente de mim e beijou o canto da minha boca – E é o desejo. O teu corpo quer o meu. Nunca se deve subestimar o desejo. E um dia o teu coração quererá o meu, também. Nem que demore a eternidade, mas conquistarei o teu coração.
Mal ele sabia que já tinha o meu coração, na palma da mão dele, á muito tempo atrás.
E eu só tentava desesperadamente reavê-lo. Como se a minha vida dependesse disso.
Sabia que com ele, ainda ia derramar muitas lágrimas. Seria tão mais fácil parar de o amar.
- Estás enganado.
- Não. Nunca estou.
Empurrei-o para longe de mim, mas por mais força que eu fizesse o seu peito era demasiado forte para se mover.
Então, quando me apercebi, ele colava o meu corpo ao dele, fazia-me sentir o seu calor hipnotizante, a sua força e o desejo louco que tinha por mim.
Beijou desesperado os meus lábios, e uma frase dele passou-me pela cabeça. Quando na sala dos professores ele tinha admitido que sentia algo.
“Como posso encontrar conforto e dor nos teus lábios?”
Tomei força e separei os meus lábios dos dele. E o meu corpo gritava comigo. Para desligar a mente e continuar com ele.
Mas a mente dizia-me para fugir dele, o mais rápido que poder.
Porque no fim…
Eu diria sim para ele.
E ambos sabíamos.
- Se voltas a beijar-me sem a minha permissão, juro-te Alexander, que nunca te vou procurar. Deixa-me pensar! Não me respeitas? E ainda dizes que me amas!
- Sou egoísta. Se não fosse, nesta altura já estaria longe.
- Pára de me perseguir! Porque vieste para aqui? Deixa-me em paz, pelo amor de Deus!
A minha cabeça parecia que ia explodir!
Ele sorriu torto e apoiou os cotovelos na grade do miradouro.
- Desta vez, pequena – fechei os olhos ao ouvir o “pequena” sair pelos seus lábios. As recordações doíam de mais – não te segui. Venho aqui todos os dias.
- Porque? – não pode evitar perguntar.
- Já sabes o porque. Aqui sinto-te mais perto.
Dei meia volta e preparava-me para ir embora. Aquilo fazia-me mal.
Mas ele segurou-me pelo braço.
- Fica. Não te vou tocar como antes. Prometo. Apenas… Fica, aqui um tempo. Vamos ver o por do sol juntos.
- Acho melhor não…
- Por favor.
Inspirei fundo e também me apoiei nas grades do miradouro.
Ainda não compreendia como estava ali. Eu sabia que devia ir embora, eu sabia.
Então porque raio continuava ali?
- Nikka… Antes de tomares uma decisão, eu queria que tivesses a noção de certas coisas. Para depois conseguires lidar comigo.
- Já supôs que vou dizer sim é? Arrogante.
Ele simplesmente me olhou de canto de olho. Com a expressão irritante de sabe tudo.
- Não tenho os mesmos valores que tu. Tens que perceber isso. Aquilo que pensas ser algo uma atrocidade, é o mínimo que poderia fazer. Não á nada que não tenha coragem de fazer para atingir os meus fins.
Não respondi. Simplesmente encarei o sol que começava a desaparecer no horizonte.
Eu já tinha chegado a essa conclusão sozinha. A prova disso era a grande mentira que ele criara.
E mesmo assim… Estava ali com ele.
Ele pegou na minha mão. Eu puxei-a, mas ele não deixou.
- É só um aperto de mãos…
Não era. Ele sabia. A nossa corrente electrizante estava presente e não me deixava pensar com clareza.
Exactamente como ele queria.
- Tens valores altos de mais. Nunca poderia satisfaze-los. Até para um humano são altos de mais. Para mim, impossíveis de alcançar. O que temos que fazer, é aprender a viver com as diferenças e deixares-me mostrar que me podes amar. Que faria tudo por ti. Daria tudo o que pedisses. Qualquer coisa.
- Não tenho padrões tão elevados quanto isso. Acho que o facto de não matar devia ser algo fácil de se arranjar.
- Não comigo. – ele não se importava minimamente com o facto de matar – E isso cabe a ti lidares com isso. Assim como cabe a mim lidar com o facto de seres humana e te poder acontecer alguma coisa a qualquer momento, e aí será o meu fim.
Suspirei.
- Nikka. Perder-te, vai contra as regras básicas da minha sobrevivência.
Não respondi.
Tomei uma atitude indiferente. Mas estava a girar de confusão.
- O facto da tua humanidade e da minha imortalidade, deve ficar para outro momento. Agora devemos focar-nos no facto de me aceitares, e eu a ti.
- Não posso ficar contigo enquanto matas sem misericórdia. Quando os lábios que me beijam que acariciam a minha pele, são os mesmos que tiram vidas? Achas que quero isso para mim, Alexander?
Foi a vez dele ficar em silencio. Apenas olhava o sol a pensar.
- Realmente Nikka, não sei quantas vezes tenho de te dizer, mas isto não é uma história dos livros que lês.
- Eu sei…
- A vida humana nada significa para mim. Ainda não tiveste realmente contacto com esse meu lado – olhei-o sem acreditar com a imagem dos lábios dele com sangue na minha mente – Nikka… Aquilo não foi nada… Por isso me preocupo contigo. Ficas-te assim por me veres a alimentar, se visses outras coisas…
Olhei-o aterrorizada. Como assim? Aquilo foi algo brando?
Ele desviou o olhar do meu, como se não suportasse ver o medo nos meus olhos.
- Nikka, até os da minha própria raça mato, e não perco nem um segundo a pensar nisso. Quanto mais em humanos… A única coisa para que ligo, és tu. Porque tu és minha…
- Alexander…
- Nikka, ouve tu com atenção. Sou velho. Muito velho. Não preciso de muito alimento. Umas gotas seriam o suficiente. Mas eu usufruo de matar, de sentir o medo a correr pelas veias das vitimas… Apenas o prazer da caçada…
- Pára.
- Tens que perceber. Eu sou assim. Não sou um príncipe dos teus livros. A vida real não é assim. Eu mato e aproveito cada segundo disso. E volto a faze-lo, uma e outra vez, porque é a minha natureza…
- Não quero ouvir mais… Por favor…
- Tudo bem. – suspirou cansado – Apenas pensa bem Nikka. Apenas eu te posso amar para sempre.
- Para sempre é muito tempo, não achas? – outra frase dele, quando falamos logo no primeiro dia de aulas, depois do beijo e ele assegurou-me que não doeria para sempre, pois para sempre seria muito tempo.
- Nisto não. – os olhos dele mostravam que também reconhecia a frase - Irei amar-te todos os segundos da minha existência.
Olhou os meus lábios e eu percebi.
Ele mentalmente tinha depositado lá um beijo. E eu mentalmente correspondi.
Desviei rápido o olhar e puxei a minha mão.
- Adeus Alexander.
- Até breve, Nicholaa. – recusou utilizar a palavra adeus.
Conduzi até casa, com a cabeça a mil à hora. Tudo num turbilhão, que fazia com que as minhas defesas baixassem e que eu quisesse virar e voltar para os braços daquele vampiro.
Então? O-o
Explicação: Disse que se o poder de Alexander seria desvendado neste capitulo, mas não foi.
Foi outro… O facto de ele ser o rei… ;)
Aposto que ninguém imaginava! Hehehe
Pois bem… Com a idade dele…
Ele é o puro que controla tudo. O-o
O poder será revelado no próximo capitulo!
Juro! Palavra de escritora! ;)
Além disso, realmente não vão querer perder o próximo capitulo.
Talvez seja o momento mais importante da fic. Já comecei a escreve-lo, e estou a roer as unhas! :S É mesmo importante!
Vai ser um capitulo que dará que falar…
Na sexta ele saí… Fiquem atentos! Pode ser k na quinta á noite ele esteja disponível… ;) pode ser… Se tiver coments e tal… :P
P.S-) Para aquelas que perguntaram, o teste correu bem sim! ;) Mas acho k não vai dar para 18 como o anterior… Pode ser k tire 17! :P (espero bem, se não a média vai ao ar! :O )“AR” lool!
Beijos gigantes e obrigada pelo desejos de melhoras! :D
COMENTEM MUITO!
:D
As coisas que sempre quero! :P
P.S- BENFICA CAMPEÃO! (desculpem os adeptos de outros clubes, mas não resisti… :S)
Queridas, desculpem, mas não deu para responder aos coments… Não estou muito bem…
No próximo capitulo, voltarei a responder a todos normalmente! Mas eu li! ;)
Mas ainda tentarei responder a todos ainda hoje! Vamos lá ver se consigo! :P Podem é não ser tão longos como os outros...(Depois confiram!)
Mas tentei postar hoje o capitulo (ás 22:25) o que já foi algo que pensei não ser capaz. Por isso, talvez esteja fraquinho… (compenso no próximo! Mesmo)
P.S-) Bem vinda sofia! (leitora nova! :P)
Não falava para Alexander exactamente à 9 dias. Estava doida de saudades.
Ele não me dava descanso!
Antes de sair de casa, via-o encostado ao meu carro. Não lhe dizia nada.
Ele simplesmente afastava-se, eu entrava e partia.
Ao sair das aulas, lá estava ele. Mas desta vez, encostado ao seu carro, atraindo os olhares de todos. Especialmente de todas.
Cheguei mesmo a ver uma professora a ir toda derretida para falar com ele. Fingi que nem liguei.
Sinceramente, acho que ele fazia de propósito. Rondava-me para ver se era imune á presença dele. Também, para não me poder esquecer do que era estar nos braços dele.
E claro, que se eu não quisesse, certamente havia quem queria!
Resultado: Alexander 24 horas por dia na minha mente.
Mas isso aconteceria de qualquer forma.
Para ter paz e poder pensar sem “interferências” fui para um lugar demasiado especial para mim.
O lugar onde tinha beijado Alexander.
No miradouro, onde poderia ver o entardecer, cair sobre a minha villa.
- Nicholaa.
Saltei de susto.
Antes de me virar, já sabia quem estava ali.
Aquela voz, sombria, rouca, mas aveludada… Só podia ser ele.
- Odeio quando fazes isso! – ralhei sem me virar.
Tremi.
A razão, foi sentir uns braços quentes e fortes, á volta da minha cintura. Sentir um corpo duro e musculado contra as minhas costas.
Senti-lo respirar no meu pescoço e mordiscar o lóbulo da minha orelha.
A dor da saudade, a dor da verdade, fizeram-me saltar para longe. Ataca-lo, para não mostrar o quão frágil a ele, eu era.
- Pára! Não estamos bem! Não podes chegar como se fosse a coisa mais normal do mundo abraçares-me!
- Abracei-te montes de vezes Nikka. Fizemos mais que isso. Naquele dia, na minha casa, beijei-te. Ambos sabemos que poderia ter continuado. – tremi com a sensualidade com que ele pronunciava aquelas simples palavras – Basta ceder ao meu desejo. Despir-te, e ali mesmo possuir-te. Mesmo ali, no balcão da cozinha… Apagaria qualquer lembrança de um amante antes de mim.
-Pára Alexander. Por favor, pára de me atormentares!
- Tu querias Nikka. Foi muito difícil ter-te recusado. Foi difícil controlar-me o tempo todo para não ceder à paixão…
- Pára. – avisei-o.
- Só não o fiz, porque verias quem sou. Ali não daria para esconder.
- Não quero saber.
- Queres saber sim. Imploras-te pelo meu toque. Só não aconteceu porque não quis. Poderia ter-te tomado sem qualquer resistência.
- Pára com isso! – olhei-a enfurecida – Porque estás a ser mesquinho? Sentes prazer em me ver humilhada, é? Eu sei muito bem qual era a minha situação, não precisas de me atirar isso á cara!
- Não estou a atirar-te nada á cara.
- Que ideia!
- Apenas estou a dizer que não era pelo sexo que estava contigo, como a tua amiguinha parva humana andou a semana toda a dizer-te.
- Não insultes a Nereida! Ela é minha amiga!
- Muito! Tanto que te anda a colocar parvoíces na cabeça! Porque não lhe dizes-te que nunca me deitei contigo? Que apesar de ter muitas oportunidades, nunca tentei algo? – ele olhava-me raivoso. Poderia ter medo dele, mas não tinha. Sabia que por mais que o enfurecesse, ele não me atacaria. – Que aquela vez foi a única em que me deixei excitar de mais? Tantas vezes ficamos sozinhos na minha casa, no teu quarto e eu nunca me aproveitei disso! Não sou um “porco aproveitador” como te ouvi dizer. Se fosse isso, já teria tido o sexo à muito! Caramba Nikka! Eu disse que te amava. Pela primeira vem em 5510 anos chorei! Chorei pelo medo de te perder.
- Dizes-te que me amavas quando descobri a verdade! Aí já era tarde de mais.
- Para mim, dizer que te amava, parecia uma forma deficiente de dizer que eras o meu mundo! Como podes pensar que me aproveitava de ti? Querias que disse-se a uma adolescente de 17 anos, que a amava acima de tudo na vida? – era exactamente isso que eu queria que ele tivesse feito – E tu fugirias de mim. Assustaria te com a minha conversa. Então omiti, até ver se começavas a amar-me um bocadinho. Guardei por muito tempo. A minha maior fraqueza e a minha maior verdade, EU AMO-TE PORRA!
- Cala-te! Não sabes o que é isso! És um monstro sem alma!
- Sou, mas pelos vistos não me impediu de te amar. Só que não queres ver!
- Vejo é alguém que me mentiu, que me traiu e que mata!
- E daí? – ele não percebia porque matar era errado. Como me poderia apaixonar por aquilo? – Nunca que encontrarias ninguém que estaria disposto a arriscar TUDO por ti! Tens noção das coisas que fiz para ficar contigo? Não poderias ter, caso contrário não colocarias em causa os meus sentimentos!
- Vejamos o que fizeste por mim… Pensa Nikka… AH! Andava a matar nas cidades das redondezas e tal… - fui irónica.
Estava a ser mesquinha. Nem me reconhecia.
Mas saber que o nosso namorado, amor da nossa vida mata, enlouquece qualquer um.
E se o atacasse, ele não poderia perceber que o amo. Se assim fosse, estaria perdida.
Eu simplesmente não podia ama-lo.
Se repetisse isso constantemente, podia ser que se tornasse realidade.
- Simplesmente estava disposto a abdicar do meu trono por ti! – cuspiu cada palavra.
- O… quê? – olhei-o sem entender.
Ele passou a mão nos cabelos e respirou fundo.
- Lembras-te da minha teoria sobre os vampiros? – assenti confusa, enquanto respirava fundo para acalmar a respiração – Sou um puro. Um dos quatro. – explicou rápido como se aquilo não fosse o importante – Sou o rei da minha raça. O mais velho ser do planeta! E sabes o que os meus súbditos diziam pelas minhas costas? Eu com uma humana, vê-la como igual e não como alimento! A vergonha dos da nossa raça, o imperador que manchou o nome dos seus antepassados! Reinei por mais de 5500 anos e largaria a minha própria raça por ti! Eu não queria sentir nada disto! Não queria ser motivo de piada por todos aqueles abaixo de mim, por aqueles que basta estalar um dedo e a vida deles acaba. Mas não liguei para isso. Só tu importavas! Deixei a minha raça sem leis para ficar perto de ti. E o que retribuis? Dizeres que só me queria aproveitar de ti, que não sei o que é amor… Talvez o que sinto seja ainda maior! Ninguém faria o que fiz por ti!
Fiquei a olhar para ele, a tentar assimilar a informação.
Que era demasiada.
- Ouve, isso não é importante, percebes? O que importa é que agora sabes de tudo e não tenho que andar com máscaras. Achas que gostava de esconder a minha personalidade? Que gostava de camuflar a minha natureza? Como achas que foi para mim, saber que podia conquistar o teu coração, mas na verdade não seria eu? Seria a imagem distorcida que tinhas de mim.
- Exactamente. Tudo foi uma mentira!
- Não foi! A única mentira é que encobri o que era, tinha cuidado para não me expor… mas tudo o resto foi verdadeiro!
- Por favor Alexander… Estou a enlouquecer… - implorei – Achas que isto é fácil para mim também? De repente descubro que a ordem natural das coisas, não é bem como pensava… Todas as minhas crenças foram abaladas! E saber que estava com um… - engoli em seco – Morto-Vivo…
- Não posso deixar-te pensar. Queres saber exactamente o porquê de não poder deixar-te pensar o suficiente? – olhou-me irritado – Por saber que se poderes analisar bem as coisas, vais dizer não. Não posso permitir isso. – sorriu irónico – Sabes o segredo para a vitoria? Dividir e conquistar. E neste momento, esse é o meu objectivo. Dividir as tuas ideias, impedi-las de se organizarem e assim alcançar a vitória.
- Não percebo porque, simplesmente não podes esquecer-me? Seria tão melhor para nós…
- Nem eu sei porque ainda continuas entranhada no meu ser. Mas é tarde de mais.
- Tarde de mais? Para quê?
- Para ter a vida que tinha. Ambos sabemos que no fim dirás sim para mim. – a sua arrogância fazia-me olha-lo com raiva – Sim. Vais dizer sim. Nunca te vou enganar, nunca te vou mentir. Mas vais dizer sim para mim, Nikka. Ambos sabemos, porque tudo nos vai levar aqui. A este impasse. Podes ficar a vida toda a pensar, mas no fim dirás sim.
- Tu não sabes nada sobre mim.
- Sei Nikka. Sei cada traço teu. Sei exactamente o que te passa pela cabeça. O que pensas de mim neste momento. E também sei qual a minha arma mais potente… - aproximou-se lentamente de mim e beijou o canto da minha boca – E é o desejo. O teu corpo quer o meu. Nunca se deve subestimar o desejo. E um dia o teu coração quererá o meu, também. Nem que demore a eternidade, mas conquistarei o teu coração.
Mal ele sabia que já tinha o meu coração, na palma da mão dele, á muito tempo atrás.
E eu só tentava desesperadamente reavê-lo. Como se a minha vida dependesse disso.
Sabia que com ele, ainda ia derramar muitas lágrimas. Seria tão mais fácil parar de o amar.
- Estás enganado.
- Não. Nunca estou.
Empurrei-o para longe de mim, mas por mais força que eu fizesse o seu peito era demasiado forte para se mover.
Então, quando me apercebi, ele colava o meu corpo ao dele, fazia-me sentir o seu calor hipnotizante, a sua força e o desejo louco que tinha por mim.
Beijou desesperado os meus lábios, e uma frase dele passou-me pela cabeça. Quando na sala dos professores ele tinha admitido que sentia algo.
“Como posso encontrar conforto e dor nos teus lábios?”
Tomei força e separei os meus lábios dos dele. E o meu corpo gritava comigo. Para desligar a mente e continuar com ele.
Mas a mente dizia-me para fugir dele, o mais rápido que poder.
Porque no fim…
Eu diria sim para ele.
E ambos sabíamos.
- Se voltas a beijar-me sem a minha permissão, juro-te Alexander, que nunca te vou procurar. Deixa-me pensar! Não me respeitas? E ainda dizes que me amas!
- Sou egoísta. Se não fosse, nesta altura já estaria longe.
- Pára de me perseguir! Porque vieste para aqui? Deixa-me em paz, pelo amor de Deus!
A minha cabeça parecia que ia explodir!
Ele sorriu torto e apoiou os cotovelos na grade do miradouro.
- Desta vez, pequena – fechei os olhos ao ouvir o “pequena” sair pelos seus lábios. As recordações doíam de mais – não te segui. Venho aqui todos os dias.
- Porque? – não pode evitar perguntar.
- Já sabes o porque. Aqui sinto-te mais perto.
Dei meia volta e preparava-me para ir embora. Aquilo fazia-me mal.
Mas ele segurou-me pelo braço.
- Fica. Não te vou tocar como antes. Prometo. Apenas… Fica, aqui um tempo. Vamos ver o por do sol juntos.
- Acho melhor não…
- Por favor.
Inspirei fundo e também me apoiei nas grades do miradouro.
Ainda não compreendia como estava ali. Eu sabia que devia ir embora, eu sabia.
Então porque raio continuava ali?
- Nikka… Antes de tomares uma decisão, eu queria que tivesses a noção de certas coisas. Para depois conseguires lidar comigo.
- Já supôs que vou dizer sim é? Arrogante.
Ele simplesmente me olhou de canto de olho. Com a expressão irritante de sabe tudo.
- Não tenho os mesmos valores que tu. Tens que perceber isso. Aquilo que pensas ser algo uma atrocidade, é o mínimo que poderia fazer. Não á nada que não tenha coragem de fazer para atingir os meus fins.
Não respondi. Simplesmente encarei o sol que começava a desaparecer no horizonte.
Eu já tinha chegado a essa conclusão sozinha. A prova disso era a grande mentira que ele criara.
E mesmo assim… Estava ali com ele.
Ele pegou na minha mão. Eu puxei-a, mas ele não deixou.
- É só um aperto de mãos…
Não era. Ele sabia. A nossa corrente electrizante estava presente e não me deixava pensar com clareza.
Exactamente como ele queria.
- Tens valores altos de mais. Nunca poderia satisfaze-los. Até para um humano são altos de mais. Para mim, impossíveis de alcançar. O que temos que fazer, é aprender a viver com as diferenças e deixares-me mostrar que me podes amar. Que faria tudo por ti. Daria tudo o que pedisses. Qualquer coisa.
- Não tenho padrões tão elevados quanto isso. Acho que o facto de não matar devia ser algo fácil de se arranjar.
- Não comigo. – ele não se importava minimamente com o facto de matar – E isso cabe a ti lidares com isso. Assim como cabe a mim lidar com o facto de seres humana e te poder acontecer alguma coisa a qualquer momento, e aí será o meu fim.
Suspirei.
- Nikka. Perder-te, vai contra as regras básicas da minha sobrevivência.
Não respondi.
Tomei uma atitude indiferente. Mas estava a girar de confusão.
- O facto da tua humanidade e da minha imortalidade, deve ficar para outro momento. Agora devemos focar-nos no facto de me aceitares, e eu a ti.
- Não posso ficar contigo enquanto matas sem misericórdia. Quando os lábios que me beijam que acariciam a minha pele, são os mesmos que tiram vidas? Achas que quero isso para mim, Alexander?
Foi a vez dele ficar em silencio. Apenas olhava o sol a pensar.
- Realmente Nikka, não sei quantas vezes tenho de te dizer, mas isto não é uma história dos livros que lês.
- Eu sei…
- A vida humana nada significa para mim. Ainda não tiveste realmente contacto com esse meu lado – olhei-o sem acreditar com a imagem dos lábios dele com sangue na minha mente – Nikka… Aquilo não foi nada… Por isso me preocupo contigo. Ficas-te assim por me veres a alimentar, se visses outras coisas…
Olhei-o aterrorizada. Como assim? Aquilo foi algo brando?
Ele desviou o olhar do meu, como se não suportasse ver o medo nos meus olhos.
- Nikka, até os da minha própria raça mato, e não perco nem um segundo a pensar nisso. Quanto mais em humanos… A única coisa para que ligo, és tu. Porque tu és minha…
- Alexander…
- Nikka, ouve tu com atenção. Sou velho. Muito velho. Não preciso de muito alimento. Umas gotas seriam o suficiente. Mas eu usufruo de matar, de sentir o medo a correr pelas veias das vitimas… Apenas o prazer da caçada…
- Pára.
- Tens que perceber. Eu sou assim. Não sou um príncipe dos teus livros. A vida real não é assim. Eu mato e aproveito cada segundo disso. E volto a faze-lo, uma e outra vez, porque é a minha natureza…
- Não quero ouvir mais… Por favor…
- Tudo bem. – suspirou cansado – Apenas pensa bem Nikka. Apenas eu te posso amar para sempre.
- Para sempre é muito tempo, não achas? – outra frase dele, quando falamos logo no primeiro dia de aulas, depois do beijo e ele assegurou-me que não doeria para sempre, pois para sempre seria muito tempo.
- Nisto não. – os olhos dele mostravam que também reconhecia a frase - Irei amar-te todos os segundos da minha existência.
Olhou os meus lábios e eu percebi.
Ele mentalmente tinha depositado lá um beijo. E eu mentalmente correspondi.
Desviei rápido o olhar e puxei a minha mão.
- Adeus Alexander.
- Até breve, Nicholaa. – recusou utilizar a palavra adeus.
Conduzi até casa, com a cabeça a mil à hora. Tudo num turbilhão, que fazia com que as minhas defesas baixassem e que eu quisesse virar e voltar para os braços daquele vampiro.
Então? O-o
Explicação: Disse que se o poder de Alexander seria desvendado neste capitulo, mas não foi.
Foi outro… O facto de ele ser o rei… ;)
Aposto que ninguém imaginava! Hehehe
Pois bem… Com a idade dele…
Ele é o puro que controla tudo. O-o
O poder será revelado no próximo capitulo!
Juro! Palavra de escritora! ;)
Além disso, realmente não vão querer perder o próximo capitulo.
Talvez seja o momento mais importante da fic. Já comecei a escreve-lo, e estou a roer as unhas! :S É mesmo importante!
Vai ser um capitulo que dará que falar…
Na sexta ele saí… Fiquem atentos! Pode ser k na quinta á noite ele esteja disponível… ;) pode ser… Se tiver coments e tal… :P
P.S-) Para aquelas que perguntaram, o teste correu bem sim! ;) Mas acho k não vai dar para 18 como o anterior… Pode ser k tire 17! :P (espero bem, se não a média vai ao ar! :O )“AR” lool!
Beijos gigantes e obrigada pelo desejos de melhoras! :D
COMENTEM MUITO!
:D
As coisas que sempre quero! :P
P.S- BENFICA CAMPEÃO! (desculpem os adeptos de outros clubes, mas não resisti… :S)