Beijinhos! Espero que gostem! :)
- O Kyle nunca nos vai perdoar. – gemi enquanto abraçava Dominick – Sinto-me exactamente como ele me descreveu. Uma nojenta.
- Sinto-me exactamente assim. Ver a dor do meu irmão não é fácil. Saber que sou responsável por ela, muito menos.
- Eu tinha que falar. Tinha que contar. Estava a ir longe de mais.
- Eu sei. – beijou a minha testa e segurou o meu rosto – Isso significa que me queres? Mesmo sem te ter pedido para ficares comigo? Mesmo a saberes a verdade, que sou impotente?
- Estou aqui se me quiseres. – sussurrei.
- Não é justo para ti…
- Não. Eu já disse que te quero, independentemente que te aches uma metade. Eu acho-te inteiro. – tirei a sua mascara e beijei as suas cicatrizes – Agora pergunto: queres ficar comigo?
- Sim. – os seus olhos brilharam e pegou em mim fazendo-me girar – Eu amo-te.
- Eu também. – sorri feliz – Sabes que vamos ter problemas, certo? Acho que o teu povo não vai aceitar bem ficares com a ex-namorada do teu irmão.
- Não quero saber. – deu de ombros – O que me preocupa é o Kyle. – terei de ter uma conversa com ele. É o meu irmão, o meu melhor amigo. Não quero ser feliz, por cima do sofrimento dele. – alisou o meu rosto – Talvez tenhamos que esperar um pouco para ele se adaptar á situação…
- Eu sei. Kyle é também o meu melhor amigo. Tudo o que quero é que fique bem. – beijei os seus lábios, com o coração acelerado – É errado sentir-me assim tão bem, quando neste momento Kyle deve estar muito mal?
- Sinto-me exactamente igual a ti. Não posso evitar estar feliz, mas fico completamente arrasado ao saber que o meu irmão sofre.
- A minha vida mudou completamente desde que descobri que era uma híbrida. Se não tivesse conhecido Kyle, não voltaria a encontrar-te…
- Eu ficava amargurado e furioso quando imaginava as vossas trocas de carícias… - fechou os olhos atormentado – Quando vos vi no quarto á pouco…
- Deixamos de ter intimidade depois que percebi que ainda te amava. – confessei.
Dominick abraçou-me feliz e beijou-me no rosto, na boca e no pescoço.
- Epá! Finalmente! – Clint gritou histérico á porta. B soltou latidos.
Dominick gelou. Percebi o seu medo. Clint via o irmão sem a mascara. Via as cicatrizes que poderiam chocar uma criança.
- O kyle já sabe? – Clint olhava-nos interrogativo. Não mostrando qualquer reacção ás cicatrizes do seu irmão. Simplesmente nos olhava enquanto passava a mão pela cabeça de B.
- Já… - Respondeu abalado Dominick, enquanto focava o irmão.
Um sorriso brotou nos meus lábios, quando vi o puto dar um abraço no irmão e dizer “ Parabens Nick” Deu-me um abraço e saiu com a sua sombra atrás – B.
- Ele… - engoliu em seco.
- Eu sei! – abracei-o forte – Clint ama-te. Também não quer saber disso.
- Foi… Tão normal…
- As crianças conseguem ser mais perceptivas que os adultos. Ele sabia o quanto era importante para ti a sua reacção. Ele não quer saber disso. Dás demasiada importância ás cicatrizes. A tua família não se importa. O teu povo é demasiado grato contigo para te achar menos por elas.
Ele suspirou e enterrou o rosto no meu pescoço.
- Ele já sabia?
- Sobre nos? – sorri -. Á muito! É demasiado observador. Clint é a pessoa mais inteligente que conheço. E tem 6 anos.
- Finalmente estou feliz. – segredou-me ao ouvido.
- Eu também. – sussurrei de volta.
Estava preocupada com Kyle. Ninguém sabia dele. Dominick procurou-o por toda a cidade e nem sinal dele. Chegamos á conclusão que devia ter ido á superfície. Todos estavam preocupados.
Dominick teve uma conversa com os pais, explicou o porque de Kyle ter desaparecido assim. Não estive presente nessa conversa. Era um momento de família. Apenas quando saíram percebi qual a situação.
A mãe de Dominick estava preocupada com o Kyle. Não gostava do que fizemos ao seu filho.
- Espero que faças Dominick feliz. – deu-me um abraço – Mas vai demorar para esquecer que trais-te o meu Kyle.
- Desculpe. – murmurei – Amo Dominick. Não pode evitar.
- Como mulher percebo. Como mãe quero, melhor exijo que não magoes Dominick e que faças dele o homem mais feliz do mundo pois ele merece tudo. Mas ainda como mãe, não irei esquecer da dor que provocas-te ao meu amoroso Kyle. Devias ter falado logo no inicio.
- Eu sei. E lamento. Para mim e para Dominick foi difícil. Ambos amamos Kyle e não queria-mos que sofresse. Mas ele merecia mais que uma mentira. Dominick e eu sofríamos. Tivemos que falar.
- Eu sei. Vá, agora trata de fazer o meu primogénito feliz. – deu-me umas palmadinhas no ombro e saiu com Clint que me piscou o olho feliz. Sabia que iria demorar até Sheila ser a mesma que era comigo.
Jared, o pai de Dominick que tanto me fazia lembrar Dominck deu-me um abraço.
- Pelo que percebi, sabes de tudo não é? – referia-se ao segredo de Dominick. Que apenas Dominick, eu e o pai dele sabiam. A sua impotência.
- Sim.
- Então sei tudo o que necessito. Só amando-o de verdade enfrentarias uma vida assim. Não vai ser fácil. São ambos jovens. Desejo-vos toda a sorte do mundo. Kyle está magoado, mas passará.
- Obrigada. Espero que tenha razão.
O Rei beijou a minha cabeça e saiu deixando-me apenas com Dominick que me olhava com um sorriso nos lábios.
- Foi muito difícil a conversa? – perguntei enquanto ele me puxava para perto do seu corpo que fazia o meu coração acelerar.
- Foi complicado admitir as minhas falhas. O meu pai ficou calado até ao fim, para depois perguntar se tinha certeza. Ao responder que tinha a mesma certeza que ele teve quando ficou com a minha mãe, desejou-me toda a sorte do mundo. A minha mãe foi mais difícil pois via-se balançada entre dois filhos. Mas também espera que seja feliz. Ficaram surpresos com a coincidência de seres a mesma Arianna que no passado me baralhou a cabeça – sorriu – Realmente, quais as probabilidades?
Sorri.
- Um dia, ficará tudo bem.
- Conto com isso. Arianna… Sabes onde te vais meter, não sabes?
- Sim. Vou fazer-te feliz todos os dias, até que a morte nos separe. E depois disso, esteja onde estiver, vou amar-te.
- Prometo, que apesar de não ser um homem completo, vou compensar-te todos os dias, todas as horas. Ficas-te comigo mesmo sabendo de tudo… Mesmo depois de tudo o que te fiz.
- Ambos sofremos. E não vejo motivos para esse drama sobre o teu problema físico. Não preciso disso para ser feliz. Basta saber que me amas.
- Arianna… - escorreu um dedo pelos meus lábios e parou-o na clavícula. O meu coração voou e as mãos soaram - Eu sinto o teu coração. Sinto os batimentos fortes. Sei que me anseias de uma forma que não poderás ter. A frustração será enorme. Não mais que a minha, acredita.
- Não será isso que me fará parar de te amar.
Ele suspirou e mordiscou a minha orelha, fazendo-me tremer mais ainda.
- Existe muitas formas de dar prazer a uma mulher.
Se fosse uma pessoa susceptível a corar, estaria muito corada.
- Sim? – sorri encabulada.
- Não me digas que não sabias? – riu divertido – Darei prazer. Prometo.
- Ok… Vamos mudar de assunto?
Ele gargalhou.
- Arianna envergonhada? Essa é nova!
- Certo. – revirei os olhos – Quero que venhas comigo ver uma coisa.
- O quê?
- Anda!
Conduzi Dominick pela mão até ao corredor dos retratos da linhagem dele. Todos os membros das famílias estavam lá. Desenhados em quadros emoldurados por cristal e rubis, na parede de cristal. O corredor era enorme. Procurei pela família actual, onde o retrato de cada um deles estava exposto. Jared, o rei, em todo o esplendor da sua juventude. Ao lado estava o quadro da bela Sheila. Em baixo, o retrato de Kyle, quando devia ter uns 16 anos. O sorriso brincalhão nos lábios. Clint, quando devia ter uns 4 anos ainda com os olhos sem malícia e taradices.
Então foquei o quadro que queria que ele visse.
Dominick estava tenso.
- O que pretendes com isto? Mostrar-me o quanto fiquei desfigurado? É disso que se trata?
Suspirei. Tirei a mascara dele, embora ele tentasse impedir-me.
Foquei o quadro, e foquei Dominick ao meu lado.
- O que vez ali no quadro, Dominick?

Olhou-me furioso.
- Vejo-me ainda inteiro. Sem cicatrizes, sem a impotência. Vejo-me com 18 anos. O quadro foi feito uma semana antes de te conhecer. A tua intenção é mostrares-me o quanto fiquei diferente? O quão monstruoso fiquei? É isso? – vociferada revoltado. Não comigo. Com a vida.
- O que vez quando te olhas ao espelho? – sussurrei baixinho.
- Um mostro feio que faria as crianças gritar. Um falso homem.
Foquei o quadro.
- Estás muito enganado. A tua percepção está afectada pela tua auto-estima. Queres saber o que vejo?
Não respondeu. Ainda ao olhar, descrevi o belo quadro na minha frente.
- Eras lindo. Tão bonito. Mas… Vazio. Tinhas um lindo rosto. Um rosto um tanto serio e arrogante. Os teus belos olhos olhavam de forma superior. Um rosto que depois de uns tempos começou a ser diferente comigo. Agora… - olhei o rosto actual de Dominick – Quando te vejo, sinto que estás cada vez mais bonito. – ele riu amargurado – Vejo – segui sem me importar com a sua interrupção – vejo o homem que te tornas-te. Vejo a bondade no teu olhar que acelera o meu coração. A parte imaculada do lado direito continua a mesma - bela, a parte que consideras feia, o lado esquerdo onde tens as cicatrizes eu nem as noto. São apenas cicatrizes. Nada mais que isso. Vejo a solidariedade em cada acção tua para com o teu povo. Vejo altruísmo em cada acção tua. Colocas-te sempre em ultimo. Vejo a transformação que sofres-te. A transformação de um rapaz para um homem. Vejo generosidade, vejo alguém sem vaidade, sem maldade. Vejo o homem com quem quero passar o resto dos meus dias. Quero contigo, não com ele. – apontei para o quadro – Se foces ele, não te queria. Agora és um todo, um verdadeiro homem. Antes eras uma metade. Um rapaz que nunca seria capaz de amar, como te amo agora.
Ele engolia em seco. Tenso. Com os olhos a brilhar pela humidade das lágrimas que se esforçava por derramar.
- Portanto desculpa… Eu sei que deve valer uma fortuna, mas tenho que fazer isto… - peguei no quadro e joguei-o no chão, partindo o cristal que rasgou a tela – Agora, vais posar para um pintor, sem a mascara. Vais colocar ali o quadro, tal como és. O homem mais belo no mundo – uma lágrima caiu pelo meu rosto, enquanto apresada limpei-a com uma mão – Porque aquilo que te envergonhas, é aquilo que mais admiro em ti.
- Arianna… - a sua voz estava rouca. Carregada de emoção.
- Vais erguer a cabeça, e olhar de forma superior. Pois agora sim, és mais que qualquer homem que conheça. És o meu Dominick. Estou orgulhosa de ti, Dominick.
As pernas do meu amor cederam, e ele ajoelhou-se aos meus pés. Ajoelhei-me também, pois sentia-me fraca – e ao mesmo tempo capaz de lutar contra um exercito de vampiros por ele. Pelo Dominick do presente.
- Amo-te. – sussurrou tão baixo que apenas pode perceber pelos seus lábios.
- Vais fazer o que disse? Não é um pedido Dominick. É isso, ou simplesmente não vale a pena ficar contigo se tens vergonha daquilo que me faz amar-te cada dia mais.
- Vou fazer. – prometeu ainda abalado enquanto segurava a minha mão e levava ao seu coração que batia acelerado – Apenas, se… – sorriu.
- Se o quê?
- Casares comigo. – o seu coração batia tão acelerado como o meu – Casa comigo. Amor, apenas diz sim…
- SIM! – Abracei-o forte, enquanto caímos no chão e nos abraçávamos tanto que chegava a magoar. Mas ainda não era o suficiente.
- No dia do casamento, espero que não me deixes plantado no altar! – avisou.
- Nesse dia não me vou atrasar. – gargalhei feliz – E – olhei-o ameaçadora – não quero que uma mascara de porcelana faça parte da vestimenta do meu noivo.
- Prometido. – sorriu e beijou os meus lábios. – Obrigado por me fazeres sentir um homem de novo.
- Obrigada por te teres tornado no homem da minha vida.
Colou os lábios nos meus e jurou amar-me para sempre. Para além da morte.
- Dominick? – afaguei os seus cabelos – Como aconteceram as cicatrizes?
- Foi um acidente. – deu de ombros sem se importar de falar disso comigo – Numa construção.
- Conta-me.
- Sabes a catedral? – uma imagem da grande catedral, feita de cristal, imponente passou pela minha mente. Assenti – As construções estavam a meio. Nesse dia fui informado que estava a acontecer problemas e que a qualquer momento tudo viria abaixo. Fui para o local, e fui informado que alguns trabalhadores estavam lá.
- Entras-te? – perguntei assustada.
- Claro. Não sou mais que eles Arianna. Eles trabalhavam para mim. Não podia ficar parado a ouvir os gritos das famílias. – deu de ombros, como se aquele acto não revelasse nada – Concegui tirar todos de lá a tempo. A minha mãe gritava-me. Mas estavam todos bem. Mas então, um amigo de Clint, veio ter comigo.
- Como? – perguntei confusa – Mas sais-te a tempo…
- Clint tinha ido para lá nesse dia. Ele gostava de ver erguer construções. Devia estar na escola, mas tinha faltado. Bem típico de Clint, que afirma que a escola não lhe ensina nada que já não saiba. Como não o via em lugar nenhum era obvio que ficou preso lá.
- Oh Meu Deus…
- Não havia tempo para pensar. Estava tudo a cair e não podia esperar. O meu pequeno irmão não ia morrer comigo a ver. Entrei. Não o encontrava, mas eu sabia que ele estava lá. Sentia.
- Meu Deus… - imagens de um Dominick a correr pela construção que tremia, quase a demolir em busca de Clint era aterrador. – Mas ele estava lá? Podia ser engano do outro menino…
- Eu sentia que ele estava lá. Sabia. Não iria sair de lá sem ele. Não. Então ele respondeu aos meus gritos. Estava assustado de mais. Estava dentro de uma sala a chorar. Não sabia como sair de lá.
- Oh Dominick…
- Peguei nele ao colo e corri de lá. Mas aquilo já estava a cair lentamente. Em poucos minutos tudo teria ido abaixo. Então vi que a saída estava bloqueada. – fitava o tecto, perdido em lembranças. – Mas no meio do caos e do choro de Clint vejo um buraco. Não poderia passar por lá, mas Clint sim. Era pequeno e poderia passar por lá. Tive que segurar o rosto dele e dar-lhe dois berros para se acalmar. Falei com ele calmo, disse que teria de passar por ali e ser um homem. Que do outro lado estaria a mãe para cuidar dele – lágrimas caiam pelo meu rosto ao imaginar tudo – Clint abraçou-me a chorar e ele percebeu que não teria hipóteses de o seguir. Sempre foi inteligente. Então disse que ficava lá comigo. Prometi-lhe que ficaria bem se ele fosse. Ele não queria ir. Fui duro com ele, disse-lhe que ele era um príncipe, um membro da família real. Que tinha de ser bravo e que não adiantava de nada morrer os dois. Que fosse pelo buraco enquanto dava tempo, que a família iria precisar dele. – sorriu com lembranças que para mim eram assustadoras. – O mudo limpou os olhos, pediu-me desculpa e prometeu que nunca mais iria faltar á escola. Disse que me amava e iria fazer com que me orgulhasse dele. Respondi-lhe que já me orgulha. Que o amava e que o perdoava. Ele murmurou um “vou ter saudades” e a chorar saiu pelo buraco. Assim que vi que ele saia respirei aliviado. Encostei-me aos destroços e esperei. Pensei em ti e uns momentos depois ouve um som arrepiante. Depois só me lembro de acordar num quarto do palácio umas semanas depois. – levou a mão ao rosto – Acordei assim. Tinha o rosto cheio de ligaduras. O corpo doía, coberto de ligas e gesso. E Clint estava ao meu lado. Dormiu todos os dias numa cama ao lado da minha. E ainda hoje não falta um dia á escola, mesmo estando doente ninguém lhe propõe ir á escola.
- Por isso Clint é louco por ti. Dominick… Não te posso explicar o quanto te admiro. O quanto tenho orgulho de ti. És o meu príncipe.
- És a minha princesa. – murmurou antes dos seus lábios caíram sobre os meus e as minhas lágrimas molharem o seu rosto enquanto nos beijávamos.
Então, o que acharam?
Espero que tenham gostado! :)
Eu gosto particularmente deste capitulo. Desculpem o atraso, era para ser de manha, mas só agora parei. E tive que escrever assim rápido o capitulo, se tiver passado algum erro desculpem, pois nem deu para ler de novo.
Beijocas grandes.
Comentem! :P
P.S->Acho que para o próximo fim de semana, ou uns diazitos depois acabo esta fic. – E começo a que eu sei que vocês estão com saudades! :P
Próximo capitulo na segunda! -) ando a postar com muita frequência, não?
Se tiver a maçar e preferirem que post com mais calma, é só avisar!
P.S2-> Não deu para responder aos coments anteriores. Não deu mesmo! Mas neste irei responder! Prometido! Á noite, quando chegar vai ser a primeira coisa a fazer!
Gosto muito de responder, mas o tempo não deu. Obvio que li todos e adorei! Apetecia mesmo responder, mas a minha vida anda caótica! Lol
Beijos. Vou é deixar de ser chata aqui a maçar!
:*







