sexta-feira, 9 de abril de 2010

O primeiro momento...

Espero que gostem do capitulo! :)
Divirtam-se!


Estava na festa do baile. Comemorávamos o final do 1 período. Era sexta feira, o ultimo dia de aulas e a metade do período de aulas - desde que Alexander entrou para o meu colégio - voou. (p.s -) no teste que fizemos tirei 16 e Alexander deu-me 17 no final do período! O meu plano saiu perfeito)
E eu sabia que voaria muito rápido o ano lectivo. E depois a minha vida nunca mais se cruzaria com a dele. Provavelmente nunca mais o ia ver. E isso era… bem, demasiado doloroso.

Tudo no baile estava lindo. Era um baile em estilo do inicio do século XIX. Vestíamos aqueles vestidos antigos. O meu era de cinzento (pois eu queria levar vermelho, mas a senhora da loja disse que tinha de ser uma cor que realçasse os meus lindos e compridos cabelos). O vestido era um corpete e depois volumoso em baixo que escondiam as minhas confortáveis sapatilhas. Os cabelos caiam em ondas pelas minhas costas e levava pouca maquilhagem. Não gosto de exageros. Uma coisa que mal desse para notar, porque como não me maquio quando o faço parece outra e não gosto muito disso.




Estava a pensar, encostada a uma coluna com um copo de sumo de laranja na mão, no quanto ia ter saudades de Alexander quando fosse para a Universidade.
- Aproveitando a festa, Brown?
Quase que deixei cair o copo com o susto! Ainda a ofegar virei-me e deparei-me com aquele homem lindo. Pelo menos a falta de ar tinha a desculpa do susto, apesar de o susto não ser o único responsável.
- Olá professor King…
- Assustei-a?
- Bastante…
- Não era minha intenção. Desculpe.
- Não tem importância! – sorri envergonhada.
Aquele homem era o sonho de qualquer mulher! Só o facto de o ver fazia-me ficar envergonhada!
Um aluno vestido de mordomo serviu um whisky ao professor e depois saiu deixando-me sem saber o que dizer.
- Gosta da festa, Brown?
- Sim…
Sorri aliviada por aquele silêncio ter terminado. Aquilo era constrangedor ainda mais quando ele olhava para mim intensamente de forma que parecia ler todos os meus pensamentos.
- A ideia do tema até foi interessante.
- Sim. Muito melhor que os anos anteriores. Desta vez a Nora escolheu bem. Está tudo lindo.
- Sim. E diria que o seu vestido também lhe fica muito bem. Parece uma menina bem comportada. – sorriu torto.
- Obrigada, eu acho… - corei e desviei o olhar para as pessoas que dançavam.
Ele parece ter-se arrependido do que disse pois ficou extremamente sério e rígido. Ele levou o copo de whisky aos seus perfeitos lábios e assentiu para depois virar costas.
- Boa noite professor Alexander. – sussurrei.
Ele olhou-me sério e depois deu um sorriso irónico.
- Boa noite aluna Nicholaa. – e dizendo isso caminhou para o meio da multidão.
Ele estava simplesmente lindíssimo com o traje a rigor. Fazia-me acreditar que realmente pertencera a séculos passados. E eu só queria esquecer aquelas coisas estranham que corrompiam a minha alma.

A festa estava demasiado cheia e eu já estava farta de fugir de Jonh que parecia querer algo mais do que eu podia dar. Então enredei-me no meio do bosque para fugir àquela confusão. Tanto a da festa como a da minha cabeça.
Parei no limite do parque, e fui para um tipo de mirante cercado de plantas e de luzinhas.
Podia ouvir ainda a musica que decorria na gigantesca cabana construida no parque para o baile. As vozes perdiam-se no ar, e apenas ficava os acordes distantes da música. Permaneci parada ali por alguns minutos, vendo a minha villa lá em baixo iluminada. Perdida nos meus pensamentos a ver a lua que me observava e banhava a minha pele e todo o mirante. Perdia-me nos meus pensamentos quando ouvi uma voz aveludada e enrrouquecida dizer, mesmo atrás de mim:
— Dança comigo, Nicholaa.
Fiquei tão assustada pela chegada silenciosa de Alexander, que voltei-me toda atrapalhada, levei automaticamente a mão ao pescoço e senti o coração bater forte. Ele lá parado, imponente e belissimo era algo irreal e asustador.
As notas ritmadas da valsa ouviram-se, envolvendonos. Os meus olhos verdes encarando os seus azuis acizentados que pareciam querer dizer algo.
Alexander abriu os braços e vi os seus labios movimentarem-se para repetir o pedido que julguei ter imaginado:
- Dança comigo.
O seu tom de voz, suave e quente, envolvia-me como se tudo fosse um sonho. Eu só podia estar a sonhar. Vivendo numa especie de dimensão paralela caminhei para ele.
Sentiu-o enlaçar a minha cintura, puxando-me contra a firmeza de seu corpo. Musculado, mas esguio. Rijo como rochas e quente como fogo.
Nunca me tinha apercebido do quanto a sua pele era perfeita, do quanto os seus lábios eram convidativos. Nunca me tinha apercebido que o seu aroma era excitante e delicioso nem o quanto o seu alito era inebriante. A sua boca parecia ter sido esculpida por algum Deus da perfeição e era quase imposivel manter uma linha de raciocinio junto dele.
Acompanhei com o olhar a mão esquerda de Alexander fechar-se sobre os meus dedos, e logo senti-me girando, presa no lugar onde nunca mais queria sair, onde parecia pertencer: nos seus braços.
Aquele homem dançava a valsa com profisionalismos, com uma graça tranquila de quem parecia fazer isso milhares de vezes durante toda a sua vida. Fazia-me parecer uma bailarina extraordinária quando na verdade ele comandava cada movimento meu.
Eu simplesmente fitava, fascinada, os seus belos olhos.
Tinha a mão no ombro dele, percebi que era largo, musculoso, rigido, quente sobe o tecido. O braço que envolvia a minha cintura mais parecia uma faixa de aço que me prendendia contra ele com firmesa fazendo-me ter a certeza que não poderia escapar mesmo que –tolamente – o desejasse.
E o meu sonho parecia ter chegado ao fim já que a música acabara.
Com um suspiro coloquei a cabeça no seu peito, inalei e sorri afastando-me dele.


~

- A musica acabou…
Mal acabara de falar uma nova musica começara. Uma musica romantica, para namorados dançarem. Alex puchou-me novamente para ele.
A minha respiração voltou a acelarar e eu volteii a encostar a cabeça no seu peito e fechei os olhos enquanto ele me abraçava e nos moviamos lentamente, apenas alguns paços. Praticamente sentiamos o corpo um do outro e eu só desejava poder sonhar mais um pouco.
- Nikka…
Fechei os olhos com mais força e não deichei o gemido de satisfação sair. O meu apelido nos seus labios… Sosurrados por aquela voz rouca e avelodada… Parecia que tinha sido feito para ele o pronunciar.
Senti Alex puchar o meu queixo para cima fazendo-o encarar.
Quando abri os olhos estava demasiado proxima dele. Ele tinha o rosto demasiado proximo do meu, fazendo com que a nossa respiração se misturace.
- Vou beijar-te – avisou olhando a minha boca.
- Aham… - fechei os meus olhos, esperando.
Então os labios dele cairam sobre os meus.
E então deixei de pensar, apenas senti. E posso garantir que, mesmo antes de os lábios tocar os meus, apenas ao sentir o seu aroma soberbo e a sua respiração quente a bater na minha língua - naquele breve instante de hesitação que era tremendamente sensual - que sem sombra de dúvida, aquele era o memento mais mágico da minha curta vida.
Mas então, os lábios quentes e ansiosos caíram sobre os meus trémulos enquanto os seus dedos acariciava o meu rosto. Os nossos lábios moveram-se com calma, suavidade e doçura. Conhecendo os lábios um do outro. Mas aquele simples roçar de lábios foi o paraíso e o meu inferno.
O beijo doce tornou-se voraz e ardente. Eu queria mais. Segurei os cabelos dele e puxei-o mais para mim ao mesmo tempo que queria colar o corpo dele ao meu. Fazendo-o sentir o meu coração que bombeava alucinado e descompassado.
Fiquei nas pontas dos pés para saborear melhor a sua boca, a sua textura, o seu sabor. Os momentos em que estava tímida passaram e eu só queria saborear os lábios perfeitos que se moviam nos meus. Mas então Alexander abrandou o ritmo, voltando ao doce para depois parar com um simples beijinho nos meus lábios.
Quando abri os olhos estava ofegante, com o coração a bombear a mil e tremendamente feliz.
“O perfeito, primeiro beijo” – pensei.
Sorri um pouco envergonhada com a minha conduta. Alexander olhou-me com um sorriso sonhador nos lábios que tinham acabado de cobrir os meus, mandando uma mensagem clara que mesmo estando atordoada compreendi. Ele sentiu aquele maravilhoso momento, que tinha sido o mais próximo da magia que ambos tínhamos sentido.
Alexander puxou-me para ele e abraçou-me com os seus braços de aço. Fechei os olhos aproveitando aquele incrível momento e senti os seus lábios beijarem os meus cabelos.
Olhei-o corada e depois fitei os seus lábios perfeitos.
- Vou beijar-te. – avisei.
- Aham …
E os meus lábios cobriram os dele. Senti os meus pés deixarem de tocar o solo pois Alexander erguia-me para ter melhor aceso á minha boca ávida da dele.
Desta vez o beijo foi ainda mais profundo e enquanto eu segurava os seus ombros como se fosse a minha salvação, ele pressionou as minhas costas com posse.
A sua língua quente pressionava os meus lábios e eu timidamente entreabri-os deixando que Alexander conhecesse a minha boca profundamente, apaixonadamente. Então um gemido foi ouvido e eu estava tão absorvida pelo momento que nem me apercebi que aquele som tinha saído dos meus lábios.
Com um risinho. Um beijo calmo nos meus lábios.
Alexander voltou a colocar-me no chão e afastou-se de mim. Olhou os meus lábios que sentia quentes por terem sido beijados por ele e depois fitou a lua cheia e brilhante. Perdido nos seus pensamentos.
—Este foi um erro ainda maior do que temia — disse fitando-me sério e depois roucamente acrescentou abalado - Desculpa Nicholaa…
- O que...
Ele aproximou-se de mim e colocou a sua mão quente no meu pescoço, deu um beijinho nos meus lábios, apenas um toque e olhou-me intensamente nos olhos.
Os olhos dele fascinavam. A sua íris ficou maior e o cinzento azulado tornava-se mais intenso transformando-se quase em branco parecendo algo sobrenatural. Provavelmente efeito do luar. Mas sem dúvida que me podia perder naquele olhar meio assustador.
- Esquece o que se passou aqui entre nós. – disse lentamente como se falasse com uma criança que não percebesse uma mensagem de estrema importância – Esquece qualquer sentimentos ou sensações que te provoquei. Vê-me como o teu professor que te é indiferente, que apenas te vê como uma miúda mimada e irresponsável. Odeia-me ou nem penses em mim.
Eu tirei a mão dele do meu pescoço e dei um passo atrás. Profundamente ofendida e indignada.
Ele quebrara o feitiço, a minha bolha mágica.
- Não precisas de falar comigo, como se fosse uma criança de 3 anos!
Ele olhou-me surpreso, assombrado e descrente.
- Nicholaa…
- Já entendi. A sério. Sei que és meu professor e isso tudo. Apenas podias falar comigo normalmente e não come se tivesse problemas mentais. – ele continuou a olhar-me estranho e eu comecei a sentir raiva por ter sido tão estúpida. Não queria acreditar nele. – Não te preocupes que não vou comentar com ninguém e muito menos quero que volte a acontecer.
Nem me importei de mais nada. Virei costas e voltei para a festa deixando-o lá sozinho.
As lágrimas começavam a aparecer nos meus olhos, mas não iria derrama-las. Começava a ver as coisas turvas pela humidade nos olhos, mas voltei á festa.
Não ia chorar. Eu não ligava para ele. Não queria saber. Não acreditava nele. Não ia pensar mais dele.
Certo?
Quando entrei na festa com a música alta e pedi ao meu irmão que estava atracado com uma loira para me levar pois não tinha vindo de carro.
Fiquei á espera dele no meio de todos que dançavam, jurando que não ia chorar. Não ia!
No meio de todos os rostos vi-o.
Vi Alexander entrar na festa e procurar-me com o olhar até encontrar os meus olhos verdes-esmeralda que deviam denunciar o quanto ele me magoara e a raiva acumulada por mim mesma. Rápido desviei o olhar. Só queria ir para casa onde poderia afogar-me nos lençóis e esquecer tudo. Assim espero.
Alexander caminhou para mim no meio da multidão e eu olhei para os lados a ver se via o meu irmão e podia evitar falar com ele.
- Nicholaa… - segurou a minha mão para me fazer olhar para ele.
Olhei os seus dedos brancos enlaçarem os meus. Depois olhei para o seu rosto perfeito e triste.
- O meu irmão está á minha espera…
Larguei a mão dele, sentindo os seus quentes dedos deslizarem pela minha pele macia. E depois praticamente corri para o meu irmão que apareceu na hora certa á entrada.
Não olhei para trás. Quando cheguei perto do meu irmão passei por ele rápido e fui para o seu carro.
Não trocamos uma palavra enquanto ele conduzia e tentava - repito, tentava - cantar uma música estúpida que tocava. Uma letra de rep que falava em sexo. Enfim, aquilo só me irritava mais. Juntei uma música parva a um irmão parvo armado a cantor, depois de terem sido beijadas pelo homem que provavelmente estão apaixonadas e ter proporcionado o momento mais mágico da vossa vida e logo depois ordenarem que esqueçam tudo.
Fantástico não?

E a noite foi passada em claro. Ora a pensar como era mágico ter os lábios dele colados aos meus, ora a chorar por ele pedir que esquece-se tudo.
E foi aí que tive uma certeza. Eu era apaixonada de verdade pelo meu professor de Inglês, que nunca seria meu. Eu ainda não percebia como fui deixar que isso acontecesse comigo.
Como permiti que ele realmente tocasse um lugar que nunca deixava ninguém realmente tocar, para depois, inevitavelmente, sofrer.
E algo me dizia que a dor estava apenas começando.
E já era insuportável.


Então pessoal? Que tal ficou? *-*
Comentem muito!
Digam se gostaram da forma como descobri o primeiro momento deles…
Não sei se vocês curtiram a maneira que fiz o beijo acontecer, nem a forma…
Por favor comentem, porque estou com medo da vossa reacção!
:S
Digam qual a parte que gostaram mais - ou se não gostaram de nenhuma…
Se preferem comedia… Romance… Ou os dois juntos, como tem vindo a acontecer…
Eu pessoalmente não concigo dispençar a comedia, mas se voces preferirem, ela saí! ;)

Eu amo muito esta fic, pois é o meu “bebezinho” lol É a primeira história que escrevo… Além disso não tenho formação para escrever nem nada do género... Tudo o que me vem à cabeça eu escrevo sem mostrar a ninguém… Só uma amiga minha é que sabe do blog e nunca que diria a mais ninguem… Só de pensar que alguem conhecido a ler isto... :O Quase desmaio! :O Sou muito reservada nisso e por isso utilizo o “AR”... Tenho que melhorar muita coisa, aprender muito, ganhar experiencia… Quem sabe um dia siga Universidade de letras para aprender a "escrever"! stou a ver se me dou bem e se tenho geito para isto!;)
Por isso gostava que me dessem a vossa opinião sincera! É muito importante!
Eu posto “Amor & Sangue À Meia-Noite” para que vocês passem um tempo agradável a ler… Se não gostarem, por favor, avisem-me! Mesmo!
Desculpem o testamento! ^^

Aguardos vossos coments! ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Planos




Desculpem a demora… tive uns problemas com a net… Não conseguia aceder… E só resolvi –mesmo agora – isso.

Mas agora já está resolvido e espero que não volte a acontecer! ;)
Novo capitulo para vocês – maior para compensar – e é dedicado a todas que comentaram o ultimo capitulo!
Catavita, Samara, Rita Baptista, catiatwilight, cat, BrunaCullen, Ritinha646, M Moon, md, leozinhoB (Beatriz).
Muito obrigada a todas! Mesmo! Não imaginam o quanto é bom ler os vossos comentarios lindos! ;)
Espero por mais coments e quero que se divirtam com o novo capitulo! ;)














No dia seguinte depois do estranho episódio do corredor com Alexander, ele comunicou na aula que já tinha corrigido os testes e que os ia entregar amanha.
Já sabia que aquilo estava um nojo, portanto comecei a armar um plano na minha cabeça.
A aula foi decorrendo comigo a armar um plano, por isso nem liguei quando o professor me chamou.
- Brown!
- Sim! – saltei na cadeira.
- Já a chamei 3 vezes! Para além do seu teste ter sido uma vergonha ainda passa as aulas a pensar em sabe-se lá o que! – olhou-me com raiva. Engoli em seco – Atenção á aula, criança.
Eu odiava isso nele. Criança. Não sou criança!
-“Devo igualar-te a um dia de verão?” “Mais afável e belo é o teu semblante…” “O vento esfolha Maio ainda em botão” “Dura o termo estival em breve instante”
Nora leu um poema de Shakespeare e eu vi-me a pensar alto enquanto rabiscava o meu caderno.
- O poeta era bicha… Quem diria…
A aula ficou em silêncio e depois caiu em risadas. Eu levantei os olhos e percebi que tinha falado alto de mais…
- Ups… - murmurei – Pensamentos expressados em voz alta…
- Silêncio! – ordenou o professor e todos calaram a boca imediatamente – Porque pensou isso Brown?
- Porque é retardada! – riu Nora.
Eu trinquei os dentes pronta para lhe dizer o quanto ela era retardada, mas Jonh defendeu-me.
- Miúda, Nikka é mais inteligente do que tu algum dias serás! – a turma riu e eu olhei corada e agradecida para Jonh – Certo, Nikka?
Piscou-me o olho e eu sorri.
Professor Alexander bateu tão forte na mesa que eu juro que ouvi uns som de metal a partir!
- Então, menina Bronw pode me dizer porque pensa Shakespeare tinha como orientação sexual a homossexualidade?
- Nikka, todos sabem que Shakespeare era um tremendo romântico! Não era homossexual! – disse uma colega de turma (amiga intima de Nora).
- Bem… - ponderei a ideia – Podia ser bi, mas continuo a pensar que era Gay! – dei de ombros e todos começaram a rir.
O meu professor olhou meio repreendendo-me, mas com os olhos a brilhar. Tinha a típica expressão de: Não sei se te repreendo ou se desmancho-me a rir.
- Então Nikka, porque ele é Gay? – perguntou divertido Jonh.
- Ele não dizia que a pessoa era como um dia de verão, mas sim que era quente como um dia de verão…- o professor assentiu de forma a dizer que o meu raciocínio era certo – E ele estava a falar de um gajo. Escreveu este poema para um gajo! – expliquei o obvio.
- Não sejas tola! – riu Nereida – Achas que ele ia escrever isto para um homem?
- Na verdade, escreveu sim. – admitiu o professor – Parece bastante informada sobre Shakespeare, mas então Brown, deve saber que não se sabe ao certo… não se pode ter certeza…
- Ele escreveu um poema para um homem e continua a não ter certeza? – não aguentei e desmanchei-me a rir.
A turma riu e até o professor soltou um risinho que á muito prendia e eu senti-me flutuar. Ele nunca tinha rido. Sorrido sim, não rido.
- Bom. – disse sério – Vamos continuar. E Brown – olhou-me meio divertido – guarde essas observações para si. A sexualidade dos escritores não tem importância para as nossas aulas, mas sim as suas obras!
- Tudo bem professor. – sorri tentando parecer amigável, mas tremia com vontade de rir – Apenas Romeu e Julieta nunca mais foi o mesmo para mim…
Alexander nem me respondeu e continuou a dar a aula.
Como me sentia gloriosa por ter arrancado uma risada dele! Era a primeira vez que o via rir! Ele já me dera sorrisos tortos ou “completos” fazendo o meu coração palpitar feito louco. Mas nunca uma risada!
Eu nunca o tinha visto rir! Aquele som profundo…
E o meu novo objectivo era escutar a sua gargalhada!
- Até amanha. – disse Alexander depois de soar o toque.
Arrumei as coisas com calma de forma a ser a ultima a sair da sala. Nereida a esperar por mim mas eu fiz-lhe sinal para ele me esperar perto dos cacifos.
- Professor? – chamei-o antes de ele sair da sala.
Respirei fundo para me acalmar. Ele parou e olhou-me meio desconfiado. Peguei nos livros e com as pernas a tremer fui para o lado dele, perto da porta.
- Sim, Brown?
- Sempre vai entregar os testes amanha?
- Sim. Porque?
- Não, nada… Só queria saber… - tentei parecer inocente – Então, vai traze-los amanha, não é? – tinha que ter certeza disso.
- Não foi o que acabei de dizer?
Corei cheia de vergonha. Ele fazia-me sempre parecer retardada!
- Foi… Eu… - sorri embaraçada e perdi-me no olhar dele.
Normalmente Alexander tinha um olhar frio. Cínico. Mas agora pareciam um mar de prata líquida e risonhos. Perdi qualquer linha de raciocínio.
- A menina… - Incentivou-me a continuar. Eu simplesmente Odiava quando ele me tratava por menina!
- Só queria saber a minha nota… - sorri embaraçada – Sei que está uma porcaria, mas… Mesmo assim, será que me podia dize-la agora?
No fundo eu sabia que tinha de seguir com o planeado. Mas como sou uma tremenda azarada era melhor ter a certeza antes de entrar no esquema. Vai que depois descobria que o teste nem estava assim tão mal… Era bem típico meu! Fazer coisas mirabolantes que depois de feitas não eram necessária.
Mas neste caso seria necessário. O teste devia estar um nojo!
- Posso. – assentiu sério – Mas acho que não vai gostar… Não sei, mas tinha a ideia que era uma excelente aluna a inglês. Os seus testes eram sempre o que tinham a nota mais alta com o professor Robert….
- Pois… Mas este correu mal… - sorri desanimada – E além disso o professor Robert baixava-me sempre dois valores na pauta… Comportamento… - expliquei.
- Eu não terei de fazer isso. Tirando situações com papeizinhos – disse rígido e meio que o seu maxilar estava travado – E observações desnecessárias – mas aí os seus olhos não estavam tão duros - Não tenho problemas com a sua conduta na sala de aula…
Isso, meu bonzão, é porque és demasiado lindo e eu só presto atenção nesse corpinho!
Corei muito com o meu pensamento. Que raio se passava comigo? Sou alguma pervertida, agora?
Boa! Além de maluca, agora sou tarada! Isto, cada vez fica melhor…
- Pois… Mas neste teste eu não me consegui concentrar… - admiti envergonhada. Se ele soubesse o que se passa pela minha cabeça…
- Devia parar de pensar em parvoíces como bailes. - espicaçou – E passar a prestar atenção no teste. Não respondeu praticamente a nada Brown. Respondeu apenas, a umas 3 perguntas, se não me engano.
- Eu sei, eu sei… - queria despachar logo aquilo, pois já me sentia tonta e breve ia deitar tudo a perder e confessar que sou maluca de todo pois tenho uma queda (um tombo mesmo) pelo professor! – Mas qual foi a nota?
- 3.6.
- Puta que pariu!
OMG! Saiu antes de poder controlar. Corei muito e ele meio que apertou os lábios. Das duas uma: ou ficou muito ofendido pela minha linguagem na sua frente ou tentava conter o riso.
- Desculpe! – pedi com os olhos arregalados – Saiu sem querer… Fiquei espantada com a nota… - tentei explicar atrapalhada – Não me vai querer castigar por isto, certo? Ainda há pouco saí de um castigo e …
- Não se preocupe. – sorriu meio torto – Afinal a aula já acabou. E além disso a nota já é castigo suficiente.
Eu assenti, murmurei um obrigado e sai de lá.

- Vá lá Nereida! Não sejas medricas! – pedi pela milésima vez a Nereida.
Estávamos encostadas ao cacifo e só me faltava ajoelhar perante ela, para que alinhasse no meu esquema.
- Tu és louca Nikka! Não me metas nisso, pelo amor de Deus!
- Nereida! – olhei-a com desgosto – Sé rebelde uma vez na vida e não tenhas medo da tua própria sombra! Fogo!
- A última vez que alinhei num dos teus planos, supostamente “infalíveis” como este – olhou-me irredutível – Acabei sem poder sair de casa durante 1 semana!
- Mas aí foi culpa tua! – defendi-me – Pelo amor de Deus! Ninguém te manda admitires que estavas metida no plano! Bastava eu ser castigada, não podiam ter provas contra ti! – abanei os ombros dela com força – Se seguires á risca este plano, safamo-nos em grande!
Ela negou com medo.
Bufei chateada.
- Imagina – fiz um gesto com a mão imaginando um cenário – Roubávamos os testes e ninguém tirava má nota! A tua mãe não te tiraria os teus colares, as tua roupas… - ele começou a hesitar. Sorri já pressentindo a vitória – o teste já não me lixava a média… Ficávamos as duas numa boa… Uma mão lavava a outra e por tabela ainda safávamos o pessoal todo…
Rezei para ela cair na minha!
- Mas…
- Nada de mas! – falei autoritária – O prof disse que amanha trazia os testes para entregar. Na hora do almoço enquanto ele vai almoçar, vai deixar a mala dele na sala dos professores que vai estar vazia! Aí, entramos e roubamos os testes. Assim fácil!
- E pegam-nos e somos expulsas! – tremeu de medo Nereida.
- Que nada! Ninguém vai ver! Safamo-nos numa boa!
- Não sei…
Bufei irritada.
- Olha, ficas só a vigiar a entrada, que tal? – pedi com esperanças – Não posso fazer isso sozinha!
Ela olhou-me cheia de medo.
- Caraças Nereida! – resmunguei já irritada a ver o meu plano ir pelo cano. Aí fez-se luz - Já sei! Dou-te o autógrafo daquele jogador da NBA que tu gostas! Aquele que o meu irmão tem!
Nereida era apaixonada por basquetebol, assim como o meu irmão.
- O Michael Jordan? – perguntou com os olhos a brilhar.
Já estava ganho! Sorri com presunção.
- Esse mesmo!
- Mas o teu irmão nunca que mo dava…
- Não te preocupes, que eu tenho um plano…
No dia seguinte, à hora do almoço eu e Nereida (que já tinha o seu autógrafo) fomos para a porta da sala dos profs. Ela ficou a vigiar enquanto eu entrei sorrateiramente.
Procurei pela mesa do professor de Inglês e fui colocar o meu perfeito plano em prática.
- PROFESSOR ALEXANDER! – gritou Nereida – QUE COINCIDÊNCIA VELO NO CORREDOR! – gritou mais Nereida – E ESTÁ PRESTES A ENTRAR NA SALA DOS PROFESSORES!
AI MEU DEUS!
Escorreguei para baixo da mesa o mais rápido que pude.
Deus! Não permitas que eu seja pega! Meus Deus, imploro-te!
Vi as passadas seguras do professor caminhar para a secretaria dele. Ele parou a meio do caminho, uns segundos. Soltou um risinho – que me irritou, pois ele devia estar a pensar em alguma namorada – e depois foi sentar-se na cadeira da sua secretaria.
Encolhi-me num canto!
EU VOU-ME MATAR! JURO!
E então ele tornou a levantar-se e andava envolta da mesa, como se estivesse a pensar. Eu não podia ver o rosto dele e nem me atrevia a espreitar.
“por favor, imploro-te que ele não me apanhe” – sussurrei apavorada “juro não me meter mais nestas cenas! – prometi - “Não! Isso não posso prometer… Mas juro ser mais cuidadosa!”
E então percebi o professor chegar perto da secretária e pensei que era o meu fim. Mas ele simplesmente abriu a pasta mexeu nuns papeis e foi-se!
Eu esperei alguns segundos e sai a correr. Mas a meio lembrei-me da porcaria dos testes!
Corri até a mesa e ia procurar na pasta que Alex ainda deixara na secretária. Mas os testes estavam em cima da mesa!
Nem pensei. Peguei neles e corri de lá para fora.
A parva da Nereida olhava-me escondida atrás de uma coluna, apavorada!
Corremos até os cacifos e eu meti rápido os testes lá para dentro! Arfei cansada e olhei vitoriosa para Nereida. O meu plano tinha dado certo!
- Meninas…
Saltei de susto quando ouvi a voz de Alexander. Encostei-me fortemente contra os cacifos e ele olhava-nos inquisitivo.
- Foi ideia da Nikka! Eu juro que não tínhamos intenção…
- CALA A BOCA NEREIDA!
Eu tinha que ser sempre o cérebro da operação? Deus do céu!
- Nereida – sorri amarelo – O professor não se interessa pela cor do teu vestido, nem que foi ideia minha… - eu tinha as mão suadas e Nereida quase que chorava. EU VOU MATA-LA! – Tudo bem professor? – tentei suar calma. Tremia como tudo!
- Estava só á procura dos testes… Acho que os perdi…
Morri.
Beijos.
Nereida desmaiou!
- Nereida! – gritei baixando-me para ela – NÃO SIGAS A LUZ! NÃO SIGAS A LUZ! – Abanei-a freneticamente.
- Nicholaa… - o meu professor segurou o meu ombro e choques atravessaram o meu corpo todo fazendo-me quase desmaiar também – Afaste-se.
Mas enquanto ele dava latadas em Nereida para acordar olhava-me de lado divertido. Deus! Ele é lindo!
A minha amiga desmaiada e eu a pensar no aspecto físico do prof! I-NA-CRE-DI-TA-VEL!
Nereida abriu os olhos cansada eu suspirei de alivio.
- Pronto. – sorriu Alexander para mim, e foi impossível não sorrir de volta – Parece que ela seguiu o seu concelho e não seguiu a luz…
Eu corei e baixei o olhar timidamente. Eu era mesmo estúpida! Alguém me diz porque raio gritei aquilo? Ele já me devia achar louca varrida, então agora…

Na aula a seguir de Inglês, o professor avisou que perdera os teste e que não os ia entregar. Mas que também era melhor para nós já que só tinha “parvoíces” e que eram tudo negativas. Fazia-mos apenas o teste na próxima semana.
Sorri vitoriosa para Nereida, que ainda estava demasiado nervosa com tudo aquilo.
- Eu não disse que funcionaria?
Ela olhou-me irritada e depois apontou para o galo na testa.
- Nunca mais. – olhou-me com raiva – Mas nunca mais. Eu me meto nos teus esquemas!
- Credo!

Depois de ter dado um fim nos testes (queimei-os), estava em casa toda feliz a fazer os TPC’S quando o meu irmão entra no quarto todo histérico.
- Não se bate á porta? – gritei chateada – Olha se estivesse nua, Oh parvalhão!
- Desculpa! – ele pediu-me desculpa? Certo, ele devia estar mal já que suava muito e mexia-se demais. – Mas sabes do meu autógrafo do Jordan? – olhei para o caderno.
- Não. Porque haveria de o ver? – disse sem interesse, sem levantar os olhos do caderno.
- ELE DESAPARECEU!
- Ahh, foi?
- FOI!
Jogou-se na minha cama, atormentado. Eu segurei o riso.
É para aprenderes desgraçado!
Também queimaste o meu autógrafo da Anne Rice! E eu tinha aproveitado e matado dois coelhos de uma cajadada só! Tive a vingança (que esperava á dois anos) e ainda me safei de baixar a média. Além disso, já tinha passado tanto tempo desde que ele me queimara o livro com o autografo, por “acidente claro” (porque obvio que uma pessoa queima um livro SEM QUERER) e Michael nunca que iria desconfiar. Mas apetecia-me tanto contar-lhe que o tinha dado a Nereida… Mas ele simplesmente ia tira-lo de Nereida, nem que para isso tivesse que assaltar a casa dela. Assim eu nunca lhe diria onde estava o seu precioso autógrafo!
- Já procuras-te bem? – pareci desinteressada.
Procura tudo seu parvo! Que nunca o vais encontrar!
- Já… - admitiu pesaroso – Não está na caixa! Alguém o roubou!
- Olha que eu vi um colega teu, super com ar suspeito… Se calhar foi ele… Parecia culpado no outro dia e tal…
- O Erick? – levantou-se feito foguete - Foi ele não foi?
Foi? Deve ter sido… Já que parecia que Michael tinha motivos para desconfiar dele…
- Acho que sim…
Michael bateu com um punho na mão e olhou ameaçadoramente para algum ponto acima da minha cabeça.
- E tudo só porque curti com a namorada dele! Filho…
Não ouvi de quem ele era filho, já que Michael saiu disparado.
Aí soltei uma gargalhada reprimida.
Podia ter corrido melhor?
NÃO!
Tinha-me vingado do meu irmão, não recebi nota negativa, e agora que pensava bem, lembrei-me que o tal Erick uma vez ajudou o meu irmão a furar os pneus da minha bicicleta quando tinha 10 anos. Justiça tarda, mas não falha!
Com um sorriso continuei a fazer os TPC’S e a pensar um certo sorriso perfeito…


E então, gostaram deste capítulo? *-*
Espero não vos ter desiludido…
Comentem muito porque é muito importante! ;) Tenho que saber o que vocês acham…
E atenção, porque o próximo capítulo é o baile… --‘ Surpresas vão acontecer! ;)
Nikka e as suas trapalhadas… ;)
Qual a cena que gostaram mais? ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)

domingo, 4 de abril de 2010

3º Capítulo -Doença.

Aqui vai outro capítulo! ;)










As duas semanas de castigo passaram e eu não arranjei mais problemas. E era tão bom ver a vaidosa da Nora, com um olho negro e arranhões na cara! Valia por mais semanas de castigos! Cumpri o meu castigo e nas aulas de inglês nem falava.
Bem… Agora, tenho algo melhor para fazer…
O que se faz quando temos um professor lindo, sexy, que exalta masculinidade, com um poderoso olhar e com uma boca tremendamente sensual?
Observa-se.
Bem é isso que faço durante as aulas dele. Todos os segundos. Não consigo parar de olhar para ele! Sabia que os outros professores faziam piada sobre Alexander ser tão rígido que até a Nicholaa se comportava, que tinham de ser tão autoritários como ele. Não sabiam era que, apesar de Alexander ser um professor muito rígido e que ninguém se atrevia a falar nas aulas dele, a verdadeira razão do meu silêncio era porque estava completamente fascinada por aquele homem perfeito.
Eu, que costumava tirar notas altas a inglês, desconfio que vou tirar uma péssima. Pois não presto atenção quando ele fala, a não ser nos seus lábios em movimentos ou o quanto sexy é a voz dele…
Eu simplesmente o olhava maravilhada. Mesmo quando ele estava a enxovalhar os outros alunos. Podia simplesmente apoiar o meu queixo nas mãos em formato de concha e ficar hipnotizada pelo som da sua voz. Profunda e sensual… Acredito que faria qualquer coisa que ele pedisse. Até saltar de um penhasco!
Penso que ele já percebeu que estou a criar uma espécie de paixãozinha de adolescente pelo professor, pois muitas vezes olha-me de lado e esboça um sorriso fazendo o me coração voar…
E ganhar tolas esperanças, quando no fundo sabia perfeitamente que o professor Alexander, - cobiçado por todas as mulheres dos 8 aos 80 – alguns homens também - era território inalcançável.

Uma colega entregou-me um papel. Abriu-o antes que o professor o visse.
“ Nikka, estás linda hoje. ;) Aposto que vais ser a mais linda no baile…”
Sorri para o papel e depois para Jonh. Eu e Jonh resolvemos as coisas e combinamos de irmos juntos. O pior é que cada vez mais, eu o achava uma verdadeira criança. Mais infantil. Mais imaturo…
Jonh não era… Ele.
Eu tempos atrás mataria por este papel. Na verdade sonhei como seria beijar o Jonh. Mas não era como isto. Não senti nada.
- Nicholaa, pode mostrar-me o que tem aí, por favor?
Corei horrores e escondi rápido o papel no meio do caderno.
- O quê? – fingi-me de desentendida. Mas a voz denunciou-me.
- O papel que, “discretamente”, escondeu…
Engoli em seco. Tirei o papel do meio do caderno e entreguei-o sem olhar.
- Então alguém considera que está linda hoje? E ainda teve direito a um smile com uma piscadela de olho? Que sorte que teve! – olhei-o morta de vergonha enquanto a turma ria de mim – será o Sr. Anderson o responsável pela piscadela?
- Parece que sim professor King… - admitiu Jonh.
- Bem, podemos continuar ou temos que esperar que os pombinhos terminem? Porque se estiver a interromper, por favor, avisem-me!
- Pode continuar professor…
- Obrigada Anderson. É muito simpático da sua parte! – ironizou o professor. – E que não volte a ver papeis a circular na sala! – Alexander olhou-me furioso e entregou-me o papel. Como se acabasse de cometer um crime. Como se o ofendesse profundamente.
Mas eu nem tinha culpa!
Ruborizada peguei no papel e guardei.

No final do dia quando estava á porta de minha casa a lavar o meu carro, vejo um Porch preto passar. Lá dentro ia o meu professor de inglês. Devia ir para casa… Aterrorizante a casa dele…
Ele olhou-me. OMG!
OMG! Mesmo!
Tão atrapalhada fiquei que acabei por escorregar e cair!
OMG que vergonha!
Rezei para ele não ter visto. Mas lá no fundo eu sabia que ele viu… Com a minha sorte ele tinha que ter visto a minha humilhação!
Sou uma nódoa! Sinceramente Nicholaa Brown…
De noite, acabei por adormecer no sofá da sala a pensar em como sou ridícula…
- Acorda, cabeça de fósforo! – o imbecil do meu irmão acordou-me (abanou-me como se fosse um animal e não UMA PESSOA que ainda por cima era IRMÃ dele!) a meio da noite. Voltei para o quarto e dormi que nem uma pedra.

De manha quando me levanto e me vejo ao espelho… Gritei de raiva! O imbecil do meu irmão, tinha aproveitado que adormeci no sofá para me desenhar um bigode e chifres na testa.
O pior foi que aquilo não saia! Era alguma espécie de tinta resistente. Só depois de muito esforço é que tirei aquilo!
Mas inevitavelmente atrasei-me para a escola. Começo bem o dia…
Se comecei bem, acabei ainda melhor.
Tive uma discussão com Nora na cantina e a vadia atirou-me com um copo de Coca-Cola. A sorte dela foi que a directora apareceu logo, mesmo quando eu estava para afundar as minhas unhas na cara nojenta dela!
Tive que correr para o meu cacifo e pegar numa camisola suplente do meu uniforme.
Cheguei atrasada á aula de inglês.
- Desculpe professor! – entrei toda atrapalhada na aula, da correria para não chegar atrasada.
- Menina Brown! Ainda bem que decidiu prendar-nos com a sua presença! É uma pena que tenha sido 15 minutos depois. – Deus! Até a resmungar era sensual!
- Desculpe – corei – É que tive uns imprevistos…
- Sente-se. E comece o teste.
Arregalei os olhos. Só aí reparei que estavam todos a fazer teste!
- Mas eu não sabia que íamos ter teste! – E a parva da Nereida nem me disse nada! Eu devo andar mesmo louca, pois juraria que o teste era só para a semana!
- É teste surpresa. – olhei-o sem acreditar.
Como assim?
- Mas eu não sabia!
- Talvez por ser surpresa… – olhou-me como se fosse a maior retardada do mundo. Queria um saco para esconder a cara.
Lá fui para a minha mesa, mas quando me sentei para fazer o teste dei uma olhadela para Alex – nos meus sonhos eu chamo-o de Alex, enquanto ele me diz o quanto perdidamente apaixonado está por mim – e vejo o olhar divertido dele na minha direcção.
Borboletas no estômago. Ruído nos ouvidos. Mãos suadas e falta de concentração.
Provavelmente Alexander fazia-me ficar doente. Sim. Eu só podia estar doente.
E o teste correu-me mal devido á minha nova doença.

- Que nojo! – queixei-me a Nereida – O teste correu-me super mal! – afundei-me contra os cacifos.
- Correu mal a toda a gente Nikka. Era impossível, alguém responder àquilo.
- Porcaria! – deixei a cabeça cair nas mão – Lá se vai a minha media! Adeus planos para o futuro! – gemi.
Nereida deu-me uma cotovelada. Olhei-a chateada.
Ela fez gesto com a cabeça, indicando o lugar para onde devia olhar.
Era Alexander que ia a passar com a sua maleta preta. Dirigia-se para as escadas.
- Havia de cair e partir uma perna! – rugi amaldiçoando-o.
Nereida riu. Alexander parou.
Não acreditei. Ele olhou para mim, esboçou um sorriso perfeito e depois olhou para a escada. Olhou-me novamente, ergueu uma sobrancelha esculpida.
Eu abri a boca. Era impossível, ele ter ouvido! Nem pensar! Era coincidência!
Ele riu. Piscou-me o olho e foi noutra direcção, evitando as escadas.
Fiquei aparvalhada e nem ouvia as tagarelices de Nereida sobre um suposto rapaz que a levaria ao baile.
As imagens da provocação de Alexander não me saiam da cabeça e as coisas que tentava guardar dentro de mim, cresciam cada vez mais e estava a ser impossível de esconder por muito mais tempo. Parecia que o meu coração não conseguiria guardar aquilo só para ele durante muito mais.
E novamente a minha doença atacou.



Então? Gostaram?
Dêem-me a vossa opinião… *-*
Eu fico sempre nervosa a tentar imaginar o que pensam…
Este capítulo foi mais pequeno que o normal porque acho que os outros eram grandes de mais e vos cansavam…
Está bom deste tamanho?
Como preferem? Mais pequeno ainda? Ou como estava antes?
Não quero que a leitura se torne cansativa para vocês…
É verdade, eu respondo a todos os vossos comentários! TODOS! Depois vão e verifiquem, ás vezes posso fazer perguntas lá! ;) E se eu tenho tempo para mostrar o quanto vos sou grata, voces podem comentar o que acharam de cada capítulo! Não custa nada! ;) pf! *implorando* ;P
Muito obrigada por lerem e comentarem! Mesmo!
Se não comentarem eu não sei se estão a ler e a gostar… :S
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)