sábado, 4 de setembro de 2010

9º Capitulo - O que penso sobre ti.

Este capitulo vai para a Barbara e para a Lipa! :D
Beijinhos! Espero que gostem! :)




- O Kyle nunca nos vai perdoar. – gemi enquanto abraçava Dominick – Sinto-me exactamente como ele me descreveu. Uma nojenta.
- Sinto-me exactamente assim. Ver a dor do meu irmão não é fácil. Saber que sou responsável por ela, muito menos.
- Eu tinha que falar. Tinha que contar. Estava a ir longe de mais.
- Eu sei. – beijou a minha testa e segurou o meu rosto – Isso significa que me queres? Mesmo sem te ter pedido para ficares comigo? Mesmo a saberes a verdade, que sou impotente?
- Estou aqui se me quiseres. – sussurrei.
- Não é justo para ti…
- Não. Eu já disse que te quero, independentemente que te aches uma metade. Eu acho-te inteiro. – tirei a sua mascara e beijei as suas cicatrizes – Agora pergunto: queres ficar comigo?
- Sim. – os seus olhos brilharam e pegou em mim fazendo-me girar – Eu amo-te.
- Eu também. – sorri feliz – Sabes que vamos ter problemas, certo? Acho que o teu povo não vai aceitar bem ficares com a ex-namorada do teu irmão.
- Não quero saber. – deu de ombros – O que me preocupa é o Kyle. – terei de ter uma conversa com ele. É o meu irmão, o meu melhor amigo. Não quero ser feliz, por cima do sofrimento dele. – alisou o meu rosto – Talvez tenhamos que esperar um pouco para ele se adaptar á situação…
- Eu sei. Kyle é também o meu melhor amigo. Tudo o que quero é que fique bem. – beijei os seus lábios, com o coração acelerado – É errado sentir-me assim tão bem, quando neste momento Kyle deve estar muito mal?
- Sinto-me exactamente igual a ti. Não posso evitar estar feliz, mas fico completamente arrasado ao saber que o meu irmão sofre.
- A minha vida mudou completamente desde que descobri que era uma híbrida. Se não tivesse conhecido Kyle, não voltaria a encontrar-te…
- Eu ficava amargurado e furioso quando imaginava as vossas trocas de carícias… - fechou os olhos atormentado – Quando vos vi no quarto á pouco…
- Deixamos de ter intimidade depois que percebi que ainda te amava. – confessei.
Dominick abraçou-me feliz e beijou-me no rosto, na boca e no pescoço.
- Epá! Finalmente! – Clint gritou histérico á porta. B soltou latidos.
Dominick gelou. Percebi o seu medo. Clint via o irmão sem a mascara. Via as cicatrizes que poderiam chocar uma criança.
- O kyle já sabe? – Clint olhava-nos interrogativo. Não mostrando qualquer reacção ás cicatrizes do seu irmão. Simplesmente nos olhava enquanto passava a mão pela cabeça de B.
- Já… - Respondeu abalado Dominick, enquanto focava o irmão.
Um sorriso brotou nos meus lábios, quando vi o puto dar um abraço no irmão e dizer “ Parabens Nick” Deu-me um abraço e saiu com a sua sombra atrás – B.
- Ele… - engoliu em seco.
- Eu sei! – abracei-o forte – Clint ama-te. Também não quer saber disso.
- Foi… Tão normal…
- As crianças conseguem ser mais perceptivas que os adultos. Ele sabia o quanto era importante para ti a sua reacção. Ele não quer saber disso. Dás demasiada importância ás cicatrizes. A tua família não se importa. O teu povo é demasiado grato contigo para te achar menos por elas.
Ele suspirou e enterrou o rosto no meu pescoço.
- Ele já sabia?
- Sobre nos? – sorri -. Á muito! É demasiado observador. Clint é a pessoa mais inteligente que conheço. E tem 6 anos.
- Finalmente estou feliz. – segredou-me ao ouvido.
- Eu também. – sussurrei de volta.



Estava preocupada com Kyle. Ninguém sabia dele. Dominick procurou-o por toda a cidade e nem sinal dele. Chegamos á conclusão que devia ter ido á superfície. Todos estavam preocupados.
Dominick teve uma conversa com os pais, explicou o porque de Kyle ter desaparecido assim. Não estive presente nessa conversa. Era um momento de família. Apenas quando saíram percebi qual a situação.
A mãe de Dominick estava preocupada com o Kyle. Não gostava do que fizemos ao seu filho.
- Espero que faças Dominick feliz. – deu-me um abraço – Mas vai demorar para esquecer que trais-te o meu Kyle.
- Desculpe. – murmurei – Amo Dominick. Não pode evitar.
- Como mulher percebo. Como mãe quero, melhor exijo que não magoes Dominick e que faças dele o homem mais feliz do mundo pois ele merece tudo. Mas ainda como mãe, não irei esquecer da dor que provocas-te ao meu amoroso Kyle. Devias ter falado logo no inicio.
- Eu sei. E lamento. Para mim e para Dominick foi difícil. Ambos amamos Kyle e não queria-mos que sofresse. Mas ele merecia mais que uma mentira. Dominick e eu sofríamos. Tivemos que falar.
- Eu sei. Vá, agora trata de fazer o meu primogénito feliz. – deu-me umas palmadinhas no ombro e saiu com Clint que me piscou o olho feliz. Sabia que iria demorar até Sheila ser a mesma que era comigo.
Jared, o pai de Dominick que tanto me fazia lembrar Dominck deu-me um abraço.
- Pelo que percebi, sabes de tudo não é? – referia-se ao segredo de Dominick. Que apenas Dominick, eu e o pai dele sabiam. A sua impotência.
- Sim.
- Então sei tudo o que necessito. Só amando-o de verdade enfrentarias uma vida assim. Não vai ser fácil. São ambos jovens. Desejo-vos toda a sorte do mundo. Kyle está magoado, mas passará.
- Obrigada. Espero que tenha razão.
O Rei beijou a minha cabeça e saiu deixando-me apenas com Dominick que me olhava com um sorriso nos lábios.
- Foi muito difícil a conversa? – perguntei enquanto ele me puxava para perto do seu corpo que fazia o meu coração acelerar.
- Foi complicado admitir as minhas falhas. O meu pai ficou calado até ao fim, para depois perguntar se tinha certeza. Ao responder que tinha a mesma certeza que ele teve quando ficou com a minha mãe, desejou-me toda a sorte do mundo. A minha mãe foi mais difícil pois via-se balançada entre dois filhos. Mas também espera que seja feliz. Ficaram surpresos com a coincidência de seres a mesma Arianna que no passado me baralhou a cabeça – sorriu – Realmente, quais as probabilidades?
Sorri.
- Um dia, ficará tudo bem.
- Conto com isso. Arianna… Sabes onde te vais meter, não sabes?
- Sim. Vou fazer-te feliz todos os dias, até que a morte nos separe. E depois disso, esteja onde estiver, vou amar-te.
- Prometo, que apesar de não ser um homem completo, vou compensar-te todos os dias, todas as horas. Ficas-te comigo mesmo sabendo de tudo… Mesmo depois de tudo o que te fiz.
- Ambos sofremos. E não vejo motivos para esse drama sobre o teu problema físico. Não preciso disso para ser feliz. Basta saber que me amas.
- Arianna… - escorreu um dedo pelos meus lábios e parou-o na clavícula. O meu coração voou e as mãos soaram - Eu sinto o teu coração. Sinto os batimentos fortes. Sei que me anseias de uma forma que não poderás ter. A frustração será enorme. Não mais que a minha, acredita.
- Não será isso que me fará parar de te amar.
Ele suspirou e mordiscou a minha orelha, fazendo-me tremer mais ainda.
- Existe muitas formas de dar prazer a uma mulher.
Se fosse uma pessoa susceptível a corar, estaria muito corada.
- Sim? – sorri encabulada.
- Não me digas que não sabias? – riu divertido – Darei prazer. Prometo.
- Ok… Vamos mudar de assunto?
Ele gargalhou.
- Arianna envergonhada? Essa é nova!
- Certo. – revirei os olhos – Quero que venhas comigo ver uma coisa.
- O quê?
- Anda!
Conduzi Dominick pela mão até ao corredor dos retratos da linhagem dele. Todos os membros das famílias estavam lá. Desenhados em quadros emoldurados por cristal e rubis, na parede de cristal. O corredor era enorme. Procurei pela família actual, onde o retrato de cada um deles estava exposto. Jared, o rei, em todo o esplendor da sua juventude. Ao lado estava o quadro da bela Sheila. Em baixo, o retrato de Kyle, quando devia ter uns 16 anos. O sorriso brincalhão nos lábios. Clint, quando devia ter uns 4 anos ainda com os olhos sem malícia e taradices.
Então foquei o quadro que queria que ele visse.
Dominick estava tenso.
- O que pretendes com isto? Mostrar-me o quanto fiquei desfigurado? É disso que se trata?
Suspirei. Tirei a mascara dele, embora ele tentasse impedir-me.
Foquei o quadro, e foquei Dominick ao meu lado.
- O que vez ali no quadro, Dominick?








Olhou-me furioso.
- Vejo-me ainda inteiro. Sem cicatrizes, sem a impotência. Vejo-me com 18 anos. O quadro foi feito uma semana antes de te conhecer. A tua intenção é mostrares-me o quanto fiquei diferente? O quão monstruoso fiquei? É isso? – vociferada revoltado. Não comigo. Com a vida.
- O que vez quando te olhas ao espelho? – sussurrei baixinho.
- Um mostro feio que faria as crianças gritar. Um falso homem.
Foquei o quadro.
- Estás muito enganado. A tua percepção está afectada pela tua auto-estima. Queres saber o que vejo?
Não respondeu. Ainda ao olhar, descrevi o belo quadro na minha frente.
- Eras lindo. Tão bonito. Mas… Vazio. Tinhas um lindo rosto. Um rosto um tanto serio e arrogante. Os teus belos olhos olhavam de forma superior. Um rosto que depois de uns tempos começou a ser diferente comigo. Agora… - olhei o rosto actual de Dominick – Quando te vejo, sinto que estás cada vez mais bonito. – ele riu amargurado – Vejo – segui sem me importar com a sua interrupção – vejo o homem que te tornas-te. Vejo a bondade no teu olhar que acelera o meu coração. A parte imaculada do lado direito continua a mesma - bela, a parte que consideras feia, o lado esquerdo onde tens as cicatrizes eu nem as noto. São apenas cicatrizes. Nada mais que isso. Vejo a solidariedade em cada acção tua para com o teu povo. Vejo altruísmo em cada acção tua. Colocas-te sempre em ultimo. Vejo a transformação que sofres-te. A transformação de um rapaz para um homem. Vejo generosidade, vejo alguém sem vaidade, sem maldade. Vejo o homem com quem quero passar o resto dos meus dias. Quero contigo, não com ele. – apontei para o quadro – Se foces ele, não te queria. Agora és um todo, um verdadeiro homem. Antes eras uma metade. Um rapaz que nunca seria capaz de amar, como te amo agora.
Ele engolia em seco. Tenso. Com os olhos a brilhar pela humidade das lágrimas que se esforçava por derramar.
- Portanto desculpa… Eu sei que deve valer uma fortuna, mas tenho que fazer isto… - peguei no quadro e joguei-o no chão, partindo o cristal que rasgou a tela – Agora, vais posar para um pintor, sem a mascara. Vais colocar ali o quadro, tal como és. O homem mais belo no mundo – uma lágrima caiu pelo meu rosto, enquanto apresada limpei-a com uma mão – Porque aquilo que te envergonhas, é aquilo que mais admiro em ti.
- Arianna… - a sua voz estava rouca. Carregada de emoção.
- Vais erguer a cabeça, e olhar de forma superior. Pois agora sim, és mais que qualquer homem que conheça. És o meu Dominick. Estou orgulhosa de ti, Dominick.
As pernas do meu amor cederam, e ele ajoelhou-se aos meus pés. Ajoelhei-me também, pois sentia-me fraca – e ao mesmo tempo capaz de lutar contra um exercito de vampiros por ele. Pelo Dominick do presente.
- Amo-te. – sussurrou tão baixo que apenas pode perceber pelos seus lábios.
- Vais fazer o que disse? Não é um pedido Dominick. É isso, ou simplesmente não vale a pena ficar contigo se tens vergonha daquilo que me faz amar-te cada dia mais.
- Vou fazer. – prometeu ainda abalado enquanto segurava a minha mão e levava ao seu coração que batia acelerado – Apenas, se… – sorriu.
- Se o quê?
- Casares comigo. – o seu coração batia tão acelerado como o meu – Casa comigo. Amor, apenas diz sim…
- SIM! – Abracei-o forte, enquanto caímos no chão e nos abraçávamos tanto que chegava a magoar. Mas ainda não era o suficiente.
- No dia do casamento, espero que não me deixes plantado no altar! – avisou.
- Nesse dia não me vou atrasar. – gargalhei feliz – E – olhei-o ameaçadora – não quero que uma mascara de porcelana faça parte da vestimenta do meu noivo.
- Prometido. – sorriu e beijou os meus lábios. – Obrigado por me fazeres sentir um homem de novo.
- Obrigada por te teres tornado no homem da minha vida.
Colou os lábios nos meus e jurou amar-me para sempre. Para além da morte.



- Dominick? – afaguei os seus cabelos – Como aconteceram as cicatrizes?
- Foi um acidente. – deu de ombros sem se importar de falar disso comigo – Numa construção.
- Conta-me.
- Sabes a catedral? – uma imagem da grande catedral, feita de cristal, imponente passou pela minha mente. Assenti – As construções estavam a meio. Nesse dia fui informado que estava a acontecer problemas e que a qualquer momento tudo viria abaixo. Fui para o local, e fui informado que alguns trabalhadores estavam lá.
- Entras-te? – perguntei assustada.
- Claro. Não sou mais que eles Arianna. Eles trabalhavam para mim. Não podia ficar parado a ouvir os gritos das famílias. – deu de ombros, como se aquele acto não revelasse nada – Concegui tirar todos de lá a tempo. A minha mãe gritava-me. Mas estavam todos bem. Mas então, um amigo de Clint, veio ter comigo.
- Como? – perguntei confusa – Mas sais-te a tempo…
- Clint tinha ido para lá nesse dia. Ele gostava de ver erguer construções. Devia estar na escola, mas tinha faltado. Bem típico de Clint, que afirma que a escola não lhe ensina nada que já não saiba. Como não o via em lugar nenhum era obvio que ficou preso lá.
- Oh Meu Deus…
- Não havia tempo para pensar. Estava tudo a cair e não podia esperar. O meu pequeno irmão não ia morrer comigo a ver. Entrei. Não o encontrava, mas eu sabia que ele estava lá. Sentia.
- Meu Deus… - imagens de um Dominick a correr pela construção que tremia, quase a demolir em busca de Clint era aterrador. – Mas ele estava lá? Podia ser engano do outro menino…
- Eu sentia que ele estava lá. Sabia. Não iria sair de lá sem ele. Não. Então ele respondeu aos meus gritos. Estava assustado de mais. Estava dentro de uma sala a chorar. Não sabia como sair de lá.
- Oh Dominick…
- Peguei nele ao colo e corri de lá. Mas aquilo já estava a cair lentamente. Em poucos minutos tudo teria ido abaixo. Então vi que a saída estava bloqueada. – fitava o tecto, perdido em lembranças. – Mas no meio do caos e do choro de Clint vejo um buraco. Não poderia passar por lá, mas Clint sim. Era pequeno e poderia passar por lá. Tive que segurar o rosto dele e dar-lhe dois berros para se acalmar. Falei com ele calmo, disse que teria de passar por ali e ser um homem. Que do outro lado estaria a mãe para cuidar dele – lágrimas caiam pelo meu rosto ao imaginar tudo – Clint abraçou-me a chorar e ele percebeu que não teria hipóteses de o seguir. Sempre foi inteligente. Então disse que ficava lá comigo. Prometi-lhe que ficaria bem se ele fosse. Ele não queria ir. Fui duro com ele, disse-lhe que ele era um príncipe, um membro da família real. Que tinha de ser bravo e que não adiantava de nada morrer os dois. Que fosse pelo buraco enquanto dava tempo, que a família iria precisar dele. – sorriu com lembranças que para mim eram assustadoras. – O mudo limpou os olhos, pediu-me desculpa e prometeu que nunca mais iria faltar á escola. Disse que me amava e iria fazer com que me orgulhasse dele. Respondi-lhe que já me orgulha. Que o amava e que o perdoava. Ele murmurou um “vou ter saudades” e a chorar saiu pelo buraco. Assim que vi que ele saia respirei aliviado. Encostei-me aos destroços e esperei. Pensei em ti e uns momentos depois ouve um som arrepiante. Depois só me lembro de acordar num quarto do palácio umas semanas depois. – levou a mão ao rosto – Acordei assim. Tinha o rosto cheio de ligaduras. O corpo doía, coberto de ligas e gesso. E Clint estava ao meu lado. Dormiu todos os dias numa cama ao lado da minha. E ainda hoje não falta um dia á escola, mesmo estando doente ninguém lhe propõe ir á escola.
- Por isso Clint é louco por ti. Dominick… Não te posso explicar o quanto te admiro. O quanto tenho orgulho de ti. És o meu príncipe.
- És a minha princesa. – murmurou antes dos seus lábios caíram sobre os meus e as minhas lágrimas molharem o seu rosto enquanto nos beijávamos.


Então, o que acharam?
Espero que tenham gostado! :)
Eu gosto particularmente deste capitulo. Desculpem o atraso, era para ser de manha, mas só agora parei. E tive que escrever assim rápido o capitulo, se tiver passado algum erro desculpem, pois nem deu para ler de novo.
Beijocas grandes.
Comentem! :P

P.S->Acho que para o próximo fim de semana, ou uns diazitos depois acabo esta fic. – E começo a que eu sei que vocês estão com saudades! :P
Próximo capitulo na segunda! -) ando a postar com muita frequência, não?
Se tiver a maçar e preferirem que post com mais calma, é só avisar!

P.S2-> Não deu para responder aos coments anteriores. Não deu mesmo! Mas neste irei responder! Prometido! Á noite, quando chegar vai ser a primeira coisa a fazer!
Gosto muito de responder, mas o tempo não deu. Obvio que li todos e adorei! Apetecia mesmo responder, mas a minha vida anda caótica! Lol
Beijos. Vou é deixar de ser chata aqui a maçar!
:*

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Presentinhos!



Aqui está os presentinhos que recebi pelos 5 meses do meu blog! :D

Adorei! Obrigada Vitor e vita!

Olhem lá e digam se não estão de mais? :P

Cheios de talento estes dois! Não é necessário dizer que adorei, não é?
E ainda se lembraram da data! =D




Os da Vita que é para colocar no Blog, no lugar do Titulo! :D Ainda ando a pensar em qual! :P





















O do Vitor!









Obrigada! Voces são incriveis!





Obrigada mesmo!





Beijinhos!





quarta-feira, 1 de setembro de 2010

8 Capitulo - A revelação.

Olá! Olha aqui outro capitulo! :P
Este é um bocadinho pequenino, mas hoje não deu mesmo para mais…
Sexta trago outro! =D

Capitulo para a M Moon! :P

Espero que gostem deste.
Divirtam-se!





A noite foi um martírio. O sono não vinha e os meus olhos estavam inchados pelo choro.
Não podia deixar de pensar em Dominick. O desespero que sentiu… Eu só queria abraça-lo e dizer que podia ser impotente mas que para mim era um todo, não uma metade.
Queria dizer-lhe que o amava e ansiava pelo seu abraço, pelas nossas conversas. Que sentia falta da sua compreensão. Da sua voz.
Queria dizer-lhe que era dele e que queria ficar com ele para sempre. Queria que o meu amor se sentisse de novo homem, porque um homem não podia ser medido pelo seu desempenho na cama.
Queria dizer tantas coisas.
Queria explicar-lhe que ele me daria muito mais que um rosto imaculado e um corpo preparado na cama.
Ele sempre seria o Dominick que me magoou mas que amava. O Dominick que conheci e amei. Sempre o meu Dominick. Queria senti-lo comigo.
Mas havia Kyle… Eu amava Kyle. Foi muito importante para mim, era o meu melhor amigo. O irmão de Dominick. E eu sabia que Kyle me amava. Amava o suficiente para querer ter uma vida comigo. Ele tinha-me pedido em casamento.
Não queria magoa-lo.
Nunca quis.
O Kyle é tão meigo, tão companheiro… Tão amigo.
Coloquei a almofada na boca e gritei com raiva.
Era magoar Kyle ou deixar Dominick a sofrer sozinho. Não me importava comigo.
Eles eram os amores da minha vida. Kyle o amigo e Dominick o amor.
Queria sofrer sozinha, mas sabia que iria arrastar alguém comigo. E isso matava-me lentamente.
Magoar Kyle ou ajudar Dominick?
Mas que Deus me perdoe… Entre Kyle e Dominick…
Kyle perdia.
E sempre perdiria. Por mais que tentasse.
Levantei-me decidida. Era agora ou nunca. Iria sair por aquela porta e acabar com tudo. Iria dizer a Kyle a verdade.
Levantei-me e limpei os olhos.
E por ironia Kyle entrava no meu quarto com um sorriso no rosto perfeito e carinhoso.
- Bom dia!
- Bom dia…
Kyle puxou-me para os seus braços e cobriu os meus lábios com os dele. Fiquei imóvel, sem conseguir responder. Os seus lábios caíram para o meu pescoço e começou a levantar a minha camisola.
- Quero fazer amor contigo… - riu no meu pescoço.
Coloquei as mãos no seu peito pronta para o afastar quando vejo uma sombra á porta do meu quarto!
Abri a boca chocada e deparo-me com o olhar atormentado de Dominick que estacara petrificado.
- Oh mano! Devia ter fechado a porta! – riu Kyle.
O meu coração bateu alucinado enquanto via o rosto impassível de Dominick, mas com dor. A dor de ver a mulher que amava nos braços de outro. Do próprio irmão. Sabia que imaginava carícias que trocávamos – que já não aconteciam. Não depois de perceber que o sentimento por Dominick ainda estava muito vivo em mim.
- Bem. Eu só vinha falar com a Arianna sobre umas coisas que lhe contei ontem. Não tem importância. – virou costas – Falamos depois.
- Espera Dominick! – não adiantou. Ele fechara a porta suavemente.
Eu sabia que ele sofria muito naquele momento. Era como se eu tivesse a certeza que ele ficava com outra mulher. Como se o imaginasse a beijar e abraçar outra que não eu.
Tinha que acabar agora!
- Arianna? – Kyle olhava-me estranho – Qual o problema?
- Kyle eu… Tenho que te dizer uma coisa. Antes de mais… Perdoa-me.
Ele olhava a porta. Ausente.
- É a razão pela qual nunca mais quiseste fazer amor comigo? – murmurou mais para ele do que para mim – Sobre a razão pela qual passas cada vez mais tempo com o meu irmão? A razão pela qual o olhas como me devias olhar?
Segurei a sua mão. Odiando-me pelo que lhe estava a fazer.
- Tu – girou rápido a cabeça para mim, olhou-me com olhos que me pareciam estranhos. Revoltados. Magoados. Rancorosos. Não os brincalhões que conhecia – Estás apaixonado pela meu irmão?
- Kyle…
- Estás? – gritou – Diz-me!
- Desculpa…
- Quero que digas!
- Lamento. – suspirei e fui incapaz de olha-lo nos olhos – Eu amo-o.
- Amas? A ele? A ELE? Ao meu irmão? Ao meu melhor amigo? Amas-lo mais que a mim? – afastou-se de mim como se podesse contagialo com a minha nogeira – Responde-me!
- Desculpa.
Movimentou a cabeça em negação. E saiu batendo com a porta violentamente.
E eu percebi. Ali tinha matado uma parte de Kyle. Que nunca mais seria a mesma.





Fiquei estática. Os segundos passavam e eu não me movia. Fitava a porta fechada. Então comecei a correr desesperada pelos corredores. Gritei o nome de Kyle a plenos pulmões.
Entrei numa sala. Dominick olhava inquisidor.
- Está tudo bem?
- Ele sabe.
Não precisei de dizer mais nada. Dominick percebeu.
- Como ele… reagiu? – Dominick, assim como eu estava abalado.
Simplesmente o olhei com todo o remorso que corrompia a minha alma.
Dominick abraçou-me. E apesar de tudo que sabia que fazia a Kyle, não podia desejar mais nada, além de estar nos braços de Dominick. Nem que fosse apenas uns segundos.
- Estás aqui! – uma risada amargurada suou na sala – E não é que o encontras-te primeiro que eu, Arianna?
- Kyle… - separei imediatamente de Dominick.
- Como foste capaz de me fazer isto Arianna?
- Desculpa… Não pode evitar…
- Desculpa? Desculpa? – olhou-me com lágrimas nos olhos. – Só isso? Depois de tudo… Do que fiz por ti… Da forma como te amei… Tu trais-me desta forma? Com o meu irmão?
Não pude dizer nada. Não tinha palavras.
- E tu Dominick… Traíres-me assim? Sabias que a amava! Puta que pariu Dominick! Eu disse-te que queria casar com ela e fodes-me desta forma? Ao teu próprio irmão! Como foste capaz? COMO FOSTE CAPAZ!? – Kyle, revoltado derramava lágrimas furiosas. Sentia a sua dor e desespero. E aquilo mutilava-me. Assim como a Dominick que repudiava-se a ele próprio por trair Kyle desta maneira.
- Kyle, eu amo-te meu irmão. Lamento. Perdoa-me.
- Perdoou-te? És meu irmão! Apunhalaste-me pelas costas! – chorava com dor. As lágrimas brotavam dos seus belos olhos. A dor dele alimentava a minha. O nojo e o desapontamento nos olhos dele – Eu idolatrava-te! Via em ti um modelo do que um ser integro podia ser… Não vales nada! Nada! És um porco, uma escumalha da pior espécie! Atraiçoas-te a própria família! O teu irmão que cresceu contigo, que partilhava contigo a felicidade de amar! E roubas-ma? PORQUÊ? Porque fizeste isso comigo?
- Kyle… - Dominick tentou aproximar-se dele que recuou.
- Não te aproximes de mim! Tenho nojo de vocês os dois! E tu Arianna… - os seus olhos acusadores fitaram os meus, cheios da magoa… Mas… ainda lá estava o amor que sentia por mim. – Eu amava-te… Amava-te tanto que pedi-te em casamento… Queria uma família contigo! Queria envelhecer ao teu lado! Eu queria-te comigo! Amei-te desde o primeiro momento que te vi! Dei-te tudo o que podia… - soluçava copiosamente e puxou os cabelos com desespero. Eu queria abraça-lo, mas não tinha forças para nada além de ouvir aquelas palavras punitivas e merecidas – Eu queria tanto que pertencesses aqui que descobri as tuas origens… Estive contigo nos momentos mais importantes para ti… E o que me dás? Trais-me! Como podias beijar-me a pensar nele? Quando os meus lábios tocavam os teu, imaginavas ele! Não pensas-te com o isso seria para mim? O meu irmão! Que nojo! Nojo de ti, nojo dele… Não valem nada, NADA! Caminhavas de mão dada comigo… Abraçavas-me… Beijavas-me… E tudo com ele no pensamento! A ansiares por ele! Como podes-te?! Não achas que merecia a verdade? Pelo menos isso?
- Lamento tanto Kyle… Como lamento… Eu queria amar-te, eu juro que tentei…- tapei a boca com as mãos a tremer. Os olhos vermelhos do choro olhavam-me tão dolorosos… Tão magoados…
- Não digas nada! Não quero ouvir a vossa voz, nunca mais! Tenho nojo da merda que vocês faziam! E tu Dominick… O meu melhor amigo! – riu de forma zombeteira, amargurado e sabia que nunca sofreu tanto como com a traição que suportava agora. A traição da namorada e do seu irmão e melhor amigo – O meu irmão idolatrado… Rouba-me aquilo que mais gostava… Muito bem!
- Kyle… Deixa-me tentar explicar-te… - tentou Dominick.
- Cala-te! Não quero ouvir nada! Não merecem que esteja aqui a falar convosco! Nojentos! Merecem-se! Sejam felizes seus nojentos! Construam a felicidade por cima da desgraça dos outros! – saiu dali a correr deixando-me atordoa-a e um Dominick que cobria o rosto com o remorso.
Abracei Dominick com força.


Então? :S
Que tal o capitulo? Tadinho do Kyle… Eu tenho uma pena dele… :S
Ele é tão lindo e meigo… E mesmo assim sofreu um duro golpe.
Este capitulo está pequenino, mas teve mesmo que ser… :S Espero que tenham gostado á mesma! :D
Bom, agora vou responder aos coments do outro capitulo! :D
Amanha passem por aqui que vou mostrar umas coisitas que ganhei da vita e do Vitor! :P
^Eu adorei! :D
Comentem! Beijocas! :*