Desculpem a demora… tive uns problemas com a net… Não conseguia aceder… E só resolvi –mesmo agora – isso.
Mas agora já está resolvido e espero que não volte a acontecer! ;)
Novo capitulo para vocês – maior para compensar – e é dedicado a todas que comentaram o ultimo capitulo!
Catavita, Samara, Rita Baptista, catiatwilight, cat, BrunaCullen, Ritinha646, M Moon, md, leozinhoB (Beatriz).
Muito obrigada a todas! Mesmo! Não imaginam o quanto é bom ler os vossos comentarios lindos! ;)
Espero por mais coments e quero que se divirtam com o novo capitulo! ;)
No dia seguinte depois do estranho episódio do corredor com Alexander, ele comunicou na aula que já tinha corrigido os testes e que os ia entregar amanha.
Já sabia que aquilo estava um nojo, portanto comecei a armar um plano na minha cabeça.
A aula foi decorrendo comigo a armar um plano, por isso nem liguei quando o professor me chamou.
- Brown!
- Sim! – saltei na cadeira.
- Já a chamei 3 vezes! Para além do seu teste ter sido uma vergonha ainda passa as aulas a pensar em sabe-se lá o que! – olhou-me com raiva. Engoli em seco – Atenção á aula, criança.
Eu odiava isso nele. Criança. Não sou criança!
-“Devo igualar-te a um dia de verão?” “Mais afável e belo é o teu semblante…” “O vento esfolha Maio ainda em botão” “Dura o termo estival em breve instante”
Nora leu um poema de Shakespeare e eu vi-me a pensar alto enquanto rabiscava o meu caderno.
- O poeta era bicha… Quem diria…
A aula ficou em silêncio e depois caiu em risadas. Eu levantei os olhos e percebi que tinha falado alto de mais…
- Ups… - murmurei – Pensamentos expressados em voz alta…
- Silêncio! – ordenou o professor e todos calaram a boca imediatamente – Porque pensou isso Brown?
- Porque é retardada! – riu Nora.
Eu trinquei os dentes pronta para lhe dizer o quanto ela era retardada, mas Jonh defendeu-me.
- Miúda, Nikka é mais inteligente do que tu algum dias serás! – a turma riu e eu olhei corada e agradecida para Jonh – Certo, Nikka?
Piscou-me o olho e eu sorri.
Professor Alexander bateu tão forte na mesa que eu juro que ouvi uns som de metal a partir!
- Então, menina Bronw pode me dizer porque pensa Shakespeare tinha como orientação sexual a homossexualidade?
- Nikka, todos sabem que Shakespeare era um tremendo romântico! Não era homossexual! – disse uma colega de turma (amiga intima de Nora).
- Bem… - ponderei a ideia – Podia ser bi, mas continuo a pensar que era Gay! – dei de ombros e todos começaram a rir.
O meu professor olhou meio repreendendo-me, mas com os olhos a brilhar. Tinha a típica expressão de: Não sei se te repreendo ou se desmancho-me a rir.
- Então Nikka, porque ele é Gay? – perguntou divertido Jonh.
- Ele não dizia que a pessoa era como um dia de verão, mas sim que era quente como um dia de verão…- o professor assentiu de forma a dizer que o meu raciocínio era certo – E ele estava a falar de um gajo. Escreveu este poema para um gajo! – expliquei o obvio.
- Não sejas tola! – riu Nereida – Achas que ele ia escrever isto para um homem?
- Na verdade, escreveu sim. – admitiu o professor – Parece bastante informada sobre Shakespeare, mas então Brown, deve saber que não se sabe ao certo… não se pode ter certeza…
- Ele escreveu um poema para um homem e continua a não ter certeza? – não aguentei e desmanchei-me a rir.
A turma riu e até o professor soltou um risinho que á muito prendia e eu senti-me flutuar. Ele nunca tinha rido. Sorrido sim, não rido.
- Bom. – disse sério – Vamos continuar. E Brown – olhou-me meio divertido – guarde essas observações para si. A sexualidade dos escritores não tem importância para as nossas aulas, mas sim as suas obras!
- Tudo bem professor. – sorri tentando parecer amigável, mas tremia com vontade de rir – Apenas Romeu e Julieta nunca mais foi o mesmo para mim…
Alexander nem me respondeu e continuou a dar a aula.
Como me sentia gloriosa por ter arrancado uma risada dele! Era a primeira vez que o via rir! Ele já me dera sorrisos tortos ou “completos” fazendo o meu coração palpitar feito louco. Mas nunca uma risada!
Eu nunca o tinha visto rir! Aquele som profundo…
E o meu novo objectivo era escutar a sua gargalhada!
- Até amanha. – disse Alexander depois de soar o toque.
Arrumei as coisas com calma de forma a ser a ultima a sair da sala. Nereida a esperar por mim mas eu fiz-lhe sinal para ele me esperar perto dos cacifos.
- Professor? – chamei-o antes de ele sair da sala.
Respirei fundo para me acalmar. Ele parou e olhou-me meio desconfiado. Peguei nos livros e com as pernas a tremer fui para o lado dele, perto da porta.
- Sim, Brown?
- Sempre vai entregar os testes amanha?
- Sim. Porque?
- Não, nada… Só queria saber… - tentei parecer inocente – Então, vai traze-los amanha, não é? – tinha que ter certeza disso.
- Não foi o que acabei de dizer?
Corei cheia de vergonha. Ele fazia-me sempre parecer retardada!
- Foi… Eu… - sorri embaraçada e perdi-me no olhar dele.
Normalmente Alexander tinha um olhar frio. Cínico. Mas agora pareciam um mar de prata líquida e risonhos. Perdi qualquer linha de raciocínio.
- A menina… - Incentivou-me a continuar. Eu simplesmente Odiava quando ele me tratava por menina!
- Só queria saber a minha nota… - sorri embaraçada – Sei que está uma porcaria, mas… Mesmo assim, será que me podia dize-la agora?
No fundo eu sabia que tinha de seguir com o planeado. Mas como sou uma tremenda azarada era melhor ter a certeza antes de entrar no esquema. Vai que depois descobria que o teste nem estava assim tão mal… Era bem típico meu! Fazer coisas mirabolantes que depois de feitas não eram necessária.
Mas neste caso seria necessário. O teste devia estar um nojo!
- Posso. – assentiu sério – Mas acho que não vai gostar… Não sei, mas tinha a ideia que era uma excelente aluna a inglês. Os seus testes eram sempre o que tinham a nota mais alta com o professor Robert….
- Pois… Mas este correu mal… - sorri desanimada – E além disso o professor Robert baixava-me sempre dois valores na pauta… Comportamento… - expliquei.
- Eu não terei de fazer isso. Tirando situações com papeizinhos – disse rígido e meio que o seu maxilar estava travado – E observações desnecessárias – mas aí os seus olhos não estavam tão duros - Não tenho problemas com a sua conduta na sala de aula…
Isso, meu bonzão, é porque és demasiado lindo e eu só presto atenção nesse corpinho!
Corei muito com o meu pensamento. Que raio se passava comigo? Sou alguma pervertida, agora?
Boa! Além de maluca, agora sou tarada! Isto, cada vez fica melhor…
- Pois… Mas neste teste eu não me consegui concentrar… - admiti envergonhada. Se ele soubesse o que se passa pela minha cabeça…
- Devia parar de pensar em parvoíces como bailes. - espicaçou – E passar a prestar atenção no teste. Não respondeu praticamente a nada Brown. Respondeu apenas, a umas 3 perguntas, se não me engano.
- Eu sei, eu sei… - queria despachar logo aquilo, pois já me sentia tonta e breve ia deitar tudo a perder e confessar que sou maluca de todo pois tenho uma queda (um tombo mesmo) pelo professor! – Mas qual foi a nota?
- 3.6.
- Puta que pariu!
OMG! Saiu antes de poder controlar. Corei muito e ele meio que apertou os lábios. Das duas uma: ou ficou muito ofendido pela minha linguagem na sua frente ou tentava conter o riso.
- Desculpe! – pedi com os olhos arregalados – Saiu sem querer… Fiquei espantada com a nota… - tentei explicar atrapalhada – Não me vai querer castigar por isto, certo? Ainda há pouco saí de um castigo e …
- Não se preocupe. – sorriu meio torto – Afinal a aula já acabou. E além disso a nota já é castigo suficiente.
Eu assenti, murmurei um obrigado e sai de lá.
- Vá lá Nereida! Não sejas medricas! – pedi pela milésima vez a Nereida.
Estávamos encostadas ao cacifo e só me faltava ajoelhar perante ela, para que alinhasse no meu esquema.
- Tu és louca Nikka! Não me metas nisso, pelo amor de Deus!
- Nereida! – olhei-a com desgosto – Sé rebelde uma vez na vida e não tenhas medo da tua própria sombra! Fogo!
- A última vez que alinhei num dos teus planos, supostamente “infalíveis” como este – olhou-me irredutível – Acabei sem poder sair de casa durante 1 semana!
- Mas aí foi culpa tua! – defendi-me – Pelo amor de Deus! Ninguém te manda admitires que estavas metida no plano! Bastava eu ser castigada, não podiam ter provas contra ti! – abanei os ombros dela com força – Se seguires á risca este plano, safamo-nos em grande!
Ela negou com medo.
Bufei chateada.
- Imagina – fiz um gesto com a mão imaginando um cenário – Roubávamos os testes e ninguém tirava má nota! A tua mãe não te tiraria os teus colares, as tua roupas… - ele começou a hesitar. Sorri já pressentindo a vitória – o teste já não me lixava a média… Ficávamos as duas numa boa… Uma mão lavava a outra e por tabela ainda safávamos o pessoal todo…
Rezei para ela cair na minha!
- Mas…
- Nada de mas! – falei autoritária – O prof disse que amanha trazia os testes para entregar. Na hora do almoço enquanto ele vai almoçar, vai deixar a mala dele na sala dos professores que vai estar vazia! Aí, entramos e roubamos os testes. Assim fácil!
- E pegam-nos e somos expulsas! – tremeu de medo Nereida.
- Que nada! Ninguém vai ver! Safamo-nos numa boa!
- Não sei…
Bufei irritada.
- Olha, ficas só a vigiar a entrada, que tal? – pedi com esperanças – Não posso fazer isso sozinha!
Ela olhou-me cheia de medo.
- Caraças Nereida! – resmunguei já irritada a ver o meu plano ir pelo cano. Aí fez-se luz - Já sei! Dou-te o autógrafo daquele jogador da NBA que tu gostas! Aquele que o meu irmão tem!
Nereida era apaixonada por basquetebol, assim como o meu irmão.
- O Michael Jordan? – perguntou com os olhos a brilhar.
Já estava ganho! Sorri com presunção.
- Esse mesmo!
- Mas o teu irmão nunca que mo dava…
- Não te preocupes, que eu tenho um plano…
No dia seguinte, à hora do almoço eu e Nereida (que já tinha o seu autógrafo) fomos para a porta da sala dos profs. Ela ficou a vigiar enquanto eu entrei sorrateiramente.
Procurei pela mesa do professor de Inglês e fui colocar o meu perfeito plano em prática.
- PROFESSOR ALEXANDER! – gritou Nereida – QUE COINCIDÊNCIA VELO NO CORREDOR! – gritou mais Nereida – E ESTÁ PRESTES A ENTRAR NA SALA DOS PROFESSORES!
AI MEU DEUS!
Escorreguei para baixo da mesa o mais rápido que pude.
Deus! Não permitas que eu seja pega! Meus Deus, imploro-te!
Vi as passadas seguras do professor caminhar para a secretaria dele. Ele parou a meio do caminho, uns segundos. Soltou um risinho – que me irritou, pois ele devia estar a pensar em alguma namorada – e depois foi sentar-se na cadeira da sua secretaria.
Encolhi-me num canto!
EU VOU-ME MATAR! JURO!
E então ele tornou a levantar-se e andava envolta da mesa, como se estivesse a pensar. Eu não podia ver o rosto dele e nem me atrevia a espreitar.
“por favor, imploro-te que ele não me apanhe” – sussurrei apavorada “juro não me meter mais nestas cenas! – prometi - “Não! Isso não posso prometer… Mas juro ser mais cuidadosa!”
E então percebi o professor chegar perto da secretária e pensei que era o meu fim. Mas ele simplesmente abriu a pasta mexeu nuns papeis e foi-se!
Eu esperei alguns segundos e sai a correr. Mas a meio lembrei-me da porcaria dos testes!
Corri até a mesa e ia procurar na pasta que Alex ainda deixara na secretária. Mas os testes estavam em cima da mesa!
Nem pensei. Peguei neles e corri de lá para fora.
A parva da Nereida olhava-me escondida atrás de uma coluna, apavorada!
Corremos até os cacifos e eu meti rápido os testes lá para dentro! Arfei cansada e olhei vitoriosa para Nereida. O meu plano tinha dado certo!
- Meninas…
Saltei de susto quando ouvi a voz de Alexander. Encostei-me fortemente contra os cacifos e ele olhava-nos inquisitivo.
- Foi ideia da Nikka! Eu juro que não tínhamos intenção…
- CALA A BOCA NEREIDA!
Eu tinha que ser sempre o cérebro da operação? Deus do céu!
- Nereida – sorri amarelo – O professor não se interessa pela cor do teu vestido, nem que foi ideia minha… - eu tinha as mão suadas e Nereida quase que chorava. EU VOU MATA-LA! – Tudo bem professor? – tentei suar calma. Tremia como tudo!
- Estava só á procura dos testes… Acho que os perdi…
Morri.
Beijos.
Nereida desmaiou!
- Nereida! – gritei baixando-me para ela – NÃO SIGAS A LUZ! NÃO SIGAS A LUZ! – Abanei-a freneticamente.
- Nicholaa… - o meu professor segurou o meu ombro e choques atravessaram o meu corpo todo fazendo-me quase desmaiar também – Afaste-se.
Mas enquanto ele dava latadas em Nereida para acordar olhava-me de lado divertido. Deus! Ele é lindo!
A minha amiga desmaiada e eu a pensar no aspecto físico do prof! I-NA-CRE-DI-TA-VEL!
Nereida abriu os olhos cansada eu suspirei de alivio.
- Pronto. – sorriu Alexander para mim, e foi impossível não sorrir de volta – Parece que ela seguiu o seu concelho e não seguiu a luz…
Eu corei e baixei o olhar timidamente. Eu era mesmo estúpida! Alguém me diz porque raio gritei aquilo? Ele já me devia achar louca varrida, então agora…
Na aula a seguir de Inglês, o professor avisou que perdera os teste e que não os ia entregar. Mas que também era melhor para nós já que só tinha “parvoíces” e que eram tudo negativas. Fazia-mos apenas o teste na próxima semana.
Sorri vitoriosa para Nereida, que ainda estava demasiado nervosa com tudo aquilo.
- Eu não disse que funcionaria?
Ela olhou-me irritada e depois apontou para o galo na testa.
- Nunca mais. – olhou-me com raiva – Mas nunca mais. Eu me meto nos teus esquemas!
- Credo!
Depois de ter dado um fim nos testes (queimei-os), estava em casa toda feliz a fazer os TPC’S quando o meu irmão entra no quarto todo histérico.
- Não se bate á porta? – gritei chateada – Olha se estivesse nua, Oh parvalhão!
- Desculpa! – ele pediu-me desculpa? Certo, ele devia estar mal já que suava muito e mexia-se demais. – Mas sabes do meu autógrafo do Jordan? – olhei para o caderno.
- Não. Porque haveria de o ver? – disse sem interesse, sem levantar os olhos do caderno.
- ELE DESAPARECEU!
- Ahh, foi?
- FOI!
Jogou-se na minha cama, atormentado. Eu segurei o riso.
É para aprenderes desgraçado!
Também queimaste o meu autógrafo da Anne Rice! E eu tinha aproveitado e matado dois coelhos de uma cajadada só! Tive a vingança (que esperava á dois anos) e ainda me safei de baixar a média. Além disso, já tinha passado tanto tempo desde que ele me queimara o livro com o autografo, por “acidente claro” (porque obvio que uma pessoa queima um livro SEM QUERER) e Michael nunca que iria desconfiar. Mas apetecia-me tanto contar-lhe que o tinha dado a Nereida… Mas ele simplesmente ia tira-lo de Nereida, nem que para isso tivesse que assaltar a casa dela. Assim eu nunca lhe diria onde estava o seu precioso autógrafo!
- Já procuras-te bem? – pareci desinteressada.
Procura tudo seu parvo! Que nunca o vais encontrar!
- Já… - admitiu pesaroso – Não está na caixa! Alguém o roubou!
- Olha que eu vi um colega teu, super com ar suspeito… Se calhar foi ele… Parecia culpado no outro dia e tal…
- O Erick? – levantou-se feito foguete - Foi ele não foi?
Foi? Deve ter sido… Já que parecia que Michael tinha motivos para desconfiar dele…
- Acho que sim…
Michael bateu com um punho na mão e olhou ameaçadoramente para algum ponto acima da minha cabeça.
- E tudo só porque curti com a namorada dele! Filho…
Não ouvi de quem ele era filho, já que Michael saiu disparado.
Aí soltei uma gargalhada reprimida.
Podia ter corrido melhor?
NÃO!
Tinha-me vingado do meu irmão, não recebi nota negativa, e agora que pensava bem, lembrei-me que o tal Erick uma vez ajudou o meu irmão a furar os pneus da minha bicicleta quando tinha 10 anos. Justiça tarda, mas não falha!
Com um sorriso continuei a fazer os TPC’S e a pensar um certo sorriso perfeito…
E então, gostaram deste capítulo? *-*
Espero não vos ter desiludido…
Comentem muito porque é muito importante! ;) Tenho que saber o que vocês acham…
E atenção, porque o próximo capítulo é o baile… --‘ Surpresas vão acontecer! ;)
Nikka e as suas trapalhadas… ;)
Procurei pela mesa do professor de Inglês e fui colocar o meu perfeito plano em prática.
- PROFESSOR ALEXANDER! – gritou Nereida – QUE COINCIDÊNCIA VELO NO CORREDOR! – gritou mais Nereida – E ESTÁ PRESTES A ENTRAR NA SALA DOS PROFESSORES!
AI MEU DEUS!
Escorreguei para baixo da mesa o mais rápido que pude.
Deus! Não permitas que eu seja pega! Meus Deus, imploro-te!
Vi as passadas seguras do professor caminhar para a secretaria dele. Ele parou a meio do caminho, uns segundos. Soltou um risinho – que me irritou, pois ele devia estar a pensar em alguma namorada – e depois foi sentar-se na cadeira da sua secretaria.
Encolhi-me num canto!
EU VOU-ME MATAR! JURO!
E então ele tornou a levantar-se e andava envolta da mesa, como se estivesse a pensar. Eu não podia ver o rosto dele e nem me atrevia a espreitar.
“por favor, imploro-te que ele não me apanhe” – sussurrei apavorada “juro não me meter mais nestas cenas! – prometi - “Não! Isso não posso prometer… Mas juro ser mais cuidadosa!”
E então percebi o professor chegar perto da secretária e pensei que era o meu fim. Mas ele simplesmente abriu a pasta mexeu nuns papeis e foi-se!
Eu esperei alguns segundos e sai a correr. Mas a meio lembrei-me da porcaria dos testes!
Corri até a mesa e ia procurar na pasta que Alex ainda deixara na secretária. Mas os testes estavam em cima da mesa!
Nem pensei. Peguei neles e corri de lá para fora.
A parva da Nereida olhava-me escondida atrás de uma coluna, apavorada!
Corremos até os cacifos e eu meti rápido os testes lá para dentro! Arfei cansada e olhei vitoriosa para Nereida. O meu plano tinha dado certo!
- Meninas…
Saltei de susto quando ouvi a voz de Alexander. Encostei-me fortemente contra os cacifos e ele olhava-nos inquisitivo.
- Foi ideia da Nikka! Eu juro que não tínhamos intenção…
- CALA A BOCA NEREIDA!
Eu tinha que ser sempre o cérebro da operação? Deus do céu!
- Nereida – sorri amarelo – O professor não se interessa pela cor do teu vestido, nem que foi ideia minha… - eu tinha as mão suadas e Nereida quase que chorava. EU VOU MATA-LA! – Tudo bem professor? – tentei suar calma. Tremia como tudo!
- Estava só á procura dos testes… Acho que os perdi…
Morri.
Beijos.
Nereida desmaiou!
- Nereida! – gritei baixando-me para ela – NÃO SIGAS A LUZ! NÃO SIGAS A LUZ! – Abanei-a freneticamente.
- Nicholaa… - o meu professor segurou o meu ombro e choques atravessaram o meu corpo todo fazendo-me quase desmaiar também – Afaste-se.
Mas enquanto ele dava latadas em Nereida para acordar olhava-me de lado divertido. Deus! Ele é lindo!
A minha amiga desmaiada e eu a pensar no aspecto físico do prof! I-NA-CRE-DI-TA-VEL!
Nereida abriu os olhos cansada eu suspirei de alivio.
- Pronto. – sorriu Alexander para mim, e foi impossível não sorrir de volta – Parece que ela seguiu o seu concelho e não seguiu a luz…
Eu corei e baixei o olhar timidamente. Eu era mesmo estúpida! Alguém me diz porque raio gritei aquilo? Ele já me devia achar louca varrida, então agora…
Na aula a seguir de Inglês, o professor avisou que perdera os teste e que não os ia entregar. Mas que também era melhor para nós já que só tinha “parvoíces” e que eram tudo negativas. Fazia-mos apenas o teste na próxima semana.
Sorri vitoriosa para Nereida, que ainda estava demasiado nervosa com tudo aquilo.
- Eu não disse que funcionaria?
Ela olhou-me irritada e depois apontou para o galo na testa.
- Nunca mais. – olhou-me com raiva – Mas nunca mais. Eu me meto nos teus esquemas!
- Credo!
Depois de ter dado um fim nos testes (queimei-os), estava em casa toda feliz a fazer os TPC’S quando o meu irmão entra no quarto todo histérico.
- Não se bate á porta? – gritei chateada – Olha se estivesse nua, Oh parvalhão!
- Desculpa! – ele pediu-me desculpa? Certo, ele devia estar mal já que suava muito e mexia-se demais. – Mas sabes do meu autógrafo do Jordan? – olhei para o caderno.
- Não. Porque haveria de o ver? – disse sem interesse, sem levantar os olhos do caderno.
- ELE DESAPARECEU!
- Ahh, foi?
- FOI!
Jogou-se na minha cama, atormentado. Eu segurei o riso.
É para aprenderes desgraçado!
Também queimaste o meu autógrafo da Anne Rice! E eu tinha aproveitado e matado dois coelhos de uma cajadada só! Tive a vingança (que esperava á dois anos) e ainda me safei de baixar a média. Além disso, já tinha passado tanto tempo desde que ele me queimara o livro com o autografo, por “acidente claro” (porque obvio que uma pessoa queima um livro SEM QUERER) e Michael nunca que iria desconfiar. Mas apetecia-me tanto contar-lhe que o tinha dado a Nereida… Mas ele simplesmente ia tira-lo de Nereida, nem que para isso tivesse que assaltar a casa dela. Assim eu nunca lhe diria onde estava o seu precioso autógrafo!
- Já procuras-te bem? – pareci desinteressada.
Procura tudo seu parvo! Que nunca o vais encontrar!
- Já… - admitiu pesaroso – Não está na caixa! Alguém o roubou!
- Olha que eu vi um colega teu, super com ar suspeito… Se calhar foi ele… Parecia culpado no outro dia e tal…
- O Erick? – levantou-se feito foguete - Foi ele não foi?
Foi? Deve ter sido… Já que parecia que Michael tinha motivos para desconfiar dele…
- Acho que sim…
Michael bateu com um punho na mão e olhou ameaçadoramente para algum ponto acima da minha cabeça.
- E tudo só porque curti com a namorada dele! Filho…
Não ouvi de quem ele era filho, já que Michael saiu disparado.
Aí soltei uma gargalhada reprimida.
Podia ter corrido melhor?
NÃO!
Tinha-me vingado do meu irmão, não recebi nota negativa, e agora que pensava bem, lembrei-me que o tal Erick uma vez ajudou o meu irmão a furar os pneus da minha bicicleta quando tinha 10 anos. Justiça tarda, mas não falha!
Com um sorriso continuei a fazer os TPC’S e a pensar um certo sorriso perfeito…
E então, gostaram deste capítulo? *-*
Espero não vos ter desiludido…
Comentem muito porque é muito importante! ;) Tenho que saber o que vocês acham…
E atenção, porque o próximo capítulo é o baile… --‘ Surpresas vão acontecer! ;)
Nikka e as suas trapalhadas… ;)
Qual a cena que gostaram mais? ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)