terça-feira, 13 de julho de 2010
Aviso
Espero que não me matem…
Eu sei que hoje tinha prometido capitulo…
E por mais insano e estúpido que possa parecer, eu simplesmente esqueci-me que hoje era terça.
Juro que quando perguntei á minha mãe que dia era hoje (sim porque não fazia ideia. Pensava que era segunda) pensei que ela estava a gozar comigo.
Não sei se já vos aconteceu… Mas como nem tv tenho visto, não sabia. Nem á net venho, por isso desculpem os atrasos de resposta nos coments, em e-mail, não aparecer no msn ou nos vossos blogs… Mas não tenho feito nada além de estudar.
Só tenho andado a estudar. Eu amo escrever e postar coisas para vocês, mas primeiro estão os meus estudos.
Tenho que tentar ao máximo passar no exame. E se não passar não ficar com o pensamento “se tivesse estudado mais…”. Ao menos se não passar, sem que não foi por falta de estudo e não me vou martirizar para o “resto da vida” por isso.
O meu exame é na segunda, no dia 19. De manhã (acho que ainda vou a dormir) e até lá só me vou focalizar naquilo. Não tinha tempo de escrever uma “coisa decente” e dar atenção aos coments.
Na próxima terça, cá estará o capitulo ( e teremos novidades da outra fic, que vocês sabem… ;))
Tentem compreender, por favor. É a minha vida, e se não passar quero ficar com a certeza que fiz todos os possíveis.
Mas, ei! Pensamento positivo! :)
Espero que não se zanguem ( e se zangarem, esperem até depois do exame para me ofenderem – por favor – para eu depois não “cismar” com isso! :) )
Desculpem mais uma vez. Vocês são impecáveis e eu não posto nada… :S
Depois compenso! Prometo! :)
Espero que pensem positivo por mim! :)
Beijos grandes e mais uma vez desculpem.
AR
quinta-feira, 8 de julho de 2010
1 capitulo - Dominick? És mesmo tu?
Bem vindas e muito obrigada por lerem as minhas fics! Espero que gostem! :)
(Assim como obrigada a todas(os) que também continuam aqui para ler! :)
Nota: Quando as musicas acabarem, ponham de novo! :) Divirtam-se! :D
-Kyle, juro que não sei como me convences-te a fazer isto… - sussurrei cheia de medo.
O meu lindo namorado riu divertido.
- Não vais dar para trás agora!
- Não? – perguntei confusa. Eu realmente estava prestes a desistir da ideia insana de SALTAR DE UM PENHASCO!
Kyle deu-me a mão e apertou gentilmente. Então respirei fundo e assenti. Corremos a toda a velocidade.
Senti que os pés já não pisavam mais o chão e caiamos. A adrenalina fez-me gritar e então a água gelada cobriu todo o meu corpo. Não voltei á superfície, pois Kyle puxava-me para baixo. Automaticamente tentei debater-me, mas Kyle continuou a puxar-me e o seu rosto angelical surgiu na minha frente. Segurou o meu rosto e sorriu. Uma onda de calma tomou conta de mim e então abri a boca e expeli o oxigénio dos meus pulmões.
O sorriso de Kyle alargou-se mais, ao mesmo tempo que eu puxava água. E os meus pulmões voltaram a funcionar, como se fosse um peixe.
Era fácil, era bom. Sentia-me livre e incrível.
Kyle fez gestos para o seguir, e apesar de estar escuro conseguia ver perfeitamente naquela escuridão submersa.
Sempre tinha sido uma óptima nadadora, as dezenas de medalhas que tinha, comprovavam-no. Nunca tinha conhecido ninguém que fosse mais rápido que eu na água, nem mesmo atletas mais velhos. Ganhava sempre.
Achavam muito estranho, pois tinha um corpo demasiado volumoso. Não era obesa, mas sem dúvida que não tinha corpo de atleta e a gordura deveria dificultar os meus movimentos. Chegaram a apelidar-me de abelha. Nome ridículo! Sempre odiei. Basearam-se nisso porque as abelhas não deveriam voar, e voam.
Mas sempre ganhava uma corrida. Sempre, até um dia encontrar um lindo rapaz de olhos azulados salpicados de castanho. Kyle. Ela era veloz como um raio! Naquela competição, nas águas do oceano ele aparecera e ganhara o concurso. Ninguém sabia quem era, nem de que cidade viera. E no fim, ele dera-me a medalha.
- Tua, linda loira. – piscou o olho – Acredita que sendo justo, és tu que mereces ficar com ela.
- Mas tu ganhas-te! – protestei.
- Digamos que talvez tenha trapaceado! – riu.
- Obrigada, eu acho. – estendi a mão para ele – Arianna. Vincente. – apresentei-me ainda confusa.
- Kyle. – sorriu e um tanto atordoado apertou a minha mão.
- Kyle… - incentivei.
- Sim. – sorriu e assentiu como se estivesse a confirmar o seu nome.
Suspirei.
- És Kyle, quê?
- Apenas Kyle!- gargalhou – És estranha!
Ok. Era eu que era estranha. Imagina se seria ele.
E foi um salto até a sua alegria contagiar-me. Amava Kyle. Simplesmente pelo facto de ele me amar pelo que eu era. A gordinha Arianna. E com ele, estava bem com isso. Estavamos juntos poucas vezes pois ele estudava longe (mais tarde descobri que era numa cidade perdida), mas eu gostava de estar com ele.
Até que um dia ele veio com uma história totalmente louca. Dizia que era um habitante de Atlantis! Sim, aquela cidade que toda a gente acredita ser um mito. Aparentemente não era!
Acreditei em Kyle depois de ele ter passado 1 hora debaixo de água e voltar como se nada fosse! Sim, ele não era normal.
Aparentemente eu também não. Kyle disse que o meu corpo ficou esguio num tempo demasiado corto. Que o meu corpo, agora esbelto tinha curvas apelativas tal como todas as fêmeas de Atlantis. E que os meus olhos azuis eram exactamente do tom de uns fundadores da tal cidade. E tudo batia incrivelmente certo! A data do meu nascimento, tudo! Sabia que tinha sido adoptada, os meus pai sempre me tinham dito. Não sabia quem era a minha mãe biológica nem o meu pai. Kyle explicou-me que era o fruto de uma aventura de Brad à superfície com uma mulher humana. E aí aparecia a Arianna! Uma híbrida. O Brad – completo estranho para mim – tentara localizar-me durante anos, mas não conseguiu. E por uma coincidência dos diabos Kyle foi namorar com a tal “filha perdida”.
E agora ali estava eu. Debaixo de água, á mais de 20 minutos, praticamente a usar guelras! Não sei como Kyle me convenceu a vir, mas o facto é que estava atrás daquele parvo rápido.
Na verdade a razão que me fez entrar nesta aventura, foi ele contara-me história fantásticas sobre a cidade, a cultura, as línguas. A sua enorme evolução comparada com a que estava habituada. E acho que todos nós temos curiosidade de saber quais as nossas raízes.
Então a água fria, de repente ficou quente. Era bem visível a diferença. Kyle olhou para trás e sorriu presunçoso. Então, desapareceu!
Parei assustada e chamei por ele. O som era limpo e perfeitamente audível. Estranho. Parecia que falava normalmente. Enquanto o chamava avancei. E então foi atingida por uma corrente forte.
Parecia que descia num escorrega de um parque aquático. No minuto seguinte senti o rabo bater na água.
Levantei-me rápido. Não acreditei no que via!
Tal como Kyle dissera, a cidade era enorme. Parecia uma ilha. Debaixo de água.
Pois a uma enorme altitude, parecia existir uma bolha de sabão a envolver a cidade. A cidade estava iluminada e era quente. E mais uma vez o que Kyle contara, era verdade. Uma enorme pedra preciosa, no cimo de uma montanha, iluminava tudo. O sol particular deles, a energia mágica que possuíam. Mas as novidades não acabavam. As construções maravilhosas eram feitas em ouro, mas as mais belas e as que simbolizavam a riqueza naquela cidade eram construídas em cristal.
Nunca tinha visto nada tão belo em toda a minha vida!
- Arianna, estás a sorrir feito uma miúda em frente a uma casa de chocolate! – colocou o braço húmido envolta dos meus ombros.
- Sinto-me como uma! – abri mais ainda o meu sorriso.
- Bem vinda a casa. – automaticamente olhei para a voz áspera que falara.
E então vi que montes de pessoas estavam na areia (sim, porque aquilo meio que era uma ilha e nos estávamos dentro do mar coberto até a cintura pela água quente) todos sorriam.
Na frente estava um homem alto. E o meu sorriso apagou-se. Era obvio que aquele homem era o meu pai biológico. Engoli em seco.
Kyle apertou gentilmente o meu ombro e deu-me incentivo para r ao encontro do homem. Era exactamente como eu, em versão masculina em com uns 40 anos. O seu cabelo era acastanhado, mas os olhos eram os meus. A mesma cor, o mesmo formato. Os meus lábios lagos e bastante carnudos, vinham dele. A minha pele dourada era exactamente da tonalidade da dele.
Ele abriu um sorriso e o rosto parecia ainda mais com o meu! Era atordoador.
- Olá. – olhou-me especulativo – Arianna, não é?
- Si – limpei a garganta – Sim. Brad, suponho? – Outra coisa estranha ali, era não existir últimos nomes. Eu era apenas Arianna ali.
- Não. – gargalhou – Pai. – corrigiu divertido.
Senti-me estranha. Não podia chama-lo pai.
- Estava curiosa para conhece-lo, Brad. – sorri.
- Não mais que eu, acredita pequena Arianna! – deu-me um abraso que não fui capaz de distribuir. Era estranho pensar naquele homem que vestia apenas uma espécie de calções de um tecido que não conhecia, como meu pai biológico. – Tens o cabelo da tua mãe.
Na superfície era noite, mas ali era dia. Uma das muitas coisas estranhas. Fui apresentada a uma quantidade de “tios”, “primos”, “Avós”. E até tinha uma irmã e uma madrasta! Demasiadas coisas!
Como combinado, ficaria na casa (na verdade no palácio) da família de Kyle. Apesar de Brad implorar para focar com eles, não quis. Era demasiado estranho e apesar de partilhar-mos laços de sangue, ainda faltava um bocado para partilharmos mais que isso.
- A tua mãe é uma querida. – murmurei para Kyle assim que me despi da senhora simpática.
- A minha mãe é insana! – gargalhou Kyle – Espera até veres. É tal e qual o meu irmão mais novo!
- Não sabia que tinhas irmãos! – exclamei confusa. – Montes de surpresas hoje, pelos vistos.
- Tenho dois. O mais velho que passa a vida com o meu pai, é exactamente moldado como ele. – os olhos dele brilharam com adoração – É o orgulho da família, e irá governar dentro de uns 7 anos, quanto completar os 27 e aí o meu pai irá ceder-lhe o trono. Será um grande rei.
- Tens um grande carinho pelo teu irmão. – não era uma pergunta.
- Sim. – afirmou cheio de orgulho – Quando o conheceres vais perceber. – garantiu.
Uma miniatura de Kayle apareceu á minha frente e começou a falar muito rápido na língua que se falava na cidade.
- Em inglês, Clint. – resmungou Kyle – E não te atrevas a fazer piadas.
Os olhos iguais aos de Kyle brilharam matreiramente.
- Vais dormir no quarto dele?
OMG! Que puto espevitado!
- Não. – sorri envergonhada.
- Mas vais para o do lado dele… - piscou o olho maliciosamente – Vendo preservativos se quiseres… - ergueu as sobrancelhas.
- Clint, cala-te! – Kyle tentou tirar a peste do caminho.
- Também arranjo femininos, se preferires.
- OMG! Quantos anos tens?
- 6! – respondeu arrogante.
- E eu e a Arianna temos 18. Obedece aos mais velhos! – ripostou Kyle.
- Só obedeço ao Nick! – cruzou os braços – Não a ti!
Kyle respirou fundo.
- Tudo bem, eu arranjo preservativos femininos para ela. Para ti não dá, não tens uma erecção!
Engasguei-me com saliva. Nunca corei na minha vida, mas acho que ver um puto daquela idade a falar aquelas coisas me conseguiu por a corar! Não concordava com Kyle quando dizia que a mãe dele era igual aquela peste. Não podia ser, o miúdo é que era insano!
- Precoce, ele não? – sussurrei para Kyle, ainda constrangida.
- Nem fazes ideia!
- E daqui por uns anos, terei a minha primeira erecção. – sorriu pervertido – Deixa o teu contacto, miúda!
- OMG!
Ouviu-se uma risada contagiante. Daquelas que nos faz um sorriso brotar nos lábios. E fez os olhos da peste brilharem de adoração.
- Nick! – riu o menino.
Então, um vulto apareceu naquele corredor cheio de peças de cristal.
E surpreendi-me assim que começou a ficar visível.
- É o teu irmão? – perguntei num sussurro para Kyle.
- Sim. – assentiu com orgulho.
Era alto, uns centímetros a mais que Kyle. Deveria ter 1.80. Era musculado e um tanto intimidativo. Apoiava-se numa bengala.
Usava uma mascara de porcelana a cobrir o lado esquerdo do rosto.
- Clint, comporta-te. – a sua voz era rouca e fez um arrepio correr pela minha pele.
Uma sensação estranha de deja vu.
- Sim Nick. – a peste parecia um anjo agora. Não uma criança pervertida. (era normal uma criança ser pervertida?)
- Este é o meu irmão mais velho. – apresentou Kyle orgulhoso – Mano, esta é…
- A namorada da superfície. – completou o irmão de Kyle com um sorriso nos lábios – Bem vinda de volta a Atlantis!
- Obrigada.
Aceitei o aperto de mão dele. Novamente a sensação de deja vu.
Ele também deve ter sentido o mesmo pois os seus olhos ficaram inquisitivos.
Eu conhecia aqueles olhos. Castanhos. Aquele castanho como chocolate derretido que apenas tinha visto uma vez. Os mesmos cabelos castanhos um pouco grandes e revoltos. A mesma pele morena…
Era ele. ELE! Só a risada dele me fazia arrepios, só o toque dele fazia o meu coração disparar.
Bastava analisar o que o meu corpo reconhecia, o que acelarava o meu coração. E sabia que era ele.
- Dominick. – falava Kyle – Já estás melhor da perna?
- Bem – delicadamente afastou a mão da minha, pois devia pensar que era uma retardada por ainda segurar a mão que agora era gentil – Estou morto por me livrar dela! – aquela risada contagiante ouviu-se novamente – Além disso, Clint quer uma para ele, não é miúdo?
O menino assentiu rápido. Nem se chateou com a parte do “miúdo”. Aquele era o ídolo dele.
- Era de admirar se não quisesse! – resmungou Kyle – Em tempos usou uma mascara também.
- Mas com a bengala nem penses, Clint. – brincou Dominick – Não te dou uma arma para ferires Kyle.
Todos os irmão riram, como se recordando memórias.
- Bem, espero que te sintas bem cá. – voltei a ter a minha mão apertada pela de Dominick – Arianna, não é? – sorriu – Fixei o nome quando Kyle o mencionou. Bom, até o jantar.
E voltou a caminhar. Clint deitou a língua de fora para Kyle e foi atrás do seu irmão.
- Gostas-te do meu irmão? – perguntou entusiasmado Kyle – Ainda bem que reagiste bem á sua aparência. Alguns dão gritinhos… - informou pesaroso – Ao menos só ficas-te branca, nada de mais. – sorriu – Deveria ter-te dito, ele tem o rosto coberto de cicatrizes profundas e…
Já não ouvia Kyle. Eu devia estar mesmo branca, pois acabara de ver um fantasma.
Dominick. O Dominick por quem me tinha apaixonado. Fazia exactamente 18 meses que o vira pela ultima vez.
Acordei completamente feliz. Sentia-me protegida e quente. Sentia-me linda e perfeita. Aconcheguei-me mais ao corpo musculado ao meu lado.
Ao corpo moreno do rapaz mais lindo de todos. Olhei o rosto dele.
Tão belo, tão masculino. Levei a mão aos cabelos fartos dele e brinquei com os fios.
- Dorme Arianna. – resmungou Dominick enquanto me abraçou e beijou o meu pescoço.
Assenti e fechei os olhos. Claro que não podia dormir. Estava exaltante de mais!
Domnick, o rapaz novo na cidade gostava de mim. Ele trabalhava num bar, e tinha montes de raparigas atrás dele. Por alguma razão escolhera-me a mim.
E no bar em que o vi pela primeira vez, tinha feito amor pela primeira vez. E tinha sido com Dominick. Ainda sentia o corpo a vibrar. Ele tinha sido carinhoso e apaixonado.
Pena que tinha adormecido logo em seguida, sem me dizer ma palavra de amor, ou para me tranquilizar pela insegurança.
Apenas tinha-nos coberto com uma coberta, e dormimos ali mesmo no chão atrás do bar.
Algum tempo depois ele levantou-se e vestiu-se. Continuei deitada e fingi dormir. Tinha vergonha de me levantar e ele ver o meu corpo. Era estúpido pois ele já beijara o meu corpo algumas horas atrás.Com um bocejo virei-me de barriga para baixo e forcei-me a não puxar a manta para cobrir o meu tronco. Dominick dissera que era bonita. Não tinha que ter vergonha.
Não sei bem quanto tempo depois, alguém bateu á porta e ele foi abrir rápido.
- Então? – uma voz masculina e animada perguntou.
- Fala baixo, foda-se! Arianna está a dormir. – dizia Dominick.
- Então, conseguiste mesmo leva-la para a cama? – perguntou entusiasmado o outro.
- Claro. Passa para cá os 50. – riu Dominick.
- Meu, juro que nunca pensei que aquela betinha ia mesmo cair na tua! Tão santinha e tudo… Bom, apostas são apostas. Comeste-a, então pega lá. – ouvi o som de notas e o riso de Dominic.
Choque. Dor. Desilusão.
- E gostas-te? – perguntou animado o outro num sussurro – Ela é boa de cama?
- Uma porca gorda. – respondeu Dominick.
Céus! Comecei a tremer com as lágrimas que queriam escorrer pelo meu rosto, mas não caiam.
- Está atrás do bar? – então ouvi paços ao meu lado. Estava nua da cintura para cima. Sentia-me vulnerável e se não tivesse o rosto contra a almofada e os cabelos a esconder-me as feições, eles saberiam que ouvia tudo. – Meu, conseguis-te tela em cima de ti? Não abafas-te com o peso? – ria o outro.
Dominick veio para trás do bar também e começou a arrumar as coisas para abrir o bar.
- Ela ficou por baixo. – informou Dominick.
O outro gargalhou e quando Dominick o mandou fazer pouco barulho ele sussurrou um “desculpa meu”.
Gelei ao sentir uma mão ao fundo das minhas costas. Sabia que não era a mão de Dominick que tentava levantar a manta.
- Podíamos… - o outro deixou a sugestão no ar.
Poderia ter vomitado ali. Histórias de violação passavam pela minha mente.
- Pára quieto! – Dominick cobriu-me. – Saí antes que ela acorde. Já viste a prova, então vai. Não queres que ela saiba a verdade, certo?
- Não! O meu pai trabalha para o dela! – o outro ficou receoso – Vemo-nos logo á noite, meu.
Tentei acalmar-me. Respirei fundo. Fiquei na mesma posição durante minutos doloridos. Até que uma mão que eu deixara acariciar-me tocou-me no ombro.
- Acorda Arianna. Tens que levantar. Vou abrir o bar…
Respirei fundo, compus uma mascara e sentei-me enquanto me enrolava na manta.
- Tudo bem. – ele não ia perceber que me humilhara.
- Bom dia! – com um sorriso cínico, que só agora percebia não se estender aos olhos castanhos, deu-me um beijo na boca.
Respondi rápido e afastei-me.
No balneário para os empregados tomei um duche e vesti-me. Quando já estava pronta e apareci no bar, Dominick já servia uns clientes.
Puxou-me para a cozinha e abraçou-me.
- Até logo abelhinha!
- Odeio esse nome.
- Mas encaixa contigo! – afagou sorridente os meus braços grossos.
- Não encaixa. – cortei-o fria – Apenas o facto de ser gorda.
- Arianna…
- Não te preocupes em negar. – dei-lhe um sorriso falso – Existe sempre quem goste.
- Que raio se passa contigo? Nunca foste assim tão bruta!
- Desculpa… - a minha personalidade voltou a atraiçoar-me, mas lutei contra ela – Tenho que ir.
- De noite vens até cá?
- Não.
Ele deu de ombros sem se importar.
- Quando vens?
- Vou fazer uma viagem. O meu pai sempre me convidava para ir com ele em negócios, vai ser bom para esquecer.
- Esquecer? – perguntou confuso e um tanto desinteressado.
- A noite de ontem.
- Tu gostas-te! – acusou com o orgulho de macho ferido.
- Desculpa, mas não foi nada que me faria querer repetir. Adeus.
E saí de lá sem uma palavra. E pela primeira vez na vida desde que tinha memórias, lágrimas caíram pelo meu rosto.
- Arianna! – ria Kyle -. Acorda!
- Desculpa. Distrai-me…
Ele beijou-me e eu abracei-o forte. Só queria nunca ter vindo. Na verdade só queria nunca ter conhecido Dominick.
O lindo Dominick, o perfeito Dominick. O irmão que o meu namorado adorava e se orgulhava.
Que hoje utilizava uma mascara de porcelana para esconder as cicatrizes do rosto.
A vida era irónica.
Então? Que tal o primeiro capitulo? O-o
Curiosa pela vossa reacção! :)
Comentem!
Não respondi aos últimos coments, pois fiquei ainda pior… Tantos nervos para o exame…
Chumbei a matemática. :S Vamos lá ver na segunda fase… :s
Porcaria! Estudei mesmo muito, e nada!
A português estudei no dia, um hora reli uns exercícios e tirei 14.
Contava com nota baixa porque as escolhas múltiplas foi mesmo mau… O que me correu bem foi a interpretação e tal… Tiro 14 quando não estudo nada, e a matemática que estudei semanas, não passo! Isto é mesmo uma fantochada!
Não precisava da nota de português. Só de matemática! *Raiva*
^Bom todos têm os seus problemas e não têm que aturar os meus. Só comentem para me distrair um pouco e responder aos coments. :)
O próximo capitulo será na terça feira.
Muitas me perguntaram quem era a personagem de Kyle.
Vou dar um desafio, têm que descobrir o nome dele. Vai ser fácil assim que der a pista. Muito fácil, basta pesquisar no Google, mas pronto…
É o melhor amigo de Robert Pattinson. ;)
Vamos lá ver se descobrem! :P
P.s-) Respondam aos inquéritos que coloquei no blog! É só um click, não custa nada! :)
Beijos e já sabem, comentem! :)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Cidade de Cristal - Prefácio
Cidade de Cristal.
A possível existência de Atlântida foi discutida activamente por toda a antiguidade clássica. Actualmente é motivo de inspiração para filmes e a sua verdadeira existência é totalmente descartada.
Arianna pensava ser uma humana normal. Mas não era. Era uma Hibrida. Metade humana, metade Atlantis. Quando Kyle lhe contou, simplesmente tudo o que conhecia mudou drasticamente.
Kyle, o seu namorado lindo e cheio de charme, é um habitante dessa cidade perdida - coisa que sem dúvida ela desconhecia. Não pode deixar de notar as alterações no corpo da sua namorada. O corpo redondo começou a tornar-se esguio e com certas características de uma fêmea de Atlantis.
O mais intrigante é que os olhos de Arianna eram azuis. Não um azul normal. Demasiado puro, quase branco. E sem duvida que essa característica era um símbolo característico de uma das famílias fundadoras de Atlântida.
Kyle, por obra do destino, encontrou a filha perdida. A única híbrida, devia ser protegida. Arianna devia voltar para junto dos seus. Junto dos seus semelhantes.
Depois de tudo o que passara com Dominick, Arianna não acreditava que voltaria a amar. Conheceu Michael, um rapaz não muito inteligente, mas que lhe mostrou que também poderia ser interessante apesar dos quilos a mais – mas ainda não podia apagar da memória o perfeito e deslumbrante Dominick. E sem dúvida que a rebelde irmã de Michael, Nicholaa a tinha ajudado a defender-se de pessoas como Dominick.
Dominick, o rapaz por quem se tinha apaixonado perdidamente, o rapaz a quem se entregara sem reservas. O rapaz que a utilizara para ganhar uma aposta.
Então encontrou Kyle. O lindo Kyle. Kyle, o gentil. Kyle o amoroso.
Kyle a quem aprendera a amar, não de forma louca e inconsequente como amara Dominick. Era um amor fácil, um amor bondoso que não magoava.
Kyle o habitante de Atlantis, o segundo filho do rei da cidade perdida. O respeitável Kyle. Kyle que a levara a conhecer o lugar de onde viera. Kyle que a amara antes de ser esguia, que a amara por aquilo que era realmente. Não pelo corpo, pela alma. Além da beleza.
Kyle, o irmão de Dominick.
O que faria agora que se via frente a frente com aquele que arrancara o seu coração e o mutilara? Aquele de quem nunca chegara a reaver o que era dela, o coração?
O que faria se encontrasse naquele Dominick um rapaz diferente?
Mas que ainda tinha o poder de fazer as suas pernas tremerem, o coração saltar do peito.
Dominick estava diferente, em muitos aspectos.
O que esconderia atrás daquela mascara?
Arianna

Kyle
Dominick
Bem, esta fic vai ser mais curta que "Amor & Sangue à Meia-Noite".
E é uma espécie de triângulo amoroso.
A beleza ou o amor?
Dominick é uma personagem que vai dar o que falar! :)
E não sei se se lembraram desta Arianna… Lembram-se da Nikka falar nela? ;)
**Vejam o capitulo 21 - Alex... dorme?**
Nesta fic vamos ter noticias daqueles dois! ;) Como andará a Nikka e o Alex?
Espero que estejam por aqui quando postar o primeiro capitulo!
^Que será no dia 9. Pode ser que posto no 8… Veremos… ;)
Gostaram do prefácio? E do rosto dos personagens?
Comentem, nem que seja para dizer que não vão seguir a história. Se não gostarem, não valê a pena estar a ter trabalho para nada, não é? ;) Existe tanta coisa que se pode fazer nas férias! :)
Tinha dito que iria postar questionários, mas não estou bem… :S
Assim que melhorar respondo com todo o carinho aos coments!
Quero só esponder à pergunta que alguns leitores me fizeram sobre a música que tocava no video da fic do Alex e da Nikka. É " All i need - Withing temptation"
É a música que toca no capitulo 15 - Primeira vez .
*nas cenas para maiores! ;)*
Beijos grandes!