Aqui vai outro capitulo! ;) Espero que gostem!
As féria de Natal passaram.
Foram infernais. Alias todas as férias de Natal são porque tem o Natal. Odeio o Natal.
A minha mãe morreu na véspera de Natal. E esse dia sempre é horrível para mim.
O dia 24 e 25, foi passado no meu quarto. E além de estar na fossa pela minha mãe, também estava na fossa por Alexander. Nunca mais o tinha visto. Os vizinhos intrometidos (que pelo menos nesta vez serviram para algo) disseram que ele tinha ido passar o Natal com, nada mais, nada menos, que a sua namorada.
BOA! EXPLENDIDO! MAGNIFICO!
Mais uma latada na cara por ser tão burra e não ter capacidade de perceber que era apenas “uma miúda mimada e irresponsável”.
Chorei, desabafei e descabelei-me. Mas passou. Tinha tomado a decisão de não querer saber mais dele. Ele era apenas o meu professor de Inglês. Nada mais. E eu tinha que me lembrar constantemente disso.
Além disso as férias só servem para o meu irmão me infernizar a vida. A última dele foi espalhar pelos vizinhos que, coitadinha de mim, tina feito um exorcismo para me tentar livrar do mal que morava em mim.
Falou com tal convicção que todos acreditaram e até o padre da Villa ficou a saber e veio a minha casa perguntar ao meu pai se queria que ele fizesse outro exorcismo, pois o padre que me tinha feito podia não ter tido sucesso na tarefa, já que me tinha visto de tarde a gritar com uma criança sem motivo aparente. (A criança era um miúdo de 13 anos que me apalpou o rabo e me pediu o numero de telefone)
Eu, claro que não ia ficar quieta. Coloquei laxante naquela coisa nojenta que ele toma todas as manhas. Um tal suplemento alimentar para ficar mais musculado.
O que aconteceu, foi que quando estávamos a almoçar ele dá um pum tão mal cheiroso que eu vomito todo o almoço na cozinha.
A sério? Porque tudo acaba por dar errado?
A Nereida sabia que eu estava prestes a enlouquecer (e nem sabia da historia do Alex) então veio convidar-me para fazermos alguma coisa. Eu escolhia.
Convenci-a a dar-lhe lições a como andar de skeite.
Resultado: Nereida zangada comigo e com o braço esquerdo partido. E a clavícula…
Ah! E pontos na sobrancelha…
Nada podia ter corrido pior.
Quando entrei na sala de Inglês tremia como tudo. Não sabia como encararia Alexander depois do que se passou. O meu coração batia alucinado pela raiva, dor e… desejo. Desejo pelos seus lábios… E pelo seu toque…
CHEGA NIKKA!
Tu não ligas para ele!
Sentei-me (sozinha numa mesa já que Nereida foi para outra mesa longe de mim. O olhar dela fazia-me pensar que levaria tempo a perdoar-me esta...)
E então ele entrou.
Prendi a respiração e tremi. Ele continua perfeito.
- Bom dia a todos… - como se nada se passasse começou a abrir a mala dele – Não vamos perder tempo a falar das ferias… Vamos logo para a chamada.
E ele olhou a turma e não parou o olhar em mim por mais de 1 segundo. Era apenas mais uma aluna. E não importava o que se tinha passado. A mensagem era demasiado clara.
A hipocrisia dele, dá-me ódio! Raios! Trocamos um beijo! Não podia agir como se nada se tivesse passado! Eu queria uma explicação.
Eu merecia uma! Afinal ele beijara-me e tinha namorada! Que era noiva!
Filha da puta, e nem parecia ligar para o facto!
- Brown? – olhou-me enfadado – Nicholaa?
- Aqui. – respondi desinteressada. Apesar de poder imaginar fumo a sair pela minha cabeça de tal a raiva.
Mas a aula passou e eu irritava-me mais com a atitude dele. Até que tocou e todos saíram.
Atirei a mochila para o chão perto dele e ele muito desagradado olhou-me.
- Sim? O que quer criança?
Ah que ele vai levar um bofetada naquela cara! Pode ser meu professor mas não brinca comigo!
- Não teve problemas em ser criança quando me beijou no baile. – ele olhou-me com raiva, franziu a testa e foi fechar a porta – Medo das consequências? Medo que alguém oiça?
- Não por mim, podes ter a certeza Nikka!
- Não me chames Nikka! Para ti é Nicholaa ou Brown. Pervertido!
Ele olhou-me sério, ofendido e magoado.
- Não deves pensar que sou um aproveitador. Não o sou. Não me aproveitei de ti, nem nunca o faria!
- Claro que não! Andas a beijar alunas nos bailes, menores e isso é super normal! Poupa-me! És um hipócrita! – teria sido a primeira? Ou ele teria um vasto conjunto de conquistas de alunas.
Ele olhou-me amargurado, como se tivesse lido os meus pensamentos.
- Garanto-te que foste a primeira. Nunca tinha dado aulas. – sorriu amargurado – E muito menos estive envolvido com menores.
- NÃO ACREDITO!
- Não me fales assim! – levantou um pouco o tom de voz – Sou teu professor!
- No baile, não te lembraste disso! – acusei com raiva.
- E tu não te importaste nada! Se bem me lembro, ouvi um gemido teu!
Eu abri a boca, mas nada saiu! Eu queria dizer tantas coisas e só conseguia, era gesticular raivosa!
- Tu é que me beijaste primeiro!
- E tu beijaste-me logo depois.
- Mas foste tu que tomas-te a iniciativa! Eu estava lá, na minha, e tu apareces a convidar-me para dançar!
- E?
- E? – olhei-o sem acreditar! Tive que passar a mão no rosto a escaldar para me acalmar – E? E que tu tens namorada!
- E?
Ele quer levar! Só pode! Ai que ÓDIO!
Eu bufei descontrolada.
- Aproveitaste-me de mim!
Ele riu.
- Não seria melhor, esquecermos aquilo? – olhou-me enfadado – Não foi uma grande coisa – mais uma punhalada no meu peito – Aconteceu. Efeito da bebida provavelmente. Podemos continuar como se nada tivesse acontecido?
- Não acredito no que dizes! – a minha voz tremeu com a dor e a amargura – Tu sentiste! – os olhos dele tinham-me dito que viveu o mesmo que eu – Não podia ser apenas eu! Tu tiveste de sentir! Eu sei! Não finjas! Eu sei que tu desejavas repetir, assim como eu!
- Não. Aquilo foi um erro. Não se vai repetir.
- Não é isso que queres dizer! Eu lembro-me de quando me seguras-te nos braços e me beijas-te! Não finjas! – pedi desesperada – Porque fazes isto?
- Porque – olhou-me como se fosse apenas uma criança que pede com desespero um brinquedo ao pai, que ele não tem vontade de dar, pois quebraria assim que chegasse a casa – Eu não senti nada. Como poderia? – olhou-me cansado – Brown, é uma criança. Eu tenho noiva. Uma mulher. Não uma criança. Não insistas. Isso vai passar. Acredita em mim. Estás apenas fascinada pelo professor novo. É normal na tua idade.
- Mas… - olhei-o enquanto engolia em seco. Tinha algo na minha garganta.
- Dói? – perguntou sábio.
- Sim… - admiti, sentindo os olhos encherem-se de lágrimas que eu não iria derramar na frente dele.
- Não vai doer para sempre.
- Como sabes? – gemi.
- Nicholaa – ergui os olhos para ele e reparei que os seus azuis acinzentados mostravam algo, que eu não percebia – Para sempre, é demasiado tempo não achas?
- Claro. – concordei – Nada dura para sempre. – tentei sorrir – Desculpe. Isto vai passar…
- Espero que sim. Deve ter sido a bebida – justificou – Não é nada de mais…
- Certamente. – concordei aparentando calma – Eu bebi de mais no baile – só bebi sumo e água – caso contrario não me teria metido com o prof – E muito menos ter dado o meu primeiro beijo a um ser desprezível como ele. E eu que esperei tanto para encontrar aquele a quem queria dar o primeiro beijo! – Por mim esquecemos, mas digo-te uma coisa…. Desces-te muito na minha consideração. Nem me devia dar ao trabalho de tentar esclarecer as coisas. Esta conversa não me convence e acho que te aproveitas-te de mim, sim. Mas melhor esquecer mesmo. Como desses-te, não foi uma grande coisa.
Peguei a mochila do chão, ajeitei o meu rabo-de-cavalo e depois olhei-o com indiferença.
- E não te preocupes que não contei a ninguém. O teu emprego está garantido.
- Não ligo a mínima para o emprego. – deu de ombros e olhou-me intensamente.
- E eu não ligo a mínima para nada que lhe diga respeito, Professor King. – abri a porta e sem o olhar acrescentei – Até a próxima aula.
- Parabéns Alexander. Realmente conseguiste fazer com que te odiasse. – murmurei enquanto saia da sala.
Cheguei a casa e tive que morder uma almofada para não quebrar a minha promessa de não chorar. Aquele canalha não merecia. E eu, sempre a mesma estúpida romântica
Sempre à espera do príncipe encantado! Puts!
Bem dizia a Nereida que eu tinha que deixar de pensar que a vida real era linda e encantada como nos livros. Que no fim tudo dava certo. Isso não acontecia na maioria das vezes. Um final feliz, era raro. Afinal eu não tinha a história do meu pai e da minha mãe, como prova?
“ Temos que beijar muitos sapos, para encontrarmos o príncipe, Nikka” Dizia sempre Nereida, quando eu dizia que preferia esperar por alguém que fizesse o meu coração bater acelerado e as pernas tremerem. Não queria trocar salivas com alguém que não me disse-se nada.
Pena que quando encontro alguém que me faz delirar, sentir coisas muito mais intensas do que nos livros e torna o meu primeiro beijo no momento mais mágico da minha vida, descubro que afinal “não foi uma grande coisa”.
E… eu não me importo… Eu… não ligo para ele…
Afinal, é só um mau sonho que logo vai acabar…
Logo vou acordar e vai deixar de doer…
Não é?
Bem, e que tal? Gostaram? *-*
Já sabem…. Digam qual parte gostaram mais… ;)
E se, se divertiram com o capitulo…
Teve “drama”, mas também comedia no inicio, certo? Aquele irmão… *-*
As coisas não correram muito bem para aqueles dois, não é?
:S
Bem, agora que as aulas começaram vai ser difícil para mim postar com a mesma regularidade que fazia… Mas pelo menos dois capítulos por semana vai ter! (talvez menos as semanas que tenha teste e tenha que reduzir para 1 – que seria grande! ;) )
É que o 12 ano, não é assim muito fácil e vai influenciar a minha vida para sempre… Espero que compreendam…
Embora eu ame muito postar para vocês se divertirem e amar ler os vossos comentários, não posso desleixar os estudos… Meio que é a minha vida, o meu futuro que está em jogo… E além disso a matemática, está pela hora da morte, e sem ela não termino o 12 ano este ano… Vai ter que ter muita dedicação… Se não, tenho que gramar com mais um ano de aulas! :O
Tenham paciência, ok? :S
2 capítulos por semana também é bom, certo? O-O
E além disso depois terei as ferias grandes para postar mais, e quem sabe - quando esta terminar - começar outra história… ;)
Espero que não se zanguem comigo!
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
O primeiro momento...
Espero que gostem do capitulo! :)
Divirtam-se!
Estava na festa do baile. Comemorávamos o final do 1 período. Era sexta feira, o ultimo dia de aulas e a metade do período de aulas - desde que Alexander entrou para o meu colégio - voou. (p.s -) no teste que fizemos tirei 16 e Alexander deu-me 17 no final do período! O meu plano saiu perfeito)
E eu sabia que voaria muito rápido o ano lectivo. E depois a minha vida nunca mais se cruzaria com a dele. Provavelmente nunca mais o ia ver. E isso era… bem, demasiado doloroso.
Tudo no baile estava lindo. Era um baile em estilo do inicio do século XIX. Vestíamos aqueles vestidos antigos. O meu era de cinzento (pois eu queria levar vermelho, mas a senhora da loja disse que tinha de ser uma cor que realçasse os meus lindos e compridos cabelos). O vestido era um corpete e depois volumoso em baixo que escondiam as minhas confortáveis sapatilhas. Os cabelos caiam em ondas pelas minhas costas e levava pouca maquilhagem. Não gosto de exageros. Uma coisa que mal desse para notar, porque como não me maquio quando o faço parece outra e não gosto muito disso.
Estava a pensar, encostada a uma coluna com um copo de sumo de laranja na mão, no quanto ia ter saudades de Alexander quando fosse para a Universidade.
- Aproveitando a festa, Brown?
Quase que deixei cair o copo com o susto! Ainda a ofegar virei-me e deparei-me com aquele homem lindo. Pelo menos a falta de ar tinha a desculpa do susto, apesar de o susto não ser o único responsável.
- Olá professor King…
- Assustei-a?
- Bastante…
- Não era minha intenção. Desculpe.
- Não tem importância! – sorri envergonhada.
Aquele homem era o sonho de qualquer mulher! Só o facto de o ver fazia-me ficar envergonhada!
Um aluno vestido de mordomo serviu um whisky ao professor e depois saiu deixando-me sem saber o que dizer.
- Gosta da festa, Brown?
- Sim…
Sorri aliviada por aquele silêncio ter terminado. Aquilo era constrangedor ainda mais quando ele olhava para mim intensamente de forma que parecia ler todos os meus pensamentos.
- A ideia do tema até foi interessante.
- Sim. Muito melhor que os anos anteriores. Desta vez a Nora escolheu bem. Está tudo lindo.
- Sim. E diria que o seu vestido também lhe fica muito bem. Parece uma menina bem comportada. – sorriu torto.
- Obrigada, eu acho… - corei e desviei o olhar para as pessoas que dançavam.
Ele parece ter-se arrependido do que disse pois ficou extremamente sério e rígido. Ele levou o copo de whisky aos seus perfeitos lábios e assentiu para depois virar costas.
- Boa noite professor Alexander. – sussurrei.
Ele olhou-me sério e depois deu um sorriso irónico.
- Boa noite aluna Nicholaa. – e dizendo isso caminhou para o meio da multidão.
Ele estava simplesmente lindíssimo com o traje a rigor. Fazia-me acreditar que realmente pertencera a séculos passados. E eu só queria esquecer aquelas coisas estranham que corrompiam a minha alma.
A festa estava demasiado cheia e eu já estava farta de fugir de Jonh que parecia querer algo mais do que eu podia dar. Então enredei-me no meio do bosque para fugir àquela confusão. Tanto a da festa como a da minha cabeça.
Parei no limite do parque, e fui para um tipo de mirante cercado de plantas e de luzinhas.
Podia ouvir ainda a musica que decorria na gigantesca cabana construida no parque para o baile. As vozes perdiam-se no ar, e apenas ficava os acordes distantes da música. Permaneci parada ali por alguns minutos, vendo a minha villa lá em baixo iluminada. Perdida nos meus pensamentos a ver a lua que me observava e banhava a minha pele e todo o mirante. Perdia-me nos meus pensamentos quando ouvi uma voz aveludada e enrrouquecida dizer, mesmo atrás de mim:
— Dança comigo, Nicholaa.
Fiquei tão assustada pela chegada silenciosa de Alexander, que voltei-me toda atrapalhada, levei automaticamente a mão ao pescoço e senti o coração bater forte. Ele lá parado, imponente e belissimo era algo irreal e asustador.
As notas ritmadas da valsa ouviram-se, envolvendonos. Os meus olhos verdes encarando os seus azuis acizentados que pareciam querer dizer algo.
Alexander abriu os braços e vi os seus labios movimentarem-se para repetir o pedido que julguei ter imaginado:
- Dança comigo.
O seu tom de voz, suave e quente, envolvia-me como se tudo fosse um sonho. Eu só podia estar a sonhar. Vivendo numa especie de dimensão paralela caminhei para ele.
Sentiu-o enlaçar a minha cintura, puxando-me contra a firmeza de seu corpo. Musculado, mas esguio. Rijo como rochas e quente como fogo.
Nunca me tinha apercebido do quanto a sua pele era perfeita, do quanto os seus lábios eram convidativos. Nunca me tinha apercebido que o seu aroma era excitante e delicioso nem o quanto o seu alito era inebriante. A sua boca parecia ter sido esculpida por algum Deus da perfeição e era quase imposivel manter uma linha de raciocinio junto dele.
Acompanhei com o olhar a mão esquerda de Alexander fechar-se sobre os meus dedos, e logo senti-me girando, presa no lugar onde nunca mais queria sair, onde parecia pertencer: nos seus braços.
Aquele homem dançava a valsa com profisionalismos, com uma graça tranquila de quem parecia fazer isso milhares de vezes durante toda a sua vida. Fazia-me parecer uma bailarina extraordinária quando na verdade ele comandava cada movimento meu.
Eu simplesmente fitava, fascinada, os seus belos olhos.
Tinha a mão no ombro dele, percebi que era largo, musculoso, rigido, quente sobe o tecido. O braço que envolvia a minha cintura mais parecia uma faixa de aço que me prendendia contra ele com firmesa fazendo-me ter a certeza que não poderia escapar mesmo que –tolamente – o desejasse.
E o meu sonho parecia ter chegado ao fim já que a música acabara.
Com um suspiro coloquei a cabeça no seu peito, inalei e sorri afastando-me dele.
~
- A musica acabou…
Mal acabara de falar uma nova musica começara. Uma musica romantica, para namorados dançarem. Alex puchou-me novamente para ele.
A minha respiração voltou a acelarar e eu volteii a encostar a cabeça no seu peito e fechei os olhos enquanto ele me abraçava e nos moviamos lentamente, apenas alguns paços. Praticamente sentiamos o corpo um do outro e eu só desejava poder sonhar mais um pouco.
- Nikka…
Fechei os olhos com mais força e não deichei o gemido de satisfação sair. O meu apelido nos seus labios… Sosurrados por aquela voz rouca e avelodada… Parecia que tinha sido feito para ele o pronunciar.
Senti Alex puchar o meu queixo para cima fazendo-o encarar.
Quando abri os olhos estava demasiado proxima dele. Ele tinha o rosto demasiado proximo do meu, fazendo com que a nossa respiração se misturace.
- Vou beijar-te – avisou olhando a minha boca.
- Aham… - fechei os meus olhos, esperando.
Então os labios dele cairam sobre os meus.
E então deixei de pensar, apenas senti. E posso garantir que, mesmo antes de os lábios tocar os meus, apenas ao sentir o seu aroma soberbo e a sua respiração quente a bater na minha língua - naquele breve instante de hesitação que era tremendamente sensual - que sem sombra de dúvida, aquele era o memento mais mágico da minha curta vida.
Mas então, os lábios quentes e ansiosos caíram sobre os meus trémulos enquanto os seus dedos acariciava o meu rosto. Os nossos lábios moveram-se com calma, suavidade e doçura. Conhecendo os lábios um do outro. Mas aquele simples roçar de lábios foi o paraíso e o meu inferno.
O beijo doce tornou-se voraz e ardente. Eu queria mais. Segurei os cabelos dele e puxei-o mais para mim ao mesmo tempo que queria colar o corpo dele ao meu. Fazendo-o sentir o meu coração que bombeava alucinado e descompassado.
Fiquei nas pontas dos pés para saborear melhor a sua boca, a sua textura, o seu sabor. Os momentos em que estava tímida passaram e eu só queria saborear os lábios perfeitos que se moviam nos meus. Mas então Alexander abrandou o ritmo, voltando ao doce para depois parar com um simples beijinho nos meus lábios.
Quando abri os olhos estava ofegante, com o coração a bombear a mil e tremendamente feliz.
“O perfeito, primeiro beijo” – pensei.
Sorri um pouco envergonhada com a minha conduta. Alexander olhou-me com um sorriso sonhador nos lábios que tinham acabado de cobrir os meus, mandando uma mensagem clara que mesmo estando atordoada compreendi. Ele sentiu aquele maravilhoso momento, que tinha sido o mais próximo da magia que ambos tínhamos sentido.
Alexander puxou-me para ele e abraçou-me com os seus braços de aço. Fechei os olhos aproveitando aquele incrível momento e senti os seus lábios beijarem os meus cabelos.
Olhei-o corada e depois fitei os seus lábios perfeitos.
- Vou beijar-te. – avisei.
- Aham …
E os meus lábios cobriram os dele. Senti os meus pés deixarem de tocar o solo pois Alexander erguia-me para ter melhor aceso á minha boca ávida da dele.
Desta vez o beijo foi ainda mais profundo e enquanto eu segurava os seus ombros como se fosse a minha salvação, ele pressionou as minhas costas com posse.
A sua língua quente pressionava os meus lábios e eu timidamente entreabri-os deixando que Alexander conhecesse a minha boca profundamente, apaixonadamente. Então um gemido foi ouvido e eu estava tão absorvida pelo momento que nem me apercebi que aquele som tinha saído dos meus lábios.
Com um risinho. Um beijo calmo nos meus lábios.
Alexander voltou a colocar-me no chão e afastou-se de mim. Olhou os meus lábios que sentia quentes por terem sido beijados por ele e depois fitou a lua cheia e brilhante. Perdido nos seus pensamentos.
—Este foi um erro ainda maior do que temia — disse fitando-me sério e depois roucamente acrescentou abalado - Desculpa Nicholaa…
- O que...
Ele aproximou-se de mim e colocou a sua mão quente no meu pescoço, deu um beijinho nos meus lábios, apenas um toque e olhou-me intensamente nos olhos.
Os olhos dele fascinavam. A sua íris ficou maior e o cinzento azulado tornava-se mais intenso transformando-se quase em branco parecendo algo sobrenatural. Provavelmente efeito do luar. Mas sem dúvida que me podia perder naquele olhar meio assustador.
- Esquece o que se passou aqui entre nós. – disse lentamente como se falasse com uma criança que não percebesse uma mensagem de estrema importância – Esquece qualquer sentimentos ou sensações que te provoquei. Vê-me como o teu professor que te é indiferente, que apenas te vê como uma miúda mimada e irresponsável. Odeia-me ou nem penses em mim.
Eu tirei a mão dele do meu pescoço e dei um passo atrás. Profundamente ofendida e indignada.
Ele quebrara o feitiço, a minha bolha mágica.
- Não precisas de falar comigo, como se fosse uma criança de 3 anos!
Ele olhou-me surpreso, assombrado e descrente.
- Nicholaa…
- Já entendi. A sério. Sei que és meu professor e isso tudo. Apenas podias falar comigo normalmente e não come se tivesse problemas mentais. – ele continuou a olhar-me estranho e eu comecei a sentir raiva por ter sido tão estúpida. Não queria acreditar nele. – Não te preocupes que não vou comentar com ninguém e muito menos quero que volte a acontecer.
Nem me importei de mais nada. Virei costas e voltei para a festa deixando-o lá sozinho.
As lágrimas começavam a aparecer nos meus olhos, mas não iria derrama-las. Começava a ver as coisas turvas pela humidade nos olhos, mas voltei á festa.
Não ia chorar. Eu não ligava para ele. Não queria saber. Não acreditava nele. Não ia pensar mais dele.
Certo?
Quando entrei na festa com a música alta e pedi ao meu irmão que estava atracado com uma loira para me levar pois não tinha vindo de carro.
Fiquei á espera dele no meio de todos que dançavam, jurando que não ia chorar. Não ia!
No meio de todos os rostos vi-o.
Vi Alexander entrar na festa e procurar-me com o olhar até encontrar os meus olhos verdes-esmeralda que deviam denunciar o quanto ele me magoara e a raiva acumulada por mim mesma. Rápido desviei o olhar. Só queria ir para casa onde poderia afogar-me nos lençóis e esquecer tudo. Assim espero.
Alexander caminhou para mim no meio da multidão e eu olhei para os lados a ver se via o meu irmão e podia evitar falar com ele.
- Nicholaa… - segurou a minha mão para me fazer olhar para ele.
Olhei os seus dedos brancos enlaçarem os meus. Depois olhei para o seu rosto perfeito e triste.
- O meu irmão está á minha espera…
Larguei a mão dele, sentindo os seus quentes dedos deslizarem pela minha pele macia. E depois praticamente corri para o meu irmão que apareceu na hora certa á entrada.
Não olhei para trás. Quando cheguei perto do meu irmão passei por ele rápido e fui para o seu carro.
Não trocamos uma palavra enquanto ele conduzia e tentava - repito, tentava - cantar uma música estúpida que tocava. Uma letra de rep que falava em sexo. Enfim, aquilo só me irritava mais. Juntei uma música parva a um irmão parvo armado a cantor, depois de terem sido beijadas pelo homem que provavelmente estão apaixonadas e ter proporcionado o momento mais mágico da vossa vida e logo depois ordenarem que esqueçam tudo.
Fantástico não?
E a noite foi passada em claro. Ora a pensar como era mágico ter os lábios dele colados aos meus, ora a chorar por ele pedir que esquece-se tudo.
E foi aí que tive uma certeza. Eu era apaixonada de verdade pelo meu professor de Inglês, que nunca seria meu. Eu ainda não percebia como fui deixar que isso acontecesse comigo.
Como permiti que ele realmente tocasse um lugar que nunca deixava ninguém realmente tocar, para depois, inevitavelmente, sofrer.
E algo me dizia que a dor estava apenas começando.
E já era insuportável.
Então pessoal? Que tal ficou? *-*
Comentem muito!
Digam se gostaram da forma como descobri o primeiro momento deles…
Não sei se vocês curtiram a maneira que fiz o beijo acontecer, nem a forma…
Por favor comentem, porque estou com medo da vossa reacção!
:S
Digam qual a parte que gostaram mais - ou se não gostaram de nenhuma…
Se preferem comedia… Romance… Ou os dois juntos, como tem vindo a acontecer…
Eu pessoalmente não concigo dispençar a comedia, mas se voces preferirem, ela saí! ;)
Eu amo muito esta fic, pois é o meu “bebezinho” lol É a primeira história que escrevo… Além disso não tenho formação para escrever nem nada do género... Tudo o que me vem à cabeça eu escrevo sem mostrar a ninguém… Só uma amiga minha é que sabe do blog e nunca que diria a mais ninguem… Só de pensar que alguem conhecido a ler isto... :O Quase desmaio! :O Sou muito reservada nisso e por isso utilizo o “AR”... Tenho que melhorar muita coisa, aprender muito, ganhar experiencia… Quem sabe um dia siga Universidade de letras para aprender a "escrever"! stou a ver se me dou bem e se tenho geito para isto!;)
Por isso gostava que me dessem a vossa opinião sincera! É muito importante!
Eu posto “Amor & Sangue À Meia-Noite” para que vocês passem um tempo agradável a ler… Se não gostarem, por favor, avisem-me! Mesmo!
Desculpem o testamento! ^^
Aguardos vossos coments! ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)
Divirtam-se!
Estava na festa do baile. Comemorávamos o final do 1 período. Era sexta feira, o ultimo dia de aulas e a metade do período de aulas - desde que Alexander entrou para o meu colégio - voou. (p.s -) no teste que fizemos tirei 16 e Alexander deu-me 17 no final do período! O meu plano saiu perfeito)
E eu sabia que voaria muito rápido o ano lectivo. E depois a minha vida nunca mais se cruzaria com a dele. Provavelmente nunca mais o ia ver. E isso era… bem, demasiado doloroso.
Tudo no baile estava lindo. Era um baile em estilo do inicio do século XIX. Vestíamos aqueles vestidos antigos. O meu era de cinzento (pois eu queria levar vermelho, mas a senhora da loja disse que tinha de ser uma cor que realçasse os meus lindos e compridos cabelos). O vestido era um corpete e depois volumoso em baixo que escondiam as minhas confortáveis sapatilhas. Os cabelos caiam em ondas pelas minhas costas e levava pouca maquilhagem. Não gosto de exageros. Uma coisa que mal desse para notar, porque como não me maquio quando o faço parece outra e não gosto muito disso.
Estava a pensar, encostada a uma coluna com um copo de sumo de laranja na mão, no quanto ia ter saudades de Alexander quando fosse para a Universidade.
- Aproveitando a festa, Brown?
Quase que deixei cair o copo com o susto! Ainda a ofegar virei-me e deparei-me com aquele homem lindo. Pelo menos a falta de ar tinha a desculpa do susto, apesar de o susto não ser o único responsável.
- Olá professor King…
- Assustei-a?
- Bastante…
- Não era minha intenção. Desculpe.
- Não tem importância! – sorri envergonhada.
Aquele homem era o sonho de qualquer mulher! Só o facto de o ver fazia-me ficar envergonhada!
Um aluno vestido de mordomo serviu um whisky ao professor e depois saiu deixando-me sem saber o que dizer.
- Gosta da festa, Brown?
- Sim…
Sorri aliviada por aquele silêncio ter terminado. Aquilo era constrangedor ainda mais quando ele olhava para mim intensamente de forma que parecia ler todos os meus pensamentos.
- A ideia do tema até foi interessante.
- Sim. Muito melhor que os anos anteriores. Desta vez a Nora escolheu bem. Está tudo lindo.
- Sim. E diria que o seu vestido também lhe fica muito bem. Parece uma menina bem comportada. – sorriu torto.
- Obrigada, eu acho… - corei e desviei o olhar para as pessoas que dançavam.
Ele parece ter-se arrependido do que disse pois ficou extremamente sério e rígido. Ele levou o copo de whisky aos seus perfeitos lábios e assentiu para depois virar costas.
- Boa noite professor Alexander. – sussurrei.
Ele olhou-me sério e depois deu um sorriso irónico.
- Boa noite aluna Nicholaa. – e dizendo isso caminhou para o meio da multidão.
Ele estava simplesmente lindíssimo com o traje a rigor. Fazia-me acreditar que realmente pertencera a séculos passados. E eu só queria esquecer aquelas coisas estranham que corrompiam a minha alma.
A festa estava demasiado cheia e eu já estava farta de fugir de Jonh que parecia querer algo mais do que eu podia dar. Então enredei-me no meio do bosque para fugir àquela confusão. Tanto a da festa como a da minha cabeça.
Parei no limite do parque, e fui para um tipo de mirante cercado de plantas e de luzinhas.
Podia ouvir ainda a musica que decorria na gigantesca cabana construida no parque para o baile. As vozes perdiam-se no ar, e apenas ficava os acordes distantes da música. Permaneci parada ali por alguns minutos, vendo a minha villa lá em baixo iluminada. Perdida nos meus pensamentos a ver a lua que me observava e banhava a minha pele e todo o mirante. Perdia-me nos meus pensamentos quando ouvi uma voz aveludada e enrrouquecida dizer, mesmo atrás de mim:
— Dança comigo, Nicholaa.
Fiquei tão assustada pela chegada silenciosa de Alexander, que voltei-me toda atrapalhada, levei automaticamente a mão ao pescoço e senti o coração bater forte. Ele lá parado, imponente e belissimo era algo irreal e asustador.
As notas ritmadas da valsa ouviram-se, envolvendonos. Os meus olhos verdes encarando os seus azuis acizentados que pareciam querer dizer algo.
Alexander abriu os braços e vi os seus labios movimentarem-se para repetir o pedido que julguei ter imaginado:
- Dança comigo.
O seu tom de voz, suave e quente, envolvia-me como se tudo fosse um sonho. Eu só podia estar a sonhar. Vivendo numa especie de dimensão paralela caminhei para ele.
Sentiu-o enlaçar a minha cintura, puxando-me contra a firmeza de seu corpo. Musculado, mas esguio. Rijo como rochas e quente como fogo.
Nunca me tinha apercebido do quanto a sua pele era perfeita, do quanto os seus lábios eram convidativos. Nunca me tinha apercebido que o seu aroma era excitante e delicioso nem o quanto o seu alito era inebriante. A sua boca parecia ter sido esculpida por algum Deus da perfeição e era quase imposivel manter uma linha de raciocinio junto dele.
Acompanhei com o olhar a mão esquerda de Alexander fechar-se sobre os meus dedos, e logo senti-me girando, presa no lugar onde nunca mais queria sair, onde parecia pertencer: nos seus braços.
Aquele homem dançava a valsa com profisionalismos, com uma graça tranquila de quem parecia fazer isso milhares de vezes durante toda a sua vida. Fazia-me parecer uma bailarina extraordinária quando na verdade ele comandava cada movimento meu.
Eu simplesmente fitava, fascinada, os seus belos olhos.
Tinha a mão no ombro dele, percebi que era largo, musculoso, rigido, quente sobe o tecido. O braço que envolvia a minha cintura mais parecia uma faixa de aço que me prendendia contra ele com firmesa fazendo-me ter a certeza que não poderia escapar mesmo que –tolamente – o desejasse.
E o meu sonho parecia ter chegado ao fim já que a música acabara.
Com um suspiro coloquei a cabeça no seu peito, inalei e sorri afastando-me dele.
~
- A musica acabou…
Mal acabara de falar uma nova musica começara. Uma musica romantica, para namorados dançarem. Alex puchou-me novamente para ele.
A minha respiração voltou a acelarar e eu volteii a encostar a cabeça no seu peito e fechei os olhos enquanto ele me abraçava e nos moviamos lentamente, apenas alguns paços. Praticamente sentiamos o corpo um do outro e eu só desejava poder sonhar mais um pouco.
- Nikka…
Fechei os olhos com mais força e não deichei o gemido de satisfação sair. O meu apelido nos seus labios… Sosurrados por aquela voz rouca e avelodada… Parecia que tinha sido feito para ele o pronunciar.
Senti Alex puchar o meu queixo para cima fazendo-o encarar.
Quando abri os olhos estava demasiado proxima dele. Ele tinha o rosto demasiado proximo do meu, fazendo com que a nossa respiração se misturace.
- Vou beijar-te – avisou olhando a minha boca.
- Aham… - fechei os meus olhos, esperando.
Então os labios dele cairam sobre os meus.
E então deixei de pensar, apenas senti. E posso garantir que, mesmo antes de os lábios tocar os meus, apenas ao sentir o seu aroma soberbo e a sua respiração quente a bater na minha língua - naquele breve instante de hesitação que era tremendamente sensual - que sem sombra de dúvida, aquele era o memento mais mágico da minha curta vida.
Mas então, os lábios quentes e ansiosos caíram sobre os meus trémulos enquanto os seus dedos acariciava o meu rosto. Os nossos lábios moveram-se com calma, suavidade e doçura. Conhecendo os lábios um do outro. Mas aquele simples roçar de lábios foi o paraíso e o meu inferno.
O beijo doce tornou-se voraz e ardente. Eu queria mais. Segurei os cabelos dele e puxei-o mais para mim ao mesmo tempo que queria colar o corpo dele ao meu. Fazendo-o sentir o meu coração que bombeava alucinado e descompassado.
Fiquei nas pontas dos pés para saborear melhor a sua boca, a sua textura, o seu sabor. Os momentos em que estava tímida passaram e eu só queria saborear os lábios perfeitos que se moviam nos meus. Mas então Alexander abrandou o ritmo, voltando ao doce para depois parar com um simples beijinho nos meus lábios.
Quando abri os olhos estava ofegante, com o coração a bombear a mil e tremendamente feliz.
“O perfeito, primeiro beijo” – pensei.
Sorri um pouco envergonhada com a minha conduta. Alexander olhou-me com um sorriso sonhador nos lábios que tinham acabado de cobrir os meus, mandando uma mensagem clara que mesmo estando atordoada compreendi. Ele sentiu aquele maravilhoso momento, que tinha sido o mais próximo da magia que ambos tínhamos sentido.
Alexander puxou-me para ele e abraçou-me com os seus braços de aço. Fechei os olhos aproveitando aquele incrível momento e senti os seus lábios beijarem os meus cabelos.
Olhei-o corada e depois fitei os seus lábios perfeitos.
- Vou beijar-te. – avisei.
- Aham …
E os meus lábios cobriram os dele. Senti os meus pés deixarem de tocar o solo pois Alexander erguia-me para ter melhor aceso á minha boca ávida da dele.
Desta vez o beijo foi ainda mais profundo e enquanto eu segurava os seus ombros como se fosse a minha salvação, ele pressionou as minhas costas com posse.
A sua língua quente pressionava os meus lábios e eu timidamente entreabri-os deixando que Alexander conhecesse a minha boca profundamente, apaixonadamente. Então um gemido foi ouvido e eu estava tão absorvida pelo momento que nem me apercebi que aquele som tinha saído dos meus lábios.
Com um risinho. Um beijo calmo nos meus lábios.
Alexander voltou a colocar-me no chão e afastou-se de mim. Olhou os meus lábios que sentia quentes por terem sido beijados por ele e depois fitou a lua cheia e brilhante. Perdido nos seus pensamentos.
—Este foi um erro ainda maior do que temia — disse fitando-me sério e depois roucamente acrescentou abalado - Desculpa Nicholaa…
- O que...
Ele aproximou-se de mim e colocou a sua mão quente no meu pescoço, deu um beijinho nos meus lábios, apenas um toque e olhou-me intensamente nos olhos.
Os olhos dele fascinavam. A sua íris ficou maior e o cinzento azulado tornava-se mais intenso transformando-se quase em branco parecendo algo sobrenatural. Provavelmente efeito do luar. Mas sem dúvida que me podia perder naquele olhar meio assustador.
- Esquece o que se passou aqui entre nós. – disse lentamente como se falasse com uma criança que não percebesse uma mensagem de estrema importância – Esquece qualquer sentimentos ou sensações que te provoquei. Vê-me como o teu professor que te é indiferente, que apenas te vê como uma miúda mimada e irresponsável. Odeia-me ou nem penses em mim.
Eu tirei a mão dele do meu pescoço e dei um passo atrás. Profundamente ofendida e indignada.
Ele quebrara o feitiço, a minha bolha mágica.
- Não precisas de falar comigo, como se fosse uma criança de 3 anos!
Ele olhou-me surpreso, assombrado e descrente.
- Nicholaa…
- Já entendi. A sério. Sei que és meu professor e isso tudo. Apenas podias falar comigo normalmente e não come se tivesse problemas mentais. – ele continuou a olhar-me estranho e eu comecei a sentir raiva por ter sido tão estúpida. Não queria acreditar nele. – Não te preocupes que não vou comentar com ninguém e muito menos quero que volte a acontecer.
Nem me importei de mais nada. Virei costas e voltei para a festa deixando-o lá sozinho.
As lágrimas começavam a aparecer nos meus olhos, mas não iria derrama-las. Começava a ver as coisas turvas pela humidade nos olhos, mas voltei á festa.
Não ia chorar. Eu não ligava para ele. Não queria saber. Não acreditava nele. Não ia pensar mais dele.
Certo?
Quando entrei na festa com a música alta e pedi ao meu irmão que estava atracado com uma loira para me levar pois não tinha vindo de carro.
Fiquei á espera dele no meio de todos que dançavam, jurando que não ia chorar. Não ia!
No meio de todos os rostos vi-o.
Vi Alexander entrar na festa e procurar-me com o olhar até encontrar os meus olhos verdes-esmeralda que deviam denunciar o quanto ele me magoara e a raiva acumulada por mim mesma. Rápido desviei o olhar. Só queria ir para casa onde poderia afogar-me nos lençóis e esquecer tudo. Assim espero.
Alexander caminhou para mim no meio da multidão e eu olhei para os lados a ver se via o meu irmão e podia evitar falar com ele.
- Nicholaa… - segurou a minha mão para me fazer olhar para ele.
Olhei os seus dedos brancos enlaçarem os meus. Depois olhei para o seu rosto perfeito e triste.
- O meu irmão está á minha espera…
Larguei a mão dele, sentindo os seus quentes dedos deslizarem pela minha pele macia. E depois praticamente corri para o meu irmão que apareceu na hora certa á entrada.
Não olhei para trás. Quando cheguei perto do meu irmão passei por ele rápido e fui para o seu carro.
Não trocamos uma palavra enquanto ele conduzia e tentava - repito, tentava - cantar uma música estúpida que tocava. Uma letra de rep que falava em sexo. Enfim, aquilo só me irritava mais. Juntei uma música parva a um irmão parvo armado a cantor, depois de terem sido beijadas pelo homem que provavelmente estão apaixonadas e ter proporcionado o momento mais mágico da vossa vida e logo depois ordenarem que esqueçam tudo.
Fantástico não?
E a noite foi passada em claro. Ora a pensar como era mágico ter os lábios dele colados aos meus, ora a chorar por ele pedir que esquece-se tudo.
E foi aí que tive uma certeza. Eu era apaixonada de verdade pelo meu professor de Inglês, que nunca seria meu. Eu ainda não percebia como fui deixar que isso acontecesse comigo.
Como permiti que ele realmente tocasse um lugar que nunca deixava ninguém realmente tocar, para depois, inevitavelmente, sofrer.
E algo me dizia que a dor estava apenas começando.
E já era insuportável.
Então pessoal? Que tal ficou? *-*
Comentem muito!
Digam se gostaram da forma como descobri o primeiro momento deles…
Não sei se vocês curtiram a maneira que fiz o beijo acontecer, nem a forma…
Por favor comentem, porque estou com medo da vossa reacção!
:S
Digam qual a parte que gostaram mais - ou se não gostaram de nenhuma…
Se preferem comedia… Romance… Ou os dois juntos, como tem vindo a acontecer…
Eu pessoalmente não concigo dispençar a comedia, mas se voces preferirem, ela saí! ;)
Eu amo muito esta fic, pois é o meu “bebezinho” lol É a primeira história que escrevo… Além disso não tenho formação para escrever nem nada do género... Tudo o que me vem à cabeça eu escrevo sem mostrar a ninguém… Só uma amiga minha é que sabe do blog e nunca que diria a mais ninguem… Só de pensar que alguem conhecido a ler isto... :O Quase desmaio! :O Sou muito reservada nisso e por isso utilizo o “AR”... Tenho que melhorar muita coisa, aprender muito, ganhar experiencia… Quem sabe um dia siga Universidade de letras para aprender a "escrever"! stou a ver se me dou bem e se tenho geito para isto!;)
Por isso gostava que me dessem a vossa opinião sincera! É muito importante!
Eu posto “Amor & Sangue À Meia-Noite” para que vocês passem um tempo agradável a ler… Se não gostarem, por favor, avisem-me! Mesmo!
Desculpem o testamento! ^^
Aguardos vossos coments! ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)
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5º Capitulo
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Planos
Desculpem a demora… tive uns problemas com a net… Não conseguia aceder… E só resolvi –mesmo agora – isso.
Mas agora já está resolvido e espero que não volte a acontecer! ;)
Novo capitulo para vocês – maior para compensar – e é dedicado a todas que comentaram o ultimo capitulo!
Catavita, Samara, Rita Baptista, catiatwilight, cat, BrunaCullen, Ritinha646, M Moon, md, leozinhoB (Beatriz).
Muito obrigada a todas! Mesmo! Não imaginam o quanto é bom ler os vossos comentarios lindos! ;)
Espero por mais coments e quero que se divirtam com o novo capitulo! ;)
No dia seguinte depois do estranho episódio do corredor com Alexander, ele comunicou na aula que já tinha corrigido os testes e que os ia entregar amanha.
Já sabia que aquilo estava um nojo, portanto comecei a armar um plano na minha cabeça.
A aula foi decorrendo comigo a armar um plano, por isso nem liguei quando o professor me chamou.
- Brown!
- Sim! – saltei na cadeira.
- Já a chamei 3 vezes! Para além do seu teste ter sido uma vergonha ainda passa as aulas a pensar em sabe-se lá o que! – olhou-me com raiva. Engoli em seco – Atenção á aula, criança.
Eu odiava isso nele. Criança. Não sou criança!
-“Devo igualar-te a um dia de verão?” “Mais afável e belo é o teu semblante…” “O vento esfolha Maio ainda em botão” “Dura o termo estival em breve instante”
Nora leu um poema de Shakespeare e eu vi-me a pensar alto enquanto rabiscava o meu caderno.
- O poeta era bicha… Quem diria…
A aula ficou em silêncio e depois caiu em risadas. Eu levantei os olhos e percebi que tinha falado alto de mais…
- Ups… - murmurei – Pensamentos expressados em voz alta…
- Silêncio! – ordenou o professor e todos calaram a boca imediatamente – Porque pensou isso Brown?
- Porque é retardada! – riu Nora.
Eu trinquei os dentes pronta para lhe dizer o quanto ela era retardada, mas Jonh defendeu-me.
- Miúda, Nikka é mais inteligente do que tu algum dias serás! – a turma riu e eu olhei corada e agradecida para Jonh – Certo, Nikka?
Piscou-me o olho e eu sorri.
Professor Alexander bateu tão forte na mesa que eu juro que ouvi uns som de metal a partir!
- Então, menina Bronw pode me dizer porque pensa Shakespeare tinha como orientação sexual a homossexualidade?
- Nikka, todos sabem que Shakespeare era um tremendo romântico! Não era homossexual! – disse uma colega de turma (amiga intima de Nora).
- Bem… - ponderei a ideia – Podia ser bi, mas continuo a pensar que era Gay! – dei de ombros e todos começaram a rir.
O meu professor olhou meio repreendendo-me, mas com os olhos a brilhar. Tinha a típica expressão de: Não sei se te repreendo ou se desmancho-me a rir.
- Então Nikka, porque ele é Gay? – perguntou divertido Jonh.
- Ele não dizia que a pessoa era como um dia de verão, mas sim que era quente como um dia de verão…- o professor assentiu de forma a dizer que o meu raciocínio era certo – E ele estava a falar de um gajo. Escreveu este poema para um gajo! – expliquei o obvio.
- Não sejas tola! – riu Nereida – Achas que ele ia escrever isto para um homem?
- Na verdade, escreveu sim. – admitiu o professor – Parece bastante informada sobre Shakespeare, mas então Brown, deve saber que não se sabe ao certo… não se pode ter certeza…
- Ele escreveu um poema para um homem e continua a não ter certeza? – não aguentei e desmanchei-me a rir.
A turma riu e até o professor soltou um risinho que á muito prendia e eu senti-me flutuar. Ele nunca tinha rido. Sorrido sim, não rido.
- Bom. – disse sério – Vamos continuar. E Brown – olhou-me meio divertido – guarde essas observações para si. A sexualidade dos escritores não tem importância para as nossas aulas, mas sim as suas obras!
- Tudo bem professor. – sorri tentando parecer amigável, mas tremia com vontade de rir – Apenas Romeu e Julieta nunca mais foi o mesmo para mim…
Alexander nem me respondeu e continuou a dar a aula.
Como me sentia gloriosa por ter arrancado uma risada dele! Era a primeira vez que o via rir! Ele já me dera sorrisos tortos ou “completos” fazendo o meu coração palpitar feito louco. Mas nunca uma risada!
Eu nunca o tinha visto rir! Aquele som profundo…
E o meu novo objectivo era escutar a sua gargalhada!
- Até amanha. – disse Alexander depois de soar o toque.
Arrumei as coisas com calma de forma a ser a ultima a sair da sala. Nereida a esperar por mim mas eu fiz-lhe sinal para ele me esperar perto dos cacifos.
- Professor? – chamei-o antes de ele sair da sala.
Respirei fundo para me acalmar. Ele parou e olhou-me meio desconfiado. Peguei nos livros e com as pernas a tremer fui para o lado dele, perto da porta.
- Sim, Brown?
- Sempre vai entregar os testes amanha?
- Sim. Porque?
- Não, nada… Só queria saber… - tentei parecer inocente – Então, vai traze-los amanha, não é? – tinha que ter certeza disso.
- Não foi o que acabei de dizer?
Corei cheia de vergonha. Ele fazia-me sempre parecer retardada!
- Foi… Eu… - sorri embaraçada e perdi-me no olhar dele.
Normalmente Alexander tinha um olhar frio. Cínico. Mas agora pareciam um mar de prata líquida e risonhos. Perdi qualquer linha de raciocínio.
- A menina… - Incentivou-me a continuar. Eu simplesmente Odiava quando ele me tratava por menina!
- Só queria saber a minha nota… - sorri embaraçada – Sei que está uma porcaria, mas… Mesmo assim, será que me podia dize-la agora?
No fundo eu sabia que tinha de seguir com o planeado. Mas como sou uma tremenda azarada era melhor ter a certeza antes de entrar no esquema. Vai que depois descobria que o teste nem estava assim tão mal… Era bem típico meu! Fazer coisas mirabolantes que depois de feitas não eram necessária.
Mas neste caso seria necessário. O teste devia estar um nojo!
- Posso. – assentiu sério – Mas acho que não vai gostar… Não sei, mas tinha a ideia que era uma excelente aluna a inglês. Os seus testes eram sempre o que tinham a nota mais alta com o professor Robert….
- Pois… Mas este correu mal… - sorri desanimada – E além disso o professor Robert baixava-me sempre dois valores na pauta… Comportamento… - expliquei.
- Eu não terei de fazer isso. Tirando situações com papeizinhos – disse rígido e meio que o seu maxilar estava travado – E observações desnecessárias – mas aí os seus olhos não estavam tão duros - Não tenho problemas com a sua conduta na sala de aula…
Isso, meu bonzão, é porque és demasiado lindo e eu só presto atenção nesse corpinho!
Corei muito com o meu pensamento. Que raio se passava comigo? Sou alguma pervertida, agora?
Boa! Além de maluca, agora sou tarada! Isto, cada vez fica melhor…
- Pois… Mas neste teste eu não me consegui concentrar… - admiti envergonhada. Se ele soubesse o que se passa pela minha cabeça…
- Devia parar de pensar em parvoíces como bailes. - espicaçou – E passar a prestar atenção no teste. Não respondeu praticamente a nada Brown. Respondeu apenas, a umas 3 perguntas, se não me engano.
- Eu sei, eu sei… - queria despachar logo aquilo, pois já me sentia tonta e breve ia deitar tudo a perder e confessar que sou maluca de todo pois tenho uma queda (um tombo mesmo) pelo professor! – Mas qual foi a nota?
- 3.6.
- Puta que pariu!
OMG! Saiu antes de poder controlar. Corei muito e ele meio que apertou os lábios. Das duas uma: ou ficou muito ofendido pela minha linguagem na sua frente ou tentava conter o riso.
- Desculpe! – pedi com os olhos arregalados – Saiu sem querer… Fiquei espantada com a nota… - tentei explicar atrapalhada – Não me vai querer castigar por isto, certo? Ainda há pouco saí de um castigo e …
- Não se preocupe. – sorriu meio torto – Afinal a aula já acabou. E além disso a nota já é castigo suficiente.
Eu assenti, murmurei um obrigado e sai de lá.
- Vá lá Nereida! Não sejas medricas! – pedi pela milésima vez a Nereida.
Estávamos encostadas ao cacifo e só me faltava ajoelhar perante ela, para que alinhasse no meu esquema.
- Tu és louca Nikka! Não me metas nisso, pelo amor de Deus!
- Nereida! – olhei-a com desgosto – Sé rebelde uma vez na vida e não tenhas medo da tua própria sombra! Fogo!
- A última vez que alinhei num dos teus planos, supostamente “infalíveis” como este – olhou-me irredutível – Acabei sem poder sair de casa durante 1 semana!
- Mas aí foi culpa tua! – defendi-me – Pelo amor de Deus! Ninguém te manda admitires que estavas metida no plano! Bastava eu ser castigada, não podiam ter provas contra ti! – abanei os ombros dela com força – Se seguires á risca este plano, safamo-nos em grande!
Ela negou com medo.
Bufei chateada.
- Imagina – fiz um gesto com a mão imaginando um cenário – Roubávamos os testes e ninguém tirava má nota! A tua mãe não te tiraria os teus colares, as tua roupas… - ele começou a hesitar. Sorri já pressentindo a vitória – o teste já não me lixava a média… Ficávamos as duas numa boa… Uma mão lavava a outra e por tabela ainda safávamos o pessoal todo…
Rezei para ela cair na minha!
- Mas…
- Nada de mas! – falei autoritária – O prof disse que amanha trazia os testes para entregar. Na hora do almoço enquanto ele vai almoçar, vai deixar a mala dele na sala dos professores que vai estar vazia! Aí, entramos e roubamos os testes. Assim fácil!
- E pegam-nos e somos expulsas! – tremeu de medo Nereida.
- Que nada! Ninguém vai ver! Safamo-nos numa boa!
- Não sei…
Bufei irritada.
- Olha, ficas só a vigiar a entrada, que tal? – pedi com esperanças – Não posso fazer isso sozinha!
Ela olhou-me cheia de medo.
- Caraças Nereida! – resmunguei já irritada a ver o meu plano ir pelo cano. Aí fez-se luz - Já sei! Dou-te o autógrafo daquele jogador da NBA que tu gostas! Aquele que o meu irmão tem!
Nereida era apaixonada por basquetebol, assim como o meu irmão.
- O Michael Jordan? – perguntou com os olhos a brilhar.
Já estava ganho! Sorri com presunção.
- Esse mesmo!
- Mas o teu irmão nunca que mo dava…
- Não te preocupes, que eu tenho um plano…
No dia seguinte, à hora do almoço eu e Nereida (que já tinha o seu autógrafo) fomos para a porta da sala dos profs. Ela ficou a vigiar enquanto eu entrei sorrateiramente.
Procurei pela mesa do professor de Inglês e fui colocar o meu perfeito plano em prática.
- PROFESSOR ALEXANDER! – gritou Nereida – QUE COINCIDÊNCIA VELO NO CORREDOR! – gritou mais Nereida – E ESTÁ PRESTES A ENTRAR NA SALA DOS PROFESSORES!
AI MEU DEUS!
Escorreguei para baixo da mesa o mais rápido que pude.
Deus! Não permitas que eu seja pega! Meus Deus, imploro-te!
Vi as passadas seguras do professor caminhar para a secretaria dele. Ele parou a meio do caminho, uns segundos. Soltou um risinho – que me irritou, pois ele devia estar a pensar em alguma namorada – e depois foi sentar-se na cadeira da sua secretaria.
Encolhi-me num canto!
EU VOU-ME MATAR! JURO!
E então ele tornou a levantar-se e andava envolta da mesa, como se estivesse a pensar. Eu não podia ver o rosto dele e nem me atrevia a espreitar.
“por favor, imploro-te que ele não me apanhe” – sussurrei apavorada “juro não me meter mais nestas cenas! – prometi - “Não! Isso não posso prometer… Mas juro ser mais cuidadosa!”
E então percebi o professor chegar perto da secretária e pensei que era o meu fim. Mas ele simplesmente abriu a pasta mexeu nuns papeis e foi-se!
Eu esperei alguns segundos e sai a correr. Mas a meio lembrei-me da porcaria dos testes!
Corri até a mesa e ia procurar na pasta que Alex ainda deixara na secretária. Mas os testes estavam em cima da mesa!
Nem pensei. Peguei neles e corri de lá para fora.
A parva da Nereida olhava-me escondida atrás de uma coluna, apavorada!
Corremos até os cacifos e eu meti rápido os testes lá para dentro! Arfei cansada e olhei vitoriosa para Nereida. O meu plano tinha dado certo!
- Meninas…
Saltei de susto quando ouvi a voz de Alexander. Encostei-me fortemente contra os cacifos e ele olhava-nos inquisitivo.
- Foi ideia da Nikka! Eu juro que não tínhamos intenção…
- CALA A BOCA NEREIDA!
Eu tinha que ser sempre o cérebro da operação? Deus do céu!
- Nereida – sorri amarelo – O professor não se interessa pela cor do teu vestido, nem que foi ideia minha… - eu tinha as mão suadas e Nereida quase que chorava. EU VOU MATA-LA! – Tudo bem professor? – tentei suar calma. Tremia como tudo!
- Estava só á procura dos testes… Acho que os perdi…
Morri.
Beijos.
Nereida desmaiou!
- Nereida! – gritei baixando-me para ela – NÃO SIGAS A LUZ! NÃO SIGAS A LUZ! – Abanei-a freneticamente.
- Nicholaa… - o meu professor segurou o meu ombro e choques atravessaram o meu corpo todo fazendo-me quase desmaiar também – Afaste-se.
Mas enquanto ele dava latadas em Nereida para acordar olhava-me de lado divertido. Deus! Ele é lindo!
A minha amiga desmaiada e eu a pensar no aspecto físico do prof! I-NA-CRE-DI-TA-VEL!
Nereida abriu os olhos cansada eu suspirei de alivio.
- Pronto. – sorriu Alexander para mim, e foi impossível não sorrir de volta – Parece que ela seguiu o seu concelho e não seguiu a luz…
Eu corei e baixei o olhar timidamente. Eu era mesmo estúpida! Alguém me diz porque raio gritei aquilo? Ele já me devia achar louca varrida, então agora…
Na aula a seguir de Inglês, o professor avisou que perdera os teste e que não os ia entregar. Mas que também era melhor para nós já que só tinha “parvoíces” e que eram tudo negativas. Fazia-mos apenas o teste na próxima semana.
Sorri vitoriosa para Nereida, que ainda estava demasiado nervosa com tudo aquilo.
- Eu não disse que funcionaria?
Ela olhou-me irritada e depois apontou para o galo na testa.
- Nunca mais. – olhou-me com raiva – Mas nunca mais. Eu me meto nos teus esquemas!
- Credo!
Depois de ter dado um fim nos testes (queimei-os), estava em casa toda feliz a fazer os TPC’S quando o meu irmão entra no quarto todo histérico.
- Não se bate á porta? – gritei chateada – Olha se estivesse nua, Oh parvalhão!
- Desculpa! – ele pediu-me desculpa? Certo, ele devia estar mal já que suava muito e mexia-se demais. – Mas sabes do meu autógrafo do Jordan? – olhei para o caderno.
- Não. Porque haveria de o ver? – disse sem interesse, sem levantar os olhos do caderno.
- ELE DESAPARECEU!
- Ahh, foi?
- FOI!
Jogou-se na minha cama, atormentado. Eu segurei o riso.
É para aprenderes desgraçado!
Também queimaste o meu autógrafo da Anne Rice! E eu tinha aproveitado e matado dois coelhos de uma cajadada só! Tive a vingança (que esperava á dois anos) e ainda me safei de baixar a média. Além disso, já tinha passado tanto tempo desde que ele me queimara o livro com o autografo, por “acidente claro” (porque obvio que uma pessoa queima um livro SEM QUERER) e Michael nunca que iria desconfiar. Mas apetecia-me tanto contar-lhe que o tinha dado a Nereida… Mas ele simplesmente ia tira-lo de Nereida, nem que para isso tivesse que assaltar a casa dela. Assim eu nunca lhe diria onde estava o seu precioso autógrafo!
- Já procuras-te bem? – pareci desinteressada.
Procura tudo seu parvo! Que nunca o vais encontrar!
- Já… - admitiu pesaroso – Não está na caixa! Alguém o roubou!
- Olha que eu vi um colega teu, super com ar suspeito… Se calhar foi ele… Parecia culpado no outro dia e tal…
- O Erick? – levantou-se feito foguete - Foi ele não foi?
Foi? Deve ter sido… Já que parecia que Michael tinha motivos para desconfiar dele…
- Acho que sim…
Michael bateu com um punho na mão e olhou ameaçadoramente para algum ponto acima da minha cabeça.
- E tudo só porque curti com a namorada dele! Filho…
Não ouvi de quem ele era filho, já que Michael saiu disparado.
Aí soltei uma gargalhada reprimida.
Podia ter corrido melhor?
NÃO!
Tinha-me vingado do meu irmão, não recebi nota negativa, e agora que pensava bem, lembrei-me que o tal Erick uma vez ajudou o meu irmão a furar os pneus da minha bicicleta quando tinha 10 anos. Justiça tarda, mas não falha!
Com um sorriso continuei a fazer os TPC’S e a pensar um certo sorriso perfeito…
E então, gostaram deste capítulo? *-*
Espero não vos ter desiludido…
Comentem muito porque é muito importante! ;) Tenho que saber o que vocês acham…
E atenção, porque o próximo capítulo é o baile… --‘ Surpresas vão acontecer! ;)
Nikka e as suas trapalhadas… ;)
Procurei pela mesa do professor de Inglês e fui colocar o meu perfeito plano em prática.
- PROFESSOR ALEXANDER! – gritou Nereida – QUE COINCIDÊNCIA VELO NO CORREDOR! – gritou mais Nereida – E ESTÁ PRESTES A ENTRAR NA SALA DOS PROFESSORES!
AI MEU DEUS!
Escorreguei para baixo da mesa o mais rápido que pude.
Deus! Não permitas que eu seja pega! Meus Deus, imploro-te!
Vi as passadas seguras do professor caminhar para a secretaria dele. Ele parou a meio do caminho, uns segundos. Soltou um risinho – que me irritou, pois ele devia estar a pensar em alguma namorada – e depois foi sentar-se na cadeira da sua secretaria.
Encolhi-me num canto!
EU VOU-ME MATAR! JURO!
E então ele tornou a levantar-se e andava envolta da mesa, como se estivesse a pensar. Eu não podia ver o rosto dele e nem me atrevia a espreitar.
“por favor, imploro-te que ele não me apanhe” – sussurrei apavorada “juro não me meter mais nestas cenas! – prometi - “Não! Isso não posso prometer… Mas juro ser mais cuidadosa!”
E então percebi o professor chegar perto da secretária e pensei que era o meu fim. Mas ele simplesmente abriu a pasta mexeu nuns papeis e foi-se!
Eu esperei alguns segundos e sai a correr. Mas a meio lembrei-me da porcaria dos testes!
Corri até a mesa e ia procurar na pasta que Alex ainda deixara na secretária. Mas os testes estavam em cima da mesa!
Nem pensei. Peguei neles e corri de lá para fora.
A parva da Nereida olhava-me escondida atrás de uma coluna, apavorada!
Corremos até os cacifos e eu meti rápido os testes lá para dentro! Arfei cansada e olhei vitoriosa para Nereida. O meu plano tinha dado certo!
- Meninas…
Saltei de susto quando ouvi a voz de Alexander. Encostei-me fortemente contra os cacifos e ele olhava-nos inquisitivo.
- Foi ideia da Nikka! Eu juro que não tínhamos intenção…
- CALA A BOCA NEREIDA!
Eu tinha que ser sempre o cérebro da operação? Deus do céu!
- Nereida – sorri amarelo – O professor não se interessa pela cor do teu vestido, nem que foi ideia minha… - eu tinha as mão suadas e Nereida quase que chorava. EU VOU MATA-LA! – Tudo bem professor? – tentei suar calma. Tremia como tudo!
- Estava só á procura dos testes… Acho que os perdi…
Morri.
Beijos.
Nereida desmaiou!
- Nereida! – gritei baixando-me para ela – NÃO SIGAS A LUZ! NÃO SIGAS A LUZ! – Abanei-a freneticamente.
- Nicholaa… - o meu professor segurou o meu ombro e choques atravessaram o meu corpo todo fazendo-me quase desmaiar também – Afaste-se.
Mas enquanto ele dava latadas em Nereida para acordar olhava-me de lado divertido. Deus! Ele é lindo!
A minha amiga desmaiada e eu a pensar no aspecto físico do prof! I-NA-CRE-DI-TA-VEL!
Nereida abriu os olhos cansada eu suspirei de alivio.
- Pronto. – sorriu Alexander para mim, e foi impossível não sorrir de volta – Parece que ela seguiu o seu concelho e não seguiu a luz…
Eu corei e baixei o olhar timidamente. Eu era mesmo estúpida! Alguém me diz porque raio gritei aquilo? Ele já me devia achar louca varrida, então agora…
Na aula a seguir de Inglês, o professor avisou que perdera os teste e que não os ia entregar. Mas que também era melhor para nós já que só tinha “parvoíces” e que eram tudo negativas. Fazia-mos apenas o teste na próxima semana.
Sorri vitoriosa para Nereida, que ainda estava demasiado nervosa com tudo aquilo.
- Eu não disse que funcionaria?
Ela olhou-me irritada e depois apontou para o galo na testa.
- Nunca mais. – olhou-me com raiva – Mas nunca mais. Eu me meto nos teus esquemas!
- Credo!
Depois de ter dado um fim nos testes (queimei-os), estava em casa toda feliz a fazer os TPC’S quando o meu irmão entra no quarto todo histérico.
- Não se bate á porta? – gritei chateada – Olha se estivesse nua, Oh parvalhão!
- Desculpa! – ele pediu-me desculpa? Certo, ele devia estar mal já que suava muito e mexia-se demais. – Mas sabes do meu autógrafo do Jordan? – olhei para o caderno.
- Não. Porque haveria de o ver? – disse sem interesse, sem levantar os olhos do caderno.
- ELE DESAPARECEU!
- Ahh, foi?
- FOI!
Jogou-se na minha cama, atormentado. Eu segurei o riso.
É para aprenderes desgraçado!
Também queimaste o meu autógrafo da Anne Rice! E eu tinha aproveitado e matado dois coelhos de uma cajadada só! Tive a vingança (que esperava á dois anos) e ainda me safei de baixar a média. Além disso, já tinha passado tanto tempo desde que ele me queimara o livro com o autografo, por “acidente claro” (porque obvio que uma pessoa queima um livro SEM QUERER) e Michael nunca que iria desconfiar. Mas apetecia-me tanto contar-lhe que o tinha dado a Nereida… Mas ele simplesmente ia tira-lo de Nereida, nem que para isso tivesse que assaltar a casa dela. Assim eu nunca lhe diria onde estava o seu precioso autógrafo!
- Já procuras-te bem? – pareci desinteressada.
Procura tudo seu parvo! Que nunca o vais encontrar!
- Já… - admitiu pesaroso – Não está na caixa! Alguém o roubou!
- Olha que eu vi um colega teu, super com ar suspeito… Se calhar foi ele… Parecia culpado no outro dia e tal…
- O Erick? – levantou-se feito foguete - Foi ele não foi?
Foi? Deve ter sido… Já que parecia que Michael tinha motivos para desconfiar dele…
- Acho que sim…
Michael bateu com um punho na mão e olhou ameaçadoramente para algum ponto acima da minha cabeça.
- E tudo só porque curti com a namorada dele! Filho…
Não ouvi de quem ele era filho, já que Michael saiu disparado.
Aí soltei uma gargalhada reprimida.
Podia ter corrido melhor?
NÃO!
Tinha-me vingado do meu irmão, não recebi nota negativa, e agora que pensava bem, lembrei-me que o tal Erick uma vez ajudou o meu irmão a furar os pneus da minha bicicleta quando tinha 10 anos. Justiça tarda, mas não falha!
Com um sorriso continuei a fazer os TPC’S e a pensar um certo sorriso perfeito…
E então, gostaram deste capítulo? *-*
Espero não vos ter desiludido…
Comentem muito porque é muito importante! ;) Tenho que saber o que vocês acham…
E atenção, porque o próximo capítulo é o baile… --‘ Surpresas vão acontecer! ;)
Nikka e as suas trapalhadas… ;)
Qual a cena que gostaram mais? ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)
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4º Capítulo