Espero que gostem do capitulo! :)
Divirtam-se!
Estava na festa do baile. Comemorávamos o final do 1 período. Era sexta feira, o ultimo dia de aulas e a metade do período de aulas - desde que Alexander entrou para o meu colégio - voou. (p.s -) no teste que fizemos tirei 16 e Alexander deu-me 17 no final do período! O meu plano saiu perfeito)
E eu sabia que voaria muito rápido o ano lectivo. E depois a minha vida nunca mais se cruzaria com a dele. Provavelmente nunca mais o ia ver. E isso era… bem, demasiado doloroso.
Tudo no baile estava lindo. Era um baile em estilo do inicio do século XIX. Vestíamos aqueles vestidos antigos. O meu era de cinzento (pois eu queria levar vermelho, mas a senhora da loja disse que tinha de ser uma cor que realçasse os meus lindos e compridos cabelos). O vestido era um corpete e depois volumoso em baixo que escondiam as minhas confortáveis sapatilhas. Os cabelos caiam em ondas pelas minhas costas e levava pouca maquilhagem. Não gosto de exageros. Uma coisa que mal desse para notar, porque como não me maquio quando o faço parece outra e não gosto muito disso.
Estava a pensar, encostada a uma coluna com um copo de sumo de laranja na mão, no quanto ia ter saudades de Alexander quando fosse para a Universidade.
- Aproveitando a festa, Brown?
Quase que deixei cair o copo com o susto! Ainda a ofegar virei-me e deparei-me com aquele homem lindo. Pelo menos a falta de ar tinha a desculpa do susto, apesar de o susto não ser o único responsável.
- Olá professor King…
- Assustei-a?
- Bastante…
- Não era minha intenção. Desculpe.
- Não tem importância! – sorri envergonhada.
Aquele homem era o sonho de qualquer mulher! Só o facto de o ver fazia-me ficar envergonhada!
Um aluno vestido de mordomo serviu um whisky ao professor e depois saiu deixando-me sem saber o que dizer.
- Gosta da festa, Brown?
- Sim…
Sorri aliviada por aquele silêncio ter terminado. Aquilo era constrangedor ainda mais quando ele olhava para mim intensamente de forma que parecia ler todos os meus pensamentos.
- A ideia do tema até foi interessante.
- Sim. Muito melhor que os anos anteriores. Desta vez a Nora escolheu bem. Está tudo lindo.
- Sim. E diria que o seu vestido também lhe fica muito bem. Parece uma menina bem comportada. – sorriu torto.
- Obrigada, eu acho… - corei e desviei o olhar para as pessoas que dançavam.
Ele parece ter-se arrependido do que disse pois ficou extremamente sério e rígido. Ele levou o copo de whisky aos seus perfeitos lábios e assentiu para depois virar costas.
- Boa noite professor Alexander. – sussurrei.
Ele olhou-me sério e depois deu um sorriso irónico.
- Boa noite aluna Nicholaa. – e dizendo isso caminhou para o meio da multidão.
Ele estava simplesmente lindíssimo com o traje a rigor. Fazia-me acreditar que realmente pertencera a séculos passados. E eu só queria esquecer aquelas coisas estranham que corrompiam a minha alma.
A festa estava demasiado cheia e eu já estava farta de fugir de Jonh que parecia querer algo mais do que eu podia dar. Então enredei-me no meio do bosque para fugir àquela confusão. Tanto a da festa como a da minha cabeça.
Parei no limite do parque, e fui para um tipo de mirante cercado de plantas e de luzinhas.
Podia ouvir ainda a musica que decorria na gigantesca cabana construida no parque para o baile. As vozes perdiam-se no ar, e apenas ficava os acordes distantes da música. Permaneci parada ali por alguns minutos, vendo a minha villa lá em baixo iluminada. Perdida nos meus pensamentos a ver a lua que me observava e banhava a minha pele e todo o mirante. Perdia-me nos meus pensamentos quando ouvi uma voz aveludada e enrrouquecida dizer, mesmo atrás de mim:
— Dança comigo, Nicholaa.
Fiquei tão assustada pela chegada silenciosa de Alexander, que voltei-me toda atrapalhada, levei automaticamente a mão ao pescoço e senti o coração bater forte. Ele lá parado, imponente e belissimo era algo irreal e asustador.
As notas ritmadas da valsa ouviram-se, envolvendonos. Os meus olhos verdes encarando os seus azuis acizentados que pareciam querer dizer algo.
Alexander abriu os braços e vi os seus labios movimentarem-se para repetir o pedido que julguei ter imaginado:
- Dança comigo.
O seu tom de voz, suave e quente, envolvia-me como se tudo fosse um sonho. Eu só podia estar a sonhar. Vivendo numa especie de dimensão paralela caminhei para ele.
Sentiu-o enlaçar a minha cintura, puxando-me contra a firmeza de seu corpo. Musculado, mas esguio. Rijo como rochas e quente como fogo.
Nunca me tinha apercebido do quanto a sua pele era perfeita, do quanto os seus lábios eram convidativos. Nunca me tinha apercebido que o seu aroma era excitante e delicioso nem o quanto o seu alito era inebriante. A sua boca parecia ter sido esculpida por algum Deus da perfeição e era quase imposivel manter uma linha de raciocinio junto dele.
Acompanhei com o olhar a mão esquerda de Alexander fechar-se sobre os meus dedos, e logo senti-me girando, presa no lugar onde nunca mais queria sair, onde parecia pertencer: nos seus braços.
Aquele homem dançava a valsa com profisionalismos, com uma graça tranquila de quem parecia fazer isso milhares de vezes durante toda a sua vida. Fazia-me parecer uma bailarina extraordinária quando na verdade ele comandava cada movimento meu.
Eu simplesmente fitava, fascinada, os seus belos olhos.
Tinha a mão no ombro dele, percebi que era largo, musculoso, rigido, quente sobe o tecido. O braço que envolvia a minha cintura mais parecia uma faixa de aço que me prendendia contra ele com firmesa fazendo-me ter a certeza que não poderia escapar mesmo que –tolamente – o desejasse.
E o meu sonho parecia ter chegado ao fim já que a música acabara.
Com um suspiro coloquei a cabeça no seu peito, inalei e sorri afastando-me dele.
~
- A musica acabou…
Mal acabara de falar uma nova musica começara. Uma musica romantica, para namorados dançarem. Alex puchou-me novamente para ele.
A minha respiração voltou a acelarar e eu volteii a encostar a cabeça no seu peito e fechei os olhos enquanto ele me abraçava e nos moviamos lentamente, apenas alguns paços. Praticamente sentiamos o corpo um do outro e eu só desejava poder sonhar mais um pouco.
- Nikka…
Fechei os olhos com mais força e não deichei o gemido de satisfação sair. O meu apelido nos seus labios… Sosurrados por aquela voz rouca e avelodada… Parecia que tinha sido feito para ele o pronunciar.
Senti Alex puchar o meu queixo para cima fazendo-o encarar.
Quando abri os olhos estava demasiado proxima dele. Ele tinha o rosto demasiado proximo do meu, fazendo com que a nossa respiração se misturace.
- Vou beijar-te – avisou olhando a minha boca.
- Aham… - fechei os meus olhos, esperando.
Então os labios dele cairam sobre os meus.
E então deixei de pensar, apenas senti. E posso garantir que, mesmo antes de os lábios tocar os meus, apenas ao sentir o seu aroma soberbo e a sua respiração quente a bater na minha língua - naquele breve instante de hesitação que era tremendamente sensual - que sem sombra de dúvida, aquele era o memento mais mágico da minha curta vida.
Mas então, os lábios quentes e ansiosos caíram sobre os meus trémulos enquanto os seus dedos acariciava o meu rosto. Os nossos lábios moveram-se com calma, suavidade e doçura. Conhecendo os lábios um do outro. Mas aquele simples roçar de lábios foi o paraíso e o meu inferno.
O beijo doce tornou-se voraz e ardente. Eu queria mais. Segurei os cabelos dele e puxei-o mais para mim ao mesmo tempo que queria colar o corpo dele ao meu. Fazendo-o sentir o meu coração que bombeava alucinado e descompassado.
Fiquei nas pontas dos pés para saborear melhor a sua boca, a sua textura, o seu sabor. Os momentos em que estava tímida passaram e eu só queria saborear os lábios perfeitos que se moviam nos meus. Mas então Alexander abrandou o ritmo, voltando ao doce para depois parar com um simples beijinho nos meus lábios.
Quando abri os olhos estava ofegante, com o coração a bombear a mil e tremendamente feliz.
“O perfeito, primeiro beijo” – pensei.
Sorri um pouco envergonhada com a minha conduta. Alexander olhou-me com um sorriso sonhador nos lábios que tinham acabado de cobrir os meus, mandando uma mensagem clara que mesmo estando atordoada compreendi. Ele sentiu aquele maravilhoso momento, que tinha sido o mais próximo da magia que ambos tínhamos sentido.
Alexander puxou-me para ele e abraçou-me com os seus braços de aço. Fechei os olhos aproveitando aquele incrível momento e senti os seus lábios beijarem os meus cabelos.
Olhei-o corada e depois fitei os seus lábios perfeitos.
- Vou beijar-te. – avisei.
- Aham …
E os meus lábios cobriram os dele. Senti os meus pés deixarem de tocar o solo pois Alexander erguia-me para ter melhor aceso á minha boca ávida da dele.
Desta vez o beijo foi ainda mais profundo e enquanto eu segurava os seus ombros como se fosse a minha salvação, ele pressionou as minhas costas com posse.
A sua língua quente pressionava os meus lábios e eu timidamente entreabri-os deixando que Alexander conhecesse a minha boca profundamente, apaixonadamente. Então um gemido foi ouvido e eu estava tão absorvida pelo momento que nem me apercebi que aquele som tinha saído dos meus lábios.
Com um risinho. Um beijo calmo nos meus lábios.
Alexander voltou a colocar-me no chão e afastou-se de mim. Olhou os meus lábios que sentia quentes por terem sido beijados por ele e depois fitou a lua cheia e brilhante. Perdido nos seus pensamentos.
—Este foi um erro ainda maior do que temia — disse fitando-me sério e depois roucamente acrescentou abalado - Desculpa Nicholaa…
- O que...
Ele aproximou-se de mim e colocou a sua mão quente no meu pescoço, deu um beijinho nos meus lábios, apenas um toque e olhou-me intensamente nos olhos.
Os olhos dele fascinavam. A sua íris ficou maior e o cinzento azulado tornava-se mais intenso transformando-se quase em branco parecendo algo sobrenatural. Provavelmente efeito do luar. Mas sem dúvida que me podia perder naquele olhar meio assustador.
- Esquece o que se passou aqui entre nós. – disse lentamente como se falasse com uma criança que não percebesse uma mensagem de estrema importância – Esquece qualquer sentimentos ou sensações que te provoquei. Vê-me como o teu professor que te é indiferente, que apenas te vê como uma miúda mimada e irresponsável. Odeia-me ou nem penses em mim.
Eu tirei a mão dele do meu pescoço e dei um passo atrás. Profundamente ofendida e indignada.
Ele quebrara o feitiço, a minha bolha mágica.
- Não precisas de falar comigo, como se fosse uma criança de 3 anos!
Ele olhou-me surpreso, assombrado e descrente.
- Nicholaa…
- Já entendi. A sério. Sei que és meu professor e isso tudo. Apenas podias falar comigo normalmente e não come se tivesse problemas mentais. – ele continuou a olhar-me estranho e eu comecei a sentir raiva por ter sido tão estúpida. Não queria acreditar nele. – Não te preocupes que não vou comentar com ninguém e muito menos quero que volte a acontecer.
Nem me importei de mais nada. Virei costas e voltei para a festa deixando-o lá sozinho.
As lágrimas começavam a aparecer nos meus olhos, mas não iria derrama-las. Começava a ver as coisas turvas pela humidade nos olhos, mas voltei á festa.
Não ia chorar. Eu não ligava para ele. Não queria saber. Não acreditava nele. Não ia pensar mais dele.
Certo?
Quando entrei na festa com a música alta e pedi ao meu irmão que estava atracado com uma loira para me levar pois não tinha vindo de carro.
Fiquei á espera dele no meio de todos que dançavam, jurando que não ia chorar. Não ia!
No meio de todos os rostos vi-o.
Vi Alexander entrar na festa e procurar-me com o olhar até encontrar os meus olhos verdes-esmeralda que deviam denunciar o quanto ele me magoara e a raiva acumulada por mim mesma. Rápido desviei o olhar. Só queria ir para casa onde poderia afogar-me nos lençóis e esquecer tudo. Assim espero.
Alexander caminhou para mim no meio da multidão e eu olhei para os lados a ver se via o meu irmão e podia evitar falar com ele.
- Nicholaa… - segurou a minha mão para me fazer olhar para ele.
Olhei os seus dedos brancos enlaçarem os meus. Depois olhei para o seu rosto perfeito e triste.
- O meu irmão está á minha espera…
Larguei a mão dele, sentindo os seus quentes dedos deslizarem pela minha pele macia. E depois praticamente corri para o meu irmão que apareceu na hora certa á entrada.
Não olhei para trás. Quando cheguei perto do meu irmão passei por ele rápido e fui para o seu carro.
Não trocamos uma palavra enquanto ele conduzia e tentava - repito, tentava - cantar uma música estúpida que tocava. Uma letra de rep que falava em sexo. Enfim, aquilo só me irritava mais. Juntei uma música parva a um irmão parvo armado a cantor, depois de terem sido beijadas pelo homem que provavelmente estão apaixonadas e ter proporcionado o momento mais mágico da vossa vida e logo depois ordenarem que esqueçam tudo.
Fantástico não?
E a noite foi passada em claro. Ora a pensar como era mágico ter os lábios dele colados aos meus, ora a chorar por ele pedir que esquece-se tudo.
E foi aí que tive uma certeza. Eu era apaixonada de verdade pelo meu professor de Inglês, que nunca seria meu. Eu ainda não percebia como fui deixar que isso acontecesse comigo.
Como permiti que ele realmente tocasse um lugar que nunca deixava ninguém realmente tocar, para depois, inevitavelmente, sofrer.
E algo me dizia que a dor estava apenas começando.
E já era insuportável.
Então pessoal? Que tal ficou? *-*
Comentem muito!
Digam se gostaram da forma como descobri o primeiro momento deles…
Não sei se vocês curtiram a maneira que fiz o beijo acontecer, nem a forma…
Por favor comentem, porque estou com medo da vossa reacção!
:S
Digam qual a parte que gostaram mais - ou se não gostaram de nenhuma…
Se preferem comedia… Romance… Ou os dois juntos, como tem vindo a acontecer…
Eu pessoalmente não concigo dispençar a comedia, mas se voces preferirem, ela saí! ;)
Eu amo muito esta fic, pois é o meu “bebezinho” lol É a primeira história que escrevo… Além disso não tenho formação para escrever nem nada do género... Tudo o que me vem à cabeça eu escrevo sem mostrar a ninguém… Só uma amiga minha é que sabe do blog e nunca que diria a mais ninguem… Só de pensar que alguem conhecido a ler isto... :O Quase desmaio! :O Sou muito reservada nisso e por isso utilizo o “AR”... Tenho que melhorar muita coisa, aprender muito, ganhar experiencia… Quem sabe um dia siga Universidade de letras para aprender a "escrever"! stou a ver se me dou bem e se tenho geito para isto!;)
Por isso gostava que me dessem a vossa opinião sincera! É muito importante!
Eu posto “Amor & Sangue À Meia-Noite” para que vocês passem um tempo agradável a ler… Se não gostarem, por favor, avisem-me! Mesmo!
Desculpem o testamento! ^^
Aguardos vossos coments! ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)
Divirtam-se!
Estava na festa do baile. Comemorávamos o final do 1 período. Era sexta feira, o ultimo dia de aulas e a metade do período de aulas - desde que Alexander entrou para o meu colégio - voou. (p.s -) no teste que fizemos tirei 16 e Alexander deu-me 17 no final do período! O meu plano saiu perfeito)
E eu sabia que voaria muito rápido o ano lectivo. E depois a minha vida nunca mais se cruzaria com a dele. Provavelmente nunca mais o ia ver. E isso era… bem, demasiado doloroso.
Tudo no baile estava lindo. Era um baile em estilo do inicio do século XIX. Vestíamos aqueles vestidos antigos. O meu era de cinzento (pois eu queria levar vermelho, mas a senhora da loja disse que tinha de ser uma cor que realçasse os meus lindos e compridos cabelos). O vestido era um corpete e depois volumoso em baixo que escondiam as minhas confortáveis sapatilhas. Os cabelos caiam em ondas pelas minhas costas e levava pouca maquilhagem. Não gosto de exageros. Uma coisa que mal desse para notar, porque como não me maquio quando o faço parece outra e não gosto muito disso.
Estava a pensar, encostada a uma coluna com um copo de sumo de laranja na mão, no quanto ia ter saudades de Alexander quando fosse para a Universidade.
- Aproveitando a festa, Brown?
Quase que deixei cair o copo com o susto! Ainda a ofegar virei-me e deparei-me com aquele homem lindo. Pelo menos a falta de ar tinha a desculpa do susto, apesar de o susto não ser o único responsável.
- Olá professor King…
- Assustei-a?
- Bastante…
- Não era minha intenção. Desculpe.
- Não tem importância! – sorri envergonhada.
Aquele homem era o sonho de qualquer mulher! Só o facto de o ver fazia-me ficar envergonhada!
Um aluno vestido de mordomo serviu um whisky ao professor e depois saiu deixando-me sem saber o que dizer.
- Gosta da festa, Brown?
- Sim…
Sorri aliviada por aquele silêncio ter terminado. Aquilo era constrangedor ainda mais quando ele olhava para mim intensamente de forma que parecia ler todos os meus pensamentos.
- A ideia do tema até foi interessante.
- Sim. Muito melhor que os anos anteriores. Desta vez a Nora escolheu bem. Está tudo lindo.
- Sim. E diria que o seu vestido também lhe fica muito bem. Parece uma menina bem comportada. – sorriu torto.
- Obrigada, eu acho… - corei e desviei o olhar para as pessoas que dançavam.
Ele parece ter-se arrependido do que disse pois ficou extremamente sério e rígido. Ele levou o copo de whisky aos seus perfeitos lábios e assentiu para depois virar costas.
- Boa noite professor Alexander. – sussurrei.
Ele olhou-me sério e depois deu um sorriso irónico.
- Boa noite aluna Nicholaa. – e dizendo isso caminhou para o meio da multidão.
Ele estava simplesmente lindíssimo com o traje a rigor. Fazia-me acreditar que realmente pertencera a séculos passados. E eu só queria esquecer aquelas coisas estranham que corrompiam a minha alma.
A festa estava demasiado cheia e eu já estava farta de fugir de Jonh que parecia querer algo mais do que eu podia dar. Então enredei-me no meio do bosque para fugir àquela confusão. Tanto a da festa como a da minha cabeça.
Parei no limite do parque, e fui para um tipo de mirante cercado de plantas e de luzinhas.
Podia ouvir ainda a musica que decorria na gigantesca cabana construida no parque para o baile. As vozes perdiam-se no ar, e apenas ficava os acordes distantes da música. Permaneci parada ali por alguns minutos, vendo a minha villa lá em baixo iluminada. Perdida nos meus pensamentos a ver a lua que me observava e banhava a minha pele e todo o mirante. Perdia-me nos meus pensamentos quando ouvi uma voz aveludada e enrrouquecida dizer, mesmo atrás de mim:
— Dança comigo, Nicholaa.
Fiquei tão assustada pela chegada silenciosa de Alexander, que voltei-me toda atrapalhada, levei automaticamente a mão ao pescoço e senti o coração bater forte. Ele lá parado, imponente e belissimo era algo irreal e asustador.
As notas ritmadas da valsa ouviram-se, envolvendonos. Os meus olhos verdes encarando os seus azuis acizentados que pareciam querer dizer algo.
Alexander abriu os braços e vi os seus labios movimentarem-se para repetir o pedido que julguei ter imaginado:
- Dança comigo.
O seu tom de voz, suave e quente, envolvia-me como se tudo fosse um sonho. Eu só podia estar a sonhar. Vivendo numa especie de dimensão paralela caminhei para ele.
Sentiu-o enlaçar a minha cintura, puxando-me contra a firmeza de seu corpo. Musculado, mas esguio. Rijo como rochas e quente como fogo.
Nunca me tinha apercebido do quanto a sua pele era perfeita, do quanto os seus lábios eram convidativos. Nunca me tinha apercebido que o seu aroma era excitante e delicioso nem o quanto o seu alito era inebriante. A sua boca parecia ter sido esculpida por algum Deus da perfeição e era quase imposivel manter uma linha de raciocinio junto dele.
Acompanhei com o olhar a mão esquerda de Alexander fechar-se sobre os meus dedos, e logo senti-me girando, presa no lugar onde nunca mais queria sair, onde parecia pertencer: nos seus braços.
Aquele homem dançava a valsa com profisionalismos, com uma graça tranquila de quem parecia fazer isso milhares de vezes durante toda a sua vida. Fazia-me parecer uma bailarina extraordinária quando na verdade ele comandava cada movimento meu.
Eu simplesmente fitava, fascinada, os seus belos olhos.
Tinha a mão no ombro dele, percebi que era largo, musculoso, rigido, quente sobe o tecido. O braço que envolvia a minha cintura mais parecia uma faixa de aço que me prendendia contra ele com firmesa fazendo-me ter a certeza que não poderia escapar mesmo que –tolamente – o desejasse.
E o meu sonho parecia ter chegado ao fim já que a música acabara.
Com um suspiro coloquei a cabeça no seu peito, inalei e sorri afastando-me dele.
~
- A musica acabou…
Mal acabara de falar uma nova musica começara. Uma musica romantica, para namorados dançarem. Alex puchou-me novamente para ele.
A minha respiração voltou a acelarar e eu volteii a encostar a cabeça no seu peito e fechei os olhos enquanto ele me abraçava e nos moviamos lentamente, apenas alguns paços. Praticamente sentiamos o corpo um do outro e eu só desejava poder sonhar mais um pouco.
- Nikka…
Fechei os olhos com mais força e não deichei o gemido de satisfação sair. O meu apelido nos seus labios… Sosurrados por aquela voz rouca e avelodada… Parecia que tinha sido feito para ele o pronunciar.
Senti Alex puchar o meu queixo para cima fazendo-o encarar.
Quando abri os olhos estava demasiado proxima dele. Ele tinha o rosto demasiado proximo do meu, fazendo com que a nossa respiração se misturace.
- Vou beijar-te – avisou olhando a minha boca.
- Aham… - fechei os meus olhos, esperando.
Então os labios dele cairam sobre os meus.
E então deixei de pensar, apenas senti. E posso garantir que, mesmo antes de os lábios tocar os meus, apenas ao sentir o seu aroma soberbo e a sua respiração quente a bater na minha língua - naquele breve instante de hesitação que era tremendamente sensual - que sem sombra de dúvida, aquele era o memento mais mágico da minha curta vida.
Mas então, os lábios quentes e ansiosos caíram sobre os meus trémulos enquanto os seus dedos acariciava o meu rosto. Os nossos lábios moveram-se com calma, suavidade e doçura. Conhecendo os lábios um do outro. Mas aquele simples roçar de lábios foi o paraíso e o meu inferno.
O beijo doce tornou-se voraz e ardente. Eu queria mais. Segurei os cabelos dele e puxei-o mais para mim ao mesmo tempo que queria colar o corpo dele ao meu. Fazendo-o sentir o meu coração que bombeava alucinado e descompassado.
Fiquei nas pontas dos pés para saborear melhor a sua boca, a sua textura, o seu sabor. Os momentos em que estava tímida passaram e eu só queria saborear os lábios perfeitos que se moviam nos meus. Mas então Alexander abrandou o ritmo, voltando ao doce para depois parar com um simples beijinho nos meus lábios.
Quando abri os olhos estava ofegante, com o coração a bombear a mil e tremendamente feliz.
“O perfeito, primeiro beijo” – pensei.
Sorri um pouco envergonhada com a minha conduta. Alexander olhou-me com um sorriso sonhador nos lábios que tinham acabado de cobrir os meus, mandando uma mensagem clara que mesmo estando atordoada compreendi. Ele sentiu aquele maravilhoso momento, que tinha sido o mais próximo da magia que ambos tínhamos sentido.
Alexander puxou-me para ele e abraçou-me com os seus braços de aço. Fechei os olhos aproveitando aquele incrível momento e senti os seus lábios beijarem os meus cabelos.
Olhei-o corada e depois fitei os seus lábios perfeitos.
- Vou beijar-te. – avisei.
- Aham …
E os meus lábios cobriram os dele. Senti os meus pés deixarem de tocar o solo pois Alexander erguia-me para ter melhor aceso á minha boca ávida da dele.
Desta vez o beijo foi ainda mais profundo e enquanto eu segurava os seus ombros como se fosse a minha salvação, ele pressionou as minhas costas com posse.
A sua língua quente pressionava os meus lábios e eu timidamente entreabri-os deixando que Alexander conhecesse a minha boca profundamente, apaixonadamente. Então um gemido foi ouvido e eu estava tão absorvida pelo momento que nem me apercebi que aquele som tinha saído dos meus lábios.
Com um risinho. Um beijo calmo nos meus lábios.
Alexander voltou a colocar-me no chão e afastou-se de mim. Olhou os meus lábios que sentia quentes por terem sido beijados por ele e depois fitou a lua cheia e brilhante. Perdido nos seus pensamentos.
—Este foi um erro ainda maior do que temia — disse fitando-me sério e depois roucamente acrescentou abalado - Desculpa Nicholaa…
- O que...
Ele aproximou-se de mim e colocou a sua mão quente no meu pescoço, deu um beijinho nos meus lábios, apenas um toque e olhou-me intensamente nos olhos.
Os olhos dele fascinavam. A sua íris ficou maior e o cinzento azulado tornava-se mais intenso transformando-se quase em branco parecendo algo sobrenatural. Provavelmente efeito do luar. Mas sem dúvida que me podia perder naquele olhar meio assustador.
- Esquece o que se passou aqui entre nós. – disse lentamente como se falasse com uma criança que não percebesse uma mensagem de estrema importância – Esquece qualquer sentimentos ou sensações que te provoquei. Vê-me como o teu professor que te é indiferente, que apenas te vê como uma miúda mimada e irresponsável. Odeia-me ou nem penses em mim.
Eu tirei a mão dele do meu pescoço e dei um passo atrás. Profundamente ofendida e indignada.
Ele quebrara o feitiço, a minha bolha mágica.
- Não precisas de falar comigo, como se fosse uma criança de 3 anos!
Ele olhou-me surpreso, assombrado e descrente.
- Nicholaa…
- Já entendi. A sério. Sei que és meu professor e isso tudo. Apenas podias falar comigo normalmente e não come se tivesse problemas mentais. – ele continuou a olhar-me estranho e eu comecei a sentir raiva por ter sido tão estúpida. Não queria acreditar nele. – Não te preocupes que não vou comentar com ninguém e muito menos quero que volte a acontecer.
Nem me importei de mais nada. Virei costas e voltei para a festa deixando-o lá sozinho.
As lágrimas começavam a aparecer nos meus olhos, mas não iria derrama-las. Começava a ver as coisas turvas pela humidade nos olhos, mas voltei á festa.
Não ia chorar. Eu não ligava para ele. Não queria saber. Não acreditava nele. Não ia pensar mais dele.
Certo?
Quando entrei na festa com a música alta e pedi ao meu irmão que estava atracado com uma loira para me levar pois não tinha vindo de carro.
Fiquei á espera dele no meio de todos que dançavam, jurando que não ia chorar. Não ia!
No meio de todos os rostos vi-o.
Vi Alexander entrar na festa e procurar-me com o olhar até encontrar os meus olhos verdes-esmeralda que deviam denunciar o quanto ele me magoara e a raiva acumulada por mim mesma. Rápido desviei o olhar. Só queria ir para casa onde poderia afogar-me nos lençóis e esquecer tudo. Assim espero.
Alexander caminhou para mim no meio da multidão e eu olhei para os lados a ver se via o meu irmão e podia evitar falar com ele.
- Nicholaa… - segurou a minha mão para me fazer olhar para ele.
Olhei os seus dedos brancos enlaçarem os meus. Depois olhei para o seu rosto perfeito e triste.
- O meu irmão está á minha espera…
Larguei a mão dele, sentindo os seus quentes dedos deslizarem pela minha pele macia. E depois praticamente corri para o meu irmão que apareceu na hora certa á entrada.
Não olhei para trás. Quando cheguei perto do meu irmão passei por ele rápido e fui para o seu carro.
Não trocamos uma palavra enquanto ele conduzia e tentava - repito, tentava - cantar uma música estúpida que tocava. Uma letra de rep que falava em sexo. Enfim, aquilo só me irritava mais. Juntei uma música parva a um irmão parvo armado a cantor, depois de terem sido beijadas pelo homem que provavelmente estão apaixonadas e ter proporcionado o momento mais mágico da vossa vida e logo depois ordenarem que esqueçam tudo.
Fantástico não?
E a noite foi passada em claro. Ora a pensar como era mágico ter os lábios dele colados aos meus, ora a chorar por ele pedir que esquece-se tudo.
E foi aí que tive uma certeza. Eu era apaixonada de verdade pelo meu professor de Inglês, que nunca seria meu. Eu ainda não percebia como fui deixar que isso acontecesse comigo.
Como permiti que ele realmente tocasse um lugar que nunca deixava ninguém realmente tocar, para depois, inevitavelmente, sofrer.
E algo me dizia que a dor estava apenas começando.
E já era insuportável.
Então pessoal? Que tal ficou? *-*
Comentem muito!
Digam se gostaram da forma como descobri o primeiro momento deles…
Não sei se vocês curtiram a maneira que fiz o beijo acontecer, nem a forma…
Por favor comentem, porque estou com medo da vossa reacção!
:S
Digam qual a parte que gostaram mais - ou se não gostaram de nenhuma…
Se preferem comedia… Romance… Ou os dois juntos, como tem vindo a acontecer…
Eu pessoalmente não concigo dispençar a comedia, mas se voces preferirem, ela saí! ;)
Eu amo muito esta fic, pois é o meu “bebezinho” lol É a primeira história que escrevo… Além disso não tenho formação para escrever nem nada do género... Tudo o que me vem à cabeça eu escrevo sem mostrar a ninguém… Só uma amiga minha é que sabe do blog e nunca que diria a mais ninguem… Só de pensar que alguem conhecido a ler isto... :O Quase desmaio! :O Sou muito reservada nisso e por isso utilizo o “AR”... Tenho que melhorar muita coisa, aprender muito, ganhar experiencia… Quem sabe um dia siga Universidade de letras para aprender a "escrever"! stou a ver se me dou bem e se tenho geito para isto!;)
Por isso gostava que me dessem a vossa opinião sincera! É muito importante!
Eu posto “Amor & Sangue À Meia-Noite” para que vocês passem um tempo agradável a ler… Se não gostarem, por favor, avisem-me! Mesmo!
Desculpem o testamento! ^^
Aguardos vossos coments! ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)