quarta-feira, 7 de abril de 2010

Planos




Desculpem a demora… tive uns problemas com a net… Não conseguia aceder… E só resolvi –mesmo agora – isso.

Mas agora já está resolvido e espero que não volte a acontecer! ;)
Novo capitulo para vocês – maior para compensar – e é dedicado a todas que comentaram o ultimo capitulo!
Catavita, Samara, Rita Baptista, catiatwilight, cat, BrunaCullen, Ritinha646, M Moon, md, leozinhoB (Beatriz).
Muito obrigada a todas! Mesmo! Não imaginam o quanto é bom ler os vossos comentarios lindos! ;)
Espero por mais coments e quero que se divirtam com o novo capitulo! ;)














No dia seguinte depois do estranho episódio do corredor com Alexander, ele comunicou na aula que já tinha corrigido os testes e que os ia entregar amanha.
Já sabia que aquilo estava um nojo, portanto comecei a armar um plano na minha cabeça.
A aula foi decorrendo comigo a armar um plano, por isso nem liguei quando o professor me chamou.
- Brown!
- Sim! – saltei na cadeira.
- Já a chamei 3 vezes! Para além do seu teste ter sido uma vergonha ainda passa as aulas a pensar em sabe-se lá o que! – olhou-me com raiva. Engoli em seco – Atenção á aula, criança.
Eu odiava isso nele. Criança. Não sou criança!
-“Devo igualar-te a um dia de verão?” “Mais afável e belo é o teu semblante…” “O vento esfolha Maio ainda em botão” “Dura o termo estival em breve instante”
Nora leu um poema de Shakespeare e eu vi-me a pensar alto enquanto rabiscava o meu caderno.
- O poeta era bicha… Quem diria…
A aula ficou em silêncio e depois caiu em risadas. Eu levantei os olhos e percebi que tinha falado alto de mais…
- Ups… - murmurei – Pensamentos expressados em voz alta…
- Silêncio! – ordenou o professor e todos calaram a boca imediatamente – Porque pensou isso Brown?
- Porque é retardada! – riu Nora.
Eu trinquei os dentes pronta para lhe dizer o quanto ela era retardada, mas Jonh defendeu-me.
- Miúda, Nikka é mais inteligente do que tu algum dias serás! – a turma riu e eu olhei corada e agradecida para Jonh – Certo, Nikka?
Piscou-me o olho e eu sorri.
Professor Alexander bateu tão forte na mesa que eu juro que ouvi uns som de metal a partir!
- Então, menina Bronw pode me dizer porque pensa Shakespeare tinha como orientação sexual a homossexualidade?
- Nikka, todos sabem que Shakespeare era um tremendo romântico! Não era homossexual! – disse uma colega de turma (amiga intima de Nora).
- Bem… - ponderei a ideia – Podia ser bi, mas continuo a pensar que era Gay! – dei de ombros e todos começaram a rir.
O meu professor olhou meio repreendendo-me, mas com os olhos a brilhar. Tinha a típica expressão de: Não sei se te repreendo ou se desmancho-me a rir.
- Então Nikka, porque ele é Gay? – perguntou divertido Jonh.
- Ele não dizia que a pessoa era como um dia de verão, mas sim que era quente como um dia de verão…- o professor assentiu de forma a dizer que o meu raciocínio era certo – E ele estava a falar de um gajo. Escreveu este poema para um gajo! – expliquei o obvio.
- Não sejas tola! – riu Nereida – Achas que ele ia escrever isto para um homem?
- Na verdade, escreveu sim. – admitiu o professor – Parece bastante informada sobre Shakespeare, mas então Brown, deve saber que não se sabe ao certo… não se pode ter certeza…
- Ele escreveu um poema para um homem e continua a não ter certeza? – não aguentei e desmanchei-me a rir.
A turma riu e até o professor soltou um risinho que á muito prendia e eu senti-me flutuar. Ele nunca tinha rido. Sorrido sim, não rido.
- Bom. – disse sério – Vamos continuar. E Brown – olhou-me meio divertido – guarde essas observações para si. A sexualidade dos escritores não tem importância para as nossas aulas, mas sim as suas obras!
- Tudo bem professor. – sorri tentando parecer amigável, mas tremia com vontade de rir – Apenas Romeu e Julieta nunca mais foi o mesmo para mim…
Alexander nem me respondeu e continuou a dar a aula.
Como me sentia gloriosa por ter arrancado uma risada dele! Era a primeira vez que o via rir! Ele já me dera sorrisos tortos ou “completos” fazendo o meu coração palpitar feito louco. Mas nunca uma risada!
Eu nunca o tinha visto rir! Aquele som profundo…
E o meu novo objectivo era escutar a sua gargalhada!
- Até amanha. – disse Alexander depois de soar o toque.
Arrumei as coisas com calma de forma a ser a ultima a sair da sala. Nereida a esperar por mim mas eu fiz-lhe sinal para ele me esperar perto dos cacifos.
- Professor? – chamei-o antes de ele sair da sala.
Respirei fundo para me acalmar. Ele parou e olhou-me meio desconfiado. Peguei nos livros e com as pernas a tremer fui para o lado dele, perto da porta.
- Sim, Brown?
- Sempre vai entregar os testes amanha?
- Sim. Porque?
- Não, nada… Só queria saber… - tentei parecer inocente – Então, vai traze-los amanha, não é? – tinha que ter certeza disso.
- Não foi o que acabei de dizer?
Corei cheia de vergonha. Ele fazia-me sempre parecer retardada!
- Foi… Eu… - sorri embaraçada e perdi-me no olhar dele.
Normalmente Alexander tinha um olhar frio. Cínico. Mas agora pareciam um mar de prata líquida e risonhos. Perdi qualquer linha de raciocínio.
- A menina… - Incentivou-me a continuar. Eu simplesmente Odiava quando ele me tratava por menina!
- Só queria saber a minha nota… - sorri embaraçada – Sei que está uma porcaria, mas… Mesmo assim, será que me podia dize-la agora?
No fundo eu sabia que tinha de seguir com o planeado. Mas como sou uma tremenda azarada era melhor ter a certeza antes de entrar no esquema. Vai que depois descobria que o teste nem estava assim tão mal… Era bem típico meu! Fazer coisas mirabolantes que depois de feitas não eram necessária.
Mas neste caso seria necessário. O teste devia estar um nojo!
- Posso. – assentiu sério – Mas acho que não vai gostar… Não sei, mas tinha a ideia que era uma excelente aluna a inglês. Os seus testes eram sempre o que tinham a nota mais alta com o professor Robert….
- Pois… Mas este correu mal… - sorri desanimada – E além disso o professor Robert baixava-me sempre dois valores na pauta… Comportamento… - expliquei.
- Eu não terei de fazer isso. Tirando situações com papeizinhos – disse rígido e meio que o seu maxilar estava travado – E observações desnecessárias – mas aí os seus olhos não estavam tão duros - Não tenho problemas com a sua conduta na sala de aula…
Isso, meu bonzão, é porque és demasiado lindo e eu só presto atenção nesse corpinho!
Corei muito com o meu pensamento. Que raio se passava comigo? Sou alguma pervertida, agora?
Boa! Além de maluca, agora sou tarada! Isto, cada vez fica melhor…
- Pois… Mas neste teste eu não me consegui concentrar… - admiti envergonhada. Se ele soubesse o que se passa pela minha cabeça…
- Devia parar de pensar em parvoíces como bailes. - espicaçou – E passar a prestar atenção no teste. Não respondeu praticamente a nada Brown. Respondeu apenas, a umas 3 perguntas, se não me engano.
- Eu sei, eu sei… - queria despachar logo aquilo, pois já me sentia tonta e breve ia deitar tudo a perder e confessar que sou maluca de todo pois tenho uma queda (um tombo mesmo) pelo professor! – Mas qual foi a nota?
- 3.6.
- Puta que pariu!
OMG! Saiu antes de poder controlar. Corei muito e ele meio que apertou os lábios. Das duas uma: ou ficou muito ofendido pela minha linguagem na sua frente ou tentava conter o riso.
- Desculpe! – pedi com os olhos arregalados – Saiu sem querer… Fiquei espantada com a nota… - tentei explicar atrapalhada – Não me vai querer castigar por isto, certo? Ainda há pouco saí de um castigo e …
- Não se preocupe. – sorriu meio torto – Afinal a aula já acabou. E além disso a nota já é castigo suficiente.
Eu assenti, murmurei um obrigado e sai de lá.

- Vá lá Nereida! Não sejas medricas! – pedi pela milésima vez a Nereida.
Estávamos encostadas ao cacifo e só me faltava ajoelhar perante ela, para que alinhasse no meu esquema.
- Tu és louca Nikka! Não me metas nisso, pelo amor de Deus!
- Nereida! – olhei-a com desgosto – Sé rebelde uma vez na vida e não tenhas medo da tua própria sombra! Fogo!
- A última vez que alinhei num dos teus planos, supostamente “infalíveis” como este – olhou-me irredutível – Acabei sem poder sair de casa durante 1 semana!
- Mas aí foi culpa tua! – defendi-me – Pelo amor de Deus! Ninguém te manda admitires que estavas metida no plano! Bastava eu ser castigada, não podiam ter provas contra ti! – abanei os ombros dela com força – Se seguires á risca este plano, safamo-nos em grande!
Ela negou com medo.
Bufei chateada.
- Imagina – fiz um gesto com a mão imaginando um cenário – Roubávamos os testes e ninguém tirava má nota! A tua mãe não te tiraria os teus colares, as tua roupas… - ele começou a hesitar. Sorri já pressentindo a vitória – o teste já não me lixava a média… Ficávamos as duas numa boa… Uma mão lavava a outra e por tabela ainda safávamos o pessoal todo…
Rezei para ela cair na minha!
- Mas…
- Nada de mas! – falei autoritária – O prof disse que amanha trazia os testes para entregar. Na hora do almoço enquanto ele vai almoçar, vai deixar a mala dele na sala dos professores que vai estar vazia! Aí, entramos e roubamos os testes. Assim fácil!
- E pegam-nos e somos expulsas! – tremeu de medo Nereida.
- Que nada! Ninguém vai ver! Safamo-nos numa boa!
- Não sei…
Bufei irritada.
- Olha, ficas só a vigiar a entrada, que tal? – pedi com esperanças – Não posso fazer isso sozinha!
Ela olhou-me cheia de medo.
- Caraças Nereida! – resmunguei já irritada a ver o meu plano ir pelo cano. Aí fez-se luz - Já sei! Dou-te o autógrafo daquele jogador da NBA que tu gostas! Aquele que o meu irmão tem!
Nereida era apaixonada por basquetebol, assim como o meu irmão.
- O Michael Jordan? – perguntou com os olhos a brilhar.
Já estava ganho! Sorri com presunção.
- Esse mesmo!
- Mas o teu irmão nunca que mo dava…
- Não te preocupes, que eu tenho um plano…
No dia seguinte, à hora do almoço eu e Nereida (que já tinha o seu autógrafo) fomos para a porta da sala dos profs. Ela ficou a vigiar enquanto eu entrei sorrateiramente.
Procurei pela mesa do professor de Inglês e fui colocar o meu perfeito plano em prática.
- PROFESSOR ALEXANDER! – gritou Nereida – QUE COINCIDÊNCIA VELO NO CORREDOR! – gritou mais Nereida – E ESTÁ PRESTES A ENTRAR NA SALA DOS PROFESSORES!
AI MEU DEUS!
Escorreguei para baixo da mesa o mais rápido que pude.
Deus! Não permitas que eu seja pega! Meus Deus, imploro-te!
Vi as passadas seguras do professor caminhar para a secretaria dele. Ele parou a meio do caminho, uns segundos. Soltou um risinho – que me irritou, pois ele devia estar a pensar em alguma namorada – e depois foi sentar-se na cadeira da sua secretaria.
Encolhi-me num canto!
EU VOU-ME MATAR! JURO!
E então ele tornou a levantar-se e andava envolta da mesa, como se estivesse a pensar. Eu não podia ver o rosto dele e nem me atrevia a espreitar.
“por favor, imploro-te que ele não me apanhe” – sussurrei apavorada “juro não me meter mais nestas cenas! – prometi - “Não! Isso não posso prometer… Mas juro ser mais cuidadosa!”
E então percebi o professor chegar perto da secretária e pensei que era o meu fim. Mas ele simplesmente abriu a pasta mexeu nuns papeis e foi-se!
Eu esperei alguns segundos e sai a correr. Mas a meio lembrei-me da porcaria dos testes!
Corri até a mesa e ia procurar na pasta que Alex ainda deixara na secretária. Mas os testes estavam em cima da mesa!
Nem pensei. Peguei neles e corri de lá para fora.
A parva da Nereida olhava-me escondida atrás de uma coluna, apavorada!
Corremos até os cacifos e eu meti rápido os testes lá para dentro! Arfei cansada e olhei vitoriosa para Nereida. O meu plano tinha dado certo!
- Meninas…
Saltei de susto quando ouvi a voz de Alexander. Encostei-me fortemente contra os cacifos e ele olhava-nos inquisitivo.
- Foi ideia da Nikka! Eu juro que não tínhamos intenção…
- CALA A BOCA NEREIDA!
Eu tinha que ser sempre o cérebro da operação? Deus do céu!
- Nereida – sorri amarelo – O professor não se interessa pela cor do teu vestido, nem que foi ideia minha… - eu tinha as mão suadas e Nereida quase que chorava. EU VOU MATA-LA! – Tudo bem professor? – tentei suar calma. Tremia como tudo!
- Estava só á procura dos testes… Acho que os perdi…
Morri.
Beijos.
Nereida desmaiou!
- Nereida! – gritei baixando-me para ela – NÃO SIGAS A LUZ! NÃO SIGAS A LUZ! – Abanei-a freneticamente.
- Nicholaa… - o meu professor segurou o meu ombro e choques atravessaram o meu corpo todo fazendo-me quase desmaiar também – Afaste-se.
Mas enquanto ele dava latadas em Nereida para acordar olhava-me de lado divertido. Deus! Ele é lindo!
A minha amiga desmaiada e eu a pensar no aspecto físico do prof! I-NA-CRE-DI-TA-VEL!
Nereida abriu os olhos cansada eu suspirei de alivio.
- Pronto. – sorriu Alexander para mim, e foi impossível não sorrir de volta – Parece que ela seguiu o seu concelho e não seguiu a luz…
Eu corei e baixei o olhar timidamente. Eu era mesmo estúpida! Alguém me diz porque raio gritei aquilo? Ele já me devia achar louca varrida, então agora…

Na aula a seguir de Inglês, o professor avisou que perdera os teste e que não os ia entregar. Mas que também era melhor para nós já que só tinha “parvoíces” e que eram tudo negativas. Fazia-mos apenas o teste na próxima semana.
Sorri vitoriosa para Nereida, que ainda estava demasiado nervosa com tudo aquilo.
- Eu não disse que funcionaria?
Ela olhou-me irritada e depois apontou para o galo na testa.
- Nunca mais. – olhou-me com raiva – Mas nunca mais. Eu me meto nos teus esquemas!
- Credo!

Depois de ter dado um fim nos testes (queimei-os), estava em casa toda feliz a fazer os TPC’S quando o meu irmão entra no quarto todo histérico.
- Não se bate á porta? – gritei chateada – Olha se estivesse nua, Oh parvalhão!
- Desculpa! – ele pediu-me desculpa? Certo, ele devia estar mal já que suava muito e mexia-se demais. – Mas sabes do meu autógrafo do Jordan? – olhei para o caderno.
- Não. Porque haveria de o ver? – disse sem interesse, sem levantar os olhos do caderno.
- ELE DESAPARECEU!
- Ahh, foi?
- FOI!
Jogou-se na minha cama, atormentado. Eu segurei o riso.
É para aprenderes desgraçado!
Também queimaste o meu autógrafo da Anne Rice! E eu tinha aproveitado e matado dois coelhos de uma cajadada só! Tive a vingança (que esperava á dois anos) e ainda me safei de baixar a média. Além disso, já tinha passado tanto tempo desde que ele me queimara o livro com o autografo, por “acidente claro” (porque obvio que uma pessoa queima um livro SEM QUERER) e Michael nunca que iria desconfiar. Mas apetecia-me tanto contar-lhe que o tinha dado a Nereida… Mas ele simplesmente ia tira-lo de Nereida, nem que para isso tivesse que assaltar a casa dela. Assim eu nunca lhe diria onde estava o seu precioso autógrafo!
- Já procuras-te bem? – pareci desinteressada.
Procura tudo seu parvo! Que nunca o vais encontrar!
- Já… - admitiu pesaroso – Não está na caixa! Alguém o roubou!
- Olha que eu vi um colega teu, super com ar suspeito… Se calhar foi ele… Parecia culpado no outro dia e tal…
- O Erick? – levantou-se feito foguete - Foi ele não foi?
Foi? Deve ter sido… Já que parecia que Michael tinha motivos para desconfiar dele…
- Acho que sim…
Michael bateu com um punho na mão e olhou ameaçadoramente para algum ponto acima da minha cabeça.
- E tudo só porque curti com a namorada dele! Filho…
Não ouvi de quem ele era filho, já que Michael saiu disparado.
Aí soltei uma gargalhada reprimida.
Podia ter corrido melhor?
NÃO!
Tinha-me vingado do meu irmão, não recebi nota negativa, e agora que pensava bem, lembrei-me que o tal Erick uma vez ajudou o meu irmão a furar os pneus da minha bicicleta quando tinha 10 anos. Justiça tarda, mas não falha!
Com um sorriso continuei a fazer os TPC’S e a pensar um certo sorriso perfeito…


E então, gostaram deste capítulo? *-*
Espero não vos ter desiludido…
Comentem muito porque é muito importante! ;) Tenho que saber o que vocês acham…
E atenção, porque o próximo capítulo é o baile… --‘ Surpresas vão acontecer! ;)
Nikka e as suas trapalhadas… ;)
Qual a cena que gostaram mais? ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)

domingo, 4 de abril de 2010

3º Capítulo -Doença.

Aqui vai outro capítulo! ;)










As duas semanas de castigo passaram e eu não arranjei mais problemas. E era tão bom ver a vaidosa da Nora, com um olho negro e arranhões na cara! Valia por mais semanas de castigos! Cumpri o meu castigo e nas aulas de inglês nem falava.
Bem… Agora, tenho algo melhor para fazer…
O que se faz quando temos um professor lindo, sexy, que exalta masculinidade, com um poderoso olhar e com uma boca tremendamente sensual?
Observa-se.
Bem é isso que faço durante as aulas dele. Todos os segundos. Não consigo parar de olhar para ele! Sabia que os outros professores faziam piada sobre Alexander ser tão rígido que até a Nicholaa se comportava, que tinham de ser tão autoritários como ele. Não sabiam era que, apesar de Alexander ser um professor muito rígido e que ninguém se atrevia a falar nas aulas dele, a verdadeira razão do meu silêncio era porque estava completamente fascinada por aquele homem perfeito.
Eu, que costumava tirar notas altas a inglês, desconfio que vou tirar uma péssima. Pois não presto atenção quando ele fala, a não ser nos seus lábios em movimentos ou o quanto sexy é a voz dele…
Eu simplesmente o olhava maravilhada. Mesmo quando ele estava a enxovalhar os outros alunos. Podia simplesmente apoiar o meu queixo nas mãos em formato de concha e ficar hipnotizada pelo som da sua voz. Profunda e sensual… Acredito que faria qualquer coisa que ele pedisse. Até saltar de um penhasco!
Penso que ele já percebeu que estou a criar uma espécie de paixãozinha de adolescente pelo professor, pois muitas vezes olha-me de lado e esboça um sorriso fazendo o me coração voar…
E ganhar tolas esperanças, quando no fundo sabia perfeitamente que o professor Alexander, - cobiçado por todas as mulheres dos 8 aos 80 – alguns homens também - era território inalcançável.

Uma colega entregou-me um papel. Abriu-o antes que o professor o visse.
“ Nikka, estás linda hoje. ;) Aposto que vais ser a mais linda no baile…”
Sorri para o papel e depois para Jonh. Eu e Jonh resolvemos as coisas e combinamos de irmos juntos. O pior é que cada vez mais, eu o achava uma verdadeira criança. Mais infantil. Mais imaturo…
Jonh não era… Ele.
Eu tempos atrás mataria por este papel. Na verdade sonhei como seria beijar o Jonh. Mas não era como isto. Não senti nada.
- Nicholaa, pode mostrar-me o que tem aí, por favor?
Corei horrores e escondi rápido o papel no meio do caderno.
- O quê? – fingi-me de desentendida. Mas a voz denunciou-me.
- O papel que, “discretamente”, escondeu…
Engoli em seco. Tirei o papel do meio do caderno e entreguei-o sem olhar.
- Então alguém considera que está linda hoje? E ainda teve direito a um smile com uma piscadela de olho? Que sorte que teve! – olhei-o morta de vergonha enquanto a turma ria de mim – será o Sr. Anderson o responsável pela piscadela?
- Parece que sim professor King… - admitiu Jonh.
- Bem, podemos continuar ou temos que esperar que os pombinhos terminem? Porque se estiver a interromper, por favor, avisem-me!
- Pode continuar professor…
- Obrigada Anderson. É muito simpático da sua parte! – ironizou o professor. – E que não volte a ver papeis a circular na sala! – Alexander olhou-me furioso e entregou-me o papel. Como se acabasse de cometer um crime. Como se o ofendesse profundamente.
Mas eu nem tinha culpa!
Ruborizada peguei no papel e guardei.

No final do dia quando estava á porta de minha casa a lavar o meu carro, vejo um Porch preto passar. Lá dentro ia o meu professor de inglês. Devia ir para casa… Aterrorizante a casa dele…
Ele olhou-me. OMG!
OMG! Mesmo!
Tão atrapalhada fiquei que acabei por escorregar e cair!
OMG que vergonha!
Rezei para ele não ter visto. Mas lá no fundo eu sabia que ele viu… Com a minha sorte ele tinha que ter visto a minha humilhação!
Sou uma nódoa! Sinceramente Nicholaa Brown…
De noite, acabei por adormecer no sofá da sala a pensar em como sou ridícula…
- Acorda, cabeça de fósforo! – o imbecil do meu irmão acordou-me (abanou-me como se fosse um animal e não UMA PESSOA que ainda por cima era IRMÃ dele!) a meio da noite. Voltei para o quarto e dormi que nem uma pedra.

De manha quando me levanto e me vejo ao espelho… Gritei de raiva! O imbecil do meu irmão, tinha aproveitado que adormeci no sofá para me desenhar um bigode e chifres na testa.
O pior foi que aquilo não saia! Era alguma espécie de tinta resistente. Só depois de muito esforço é que tirei aquilo!
Mas inevitavelmente atrasei-me para a escola. Começo bem o dia…
Se comecei bem, acabei ainda melhor.
Tive uma discussão com Nora na cantina e a vadia atirou-me com um copo de Coca-Cola. A sorte dela foi que a directora apareceu logo, mesmo quando eu estava para afundar as minhas unhas na cara nojenta dela!
Tive que correr para o meu cacifo e pegar numa camisola suplente do meu uniforme.
Cheguei atrasada á aula de inglês.
- Desculpe professor! – entrei toda atrapalhada na aula, da correria para não chegar atrasada.
- Menina Brown! Ainda bem que decidiu prendar-nos com a sua presença! É uma pena que tenha sido 15 minutos depois. – Deus! Até a resmungar era sensual!
- Desculpe – corei – É que tive uns imprevistos…
- Sente-se. E comece o teste.
Arregalei os olhos. Só aí reparei que estavam todos a fazer teste!
- Mas eu não sabia que íamos ter teste! – E a parva da Nereida nem me disse nada! Eu devo andar mesmo louca, pois juraria que o teste era só para a semana!
- É teste surpresa. – olhei-o sem acreditar.
Como assim?
- Mas eu não sabia!
- Talvez por ser surpresa… – olhou-me como se fosse a maior retardada do mundo. Queria um saco para esconder a cara.
Lá fui para a minha mesa, mas quando me sentei para fazer o teste dei uma olhadela para Alex – nos meus sonhos eu chamo-o de Alex, enquanto ele me diz o quanto perdidamente apaixonado está por mim – e vejo o olhar divertido dele na minha direcção.
Borboletas no estômago. Ruído nos ouvidos. Mãos suadas e falta de concentração.
Provavelmente Alexander fazia-me ficar doente. Sim. Eu só podia estar doente.
E o teste correu-me mal devido á minha nova doença.

- Que nojo! – queixei-me a Nereida – O teste correu-me super mal! – afundei-me contra os cacifos.
- Correu mal a toda a gente Nikka. Era impossível, alguém responder àquilo.
- Porcaria! – deixei a cabeça cair nas mão – Lá se vai a minha media! Adeus planos para o futuro! – gemi.
Nereida deu-me uma cotovelada. Olhei-a chateada.
Ela fez gesto com a cabeça, indicando o lugar para onde devia olhar.
Era Alexander que ia a passar com a sua maleta preta. Dirigia-se para as escadas.
- Havia de cair e partir uma perna! – rugi amaldiçoando-o.
Nereida riu. Alexander parou.
Não acreditei. Ele olhou para mim, esboçou um sorriso perfeito e depois olhou para a escada. Olhou-me novamente, ergueu uma sobrancelha esculpida.
Eu abri a boca. Era impossível, ele ter ouvido! Nem pensar! Era coincidência!
Ele riu. Piscou-me o olho e foi noutra direcção, evitando as escadas.
Fiquei aparvalhada e nem ouvia as tagarelices de Nereida sobre um suposto rapaz que a levaria ao baile.
As imagens da provocação de Alexander não me saiam da cabeça e as coisas que tentava guardar dentro de mim, cresciam cada vez mais e estava a ser impossível de esconder por muito mais tempo. Parecia que o meu coração não conseguiria guardar aquilo só para ele durante muito mais.
E novamente a minha doença atacou.



Então? Gostaram?
Dêem-me a vossa opinião… *-*
Eu fico sempre nervosa a tentar imaginar o que pensam…
Este capítulo foi mais pequeno que o normal porque acho que os outros eram grandes de mais e vos cansavam…
Está bom deste tamanho?
Como preferem? Mais pequeno ainda? Ou como estava antes?
Não quero que a leitura se torne cansativa para vocês…
É verdade, eu respondo a todos os vossos comentários! TODOS! Depois vão e verifiquem, ás vezes posso fazer perguntas lá! ;) E se eu tenho tempo para mostrar o quanto vos sou grata, voces podem comentar o que acharam de cada capítulo! Não custa nada! ;) pf! *implorando* ;P
Muito obrigada por lerem e comentarem! Mesmo!
Se não comentarem eu não sei se estão a ler e a gostar… :S
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

2 Capítulo - Um começo... Ou um fim?

Este capítulo é dedicado a uma pessoa que adorou a Fic. Tanto que até me pediu um autografo! OMG! Eu? Dar um autografo? O-O
E ainda andou a fazer “publicidade” à Fic!
Portanto, Catiatwilight, este capitulo é para ti! ;) Onde Alexander e Nikka se irão conhecer! ;)




O meu irmão cantava (gritava) Rehab da Amy Winehouse, no carro e eu queria morrer. Sério…
Finalmente chegamos á escola e eu saí logo do carro agradecendo ter sobrevivido tanto tempo, fechada com o meu irmão. Aquilo é de mais para mim… Uma pessoa não devia sofrer tanto.
Na aula de Inglês a seguir ao almoço tivemos uma notícia espectacular. O Sr. Robert, com muito pesar, deu-nos uma noticia tão má… No ponto de vista dele!
- Lamento informar-vos, mas a partir de amanha, terão um novo professor. Irei dar aulas na Rússia…
- Sério professor? – perguntou Nora fingindo tristeza.
- Sim menina Nora. Sentirei falta do seu empenhamento. – revirei os olhos.
Nora consegue sempre sair-se como a menina santinha. Mas na verdade é o tipo de rapariga má, que não liga a meios para atingir os seus fins. Infelizmente sei disso por experiencia própria.
- Sentirei falta das suas aulas tão cativantes…
Aí tive que rir muito! Alguns quando comecei a rir acompanharam-me, e lógico que fui a condenada. Para não variar.
- Parece que a menina Brown não partilha da sua opinião. – depois o professor baixinho e gordo olhou-me carrancudo – Tem alguma coisa a acrescentar, Brown?
- Bem… Com certeza as aulas de Inglês não serão as mesmas, sem um professor tão… - pensei rápido e acrescentei com um sorriso - Único!
Ele acenou negativamente num gesto bastante obvio de quem me está a criticar, mas depressa desviou a sua atenção para a querida Nora.
Eu e Nereida trocamos olhares cúmplices. Nora será sempre a mesma.
- Bem, até um dia classe! Talvez nos encontremos um dia, quem sabe!
- Espero bem que não! – sussurrei para Nereida enquanto arrumávamos as coisas para sair-mos depois do toque ter soado.
Eu e o meu irmão chegamos em casa e cada um foi para o seu quarto. Eu fazer os trabalhos de casa, ele provavelmente ver pornografia.

No dia seguinte, tudo foi a mesma rotina. Discussão de manha com o Michael. Michael no carro a irritar-me. Aulas secas na parte da manha. Almoço nojento na cantina. Aula de Inglês… diferente…
- Como será o novo professor? – perguntou Nereida.
- Deve ser baixo, gordo e cospe quando fala!
Entre gargalhadas abrimos os livros de inglês.
- Será que vai ser tão chato quanto o velhaco?
Ri com o apelido que posemos ao nosso antigo professor de inglês.
- Espero que não!
- Bom dia classe. – Disse uma voz suave e sombria ao mesmo tempo.
Um arrepio atravessou a minha espinha. Levantei o olhar para quem falou.
- Sou o vosso novo professor, Alexander King.
Era aquele o professor?
O.M.G!
Ele era lindo. Mas quando digo lindo, quero dizer, uma beleza absurda. Nem nas salas de cinema existe comparações para ele. Compara-lo a um actor sexy de filmes de Hollywood seria um enorme insulto!
Era alto. Muito alto! Diria 1.90! Tinha um corpo que quando olhei fez-me corar. O rosto de pele branquinha como luar, os lábios desenhados minuciosamente de tão perfeitos, cheios, avermelhados, sensuais. O cabelo castanho de um tom intermédio entre o claro e o escuro. Não se podia parar de olhar para ele!
Reparei que todas as raparigas na sala o olhavam da mesma maneira. Os rapazes resmungavam e algumas raparigas davam risinhos.
Ele pousou a pasta e olhou-nos sério. Wow! Arrepiei-me.
- Bem, espero que nos demos bem…
- Daremos com certeza! – Nora.
- Retomaremos as aulas no ponto em que o antigo professor parou. – tive que forçar para não rir por ele ter ignorado Nora – Alguma pergunta? Não. Óptimo! – respondeu antes mesmo de ter dado tempo para fazermos perguntas! – Vamos á chamada.
- Anderson, Jonh?
- Presente.
Enquanto ele continuava eu virei-me para Nereida e arregalei os olhos.
- Lindo! – disse baixo para mim.
“ Eu sei” – movi os lábios para ela perceber.
-Brown. – assustei-me quando vi que já estava no meu nome. – Nicholaa.
- Aqui!
Ele olhou para mim e o olhar dele é tão penetrante, tão abrasador que tive que desviar o olhar quando percebi que estava a corar! Olhar nos olhos dele era como tentar olhar para o sol! Não conseguimos manter muito contacto, mas queremos tentar novamente.
E aí o meu coração deu um trambolhão. E a minha boca secou. E borboletas voaram na minha barriga.
Ele continuou a fazer a chamada como se não tivesse acontecido um terramoto. Ele não sentiu? Não sentiu que o dia frio e gelado de inverno se tinha tornado no dia mais quente do ano?
Eu só olhava para ele, fascinada por aquele ser maravilhoso! Ele apanhou-me a olhar para ele mais uma vez, mas eu tratei de disfarçar. Acho que ele não acreditou… E por um segundo louco, eu podia ter jurado que o vi esboçar um sorriso torto.
- Agora abram o livro na página 203, leiam o poema e respondam ás perguntas propostas. Podem fazer aos pares.
O burburinho começou e eu cheguei-me mais para perto de Nereida. Nem falamos sobre a absurda beleza do nosso professor e fomos logo ler poema.
Reviramos as duas os olhos ao mesmo tempo quando Nora estava sempre a dizer “ Professor? Podia vir aqui? Não estou a perceber!”
O professor lá ia ajuda-la e eu e Nereida não nos controlávamos e ria-mos das caretas que Nora fazia a tentar ser sexy. Ela até o lápis chupava!
- De que ris? – perguntou num sussurro puxando-me o cabelo.
- Voltas a puxar o meu cabelo e parto para cima de ti! – virei-me para trás e olhei-a com ódio. Pouco importava ter passado a última semana a lavar os pratos na cantina por ter armado confusão. A gratificação de dar um murro em Nora, valia mais do que o castigo de lavar pratos.
Ela riu cínica.
- Esquece Nicholaa. Não merece o esforço… - Nereida segurou o meu braço.
Respirei fundo, virei-me para a frente apertando tanto o meu lápis que quase o partia.
- Isso! Vira costas aos desafios. Afinal és uma Brown mesmo…
- O que queres dizer com isso? – virei-me novamente para trás pronta para acertar aquela cabeça loira oxigenada – Não fales da minha família!
- Ora, Nicholaa! Todos sabem que a tua mãe estava louca e se suicidou por não aguentar olhar para uma filha como tu! Quer dizer eu quase que me suicido por ver-te todos os di…
Tremi de raiva. Saltei para cima dela mesmo estando na sala de aula.
Tocou no meu ponto fraco. Magoou-me e ela sabia. Quis magoar-me e nada mais justo do que eu magoa-la a ela. Não sou o tipo de rapariga que leva e se cala. Dão-me uma? Levam duas.
Caímos no chão e eu fiquei por cima.
Soquei muito aquele rosto nojento enquanto as lágrimas lutavam para sair dos meus olhos. A fúria a tomar proporções gigantes. O ódio a bombear nas minhas veias, a sede de vingança. Nora tem vindo a provocar-me durante anos e agora cada soco, cada agressão que lhe faço é a paga com juros do que ela me fez passar. Mas uma coisa era as agressões para comigo, outra era ela falar da minha família. Da minha falecida mãe.
- Não te metas com a minha família! – Dei outro soco – Nunca mais!
Estava num momento em que não fazia ideia de onde estava só que queria ensinar algo àquela desmiolada. Nicolaa Brown não está para aturar mais as suas frases cruéis.
Sentia pessoas a tentar-me tirar de cima dela mas eu só queria mata-la mesmo! Marcar aquele rosto repudiante e nojento dela! Como se atreveu a mencionar o nome da minha mãe? Ela tinha o objectivo de me magoar. Conseguiu. Eu tinha o objectivo de a magoar fisicamente e estava a conseguir.
Mãos fortes seguraram a minha cintura tirando-me de cima dela. Senti uma espécie de choque, uma descarga eléctrica, um raio. Chamas a tocarem a minha pele e fazerem um arrepio percorrer a espinha das costas.
- Eu disse para parares! – o meu professor encaravam-me sério e eu tremi face á proximidade dele.
O meu coração batia ainda com mais força. Tinha certeza que já ofegava, não por ter acabado de me envolver numa luta, mas por aqueles incríveis olhos azuis com tons de cinzento me fitarem com intensidade.
- Sua louca! – gritou Nora enquanto chorava.
Olhei-a e vi o rosto marcado dela. Sorri vitoriosa. Agora estávamos quites.
O meu professor pousou-me no chão (infelizmente) e foi ver o rosto dela. Ela, claro, fez um drama!
- Porque começou a briga? – Perguntou o professor King.
- Foi ela que me atacou do nada! Estava a fazer os exercícios e ela salta para cima de mim! – agarrou-se a chorar a ele. Já imagino como isto vai acabar para o meu lado… Acabo sempre pró ficar com as culpas todas.
- Devias ter tido calma… - segurou o meu braço Nereida. Revirei os olhos para ela, tentando não chorar. Não ia chorar ali!
- Porque atacou a sua colega?
- Porque sou louca e lembrei-me de saltar para cima dela. Só porque não tinha mais nada para fazer mesmo… - disse cínica e ri torto.
- Está a tentar brincar comigo? – olhou-me ameaçador.
- Não…
- Então pare de ironias e aproveite a oportunidade de se defender, caso contrário, vai para a directoria.
- Directoria. – peguei nas minhas coisas e sem o olhar sai da sala.
Aí permiti as lágrimas correrem pela minha face. Aquela vadia não ia-me ver humilhar ao dizer o que ela disse em voz alta. Não mesmo! Mil vezes os castigos da directora! Nora iria desmentir e como sempre eu seria nomeada culpada de qualquer forma!




Depois que sai da sala da directora, ponderei. Bem, nem correu assim tão mal… Podia ter que pedir desculpa á desmiolada da Nora. Mas preferia ser expulsa do que lhe dar esse gostinho! Nunca que iria pedir desculpa. Nunca mesmo!
Voltei pelos corredores até á porta da sala de inglês e encostei-me á parede á espera que a aula acabasse para terminar logo com aquilo!
O sinal tocou e os meus colegas saíram da sala. Alguns piscaram para mim fazendo-me rir. Certamente não sou a única a odiar a Nora!
- Falo contigo depois… - disse a Nereida que já vinha pedir explicações, toda curiosa. – Tenho que ir pedir desculpa ao professor.
- Ok. – sorriu e foi para o intervalo.
Intervalo. Duas semanas sem ele. Suspirei derrotada.
Fui para a porta da sala.
Bati na porta para perceberem que estava ali.
- Posso falar consigo professor? – perguntei ao professor que me olhava sério. Deus! Ele é lindo!
- Pode.
Entrei na sala e encarei-o, nervosa, á espera que olha-se para mim.
- O que queria falar comigo? – disse parando de arrumar os papeis e encarou-me com aquele poderoso olhar azul acinzentado.
Respirei fundo. Queria acalmar o meu coração que batia descompassado devido á presença dele. Mas sempre me podia enganar e dizer que estava assim por ter de pedir desculpa, já que para mim é difícil faze-lo.
- Queria pedir desculpa pela forma como agi. Especialmente no seu primeiro dia de aulas. A minha conduta foi inapropriada para a sala de aula.
Ele avaliou-me e meio que deu um sorriso torto. Algo me dizia que ele percebeu que o discurso foi ensaiado e mecânico.
Eu senti as pernas tremerem como varas verdes!
- Faz parte do seu castigo vir pedir desculpa?
Eu corei por ter sido apanhada e sorri embaraçada. Sentia as mãos soar e podia ver-me a desmaiar ali mesmo!
- Algo assim…
- Está arrependida pelo que fez?
- Não.
-Muito bem.
Tipo podia ser mais explícito? Muito bem? Muito bem o quê? Estava perdoada?
- Estou perdoada? Quer colocar-me outro castigo?
Ele sorriu – totalmente, já que antes tinham sido apenas sorrisinhos tortos e incrivelmente perfeitos - pela primeira vez e o meu coração pareceu querer sair do peito! Céus, ele é perfeito.
- Está perdoada. Qual o castigo que teve para alem de ser obrigada a pedir desculpa?
- Duas semanas sem intervalos. – fiz careta de desgosto. – Mas não é o meu pior castigo. Eu e a directora temos uma longa relação…
- Imagino. Mas nas minhas aulas esse tipo de rivalidade entre adolescentes não pode existir. Tratem os vossos problemas longe da minha aula.
- Claro. – assegurei enquanto me virava para ir embora – Professor? – parei e virei para o olhar, com o coração nas mãos. Respira Nikka. Respirar é bom… - Ficou com uma impressão muito má de mim? – Perguntei enquanto ele me olhava atento, parecendo ler todos os meus pensamentos.
Ele deu um sorriso torto. Perdi o equilíbrio.
- Algo assim.
Sai de lá rápido e fui para a sala de detenção. Duas semanas longas me esperam, e algo me dizia que o tempo passado na sala de detenção ia se ocupado a relembrar a voz rouca e aveludada do meu novo professor.
O quão lindo e perfeito ele era…
Ou…
Algo assim.





Obrigada a TODAS pelos maravilhosos comentários que têm deixado. Pelos maravilhosos elogios no msn e pelo incentivo! E por acreditarem na fic “Amor & Sangue À Meia-Noite” assim como acreditarem em mim.
Não sabem o gratificante que é ler os vossos comentários. É uma espécie de combustível!
Obrigada mesmo meninas.

E então, que tal estava este capítulo? o-o Desiludi-vos? :S Se não gostarem de algo digam!
Incluindo as musicas... :S Não sei os gostos músicais de cada um...
*ansiosa pela vossa reacção*
Beijinhos, e já sabem....COMENTEM!