segunda-feira, 3 de maio de 2010

Realidade

Novo capitulo!
Estou nervosa á espera da vossa reacção! :S
Este capitulo é muito importante! ;)
Divirtam-se! :P

P.S-) Se as musicas acabarem mais cedo, ponham-nas de novo! :P





Corri rápido, não liguei para as pequenas gotas de chuva que molhavam a minha pele.
Quando virei a esquina vi um vulto grande debruçado sobre a mulher que lentamente parou de se debater. Depois vi o corpo cair ao chão quando o assassino a largou.
O corpo começou a arder em chamas.
Estava mortificada, pois nada fazia sentido. E eu feita parva ficava ali, a olhar para um assassino, quando deveria era correr.
Então ouve um relâmpago.
Parei de respirar. Eu conhecia aquelas formas em qualquer parte.
Ofeguei. Não podia ser!
O vulto começou a voltar-se como se fosse em câmara lenta. Antes de os olhos dele focarem os meus, e a cor inconfundível ter sido iluminada por um forte relâmpago, já sabia quem era.
Gritei e a luz de um novo trovão bateu no rosto dele. Tinha sangue a escorrer pelos lábios.
Comecei a dar passos para traz. Mortificada e em negação.
- Nikka… - disse hesitante estendendo uma mão para mim.
Virei costas e corri com todas as minhas forças. O coração a bater muito forte, a cabeça a doer os músculos a reclamar. O medo, o desespero, e a negação em cada partícula do meu corpo.
Parei bruscamente quando o vi na minha frente. Não sabia como foi parar ali, mas gritei de medo.
Ofegante corri para outro lado, mas ele agarrou os meus braços imobilizando-me. Debati-me o máximo que pude.
- SOLTA-ME! – gritei dando-lhe socos.
- Pará Nikka! – pediu enquanto me segurava mais forte – Não te vou fazer mal!
- POR FAVOR LARGA-ME!
As lágrimas já se misturavam às grosas pingas da chuva e eu sentia-me desesperada. Parecia um pesadelo. Tinha que acordar, eu tinha que acordar! Não podia ser!
- Olha para mim, por favor! – implorou cheio de dor e eu debati-me mais nos seus braços enquanto gritava aterrorizada.
- Nikka! – segurou o meu rosto fazendo-me encara-lo.
Eu chorava ao mesmo tempo que tentava fugir. O seu rosto já não tinha sangue, mas aquela imagem não saia da minha mente. Tremia descontrolada, aterrada.
Soquei mais o seu peito e gritei por socorro.
Ele tampou a minha boca com a sua mão que um dia eu deixei afagar o meu rosto. Que um dia me confortara.
- Nikka, não te vou magoar. Nunca! – ele estava assustado também, mas eu era quem tinha o direito de estar assim - Se vierem aqui ver o que se passa, terei que mata-los.
Gelei de medo. Olhei-o mais assustada. Isto era um pesadelo! Quero acordar agora!
Estava aterrorizada e paralisada pelo medo e pela dor.
- Posso tirar a mão que não gritas?
Acenei afirmativamente.
Ele olhou-me cheio de dor e deslizou a mão pelos meus lábios.
Estava livre para gritar, mas não o fiz. Podia atrair pessoas. Não queria que ninguém morresse. Se fosse esse o meu destino, não queria ninguém a acompanhar-me.
- Nikka… - começou.
Eu fechei os olhos com uma dor insuportável. Ouvir aquela voz, aquele sussurro era de mais para mim. Era demasiado doloroso, demasiado penoso. As imagens dos momentos anteriores não abandonavam a minha mente.
Porque isto estava a acontecer comigo?
Não conseguia parar de derramar as lágrimas tal era a dor que corrompia a minha alma.
- Larga-me – gemi com dor. – Deixa-me ir. Imploro-te…
- Não posso deixar-te ir assim… Eu levo-te a casa…
- Não.
- Onde está a chave do teu carro? – perguntou num sussurro – Ou alguém te trouxe?
- O meu carro está na rua á frente. Deixa-me ir sozinha… por favor… - sussurrei ainda de olhos fechados enquanto ele segurava os meus braços.
Ele levantou-me e aconchegou-me nos seus braços, como se fosse uma criança que tivesse magoado o tornozelo e não conseguisse andar, ou como se fosse uma noiva a ser carregada pelo seu noivo. Debati-me para ele me pousar no chão, mas não resultou.
Ele segurou a minha cabeça contra o seu peito para abafar os meus protestos. Fiquei sem fôlego e paralisada. Acabei por me render. Não adiantaria lutar contra quem era infinitamente maior.



Então apercebi-me de uma coisa que antes nunca tinha ligado. Que estava demasiado distraída com outras coisas. Eu, não ouvia nada. Apenas o som do ar nos seus pulmões. Não havia batimento cardíaco. Um corpo que se movia sem ser coordenado pelos movimentos do coração.
Era um morto-vivo que me carregava nos braços.
Tinha sido um morto-vivo por quem me apaixonei.
Fora um morto-vivo que levei para conhecer a minha família.
Fora um assassino que me beijava.
Era mais uma evidência para aquilo que a minha mente queria recusar.
O meu corpo paralisou. Não protestei mais. A minha mente abandonou o meu corpo e divagava longe. Era como se fosse um cadáver nos braços dele.
Divagava pelos momentos que passamos juntos. As evidências estavam lá. A piada sobre vampiros. Ele na brincadeira até dissera que era um! E eu ficava de olhos fechados!
A beleza aborda e irreal dele. E a imagem daquele sumo de melancia passou pela minha mente. Era o sabor de sangue. Agora eu lembrava do sabor. A dieta constante dele! E ele comera na minha frente! E ainda existia a história do sol. Seria isso que ele me iria contar na tal conversa que ele sempre adiava? O que ele queria de mim? Rondar-me para depois poder fincar os dentes em mim?
Mas era impossível certo?
Não existe… Não pode…
Estava em negação. Era tudo uma estúpida brincadeira. A qualquer momento ele iria começar a rir e dizer que era muito fácil de enganar… certo?
Era só mais uma piada parva e com humor negro típica dele. Tinha que ser.
Estava tão longe do meu corpo que só reparei que estava no meu carro quando senti as mãos quentes dele erguer o meu queixo na sua direcção.
- Nikka…
Eu encolhi-me para longe dele. Foi uma reacção automática. Instantânea. E que pelo seu olhar o magoou profundamente.
- Ao menos tira o casaco. Deves estar gelada. Não quero que fiques doente…
Não me movi. Fiquei a fitar a estrada apenas. Ainda não tínhamos saído da rua onde tinha estacionado. O carro nem estava ligado. A chuva ainda caia lá fora. Tudo parecia normal.
Para todos, excepto para mim.
Ele aproximou-se de mim e ignorando a minha reacção de fuga ao seu toque tirou o meu caso e colocou-me o sinto.
Segundos depois tinha o seu sobretudo preto sobre mim. Estava quente e com o seu cheiro inebriante.
Atirei-o para longe. Não queria aquilo perto de mim. Não queria aquele cheiro, aquele calor acolhedor que me faziam lembrar dele e me cortava a alma.
Ele suspirou, ligou o carro e partiu daquela rua, á qual eu nunca mais queria voltar.
Aproximei-me o máximo da janela e encostei a cabeça ao vidro, á espera de acordar a qualquer momento. Mas no fundo do meu ser sabia que não aconteceria nunca. Era a realidade. Dura, fria e crua.
A realidade a que pertencia.
- Nikka… Não tenhas medo de mim por favor… - ignorei-o. A ele e á dor notável na sua voz – Estás a salvo comigo… Sou a ultima pessoa que devias temer.
Como não obteve resposta suspirou.
Fez-se silencio. Mas ele parecia ter uma necessidade bizarra de querer ter um diálogo quando nada havia a ser dito.
- Diz alguma coisa! Preferia os socos do que o teu silencio! Isso dá cabo de mim!
Ignorei-o novamente. Estava numa realidade paralela onde a dor reinava. Só existia a dor da traição, da mentira.
- Nikka! – disse exasperado – Não me faças isto!
- O que és Alexander? – sussurrei enquanto virava o rosto para ele.
Ele olhava a estrada á sua frente enquanto o seu rosto estava sério e vi a sua maça de adão mover-se tensamente.
- Necessitas mesmo que diga? – perguntou ainda sem me olhar. – Não me digas que ainda não descobris-te. – ironizou.
- Não. – voltei a olhar pela minha janela – Na verdade não preciso que o digas. Sei exactamente a verdade. Mas quero que dos teus lábios, os quais beijei e que sugam vidas, admitam que és um monstro.
- Tudo bem. – não vi a sua expressão, mas a sua voz era cansada – Sou um vampiro.
Estremeci.
Era muito pior ouvir a sua melodiosa voz, que amava, admitir aquilo.
- Não me queres fazer nenhuma pergunta?
- Não.
- Então o que queres, Nikka?
- Que te mantenhas longe de mim.
Não o olhei. Não queria. Fechei os olhos e continuei com a cabeça encostada á janela.
- Nunca quis que soubesses. Não desta maneira. Não nestas circunstâncias. Nunca devias ter visto aquilo.
Nunca mais disse-mos nada.
Quando chegamos em frente a minha casa, horas, minutos ou dias depois. Não tinha certeza. Até podiam ter passados anos. Saí do meu carro e lentamente fui para a porta de entrada da minha casa.
- Por favor não me deixes. – os seus braços abraçaram-me por trás enquanto o ouvi implorar. – Por favor Nikka! Perder-te vai contra todas as regras básicas da minha sobrevivência!
Perde-lo também me estava a destruir. Perde-lo também ia contra todas as regras básicas da minha sobrevivência.
Não me movi. Fechei os olhos, respirei fundo, ganhei força e depois livrei-me do seu abraço.
Baixei-me para tirar a chave que estava escondida num vaso de flores e abri a porta. Voltei a tirar a chave e entrei.
Olhei para ele com uma mascara de indiferença no meu rosto. Alexander estava á minha porta com o olhar atormentado e o rosto a transbordar de desespero. Emoções essas que borbulhavam no meu interior, mas que estavam disfarçadas.
- Eu amo-te. – uma lágrima de sangue caiu pelo seu rosto perfeito.
Bati rápido a porta, fechei-a atrapalhada e corri para o meu quarto.
Tremia descontrolada. As imagens não abandonavam a minha mente. Corri para a casa de banho, debrucei-me sobre o vaso sanitário e vomitei. A pouca comida que tinha no estômago revoltou-se e saiu.
As náuseas eram demasiadas. Tinha sido tudo uma grande mentira.
Todo o meu mundo tinha sido abalado. A realidade a que pertencia, tudo o que tinha lógica e sentido, deixara de existir.
Tinha-me apaixonado por… um mostro sanguinário. Um assassino.
Eu mesmo tinha presenciado, vi com os meus próprios olhos.
Já não me bastava ter-me apaixonado pelo meu professor. Afinal ele era um vampiro.
Afinal vampiros não são uma boa coisa. São óptimos nos livros. Não na realidade em que estamos inseridos.
Ali, ao velo alimentar-se, sabia que todas as minhas crenças, e todos os meus valores foram abalados.
Alexander tinha vindo para a minha vida, para a transformar completamente.
E já não acreditava que era para melhor.
Tirei a minha roupa e fui para debaixo do chuveiro. A água quente a cair na minha pele, aquecendo-a, mas não a levar a dor embora. A dor continuava lá. Sempre lá.
Assim como o rosto perfeito, o sorriso deslumbrante do seu causador.
Ainda sentia os lábios dele nos meus, ainda recordava o seu toque quente e suave.
E ele… tinha dito que me amava…
Foi um momento que sempre ansiei. Mas não era assim que queria.
Não quando descobrira aquilo.
E a dúvida da sua palavra estava sempre presente.
Ele não podia amar-me. Não me amava.
Ele não podia saber o que era o amor.
Ele não era… humano.


Então? O-o^^
A Nikka descobriu aquilo que já todos sabiamos! E que´só ela não queria ver...
Antes de mais quero explicar uma coisa….
Alexander não é um mártir. Ele mata e gosta disso. Não tem sentimentos humanos. Um vampiro à seria.
A única coisa que sente, que lhe preocupa é a Nikka. E nem ele sabe como foi deixar isso acontecer.
Já não é humano há MUITO tempo. Para eles os humanos são alimentos, nada mais.
Tudo aquilo que acreditava mudou quando conheceu a Nikka. (irei explicar melhor isso no próximo capitulo)
Sei que muitas pensam que Alexander é bonzinho, pois já conversei isso com elas.
Mas ele não é. Ele é mesmo o vilão.
E espero que não deixem de ler por causa disso. :S
Ele não é vegetariano.
Aqui não há disso. Eu não quero que seja igual a Twilight, pois a nossa querida Mayer faz isso na perfeição.
A única parecença com Twilight é o factor Humana/Vampiro.
Só agora é que percebemos o que ele é.
Ele só é bom para Nikka, pois ela é tudo para ele.
Afinal ele é um puro. E portanto não tem os mesmos valores que ela.
A história aborda um amor. Um amor doentio e dependente. Da parte dos dois. Um amor que não é lógico e destrói.
Do quanto Nikka é capaz de abdicar por ele. Do quanto é capaz de aceitar para ficar com ele. Ou se chega a um ponto que não pode mais.
E o quanto Alex aprende a amar. Pois ele ama mais profundamente que os humanos. E será que daria tudo pela Nikka?
Será que mudaria por ela?
Vai ser uma caminhada, onde nem eu sei como vai acabar.
Quero com esta história mostrar o lado bom do amor. O lado altruísta e bondosso, mas também o lado egoísta e desesperador.
^^
Sei que não queria que ele fosse “mauzinho” mas ele é. É um vampiro “á moda antiga”.
Espero que gostem á mesma, pois pretendo não desiludir! ;)
Eu não quero personagens heróicas. Eles têm os seus defeitos como todos nós. E tentam superar para encontrarem uma linha de equilíbrio.
Todos temos más atitudes, não somos santos nenhuns e certamente eles também não.
Quem aqui nunca fez nada que se arrependesse? Ou magoa os outros sem querer? Quem nunca foi magoado?
E certamente existe muitos que nos desiludem, mas mesmo assim continuamos a gostar deles e a perdoar sempre. Isso acontece muitas vezes entre amigos.
:D
Agora comentem muito! ;) Para saber a vossa opinião! :P
Já sabem… Parte preferida ect,ect…
P.S_) Mais uma vez Evanescence…. Amo! O-o
O próximo capitulo vem na sexta e será muito importante!
;)
Beijos grandes e obrigada por tudo! ;)
Tem valido a pena escrever só pelo facto de voz conhecer! ;)
Beijos, e já sabem…. COMENTEM! ;)
^^ Esta frase já chateia! ;) ^^
Desculpem o testamento! :P Mas era importante falar disto! :)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Discução e "conhecimento" -) formal...

Capitulo novo! :D
Este é um pouco maior, porque não sei se repararam, mas…
Amor & Sangue À Meia-Noite faz hoje um mês! :D Quem se lembou, quem?
Aposto que ninguém! Não é? :P
Não faz mal, tem eu aqui para lembrar! :P
Sinto-me feliz por chegar até aqui, e por assima de tudo, ter tido contacto convosco!
Obrigada a todas! :)
Este capitulo é dedicado a todas que gostam da fic (incluindo eu que me esforço para ter tempo para postar! :P)
Divirtam-se!


Depois de 5 semanas maravilhosas de namoro, tivemos a nossa primeira discussão.
Não daquelas que constantemente tínhamos, aquelas trocas de provocações que no fundo alimentavam a nossa paixão.
Não. Desta vez, ele disse palavras destinadas para me ferirem, e eu queria magoa-lo também.
E tudo começou porque eu tinha ido com uns antigos colegas do skeit até uma colina e experimentar uns saltos.
Caí e tive que ir ao hospital. Fiquei com um corte na cabeça e, alem de nódoas negras. Nada de mais comparado com as trapalhadas em que me metia constantemente.
Quando cheguei a casa de Alex no dia seguinte depois das aulas, ele viu-me com pontos na sobrancelha, preocupado, perguntou o que aconteceu. Quando lhe disse ele simplesmente passou-se.
- Como podes ser tão criança? Para que te metes nestas confusões?
- Fui criança porque? Só por ter ido divertir-me e não te ter dado explicações? – actualmente ele estava a começar a pensar que tinha que dizer onde e com quem estava. E eu realmente não tinha – Não és meu pai, ok? Caí, azar o meu! Qual o teu problema? Até parece que foste tu que te magoaste!
- Comportas-te como uma irresponsável! Sabias perfeitamente que te podias magoar! Tinhas logo que te ir meter em confusões? É pedir muito, não fazeres porcaria, durante a porra de algum tempo?
Engoli em seco. As palavras dele magoavam-me. Faziam-me pensar que realmente só trazia problemas. E que estava a cansa-lo, como sabia que iria acontecer.
- Se estás assim tão farto, porque continuas aqui? – explodi – É isso não é? Estás farto de me aturar? É isso que queres dizer? Pois não tenhas medo! Diz logo! Se calhar eu também estou farta de ter por perto!
- Queres que vá, é?
- Quero que vás, se quiseres ir!
- Só quero que mudes, caramba!
- Eu sei que tu estás, é farto de mim, ok? Não sou burra! Andas super estranho e evasivo! Chega a alturas em que nos beijamos e depois paras e escondes o rosto, nem me olhas na cara!
- Porque não quero avançar nisso!
- E eu aceito! Até parece que te obrigo! Fogo Alexander! Eu também não quero assim, quando ainda existe algo que me queres dizer! É isso não é? Queres ir embora e tens medo que aqui a parvinha não aguente! Pois diz logo de uma vez! Era essa a conversa?
- Não ponhas palavras na minha boca! Só estou farto das tuas criancices. Da tua imaturidade e da tua irresponsabilidade.
- Pois eu sou assim! Já sabias muito bem como sou. Fogo, tanta coisa por ter ido andar de skeit! Fiz isso milhares de vezes enquanto criança! Além disso costumo faze-lo montes de vezes! E não vou deixar de fazer o que gosto só porque te deu uma panca!
- Não é só o facto de ires andar de Skeite! Merda! É a porra de te meteres em porcarias constantemente! Não tens noção das coisas! Sabes qual o teu problema?





- Não! Mas diz lá! Quero saber o que achas, já que sabes sempre tudo, sobre tudo e todos!
- O teu problema – olhou-me furioso – É seres uma mimada. É esse o problema! Não suportas deixares de ser o centro das atenções. Mas sabes que mais? O mundo não gira à tua volta Nicholaa! Não existes só tu, sabes? – eu queria responder, queria magoa-lo como ele me magoava. Mas a única coisa que conseguia era ouvir aquelas palavras que mexiam de mais na minha consciência, que no fundo eu sabia serem correctas. Um grande bolo formava-se na minha garganta – Armas-te em rebelde, mas no fundo és uma hipócrita. Vives essa suposta rebeldia, mas todos sabem que és mimada e egoísta! A tua mãe morreu? – gelei. Ele não se atreveria a falar da minha mãe. – Temos pena! – fechei os punhos com raiva e ódio e senti as unhas afundarem-se na palma da minha mão – Supera! Tantos perdem os pais, tantos nem os conhecem! Pois eu digo-te que nem tudo é como queremos! Pois se eu pudesse, certamente não me aproximaria de uma criança parva e egocêntrica! Já passou tempo de mais para ainda utilizares a morte da tua mãe como desculpa para tudo! Sê adulta! – molhou-me com os olhos a faiscarem – Hora de cresceres!
Fechei os olhos, para ele não ver a minha dor. Assim era mais fácil.
- Acabou?
- Merecias ouvir outras tantas verdades, para ver se acordas para a realidade. A vida real não é a porcaria dos livros a que estás habituada! Não é um conto de fadas! Mas deixaremos outras lições, para mais tarde. Já que nem as verdades suportas ouvir! – ele gritava muito.
- E agora, terminas-te?
- Por hoje. – respirou fundo para se acalmar.
- Bom. – olhei-o raivosa. Sentia a raiva a fluir pelo meu corpo. Sabia que estava vermelha pela raiva e dor – Agora ouve-me tu, com muita atenção! – ele tomou uma posição descontraída, que me fez desejar esmurrar a cara dele – Tu não sabes nada, NADA! Nada sobre mim, sobre a minha vida! Chegas e pensas que sabes tudo, que podes controlar e mandar! NÃO PODES! TU, É QUE NÃO ÉS O CENTRO DO UNIVERSO! – Tremi e as lágrimas caíram – E NUNCA MAIS MENCIONES A MINHA MÃE! NUNCA MAIS! – Peguei um cinzeiro da mesa dele e atirei-lho com todas as minhas forças. Desejei que lhe acertasse bem na testa. Mas ele apanhou-o na mão como se nada fosse – E sabes que mais? Eu é que acabei! – cheia de raiva e dor gritei – Acabei com isto! Não te quero! EU NÃO TE QUERO! Estou a terminar qualquer que tenha sido, a farsa que partilhamos!
Virei costas e corri para a porta, batia com força.
- E mais uma vez, Nicholaa Brown vira costas aos desafios! – disse em tom zombeteiro.
Corri pelo jardim seco dele e acabei por tropeçar. Cai mas não doeu. Embora tenha batido com o braço magoado. A dor, que não era física, doía tão mais que a física parecia insignificante. Sentei-me e abracei os joelhos. As lágrimas caiam e eu só tremia de medo e dor. Medo de realmente ter acabado, dor pelas palavras dele e pelas minhas.
Parecia que o meu corpo quebraria, como se a dor que vinha do meu coração fosse de mais e o meu corpo pequeno e frágil de mais para aguentar. Mordi os lábios para não gritar. As lágrimas molhavam-me a cara e não conseguiam limpar a minha alma. Não conseguiam levar a dor embora.

Levantei-me rápido. Olhei para a porta.
Mesmo nesse instante a porta abriu-se e vi Alexander.
Ele abriu os braços para mim.
Corri o mais rápido que pode. Como se a minha vida dependesse nisso. Corri para o meu lugar. Para os braços daquele parvo.
Saltei para o seu colo e ele abraçou-me forte. Afundou o rosto nos meus cabelos enquanto afagava as minhas costas. Eu só conseguia envolver as mãos nos seus cabelos e chorar.
Ele levou-me para dentro e com as mãos atrapalhadas limpou o meu rosto, para logo cobrir os meus lábios como os seus.
- Desculpa, desculpa, desculpa… – pediu nos espaços de cada beijo.
- Desculpa, desculpa, desculpa… – implorei sempre que procurava ar.
- Não te posso perder Nikka.
- Não me podes deixar… - funguei com a boca no seu pescoço e a sentir os seus braços quentes e acolhedores á minha volta.
- Nunca! – lentamente pousou-me no chão – Desculpa pequena! Não devia ter dito aquilo, não devia ter falado aquelas coisas para ti. Não pensei.
- Não. – concordei – Não devias ter mencionado a minha mãe. – uma lágrima caiu – Ela não. Não sabes o que realmente se passou nem o quanto da sua morte é minha culpa. Mas sabes que mais? – engoli em seco - Aquilo custou tanto, porque me atingiram. Por no fundo saber que eram verdade… - fechei os olhos e mais uma solitária lágrima caiu – Talvez seja hora mesmo de crescer…
- Eu não devia ter dito aquilo. Só fiquei passado por te teres magoado. Imaginei que podia ter acontecido algo sério e eu não estaria lá para te proteger. E aí seria o meu fim. Não podes andar a fazer coisas arriscadas. Pelo menos sem eu estar ao teu lado. – beijou os meus lábios e segurou os meus lábios – Não podes terminar comigo, não por esta parvoíce. Não podes atingir-me assim nunca mais. Não quero sentir isto novamente.
- Oh Alex… - puxei-o mais para mim – Desculpa ter dito aquelas coisas para ti também. Eu não quero que vás. Fica e faz de mim uma melhor pessoa, por favor…
Eu queria tanto dizer-lhe que o amava mais que a mim mesma. Mais que tudo no mundo. Mas ele poderia assustar-se e fugir de mim. Teria que esperar até ele me amar e aí confessaria. Confessaria que para mim ele era tudo.
- Pequena, tu é que fazes de mim, um melhor ser. Lembra-te que és o meu anjo, o meu universo, minha vida, minha luz, minha salvação a minha alma… - suspirou com a testa colada na minha. – Eu não era assim fraco antes. Acho que já não sei viver sem ti! Nem sonhes em terminar comigo.
- E tu és meu. Só meu. – completei.
Eu queria tanto dizer que o amava. Eu amava Alex, mais que a mim mesma. Mas eu sabia que ele ainda não me amava. Que sentia carinho por mim. Paixão, desejo.
Mas isso podia ser passageiro. Amor, acredito que é algo mais forte, mais intenso. Como o que eu sentia por ele. E tudo o que eu queria era que ele me amasse também. E o dia em que ele disse-se que me amava – porque eu sonhava com esse momento desde sempre – eu seria completa. Mais do que me sentia agora, com ele colado a mim. Mas sem saber se o seu coração era meu.


No dia seguinte, depois das aulas, fui para casa de Nereida. Ultimamente não passava tempo nenhum com ela fora das aulas. E ela já reclamava que eu só queria saber de Alexander para cá, Alexander para lá.
Alex queixou-se por eu “perder tempo” em ir até casa dela. Enfim. Nereida tinha ciúmes de Alex e Alex de Nereida.
A tarde foi passada a ver filmes românticos e a comer muito chocolate. Ao jantar comemos pizza.
Realmente a nossa amizade estava a precisar de algo assim.
- Cheguei pai! – avisei enquanto sabia as escadas.
- Amanha, quero que o teu namoradinho venha cá para o conhecer.
Tropecei nas escadas. COMO?
– Ele tem que falar umas coisinhas comigo… - Não gostei nada desta ideia…
- Depois falamos nisso… - esquivei-me.
- Amanha, quero conhece-lo oficialmente, Nikka. – Pronto. Estou feita.
Quando já estava pronta para dormir lembrei-me que tinha que telefonar a Alex. Ele pediu/exigiu que eu lhe ligasse quando voltasse. E também tinha que o avisar que o meu pai queria “conhece-lo”. O meu pai sabia exactamente quem ele era!
- Estou aqui. Fala o Alex. – Alex era memo trengo a atender o telemóvel.
- Alex – ri – É obvio que és tu… Liguei para ti, certo? Ah, e também estou aqui.
Ele não me respondeu.
- Era só para dizer que já cheguei. – atirei-me para a cama – Satisfeito?
- Muito.
- Olha… tenho uma coisa chata para te dizer e tal…
- O quê? – ficou logo alarmado. Ele simplesmente esperava sempre más notícias. Pessimista ele!
- Nada de mais, não… - engoli em seco - É o meu pai… Quer que venhas cá a casa…
Silencio.
- Ele quer conhecer-me? Está farto de saber quem sou. – falou depois de um tempo.
- Oficialmente Alex. Desculpa, mas ele não vai tirar isso da cabeça…
- Tudo bem. – aceitou – Depois vamos fazer alguma coisa? Queres ver um filme aqui? Até podes ver um de vampiros se quiseres – riu. – É sexta, podemos ficar até mais tarde e tudo…
- Não vai dar…
- Porque? – ficou chateado.
- Não fiques assim. Combinei ir até a casa da Nereida depois do jantar…
- Pois. Preferes ela…
Gargalhei com a atitude dele.
- Ciúmes?
- Menos Nikka. Até parece que eu ia sentir ciúmes. Poupa-me!
- Sei…
- Vai dormir que já estás a delirar.
- Tudo bem. – ri – Até amanha então. Vens cá jantar?
- Jantar?
- Sim.
- Tudo bem – suspirou – Eu apareço aí por volta das 7 e 30…
- Obrigada! E desculpa a situação chata.
- Deixa lá isso. Dorme bem pequena. Até amanha.
- Dorme bem gigante. – piquei.
E com uma gargalhada desliguei o telemóvel.







7:30, Alex bateu á porta. Sabia que era ele porque o roncar do seu potente carro tinha sido escutado.
Quando abri a porta, não quis acreditar.
Gargalhei muito! OMD!
- Qual a piada? – perguntou chateado.
- Tu! – ri mais – É só um jantar…
Alex estava de facto e gravata. O seu cabelo lindo, normalmente desalinhado, estava impecável. Ele estava demasiado apresentável.
- Quero causar boa impressão… - Admitiu.
Revirei os olhos. Ele estava lindo “apresentável”. Afinal, ele era lindo. Sempre seria.
Alex entrou e ambos olhamos para a minha família.
O meu pai olhava Alex com um olhar intimidador, olhando-o de cima a baixo.
O meu irmão olhava-o ofendido.
- Prazer em conhece-lo Sr. Brown.
O meu pai assentiu contrariado e apertou a mão de Alex. Olhava-o como se fosse o seu maior inimigo.

O jantar decorria. O estufado estava maravilhoso, agradecimentos para a Cindy. O clima estava agradável e todos conversávamos animados. O meu pai adorou Alex e até o meu irmão era agradável e falava coisas com sentido e lógica.
Pena que o dia 1 de Abril já passou.
Estávamos todos tensos. O meu pai bombardeava Alex com perguntas constantemente e ignorava o meu olhar assassino.
- Então, não trabalhas agora, é? Não gosto que a minha filha namore com um marginal, não…
Engasguei-me com o sumo.
- Pai!
- Eu trabalho através do computador. – respondeu Alex.
Ele já estava a chatear-se com isto. Ele até me segredara que não percebia porque eu simplesmente não mandava matar a minha família.
Estava a brincar. Eu espero…
- A fazer o que?
- Pai! Deixa de ser inconveniente! – recriminei chateada.
- Só quero saber! Ou ele tem algo a esconder?
- Conduzo empresas de petróleo. – Comentou como se nada fosse.
Nem eu sabia isso!
Olhamo-lo todos espantados.
Estava justificado as suas roupas caríssimas, o carro potente, a tv de última tecnologia…
- Ah… Bom…
E o silêncio continuou a reinar ali. Jantar constrangedor? Imagina!
Alex mastigava a comida super devagar. Eu já me começava a passar com a sua mania das dietas. Ainda fica doente à seria!
- Não está bom o jantar? – perguntei-lhe.
Ele levou uma garfada à boca. Mastigou e depois viu engolir devagar como se lhe arranhasse a garganta.
- Óptimo! – sorriu.
Pareceu-me ver ali um pouco de ironia…
- E família? Os seus pais não o vêm visitar?
- Pai. – repreendi pela milésima vez.
Isto sabia. E não queria que estivessem a chatear Alex com isso.
- Não tenho. Sou órfão. Cresci num orfanato. – explicou como se nada fosse.
Alex realmente não ligava muito para o facto de não ter pais. Dizia que isso era absurdo para ele.
O meu pai mostrou o bom senso de pedir desculpa.
- Olha lá… - a anta abriu a boca e eu já tinha a certeza que era para dizer asneira – Ainda não engoli essa história de andares com a minha irmã e teres tido a lata de me dar negativa!
Imaginei o meu garfo espetado na testa do meu maravilhoso e perfeito irmão.
- Imbecil, nós não namoramos enquanto ele me dava aulas seu parvo!
- Isso, dizes tu!
Eu juro que ele vai MORRER hoje!
- Nunca que poderia dar positiva a um aluno que confunde chá com já. Ou escreve burro com um v.
OMD! Alex deixou o meu irmão super envergonhado!
Gargalhei feliz. Alex é perfeito, não era?
- Esquece a cabeça oca – disse – Ele é o burro da família… Uma tristeza… - suspirei triste.

No fim do jantar o meu pai obrigou Alex a comer a sobremesa apesar de ele dizer que já estava saciado.
- Come. Foi a Nikka que fez. – exigiu/mentiu o meu pai.
- Então vamos morrer todos!
Ignorei o imbecil do Michael.
- Pai, foi a Cindy que comprou no super-mercado. – revirei os olhos – Se o Alexander não quer, deixa-o estar!
O meu pai resmungou mas parou de insistir.
Enquanto estávamos na sala, e mais uma vez o meu pai era chato, Michael ligou a tv.
- E quais as suas intenções com a Nicholaa?
O MEU POAI NÃO POERGUNTOU ISSO!
- As melhores possíveis.
- Pai, cala-te com essas coisas! Fogo! – queixei-me chateada – Só me fazes passar vergonha! Eu avisei-te para te comportares, mas tinhas logo que…
- Olha isto! – interrompeu o burro da cabeça oca – Que cena!
- Ontem, mais um corpo foi encontrado drenado. Não sabemos que tipo de animal ou psicopático continua a atacar a população, mas aconselhamos a não percorrer as ruas sozinhos e…
- Fogo! Olha lá, isso não é numa cidade aqui ao lado? – perguntei chocada – Que cena! E eu que pensei que estas coisas não aconteciam por aqui…
- E aposto que já pensas que são vampiros! – riu Michael.
- Cala-te Vurro! – Frisei bem o V.
- Parem vocês os dois. – o meu pai colocou a tv mais alto – Não vos quero por aqueles lados, ouviram?
- Está bem. Alex, levas-me até a casa da Nereida?
Eu queria, era sair desta casa louca!
- Tudo bem.
Alex levantou-se animado, e sorriu-me.
- Prazer – ironizou Alex – Sr. Brown.
O meu pai simplesmente lançou-nos um olhar desaprovador e preferiu ficar atento ás noticias.

- Já viste? – disse enquanto Alex conduzia – O crime já começa a chegar para estes lados…
- Pois é. – disse sem interesse e ligou o rádio.
- Achas-te a minha família muito má?
- Não sei porque tens que ter família. Era mais fácil sem eles, mas pronto… Não podias ser perfeita, deixa lá…
- Ok.
Fiquei calada até chegarmos a casa de Nereida.
- Ela depois leva-me a casa! – beijei os seus lábios antes de sair do carro, Não conseguia ficar muito tempo chateada com ele – Até amanha!
Nereida abriu-me a porta sorridente e depois fomos para o quarto dela. Acabemos por decidir ir até um bar, que antes frequentávamos. Estávamos a conversar sobre o MEU Alex.
- Ele é assustador…
- Não é nada! – ri-me – Não faz mal a uma mosca…
- Tem um ar sombrio… não sei…
- Isso tem, mas é perfeito. – sorri sonhadora.
Nereida riu em demasia. Provavelmente os responsáveis eram as três garrafas de cerveja.
Por isso eu ficava pela Coca-Cola.
- Eu teria medo perto dele… Mas amiga… - deu-me uma palmada no braço e depois abanou-se (efeito cerveja) – Até eu não o largava! Olha lá, ele é lindíssimo! E tem um corpo… Acreditas que nem na tv e no cinema vejo alguém tão lindo? – era uma pergunta retórica por isso nem me dei ao trabalho de responder já que toda a gente sabia a resposta. E quem tinha aceso aquela boca, quem era? EU! – Eu ficava na cama dele 24 horas por dia! – fiz uma careta. Provavelmente era o que montes de mulheres pensavam. ISSO NÃO ERA UMA BOA COISA! - E eu que pensava que tu eras uma pudica! Para prenderes um homem desses… Deves arrasar na cama! – corei.
- Nereida, não é bem assim…
- Nem venhas! Eu só de olhar imagino que ele deve ser uma bomba! Mas não te censuro por esconderes… - riu.
- Digo-te, que eu não sei mesmo! – afirmei ainda corada.
Ela pousou a cerveja e olhou-me atentamente. Que tal ela nunca mais beber?
- Como assim?
- Nós ainda não… - deixei que ela percebesse o resto.
- Conta-me histórias! – riu.
Olhei-a séria. Ela olhou-me alarmada.
- A Sério? – arregalou os olhos.
- Ainda não aconteceu…
- Porque? Não me digas que tens medo! – olhou-me zangada – Deixa de ser louca rapariga! – depois olhou-me séria e eu percebi que ela iria tentar dar-me uma lição. Lá por ter mais experiencia do que eu neste campo, já pensa que pode inverter os papeis. Eu sou quem a tenta convencer das coisas! O que a cerveja provoca! - Tenho certeza que um homem como ele tem experiencia e que vai fazer com que seja fácil para ti! Ele é um homem e não um adolescente. Está contigo e vai ajudar-te a superares a timidez… E digo-te… Ele deve estar habituado a ter muitas mulheres, porque é lindíssimo e se espera por ti é porque realmente gosta de ti…
- Nereida, não estou com medo. Simplesmente ainda não aconteceu. Não é uma coisa que queira programar. Quando tiver que ser, tenho certeza que será perfeito. Porque o amo de mais.
- Ohhh – começou a chorar – É tão lindo…
- Nereida? – olhei-a assustada.
- O amor! É lindo! Ohhhh – soluçou – Tão fofinhos…
Ok.
Vesti o meu casaco branco até o joelho.
- Leva-a em segurança para casa. – avisei o actual namorado de Nereida, que vinha com uma garrafa de água para ela.
Nereida ficou a chorar no colo dele.
Ok.
Sai do bar e fui para o meu carro, ri-me ao lembrar-me de como Nereida estava bêbada!
Começou a chover e eu corri para chegar mais rápido.
- NÃOOOO! – gelei quando ouvi o grito aterrador de uma mulher!
Devia estar a ser atacada. Ainda com medo, decidi ir ver o que se passava pois o grito suou perto. Segui por uma rua e nem liguei para o facto de estar a chover e sentir frio. Alguem preciçava de ajuda. Não sabia o que faria quando me deparasse com a situação mas estava preparada até para andar á pancada!



Então? O-o
Já sabem o que tem de fazer! ;)
Gostaram do capitulo? Qual a parte que mais gostaram? As musicas e tal! ;)
Se a imoção passou chegou mesmo até vocês, e se as partes “cómicas” realmente voz fizeram soltar uma gargalhada.
É que se não eu preciso melhorar!
Desculpem se não gostaram… :S
Mas eu gostei de escrever a parte da discussão. Foi triste, mas aqueles dois não conseguem ficar longe nem por alguns minutos…
A Nikka teve que ouvir certas verdades, não?
Bem, comentem muito! ;) Hoje é dia especial para a fic! ;)
Mas não podem perder é o capitulo seguinte. Mesmo! O-o



Vai ser muito importante! ;)
Saí na segunda! ;)
Beijos, e já sabem… COMENTEM! ;)






segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pistas

Novo capitulo! ;)
Espero que gostem!
Divirtam-se! ;)



Abri o frigorifico de Alexander á procura de comida. O frigorifico dele era novinho em folha, e era recheado de todas as coisas boas possíveis! Mesmo! Mas parecia que só eu comia ali, já que ele estava sempre a comprar coisas novas e as mesmas continuavam lá. Ele e a mania da dieta!
Namorávamos à duas semanas, e eu estava completamente nas nuvens! Como ele podia ser tão lindo?
Mas as vezes, era muito irónico… e chatinho… e arrogante… e convencido…
Enfim, mas eu era tolinha por ele de qualquer forma.
As pessoas anda nos olhavam de lado, e fartavam-se de comentar. Mas eu não queria saber. Mesmo. No fundo todas tinham, era inveja!
A Nora quando soube… bem… Só faltou chorar!
A Nereida ficou um pouco chateada, por eu não ter confiado nela e ter-lhe dito que gostava de Alexander. Mas acabou por perceber, quando eu lhe expliquei que ele era demasiado especial e eu queria mantê-lo só para mim.
O meu pai… Bem. Primeiro fez um escândalo. Segundo quase desmaiou. Terceiro, aceitou.
Eu tive que o lembrar que a minha mãe casou grávida do meu irmão, mal acabara de completar 18 anos. O meu pai tinha 30.
Além disso a nossa diferença de idade não era assim tanta! Até parece! Na vila montes de casais tinham ainda mais diferença que nos!
Ele realmente não podia utilizar o factor idade comigo. Então, passou a utilizar o factor de “aluno x professor”.
Também foi fácil resolver esse problema. Afinal a minha mãe conheceu o meu pai porque foi trabalhar para o escritório dele. Então ele tinha sido “empregada x chefe”. No fundo havia algumas semelhanças.
Então simplesmente me perguntou “ele faz-te feliz?”
“Todos os dias” respondi. Então, ele deixou de por problemas.
O meu irmão simplesmente disse “Que camelo! Andava a comer a minha irmã e deu-me nega!”
Levou uma latada na cara e a sua preciosa Playstation, misteriosamente, apareceu avariada.




- Alex, queres alguma coisa para ti? – perguntei enquanto pegava num iogurte.
- Não. – gritou da sala.
- Tens que parar de fazer dieta. Estás perfeito! – avisei-o enquanto procurava algo para beber.
- Vou pensar nisso.
Vi uma garrafa pequena com o rótulo de sumo de melancia.
Achei estranho, pois quando comentara com Alexander que odiava sumo de melancia, e lhe perguntei se ele gostava ele deixou bem claro que também não gostava. Então porque raio comprara?
Abri aquilo e cheirei, pronta para sentir o cheiro nauseante da melancia.
Mas aquilo cheirava diferente. Espreitei para dentro da garrafa e vi que era muito vermelho.
Curiosa, como sempre, levei aos lábios para provar.
- Que nojo! – cuspi e larguei a garrafa no lava loiça.
No instante seguinte Alexander estava à porta da cozinha a olhar-me atento.
- O que foi?
- Que raio é aquilo? – apontei para a garrafa que pousei no balcão – É nojento! Ainda sinto o sabor nos lábios… Sabe a… - levei a mão à boca e limpei os lábios com uma expressão de nojo – a ferrugem ou algo assim…
Fui lavar rápido a boca, pois aquilo realmente deixara-me enojada, e o cheiro fazia-me lembrar algo, mas não me lembrara onde é que tinha sentido aquilo…
Quando acabei de lavrar a boca, Alexander estava ao meu lado e deitou a garrafa ao lixo.
- O que era aquilo? Pensei que não gostavas de melancia, se bem que aquilo não sabia a melancia…
- A que te soube? – perguntou a olhar para o lado.
- Não sei… Só sei que devia estar estragado, pois sabia-me a ferrugem. Era nojento.
Ele olhou-me aliviado, e depois abraçou-me forte, para logo depois segurar o meu rosto e dar-me um beijo rápido.
- Alexander? – não tinha percebido a sua reacção.
- Nem sei o que era… - deu de ombros indiferente – Comprei sem ligar. Devia estar fora de validade, provavelmente.
- Tens que reparar mais nisso. Pode fazer mal à saúde…
- Vou ter mais atenção. – prometeu – Agora, dá-me é um beijo.
Sorri. Eu dava-lhe um milhão de beijos. Era louca por ele. Cada momento com ele era mágico. Como se sempre melhorasse. Mas sempre que estava longe dele, sentia-me estranha. Sentia-me diferente.
- Sabes… - acariciei o seu rosto – Sempre que fico longe de ti, sinto que uma parte de mim ficou para trás. E que nunca a vou reaver, que só a encontro quando estou ao teu lado, quando te sinto e te toco. Quando o meu olhar encontra o teu. – fechei os olhos e aproximei a minha boca da dele – Mas fico assustada, porque parece que tenho um pressentimento que estes momentos vão ser abalados, e tenho medo de pela centésima vez, estrague as coisas.
Depois beijei os seus doces lábios. Sempre que o beijava era como se algo explodisse dentro de mim, como se com os lábios colados um no outro, éramos só os dois. Só duas almas a vaguear pela terra e que finalmente se encontraram. Tinha a certeza que era o destino que nos juntou. Nada importava, ninguém importava. Apenas pertencia a ele, e já nada podia fazer.
- Au… - ri-me quando separamos os lábios – O meu pescoço sofre! – queixei-me – És alto de mais!
Ele pegou em mim ao colo e sentou-me no balcão frio de mármore para depois voltar a colar os nossos lábios. Para sentirmos o calor do corpo do outro, para sentir o cheiro e o sabor um do outro.
- No dia em que te vi naquela sala, foi o fim da minha existência, tal como a conhecia. – sussurrou com os lábios nos meus. – Nunca me senti verdadeiramente vivo, até te encontrar.
Cheia de desejo, puxei-o mais para mim. O sangue corria pelas minhas veias a mil, sentia-me mais viva que nunca. Como se tivesse levado um choque e a corrente eléctrica percorresse as minhas veias.
Segurei os seus cabelos e enrolei as pernas na sua cintura enquanto ele beijava o meu pescoço ao mesmo tempo que acariciava os meus lábios que automaticamente se abriam para respirar aceleradamente. Sentia os seus lábios quentes a beijar a minha pele sensível do pescoço. Acariciei a sua nuca e tremi quando ele puxou a minha camisola azul um pouco para o lado e depois roçava os lábios no meu ombro.
A cozinha girava á minha volta, sentia-me inebriada por Alex. A única coisa que sentia era o seu toque, os seus lábios, a sua respiração pesada e o seu cheiro que empregava o meu.
-Devemos parar. – sussurrou no meu pescoço.
- Porque?
- Ainda é cedo…
Sabia que talvez ele tivesse razão. Que provavelmente era cedo para me render a ele, para nos afundarmos na paixão. Mas isso era a minha mente. O meu corpo pensava de forma diferente.
Eu tremia pela necessidade. Não era necessidade de sexo. Era a necessidade de o sentir em mim, necessidade de nos unirmos, de amor.
- Eu quero.
Acariciei o cabelo dele, enquanto ele descansava a cabeça no meu ombro e tentava controlar a respiração.
- Não agora. Não hoje. Não nestas circunstancia. – passado uns minutos e quando voltamos a ficar estáveis ele finalmente olhou-me e os seus olhos brilhantes encaram os meus – Antes disso teremos que conversar. Terei que te contar um segredo… - acariciou o meu rosto corado – Aí, vais decidir o que fazer. Se queres continuar comigo, ou não. Não farei nada contigo sem saberes a verdade. Existe coisas que não posso esconder…
As suas palavras misteriosas baralharam-me. Não sabia ao que ele se referia, não sabia o que ele queria dizer com aquilo. Mas senti um arrepio de medo, de que o que quer que fosse dito naquela conversa, seria um ponto de viragem, que nada seria o mesmo. E eu desejei que essa conversa nunca acontecesse.
- Em breve. – sorriu torto e levou o dedo à minha testa para desfazer a ruga que se tinha formado pela apreensão – Também não queria ter essa conversa. – segredou.
- Alexander, porque parece que sabes sempre o que estou a pensar?
- Não sei. Só sei que partilho algo estranho contigo e que quando os nossos olhos se encontram, os teus dizem-me exactamente o que sentes. Quando partilhamos algum momento, eu sei exactamente o que te passa pela cabeça. É como se tivéssemos uma ligação que não pode ser explicada, como se fosse… magia. Como se te sentisse em qualquer parte, como se soubece quando corres perigo, ou o que sentes. A tua alegria acende a minha, a tua dor magoa-me e a tua paixão alimenta a minha. – beijou a minha bochecha – É igual para ti?
- Sim. – eu sentia-me assim. Como se com um simples olhar ele me tranquiliza-se – Mas só começou a acontecer, depois que nos aproximamos…
- E perdesse quando nos afastamos por muito tempo. – completou.
- Estranho…
- Muito. Agora beija-me e pára de perder tempo, com coisas que não podem ser descritas com palavras.
- Sim senhor! – e com uma gargalhada fiz exactamente o que ele pediu.







No domingo de tarde, fiquei com Alexander em casa dele a ver um filme.
Tinha-mos alugado um dvd para ver-mos. Alexander deixou-me escolher.
Ele hoje não estava muito bem. Estava um pouco aborrecido. E chato. Também estava resmungão.
Ficamos em casa, porque estava sol. E Alexander não se dava muito bem com o sol. Os olhos dele eram demasiado sensíveis e ele só podia andar com óculos de sol. Doíam-lhe os olhos. Mas resolvia o problema com os óculos. E não é que fica ainda mais sexy?
Ele resmungava sempre “o sol é incomodo”.
E tanto reclamou que já eu começava a sentir antipatia pelo sol.
- A sério que queres ver este filme? É péssimo!
Não respondi. Simplesmente respirei fundo. Ele hoje estava insuportável!
- O actor é péssimo! Olha só para aquilo! Que falhado!
A repentina antipatia pelo protagonista, deve-se ao facto de eu ter dito “Levamos este! O actor é interessante…”. Alexander disse para eu definir interessante. Expliquei que normalmente fazia filmes fixes. Mas ele tanto insistiu sobre o que eu achava sobre a aparência do actor, que eu acabei por dizer “Ele é bonito”.
Grande erro. Ficou carrancudo e mal humorado.
Como se qualquer actor pudesse ser mais lindo que Alexander! Tentei explicar-lhe isso e ele “Claro, claro”.
- Alex, o actor até representa bem! Não sejas implicante! Pareces um bebé!
- Eu? – soltou uma baforada de ar chateado – Pareço um bebé?
- Que não dormiu bem. Chato!
- Certo.




Silencio. Apenas as falas dos personagens se ouviam no quarto.
Adorava a televisão de Alexander. Era topo de gama, mesmo! Ainda nem tinha visto uma cá à venda! Ela tinha chegado ontem de um país qualquer, Alexander só podia mesmo gostar de gastar dinheiro desnecessário. Mas que parecia que estávamos no cinema, isso parecia!
Coloquei o filme em pausa e apoiada num cotovelo olhei-o.
Estava deitado na cama, com os braços cruzados no peito e olhava a tv com uma carranca.
- Alex?
- Importas-te de por isso a dar novamente? – nem me olhou.
Eu gargalhei. Ele estava mesmo rabugento!
- Vá lá Alex! Estas assim porque? Pensei que…
- Querida, lamento – olhou-me triste e eu alarmei-me logo – Mas tu não pensas.
Ah!
Voltei a por o filme chateada. Ele que ficasse rabugento o tempo que lhe apetecesse!
Estava eu a curtir o filme e ele abraçou-me. Sorri.
Sentia o seu peito quente e musculado nas minhas costas, os seus braços fortes na minha barriga e sentia os seus lábios no meu cabelo.
Coloquei a mão sobre a dele e aconcheguei-me mais.
Mas claro que ele tinha que voltar a resmungar.
- Isto é mesmo ridículo! Desde quando os vampiros de transformam em morcegos e depois acasalam como se fossem animais? – o seu tom de voz, fazia lembrar alguém que estava ofendido. – Como se os vampiros podem se transformar em morcegos! Parvoíces!
- Imagino que deves saber muito sobre vampiros. Por acaso encontras-te algum? – ri.
Ele resmungou alguma coisa sobre como as histórias de vampiros hoje em dia, eram ridículas.
Quando o filme acabou Alexander virou-me para ele e depois de me beijar os lábios olhou-me divertido.
- Então, a menina que tanto adora histórias de vampiros realmente acredita que eles se transformam em morcegos?
- Claro que eles se transformam em morcegos Alexander! Isso é óbvio! – revirei os olhos. Eu lia montes de livros sobre vampiros.
Disso tinha a certeza.
- Claro que é! – gargalhou –E que mais sabes sobre eles?
- Que dormem em caixões durante o dia. Alho, água benta, sol e estacas de prata, não são as suas coisas preferidas. E fogo também.
- Claro. – concordam e fingiu pensar – E aprendes-te isso tudo, através da convivência com esses seres, certo? – beijou o meu nariz.
- Alexander, vampiros não existem. Mas se existissem seriam assim. – disse com sabedoria – Não achas, que depois de tantos livros sobre eles, não sou uma especialista? Podes saber mais coisas que eu em tudo o resto. Menos sobre vampiros!
Ele gargalhou e olhou-me como se fosse alguma tolinha.
-Então, como o sr. Sabe Tudo – Sobre Tudo, achas que eles são? – perguntei quando ele colou o corpo dele ao meu.
- Bem… - fingiu pensar – Vampiros supostamente bebem sangue, certo?
- Hahaha! Muito engraçado!
- Certo. Então vejamos… Os vampiros ditos normais, concordo que são como os descreveste. Menos virarem morcegos. Isso é tolice.
- Então, achas que existem dois tipos de vampiros? – gargalhei – Isso é parvo!
Ele olhou-me como se apreciasse uma espécie de piada privada, como se guardasse o segredo do universo mesmo atrás do seu poderoso olhar.
- Eu acho que existe aquilo a que se chama puros. – olhei interessada para entender a sua opinião – E esses são muito superiores aos vampiros “normais”. Eles não sofrem com alho, sol, água benta, ou estacas. Água benta, serve para se molharem. – riu – E também não dormem durante o dia. A noite serve perfeitamente. Mas não gostam muito de fogo. A maioria – riu divertido - Além de terem algum poder especial. Não seria divertido?
- Seria. Se acreditasses em contos de fadas. – ri – Assim todos queriam ser puros!
- Não. Só existiriam quatro de cada vez. – mordeu os meus lábios . Seriam as regras. Cada vez que morresse um puro, outro seria criado por outro puro. Fácil não?
- Ui! Isso já era fantasia a mais! – lancei uma perna por cima do seu quadril – Tipo assim, como é que iam controlar que apenas existiam quatro puros?
- O rei, claro. – disse com uma risadinha.
- Claro! – concordei fingindo-me de séria – Como não pensei nisso antes?
- Talvez porque és demasiado distraída, para leres entre linhas. – mordeu o meu lábio inferior – Ou talvez não queiras ver o que está mesmo diante de ti, todos os dias.
- Talvez… - concordei já sem saber a que concordava.
Estava mais interessada nas sensações que a língua dele provocava ao percorrer os meus lábios.
- E se descobrisses que vampiros realmente existem? – perguntou divertido, ao rodar e ficar a pairar em cima de mim. – Hipoteticamente, claro.
- Bem, procuraria um e pedia um autógrafo! – fiz piada.
- Queres que te dê um? – disse demasiado sério – Porque – veio roçar os seus lábios na minha orelha – sou um vampiro.
- Uhum… - puchei o seu cabelo – que bom! Tenho um vampiro só para mim! – gargalhei – Mas pensando bem… - acrescentei divertida – Talvez te deixe… Sabes, é que sanguessugas, não é bem a minha onda…
- Ai sim? – riu no meu pescoço – Então devo fazer o que? Ir ter com a minha noiva?
- Aquela que inventas-te? – enlacei as pernas nas suas costas – Para que eu ficasse longe e não te tentasse? Vai lá ter com ela, vai! Talvez ela te ature!
- Até poderia ir para longe, se não estivesse dependente desta pequena e atrevida criatura!
Riu e depois beijou-me docemente fazendo-me mais uma vez levantar vouo com ele.



Então? O que acharam? O-o
Já sabem o que pergunto sempre… Parte preferida, ect,ect! ;)
Eu acho este capítulo muito importante e tem bastantes segredos escondidos nas entre linhas! ;)
Não sejam como a Nikka, ok? :P
P.s-) Eu hoje só coloquei musicas instrumentais, pois sou uma grande fã! Mesmo! Espero que gostem! ;) Se não gostarem, avisem! ;) E além disso coloquei musicas dos Evanescence. Adoro! Só espero que curtam também!

P.S-) Proximo capitulo na sexta-feira! :)

Bem, quem quiser que eu adicione no msn, é só enviar um e-mail com o endereço do seu msn para: fics.da.ar@gmail.com
Logo farei um pedido e é só aceitarem! :)
Para falar melhor com os leitores! :)
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM! ;)