segunda-feira, 14 de junho de 2010

Aviso!

Aviso!

Antes de mais, espero que não me matem…
Por FAVOR!

Bem… (medo da vossa reacção… :S)

Não irei postar nunca mais “Amor & Sangue à Meia-Noite”.
Vamos às explicações…

Estou a brincar :P – uma tentativa parva de até a mim me fazer rir.
Agora a sério…
Na sexta não vou poder MESMO postar o capítulo. Espero que me perdoem (por favor? )
Mas ando que nem louca para estudar para matemática. E querem saber a melhor?
Não está a adiantar porra nenhuma! :O
Estudo muito (quando digo muito, refiro-me a levantar-me por volta das 7 e começar a estudar ás 7 e 30. Pausas de 10 minutos para o almoço, lanche e jantar. Depois deito-me á 1 da manha, meia noite… Conforme calha.). Como devem imaginar, alguns dias nesta rotina, está a deixar-me louca. Mesmo!
Sei que não devia estudar tantas horas seguidas, mas eu não ando a perceber nada daquilo. Se com este tempo todo não percebo, imaginem se não estudasse. No final do dia, vou ver e parece que já nem sei nada. ( E só de pensar que até o 10 ano era aluna de 5!Meu Deus!)
O que me “acalma” é que faço o exame na segunda-feira e pronto. Acabou a conversa. Se vir que correu mal, estudo muito mais para a segunda fase. – isto é o que tento dizer a mim mesma constantemente.
Eu juro que queria fazer logo á primeira. Estou completamente nervosa. Tenho pesadelos e sabem aquela coisa na garganta que não deixa passar nem uma migalha? É isso.
O que me irrita profundamente é que tenho uma boa média. Ao contrário de muitos não tenho que me preocupar se a minha média vai chegar e essas coisas. Só tenho que me preocupar em fazer a porcaria da matemática.
Só peço 9.5! Por favor!
E se eu não conseguir?
Um ano da minha vida que vai pelo esgoto.
Sinto que estou a desiludir toda a gente.
Os meus pais, principalmente. ( E agora a vocês, por não conseguir postar nada na sexta. A sério. Desculpem. Não queria falhar-vos. Não queria… Porra, não queria que nada disto acontecesse. Sinto-me uma porcaria por vos estar a falhar.)
A minha mãe está sempre a dizer “ Claro que vais conseguir! E vai ser logo á primeira. Calma. Tudo vai correr bem. E se não é á primeira, vais ver que é á segunda. Não estou a ver alguém que estude mais que tu! Se tu não consegues, quem vai conseguir?”.
Mas eu sei perfeitamente que não vou conseguir. Parece que me vejo mesmo a ir ver a pauta e tirar uma nota péssima. E na segunda fase igual. E depois de tanto esforço, de tanto estudo e tantas abdicações…

E depois ponho-me a pensar “ E se nem para o ano consigo?”.
É de loucos. Estou num estado tal, que dou comigo a chorar até a tomar banho!
Não fazem ideia como me sinto impotente. Quero “meter as coisas na cabeça” e nada!
E eu nunca tive esse género de problemas. Sempre fui boa aluna.
Nunca fui muito “bem comportada nas aulas” (é mais divertido falar. Mas nada de mais.). Raramente passo as coisas para o caderno. Apenas quando é uma matéria que gosto, fico atenta. Mas (mesmo estudando nas vésperas, 1 ou 2 horas – e a ultima foi que não li sequer os resumos, e por estar doente faltei á maioria das aulas, fui fazer o teste e por cultura geral tirei 15. Enquanto que pessoal que estudou dias, tiraram nota baixa e até nega) tirava sempre boa nota. Não é estar a gabar ou algo do género, pois sou uma burra do pior. Não meto a matemática na puta da cabeça. É que só me pode ter parado o cérebro, mesmo.

(Desculpem o baixo calão. Mas é um desabafo.)

E agora as coisas não estão a funcionar bem assim. E por mais que tente, bloqueei.
Eu só não queria ter que chegar perto da minha mãe e dizer “é… Não passei mãe. Tenho que ficar mais um ano. E também não sei se serei capaz de fazer nem daqui a 20 anos.”
E se nunca conseguir entra para a Universidade?
:O
Não quero ver que mesmo com ela a acreditar em mim, eu não consiga. Não quero que o meu pai deixe de dizer que a filha é inteligente. Não quero ver alguns dos meus amigos (já que a maioria não vai para a universidade porque quer seguir outras coisas. Ou já nem tentam estudar para matemática) irem para a universidade, e eu, que até tenho melhores notas, ficar.
Já devem estar fatos de me ouvir. Eu comecei a falar e não consegui parar.
Mas a verdade é que estou mesmo a explodir. Cansada.
Cansada desta merda toda.
Cansada de tentar e não conseguir nada.
Tracei um objectivo e não estou a conseguir alcança-lo.
É revoltante, triste e deixa-me cheia de raiva.
Vejo os dias passarem e eu parece que regrido na aprendizagem.
Não consigo pensar em mais nada além “deste dilema de adolescente”. – Sim eu sei, existe problemas muito piores. Como doenças, guerra, atentados, fome… Sim eu sei disso tudo. E isso também me revolta. Mas neste momento – talvez seja egotista e criança – mas estou muito mais preocupada com isto.
Quem já teve oportunidade de falar comigo no msn ou via e-mail, sabe que sou muito, mas MUITO nervosa e stressada ( não é md? – nem as tuas técnicas de respiração dão resultado). É impossível pensar noutra coisa qualquer.
Na quarta tenho exame de português e não estudei nada. Nem um segundo.
Nunca tirei negativa a português. E já começo a pensar, que com esta onda negra que me anda a atingir, não vou conseguir fazer nada que preste lá.
Já estou mesmo a ver.
Chumbar aos dois.

Não posso mesmo escrever. Alias, pela primeira vez “não me apetece”. Não tenho motivação para escrever, não tenho tempo, não tenho vontade para pensar no que a Nikka vai fazer, no que o Alex vai dizer, ou no que o Alain vai armar. Nem mesmo tenho vontade.
Nunca deixei que os meus momentos menos bons (que toda a gente tem) interferissem no que escrevo. Alias isso não me influencia em nada. Estava cansada e não tinha muita motivação, e mesmo assim escrevi o ultimo capitulo onde tentei que fosse divertido.
Mas agora não dá.
Vou ficar a dever um capitulo esta semana.
Mas para a semana “pago as minhas dividas”. Na terça sai um capítulo. E na sexta sai novamente outro.
Espero mesmo que compreendam. Nem sabem como me sinto mal em ter que voz dizer isto e desiludir-vos. Depois de tantos elogios e palavras amigas que me disseram. Mesmo sem me conhecer de lado nenhum.
São tipo a “minha família do blog”.

E que tal no dia 21 ( na segunda) pensem positivo por mim? Preciso mesmo. Boas energias nunca são algo mau.
Podem contar que no final do dia 21 (dia negro que se aproxima), virei cá dizer como foi a merda do exame.
Talvez esteja a dar a ideia de uma pessoa neurótica, neste momento.
SINTO-ME COMO UMA!

Bem. Não vos canso mais com os meus problemas que no fundo ninguém quer saber. Cada um tem os seus.
Vamos lá ver se consigo passar esta fase e esta “prova” – literalmente na verdade… - - ´.

Beijinhos e por favor tentem entender. Não dá para pensar em escrever esta semana. Desculpem mais uma vez.

Espero que na terça, quando postar o capitulo em falha, tenho pelo menos uma alma penada a ler o que com simplicidade e agora com esforço, escrevo.

Beijos.
Ar.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

20º Capitulo Romenia

Roménia

Este capitulo vai para a Bruna. Fiquei muito comovida com o teu coment no capitulo anterior. Obrigada, Bruna. Este é para ti! :)
P.S-) O próximo é para a Marta! :P Prometido! :)

P.S2-) Drica’s claro que me lembro de ti! :) Não peças desculpa pelos testamentos. Eu adorei! :)

P.S3-) A todos os outros coments, tenho que agradecer. A minha margarida linda que me faz feliz com os seus perfeitos coments ( e que foi a primeira a ver o rosto do Alaine da Kawit), ao leitor “masculino que comenta :P Victor, a Rita Batista sempre presente, á Fatima ( não me podia esquecer dela, a Soraya que arranja sempre tempo para comentar apesar da falta de tempo e que foi enganada por uma "Telma" - depois de ter passado a tarde á espera do capitulo, á Raquel que é uma querida, a minha lobita catavita, a Marta Boo que é muito simpática, a Bruna a quem dediquei o capitulo, a M Moon de quem eu gosto muito, à Rita Cullen sempre com uma palavra amiga, a md (primeira a entra no blog :P), ao anonimo que viu o cenário da chat (brincadeira parva a daquela Telma) e a Drica’s que leu a história de novo!…. Um grande Obrigada! :)

P.S4-) Este capitulo tem uma espécie de extra. Ponto de vista de Alain! :) Espero que gostem.

P.S5-) Acho que já devem odiar os P.S’s! :D

Depois de duas horas a fazer o meu pai entender que tinha de viajar ele acabou por aceitar. A minha desculpa foi que tinha que conhecer a família de Alexander. De certa forma, era verdade…
Só quando eu lhe disse que realmente aquilo era importante para mim, ele torceu o nariz, resmungou, mas depois deixou-me ir.
Viajamos no jacto de Alex – É… ele têm um jacto.
O voou-o até correu bem. Tirando alguns histerismos da minha parte, já que nunca tinha andado de avião.
Mas as horas passaram rápido e logo em seguida, encontrava-me em frente a um castelo gigantesco.
- É aqui? – perguntei assombrada.
- Sim. – Alex conduzia um carro que tinha sido deixado na pista de aterragem para ele – Gostas?
- É… assustador… E belo.
Aquilo era uma construção imponente. Grandiosa. Digna de povos passados. Com torres altas e sombrias. Digno de filmes de terror. Talvez ficasse assim um pouco assustada por ser de noite.
Aquelas florestas e jardins que rodeavam o castelo de Alexander, deviam ser lindas quando o sol brilhasse. O que não deveria acontecer muito por aqueles lados.
Senti-me num filme antigo, quando os portões se abriram e Alex entrou com o carro.
Havia bastante movimento por lá. Homens e mulheres, atentos, vigiavam tudo e todos.
Mas aí percebi. Não eram humanos. Mas sim vampiros.
- Aqui só existe vampiros, Alex? - tentei não ter medo.
- Não. Também temos os alimentadores. – olhou-me de lado - Ficas-te com medo? Arrependida?
- Não… Mais ao menos… Tipo assim… Não me vão confundir com esses tais alimentadores, certo? – perguntei apreensiva.
- Nunca. Todos sabem que vens comigo. Sabem que se te tocarem será o fim deles.
- Também não exageres… Não é como se fossem atacar assim sem mais nem menos!
- Nikka. Estás no meio de vampiros. – olhou-me sério - Não de pessoas simpáticas. É melhor perceberes isso.
Acho que o facto de namorar Alex, e ele ser amoroso e carinhoso para mim (a maioria das vezes) levava-me a pensar que todos seriam assim.
Ele pegou na minha mão e beijou com a devoção que me fazia ama-lo ainda mais.



- Nikka, teres vindo comigo significa muito. Significa que já começas a libertar-te. – olhou para a frente enquanto continuava de mão dada comigo – Por causa da tua mãe não confiavas em ninguém. Obrigado por confiares em mim, meu amor.
Apertei a sua mão quente, enquanto os nossos dedos estavam entrelaçados. Não disse nada. Ele sabia que confiava nele. E primeiro de tudo, eu sentia-me bem em confiar nele. No meu vampiro.
- Nikka, tens que parar de pensar que amor, perda e dor é tudo parte do mesmo sentimento. Não te vais ver livre de mim. – disse assim que parou o carro em frente a uma grande porta de ferro, para depois tomar os meus lábios num beijo apaixonado.
- Olá! – Alguém abriu a porta do carro do meu lado, fazendo-me saltar de susto e separar os lábios dos de Alex para ver quem era.
Uma cabeça loira apareceu, junto com um sorriso entusiasmado.
No segundo seguinte o tal loiro irritante – conhecido por Alain – levou um murro na cara que o fez ir cair a uns bons 30 metros de distância.
Alex nada disse, simplesmente voltou-me a beijar e – presumo que através da sua mente – voltou a fechar a porta.
- Alex? – afastei os meus lábios – Não era necessário seres assim para o Alain.
- CONCORDO! – alguém gritou ao longe. Alain.
- Ele supera. – deu-me um beijo rápido para depois sair e abrir a minha porta.
Quando sai, ainda fiquei mais abismada com a construção imponente à minha frente. Sentia-me uma verdadeira formiga comparada aquela imensidão.
- Bem vinda ao meu mundo Nikka. – os braços de Alex envolveram a minha barriga e senti o seu corpo quente e duro colado as minhas costas.
Ficamos em silêncio, a sentir-mos um ao outro. Sentia a respiração quente de Alex no meu pescoço, pois ele tinha a cabeça apoiada no meu ombro. Fiquei arrepiada.
- E ao meu mundo também! – Alain apoiou a mão no meu outro ombro e encarou o castelo com um sorriso no rosto.
- Alex! – foi tarde de mais. Os meus reflexos nunca que podiam competir com os dos puros.
Alexander simplesmente se tinha enervado e agarrou a mão de Alain e torceu o pulso de Alain. Literalmente! Ouvi os ossos partirem.
- AIIIIIIIII! – Assustada vi o vampiro cair no chão e agarrar-se ao pulso, a gemer de dores!
- Alex! – nem acreditei que ele fez aquilo! E ele simplesmente rolou os olhos enquanto Alain se contorcia no chão – Alain, estás bem? – tentei ajoelhar-me ao lado dele, mas Alex segurou o meu braço de maneira a impedir-me.
Alain olhou-me com a cara contorcida de dores, em agonia. Os seus olhos pediam-me socorro!
Tentei soltar o meu braço para o poder ajudar.
- Alain. – Alex, simplesmente o olhou.
- Esta bem… - não acreditei quando o vi levantar-se e sacodir a roupa como se nada fosse – Hoje em dia, já não se pode ter carinho…
- Ah! – olhei-o indignada enquanto via que o seu pulso estava como se Alex não o tivesse relado. Literalmente! – Estavas a fingir!
Ele riu e deu de ombros. Depois sorriu e entrou no castelo enquanto acenava para nos chamar.
- Acho que começo a perceber porque o achas irritante. – olhei para Alexander.
- Não digas! – ironizou Alex.
Deu-me a mão e entramos no castelo.
Fiquei abismada. Aquilo parecia saído de um filme. A decoração, em tons de dourado, vermelho e preto. A sala enorme com candeeiros antigos.
Aquilo era maior que um campo de futebol. E era tipo o al de entrada…
Tinha uma grande escadaria em frente, que depois se dividia em duas e levava a outras portas.
- Vou perder-me aqui… - ri de nervoso. – Quantos pisos isto tem?
- Este castelo tem 15 andares! – disse Alain.
- Alain. – Alexander esta a ficar verdadeiramente irritado – Quando precisar que fales por mim eu digo. O que nunca ira acontecer.
- Desculpe rei. – Ao contrário do que poderia imaginar, Alain não mencionou a palavra “Rei” com ironia. Foi humilde e estava arrependido.
- Então o Rei dissídio aparecer… - uma voz suave disse. – Perguntava-me se seria neste século…
A primeira pessoa que me veio à mente foi Kawit. Aquele tom de ironia poderia ser dela, pensei.
Mas não era.
Quando olhei para o cimo das escadas, percebi que à minha frente estava Julianne. Aquela que eu achei ter um poder bestial.
Ela descia imponente as escadas. Era uma mulher belíssima. Uma mulher que deveria ter uns 30 anos. Humanos, digo. Pois lembro-me de Alex ter mencionado que tinha sido transformada por volta dos 1500. Portanto já tinha alguns séculos…
Não vestia nenhum vestido, ou sai de forma a realçar o corpo alto e chamativo. Não. Ela trazia calças de couro preto, que poderia jurar que foram feitas para ela. Para realçar as curvas do seu corpo. Tinha uma camisola de alças brancas. Solta no corpo, mas mesmo assim dando destaque aos seus cheios seios.
- Então… - engoli em seco quando a vi parar à minha frente e girar a espada que trazia na mão, num movimento rápido e preciso, colocou-a na cintura – Esta é a Nicholaa Brown…
Senti-me mal. Ela era alta, mas não era a altura que intimidava mais. Não é como se medisse os 1.90 de Alexander. Ela deveria ter 1.80 que comparados com os meus 1.62 eram intimidadores. Mas o seu rosto sério e lindo, branco fantasmagórico com traços perfeitos, fazia-me sentir apreensiva.
E senti-me nua, quando os seus pequenos olhos negros como os de um demónio me analisavam. Perspicazes olhos que viam a minha alma. Que me viam sem mascara. A Nikka, verdadeira e nua, que nem eu mesmo sabia como era.
- Devo preocupar-me com um ataque teu durante a noite para ocupares o meu lugar?
Engoli em seco.
- N-não, senhora…
Ela sorriu e estendeu a mão para mim.
- Bem vinda ao castelo Nicholaa. – atrapalhada apertei a mão dela. – Será um honra um dia lutar ao teu lado. – ela fitou Alexander – Quando ela tiver idade para ser imortal, qual o sacrificado? – voltou a fitar os seus olhos penetrantes em mim – Até lá, poderás contar com a minha protecção.
- Eu… Não… - atrapalhada soltei a mão da dela. Respirei fundo. – Imortalidade não faz parte dos meus planos.
Todos ficaram em silencio. Alexander estava tenso, enquanto os olhos curiosos de Alain e Julianne o fitavam com perguntas mudas.
- Bem. – quebrou o silencio Julianne – Ainda bem que chegas-te, Rei. – agora o rei foi pronunciado com o formalismo que hierarquia requeria – O representante do clã Menez está a falar com Kawit, na sala do trono. Soube assim que sai da sala de treino. – Então ela tinha estado a treinar com a espada. Talvez ela não andasse sempre com aquilo… Eu espero.
- Uma aposta que Kawit está sentada no trono? – riu Alain.
- Ela não se atreveria. – disse simplesmente Alex, que segurou a minha mão.
- Pois. – reflectiu Alain – Kawit não se atreveria a sentar no trono para receber um representante do clã. Como se fosse a mais elevada na hierarquia. Mas de certeza que pensa em se sentar!
- Alain. – repreendeu Julianne – Respeita a tua criadora.
- Sim. – assentiu sério e arrependido Alain. – Tens razão.
- Vou até lá. – disse Alexander. – O clã Menez deve querer fazer um acordo. Nikka? – olhei-o e vi que estava sério a pensar nas questões dos vampiros – Ficas aqui com Alain e Julianne. Volto rápido. – deu um beijinho nos meus lábios e correu escadas acima.
Nem tive a oportunidade de reclamar. Visto que era abandonada perto de dois “meios estranhos”. Vampiros.
Sorri para eles.
Eles entreolharam olhares. Depois olhavam-me sérios, e depois sorriram perversamente e mostraram as presas.
- Parem com a brincadeira, ok? – olhei-os séria de forma a mostrar que não tinha medo. – Como se vocês fossem ter coragem de me fazer mal. Sabiam o que Alex voz fazia.
Eles simultaneamente apertaram os olhos e depois retraíram as presas.
- Valeu a tentativa. – deu de ombros Julianne.
- É… - murmurou Alain – Se bem que, Nicholaa, podias ter corrido ou gritado… Estamos a perder qualidades Julianne.
- Melhor assim. Se ela começasse a chorar Alexander ainda nos arrancava a cabeça. Literalmente Alain. – disse séria Julianne.
- Desculpem lá… Posso sempre desmaiar se quiserem…
Eles riram.
- Se ela desmaiasse, então é que estávamos em problemas! – riu Alain.

O rápido de Alexander, parecia ser 1 hora. Já que estava com aqueles vampiros à uma hora, naquela sala. Pelo menos eles tinham humor.
- O que diz um humano para o outro? – perguntou-me Jullianne.
Dei de ombros, farta de piadas sobre a lentidão, mediocrize, fraqueza e outras coisas dos humanos.
- Humanidade!
E os dois caíram em gargalhadas.
- Desculpem, mas não vejo piada nenhuma, nisso… - olhei-os.
A sério. Eles nem ligaram e riam. Talvez a personalidade de Alain tenha-se moldado à semelhança da de Julianne. Mas penso que Alain era infinitamente pior, já que Julianne meio que era encorajada por Alain. Julianne era mais contida e séria. Alain era o oposto. Acho que se passa-se muito tempo com Alain, breve estaria parvinha como ele!
Medo disso!
- O Alexander ainda vai demorar? – perguntei meia chateada. – Ele disse que era rápido…
- A reunião já deve ter acabado. O Rei demora pouco a resolver esses assuntos mais relacionados com acordos.
- Então, onde anda Alexander?
- Deve estar a falar com Kawit. – informou Julianne. – Estar receber as coordenadas da situação.



- Sozinhos?
- Acho que sim. Porque? – quis saber Alain.
- Levem a essa tal sala!
- Como queiras. – Alain começou a subir as escadas – Mas é no 15 andar. Tens muito para subir.
É. Realmente tinha muito para subir. Mas finalmente paramos em frente a uma porta com moldura em dourado. Algo me dizia que era ouro. Mas era apenas um palpite.
- Não ouço nada… - disse.
- Obvio! – revirou os olhos Alain – As paredes são impenetráveis. O som não as atravessa.
- Ok… - abri a porta e entrei, para depois escutar o som dela a fechar-se.
Uma sala imensa, estava á minha frente. Com o tecto que parecia o de uma catedral. A decoração baseava-se em tons de branco e preto, com escrituras nas paredes.
Mas não era a decoração que me importava.
O que me importava era o ser absurdamente perfeito que estava sentado num trono imponente e dourado. Exactamente como um rei deveria ser. Belo e perigoso. Forte e mortífero.
Tinha o aspecto que poderia matar, com um simples olhar.
Um sorriso estava desenhado nos seus lábios enquanto me via caminha para ele.
- Já esta a passar-me com tanta espera… - reclamei enquanto caminhava para o MEU rei!
Então ouço uma risada alta e um tanto debuxada.
Então foi aí que a vi.
Estava num canto da sala.
Kawit.
Só poderia ser ela.
A mulher que algumas vezes imaginava como era, era ainda mais bonita.
A pele escura, condizia com o cabelo tipicamente africano que envolvia o seu rosto. Os lábios que se abriam num sorriso, eram excessivamente carnudos. Os olhos quase negros como os de Julianne, olhavam-me com crueldade e humor.
Tinha os braços cruzados no peito. Aposto que era para realçar os seus grandes seios! Só para chamar a atenção. Porca!
Era alguns centímetros mais alta do que Julianne e apostaria que ficava com a altura ideal ao lado de Alexander.
Quando descruzou os braços e os colocou na cintura arredonda vi o que ela vestia.
Talvez eu estivesse a implicar - por motivos perfeitamente legítimos e que toda a gente compreenderia – mas quem se vestiria daquela maneira?
Vamos lá ver. Ela vestia uma macacão dourado, colado ao corpo. Podia perfeitamente notar o formato dos mamilos dela. E o fato era tão colado que percebia os pelos púbicos.
Badalhoca!
- A humana… - riu mais enquanto me olhava de cima abaixo.
Olhei-me também.
Ok. Eu até podia não estar vestida como a moda ditava. Mas era melhor andar com uma camisa larga e umas calças de ganga do que com aquele macacão que gritava “venham cá arranca-lo!”
Eu podia arranca-lo se ela quisesse. Junto com pele.
Odeio-a!
- É. A humana. – sorri-lhe cínica – Parece que sou famosa por estes lados.
Desta vez, fui eu que a olhei de cima abaixo e esbocei um sorriso debuxado.
Ela não precisava saber que caso Alex não estivesse presente, eu fugiria daquele olhar assassino. Mas isso também são só detalhes.
Tudo bem que ao principio me sento inferior. Mas Alex estava comigo.
Se ele tinha os olhos tapados, problema dele. Não era eu que os ia abrir!
Se fosse burra…
Alex levantou-se e veio ao meu encontro.
- Kawit, guardamos esta conversa para mais tarde. Nicholaa deve estar cansada da viagem.
Sem esperar por resposta deu-me a mão e encaminhou-me para a saída.
Antes de sair olhei para Kawitt. Os seus olhos reflectiam a maldade e o desejo de me ver morta.
Engoli em seco ao lembrar-me do poder dela.
- Alex. – disse assim que a porta se fechou – Se aparecer morta e não saberem porque. Desconfia das causas naturais. – Se bem tinha entendido anteriormente, ela meio que controlava a vida. Certo? Não queria que ela sugasse a minha.



- Não fiques com medo. – pegou em mim e fez-me cruzar as pernas nas suas costas – Ela não se atreveria. É inteligente o suficiente para saber que estaria imediatamente condenada. E ela presa a própria vida, acima de tudo.
- Se o dizes… - era impossível olhar para aqueles perfeitos lábios e não quere-los colados aos meus.
Portanto fiz o que me apetecia.
Beijei-o. E ele prontamente respondeu.
- Acho que podes descansar depois de terminar contigo.
- Como assim? – olhei-o sem perceber.
Ele sorriu de um modo perigoso que me arrepiou toda.
- Vou fazer cada músculo desse corpo tremer.
Ele entrou comigo para uma sala onde nem sequer prestei atenção. Quando ele fez as velas acenderem-se vi que caímos numa espécie de sofá antigo e vermelho.
Mordi os lábios enquanto ele me matava lentamente. Uma vez que desapertou a camisa numa espécie de câmara lenta, mostrando-me o seu maravilhoso abdómen.
Começou a desapertar a minha camisa, também em câmara lenta. De forma a apreciar a minha pele. Assim que lançou a minha camisa para o chão, os seus olhos ficaram ensanguentados e as presas alongadas.
Justo quando os seus lábios começaram a beijar a minha pele:
- REI!
Alex caiu sobre mim, de forma a proteger a minha semi-nudez e rugiu para o invasor.
- Desculpa! – pediu atrapalhado Alain – Não sabia que… - tossiu – Bem. Não vi nada! Fica tranquilo!
- ALAIN! – rugiu Alex o que fez Alain encolher-se.
- Desculpa! – ele quase chorou. Deduzi pela sua voz, já que escondia o rosto no ombro de Alex, que olhava Alain, e apostaria que tinha as presas visíveis – agora de fúria! – Mas chegou informação que o clã Menez invadiu uma estação televisiva e estão prestes a expor-nos ao mundo.
Alex ficou tenso. E Alain disfarçadamente saiu da sala.
Logo que não podia ficar mais exposta, ele saiu de cima de mim e vestiu-se em velocidade da luz. Vesti-me também. Não tão rápido como ele, claro.
- Nikka. – segurou o meu rosto e fez-me encara-lo com atenção – Vou ter que sair. Não saias das paredes do castelo, por razão nenhuma! Ouves bem Nikka?
- Sim. – assenti e segurei o seu rosto – A situação é muito má?
- Não se a poder impedir. Seria o caos se fossemos expostos. – ele ficou furioso – As leis são claras. Nunca nos expormos. O mundo não está preparado para aceitar a presença dos vampiros.
- Sim. – concordei – Vais até lá?
- Sim. Tentarei resolver a situação. – beijou rápido os meus lábios – Por favor Nikka. Não saias daqui! Não ficarei tranquilo se souber que não estas protegida. Não sei as proporções disto. Não sei se pretendem invadir o castelo. Mas Alain ficará contigo. Ele tem poder para acegorar a tua segurança. – levantou-se – Descansa. Não te preocupes com nada.
- Alex! – abracei-o forte – Tenho medo!
- Não tenhas. – alisou o meu cabelo – Aconteça o que acontecer, nunca que sofrerás.
- Tenho medo por ti! – alisei o seu rosto enquanto deixava as lágrimas caíram, sem vergonha de chorar à frente dele – E se te fazem mal?! Não te posso perder Alex! Eu sabia que isto ia acontecer! Eu sabia que…
- Shhh – colou os lábios dele aos meus, sabendo que o meu medo irracional de perdas começava a tomar conta de mim – Eu não posso morrer, lembras-te?
Assenti.
- Fica bem, amor. Volto rápido para ti. – deu-me um beijo apaixonado, onde as minhas lágrimas se juntaram aos nossos lábios colados e depois saiu da sala com uma corrente de ar.
Pronto para entrar em acção. Pelo menos, ele ficaria bem no final das contas.
Ele é imortal, na verdadeira aceitação da palavra. Nada lhe ia acontecer.
Mas mesmo assim, só ficaria tranquila com ele ao meu lado.




Ponto de vista de Alain


Estava á espera do rei, pronto para ir para a batalha, quando Julianne passou por mim já pronta para combate.
- Julianne! – chamei e parou para me olhar – Achas que vamos a tempo?
- Acho que se parar para conversas despropositadas, talvez não.
- Tudo bem! – fiquei sério – Vai lá! Eu espero ordens do rei.
- Ela já me ordenou para ir para o campo. – ia ter com ela quando ela disse enquanto corria para saltar por uma janela – Ele disse que te iria dar uma missão mais importante. Espera por ordens.
Obvio que o Rei tinha uma missão especial para mim.
- Alain. – Alexander King parou á minha frente enquanto eu ainda olhava a janela – Vai…
- Eu sei. – sorri vitorioso – Tenho uma missão especial! Vamos para a estação televisiva?
- Alain. Toma atenção. – olhou-me sério como nunca na minha vida tinha visto. Talvez porque estávamos prestes a ser descobertos. E porque iria ter uma missão de mais! – Vais ficar aqui.
- Como? Não ouvi bem!
- Alain! – disse com raiva – Toma atenção! Vou ter que ir até lá. A Nikka fica. Vais ficar ao lado dela, todos os segundos. Quero-a sã e salva quando voltar.
- Mas… Ela pode ficar sozinha! Sou mais útil em campo! Com o meu dom posso faze-los fazer o que quiser!
- Sim. Por isso podes manter longe quem tentar fazer mal a Nicholaa. Nada lhe pode acontecer.
- Mas ninguém lhe ia fazer mal!
Fui violentamente jogado contra a parede.
- Não estou a pedir. – Certo. Já percebi. – Estou a ordenar e vais fazer exactamente o que eu mandar!
- Tudo bem… - tentei tirar as mãos que apertavam o meu pescoço. Não deu muito resultado. – Já percebi Rei.
- Depardieux. – lentamente soltou-me e passou a mão pelos cabelos – Neste momento estou a deixar sobre a tua protecção o bem mais precioso que possuo. Percebes isso?
- Sim.
- Se algo lhe acontece…
- Matas-me. – completei com medo.
- Matar-te seria o teu paraíso.
- Também não é preciso ameaçares!
- Alain, simplesmente mata quem tentar algo. Não me falhes.
- Não vou. – prometi ao meu Rei – Dou a minha palavra que quando voltares ela estará inteira e sem um arranhão.
- Mata qualquer um, Alain. – percebi. Assenti. Tinha que matar até a minha criadora.
- Morrerei antes que algo lhe aconteça.
Com um assentimento de cabeça, pulou pela mesma janela que Julianne.

Para falar a verdade, a missão estava a ser uma verdadeira desilusão. Simplesmente estava encostado à parede enquanto olhava a doença de Alexander ( em forma de humana adolescente) a ler um livro.
No inicio ela chorou mas depois que fiz piadas, isso passou. Vai que Alexander me espancava por ela chorar.
Não estou a exagerar. O Rei simplesmente PARTIU o meu pulso por ter tocado o ombro dela.
Tudo bem que não dói, mas fere o orgulho!
A humana até que era divertida, nas poucas vezes que estive com ela. Mas agora estava mais para ficar séria e me perguntar as horas de 5 em 5 minutos.
Ninguém acreditaria que aquela humana, com cabelo ruivo, tinha o mundo na mão.
Tinha o Rei, tinha o mundo.
Os problemas que o reino sofreu pelo desinteresse do sempre firme Rei Alexander. Que simplesmente não se importou mais quando a conheceu.
Era uma doença que eu nunca queria apanhar. E o que me acalma é que os vampiros não sentem essas coisas. É impossível. Alguma coisa aconteceu com Alexander. Mas ela conseguiu entrar nele.
Isso é assustador!
- Que tipo de cabelo é esse? – perguntei a Nicholaa.
- Como assim?
- Quem pintou? – aquela cor devia ser adquirida naqueles salões que as mulheres humanas vão.
- Deus! – fez uma careta e mais uma vez, ignorou-me.
- Claro.
- Olha para o teu! Tens cabelo de mulher.
Olhei-a sem acreditar. Eu? Cabelo de mulher?!
- Invejosa! – passei a mão pelos meus sedosos cabelos loiros.
- Oh sim! Muito.
Avaliei melhor a humana.
O que ela tinha de especial? Algo que tornara o Rei paranóico e louco por ela?
Julianne riu quando lhe contei que na formatura dela, ela andou ás cavalitas do REI ao mesmo tempo que comia… gomas. É isso. Uma espécie de borracha que eles comem. E Alexander, o imperador de todos nós. Ria. Alexander nunca ri. E perto dela, ri constantemente.
Julianne não acreditou. Provavelmente terá de dar o braço a torcer quando vir pelos próprios olhos Alexander ficar com outra personalidade ao lado dela. Alem disso, ela trata-o por ALEX! Se eu me atrevesse a dar apelidos… Nem quero pensar nisso!
Então pus-me a avaliar atentamente a humana – Já que Alexander não estava por perto e não me podia matar por olhar muito para a sua humana.
Dava para perceber que era bonita. Na primeira vez que a vi, percebi isso. Para um vampiro puro, era uma beleza simples. Para humanos, era uma beleza bastante obvia.
Para humanos ela era considerada linda. Para puros, era bonita. No máximo, bastante bonita.
No entanto, quase apanhei o Rei a fazer sexo com ela. E só espero ele esquecer que os interrompi!
Por experiencia própria posso dizer que, sexo com humanos é bom. Com vampiros óptimo. Com puros, maravilhoso.
E digo, Alexander, pode fazer com puros. – Eu infelizmente só tive três oportunidades, mas isso é outra história – Porque fica com ela?
Ela é bonita, mas não podemos compara-la a Kawit ou a Julianne.
Mas então fiquei completamente chocado!
Ao analisar bem o rosto e o corpo delicado dela, percebi que realmente ela é linda!
Não tinha reparado que o cabelo longo e avermelhado, lhe dava um charme obvio. Que o nariz meio arrebitado, a fazia parecer fofa. Que algumas sardas cobriam o seu nariz e ainda a tornavam mais encantadora.
Quando ela sorriu, por algo que leu, os lábios abriram-me e mostraram uma fileira de dentes perfeitos. E por incrível que pareça nunca tinha reparado que covinhas surgiam.
- Alain? – olhou-me com uma ruga na testa – Que horas são?
- Passaram três minutos desde a última vez que me perguntas-te.
Deu para reparar nos olhos verdes e grandes. Também nunca reparei que a voz dela era um som agradável e calmo.
Olhando aquela humana estranha, de pés descalços e com as pernas cruzadas como os chineses, percebi o porque de o meu rei ter ficado assim.

Não era difícil imaginar-me na teia daquela humana.


Espero que tenham gostado! O-o
Como gostaram tanto de Alain, decidi escrever um pouco da fic com o seu ponto de vista! :)
Espero que tenham gostado! :)
Comentem muito! :P Quero saber partes favoritas, as que menos gostaram… Tudo a que estão habituadas(os).
Espero não ter desiludido neste capitulo. Sei que estavam com grandes expectativas em relação à Roménia. Só espero não ter desiludido.
O capitulo foi assim meio escrito às pressas pois estou a estudar para os exames. E também por isso, não tive oportunidade de responder aos coments do ultimo capitulo. Espero que compreendam. Já foi difícil arranjar tempo para escrever. – Mas não vos ia falhar :P
Também vai ser difícil responder a novos comentários, mas POR FAVOR, comentem á mesma! Eu leio todos e amo cada um deles!
COMENTEM, OK?
Beijinhos, e até a próxima sexta! :P

Acabei de ler uma cena na chat a dizer que tinha sido atropelada e coisas do genero... Bem. Eu estou bem. E o "meu namorado" tambem deve estar, já que não existe.

Não fui atropelada coisa nenhuma. Estou perfeitamente bem, com o meu portatil na cama a postar o capitulo.

Mas pronto. Deve haver gente que se diverte com estas coisas. Enfim. Não se brinca com isso.

A Soraya acreditou e tudo! Toda preocupada! :( Pelo menos sei que gostas de mim Soraya! :) Obrigada!
E ao anonimo tambem, que pediu noticias. E que meio que desconfiou...Quando li nem acreditei OMG existe cada pessoa que nem dá para comentar... :O


A Kawit



O Alain


sábado, 5 de junho de 2010

19º Capitulo - Nikka


Este capítulo vai para a Margarida.
Ele é uma pessoa espectacular e apoia-me imenso.
Adoro receber os teus e-mails e coments Margarida! :D
Quando li “nunca pensei gostar mais de alguma história do que das que a Stephenie Meyer escreve, mas depois vim aqui parar ao blog” Fiquei estérica! :P
"acreditas que estou mais ansiosa pelo teu capítulo, do que pelo livro " A breve segunda vida de Bree Tanner" que vou buscar amanha cedinho à fnac?!":P
-> OBRIGADA! :D MESMO!
Beijos grandes querida! :D Espero que gostes do capitulo! ;)


Divirtam-se! :D



Na Terça-feira à noite Alex foi levar-me a casa. (o meu pai ligou a gritar que se não estivesse em casa antes das 9 me iria lá buscar. De espingarda – Ele pensa que só por isso não faria amor com Alex? O que ele diria se soubesse que no momento em que ele ligou estava abraçada a ele depois de nos termos amado?)
Ri quando Alex me abriu a porta como um perfeito cavalheiro. Acho que ele andou a ler muitos livros humanos. Pois a cultura dele é diferente da minha e não estou a ver Alexander, rei dos vampiros, abrir a porta para ninguém. Já mais de uma vez o apanhei a ler sobre o metabolismo humano e sobre os nossos comportamentos (como se fossemos animais estranhos… enfim).
Mas um movimento foi mal calculado. Quando Alex bateu com a porta soltei um grito de dor.
- AHHHHHH
Tinha ficado com os dedos presos! Puta que pariu!
Ele todo atrapalhado abriu a porta e tentou ajudar-me.
- Já passa… - que voz esganiçada era aquela? – Até amanha!
Dei-lhe um rápido beijo nos lábios e corri para dentro. Subi as escadas sem ligar ao meu pai que me perguntava o que tinha acontecido. Assim que cheguei ao quarto fiz um curativo enquanto deixava as lágrimas caírem.
A sério! Só eu!
Ia à cozinha buscar um creme para as dores quando vejo algo impossível.
O meu pai e Alex a conversarem! OMG! Anda tudo louco!
Escondi-me quando ouvi o meu nome e aporei a audição.
- Eu realmente gostaria de subir para ver como está a Nikka… - Parece que o meu pai não o deixou subir e Alex tentava ser civilizado! Alex a tentar não se chatear e empurrar logo o meu pai da sua frente… Interessante… Parecia que estavam a ter uma conversa séria!
Estou na cena certa?
- Não adianta. Nicholaa não irá abrir a porta até estar com a situação controlada.
- Como assim?



- Desde os 5 anos de Nicholaa que não lhe curo as feridas. - Achei estranho aquele tema, então tentei tomar atenção – Sempre que se magoa, tanto física como psicologicamente, arrastasse para longe dos que tentam interferir e lambe as próprias feridas. Como um animal ferido.
Eu… Fazia aquilo? Também não era assim! Simplesmente não gostava que exagerassem e me dessem atenção de mais. Não queria ninguém perto de mim. Perto o suficiente para depois que fosse embora não magoar. Mecanismo de defesa. Óptimo para provocar desilusões e dor.
- Ouve… - o meu pai tocou o ombro de Alex que discretamente fez uma careta, não gostando de ser tocado por um “reles humano”, mesmo sendo ele o meu pai – Acredita que não é nada contra ti. Apenas acho que a Nikka não está preparada para um relacionamento. Especialmente com alguém mais velho. Ela passou a vida toda a fugir da emoção, com a ideia que se não se aproximasse das pessoas, elas não a magoariam. Já reparou que ela implica com tudo e todos? Quanto se esforça para as pessoas terem uma primeira opinião dela ser uma pessoa dura, para assim não se aproximarem dela? Sabes porque? – um sorriso amargo brotou nos lábios do meu pai - Ela foge, afasta as pessoas antes que lhas tirem. Ela amava a mãe, apesar de tudo. Amava-a e pensa que por isso lha tiraram. Teme gostar de alguém e como se fosse algo inevitável pensa que a perderá. Nem com o irmão ela demonstra carinho. Aqueles dois são como cão e gato. Mas amam-se, apenas não o verbalizam. Se Nikka se aproximar dele, pensa que também o vão tirar. Nikka têm apenas uma amiga. Uma. E realmente tem essa amiga, pois conheceu Nereida quando a sua mãe era viva, caso contrário, não teria nenhuma. Até com o próprio pai mostra reservas. – engoli em seco. Fiquei a pensar se realmente era visível para ele. Então percebi o porque de o meu pai querer que fosse a psicólogos. O meu pai poderia parecer meio louvo, mas pelos vistos tinha os pés bem assentes na terra. Se o assunto fosse os seus filhos, ele era sério e implacável. Pronto para impedir que sofrêssemos. – Nicholaa é uma adolescente que tem sérios problemas com perdas que se recusa a tratar. Mas parece que com este namoro ela se libertou. Quando lhe perguntei, no dia da sua formação, se era algo que continuaria sério depois de ela ingressar para a universidade, ela disse que sim, mas como pai daquela menina percebi nos olhos dela tristeza. A tristeza de alguém que apenas espera o fim. Ela fica à espera, mas contraria todo o seu comportamento até agora. Antes ela não deixava ninguém se aproximar minimamente. O medo paralisa-a. Só não quero que ela sofra. Seria um golpe demasiado potente para ela. Parece forte e inabalável, mas continua a ser a menina pequena que ficou sem a mãe com apenas 5 anos. Então digo-lhe, para o bem da Nikka, se não gostas dela acaba antes de a tornar dependente de vez. Não prolongues a espera agonizante dela.
Eu à muito que era dependente. À muito que passara os limites impostos. Quando ele fosse haveria uma parte de mim que iria com ele e que nunca mais reaveria. O meu coração.
- Eu amo Nikka. – a voz de Alex fez lágrimas visitarem os meus olhos e parecia que a mão latejava mais. Como um peso entre nós. Como por não o deixar ver a minha dor física fosse uma espécie de traição – E se ela quiser, nunca que nos iremos separar. Apenas tem que me seguir e dizer sim.
Engoli em seco. Eu… queria o carinho de Alex, queria poder deixa-lo ajudar-me, mas…
Foram muitos anos a cuidar de mim sozinha, muitos anos fechada no quarto quando sofria, tanto fisicamente como psicologicamente. E agora sentia-me uma traidora, uma impostora, por não deixar que o meu Alexander invadisse mais esse pedaço da minha alma.
O pedaço mais amargo, mais feio. Não o divertido e irreverente que ele estava habituado.
Aquele cantinho negro que toda a gente tem, e que eu não posso partilhar. Não consigo!
- Ei! Calma aí! Ela ainda é muito nova para casamento! – disse o meu pai aflito, ao mesmo tempo que se desequilibrava um pouco.
Ele sabia que se ele me pedisse em casamento eu aceitaria na hora.
Mais uma vez, pensava na ironia da vida.
Encontrei alguém que de verdade me faz feliz. E ele não pode ficar comigo!
Se ele fosse humano… Se ele não fosse tão inalcançável para mim…
Se ele fosse apenas o professor de Inglês, sem aquela história toda de imortalidade, vampiros mortes e sangue…
Se ele apenas perguntasse se queria viver com ele… Eu diria sim.
Mas mais uma vez a vida mostrou o quão puta pode ser. O quão puta é comigo.
Casamento, pai? Agora a moda é pedir pela imortalidade! Estás desactualizado.
- Eu sei que vocês já se iniciaram em certas coisas, mas… Acredita rapaz. – pai, ele é mais velho que Jesus. O único rapaz aqui és tu, mas… - Eu não quero que Nicholaa siga o caminho da mãe. Nem tu. Ela é muito nova para ser mãe…
Pai, tu não era um vampiro. Por isso ela engravidou.
- Nós ainda não temos essa intimidade. – OMG! Como Alex é bom a mentir!
Acho que já sabia isso, ele escondeu bem os seus segredos. Mas as suas palavras até me fizeram questionar se não teria sonhado tudo. Mas a sensação de prazer, ainda corria nas minhas veias. Apesar de ter tomado banho, ainda podia sentir o cheiro de Alexander no meu corpo.
Fechei os olhos e tomei uma decisão.
Aproveitei enquanto o meu pai brindava para aparecer - pelos vistos à minha virgindade (inexistente). Desci as escadas e sorri para Alex. Sorri, mas tremia. O medo bombeava em mim com uma força que me fazia tremer.
- Ainda bem que estás aqui. – sorri, apenas conseguindo olhar para o rosto do meu perfeito vampiro – Podes ajudar-me a colocar um creme? – estendi a mão magoada para ele .
Ali estava a deixa-lo entrar totalmente na minha vida. Eu sabia. Alex sabia. E o meu pai sabia.
Mas eu amava-o e apesar de morrer de medo, de saber que tal como tudo, ele iria embora simplesmente tinha que lhe mostrar que não o afastava. Ele é tudo para mim e como tal iria abandonar-me, mas até lá poderia deixa-lo ajudar-me.
Alex sorriu e os seus olhos brilharam. Como se tivesse mais uma vitoria que o levaria a vencer a guerra. Caminhou para mim e beijou os meus dedos magoados.
O meu pai olhava-me com lágrimas nos olhos. Disfarçadamente – mentira – fungou e despediu-se de mim com um beijo na testa.

Alexander com estremo cuidado massajou os meus dedos com o creme. Não contive as lágrimas. Não eram lágrimas por a mão me magoar tanto assim. Eram lágrimas de pânico e alegria misturadas.
Tê-lo ali, a cuidar de mim, era irreal. Algo a que não estava habituada. Algo que me fazia sentir pequenina. Pequena e feita de barro, que com um encontrão logo me partiria.
Ele não fez perguntas. Apenas me beijava docemente e sussurrava que não teria de ter medo dela, que com ele estava segura. Repetia constantemente a palavra nunca. Dizia que nunca me deixaria.
Saiu de casa, para depois voltar a entrar pela minha varanda.
Embalou-me até dormir.
Para qualquer pessoa aquilo era algo normal. Deixar o namorado fazer um curativo.
Para mim não era. Era muito mais, tão mais…
Primeiro o meu namorado, não era humano.
Depois passei anos a cuidar de mim sozinha, senti-me fraca e sensível. Sentia-me de volta ao funeral da minha mãe.
Só dormi quando Alex alisou os meus cabelos e sussurrou que era dele. Apenas dele.



Então, voltei a ter 5 anos de idade.

Levantei-me da cama pois parecia que tinha ouvido barulho e claro que só podia ser o pai Natal com os presentes!
Sai devagarinho do quarto, e os meus passos faziam eco no corredor. Um som aterrorizante para uma criança que apenas tinha como companhia um ursinho de pelúcia que arrastava pelo chão. Ao mesmo tempo que pisava, com os pés descalços, a barra da florida camisola de dormir.
As luzes apagadas faziam-me ter um bocadinho de medo, mas nada de mais. Queria ver o Pai Natal.
Mas o meu coração bateu mais forte quando vi a luz da casa de banho acesa.
Devagarinho fui até lá. Ouvia o som de pingas a cair no chão.
Aquele som fazia-me tremer de medo.
Quando abri a porta da casa de banho vi.
Lá estava a minha mãe com os pulsos cortados na banheira. A água estava vermelha. Pingas de sangue escorriam do seu pulso e caiam no chão.
Assustada corri até ela e cai dentro da banheira e sacudi-a. Molhada com aquela água fria e ensanguentada. Quando olho novamente a cara dela transformasse na de um monstro e grita “ É tua Culpa!” ” És uma menina má!”


Senti alguém abanar-me fazendo-me acordar.
Estava suada e os cobertores todos fora do sitio pelos meus pontapés.
Alexander olhava-me preocupado e até assustado.
Fechei os olhos com medo, e só esperei que ele realmente não estivesse lá.
Sem palavras, pegou em mim e levou-me para o wc.
Senti que me dava banho livrando-me do calor insuportável que sentia, e mesmo do pânico.
Não era algo erótico, nem nada sexual. Era o amor que um vampiro com mais de 5000 anos tinha por uma humana. Um amor que o fazia tratar-me com tanta delicadeza como se fosse exactamente como me sentia, uma peça de barro.
Senti quando me secou com uma toalha fofa e felpuda, senti quando me vestiu um pijama confortável e depois senti a almofada no meu rosto.
Nunca abri os olhos.
Quando a cama se afundou ao meu lado, sussurrei:
- A minha mãe morreu quando tinha 5 anos…
Ele sabia isso. Não sabia muita coisa, mas isso sabia.
Abri os olhos e vi o quarto numa pequena penumbra. Podia distinguir as suas feições. Ele olhava-me atento, como se vivesse do que queria partilhar. Mas não disse nada.
Não disse nada, para não perder as forças e voltar a fechar-me novamente.
- A culpa foi minha. – ele sabia que não toleraria que ele disse-se o contrario. Alexander iria deixar-me falar o que nunca falei m anos – Eu acabei por mata-la.
A minha voz, suava baixa e um pouco ausente. Só o bater alucinado do meu coração denunciava o quanto aquele tema me afectava.
- A minha mãe foi mãe muito nova. Teve o Michael mal acabou o liceu. Casou já no final da gravidez, pois primeiro quis acabar o 12 ano. Eles formavam a perfeita família. Mas depois apareci eu. – suspirei e enchi-me de coragem para poder continuar – A minha mãe sempre disse que tinha sido um erro. Não fui programada, simplesmente aconteceu. Vim estragar a perfeita família que compunham. A gravidez foi de risco e muito complicada para a minha mãe, já para não mencionar os vómitos e quebras de tensão sempre constantes. Teve que ficar numa cama, sempre motorizada por aparelhos. Isso levou-a a ter uma depressão. O parto foi infernal. – tremi e não pude impedir que uma lágrima caísse. Alexander puxou-me para ele e consolou-me. Sem palavras. A voz dele iria geral uma tempestade de lágrimas – Ela sempre me dizia que eu quase a matei, e que o pai me escolheu. Porque naquela altura, disseram ao meu pai que havia a possibilidade de ambas morrerem. Mas que apenas poderiam tentar salvar uma. E… o meu pai escolheu-me a mim. Felizmente salvaram também a minha mãe, mas ela nunca perdoou o meu pai e acima de tudo, nunca me perdoou.
Os lábios de Alexander caíram sobre os meus, levando metade da dor embora.
- Então, eu nuca fui uma criança sossegada – soltei um riso amargo – Gritava a noite toda e arrastei a minha mãe para outra depressão. Com o passar dos tempos não me acalmei e era o protótipo da criança infernal. Tinha rasgos de hiper-actividade e não parava quieta. Destruía tudo. Não obedecia a ninguém. Era insuportável. A imagem inicial que tinham do anjinho com cabelos vermelhos e olhos verdes era logo apagada e passava a ser o demóniosinho que só fazia partidas e aparecia em casa com a roupa rasgada. A minha mãe gritava que era uma menina má.
Esfreguei o peito, pois custava respirar. Como se aquela mágoa me esmagasse completamente.
- Para piorar a situação, quando ela me batia o meu pai passava-se. – Vi que Alex ficava rígido quando mencionei que ela me batia, e aprecei-me a explicar – Alexander, eu agora consigo ser insuportável. Naquela altura era um terror. Fazia a minha mãe sair do sério. As discussões entre eles eram tantas. E todas por minha culpa. O meu pai defendia-me, dizia que era apenas uma criança. A minha mãe atirava-lhe á cara que ele tinha optado pela morte dela. O meu pai defendia-se e dizia que só o fez porque era uma criança e que não o podia culpar por desejar ter um filho. Que ao olhar para mim, mal nasci, viu que era uma Brown, que via o rosto dos seus pais e que apesar de amar a minha mãe, filhos eram sempre filhos. A minha mãe cada vez mais ficava magoada e sem vontade de viver. Eu tirei essa vontade.
Esperei uns minutos. Tentei acalmar-me e depois de ter procurado os lábios da minha paixão, continuei.



- Eu amava a minha mãe Alexander. Eu venerava-a. Procurava constantemente ter o seu amor. Vivia sempre à espera que ela não se zangasse comigo e me lesse uma história à noite. Ela sempre fazia isso. Apesar de poder ter feito a maior asneira do mundo, ela no final do dia, vinha e lia-me “As aventuras de Tom Sayer”, pois ria e dizia que tal como ele, tinha uma propensão para os sarilhos. A minha mãe era doce, só que estava doente e cansada. E eu apenas agravava isso. Algumas vezes éramos uma família feliz, onde eu me sentia a filhinha dela. Quando ela me penteava os cabelos e me vestia um vestido novo. Quando chegava perto dela com ele rasgado e ela não me gritava, mas sim caia nas gargalhadas. Quando passeávamos no carro, com os meus pais na frente e eu e o meu irmão, que ironicamente nos dávamos bem, íamos a trás a cantar uma musica infantil. Quando estava doente e ele me dava o remédio. Eram raros esses momentos, mas eu esperava por eles, como uma criança espera pelo próximo aniversário. Lembro-me de quando os meus pais não discutiam e riam juntos, quando eu e Michael, sem percebermos o que se passava, ouvíamos gemidos do quarto deles. Para depois invadirmos o quarto e os apanhar-mos em flagrante. E a rir a minha mãe inventada desculpas esfarrapadas, que na altura nos acreditávamos. Eu amava-a Alex, e a vida roubo-ma. Levo-a, e não pode fazer nada.
Vi que ele abria os perfeitos lábios e ia falar. Coloquei o dedos na sua macia e perfeita boca, impedindo-o de falar.
- No dia de Natal, quando tinha 5 anos. Ela morreu. – fechei os olhos e a tremer levei as mãos para frente do rosto, numa tentativa estúpida de esconder-me de Alexander. Sentia-me nua e monstruosa – Saí da cama durante a noite, acordada por barulho. Pensei que seria o Pai Natal. Vi luz na casa de banho do corredor e fui até lá… Oh ALex! A minha mãe estava lá com os pulsos cortados! Tinha-se suicidado, por causa da depressão que eu mesmo provoquei! Se eu fosse uma criança menos má, ela teria ficado boa e não piorado! Eu juro que tentei salva-la. Saltei para a água sem me importar de estar fria ou vermelha com sangue. Abanei-a e implorei para ela não me deixar. Jurei que seria uma menina boazinha, pedi desculpas e implorei pelo seu perdão. – levei os joelhos ao peito e enrosquei-me, tremia e não conseguia parar de falar, de calar as palavras guardadas durante tantos anos – Nunca disse isto a ninguém, mas sabes o que ela me disse, antes de morrer? “ Oh minha Nikka, não chores filhinha. A mamã ama-te… Disse-te muitas vezes que eras a pior filha do mundo… que eras uma menina má… Não acredites… Não acredites nem por um segundo…” E depois vi a luz apagar-se dos seus gentis olhos castanhos! Mas não antes de poder ver o arrependimento no seu olhar. O arrependimento de ter cortado os seus pulsos. Ela morreu, ali nos meus braços e não pode evitar! Tanto que pedi para ela abrir os olhos, mas ela não abria! Alguns minutos depois o meu pai acordou com o meu baixo choro e encontrou-nos na banheira. – tapei a boca com a mão, para parar aquele histerismo, para não contar mais nada.
- Nikka… Nikka… - Alex beijou-me desesperado, a tentar de todas as formas alivias a dor que me consumia e que durante anos não deixei sair.
- Alex… - gemi durante os beijos que tentavam sufocar as minhas lágrimas – Mesmo antes de morrer ela mentiu-me e disse aquilo só para não me deixar traumatizada! Pensou em mim quando eu a matei!
- Não digas isso! – tapou a minha boca – É obvio que ela te amava. E nunca mais quero que te culpes por uma coisa que não tens responsabilidade. Eras uma criança de 5 anos. A tua mãe teve depressão e não aguentou. A culpa não é tua! -. Abanou-me levemente – Ouves o que te digo? Ela amava-te! As suas ultimas palavras não foram uma mentira.
- Foram sim! – gemi angustiada – Fui eu que provoquei a depressão…
- Nikka. Eras uma criança. Não é culpa tua. Apenas era uma criança irrequieta e traquina. Algo que fazia de ti única. Traços que ainda não perdes-te e que te tornam na minha Nikka. A Nikka que amo e por quem vivo. Isto tudo faz parte de ti. Não te culpes quando a tua mãe fez a decisão dela. Por vezes as pessoas cansam-se de lutar. E ela cansou-se da vida, não de ti. E assim que a abraças-te ela arrependeu-se logo do que fez. Meu amor, não vivas com medo por isso…
- Mas eu amava-a… E ela foi-se… Para sempre.
- Nikka, o medo é um sentimento proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa. Por sentir que estamos ameaçados, tanto física como psicologicamente. E tu vives refém do medo. Não vivas assim Nikka. Estou aqui e não te vou abandonar. Não tentes afastar-me só para não te magoares, só porque tens medo que vá embora. Porque Nikka… - afagou os meus lábios enquanto os seus olhos olhavam-me abrasadores – Nunca vou embora. Nunca. Eu tenho medo também – colou os seus lábios nos meus e sem os separar confessou:
- Tenho medo de ficar sem ti. De viver sem ti.




Na semana seguinte o meu pai percebeu as mudanças. Como se começasse a soltar certas amarras. Mas era só com Alexander. Não conseguia com mais ninguém. Parecia travada.
Mas não importava. Apenas Alex basta. Apenas o meu amor vampiro é essencial para a minha sobrevivência.
Mas parece que o tal meu amor, quer me deixar.
Por uns dias, apenas, mas eu não gosto da ideia.
Nada.
- E voltas quando? – perguntei meia chateada, sentada na cama enquanto o observa a andar de um lado para o outro à minha frente. Ele tinha acabado de receber um telefonema – Quem era ao telemóvel? – Apostaria que era a Kawit. Ouvi voz de mulher. E o meu instinto dizia-me que era outra mulher. Que ligava para Alexander. O meu namorado. MEU.
- Era a Kawit, - Claro. A Kawit - temos problemas e eu tenho que ir à Roménia.
- Tens mesmo que ir?
- Sim. Os puros não estão a dar conta da situação.
- Ah… Voltas quando?
- Logo que possível. – passou a mão no cabelo exasperado – Não queria ir. Mas já estou longe à algum tempo. Não trato pessoalmente das coisas desde o Natal. – lembrei-me que no Natal ele não estivera na Villa, e as vizinhas diziam que ele tinha ido ter com a noiva. Não era com a noiva, mas andava a conviver com a Kawit. Ciúmes tomavam conta de mim – Tenho mesmo que ir.
- Ver a Kawit.
Ele gargalhou.
- És incrível, sabias? – revirou os olhos – Depois de tudo, tens ciúmes. – saltou para cima de mim e fez-me deitar na cama enquanto beijava os meus lábios – Talvez gostes de saber que nunca mais vi nenhuma mulher desde que te vi pela primeira vez. Só existias tu, apesar de eu odiar isso.
- Pois. Mas agora vais para perto da outra…
Ele riu. Eu fiz uma careta chateada e empurrei-o de cima de mim.
Claro que ele nem se moveu.
- Que outra? – riu – Não existe outra. Só a Nikka no meu pensamento. – mordiscou o meu pescoço – Não sejas assim Nikka. Tenho mesmo que ir. É necessário mesmo. Não tornes mais difícil. Já tenho pouca vontade de ir…
- Ok. – dei de ombros – Fica lá o tempo que quiseres. Eu divirto-me cá, sozinha…
- Nikka. – olhou-me a repreender – Não te metas em confusões. E nada de fazer coisas perigosas. E muito menos – semicerrou os olhos ameaçadoramente – Olhes para outros.
- Não prometo nada. À rapazes bonitos por aqui. E que não têm o inconveniente de dentes afiados, nem reino pare gerir.
Ele sorriu irónico e colou os lábios ao meu ouvido, parra me arrepiar enquanto sussurrava:
- E muito menos, aguentaria fazer amor contigo durante a noite inteira. – tremi e ele riu baixinho – E se não implorasses por descanso, ainda te estaria a amar.
- Sai! – empurrei-o corada – Exibicionista!
Ele riu e levantou-se, a olhar-me malicioso. Desviei o olhar.
- Não tentes distrair-me. – avisei. – Já sei! – tive uma ideia! – Tenho um plano!
- Os teus fabulosos planos…
- Podes – ignorei o comentário dele – levar-me contigo!
- Claro. Arrasto-te para o meio de conflitos. – revirou os olhos.
- Mas…
- Não vais para o centro dos conflitos Nikka. Nem adianta.
- Mas…
- Não.
- Por favor?
- Não.
Lancei os lábios para baixo e fiz cara de choro. Ia jogar sujo. Ele odia ver-me quase a chorar, e eu aproveitei-me disso.
- Nikka. – aviou. – Não.
- Ok… - murmurei e funguei.
Tudo fingimento claro. Mas eu tinha que ir com ela.
- O teu pai não ia deixar. – Como se ele se importasse com o que um “humano inconveniente” deixa ou não fazer.
Optei por não atacar e sim fazer-me de pobrezinha.
- Pois… E tu não me queres levar…
- Não é isso! – esclareceu com as mão levantadas, em sinal de paz – Nikka, eu quero! Juro que te levarei noutra altura! Mostro-te o meu mundo. Mas não agora. Ouve, amor, eu ligo de hora a hora!
- Está bem… - olhei o chão e sabia que estava quase a ganhar.
- Nikka… Não vais ficar triste, pois não?
Neguei com a cabeça. Sem o olhar.
Ele bufou.
- Digamos que te deixo ir. – olhei-o feliz – Eu disse digamos! – esclareceu – Não discutias as minhas ordens, e se eu te mandasse de volta para cá, tu vinhas sem reclamar?
- Sim. – prometi novamente triste, até a parte do digamos desaparecer.
- E só te separas de mim, quando eu disser?
- Claro. Quero estar sempre pertinho de ti.
- Pronto. – revirou os olhos – Eu levo a chantagista comigo.
Saltei para o colo dele e dei-lhe mil e um beijos pelo rosto todo (incluído lábios).
- Por isto até vale a pena – beijou os meus lábios – Mas Nikka, quero que andes sempre ao meu lado. Podem considerar-te o meu ponto fraco e atacar-te.
- Ainda é melhor eu ir – não tinha medo nenhum. Alexander exagerava. – Já viste se me perseguiam aqui, quando estavas longe de mim? – ironizei.
Ele ficou tenso e sério.
Levou a hipótese a sério.
- Não pensei nessa hipótese. O teu paradeiro é secreto, apenas os puros sabem. No entanto pode haver fugas. Vais comigo. – revirei os olhos – Faz a mala.
- E o meu pai?
- O que tem? – perguntou confuso.
- Não eras tu que vias no facto de o meu pai não autorizar-me ir, um problema?
Ele deu de ombros.
- Quero la bem saber o que ele deixa, ou deixa de deixar. Até parece que manda em ti. Menos Nikka.
- Tipo… Ele é meu pai… Acho que manda em mim.
Ele levantou uma sobrancelha.
- Quem manda em ti sou eu. Não um simples humano. Faz a mala que vais comigo para a Roménia.
É… Parece que o meu namorado anda a ficar demasiado convencido.
Tanto que já escolhia a roupa que ia levar. Simplesmente me mandou buscar as coisas de higiene pessoal enquanto ELE tratava de organizar a MINHA mala.
Parece que ia para a Roménia. Com o rei dos vampiros.

BOA!



Então, gostaram? O-o
^Desculpem ter só saído agora… Eu disse que saia de manhãzinha, mas eu sou uma dorminhoca! :O
Só acordei agora – depois de a minha mãe me ter chamado umas 50 mil vezes… :P
Para quem é das caldas da Rainha, eu adorei aquilo! :D Eu sei que a leitora Sofia é ;) e Sofia, aquilo é bem lindo! :D Adorei o Jardim e o museu! ;) ^

Este capitulo é importante para vocês perceberem o porque da Nikka dizer que Alex não iria ficar com ela para sempre.
Ela acha que mais tarde ou mais sedo ele vai embora.
Digam o que acharam da Nikka… Qual a parte favorita do capitulo… Essas coisas que já estão habituadas(os)
Comentem muito, e até sexta (próximo capitulo).
Agora vou estudar para os exames (medo)
Para quem tiver exame ou frequências ( se for alturas delas – não sei como isso funciona. Se tudo correr bem e para o ano for para a universidade, percebo! :P) boa sorte! :D Que corra bem a todos nós! ;)
E eu preciso de uma boa dose de sorte – e muito estudo também! ;)
As musicas foram assim escolhidas um pouco à presa… :S Espero que tenham gostado à mesma! ;) Eu adoro-as e são das minhas preferida ( eu tenho tantas…. - -‘) E claramente são de bandas que amo… :D Como já devem ter percebido! :P
Eu tentei acabar de uma forma mais “divertida”. Com um momento dos dois, pois se não seria muito triste… ;) Espero k tenham gostado! :P
Beijocas! :P