domingo, 4 de abril de 2010

3º Capítulo -Doença.

Aqui vai outro capítulo! ;)










As duas semanas de castigo passaram e eu não arranjei mais problemas. E era tão bom ver a vaidosa da Nora, com um olho negro e arranhões na cara! Valia por mais semanas de castigos! Cumpri o meu castigo e nas aulas de inglês nem falava.
Bem… Agora, tenho algo melhor para fazer…
O que se faz quando temos um professor lindo, sexy, que exalta masculinidade, com um poderoso olhar e com uma boca tremendamente sensual?
Observa-se.
Bem é isso que faço durante as aulas dele. Todos os segundos. Não consigo parar de olhar para ele! Sabia que os outros professores faziam piada sobre Alexander ser tão rígido que até a Nicholaa se comportava, que tinham de ser tão autoritários como ele. Não sabiam era que, apesar de Alexander ser um professor muito rígido e que ninguém se atrevia a falar nas aulas dele, a verdadeira razão do meu silêncio era porque estava completamente fascinada por aquele homem perfeito.
Eu, que costumava tirar notas altas a inglês, desconfio que vou tirar uma péssima. Pois não presto atenção quando ele fala, a não ser nos seus lábios em movimentos ou o quanto sexy é a voz dele…
Eu simplesmente o olhava maravilhada. Mesmo quando ele estava a enxovalhar os outros alunos. Podia simplesmente apoiar o meu queixo nas mãos em formato de concha e ficar hipnotizada pelo som da sua voz. Profunda e sensual… Acredito que faria qualquer coisa que ele pedisse. Até saltar de um penhasco!
Penso que ele já percebeu que estou a criar uma espécie de paixãozinha de adolescente pelo professor, pois muitas vezes olha-me de lado e esboça um sorriso fazendo o me coração voar…
E ganhar tolas esperanças, quando no fundo sabia perfeitamente que o professor Alexander, - cobiçado por todas as mulheres dos 8 aos 80 – alguns homens também - era território inalcançável.

Uma colega entregou-me um papel. Abriu-o antes que o professor o visse.
“ Nikka, estás linda hoje. ;) Aposto que vais ser a mais linda no baile…”
Sorri para o papel e depois para Jonh. Eu e Jonh resolvemos as coisas e combinamos de irmos juntos. O pior é que cada vez mais, eu o achava uma verdadeira criança. Mais infantil. Mais imaturo…
Jonh não era… Ele.
Eu tempos atrás mataria por este papel. Na verdade sonhei como seria beijar o Jonh. Mas não era como isto. Não senti nada.
- Nicholaa, pode mostrar-me o que tem aí, por favor?
Corei horrores e escondi rápido o papel no meio do caderno.
- O quê? – fingi-me de desentendida. Mas a voz denunciou-me.
- O papel que, “discretamente”, escondeu…
Engoli em seco. Tirei o papel do meio do caderno e entreguei-o sem olhar.
- Então alguém considera que está linda hoje? E ainda teve direito a um smile com uma piscadela de olho? Que sorte que teve! – olhei-o morta de vergonha enquanto a turma ria de mim – será o Sr. Anderson o responsável pela piscadela?
- Parece que sim professor King… - admitiu Jonh.
- Bem, podemos continuar ou temos que esperar que os pombinhos terminem? Porque se estiver a interromper, por favor, avisem-me!
- Pode continuar professor…
- Obrigada Anderson. É muito simpático da sua parte! – ironizou o professor. – E que não volte a ver papeis a circular na sala! – Alexander olhou-me furioso e entregou-me o papel. Como se acabasse de cometer um crime. Como se o ofendesse profundamente.
Mas eu nem tinha culpa!
Ruborizada peguei no papel e guardei.

No final do dia quando estava á porta de minha casa a lavar o meu carro, vejo um Porch preto passar. Lá dentro ia o meu professor de inglês. Devia ir para casa… Aterrorizante a casa dele…
Ele olhou-me. OMG!
OMG! Mesmo!
Tão atrapalhada fiquei que acabei por escorregar e cair!
OMG que vergonha!
Rezei para ele não ter visto. Mas lá no fundo eu sabia que ele viu… Com a minha sorte ele tinha que ter visto a minha humilhação!
Sou uma nódoa! Sinceramente Nicholaa Brown…
De noite, acabei por adormecer no sofá da sala a pensar em como sou ridícula…
- Acorda, cabeça de fósforo! – o imbecil do meu irmão acordou-me (abanou-me como se fosse um animal e não UMA PESSOA que ainda por cima era IRMÃ dele!) a meio da noite. Voltei para o quarto e dormi que nem uma pedra.

De manha quando me levanto e me vejo ao espelho… Gritei de raiva! O imbecil do meu irmão, tinha aproveitado que adormeci no sofá para me desenhar um bigode e chifres na testa.
O pior foi que aquilo não saia! Era alguma espécie de tinta resistente. Só depois de muito esforço é que tirei aquilo!
Mas inevitavelmente atrasei-me para a escola. Começo bem o dia…
Se comecei bem, acabei ainda melhor.
Tive uma discussão com Nora na cantina e a vadia atirou-me com um copo de Coca-Cola. A sorte dela foi que a directora apareceu logo, mesmo quando eu estava para afundar as minhas unhas na cara nojenta dela!
Tive que correr para o meu cacifo e pegar numa camisola suplente do meu uniforme.
Cheguei atrasada á aula de inglês.
- Desculpe professor! – entrei toda atrapalhada na aula, da correria para não chegar atrasada.
- Menina Brown! Ainda bem que decidiu prendar-nos com a sua presença! É uma pena que tenha sido 15 minutos depois. – Deus! Até a resmungar era sensual!
- Desculpe – corei – É que tive uns imprevistos…
- Sente-se. E comece o teste.
Arregalei os olhos. Só aí reparei que estavam todos a fazer teste!
- Mas eu não sabia que íamos ter teste! – E a parva da Nereida nem me disse nada! Eu devo andar mesmo louca, pois juraria que o teste era só para a semana!
- É teste surpresa. – olhei-o sem acreditar.
Como assim?
- Mas eu não sabia!
- Talvez por ser surpresa… – olhou-me como se fosse a maior retardada do mundo. Queria um saco para esconder a cara.
Lá fui para a minha mesa, mas quando me sentei para fazer o teste dei uma olhadela para Alex – nos meus sonhos eu chamo-o de Alex, enquanto ele me diz o quanto perdidamente apaixonado está por mim – e vejo o olhar divertido dele na minha direcção.
Borboletas no estômago. Ruído nos ouvidos. Mãos suadas e falta de concentração.
Provavelmente Alexander fazia-me ficar doente. Sim. Eu só podia estar doente.
E o teste correu-me mal devido á minha nova doença.

- Que nojo! – queixei-me a Nereida – O teste correu-me super mal! – afundei-me contra os cacifos.
- Correu mal a toda a gente Nikka. Era impossível, alguém responder àquilo.
- Porcaria! – deixei a cabeça cair nas mão – Lá se vai a minha media! Adeus planos para o futuro! – gemi.
Nereida deu-me uma cotovelada. Olhei-a chateada.
Ela fez gesto com a cabeça, indicando o lugar para onde devia olhar.
Era Alexander que ia a passar com a sua maleta preta. Dirigia-se para as escadas.
- Havia de cair e partir uma perna! – rugi amaldiçoando-o.
Nereida riu. Alexander parou.
Não acreditei. Ele olhou para mim, esboçou um sorriso perfeito e depois olhou para a escada. Olhou-me novamente, ergueu uma sobrancelha esculpida.
Eu abri a boca. Era impossível, ele ter ouvido! Nem pensar! Era coincidência!
Ele riu. Piscou-me o olho e foi noutra direcção, evitando as escadas.
Fiquei aparvalhada e nem ouvia as tagarelices de Nereida sobre um suposto rapaz que a levaria ao baile.
As imagens da provocação de Alexander não me saiam da cabeça e as coisas que tentava guardar dentro de mim, cresciam cada vez mais e estava a ser impossível de esconder por muito mais tempo. Parecia que o meu coração não conseguiria guardar aquilo só para ele durante muito mais.
E novamente a minha doença atacou.



Então? Gostaram?
Dêem-me a vossa opinião… *-*
Eu fico sempre nervosa a tentar imaginar o que pensam…
Este capítulo foi mais pequeno que o normal porque acho que os outros eram grandes de mais e vos cansavam…
Está bom deste tamanho?
Como preferem? Mais pequeno ainda? Ou como estava antes?
Não quero que a leitura se torne cansativa para vocês…
É verdade, eu respondo a todos os vossos comentários! TODOS! Depois vão e verifiquem, ás vezes posso fazer perguntas lá! ;) E se eu tenho tempo para mostrar o quanto vos sou grata, voces podem comentar o que acharam de cada capítulo! Não custa nada! ;) pf! *implorando* ;P
Muito obrigada por lerem e comentarem! Mesmo!
Se não comentarem eu não sei se estão a ler e a gostar… :S
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

2 Capítulo - Um começo... Ou um fim?

Este capítulo é dedicado a uma pessoa que adorou a Fic. Tanto que até me pediu um autografo! OMG! Eu? Dar um autografo? O-O
E ainda andou a fazer “publicidade” à Fic!
Portanto, Catiatwilight, este capitulo é para ti! ;) Onde Alexander e Nikka se irão conhecer! ;)




O meu irmão cantava (gritava) Rehab da Amy Winehouse, no carro e eu queria morrer. Sério…
Finalmente chegamos á escola e eu saí logo do carro agradecendo ter sobrevivido tanto tempo, fechada com o meu irmão. Aquilo é de mais para mim… Uma pessoa não devia sofrer tanto.
Na aula de Inglês a seguir ao almoço tivemos uma notícia espectacular. O Sr. Robert, com muito pesar, deu-nos uma noticia tão má… No ponto de vista dele!
- Lamento informar-vos, mas a partir de amanha, terão um novo professor. Irei dar aulas na Rússia…
- Sério professor? – perguntou Nora fingindo tristeza.
- Sim menina Nora. Sentirei falta do seu empenhamento. – revirei os olhos.
Nora consegue sempre sair-se como a menina santinha. Mas na verdade é o tipo de rapariga má, que não liga a meios para atingir os seus fins. Infelizmente sei disso por experiencia própria.
- Sentirei falta das suas aulas tão cativantes…
Aí tive que rir muito! Alguns quando comecei a rir acompanharam-me, e lógico que fui a condenada. Para não variar.
- Parece que a menina Brown não partilha da sua opinião. – depois o professor baixinho e gordo olhou-me carrancudo – Tem alguma coisa a acrescentar, Brown?
- Bem… Com certeza as aulas de Inglês não serão as mesmas, sem um professor tão… - pensei rápido e acrescentei com um sorriso - Único!
Ele acenou negativamente num gesto bastante obvio de quem me está a criticar, mas depressa desviou a sua atenção para a querida Nora.
Eu e Nereida trocamos olhares cúmplices. Nora será sempre a mesma.
- Bem, até um dia classe! Talvez nos encontremos um dia, quem sabe!
- Espero bem que não! – sussurrei para Nereida enquanto arrumávamos as coisas para sair-mos depois do toque ter soado.
Eu e o meu irmão chegamos em casa e cada um foi para o seu quarto. Eu fazer os trabalhos de casa, ele provavelmente ver pornografia.

No dia seguinte, tudo foi a mesma rotina. Discussão de manha com o Michael. Michael no carro a irritar-me. Aulas secas na parte da manha. Almoço nojento na cantina. Aula de Inglês… diferente…
- Como será o novo professor? – perguntou Nereida.
- Deve ser baixo, gordo e cospe quando fala!
Entre gargalhadas abrimos os livros de inglês.
- Será que vai ser tão chato quanto o velhaco?
Ri com o apelido que posemos ao nosso antigo professor de inglês.
- Espero que não!
- Bom dia classe. – Disse uma voz suave e sombria ao mesmo tempo.
Um arrepio atravessou a minha espinha. Levantei o olhar para quem falou.
- Sou o vosso novo professor, Alexander King.
Era aquele o professor?
O.M.G!
Ele era lindo. Mas quando digo lindo, quero dizer, uma beleza absurda. Nem nas salas de cinema existe comparações para ele. Compara-lo a um actor sexy de filmes de Hollywood seria um enorme insulto!
Era alto. Muito alto! Diria 1.90! Tinha um corpo que quando olhei fez-me corar. O rosto de pele branquinha como luar, os lábios desenhados minuciosamente de tão perfeitos, cheios, avermelhados, sensuais. O cabelo castanho de um tom intermédio entre o claro e o escuro. Não se podia parar de olhar para ele!
Reparei que todas as raparigas na sala o olhavam da mesma maneira. Os rapazes resmungavam e algumas raparigas davam risinhos.
Ele pousou a pasta e olhou-nos sério. Wow! Arrepiei-me.
- Bem, espero que nos demos bem…
- Daremos com certeza! – Nora.
- Retomaremos as aulas no ponto em que o antigo professor parou. – tive que forçar para não rir por ele ter ignorado Nora – Alguma pergunta? Não. Óptimo! – respondeu antes mesmo de ter dado tempo para fazermos perguntas! – Vamos á chamada.
- Anderson, Jonh?
- Presente.
Enquanto ele continuava eu virei-me para Nereida e arregalei os olhos.
- Lindo! – disse baixo para mim.
“ Eu sei” – movi os lábios para ela perceber.
-Brown. – assustei-me quando vi que já estava no meu nome. – Nicholaa.
- Aqui!
Ele olhou para mim e o olhar dele é tão penetrante, tão abrasador que tive que desviar o olhar quando percebi que estava a corar! Olhar nos olhos dele era como tentar olhar para o sol! Não conseguimos manter muito contacto, mas queremos tentar novamente.
E aí o meu coração deu um trambolhão. E a minha boca secou. E borboletas voaram na minha barriga.
Ele continuou a fazer a chamada como se não tivesse acontecido um terramoto. Ele não sentiu? Não sentiu que o dia frio e gelado de inverno se tinha tornado no dia mais quente do ano?
Eu só olhava para ele, fascinada por aquele ser maravilhoso! Ele apanhou-me a olhar para ele mais uma vez, mas eu tratei de disfarçar. Acho que ele não acreditou… E por um segundo louco, eu podia ter jurado que o vi esboçar um sorriso torto.
- Agora abram o livro na página 203, leiam o poema e respondam ás perguntas propostas. Podem fazer aos pares.
O burburinho começou e eu cheguei-me mais para perto de Nereida. Nem falamos sobre a absurda beleza do nosso professor e fomos logo ler poema.
Reviramos as duas os olhos ao mesmo tempo quando Nora estava sempre a dizer “ Professor? Podia vir aqui? Não estou a perceber!”
O professor lá ia ajuda-la e eu e Nereida não nos controlávamos e ria-mos das caretas que Nora fazia a tentar ser sexy. Ela até o lápis chupava!
- De que ris? – perguntou num sussurro puxando-me o cabelo.
- Voltas a puxar o meu cabelo e parto para cima de ti! – virei-me para trás e olhei-a com ódio. Pouco importava ter passado a última semana a lavar os pratos na cantina por ter armado confusão. A gratificação de dar um murro em Nora, valia mais do que o castigo de lavar pratos.
Ela riu cínica.
- Esquece Nicholaa. Não merece o esforço… - Nereida segurou o meu braço.
Respirei fundo, virei-me para a frente apertando tanto o meu lápis que quase o partia.
- Isso! Vira costas aos desafios. Afinal és uma Brown mesmo…
- O que queres dizer com isso? – virei-me novamente para trás pronta para acertar aquela cabeça loira oxigenada – Não fales da minha família!
- Ora, Nicholaa! Todos sabem que a tua mãe estava louca e se suicidou por não aguentar olhar para uma filha como tu! Quer dizer eu quase que me suicido por ver-te todos os di…
Tremi de raiva. Saltei para cima dela mesmo estando na sala de aula.
Tocou no meu ponto fraco. Magoou-me e ela sabia. Quis magoar-me e nada mais justo do que eu magoa-la a ela. Não sou o tipo de rapariga que leva e se cala. Dão-me uma? Levam duas.
Caímos no chão e eu fiquei por cima.
Soquei muito aquele rosto nojento enquanto as lágrimas lutavam para sair dos meus olhos. A fúria a tomar proporções gigantes. O ódio a bombear nas minhas veias, a sede de vingança. Nora tem vindo a provocar-me durante anos e agora cada soco, cada agressão que lhe faço é a paga com juros do que ela me fez passar. Mas uma coisa era as agressões para comigo, outra era ela falar da minha família. Da minha falecida mãe.
- Não te metas com a minha família! – Dei outro soco – Nunca mais!
Estava num momento em que não fazia ideia de onde estava só que queria ensinar algo àquela desmiolada. Nicolaa Brown não está para aturar mais as suas frases cruéis.
Sentia pessoas a tentar-me tirar de cima dela mas eu só queria mata-la mesmo! Marcar aquele rosto repudiante e nojento dela! Como se atreveu a mencionar o nome da minha mãe? Ela tinha o objectivo de me magoar. Conseguiu. Eu tinha o objectivo de a magoar fisicamente e estava a conseguir.
Mãos fortes seguraram a minha cintura tirando-me de cima dela. Senti uma espécie de choque, uma descarga eléctrica, um raio. Chamas a tocarem a minha pele e fazerem um arrepio percorrer a espinha das costas.
- Eu disse para parares! – o meu professor encaravam-me sério e eu tremi face á proximidade dele.
O meu coração batia ainda com mais força. Tinha certeza que já ofegava, não por ter acabado de me envolver numa luta, mas por aqueles incríveis olhos azuis com tons de cinzento me fitarem com intensidade.
- Sua louca! – gritou Nora enquanto chorava.
Olhei-a e vi o rosto marcado dela. Sorri vitoriosa. Agora estávamos quites.
O meu professor pousou-me no chão (infelizmente) e foi ver o rosto dela. Ela, claro, fez um drama!
- Porque começou a briga? – Perguntou o professor King.
- Foi ela que me atacou do nada! Estava a fazer os exercícios e ela salta para cima de mim! – agarrou-se a chorar a ele. Já imagino como isto vai acabar para o meu lado… Acabo sempre pró ficar com as culpas todas.
- Devias ter tido calma… - segurou o meu braço Nereida. Revirei os olhos para ela, tentando não chorar. Não ia chorar ali!
- Porque atacou a sua colega?
- Porque sou louca e lembrei-me de saltar para cima dela. Só porque não tinha mais nada para fazer mesmo… - disse cínica e ri torto.
- Está a tentar brincar comigo? – olhou-me ameaçador.
- Não…
- Então pare de ironias e aproveite a oportunidade de se defender, caso contrário, vai para a directoria.
- Directoria. – peguei nas minhas coisas e sem o olhar sai da sala.
Aí permiti as lágrimas correrem pela minha face. Aquela vadia não ia-me ver humilhar ao dizer o que ela disse em voz alta. Não mesmo! Mil vezes os castigos da directora! Nora iria desmentir e como sempre eu seria nomeada culpada de qualquer forma!




Depois que sai da sala da directora, ponderei. Bem, nem correu assim tão mal… Podia ter que pedir desculpa á desmiolada da Nora. Mas preferia ser expulsa do que lhe dar esse gostinho! Nunca que iria pedir desculpa. Nunca mesmo!
Voltei pelos corredores até á porta da sala de inglês e encostei-me á parede á espera que a aula acabasse para terminar logo com aquilo!
O sinal tocou e os meus colegas saíram da sala. Alguns piscaram para mim fazendo-me rir. Certamente não sou a única a odiar a Nora!
- Falo contigo depois… - disse a Nereida que já vinha pedir explicações, toda curiosa. – Tenho que ir pedir desculpa ao professor.
- Ok. – sorriu e foi para o intervalo.
Intervalo. Duas semanas sem ele. Suspirei derrotada.
Fui para a porta da sala.
Bati na porta para perceberem que estava ali.
- Posso falar consigo professor? – perguntei ao professor que me olhava sério. Deus! Ele é lindo!
- Pode.
Entrei na sala e encarei-o, nervosa, á espera que olha-se para mim.
- O que queria falar comigo? – disse parando de arrumar os papeis e encarou-me com aquele poderoso olhar azul acinzentado.
Respirei fundo. Queria acalmar o meu coração que batia descompassado devido á presença dele. Mas sempre me podia enganar e dizer que estava assim por ter de pedir desculpa, já que para mim é difícil faze-lo.
- Queria pedir desculpa pela forma como agi. Especialmente no seu primeiro dia de aulas. A minha conduta foi inapropriada para a sala de aula.
Ele avaliou-me e meio que deu um sorriso torto. Algo me dizia que ele percebeu que o discurso foi ensaiado e mecânico.
Eu senti as pernas tremerem como varas verdes!
- Faz parte do seu castigo vir pedir desculpa?
Eu corei por ter sido apanhada e sorri embaraçada. Sentia as mãos soar e podia ver-me a desmaiar ali mesmo!
- Algo assim…
- Está arrependida pelo que fez?
- Não.
-Muito bem.
Tipo podia ser mais explícito? Muito bem? Muito bem o quê? Estava perdoada?
- Estou perdoada? Quer colocar-me outro castigo?
Ele sorriu – totalmente, já que antes tinham sido apenas sorrisinhos tortos e incrivelmente perfeitos - pela primeira vez e o meu coração pareceu querer sair do peito! Céus, ele é perfeito.
- Está perdoada. Qual o castigo que teve para alem de ser obrigada a pedir desculpa?
- Duas semanas sem intervalos. – fiz careta de desgosto. – Mas não é o meu pior castigo. Eu e a directora temos uma longa relação…
- Imagino. Mas nas minhas aulas esse tipo de rivalidade entre adolescentes não pode existir. Tratem os vossos problemas longe da minha aula.
- Claro. – assegurei enquanto me virava para ir embora – Professor? – parei e virei para o olhar, com o coração nas mãos. Respira Nikka. Respirar é bom… - Ficou com uma impressão muito má de mim? – Perguntei enquanto ele me olhava atento, parecendo ler todos os meus pensamentos.
Ele deu um sorriso torto. Perdi o equilíbrio.
- Algo assim.
Sai de lá rápido e fui para a sala de detenção. Duas semanas longas me esperam, e algo me dizia que o tempo passado na sala de detenção ia se ocupado a relembrar a voz rouca e aveludada do meu novo professor.
O quão lindo e perfeito ele era…
Ou…
Algo assim.





Obrigada a TODAS pelos maravilhosos comentários que têm deixado. Pelos maravilhosos elogios no msn e pelo incentivo! E por acreditarem na fic “Amor & Sangue À Meia-Noite” assim como acreditarem em mim.
Não sabem o gratificante que é ler os vossos comentários. É uma espécie de combustível!
Obrigada mesmo meninas.

E então, que tal estava este capítulo? o-o Desiludi-vos? :S Se não gostarem de algo digam!
Incluindo as musicas... :S Não sei os gostos músicais de cada um...
*ansiosa pela vossa reacção*
Beijinhos, e já sabem....COMENTEM!

Personagens!

Vão aqui as personagens que imaginei ao escrever a fic!
Espero que gostem e que ajuda a "visualizar" as cenas!








Alexander King - Ian Somerhalder








Nicholaa Brown - Michelle Trachtenberg
P.S - Imaginem-na ruiva e com os olhos verde-esmeralda, como é descrita na fic.








Michael Brown (o irmão chato "cabeça oca"!) - Justin Hartley






Samuel Brown (o pai) - Jorge Clooney







Nereida ( a amiga espanhola!) - Ashanti





Nora ( a colega implicante) - Arriel kebbel

Espero que gostem dos personagens que escolhi! :)

Foi a imaginar estes que escrevi a história "Sangue & Amor À Meia-Noite"!

Se não gostarem de algum, digam e deixem sogestões! Sempre aberta a novas ideias! :)

Gostaram dos progonistas? Qual gostaram mais? Foi assim que imaginavam?

Muito obrigada pelo apoio! Mesmo!

Beijinhos, e já sabem... COMENTEM! ;)