A nova história teve que ser postada noutro blog, pois ia ser grande para ficar aqui....
Está concluida e se não quizerem ler tudo de uma vez, podem ler "aos pouquinhos"
;)
Passem lá! :P
P.s-> O formato do blog é o mesmo e tudo... :P
Espero que gostem! :)
http://ar-theend.blogspot.com/
Beijinhos!
Ar.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
21 Capitulo - Alex dorme?
Este capitulo vai para a Marta Boo
Como prometido marta! :P
Espero que se divirtam a ler! :)
Este tem partes para maiores…
Funciona da mesma forma. Quem não quiser ler é só pular a parte dos ***
Exemplo:
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Dfghjkjnbvcdfghjkmnbvgf
Ufdsxgcvhyotirfudgkhyog
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Obrigada á minha família do blog. :) Mesmo! vocês são de mais! :)
A sério… Já voz numerei no post anterior e continuo a não me cansar de voz dizer o quanto são importantes para mim. São a minha família do blog! :P
Comentem muito este capitulo! :P Estou a precisar de incentivo! :P Aqueles que não costumam comentar, comentem hoje! ;)
Atirei o livro para o chão. Já não aguentava mais. A espera era insuportável. E o facto de Alain estar a olhar para mim intrigado, só me irritava mais.
Então ouvi alguém abrir a porta. Levantei-me automaticamente ao pensar que seria Alex.
Mas não era.
Kawit entrava na sala. E mais uma vez fiquei com raiva dela. Lá estava a parvalhona a olhar-me como se fosse inferior.
- Kawit. – Alain agora estava ao meu lado – Lamento, mas tenho que te dizer para saíres desta sala.
Kawit riu e olhou divertida para Alain.
- Estou a falar a sério. – Alain não saiu da minha frente – Criadora… Não me abriga a…
- A? – riu Kawit – O que queres dizer com isso, meu Alain? Levantarias uma mão para mim? Uma mão impotente?
O corpo de Alain ficou tenso, e apesar de não ver o seu rosto, sabia que ali não estava o Alain divertido e irreverente. Ali estava Alain. O vampiro puro.
- Sai.
Não percebia o que se passava. Não percebia porque Alain segurou o braço de Kawit. Não percebi o porquê do olhar negro e maldoso que Kawit lhe lançou, que depois de segundos se virou por mim.
- Porque? Por ela? – voltou os olhos negros e cínicos para Alain – Desafias a tua criadora por uma humana? Estás disposto a enfrentar os problemas? Eu fiz-te e eu posso destruir-te.
- Sim. Tu podes. Mas para lhe tocares agora, terás de me destruir neste momento. – deu-lhe um pequeno encontrão, que nunca a magoariam. Não fisicamente. Aquele gesto para ela tinha um significado. E os seus olhos tornaram-se maldosos e piscavam de tanta raiva. – Por causa do meu Rei. – Alain respondeu à pergunta feita pelos olhos da vistosa africana.
Kawit olhou-me novamente. Agora não tinha ali Alexander. Mas mesmo assim, impedi-me de a fitar com medo. Recosei-me a fita-la como alguém superior. Na verdade, olhei-a como um rei devia olhar os seus escravos. Olhei-a como se ela fosse uma formiga e eu uma gigante. E ela olhou-me cheia de raiva e sedenta de sangue.
- Alain, ela não me toca. – assegurei cheia de segurança – Ela sabe o que Alexander fará. – sorri-lhe para meter nojo, mesmo.
- Cuidado criança. – sorriu-me maldosa – Não vejo Alexander por aqui.
- Estou eu para fazer o trabalho. Criadora, não torne as coisas mais difíceis…
- Quando ele voltar, se me tocares estarás feita. – Ignoramos Alain e fitávamo-nos numa competição que apenas as mulheres percebem. Alexander é meu namorado e não ia deixar uma badolhaca qualquer ameaçar-me. Não mesmo!
- Se voltar.
O meu coração bateu mais rápido. O medo de Alexander não voltar. Não era medo de estar desprotegida. Era o medo de ele não voltar para mim. O medo da perda.
- Ele vai. – afirmei – Ele prometeu-me. Alex não mente para mim.
Ela gargalhou.
- Não? Então sabes tudo? – sorriu-me com malícia – Sabias desde o principio quem ele era?
Ela sabia que eu não sabia. Alex mencionara os problemas que se passaram quando ele se recusou a sair de perto de mim, mesmo para ser apenas um espectador. Todos sabiam que eu era mantida na ignorância.
- Não sabia desde o inicio. – todos sabiam isso – Mas desde aí ele nunca mais me mentiu.
- Tens a certeza disso?
- Sim.
- Ele é insaciável não é? – piscou – Tem um corpo fenomenal… Tanto prazer que proporciona… Com aquele sexo tão bem proporcionado! Nunca tive homem ou vampiro assim… Bem, sabes do que falo. O que sentes quando estás com ele na cama, e sabes que nunca poderás dar tanto prazer como uma pura? Ou quando sabes que os lábios dele beijaram a minha pele morena, e o seu corpo moveu-se dentro do meu…
Fechei os punhos. A tremer de raiva. Ódio. Seria capaz de mata-la.
- Chega Kawit. – avisou Alain, pressentindo que eu iria saltar para ela em pouco tempo.
- Porque? – olhou-me inocente – Não me digas que não sabias que durante séculos tive aquilo que apenas provas-te recentemente, sua humana repudiante?
- Nunca tiveste o que eu tive! – gritei furiosa – Nem nunca terás! Ele ama-me! Ouvis-te? Ama-me! A mim! À tal humana repudiante. Por mais que implorasses ele nunca te transformou. Perdes-te Kawit. Perdes-te para mim. Como te sentes? Qual é a sensação de mais uma vez te sentires ameaçada? O que vais fazer em relação a isso?
- Cuidado. Não abuses…
- Nunca faças uma ameaça que nunca poderás cumprir. – avisei-a – Perdes a moral toda. Tu é que deves ter cuidado comigo. Uma palavra minha, e Alex não perderia tempo em matar-te. E tu sabes.
- Provavelmente é verdade. – riu – O Rei anda momentaneamente louco. Com o tempo cai em si. Nunca poderás manter a atenção dele por muito tempo. – sorriu-me – Ambas sabemos isso.
Sim. Sabia isso.
- Como te sentes em relação a isso? – espicaçou. – O que vais fazer em relação a isso?
- Kawit. – Alain parecia pedir-lhe para sair. Não queria fazer-lhe algo, virar-se contra aquela que lhe deu a imortalidade. Mas tinha uma lealdade inabalável para com Alex, que agora se traduzia na ordem de me manter em segurança. A voz dele dizia que mataria ali mesmo se necessário. Ou morreria a tentar.
- Humana – olhou-me e mais uma vez riu – Sabes o que é mais engraçado? É que poderia ter a imortalidade. Mas não terás. Basta um olhar para ti, para saber que nunca aceitarás a imortalidade. Por mais que Alexander tente, a tua personalidade nunca permitirá. E quando definhares, estarei aqui para aquecer a cama dele. – dirigiu-se para a porta com aquele rabo exuberante espalmado pelo fato dourado, gritando sexo. – Q ual a sensação?
A porta fechou-se e aquela puta não estava mais na sala.
Duas horas mais tarde os nervos estavam prestes a estourar. Alexander não chegava. O medo começava a paralisar-me.
Alain estava sério, para variar um pouco. Tenso por ter enfrentado a sua criadora.
- Realmente matarias a tua criadora por mim? – perguntei a fitar os seus olhos cor de âmbar.
- Sim.
- Porque? – não pode evitar ficar assombrada.
Os vampiros tinham uma coisa estranha em relação ao criador. Um laço inquebrável. Talvez uma vulnerabilidade. Por isso Alexander matara o dele. Mais uma vez percebia o sangue frio de Alexander. A lógica e precisão da sua mente. As jogadas certeiras.
- Acima de tudo a lei. – respondeu simplesmente – Acima de tudo o Rei.
Não perguntei mais nada. A lealdade era o traço marcante de Alain. A crueldade era de Alexander. Alain renascera – o termo orgulhoso que Alexander usava para a passagem de humano para vampiro - para ser leal. Leal para a sua raça, para a sua criadora. Mas acima de tudo, leal para o Rei. Os seus risonhos olhos âmbar mostravam isso.
Alexander renascera para reinar, a crueldade e frieza sempre presente. A exactidão de cada movimento. E isso via-se nos seus olhos cruéis acinzentados que apenas derretiam ao olhar-me. O aço momentaneamente derretido.
Cada vez mais percebia certas coisas. Percebia que Alexander não pararia de tentar mudar-me as ideias. Não pararia de tentar ter a sua vontade satisfeita. Era a natureza dele.
E isso era assustador.
Saí dos meus pensamentos quando a porta de abriu novamente.
Soltei um grito de terror.
Alexander entrara. Com uma mascara impenetrável no rosto. O Rei dos vampiros. O puro invencível. Coberto de sangue. Sangue escorria dos seus lábios e salpicava o seu rosto. Escorria do seu cabelo como se viesse de uma chuva de sangue. Os olhos frios.
- Alexander! – gritei novamente angustiada, sem forças de correr para ele.
Os seus olhos mais uma vez derreteram ao olhar-me. O meu Alexander perdido naquele olhar. O Alexander que me amava apesar de tudo. O Alexander que tinha regressado de uma espécie de batalha sangrenta.
- Alain, vai para a estação. Temos que limpar a confusão. – Olhou-o e depois assentiu. Mas nunca prenunciando a palavra obrigado.
Alain saiu e Alexander olhou-me um tanto apreensivo.
- Não deveria aparecer assim. – olhou para as roupas manchadas – Mas teria de verte primeiro.
- Eu… - lágrimas caíram pelo meu rosto.
- Não te vou magoar Nikka…
- Eu sei! Estás bem?
- O sangue não é meu.
Assenti e ele olhou-me atento.
- Vou tomar um banho. Depois poderei tocar-te.
Assenti e corri para o seu lado. Abracei-o à mesma. Beijei o seu pescoço, nas partes que não tinha sangue.
Alexander estava a tomar banho. Eu estava no seu quarto. Numa enorme cama, com lençóis negros e moveis que pareciam de reis do século XV. O quarto iluminado por um candeeiro gigante. Olhei o teto daquele enorme quarto. O candeeiro teria umas 50 lâmpadas. Como se iluminasse o salão. Aquele andar era apenas de Alexander. Ninguém entrava lá, e não me sentia apreensível com a ideia de me cruzar com alguém. Fui á janela e vi que estava a amanhecer. Não vi sol. Mas uma enorme floresta rodeava o castelo.
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Mas então mudei a direcção do meu olhar. Alexander saíra do banho. Trazia uma toalha negra, envolta na cintura. Gelei. O meu coração acelerou que nem louco, e a boca secou.
Lambi os lábios secos pelo desejo. Alexander despenteava o cabelo molhado. Tive dificuldade para engolir. Os olhos dele fitaram os meus. Viu o desejo e a luxúria que brilharam neles. O sangue que os tingia, e que não me incomodava. As presas alongadas evidenciando a sua natureza. As coisas que amava nele. E como se fosse um combustível, os deles queimaram-me.
Sorri ao ver vapor sair do seu corpo. Ele aumentara a temperatura para se livrar das gotas de água.
Sentou-se na cama e ao mesmo tempo que erguia uma sobrancelha, chamou-me.
Parecia que estava a sonhar, uma realidade distante. Enquanto caminhava para ele sentia-me a morrer lentamente. Inebriada pela sua sensualidade, inebriada de amor.
- Não percebo como ainda coras… Depois de tudo…
Nem ouvia as suas palavras. Só era capaz de sentir os lábios dele. Lábios quentes e apaixonados que deslizavam pelo meu pescoço.
Sorri quando ele atirou os meus ténis para o chão junto com as meias. Ele levantou-me da cama, e fez-me ficar de pé na sua frente.
- Não vamos fazer amor? – perguntei baixinho.
- Com certeza que vamos. – riu.
Lentamente viu despertar o botou das minhas calças, e desceu-as pelas minhas pernas. Corei ao perceber que as cuecas tinham ido junto.
As suas mão que algumas horas atrás estavam a matar, agora faziam electricidade correr por cada poro da minha pele. Lentamente abria a minha camisa, depositando beijos sensuais na pele que surgia.
O sutiã caiu no chão com um som mudo. As suas mãos apresadas puxaram-me contra ele para a sua língua deslizar pela minha barriga em direcção aos meus seios.
Era impossível prender os gemidos sensuais que ele arrancava de mim. A língua quente que brincava com o meu umbigo fazia a força das minhas pernas ceder, segurei os seus cabelos e gemi.
Ele sorriu contra a minha pele e levantou os olhos luxuriosos para mim. Lentamente tirou a toalha da sua cintura. Vi a prova irrefutável do deu desejo. O membro masculino que se erguia erecto.
Com um gemido, Alexander fez-me sentar no seu colo.
Enquanto os seus lábios acariciavam os meus mamilos erectos pelo desejo, começou a mover-me. Os nossos corpos febris amavam-se numa entrega total. Num acto tão normal como um beijo apaixonado. Num acto de amor, onde a paixão e o amor ardiam juntos. Onde nos queimávamos naquele acto cheio de prazer. Num amor físico junto com as nossas diferenças.
O vampiro que amava carnalmente uma humana. A paixão em níveis astronómicos que faziam o barulho da nossa respiração agitada junto com gemidos ecoar pelo quarto.
Eu sabia que era a única para ele, assim como ele era o único para mim.
- Oh Nikka… - os gemidos de Alexander atiçavam a minha paixão.
- Alex…
O seu corpo que investia no meu, tornou-se apresado e exigente. Potente, indomável e cansável. Parecia que me consumia, as chamas engolindo-me. A tempestade a rugir.
E depois os tremores e abraços que nos fazia flutuar no mundo só nosso, sempre que visitávamos o clímax.
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Acordei a meio do dia. Alex estava a meu lado.
Abri a boca sem acreditar. Ele dormia!
Eu sabia que ele dormia. Ele dissera que era normal isso. Que os puros não precisavam do dia. Podiam descansar a qualquer hora. E como nenhum de nós dormiu de noite, nem durante as primeiras horas da manha… Sorri. Aproveitamos para dormir depois.
Mas era estranho. Nunca o tinha visto dormir. Ele sempre acordava primeiro.
E ao olha-lo dormir, sentia-me inquieta.
Ele não dormia como um humano. Estava deitado de costa no colchão. Tinha os braços encostados ao corpo coberto pelo lençol. O seu peito musculado não subia nem descia. Parecia morto. Mas absurdamente belo como sempre.Atordoada toquei mo seu rosto.
Uma mão férrea esmagou o meu pescoço. Em milésimos de segundos Alexander olhava-me raivoso e esmagava-me contra o colchão.
- A…lex… - tentei puxar as mão do meu pescoço.
Os olhos vermelhos e as presas desapareceram. Juntamente com as mão que lentamente me estavam a tirar a vida, ao livrando-me do oxigénio.
- Céus Nikka! – olhou-me atormentado – Nunca mais faças isso!
- D-des-culpa… - gaguejei.
- Oh meu amor, não estava á espera… - beijou-me o rosto e atrapalhado via o meu pescoço – Perdoa-me! A luta deixou-me alerta… Perdoa-me…
- Está tudo bem… - deixei que a sua boca caísse pela minha, e a sua língua invadisse a boca que já conhecia muito bem.
Durante a tarde inteira, Alexander mostrou-me o seu castelo. Um guia que mostrava um castelo luxuoso e ordenado de relíquias. Não me mostrou a zona que dizia ser onde os alimentadores estavam nem as masmorras. Assim como não me mostrou aquilo a que chamava a “zona pública dos castigos”.
Neste momento mostrava-me um prado onde uns 20 cavalos corriam.
- Cavalos? – perguntei sem acreditar.
Alex desceu-me das suas cavalitas e afagou a minha bochecha.
- Tenho muitos mais. – beijou o canto da minha boca.
- Porque? – perguntei.
- Os vampiros não têm a mesma velocidade que um puro. Nas batalhas precisamos deles, por vezes.
- Também montas um? – perguntei cheia de curiosidade.
- Claro. Ás vezes sim. Quando era humano, fogi da escravatura montado num cavalo. – disse.
Afaguei o seu braço, num gesto reconfortante, apesar de ele não necessitar.
- O teu está aqui? – perguntei.
- Sim. – sorriu enquanto enlaçava a minha cintura – Qual achas que é?
Olhei os cavalos. Então avistei um que se destacava. Um puro sangue. Forte e cheio de graça. Obviamente o “dono do pedaço”. Pelo negro e brilhante.
- Aquele. – apontei para o puro sangue.
- Exacto. – piscou-me o olho. – Relâmpago. – o cavalo ergueu as orelhas e reconheceu a voz do seu cavaleiro.
Alexander não disse mais nada. O cavalo simplesmente chegou-se perto da cerca.
Abri a boca, atordoada com a graça daquele cavalo.
- Relâmpago? – perguntei baixinho a Alex – Foste tu que deste o nome?
- Não. – pois. Bem me parecia que Alex não ia andar a dar nome a cavalos. – Quando o comprei, o humano informou que ele respondia mais face ao seu nome.
Ergui a mão para o cavalo. Ele relinchou e Alex segurou a minha mão.
- Não Nikka. Ele não é dócil, querida.
Olhei para os olhos negros do cavalo. Um cavalo selvagem. Wow. O animal era lindo.
Tentei levar mais uma vez a mão para o focinho do cavalo. Alex ia impedir-me mas o cavalo olhou-me imponente. Sem se afastar.
Rapidamente acariciei o pelo ,macio e retirei logo a mão. O cavalo saiu logo depois numa correria rápida e imponente.
- E mais uma pobre criatura foi seduzida pelos olhos verdes da Nikka… - riu Alex.
- Cuidado… - pisquei-lhe o olho – Posso abandonar-te meu amor. Como vez, todos me acham irresistíveis…
Ele ia responder quando um cavalo deu levemente com o focinho no meu ombro.
- Mas… - olhei para o cavalo. Ela lindo. Tinha o pelo meio dourado, meio platinado. – Que lindo! – acariciei o focinho do cavalo dócil.
- Teu. – disse Alex.
- O quê? – olhei-o sem acreditar.
- Teu. Irei ensinar-te a montares e tudo. – sorriu.
- A sério?
- Sim.
- Wow! Qual o namorado que oferece um cavalo á namorada?
- Um perdidamente apaixonado. – beijou o meu pescoço e puxou o meu queixo para um beijo demorado – E é uma égua.
- Por isso é tão dócil!
- Relâmpago exige a atenção dela. Ela acha-se muito fina para um cavalo rude. – riu Alex.
- Parece da realeza! – disse fascinada pela égua. MINHA!
- Já pensas-te no nome? – perguntou – Tenho a certeza que lhe quererás dar um.
- Sim. – sorri – Até já sei qual. Arianna.
- Arianna? Que raio de nome é esse?
- Fez-me lembrar de uma rapariga que conheci nas férias passadas. Ela tem o cabelo tão loiro que consegue ser prata. A égua tem quase a mesma tonalidade. – gargalhei – Arianna passava-se se soubesse que dei o nome dela a uma égua! – lembrei-me da rapariga séria e betinha que tinha aparecido na villa – Ela veio com os pais passar férias. Ela estava tão tristes sabes? – sorri triste para Alex – Tenho a certeza que se ficasse mais que 6 semanas acabaria por se tornar minha amiga de verdade. Se já não o é.
- Tu irias permitir?
- Acredita que a tentei manter longe. – ri – Mas Arianna andava tão triste que acabei por ceder e convida-la para maluquices. Ela era tão certinha. – ri ao lembrar-me de uma cena – Aconteceu uma confusão e partimos uma montra de uma loja. Acabamos na esquadra. Ela chorava tanto! Além dos cabelos, invejava o seu choro. Eu fico com os olhos e nariz vermelhos e soluço a chorar. Ela até a chorar é elegante!
- És uma chorona Nikka. – riu Alex.
- Eu sei. – Era mesmo.
-Acho que é o temperamento das ruivas. Dizem que as ruivas são impulsivas. – prendeu o meu cabelo atrás da minha orelha.
- E que as loiras são burras. Arianna odiava isso. Ela mudou muito naquele tempo. Era o tipo de pessoa que se lhe batias, virava o rosto e dava a sua outra face. Alguém lhe fizera muito mal Alex. Percebi isso. E ainda me sinto mal cada vez que me lembro da tristeza no olhar dela. Ela nunca chorava. Nem sozinha. Engolia tudo. Apenas me disse que um rapaz lhe tinha magoado. Era uma betinha que naquelas férias aprendeu a ser mais solta. Se me orgulho de alguma coisa, é de ter ajudado aquela rapariga. Quando as férias acabaram ela ria novamente. Além de ter roupas sem serem cor-de-rosa. E aprendeu que por ser gordinha podia ter o namorado que quisesse.
- Ela tocou-te não foi, minha sentimental? Vês sempre o lado bom das pessoas.
- Nela só existia bondade Alex. Alguém a magoou e mesmo assim não se tornou amarga nem maldosa. Sabes o que a soltou? – olhei-o meio arrependida – Foi o meu irmão que se fez a ela. Aquele parvo. Mas nisso com ela, não foi mau. Acho que gostou mesmo dela. Mas ela não quis mais nada que uns beijitos com ele. Mas o Michael depois que ela voltou para NY, ficou no quarto por uma semana inteira. Talvez ele agora ande com todas porque não quer se aproximar de alguém e se apaixonar como se apaixonou pela Arianna.
- Mas não dizes-te que ela era gordinha?
- Não acredito Alex! – olhei-o com raiva – E que mal tem? Ela era linda á mesma! Tinha mais que qualquer beleza. Qualquer um via isso. – olhei-o magoada – E se eu fosse gordinha nem olhavas para mim não era?
- Desculpa. – beijou a minha mão – Ela era importante para ti e eu fui rude. Não quero magoar-te.
- Não fujas á pergunta! – lancei-lhe um olhar ameaçador – Não me amavas se fosse gorda?
- Nikka. Amarei-te com mais 50 quilos em cima. Se tivesses 100 e não 50, nada alteraria. Serias sempre a minha doce Nikka.
- Sei…
- Afinal, eu amo o meu monstrinho! – puxou-me para um beijo.
- Acho bem. É que se não, o monstrinho arranja outro rapidinho. – Como se eu fosse parva.
- Nikka. És uma pessoa extremamente inteligente.
- Claro que sou. E?
- E, que como pessoa inteligente que és, não me trocarias.
Ia dar-lhe uma resposta atrevida quando Jullianne apareceu.
Falou numa língua estranha e rápida . Alexander ficou sério e assentiu.
Jullianne deu-me um sorriso rápido e correu para o palácio.
- Nikka. Vou levar-te para casa. Estamos prestes a ter uma nova revolução. Informaram-nos que alguns clãs desordeiros estão a juntarem-se e preparam-se para atacar o castelo. Não posso correr risco. Lembra-te que prometes-te fazer o que mando…
- Ok. – não ia adiantar discutir no caso de ele achar que estava em perigo – E depois?
- Depois fazemos o que quiseres. Tenho que ficar uma semana mais ou menos. Depois podemos voltar para aqui ou simplesmente voltar para a villa. Ou – os seus olhos olharam-me com malícia – Podíamos ter uma lua-de-mel.
- Alex. – corei – Uma lua-de-mel são para casados. E eu sou muito nova para pensar nisso. Alem que acho que casamento não é algo que importe para vampiros ou… - estava nervosa.
- Eu sei amor. Foi um termo. O que queria dizer é que podias escolher um país qualquer e eu levava-te até lá.
- Soa-me bem. – sorri. – Viagem antes da Universidade…
- Já pensas-te na que queres?
- Não. Tenho que pensar bem. – disse enquanto me virava para a égua que comia calmamente a erva do prado – Arianna, parece que não vou poder cavalgar. Depois volto, - acariciei o focinho da linda égua.
- E essa tal tua amiga o que é feito dela? – eu sabia que ele perguntava porque era uma coisa importante para mim.
- A ultima vez que tive noticias dela, foi na pascoa. Ela enviou-me um e-mail a desejar-me feliz pascoa e isso. Parecia-me bem. Apesar de sempre ter a impressão que lhe falta algo. E claro que o meu irmão falou dela durante as férias todas. Sempre a perguntar-me coisas. Ele ainda não superou. – dei de ombros.
- E se a foces visitar?
- Ia adorar! – sorri agradecida – Mas só depois de fazermos a tal viagem. – avisei.
Aqui está outro capitulo! :)
Desculpem a demora, mas foi assim escrito em cima da hora. Não me matem! :S
É que (como eu já tinha dito e sabia perfeitamente que ia acontecer) o exame correu mesmo mal. Tive a ver os critérios e tal e devo tirar um 7… Nem sei. Agora é estudar para a segunda fase que é daqui a 3 semanas mais ou menos.
Andava meio desmotivara e nem me apetecia escrever. Mas depois decidi deixar de lamentar.
Eu dei 100% nos estudos para conseguir passar á primeira.
Querem saber? Agora vou dar 120%!
Confesso que pensei que ia ser bem pior a nota. Eu juro que apesar de estudar muito parecia que não sabia nada. Agora é trabalhar aquilo que errei. Tenho que acreditar, não é? D eixar-me de lamentar. E ainda por cima tenho uma família do blog maravilhosa que me apoia e tudo! :P
Obrigada. A sério.
Agora quero que comentem muito! :P E estarei de volta a responder a cada coment! Como merecem! :)
Espero que tenham gostado do capitulo.
Lembrem-se que as partes para maiores, podem não estar muito bem porque não tenho experiencia nessas coisas e é sempre difícil escrever… :s Comentem essa parte! :P
Agora uma noticia.
Amor & Sangue À Meia-Noite está a chegar á recta final.
Mas começarei outra história. :P Já tenho cá as ideias e tal…
Vamos ver quem vai estar cá para ver o que acontece! :)
O final já está decidido. Vamos ver o que vão achar. :P
Parece irreal que estou a terminar. Mas já estou no 21 capitulo e tenho que me despedir destes personagens e começar com outros. ;) Isto é, se quiserem que post mais histórias. :P Agora depois de fazer a segunda fase estarei com muito tempo livre e vou dedicar-me á minha paixão que é a escrita.
Agora queria informar que amanha á noite irei postar uma “mini história” que escrevi hoje de tarde. Apesar de ser suspeita para falar, eu amei a história. Cada minuto que passei a escreve-la foi muito bom. Ajudou-me a superar a onda de foça que estava pelo exame. Por volta das 8 horas da noite postarei. Amanha darei os últimos retoques e tal… :P Espero que depois comentem! :P
p.s-) Parabéns á Bruna. – atrasados. Mas de coração. Só vi hoje… :S Desejo-te tudo de bom Bruna. Felicidades!
Como prometido marta! :P
Espero que se divirtam a ler! :)
Este tem partes para maiores…
Funciona da mesma forma. Quem não quiser ler é só pular a parte dos ***
Exemplo:
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Dfghjkjnbvcdfghjkmnbvgf
Ufdsxgcvhyotirfudgkhyog
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Obrigada á minha família do blog. :) Mesmo! vocês são de mais! :)
A sério… Já voz numerei no post anterior e continuo a não me cansar de voz dizer o quanto são importantes para mim. São a minha família do blog! :P
Comentem muito este capitulo! :P Estou a precisar de incentivo! :P Aqueles que não costumam comentar, comentem hoje! ;)
Atirei o livro para o chão. Já não aguentava mais. A espera era insuportável. E o facto de Alain estar a olhar para mim intrigado, só me irritava mais.
Então ouvi alguém abrir a porta. Levantei-me automaticamente ao pensar que seria Alex.
Mas não era.
Kawit entrava na sala. E mais uma vez fiquei com raiva dela. Lá estava a parvalhona a olhar-me como se fosse inferior.
- Kawit. – Alain agora estava ao meu lado – Lamento, mas tenho que te dizer para saíres desta sala.
Kawit riu e olhou divertida para Alain.
- Estou a falar a sério. – Alain não saiu da minha frente – Criadora… Não me abriga a…
- A? – riu Kawit – O que queres dizer com isso, meu Alain? Levantarias uma mão para mim? Uma mão impotente?
O corpo de Alain ficou tenso, e apesar de não ver o seu rosto, sabia que ali não estava o Alain divertido e irreverente. Ali estava Alain. O vampiro puro.
- Sai.
Não percebia o que se passava. Não percebia porque Alain segurou o braço de Kawit. Não percebi o porquê do olhar negro e maldoso que Kawit lhe lançou, que depois de segundos se virou por mim.
- Porque? Por ela? – voltou os olhos negros e cínicos para Alain – Desafias a tua criadora por uma humana? Estás disposto a enfrentar os problemas? Eu fiz-te e eu posso destruir-te.
- Sim. Tu podes. Mas para lhe tocares agora, terás de me destruir neste momento. – deu-lhe um pequeno encontrão, que nunca a magoariam. Não fisicamente. Aquele gesto para ela tinha um significado. E os seus olhos tornaram-se maldosos e piscavam de tanta raiva. – Por causa do meu Rei. – Alain respondeu à pergunta feita pelos olhos da vistosa africana.
Kawit olhou-me novamente. Agora não tinha ali Alexander. Mas mesmo assim, impedi-me de a fitar com medo. Recosei-me a fita-la como alguém superior. Na verdade, olhei-a como um rei devia olhar os seus escravos. Olhei-a como se ela fosse uma formiga e eu uma gigante. E ela olhou-me cheia de raiva e sedenta de sangue.
- Alain, ela não me toca. – assegurei cheia de segurança – Ela sabe o que Alexander fará. – sorri-lhe para meter nojo, mesmo.
- Cuidado criança. – sorriu-me maldosa – Não vejo Alexander por aqui.
- Estou eu para fazer o trabalho. Criadora, não torne as coisas mais difíceis…
- Quando ele voltar, se me tocares estarás feita. – Ignoramos Alain e fitávamo-nos numa competição que apenas as mulheres percebem. Alexander é meu namorado e não ia deixar uma badolhaca qualquer ameaçar-me. Não mesmo!
- Se voltar.
O meu coração bateu mais rápido. O medo de Alexander não voltar. Não era medo de estar desprotegida. Era o medo de ele não voltar para mim. O medo da perda.
- Ele vai. – afirmei – Ele prometeu-me. Alex não mente para mim.
Ela gargalhou.
- Não? Então sabes tudo? – sorriu-me com malícia – Sabias desde o principio quem ele era?
Ela sabia que eu não sabia. Alex mencionara os problemas que se passaram quando ele se recusou a sair de perto de mim, mesmo para ser apenas um espectador. Todos sabiam que eu era mantida na ignorância.
- Não sabia desde o inicio. – todos sabiam isso – Mas desde aí ele nunca mais me mentiu.
- Tens a certeza disso?
- Sim.
- Ele é insaciável não é? – piscou – Tem um corpo fenomenal… Tanto prazer que proporciona… Com aquele sexo tão bem proporcionado! Nunca tive homem ou vampiro assim… Bem, sabes do que falo. O que sentes quando estás com ele na cama, e sabes que nunca poderás dar tanto prazer como uma pura? Ou quando sabes que os lábios dele beijaram a minha pele morena, e o seu corpo moveu-se dentro do meu…
Fechei os punhos. A tremer de raiva. Ódio. Seria capaz de mata-la.
- Chega Kawit. – avisou Alain, pressentindo que eu iria saltar para ela em pouco tempo.
- Porque? – olhou-me inocente – Não me digas que não sabias que durante séculos tive aquilo que apenas provas-te recentemente, sua humana repudiante?
- Nunca tiveste o que eu tive! – gritei furiosa – Nem nunca terás! Ele ama-me! Ouvis-te? Ama-me! A mim! À tal humana repudiante. Por mais que implorasses ele nunca te transformou. Perdes-te Kawit. Perdes-te para mim. Como te sentes? Qual é a sensação de mais uma vez te sentires ameaçada? O que vais fazer em relação a isso?
- Cuidado. Não abuses…
- Nunca faças uma ameaça que nunca poderás cumprir. – avisei-a – Perdes a moral toda. Tu é que deves ter cuidado comigo. Uma palavra minha, e Alex não perderia tempo em matar-te. E tu sabes.
- Provavelmente é verdade. – riu – O Rei anda momentaneamente louco. Com o tempo cai em si. Nunca poderás manter a atenção dele por muito tempo. – sorriu-me – Ambas sabemos isso.
Sim. Sabia isso.
- Como te sentes em relação a isso? – espicaçou. – O que vais fazer em relação a isso?
- Kawit. – Alain parecia pedir-lhe para sair. Não queria fazer-lhe algo, virar-se contra aquela que lhe deu a imortalidade. Mas tinha uma lealdade inabalável para com Alex, que agora se traduzia na ordem de me manter em segurança. A voz dele dizia que mataria ali mesmo se necessário. Ou morreria a tentar.
- Humana – olhou-me e mais uma vez riu – Sabes o que é mais engraçado? É que poderia ter a imortalidade. Mas não terás. Basta um olhar para ti, para saber que nunca aceitarás a imortalidade. Por mais que Alexander tente, a tua personalidade nunca permitirá. E quando definhares, estarei aqui para aquecer a cama dele. – dirigiu-se para a porta com aquele rabo exuberante espalmado pelo fato dourado, gritando sexo. – Q ual a sensação?
A porta fechou-se e aquela puta não estava mais na sala.
Duas horas mais tarde os nervos estavam prestes a estourar. Alexander não chegava. O medo começava a paralisar-me.
Alain estava sério, para variar um pouco. Tenso por ter enfrentado a sua criadora.
- Realmente matarias a tua criadora por mim? – perguntei a fitar os seus olhos cor de âmbar.
- Sim.
- Porque? – não pode evitar ficar assombrada.
Os vampiros tinham uma coisa estranha em relação ao criador. Um laço inquebrável. Talvez uma vulnerabilidade. Por isso Alexander matara o dele. Mais uma vez percebia o sangue frio de Alexander. A lógica e precisão da sua mente. As jogadas certeiras.
- Acima de tudo a lei. – respondeu simplesmente – Acima de tudo o Rei.
Não perguntei mais nada. A lealdade era o traço marcante de Alain. A crueldade era de Alexander. Alain renascera – o termo orgulhoso que Alexander usava para a passagem de humano para vampiro - para ser leal. Leal para a sua raça, para a sua criadora. Mas acima de tudo, leal para o Rei. Os seus risonhos olhos âmbar mostravam isso.
Alexander renascera para reinar, a crueldade e frieza sempre presente. A exactidão de cada movimento. E isso via-se nos seus olhos cruéis acinzentados que apenas derretiam ao olhar-me. O aço momentaneamente derretido.
Cada vez mais percebia certas coisas. Percebia que Alexander não pararia de tentar mudar-me as ideias. Não pararia de tentar ter a sua vontade satisfeita. Era a natureza dele.
E isso era assustador.
Saí dos meus pensamentos quando a porta de abriu novamente.
Soltei um grito de terror.
Alexander entrara. Com uma mascara impenetrável no rosto. O Rei dos vampiros. O puro invencível. Coberto de sangue. Sangue escorria dos seus lábios e salpicava o seu rosto. Escorria do seu cabelo como se viesse de uma chuva de sangue. Os olhos frios.
- Alexander! – gritei novamente angustiada, sem forças de correr para ele.
Os seus olhos mais uma vez derreteram ao olhar-me. O meu Alexander perdido naquele olhar. O Alexander que me amava apesar de tudo. O Alexander que tinha regressado de uma espécie de batalha sangrenta.
- Alain, vai para a estação. Temos que limpar a confusão. – Olhou-o e depois assentiu. Mas nunca prenunciando a palavra obrigado.
Alain saiu e Alexander olhou-me um tanto apreensivo.
- Não deveria aparecer assim. – olhou para as roupas manchadas – Mas teria de verte primeiro.
- Eu… - lágrimas caíram pelo meu rosto.
- Não te vou magoar Nikka…
- Eu sei! Estás bem?
- O sangue não é meu.
Assenti e ele olhou-me atento.
- Vou tomar um banho. Depois poderei tocar-te.
Assenti e corri para o seu lado. Abracei-o à mesma. Beijei o seu pescoço, nas partes que não tinha sangue.
Alexander estava a tomar banho. Eu estava no seu quarto. Numa enorme cama, com lençóis negros e moveis que pareciam de reis do século XV. O quarto iluminado por um candeeiro gigante. Olhei o teto daquele enorme quarto. O candeeiro teria umas 50 lâmpadas. Como se iluminasse o salão. Aquele andar era apenas de Alexander. Ninguém entrava lá, e não me sentia apreensível com a ideia de me cruzar com alguém. Fui á janela e vi que estava a amanhecer. Não vi sol. Mas uma enorme floresta rodeava o castelo.
****************************************************************************
Mas então mudei a direcção do meu olhar. Alexander saíra do banho. Trazia uma toalha negra, envolta na cintura. Gelei. O meu coração acelerou que nem louco, e a boca secou.
Lambi os lábios secos pelo desejo. Alexander despenteava o cabelo molhado. Tive dificuldade para engolir. Os olhos dele fitaram os meus. Viu o desejo e a luxúria que brilharam neles. O sangue que os tingia, e que não me incomodava. As presas alongadas evidenciando a sua natureza. As coisas que amava nele. E como se fosse um combustível, os deles queimaram-me.
Sorri ao ver vapor sair do seu corpo. Ele aumentara a temperatura para se livrar das gotas de água.
Sentou-se na cama e ao mesmo tempo que erguia uma sobrancelha, chamou-me.
Parecia que estava a sonhar, uma realidade distante. Enquanto caminhava para ele sentia-me a morrer lentamente. Inebriada pela sua sensualidade, inebriada de amor.
- Não percebo como ainda coras… Depois de tudo…
Nem ouvia as suas palavras. Só era capaz de sentir os lábios dele. Lábios quentes e apaixonados que deslizavam pelo meu pescoço.
Sorri quando ele atirou os meus ténis para o chão junto com as meias. Ele levantou-me da cama, e fez-me ficar de pé na sua frente.
- Não vamos fazer amor? – perguntei baixinho.
- Com certeza que vamos. – riu.
Lentamente viu despertar o botou das minhas calças, e desceu-as pelas minhas pernas. Corei ao perceber que as cuecas tinham ido junto.
As suas mão que algumas horas atrás estavam a matar, agora faziam electricidade correr por cada poro da minha pele. Lentamente abria a minha camisa, depositando beijos sensuais na pele que surgia.
O sutiã caiu no chão com um som mudo. As suas mãos apresadas puxaram-me contra ele para a sua língua deslizar pela minha barriga em direcção aos meus seios.
Era impossível prender os gemidos sensuais que ele arrancava de mim. A língua quente que brincava com o meu umbigo fazia a força das minhas pernas ceder, segurei os seus cabelos e gemi.
Ele sorriu contra a minha pele e levantou os olhos luxuriosos para mim. Lentamente tirou a toalha da sua cintura. Vi a prova irrefutável do deu desejo. O membro masculino que se erguia erecto.
Com um gemido, Alexander fez-me sentar no seu colo.
Enquanto os seus lábios acariciavam os meus mamilos erectos pelo desejo, começou a mover-me. Os nossos corpos febris amavam-se numa entrega total. Num acto tão normal como um beijo apaixonado. Num acto de amor, onde a paixão e o amor ardiam juntos. Onde nos queimávamos naquele acto cheio de prazer. Num amor físico junto com as nossas diferenças.
O vampiro que amava carnalmente uma humana. A paixão em níveis astronómicos que faziam o barulho da nossa respiração agitada junto com gemidos ecoar pelo quarto.
Eu sabia que era a única para ele, assim como ele era o único para mim.
- Oh Nikka… - os gemidos de Alexander atiçavam a minha paixão.
- Alex…
O seu corpo que investia no meu, tornou-se apresado e exigente. Potente, indomável e cansável. Parecia que me consumia, as chamas engolindo-me. A tempestade a rugir.
E depois os tremores e abraços que nos fazia flutuar no mundo só nosso, sempre que visitávamos o clímax.
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Acordei a meio do dia. Alex estava a meu lado.
Abri a boca sem acreditar. Ele dormia!
Eu sabia que ele dormia. Ele dissera que era normal isso. Que os puros não precisavam do dia. Podiam descansar a qualquer hora. E como nenhum de nós dormiu de noite, nem durante as primeiras horas da manha… Sorri. Aproveitamos para dormir depois.
Mas era estranho. Nunca o tinha visto dormir. Ele sempre acordava primeiro.
E ao olha-lo dormir, sentia-me inquieta.
Ele não dormia como um humano. Estava deitado de costa no colchão. Tinha os braços encostados ao corpo coberto pelo lençol. O seu peito musculado não subia nem descia. Parecia morto. Mas absurdamente belo como sempre.Atordoada toquei mo seu rosto.
Uma mão férrea esmagou o meu pescoço. Em milésimos de segundos Alexander olhava-me raivoso e esmagava-me contra o colchão.
- A…lex… - tentei puxar as mão do meu pescoço.
Os olhos vermelhos e as presas desapareceram. Juntamente com as mão que lentamente me estavam a tirar a vida, ao livrando-me do oxigénio.
- Céus Nikka! – olhou-me atormentado – Nunca mais faças isso!
- D-des-culpa… - gaguejei.
- Oh meu amor, não estava á espera… - beijou-me o rosto e atrapalhado via o meu pescoço – Perdoa-me! A luta deixou-me alerta… Perdoa-me…
- Está tudo bem… - deixei que a sua boca caísse pela minha, e a sua língua invadisse a boca que já conhecia muito bem.
Durante a tarde inteira, Alexander mostrou-me o seu castelo. Um guia que mostrava um castelo luxuoso e ordenado de relíquias. Não me mostrou a zona que dizia ser onde os alimentadores estavam nem as masmorras. Assim como não me mostrou aquilo a que chamava a “zona pública dos castigos”.
Neste momento mostrava-me um prado onde uns 20 cavalos corriam.
- Cavalos? – perguntei sem acreditar.
Alex desceu-me das suas cavalitas e afagou a minha bochecha.
- Tenho muitos mais. – beijou o canto da minha boca.
- Porque? – perguntei.
- Os vampiros não têm a mesma velocidade que um puro. Nas batalhas precisamos deles, por vezes.
- Também montas um? – perguntei cheia de curiosidade.
- Claro. Ás vezes sim. Quando era humano, fogi da escravatura montado num cavalo. – disse.
Afaguei o seu braço, num gesto reconfortante, apesar de ele não necessitar.
- O teu está aqui? – perguntei.
- Sim. – sorriu enquanto enlaçava a minha cintura – Qual achas que é?
Olhei os cavalos. Então avistei um que se destacava. Um puro sangue. Forte e cheio de graça. Obviamente o “dono do pedaço”. Pelo negro e brilhante.
- Aquele. – apontei para o puro sangue.
- Exacto. – piscou-me o olho. – Relâmpago. – o cavalo ergueu as orelhas e reconheceu a voz do seu cavaleiro.
Alexander não disse mais nada. O cavalo simplesmente chegou-se perto da cerca.
Abri a boca, atordoada com a graça daquele cavalo.
- Relâmpago? – perguntei baixinho a Alex – Foste tu que deste o nome?
- Não. – pois. Bem me parecia que Alex não ia andar a dar nome a cavalos. – Quando o comprei, o humano informou que ele respondia mais face ao seu nome.
Ergui a mão para o cavalo. Ele relinchou e Alex segurou a minha mão.
- Não Nikka. Ele não é dócil, querida.
Olhei para os olhos negros do cavalo. Um cavalo selvagem. Wow. O animal era lindo.
Tentei levar mais uma vez a mão para o focinho do cavalo. Alex ia impedir-me mas o cavalo olhou-me imponente. Sem se afastar.
Rapidamente acariciei o pelo ,macio e retirei logo a mão. O cavalo saiu logo depois numa correria rápida e imponente.
- E mais uma pobre criatura foi seduzida pelos olhos verdes da Nikka… - riu Alex.
- Cuidado… - pisquei-lhe o olho – Posso abandonar-te meu amor. Como vez, todos me acham irresistíveis…
Ele ia responder quando um cavalo deu levemente com o focinho no meu ombro.
- Mas… - olhei para o cavalo. Ela lindo. Tinha o pelo meio dourado, meio platinado. – Que lindo! – acariciei o focinho do cavalo dócil.
- Teu. – disse Alex.
- O quê? – olhei-o sem acreditar.
- Teu. Irei ensinar-te a montares e tudo. – sorriu.
- A sério?
- Sim.
- Wow! Qual o namorado que oferece um cavalo á namorada?
- Um perdidamente apaixonado. – beijou o meu pescoço e puxou o meu queixo para um beijo demorado – E é uma égua.
- Por isso é tão dócil!
- Relâmpago exige a atenção dela. Ela acha-se muito fina para um cavalo rude. – riu Alex.
- Parece da realeza! – disse fascinada pela égua. MINHA!
- Já pensas-te no nome? – perguntou – Tenho a certeza que lhe quererás dar um.
- Sim. – sorri – Até já sei qual. Arianna.
- Arianna? Que raio de nome é esse?
- Fez-me lembrar de uma rapariga que conheci nas férias passadas. Ela tem o cabelo tão loiro que consegue ser prata. A égua tem quase a mesma tonalidade. – gargalhei – Arianna passava-se se soubesse que dei o nome dela a uma égua! – lembrei-me da rapariga séria e betinha que tinha aparecido na villa – Ela veio com os pais passar férias. Ela estava tão tristes sabes? – sorri triste para Alex – Tenho a certeza que se ficasse mais que 6 semanas acabaria por se tornar minha amiga de verdade. Se já não o é.
- Tu irias permitir?
- Acredita que a tentei manter longe. – ri – Mas Arianna andava tão triste que acabei por ceder e convida-la para maluquices. Ela era tão certinha. – ri ao lembrar-me de uma cena – Aconteceu uma confusão e partimos uma montra de uma loja. Acabamos na esquadra. Ela chorava tanto! Além dos cabelos, invejava o seu choro. Eu fico com os olhos e nariz vermelhos e soluço a chorar. Ela até a chorar é elegante!
- És uma chorona Nikka. – riu Alex.
- Eu sei. – Era mesmo.
-Acho que é o temperamento das ruivas. Dizem que as ruivas são impulsivas. – prendeu o meu cabelo atrás da minha orelha.
- E que as loiras são burras. Arianna odiava isso. Ela mudou muito naquele tempo. Era o tipo de pessoa que se lhe batias, virava o rosto e dava a sua outra face. Alguém lhe fizera muito mal Alex. Percebi isso. E ainda me sinto mal cada vez que me lembro da tristeza no olhar dela. Ela nunca chorava. Nem sozinha. Engolia tudo. Apenas me disse que um rapaz lhe tinha magoado. Era uma betinha que naquelas férias aprendeu a ser mais solta. Se me orgulho de alguma coisa, é de ter ajudado aquela rapariga. Quando as férias acabaram ela ria novamente. Além de ter roupas sem serem cor-de-rosa. E aprendeu que por ser gordinha podia ter o namorado que quisesse.
- Ela tocou-te não foi, minha sentimental? Vês sempre o lado bom das pessoas.
- Nela só existia bondade Alex. Alguém a magoou e mesmo assim não se tornou amarga nem maldosa. Sabes o que a soltou? – olhei-o meio arrependida – Foi o meu irmão que se fez a ela. Aquele parvo. Mas nisso com ela, não foi mau. Acho que gostou mesmo dela. Mas ela não quis mais nada que uns beijitos com ele. Mas o Michael depois que ela voltou para NY, ficou no quarto por uma semana inteira. Talvez ele agora ande com todas porque não quer se aproximar de alguém e se apaixonar como se apaixonou pela Arianna.
- Mas não dizes-te que ela era gordinha?
- Não acredito Alex! – olhei-o com raiva – E que mal tem? Ela era linda á mesma! Tinha mais que qualquer beleza. Qualquer um via isso. – olhei-o magoada – E se eu fosse gordinha nem olhavas para mim não era?
- Desculpa. – beijou a minha mão – Ela era importante para ti e eu fui rude. Não quero magoar-te.
- Não fujas á pergunta! – lancei-lhe um olhar ameaçador – Não me amavas se fosse gorda?
- Nikka. Amarei-te com mais 50 quilos em cima. Se tivesses 100 e não 50, nada alteraria. Serias sempre a minha doce Nikka.
- Sei…
- Afinal, eu amo o meu monstrinho! – puxou-me para um beijo.
- Acho bem. É que se não, o monstrinho arranja outro rapidinho. – Como se eu fosse parva.
- Nikka. És uma pessoa extremamente inteligente.
- Claro que sou. E?
- E, que como pessoa inteligente que és, não me trocarias.
Ia dar-lhe uma resposta atrevida quando Jullianne apareceu.
Falou numa língua estranha e rápida . Alexander ficou sério e assentiu.
Jullianne deu-me um sorriso rápido e correu para o palácio.
- Nikka. Vou levar-te para casa. Estamos prestes a ter uma nova revolução. Informaram-nos que alguns clãs desordeiros estão a juntarem-se e preparam-se para atacar o castelo. Não posso correr risco. Lembra-te que prometes-te fazer o que mando…
- Ok. – não ia adiantar discutir no caso de ele achar que estava em perigo – E depois?
- Depois fazemos o que quiseres. Tenho que ficar uma semana mais ou menos. Depois podemos voltar para aqui ou simplesmente voltar para a villa. Ou – os seus olhos olharam-me com malícia – Podíamos ter uma lua-de-mel.
- Alex. – corei – Uma lua-de-mel são para casados. E eu sou muito nova para pensar nisso. Alem que acho que casamento não é algo que importe para vampiros ou… - estava nervosa.
- Eu sei amor. Foi um termo. O que queria dizer é que podias escolher um país qualquer e eu levava-te até lá.
- Soa-me bem. – sorri. – Viagem antes da Universidade…
- Já pensas-te na que queres?
- Não. Tenho que pensar bem. – disse enquanto me virava para a égua que comia calmamente a erva do prado – Arianna, parece que não vou poder cavalgar. Depois volto, - acariciei o focinho da linda égua.
- E essa tal tua amiga o que é feito dela? – eu sabia que ele perguntava porque era uma coisa importante para mim.
- A ultima vez que tive noticias dela, foi na pascoa. Ela enviou-me um e-mail a desejar-me feliz pascoa e isso. Parecia-me bem. Apesar de sempre ter a impressão que lhe falta algo. E claro que o meu irmão falou dela durante as férias todas. Sempre a perguntar-me coisas. Ele ainda não superou. – dei de ombros.
- E se a foces visitar?
- Ia adorar! – sorri agradecida – Mas só depois de fazermos a tal viagem. – avisei.
Aqui está outro capitulo! :)
Desculpem a demora, mas foi assim escrito em cima da hora. Não me matem! :S
É que (como eu já tinha dito e sabia perfeitamente que ia acontecer) o exame correu mesmo mal. Tive a ver os critérios e tal e devo tirar um 7… Nem sei. Agora é estudar para a segunda fase que é daqui a 3 semanas mais ou menos.
Andava meio desmotivara e nem me apetecia escrever. Mas depois decidi deixar de lamentar.
Eu dei 100% nos estudos para conseguir passar á primeira.
Querem saber? Agora vou dar 120%!
Confesso que pensei que ia ser bem pior a nota. Eu juro que apesar de estudar muito parecia que não sabia nada. Agora é trabalhar aquilo que errei. Tenho que acreditar, não é? D eixar-me de lamentar. E ainda por cima tenho uma família do blog maravilhosa que me apoia e tudo! :P
Obrigada. A sério.
Agora quero que comentem muito! :P E estarei de volta a responder a cada coment! Como merecem! :)
Espero que tenham gostado do capitulo.
Lembrem-se que as partes para maiores, podem não estar muito bem porque não tenho experiencia nessas coisas e é sempre difícil escrever… :s Comentem essa parte! :P
Agora uma noticia.
Amor & Sangue À Meia-Noite está a chegar á recta final.
Mas começarei outra história. :P Já tenho cá as ideias e tal…
Vamos ver quem vai estar cá para ver o que acontece! :)
O final já está decidido. Vamos ver o que vão achar. :P
Parece irreal que estou a terminar. Mas já estou no 21 capitulo e tenho que me despedir destes personagens e começar com outros. ;) Isto é, se quiserem que post mais histórias. :P Agora depois de fazer a segunda fase estarei com muito tempo livre e vou dedicar-me á minha paixão que é a escrita.
Agora queria informar que amanha á noite irei postar uma “mini história” que escrevi hoje de tarde. Apesar de ser suspeita para falar, eu amei a história. Cada minuto que passei a escreve-la foi muito bom. Ajudou-me a superar a onda de foça que estava pelo exame. Por volta das 8 horas da noite postarei. Amanha darei os últimos retoques e tal… :P Espero que depois comentem! :P
p.s-) Parabéns á Bruna. – atrasados. Mas de coração. Só vi hoje… :S Desejo-te tudo de bom Bruna. Felicidades!
E parabens á Raquel! :) 8 dias de atraso? --' Mas não sabia... Muitos paranbens raquel! :) Desejo-te tudo aquilo que se deseja nestas datas... E muito mais! :)
p.s2-) Se quizerem adicionar-me no msn é so enviarem-me um e-mail para
que eu depois adicono no meu a-mail pessoal! :)
Beijinhos e já sabem… COMEMTEM!
Beijinhos e já sabem… COMEMTEM!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Aviso!
Aviso!
Antes de mais, espero que não me matem…
Antes de mais, espero que não me matem…
Por FAVOR!
Bem… (medo da vossa reacção… :S)
Não irei postar nunca mais “Amor & Sangue à Meia-Noite”.
Vamos às explicações…
Estou a brincar :P – uma tentativa parva de até a mim me fazer rir.
Agora a sério…
Na sexta não vou poder MESMO postar o capítulo. Espero que me perdoem (por favor? )
Mas ando que nem louca para estudar para matemática. E querem saber a melhor?
Não está a adiantar porra nenhuma! :O
Estudo muito (quando digo muito, refiro-me a levantar-me por volta das 7 e começar a estudar ás 7 e 30. Pausas de 10 minutos para o almoço, lanche e jantar. Depois deito-me á 1 da manha, meia noite… Conforme calha.). Como devem imaginar, alguns dias nesta rotina, está a deixar-me louca. Mesmo!
Sei que não devia estudar tantas horas seguidas, mas eu não ando a perceber nada daquilo. Se com este tempo todo não percebo, imaginem se não estudasse. No final do dia, vou ver e parece que já nem sei nada. ( E só de pensar que até o 10 ano era aluna de 5!Meu Deus!)
O que me “acalma” é que faço o exame na segunda-feira e pronto. Acabou a conversa. Se vir que correu mal, estudo muito mais para a segunda fase. – isto é o que tento dizer a mim mesma constantemente.
Eu juro que queria fazer logo á primeira. Estou completamente nervosa. Tenho pesadelos e sabem aquela coisa na garganta que não deixa passar nem uma migalha? É isso.
O que me irrita profundamente é que tenho uma boa média. Ao contrário de muitos não tenho que me preocupar se a minha média vai chegar e essas coisas. Só tenho que me preocupar em fazer a porcaria da matemática.
Só peço 9.5! Por favor!
E se eu não conseguir?
Um ano da minha vida que vai pelo esgoto.
Sinto que estou a desiludir toda a gente.
Os meus pais, principalmente. ( E agora a vocês, por não conseguir postar nada na sexta. A sério. Desculpem. Não queria falhar-vos. Não queria… Porra, não queria que nada disto acontecesse. Sinto-me uma porcaria por vos estar a falhar.)
A minha mãe está sempre a dizer “ Claro que vais conseguir! E vai ser logo á primeira. Calma. Tudo vai correr bem. E se não é á primeira, vais ver que é á segunda. Não estou a ver alguém que estude mais que tu! Se tu não consegues, quem vai conseguir?”.
Mas eu sei perfeitamente que não vou conseguir. Parece que me vejo mesmo a ir ver a pauta e tirar uma nota péssima. E na segunda fase igual. E depois de tanto esforço, de tanto estudo e tantas abdicações…
E depois ponho-me a pensar “ E se nem para o ano consigo?”.
É de loucos. Estou num estado tal, que dou comigo a chorar até a tomar banho!
Não fazem ideia como me sinto impotente. Quero “meter as coisas na cabeça” e nada!
E eu nunca tive esse género de problemas. Sempre fui boa aluna.
Nunca fui muito “bem comportada nas aulas” (é mais divertido falar. Mas nada de mais.). Raramente passo as coisas para o caderno. Apenas quando é uma matéria que gosto, fico atenta. Mas (mesmo estudando nas vésperas, 1 ou 2 horas – e a ultima foi que não li sequer os resumos, e por estar doente faltei á maioria das aulas, fui fazer o teste e por cultura geral tirei 15. Enquanto que pessoal que estudou dias, tiraram nota baixa e até nega) tirava sempre boa nota. Não é estar a gabar ou algo do género, pois sou uma burra do pior. Não meto a matemática na puta da cabeça. É que só me pode ter parado o cérebro, mesmo.
(Desculpem o baixo calão. Mas é um desabafo.)
E agora as coisas não estão a funcionar bem assim. E por mais que tente, bloqueei.
Eu só não queria ter que chegar perto da minha mãe e dizer “é… Não passei mãe. Tenho que ficar mais um ano. E também não sei se serei capaz de fazer nem daqui a 20 anos.”
E se nunca conseguir entra para a Universidade?
:O
Não quero ver que mesmo com ela a acreditar em mim, eu não consiga. Não quero que o meu pai deixe de dizer que a filha é inteligente. Não quero ver alguns dos meus amigos (já que a maioria não vai para a universidade porque quer seguir outras coisas. Ou já nem tentam estudar para matemática) irem para a universidade, e eu, que até tenho melhores notas, ficar.
Já devem estar fatos de me ouvir. Eu comecei a falar e não consegui parar.
Mas a verdade é que estou mesmo a explodir. Cansada.
Cansada desta merda toda.
Cansada de tentar e não conseguir nada.
Tracei um objectivo e não estou a conseguir alcança-lo.
É revoltante, triste e deixa-me cheia de raiva.
Vejo os dias passarem e eu parece que regrido na aprendizagem.
Não consigo pensar em mais nada além “deste dilema de adolescente”. – Sim eu sei, existe problemas muito piores. Como doenças, guerra, atentados, fome… Sim eu sei disso tudo. E isso também me revolta. Mas neste momento – talvez seja egotista e criança – mas estou muito mais preocupada com isto.
Quem já teve oportunidade de falar comigo no msn ou via e-mail, sabe que sou muito, mas MUITO nervosa e stressada ( não é md? – nem as tuas técnicas de respiração dão resultado). É impossível pensar noutra coisa qualquer.
Na quarta tenho exame de português e não estudei nada. Nem um segundo.
Nunca tirei negativa a português. E já começo a pensar, que com esta onda negra que me anda a atingir, não vou conseguir fazer nada que preste lá.
Já estou mesmo a ver.
Chumbar aos dois.
Não posso mesmo escrever. Alias, pela primeira vez “não me apetece”. Não tenho motivação para escrever, não tenho tempo, não tenho vontade para pensar no que a Nikka vai fazer, no que o Alex vai dizer, ou no que o Alain vai armar. Nem mesmo tenho vontade.
Nunca deixei que os meus momentos menos bons (que toda a gente tem) interferissem no que escrevo. Alias isso não me influencia em nada. Estava cansada e não tinha muita motivação, e mesmo assim escrevi o ultimo capitulo onde tentei que fosse divertido.
Mas agora não dá.
Vou ficar a dever um capitulo esta semana.
Mas para a semana “pago as minhas dividas”. Na terça sai um capítulo. E na sexta sai novamente outro.
Espero mesmo que compreendam. Nem sabem como me sinto mal em ter que voz dizer isto e desiludir-vos. Depois de tantos elogios e palavras amigas que me disseram. Mesmo sem me conhecer de lado nenhum.
São tipo a “minha família do blog”.
E que tal no dia 21 ( na segunda) pensem positivo por mim? Preciso mesmo. Boas energias nunca são algo mau.
Podem contar que no final do dia 21 (dia negro que se aproxima), virei cá dizer como foi a merda do exame.
Talvez esteja a dar a ideia de uma pessoa neurótica, neste momento.
SINTO-ME COMO UMA!
Bem. Não vos canso mais com os meus problemas que no fundo ninguém quer saber. Cada um tem os seus.
Vamos lá ver se consigo passar esta fase e esta “prova” – literalmente na verdade… - - ´.
Beijinhos e por favor tentem entender. Não dá para pensar em escrever esta semana. Desculpem mais uma vez.
Espero que na terça, quando postar o capitulo em falha, tenho pelo menos uma alma penada a ler o que com simplicidade e agora com esforço, escrevo.
Beijos.
Ar.