domingo, 9 de maio de 2010

Cabeça Confusa

Este capítulo é dedicado a todas as que comentaram o capítulo anterior.
Queridas, desculpem, mas não deu para responder aos coments… Não estou muito bem…
No próximo capitulo, voltarei a responder a todos normalmente! Mas eu li! ;)
Mas ainda tentarei responder a todos ainda hoje! Vamos lá ver se consigo! :P Podem é não ser tão longos como os outros...(Depois confiram!)
Mas tentei postar hoje o capitulo (ás 22:25) o que já foi algo que pensei não ser capaz. Por isso, talvez esteja fraquinho… (compenso no próximo! Mesmo)
P.S-) Bem vinda sofia! (leitora nova! :P)


Não falava para Alexander exactamente à 9 dias. Estava doida de saudades.
Ele não me dava descanso!
Antes de sair de casa, via-o encostado ao meu carro. Não lhe dizia nada.
Ele simplesmente afastava-se, eu entrava e partia.
Ao sair das aulas, lá estava ele. Mas desta vez, encostado ao seu carro, atraindo os olhares de todos. Especialmente de todas.
Cheguei mesmo a ver uma professora a ir toda derretida para falar com ele. Fingi que nem liguei.
Sinceramente, acho que ele fazia de propósito. Rondava-me para ver se era imune á presença dele. Também, para não me poder esquecer do que era estar nos braços dele.
E claro, que se eu não quisesse, certamente havia quem queria!
Resultado: Alexander 24 horas por dia na minha mente.
Mas isso aconteceria de qualquer forma.

Para ter paz e poder pensar sem “interferências” fui para um lugar demasiado especial para mim.
O lugar onde tinha beijado Alexander.
No miradouro, onde poderia ver o entardecer, cair sobre a minha villa.



- Nicholaa.
Saltei de susto.
Antes de me virar, já sabia quem estava ali.
Aquela voz, sombria, rouca, mas aveludada… Só podia ser ele.
- Odeio quando fazes isso! – ralhei sem me virar.
Tremi.
A razão, foi sentir uns braços quentes e fortes, á volta da minha cintura. Sentir um corpo duro e musculado contra as minhas costas.
Senti-lo respirar no meu pescoço e mordiscar o lóbulo da minha orelha.
A dor da saudade, a dor da verdade, fizeram-me saltar para longe. Ataca-lo, para não mostrar o quão frágil a ele, eu era.
- Pára! Não estamos bem! Não podes chegar como se fosse a coisa mais normal do mundo abraçares-me!
- Abracei-te montes de vezes Nikka. Fizemos mais que isso. Naquele dia, na minha casa, beijei-te. Ambos sabemos que poderia ter continuado. – tremi com a sensualidade com que ele pronunciava aquelas simples palavras – Basta ceder ao meu desejo. Despir-te, e ali mesmo possuir-te. Mesmo ali, no balcão da cozinha… Apagaria qualquer lembrança de um amante antes de mim.
-Pára Alexander. Por favor, pára de me atormentares!
- Tu querias Nikka. Foi muito difícil ter-te recusado. Foi difícil controlar-me o tempo todo para não ceder à paixão…
- Pára. – avisei-o.
- Só não o fiz, porque verias quem sou. Ali não daria para esconder.
- Não quero saber.
- Queres saber sim. Imploras-te pelo meu toque. Só não aconteceu porque não quis. Poderia ter-te tomado sem qualquer resistência.
- Pára com isso! – olhei-a enfurecida – Porque estás a ser mesquinho? Sentes prazer em me ver humilhada, é? Eu sei muito bem qual era a minha situação, não precisas de me atirar isso á cara!
- Não estou a atirar-te nada á cara.
- Que ideia!
- Apenas estou a dizer que não era pelo sexo que estava contigo, como a tua amiguinha parva humana andou a semana toda a dizer-te.
- Não insultes a Nereida! Ela é minha amiga!
- Muito! Tanto que te anda a colocar parvoíces na cabeça! Porque não lhe dizes-te que nunca me deitei contigo? Que apesar de ter muitas oportunidades, nunca tentei algo? – ele olhava-me raivoso. Poderia ter medo dele, mas não tinha. Sabia que por mais que o enfurecesse, ele não me atacaria. – Que aquela vez foi a única em que me deixei excitar de mais? Tantas vezes ficamos sozinhos na minha casa, no teu quarto e eu nunca me aproveitei disso! Não sou um “porco aproveitador” como te ouvi dizer. Se fosse isso, já teria tido o sexo à muito! Caramba Nikka! Eu disse que te amava. Pela primeira vem em 5510 anos chorei! Chorei pelo medo de te perder.
- Dizes-te que me amavas quando descobri a verdade! Aí já era tarde de mais.
- Para mim, dizer que te amava, parecia uma forma deficiente de dizer que eras o meu mundo! Como podes pensar que me aproveitava de ti? Querias que disse-se a uma adolescente de 17 anos, que a amava acima de tudo na vida? – era exactamente isso que eu queria que ele tivesse feito – E tu fugirias de mim. Assustaria te com a minha conversa. Então omiti, até ver se começavas a amar-me um bocadinho. Guardei por muito tempo. A minha maior fraqueza e a minha maior verdade, EU AMO-TE PORRA!
- Cala-te! Não sabes o que é isso! És um monstro sem alma!
- Sou, mas pelos vistos não me impediu de te amar. Só que não queres ver!
- Vejo é alguém que me mentiu, que me traiu e que mata!
- E daí? – ele não percebia porque matar era errado. Como me poderia apaixonar por aquilo? – Nunca que encontrarias ninguém que estaria disposto a arriscar TUDO por ti! Tens noção das coisas que fiz para ficar contigo? Não poderias ter, caso contrário não colocarias em causa os meus sentimentos!
- Vejamos o que fizeste por mim… Pensa Nikka… AH! Andava a matar nas cidades das redondezas e tal… - fui irónica.
Estava a ser mesquinha. Nem me reconhecia.
Mas saber que o nosso namorado, amor da nossa vida mata, enlouquece qualquer um.
E se o atacasse, ele não poderia perceber que o amo. Se assim fosse, estaria perdida.
Eu simplesmente não podia ama-lo.
Se repetisse isso constantemente, podia ser que se tornasse realidade.
- Simplesmente estava disposto a abdicar do meu trono por ti! – cuspiu cada palavra.
- O… quê? – olhei-o sem entender.
Ele passou a mão nos cabelos e respirou fundo.
- Lembras-te da minha teoria sobre os vampiros? – assenti confusa, enquanto respirava fundo para acalmar a respiração – Sou um puro. Um dos quatro. – explicou rápido como se aquilo não fosse o importante – Sou o rei da minha raça. O mais velho ser do planeta! E sabes o que os meus súbditos diziam pelas minhas costas? Eu com uma humana, vê-la como igual e não como alimento! A vergonha dos da nossa raça, o imperador que manchou o nome dos seus antepassados! Reinei por mais de 5500 anos e largaria a minha própria raça por ti! Eu não queria sentir nada disto! Não queria ser motivo de piada por todos aqueles abaixo de mim, por aqueles que basta estalar um dedo e a vida deles acaba. Mas não liguei para isso. Só tu importavas! Deixei a minha raça sem leis para ficar perto de ti. E o que retribuis? Dizeres que só me queria aproveitar de ti, que não sei o que é amor… Talvez o que sinto seja ainda maior! Ninguém faria o que fiz por ti!
Fiquei a olhar para ele, a tentar assimilar a informação.
Que era demasiada.
- Ouve, isso não é importante, percebes? O que importa é que agora sabes de tudo e não tenho que andar com máscaras. Achas que gostava de esconder a minha personalidade? Que gostava de camuflar a minha natureza? Como achas que foi para mim, saber que podia conquistar o teu coração, mas na verdade não seria eu? Seria a imagem distorcida que tinhas de mim.
- Exactamente. Tudo foi uma mentira!
- Não foi! A única mentira é que encobri o que era, tinha cuidado para não me expor… mas tudo o resto foi verdadeiro!
- Por favor Alexander… Estou a enlouquecer… - implorei – Achas que isto é fácil para mim também? De repente descubro que a ordem natural das coisas, não é bem como pensava… Todas as minhas crenças foram abaladas! E saber que estava com um… - engoli em seco – Morto-Vivo…
- Não posso deixar-te pensar. Queres saber exactamente o porquê de não poder deixar-te pensar o suficiente? – olhou-me irritado – Por saber que se poderes analisar bem as coisas, vais dizer não. Não posso permitir isso. – sorriu irónico – Sabes o segredo para a vitoria? Dividir e conquistar. E neste momento, esse é o meu objectivo. Dividir as tuas ideias, impedi-las de se organizarem e assim alcançar a vitória.
- Não percebo porque, simplesmente não podes esquecer-me? Seria tão melhor para nós…
- Nem eu sei porque ainda continuas entranhada no meu ser. Mas é tarde de mais.
- Tarde de mais? Para quê?
- Para ter a vida que tinha. Ambos sabemos que no fim dirás sim para mim. – a sua arrogância fazia-me olha-lo com raiva – Sim. Vais dizer sim. Nunca te vou enganar, nunca te vou mentir. Mas vais dizer sim para mim, Nikka. Ambos sabemos, porque tudo nos vai levar aqui. A este impasse. Podes ficar a vida toda a pensar, mas no fim dirás sim.
- Tu não sabes nada sobre mim.
- Sei Nikka. Sei cada traço teu. Sei exactamente o que te passa pela cabeça. O que pensas de mim neste momento. E também sei qual a minha arma mais potente… - aproximou-se lentamente de mim e beijou o canto da minha boca – E é o desejo. O teu corpo quer o meu. Nunca se deve subestimar o desejo. E um dia o teu coração quererá o meu, também. Nem que demore a eternidade, mas conquistarei o teu coração.
Mal ele sabia que já tinha o meu coração, na palma da mão dele, á muito tempo atrás.
E eu só tentava desesperadamente reavê-lo. Como se a minha vida dependesse disso.
Sabia que com ele, ainda ia derramar muitas lágrimas. Seria tão mais fácil parar de o amar.
- Estás enganado.
- Não. Nunca estou.



Empurrei-o para longe de mim, mas por mais força que eu fizesse o seu peito era demasiado forte para se mover.
Então, quando me apercebi, ele colava o meu corpo ao dele, fazia-me sentir o seu calor hipnotizante, a sua força e o desejo louco que tinha por mim.
Beijou desesperado os meus lábios, e uma frase dele passou-me pela cabeça. Quando na sala dos professores ele tinha admitido que sentia algo.
“Como posso encontrar conforto e dor nos teus lábios?”
Tomei força e separei os meus lábios dos dele. E o meu corpo gritava comigo. Para desligar a mente e continuar com ele.
Mas a mente dizia-me para fugir dele, o mais rápido que poder.
Porque no fim…
Eu diria sim para ele.
E ambos sabíamos.
- Se voltas a beijar-me sem a minha permissão, juro-te Alexander, que nunca te vou procurar. Deixa-me pensar! Não me respeitas? E ainda dizes que me amas!
- Sou egoísta. Se não fosse, nesta altura já estaria longe.
- Pára de me perseguir! Porque vieste para aqui? Deixa-me em paz, pelo amor de Deus!
A minha cabeça parecia que ia explodir!
Ele sorriu torto e apoiou os cotovelos na grade do miradouro.
- Desta vez, pequena – fechei os olhos ao ouvir o “pequena” sair pelos seus lábios. As recordações doíam de mais – não te segui. Venho aqui todos os dias.
- Porque? – não pode evitar perguntar.
- Já sabes o porque. Aqui sinto-te mais perto.
Dei meia volta e preparava-me para ir embora. Aquilo fazia-me mal.
Mas ele segurou-me pelo braço.
- Fica. Não te vou tocar como antes. Prometo. Apenas… Fica, aqui um tempo. Vamos ver o por do sol juntos.
- Acho melhor não…
- Por favor.
Inspirei fundo e também me apoiei nas grades do miradouro.
Ainda não compreendia como estava ali. Eu sabia que devia ir embora, eu sabia.
Então porque raio continuava ali?
- Nikka… Antes de tomares uma decisão, eu queria que tivesses a noção de certas coisas. Para depois conseguires lidar comigo.
- Já supôs que vou dizer sim é? Arrogante.
Ele simplesmente me olhou de canto de olho. Com a expressão irritante de sabe tudo.
- Não tenho os mesmos valores que tu. Tens que perceber isso. Aquilo que pensas ser algo uma atrocidade, é o mínimo que poderia fazer. Não á nada que não tenha coragem de fazer para atingir os meus fins.
Não respondi. Simplesmente encarei o sol que começava a desaparecer no horizonte.
Eu já tinha chegado a essa conclusão sozinha. A prova disso era a grande mentira que ele criara.
E mesmo assim… Estava ali com ele.
Ele pegou na minha mão. Eu puxei-a, mas ele não deixou.
- É só um aperto de mãos…
Não era. Ele sabia. A nossa corrente electrizante estava presente e não me deixava pensar com clareza.
Exactamente como ele queria.
- Tens valores altos de mais. Nunca poderia satisfaze-los. Até para um humano são altos de mais. Para mim, impossíveis de alcançar. O que temos que fazer, é aprender a viver com as diferenças e deixares-me mostrar que me podes amar. Que faria tudo por ti. Daria tudo o que pedisses. Qualquer coisa.
- Não tenho padrões tão elevados quanto isso. Acho que o facto de não matar devia ser algo fácil de se arranjar.
- Não comigo. – ele não se importava minimamente com o facto de matar – E isso cabe a ti lidares com isso. Assim como cabe a mim lidar com o facto de seres humana e te poder acontecer alguma coisa a qualquer momento, e aí será o meu fim.
Suspirei.
- Nikka. Perder-te, vai contra as regras básicas da minha sobrevivência.
Não respondi.
Tomei uma atitude indiferente. Mas estava a girar de confusão.
- O facto da tua humanidade e da minha imortalidade, deve ficar para outro momento. Agora devemos focar-nos no facto de me aceitares, e eu a ti.
- Não posso ficar contigo enquanto matas sem misericórdia. Quando os lábios que me beijam que acariciam a minha pele, são os mesmos que tiram vidas? Achas que quero isso para mim, Alexander?
Foi a vez dele ficar em silencio. Apenas olhava o sol a pensar.
- Realmente Nikka, não sei quantas vezes tenho de te dizer, mas isto não é uma história dos livros que lês.
- Eu sei…
- A vida humana nada significa para mim. Ainda não tiveste realmente contacto com esse meu lado – olhei-o sem acreditar com a imagem dos lábios dele com sangue na minha mente – Nikka… Aquilo não foi nada… Por isso me preocupo contigo. Ficas-te assim por me veres a alimentar, se visses outras coisas…
Olhei-o aterrorizada. Como assim? Aquilo foi algo brando?
Ele desviou o olhar do meu, como se não suportasse ver o medo nos meus olhos.
- Nikka, até os da minha própria raça mato, e não perco nem um segundo a pensar nisso. Quanto mais em humanos… A única coisa para que ligo, és tu. Porque tu és minha…
- Alexander…
- Nikka, ouve tu com atenção. Sou velho. Muito velho. Não preciso de muito alimento. Umas gotas seriam o suficiente. Mas eu usufruo de matar, de sentir o medo a correr pelas veias das vitimas… Apenas o prazer da caçada…
- Pára.
- Tens que perceber. Eu sou assim. Não sou um príncipe dos teus livros. A vida real não é assim. Eu mato e aproveito cada segundo disso. E volto a faze-lo, uma e outra vez, porque é a minha natureza…
- Não quero ouvir mais… Por favor…
- Tudo bem. – suspirou cansado – Apenas pensa bem Nikka. Apenas eu te posso amar para sempre.
- Para sempre é muito tempo, não achas? – outra frase dele, quando falamos logo no primeiro dia de aulas, depois do beijo e ele assegurou-me que não doeria para sempre, pois para sempre seria muito tempo.
- Nisto não. – os olhos dele mostravam que também reconhecia a frase - Irei amar-te todos os segundos da minha existência.
Olhou os meus lábios e eu percebi.
Ele mentalmente tinha depositado lá um beijo. E eu mentalmente correspondi.
Desviei rápido o olhar e puxei a minha mão.
- Adeus Alexander.
- Até breve, Nicholaa. – recusou utilizar a palavra adeus.
Conduzi até casa, com a cabeça a mil à hora. Tudo num turbilhão, que fazia com que as minhas defesas baixassem e que eu quisesse virar e voltar para os braços daquele vampiro.


Então? O-o
Explicação: Disse que se o poder de Alexander seria desvendado neste capitulo, mas não foi.
Foi outro… O facto de ele ser o rei… ;)
Aposto que ninguém imaginava! Hehehe
Pois bem… Com a idade dele…
Ele é o puro que controla tudo. O-o
O poder será revelado no próximo capitulo!
Juro! Palavra de escritora! ;)

Além disso, realmente não vão querer perder o próximo capitulo.
Talvez seja o momento mais importante da fic. Já comecei a escreve-lo, e estou a roer as unhas! :S É mesmo importante!
Vai ser um capitulo que dará que falar…
Na sexta ele saí… Fiquem atentos! Pode ser k na quinta á noite ele esteja disponível… ;) pode ser… Se tiver coments e tal… :P
P.S-) Para aquelas que perguntaram, o teste correu bem sim! ;) Mas acho k não vai dar para 18 como o anterior… Pode ser k tire 17! :P (espero bem, se não a média vai ao ar! :O )“AR” lool!
Beijos gigantes e obrigada pelo desejos de melhoras! :D
COMENTEM MUITO!
:D
As coisas que sempre quero! :P

P.S- BENFICA CAMPEÃO! (desculpem os adeptos de outros clubes, mas não resisti… :S)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Confissões de Alexander

qui vai o novo capitulo! :P
Este capítulo vai para as responsáveis pelo abaixo assinado! Lool Para o capitulo sair mais cedo! :P Bruna, Catavita e Margarida -) Obrigada!
E para a LeaozinhoB que disse que a minha história não ficava atrás da saga Twilight! :O
“…amei a abordagem, diferente do que temos visto nos últimos tempos! os livros da Saga Luz e Escuridão são óptimos, mas a tua história, sinceramente AR não fica nada atrás!”
^És uma querida!^ Nem acreditei quando li! :P ^Obrigada^
Divirtam-se todas!


O dia de sábado amanheceu.
Parecia tudo normal.
O meu pai saíra de casa para a sua corrida matinal de sábado. Arrastara Michael com ele, que resmungava algo como queria dormir, e que me chamasse.
O meu pai gritou por mim. Como não obteve resposta pensou que mais uma vez estava a dormir.
Mas não estava.
Era plena manha de sábado, 7 da manha e eu não estava a dormir.
Estava sentada na cama a pensar no que acontecera na noite anterior.
Chegou a um ponto, que as lágrimas acabaram. Não existiam mais. Então, ficava a olhar a minha parede branca, e a pensar no causador do meu pesadelo.
Sentia nojo. De mim.
Porque estava a tentar encontrar uma forma de não o tornar no mau da história. Que era engano. Aquelas mortes que falavam na tv, não podiam ser da responsabilidade do meu amor.
Aliás, ainda não o conseguia ver como um vampiro.
Bateram na minha janela.
Gelei. Só podia ser ele.
- Vai embora!
-Não.
Depois de uns 10 minutos com ele a bater, levantei-me para o deixar entrar.
Olhei-me no espelho. Estava péssima.
Os meus olhos estavam muito vermelhos e inchados. Os meus cabelos desalinhados. Derrotada, nem me preocupei com o meu aspecto.



- O que fazes aqui? – perguntei dura e fria enquanto o deixava passar – Disse-te para te manteres longe de mim!
- Temos que falar…
Ele estava com a mesma roupa de ontem, na altura do ataque. Com calças pretas e camisa preta. E isso faziam-me lembrar da sua outra personalidade. Ele tinha mudado de roupa, depois de sair de minha casa! Como se vestisse uma outra pele.
Tinha o cabelo muito desalinhado, e profundas olheiras. Desviei o olhar do seu atormentado.
- Não temos nada para falar!
- Temos sim. Deixa-me ao menos explicar…
- Não. – cortei-o – Não quero ouvir nada. Vi o suficiente ontem.
- Não queria que visses aquilo… - baixou o olhar atormentado.
- Não queria que o tivesses feito… - sussurrei.
- É a minha natureza. – Não estava nada arrependido.
- Compreendo. Agora deixa-me em paz Alexander.
- Depois de falar, deixo.
Olhei para o seu rosto e percebi que ele não sairia se não falasse. Respirei fundo, mantive a mascara de indiferença e sentei-me na cama, olhando-o.
- Começa.
Ele respirou fundo, olhou-me com dor e ficou de pé enquanto começava a falar:
- Eu não queria nada disto Nikka…
- Eu muito menos Alexander. – respondi gélida. Os sentimentos estavam bem enterrados durante aquela conversa. – Mas continua. Não te vou interromper.
- Eu apenas mantive segredo para te proteger da verdade. A ti e a mim… Não queria que me olhasses da forma como me olhas agora…
- Isso não é proteger. Isso foi uma mentira Alexander… - a minha voz falhou e eu calei-me.
Ele fez uma careta, como se tivesse provado algum tipo de verduras e tivesse detestado.
- Tive medo. Medo de te perder. – deu um suspiro – Sabes… Nunca tive medo. Mas tudo mudou quando te conheci. Senti coisas que nunca tinha sentido… Apenas não tive coragem de olhar nos teus olhos e contar-te quem era, quem sou, e quem sempre vou ser.
- Portanto mentiste-me. – afirmei fria como gelo – Todos os momentos que passamos juntos foi uma mentira! – acrescentei cheia de dor.
- Não! – cortou-me indignado – Não foi uma mentira.
- Não? – perguntei descrente – Eu nunca soube quem eras. Quando estávamos juntos as tuas acções não eram verdadeiras. Dizias que fazias dieta! – olhei-o atormentada. – Esqueceste-te de dizer que matavas pessoas! Falamos tantas vezes sobre tantas parvoíces! Sobre o som da minha risada… do teu riso… e nunca, achas-te que eu tinha que saber o que eras?
- Tenta perceber… Eu apenas queria ganhar o teu amor primeiro, para depois poderes-me aceitar… Se naquela noite em que te pedi para seres minha tivesse revelado a minha natureza irias querer-me? Quando neste momento, depois de tudo o que passamos nem pareces tolerar a ideia de eu existir? Eu tentava ter a certeza que tu me amavas pelo menos um milésimo do que eu te amo, aí eu teria a certeza que ias ficar comigo independentemente da situação da minha humanidade ou falta dela…
- Não posso dizer o que teria feito. No entanto não se passou assim. Mentiste-me. Traíste-me.
- Não te traí!
- Não? – olhei-o indignada – E a confiança cega que eu tinha em ti? Eu confiava-te tudo! Nem acredito que isto esta a acontecer! – Acrescentei exasperada.
- Eu só queria ter a certeza que me ias aceitar independentemente do que era…
- Tentas-te manipular-me. Manipular os meus sentimentos. Fixes-te disso um espécie de jogo, na qual o objectivo eu ainda não consegui perceber qual é
- O objectivo era ter-te. Sempre foi. Ficares comigo, deixares-me amar-te e amares-me de volta…
Esfreguei o rosto, tentando varrer as emoções para longe. Alexander não era humano, tinha que lembrar a minha mente a cada segundo.
- Nikka… - Alexander já estava á minha frente ajoelhado e a tirar as mãos do meu rosto, fazendo-me encara-lo – Lamento. Dá-me a oportunidade de mostrar o que te posso dar…
- Não…
- Eu amo-te Nikka. – gemeu com dor.
- Não digas isso por favor… - pedi atormentada. – Não digas o que não sabes o que é! Não depois do que vi!
- Queres que negue a única verdade que conheço? Eu amo-te e já devia tê-lo dito mais cedo! Agora pareces não acreditar em mim!
- É errado!
- Não é.
- Alexander… - murmurei o seu nome como um pedido para ele para.
Alexander respirou fundo, segurou as minhas mãos e fitou-me atentamente, sério e cheio de verdade.
- Nikka, naquele dia quando eu entrei naquela sala, para dar aulas a adolescentes humanos, nunca pensei que tudo o que conheceria ia mudar! – Engoli em seco, mas incapaz de desviar o olhar do dele que me fitava intensamente, como se tivesse reprimido aquelas palavras tempo de mais e já fosse hora de as verbalizar. – Entrei e lá estavas tu. Uma simples humana é verdade. Uma adolescente. Quando olhei nos teus olhos o primeiro pensamento que me ocorreu foi que durante a minha existência nunca tinha visto olhos tão incríveis e de um verde tão puro. Pensei que me poderia perder naquele olhar. – respirou fundo, tomou fôlego e continuou: - Depois dediquei tempo a avaliar o teu rosto. Linda. O cabelo da cor do por do sol, a pele translúcida, os lábios cheios e apetitosos. E ficaste encantadora ao corar. Não imaginas como te destacavas naquela sala cheia de miúdos irritantes. Enquanto as outras faziam comentários sobre o meu aspecto físico tu nada disseste, ficavas na tua a fazer os exercícios. Confesso que queria que tivesses dito algo sobre mim, que mostrasses que me notavas. – suspirou, acariciou a minha mão e continuou como se para ele fosse impossível para até ter dito tudo – Mas havia algo misterioso em ti. Algo no teu olhar, o teu brilho especial. Quando sorriste Nikka… - suspirou e um ligeiro sorriso brotou nos seus lábios – Quando sorriste eu fiquei hipnotizado. Pelo som, pelo sorriso perfeito e pelas lindas covinhas… Tinha a ideia que serias uma menina mimada e a quem fora habituada a ter todos os seus desejos realizados, pois eras perfeita, uma princesa. Mas quando mencionaram o nome da tua família mostras-te ser uma tigresa. A gatinha soltou as garras e transformou-se num feros tigre. Tinhas porte, orgulho. E quando tive que interferir e toquei a tua pele, mesmo que por segundos… - Ergueu a sua mão branca para tocar o meu rosto, mas com um suspiro voltou a segurar a minha mão – Deves ter sentido o mesmo. Nunca senti aquilo! Depois apesar de poderes não ser castigada levantas-te o queixo numa atitude real e preferiste ser a culpada do que dares o gosto de mostrares as tuas fraquezas… Depois com o teu sorriso maroto vieste pedir desculpa por seres obrigada. Eu queria naquele momento saber tudo sobre ti. Foi assustador…
Ficamos em silêncio por alguns minutos. Tive que assimilar aquela informação. Era aquela a visão que ele teve de mim? As palavras dele martelavam na minha cabeça junto com pensamentos que não importava o que ele era, apenas o que sentíamos um pelo outro. Mas aí as imagens da boca dele com sangue apareciam…
- O teu cheiro era soberbo. Não me lembro de outro aroma tão apelativo. Eu desejava-te. Desejava o teu sangue, e o teu corpo. – na sua voz notavas se emoções ternas e cheias de paixão e dor – Nunca me senti assim. Quando isso acontecia, quando desejava alguma humana ou pelo seu sangue ou pelo seu corpo, acabava com a história numa única noite. Mas nada se tinha passado á escala do que senti por ti. Não podia matar-te. Não podia privar o mundo de alguém como tu. Os dias passavam e dava por mim a escutar as tuas conversas, saber os teus gostos, conhecer a tua personalidade, decorar as tuas pequenas acções. Tudo corria bem pois não tínhamos contacto. Comecei a sentir algo novo. Uma coisa que nunca senti, nem era capaz de reconhecer. Apenas sabia que girava em torno de ti. Dava por mim a pensar em ti, e tinha que me controlar para não atacar as crianças que sentiam algo por ti. E adorava implicar contigo. Ver-te envergonhada, ou irritada… Mas tudo piorou no baile…
As imagens do beijo atravessaram logo a minha mente. O seu olhar, o seu toque, a sua voz…
- Estavas linda, perfeita como sempre. Não podia deixar de te querer levar embora, longe daqueles olhares e ficar só contigo. Queria fazer mil coisas contigo… - eu tremi sentindo-me quente com as suas palavras – Mas era normal ficares com outros miúdos… Mesmo assim quando estavas com aquele miúdo… Sabia que algo se passava entre ti e ele. Tinha visto o bilhete… - senti ele apertar um pouco as minhas mãos e o seu maxilar ficar tenso – Decidi não intervir. Não resultou. – rugiu baixinho – No baile, Encontrei-te naquele miradouro… Não pode evitar… Não conseguia tirar-te da cabeça, e pensei que se provasse depois poderia seguir em frente. Estava farto de lutar contra. – os seus olhos soltaram faíscas ao lembrar-se – Enquanto dançávamos, senti-me a tremer de desejo de ânsia. Aquele gesto simbólico, nada de mais, pois não via mais nada do que a tua sedosa pele e os teus lábios apetitosos, Sentir o teu corpo no meu…. Mas aquilo tornou-se a coisa mais erótica e despertadora de desejos que já tinha tido… Não resiste. – baixou a cabeça tomou fôlego e depois olhou-me para continuar. Sabia que admitir aquilo tudo era difícil para ele – Beijei-te. E não me arrependi. Senti magia. Senti medo. Senti que estava num mundo paralelo a este. Aquilo assustou-me muito. Queria repetir, mas não podia. A minha natureza podia revelar-se… Não imaginas as horas que passei a lembrar o teu toque e o sabor dos teus lábios… - gemeu de dor.
Fechei os olhos pois lembrava-me exactamente da mesma dor.



- Depois tentei manter-me afastado, mas não podia deixar de te observar. E tu passas-te a ignora-me. Era de doidos. Tentei de tudo para que me notasses. Implicava contigo, mas simplesmente tratavas-me com indiferença… Depois todos falavam de um namoro entre ti e aquele pivete… Fiquei enraivecido. Só queria mata-lo. Tentei acalmar-me e depois tomei a atitude de um professor. Sentia uma onda de possessão e talvez… ciúme? Não podia ser, pois eu nunca tive ciúme. Mas ali estava eu a roer-me por dentro de não estar no lugar do humano e pela primeira vez desejei não ser o que sou. Ali quis ser humano. – admitiu como se fosse uma fraqueza imperdoável, um sentimento sujo. – Queria ser humano, para poder envolver-me numa luta com o miúdo, numa luta onde podia dar liberdade ao meu ódio e não estivesse em vantagem. Mas eu seria capaz de mata-lo em milésimos de segundos… - arrepiei-me ao vê-lo falar de morte tão calmamente como se falássemos do tempo em geral. Uma parte de mim não queria ouvir aquilo, outra parte era incapaz de o mandar parar – Queria ser humano para te agarrar e beijar á minha vontade, para ter direito a tocar em ti sem segredos…Até que percebi que não podia continuar a viver aqui pois acabaria por me render e fazer o que mais queria. Ficar contigo… Então, iria embora. Não minto. Eu pensaria em observar-te á distancia. Iria dar um tempo e depois, sem interferir na tua vida iria observar-te. Só iria embora quando encontrasses alguém. Teria que partir aí, ou iria acabar por matar esse homem. Merecias ser feliz. Pela primeira vez pensei em alguém alem de mim. Fui altruísta, coloquei-te em primeiro lugar. Nunca tinha feito isso… Mas – continuou – Fui um fraco pois quando chegaste a minha casa não consegui ficar longe. As tuas palavras batiam forte. Queria-te e tomei-te. Apesar de saber o que mais cedo ou mais tarde ia acontecer ignorei, pois não podia lutar para ficar longe… Até que tudo nos levou aqui…
Fiquei em silêncio, sentia-o a acariciar a minha mão. Mas nada podia dizer. Não conseguia pensar.
- Nikka… Para um vampiro – estremeci á palavra. – Sentir amor ou algo tão profundo é impossível. É fisicamente impossível para nós. No entanto eu senti. Senti Nikka! E foi belo, aterrorizante. Maravilhoso, insuportável. Tornas-te o impossível na maior verdade da minha existência – segurou mais forte as minhas mãos e olhava-me como se tentasse ver a minha alma – Desejo-te como nunca desejei nada. Desejo que me ames, que me faças viver momentos como os que partilhamos, que pelo menos sintas uma milésima do que sinto por ti, pois aí serei completo… Daria a minha imortalidade pelo teu coração Nikka.
Eu não aguentaria ouvir mais. Levei a minha mão aos lábios dele fazendo-o parar de dizer aquelas palavras que iam directas para o meu coração e ficavam lá alojadas. Criando desordem e caos. Alegria e dor.
- Não… - pedi.
- Mas…
- Agora não… - olhei-o implorante – Preciso de tempo para pensar…
- Mas diz-me se tens medo de mim de Nikka… - olhou-me atormentado – Eu sei o que viste, mas eu nuca te magoaria… Estarás sempre a salvo comigo…
- Eu sei… - e aquela verdade saiu da minha alma. – Eu sei…
- Obrigado… - beijou as minhas mãos como se fosse um objecto de culto, de amor incondicional.
Eu queria aquele amor incondicional…
- Não terei mais segredos para ti. Nunca mais… Não me tires da tua vida… - implorou.
- Alexander – o nome deve provocava sensações no meu estômago – Não posso prometer que ficarei contigo, mas prometo que a minha amizade terás…
- A amizade não basta! – olhou-me zangado – Não quero isso! Quero-te a ti!
- É o que posso oferecer agora… - retorqui.
- Posso dar-te tudo Nikka! Pede que eu dou-te. Tudo! Posso dar-te o mundo, posso fazer tudo o que quiseres. Mas ama-me! Por favor, ama-me! – pediu desesperado e fez com que fechasse os olhos. Era insuportável – Eu sei que agora, não me amas e que neste momento te pareço um monstro. Estás certa. Não tenho misericórdia nem compaixão. Mato e usufruo disso… - estremeci com medo – Mas nunca te magoaria! Preferi morrer do que te magoar. És tudo para mim! Eu não sei grande coisa, mas posso ensinar-te a amares-me. Nem que seja só um bocadinho do que sinto por ti. Por favor, tenta!
Não respondi. Ele acariciou o meu rosto fazendo-me desejar ter os seus lábios nos meus. Mas não iria permitir que isso acontecesse.
- Nikka, só um vampiro te pode amar para sempre. E eu vou. – apertou levemente o meu rosto – Pode ser uma maldição, mas durante cada segundo da minha existência, apenas tu terás importância. Estou completamente apaixonado e irremediavelmente perdido de amor por ti. Não posso explicar em palavras o quanto te amo.
Ele esperou, mas não disse nada. E quando abri os olhos, vi a esperança morrer nos dele.
- Eu sempre tive tudo aquilo que queria! Mas, tudo bem… Mas não vou desistir… Vou dar-te o teu espaço, mas nuca vou parar de tentar ficar contigo. Não posso…
Eu suspirei cansada. Aquilo era demais para apenas uma adolescente rebelde como eu.
- Também não te preocupes que não contarei a ninguém…
- Isso não me incomoda. – afirmou.
- Pois… - tentei sorrir torto – Achariam que estaria louca. Quer dizer… Mais que o habitual…
Ele adorou ver-me esboçar um sorriso. Mesmo que fosse um sorriso torto. Vi esperança renascer no olhar dele. Será que eu poderia responder a essa esperança?
- Não tens nenhuma curiosidade? Tu que és fãs de vampiros… - brincou ainda ajoelhado á minha frente.
- Isso era antes de saber que eles realmente existem… - fiz um esgar – E que brincavas que eras um vampiro!
- Sim. – concordou – Queria tentar descobrir como reagirias.
- És…- senti um no na garganta. - imortal?
Avaliou o meu rosto e depois respondeu.
- Sou Nikka.
- Tens a aparência de 26, mas és… mais velho certo?
- Sim… - ele parecia incomodado de falar sobre isso.
- Quando… Bem… Á quanto tempo te tornas-te vampiro?
Ele fez uma careta. Avaliou o meu rosto.
- Não quero que isso te choque ou te faça ficar com nojo, ou…
- Quero saber. – insisti. A curiosidade já borbulhava em mim.
Teria 100 anos?
Isso era assustador e petrificante!
- Nikka… Eu temo que isso…
- Alexander – cortei-o – Vais esconder coisas de mim novamente? Vais mentir-me?
- Não… - murmurou. – Prometi que não te escondia mais nada…
- Responde. – exigi.
Ele desviou o olhar do meu, suspirou.. Voltou-me a encarar atento a qualquer atitude minha. Numa tentativa de leitura corporal.
- Renasci em 3500 A.C.
Fiquei sem reacção. Pisquei montes de vezes, e olhei-o.
- Como? - perguntei chocada.
- Sou imortal há 5510 anos.
Engoli em seco e não conseguia deixar de o olhar assustada.
Não podia ser. Era impossível. Aquilo ia contra tudo o que aprendi.
- Eu sabia que irias ficar assim…
Respirei lentamente para tentar superar o choque. Não estava a ter lá muito sucesso.
- Jesus Cristo! – exclamei – Isto é…
- Por acaso não conheci o vosso Jesus. Perdi a oportunidade… - tentou aliviar o ambiente.
Eu olhei-o ainda mais chocada.
Ele era mais velho que Jesus! Viveu antes de Cristo! OMG!
Eu sentia-me imatura ao lado dele, por ele ter 26 anos e eu 17. Afinal ele tem 5510.
- Wow. Demasiada informação… Não quero saber mais por hoje…
- Nikka…
- Alexander dá-me tempo. – Pedi séria – Quando estiver pronta eu procuro-te. – Prometi.
Ele assentiu, beijou a minha testa e saiu pela janela.
Deitei-me na cama e olhei para o teto.
Não era possível aquilo acontecer.
Agora eu sabia o ponto de vista de Alexander. Eu queria acreditar no amor dele.
Quantas vezes eu desejei que ele me amasse?
Mas não era assim!
Ele não podia ser um assassino! Sabia que nunca me magoaria, mas…
Magoava outros e eu não estava bem com isso. Não tolerava isso.
Talvez, nem sempre o amor fosse suficiente, como costumava acreditar.

Então? O-o
^ Este capitulo é importante. Sabemos o que pensava Alex ^
Desculpem se não está muito bom, mas é que estou doente… Só espero que tenha transmitido as emoções fortes do Alex…
Ontem de tarde fiquei na cama e hoje não fui ás aulas, mas como tinha prometido a umas leitoras queridas, tinha que postar alguma coisa… Por isso se escapar algum erro ou não gostarem do capitulo, desculpem… Mas avissem! :S
Realmente não estou muito bem, hoje…
Espero pela vossa reacção! :*
O próximo capitulo é na segunda, excepto se as aspirinas e os remédios não fizerem efeito! :P
Agora vou é dormir um pouco, porque de tarde tenho k estudar para o teste de amanha! :P E não posso baixar a nota! :P
Portem-se bem! Ou não… ;)
Beijos, e já sabem… COMENTEM! ;)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Realidade

Novo capitulo!
Estou nervosa á espera da vossa reacção! :S
Este capitulo é muito importante! ;)
Divirtam-se! :P

P.S-) Se as musicas acabarem mais cedo, ponham-nas de novo! :P





Corri rápido, não liguei para as pequenas gotas de chuva que molhavam a minha pele.
Quando virei a esquina vi um vulto grande debruçado sobre a mulher que lentamente parou de se debater. Depois vi o corpo cair ao chão quando o assassino a largou.
O corpo começou a arder em chamas.
Estava mortificada, pois nada fazia sentido. E eu feita parva ficava ali, a olhar para um assassino, quando deveria era correr.
Então ouve um relâmpago.
Parei de respirar. Eu conhecia aquelas formas em qualquer parte.
Ofeguei. Não podia ser!
O vulto começou a voltar-se como se fosse em câmara lenta. Antes de os olhos dele focarem os meus, e a cor inconfundível ter sido iluminada por um forte relâmpago, já sabia quem era.
Gritei e a luz de um novo trovão bateu no rosto dele. Tinha sangue a escorrer pelos lábios.
Comecei a dar passos para traz. Mortificada e em negação.
- Nikka… - disse hesitante estendendo uma mão para mim.
Virei costas e corri com todas as minhas forças. O coração a bater muito forte, a cabeça a doer os músculos a reclamar. O medo, o desespero, e a negação em cada partícula do meu corpo.
Parei bruscamente quando o vi na minha frente. Não sabia como foi parar ali, mas gritei de medo.
Ofegante corri para outro lado, mas ele agarrou os meus braços imobilizando-me. Debati-me o máximo que pude.
- SOLTA-ME! – gritei dando-lhe socos.
- Pará Nikka! – pediu enquanto me segurava mais forte – Não te vou fazer mal!
- POR FAVOR LARGA-ME!
As lágrimas já se misturavam às grosas pingas da chuva e eu sentia-me desesperada. Parecia um pesadelo. Tinha que acordar, eu tinha que acordar! Não podia ser!
- Olha para mim, por favor! – implorou cheio de dor e eu debati-me mais nos seus braços enquanto gritava aterrorizada.
- Nikka! – segurou o meu rosto fazendo-me encara-lo.
Eu chorava ao mesmo tempo que tentava fugir. O seu rosto já não tinha sangue, mas aquela imagem não saia da minha mente. Tremia descontrolada, aterrada.
Soquei mais o seu peito e gritei por socorro.
Ele tampou a minha boca com a sua mão que um dia eu deixei afagar o meu rosto. Que um dia me confortara.
- Nikka, não te vou magoar. Nunca! – ele estava assustado também, mas eu era quem tinha o direito de estar assim - Se vierem aqui ver o que se passa, terei que mata-los.
Gelei de medo. Olhei-o mais assustada. Isto era um pesadelo! Quero acordar agora!
Estava aterrorizada e paralisada pelo medo e pela dor.
- Posso tirar a mão que não gritas?
Acenei afirmativamente.
Ele olhou-me cheio de dor e deslizou a mão pelos meus lábios.
Estava livre para gritar, mas não o fiz. Podia atrair pessoas. Não queria que ninguém morresse. Se fosse esse o meu destino, não queria ninguém a acompanhar-me.
- Nikka… - começou.
Eu fechei os olhos com uma dor insuportável. Ouvir aquela voz, aquele sussurro era de mais para mim. Era demasiado doloroso, demasiado penoso. As imagens dos momentos anteriores não abandonavam a minha mente.
Porque isto estava a acontecer comigo?
Não conseguia parar de derramar as lágrimas tal era a dor que corrompia a minha alma.
- Larga-me – gemi com dor. – Deixa-me ir. Imploro-te…
- Não posso deixar-te ir assim… Eu levo-te a casa…
- Não.
- Onde está a chave do teu carro? – perguntou num sussurro – Ou alguém te trouxe?
- O meu carro está na rua á frente. Deixa-me ir sozinha… por favor… - sussurrei ainda de olhos fechados enquanto ele segurava os meus braços.
Ele levantou-me e aconchegou-me nos seus braços, como se fosse uma criança que tivesse magoado o tornozelo e não conseguisse andar, ou como se fosse uma noiva a ser carregada pelo seu noivo. Debati-me para ele me pousar no chão, mas não resultou.
Ele segurou a minha cabeça contra o seu peito para abafar os meus protestos. Fiquei sem fôlego e paralisada. Acabei por me render. Não adiantaria lutar contra quem era infinitamente maior.



Então apercebi-me de uma coisa que antes nunca tinha ligado. Que estava demasiado distraída com outras coisas. Eu, não ouvia nada. Apenas o som do ar nos seus pulmões. Não havia batimento cardíaco. Um corpo que se movia sem ser coordenado pelos movimentos do coração.
Era um morto-vivo que me carregava nos braços.
Tinha sido um morto-vivo por quem me apaixonei.
Fora um morto-vivo que levei para conhecer a minha família.
Fora um assassino que me beijava.
Era mais uma evidência para aquilo que a minha mente queria recusar.
O meu corpo paralisou. Não protestei mais. A minha mente abandonou o meu corpo e divagava longe. Era como se fosse um cadáver nos braços dele.
Divagava pelos momentos que passamos juntos. As evidências estavam lá. A piada sobre vampiros. Ele na brincadeira até dissera que era um! E eu ficava de olhos fechados!
A beleza aborda e irreal dele. E a imagem daquele sumo de melancia passou pela minha mente. Era o sabor de sangue. Agora eu lembrava do sabor. A dieta constante dele! E ele comera na minha frente! E ainda existia a história do sol. Seria isso que ele me iria contar na tal conversa que ele sempre adiava? O que ele queria de mim? Rondar-me para depois poder fincar os dentes em mim?
Mas era impossível certo?
Não existe… Não pode…
Estava em negação. Era tudo uma estúpida brincadeira. A qualquer momento ele iria começar a rir e dizer que era muito fácil de enganar… certo?
Era só mais uma piada parva e com humor negro típica dele. Tinha que ser.
Estava tão longe do meu corpo que só reparei que estava no meu carro quando senti as mãos quentes dele erguer o meu queixo na sua direcção.
- Nikka…
Eu encolhi-me para longe dele. Foi uma reacção automática. Instantânea. E que pelo seu olhar o magoou profundamente.
- Ao menos tira o casaco. Deves estar gelada. Não quero que fiques doente…
Não me movi. Fiquei a fitar a estrada apenas. Ainda não tínhamos saído da rua onde tinha estacionado. O carro nem estava ligado. A chuva ainda caia lá fora. Tudo parecia normal.
Para todos, excepto para mim.
Ele aproximou-se de mim e ignorando a minha reacção de fuga ao seu toque tirou o meu caso e colocou-me o sinto.
Segundos depois tinha o seu sobretudo preto sobre mim. Estava quente e com o seu cheiro inebriante.
Atirei-o para longe. Não queria aquilo perto de mim. Não queria aquele cheiro, aquele calor acolhedor que me faziam lembrar dele e me cortava a alma.
Ele suspirou, ligou o carro e partiu daquela rua, á qual eu nunca mais queria voltar.
Aproximei-me o máximo da janela e encostei a cabeça ao vidro, á espera de acordar a qualquer momento. Mas no fundo do meu ser sabia que não aconteceria nunca. Era a realidade. Dura, fria e crua.
A realidade a que pertencia.
- Nikka… Não tenhas medo de mim por favor… - ignorei-o. A ele e á dor notável na sua voz – Estás a salvo comigo… Sou a ultima pessoa que devias temer.
Como não obteve resposta suspirou.
Fez-se silencio. Mas ele parecia ter uma necessidade bizarra de querer ter um diálogo quando nada havia a ser dito.
- Diz alguma coisa! Preferia os socos do que o teu silencio! Isso dá cabo de mim!
Ignorei-o novamente. Estava numa realidade paralela onde a dor reinava. Só existia a dor da traição, da mentira.
- Nikka! – disse exasperado – Não me faças isto!
- O que és Alexander? – sussurrei enquanto virava o rosto para ele.
Ele olhava a estrada á sua frente enquanto o seu rosto estava sério e vi a sua maça de adão mover-se tensamente.
- Necessitas mesmo que diga? – perguntou ainda sem me olhar. – Não me digas que ainda não descobris-te. – ironizou.
- Não. – voltei a olhar pela minha janela – Na verdade não preciso que o digas. Sei exactamente a verdade. Mas quero que dos teus lábios, os quais beijei e que sugam vidas, admitam que és um monstro.
- Tudo bem. – não vi a sua expressão, mas a sua voz era cansada – Sou um vampiro.
Estremeci.
Era muito pior ouvir a sua melodiosa voz, que amava, admitir aquilo.
- Não me queres fazer nenhuma pergunta?
- Não.
- Então o que queres, Nikka?
- Que te mantenhas longe de mim.
Não o olhei. Não queria. Fechei os olhos e continuei com a cabeça encostada á janela.
- Nunca quis que soubesses. Não desta maneira. Não nestas circunstâncias. Nunca devias ter visto aquilo.
Nunca mais disse-mos nada.
Quando chegamos em frente a minha casa, horas, minutos ou dias depois. Não tinha certeza. Até podiam ter passados anos. Saí do meu carro e lentamente fui para a porta de entrada da minha casa.
- Por favor não me deixes. – os seus braços abraçaram-me por trás enquanto o ouvi implorar. – Por favor Nikka! Perder-te vai contra todas as regras básicas da minha sobrevivência!
Perde-lo também me estava a destruir. Perde-lo também ia contra todas as regras básicas da minha sobrevivência.
Não me movi. Fechei os olhos, respirei fundo, ganhei força e depois livrei-me do seu abraço.
Baixei-me para tirar a chave que estava escondida num vaso de flores e abri a porta. Voltei a tirar a chave e entrei.
Olhei para ele com uma mascara de indiferença no meu rosto. Alexander estava á minha porta com o olhar atormentado e o rosto a transbordar de desespero. Emoções essas que borbulhavam no meu interior, mas que estavam disfarçadas.
- Eu amo-te. – uma lágrima de sangue caiu pelo seu rosto perfeito.
Bati rápido a porta, fechei-a atrapalhada e corri para o meu quarto.
Tremia descontrolada. As imagens não abandonavam a minha mente. Corri para a casa de banho, debrucei-me sobre o vaso sanitário e vomitei. A pouca comida que tinha no estômago revoltou-se e saiu.
As náuseas eram demasiadas. Tinha sido tudo uma grande mentira.
Todo o meu mundo tinha sido abalado. A realidade a que pertencia, tudo o que tinha lógica e sentido, deixara de existir.
Tinha-me apaixonado por… um mostro sanguinário. Um assassino.
Eu mesmo tinha presenciado, vi com os meus próprios olhos.
Já não me bastava ter-me apaixonado pelo meu professor. Afinal ele era um vampiro.
Afinal vampiros não são uma boa coisa. São óptimos nos livros. Não na realidade em que estamos inseridos.
Ali, ao velo alimentar-se, sabia que todas as minhas crenças, e todos os meus valores foram abalados.
Alexander tinha vindo para a minha vida, para a transformar completamente.
E já não acreditava que era para melhor.
Tirei a minha roupa e fui para debaixo do chuveiro. A água quente a cair na minha pele, aquecendo-a, mas não a levar a dor embora. A dor continuava lá. Sempre lá.
Assim como o rosto perfeito, o sorriso deslumbrante do seu causador.
Ainda sentia os lábios dele nos meus, ainda recordava o seu toque quente e suave.
E ele… tinha dito que me amava…
Foi um momento que sempre ansiei. Mas não era assim que queria.
Não quando descobrira aquilo.
E a dúvida da sua palavra estava sempre presente.
Ele não podia amar-me. Não me amava.
Ele não podia saber o que era o amor.
Ele não era… humano.


Então? O-o^^
A Nikka descobriu aquilo que já todos sabiamos! E que´só ela não queria ver...
Antes de mais quero explicar uma coisa….
Alexander não é um mártir. Ele mata e gosta disso. Não tem sentimentos humanos. Um vampiro à seria.
A única coisa que sente, que lhe preocupa é a Nikka. E nem ele sabe como foi deixar isso acontecer.
Já não é humano há MUITO tempo. Para eles os humanos são alimentos, nada mais.
Tudo aquilo que acreditava mudou quando conheceu a Nikka. (irei explicar melhor isso no próximo capitulo)
Sei que muitas pensam que Alexander é bonzinho, pois já conversei isso com elas.
Mas ele não é. Ele é mesmo o vilão.
E espero que não deixem de ler por causa disso. :S
Ele não é vegetariano.
Aqui não há disso. Eu não quero que seja igual a Twilight, pois a nossa querida Mayer faz isso na perfeição.
A única parecença com Twilight é o factor Humana/Vampiro.
Só agora é que percebemos o que ele é.
Ele só é bom para Nikka, pois ela é tudo para ele.
Afinal ele é um puro. E portanto não tem os mesmos valores que ela.
A história aborda um amor. Um amor doentio e dependente. Da parte dos dois. Um amor que não é lógico e destrói.
Do quanto Nikka é capaz de abdicar por ele. Do quanto é capaz de aceitar para ficar com ele. Ou se chega a um ponto que não pode mais.
E o quanto Alex aprende a amar. Pois ele ama mais profundamente que os humanos. E será que daria tudo pela Nikka?
Será que mudaria por ela?
Vai ser uma caminhada, onde nem eu sei como vai acabar.
Quero com esta história mostrar o lado bom do amor. O lado altruísta e bondosso, mas também o lado egoísta e desesperador.
^^
Sei que não queria que ele fosse “mauzinho” mas ele é. É um vampiro “á moda antiga”.
Espero que gostem á mesma, pois pretendo não desiludir! ;)
Eu não quero personagens heróicas. Eles têm os seus defeitos como todos nós. E tentam superar para encontrarem uma linha de equilíbrio.
Todos temos más atitudes, não somos santos nenhuns e certamente eles também não.
Quem aqui nunca fez nada que se arrependesse? Ou magoa os outros sem querer? Quem nunca foi magoado?
E certamente existe muitos que nos desiludem, mas mesmo assim continuamos a gostar deles e a perdoar sempre. Isso acontece muitas vezes entre amigos.
:D
Agora comentem muito! ;) Para saber a vossa opinião! :P
Já sabem… Parte preferida ect,ect…
P.S_) Mais uma vez Evanescence…. Amo! O-o
O próximo capitulo vem na sexta e será muito importante!
;)
Beijos grandes e obrigada por tudo! ;)
Tem valido a pena escrever só pelo facto de voz conhecer! ;)
Beijos, e já sabem…. COMENTEM! ;)
^^ Esta frase já chateia! ;) ^^
Desculpem o testamento! :P Mas era importante falar disto! :)