Desculpem o atraso, era para postar hoje de manha, mas ó deu agora. Andei numa correria desgraçada, desculpem mas ás vezes é difícil conciliar o meu tempo com o blog. De qualquer forma tinha que postar hoje, mas não poderei responder aos comentários hoje, só amanha.
De qualquer forma, aproveitem o capitulo! Espero que gostem!
Este Capitulo vai para o Anonimo que comentou o ultimo capitulo da Cidade de cristal e disse k veio ter aqui porque uma amiga recomendou…
De qualquer forma, aproveitem o capitulo! Espero que gostem!
Este Capitulo vai para o Anonimo que comentou o ultimo capitulo da Cidade de cristal e disse k veio ter aqui porque uma amiga recomendou…
Obrigada por achares que sou boa o suficiente para publicar em livro! xD
Bem, espero que sejas bem vinda(o) e que continues a gostar de vir cá, e a ler obviamente! ;)
Bem, espero que sejas bem vinda(o) e que continues a gostar de vir cá, e a ler obviamente! ;)
E claro, eu iria ficar super contente se comentasses! xD
Podia ser masoquista, mas eu gostava da maneira como sentia dor.
Não da dor física propriamente dita, porque… doía. Eu gostava de ser capaz de sentir a dor, porque actualmente costumava não sentir nada. A dor era que me acompanhava.
E… enquanto doesse eu sentia. E talvez, apenas talvez, ainda tivesse algo humano em mim.
- 200 joules!
E mais uma vez um choque passava por cada parte do meu corpo. Tentando de alguma forma reavivar a circulação do sangue, fazer pulsar o meu coração.
Ele não batia, mas de alguma forma demasiado misteriosa para perceber, eu sentia o sangue pulsar em mim, como os puros sentiam.
O corpo humano e os desígnios da mente são algo misterioso. Os de um puro, bom, eu realmente não necessito de dizer o quão impossíveis de perceber são.
- 300 joules!
Um novo choque que percorria cada fibra do meu corpo, chegando ao coração e ao meu cérebro.
Eu via, e sentia, só estava paralisada momentaneamente, e Alonzo tinha que arranjar uma forma de me reanimar. Era como se tivesse morrido, apesar de ter consciência. O sangue não pulsava, como se estivesse morta.
Alonzo, que costumava tomar conta de mim sempre eu me sentia mal - o que era algo bastante frequente – pela segunda vez desde que renasci, me reanimava.
- Vamos Nicholaa, trabalha comigo aqui…
E mais uma vez o choque passou pelo meu corpo.
Desde que renasci, enfrentei alguns problemas de adaptação á minha nova “vida”, apenas falando fisicamente (nem necessito dizer o que me afectou psicologicamente). As regras existiam por alguma razão, e não eram para ser ignoradas.
Era demasiado jovem para que o poder de um puro corresse pelo meu corpo. Tinha 17 anos, bastante longe dos 23 que eram exigidos. O meu corpo era jovem de mais para esse tipo de poder, para enfrentar a morte numa vida estranha. As regras nunca eram quebradas, mesmo um vampiro dito normal só poderia existir depois de 23 anos humanos, porque mesmo para suportar a falsa imortalidade de 200 anos, tinham de ter um corpo adulto e maduro o suficiente para isso. Daí a idade estipulada ser os 23 anos. Tal como depois dos 55 seria uma idade demasiado avançada para lidar com isso.
Alexander, aquele que me condenava eternamente, ignorara isso. E eu pagava o preço.
Mais uma vez.
- 500 joules!
Podia ouvir os rosnados baixos de Alexander na sala, enquanto eu via o teto antigo e branco, pois apesar de ver não podia controlar para onde olhar. Era uma espécie de paralisia completa. O meu corpo entrara em colapso e apesar de não morrer assim, ficava sem reacções.
- 600!
No fundo a culpa era um pouco minha. Porque eu comecei a sentir a dor atrofiante nos olhos, e depois na cabeça. Comecei a sentir o sangue ficar gelado nas minhas veias, e o pulsar mais lento. Mas ignorei porque havia uma parte de mim que gostava de ficar assim, especialmente porque Alexander morria mais um pouco de cada vez que via o que eu sofria, o que passava, tudo aquilo que ele fora o responsável.
A dor física, valia para alivia um pouco a dor que me assolava dia e noite, para poder esquecer as saudades e focar-me apenas na dor física. Ao aumentar o sofrimento dele, sentia-me mais viva. Talvez isso fosse digno de uma verdadeira vampira. Não sei.
- 800!
Um ultimo choque atravessou o meu corpo, e então tudo voltou a funcionar. O sangue voltou a pulsar lentamente, e eu virei os olhos para Alonzo que preocupado pousava o aparelho de reanimação no chão.
Soltei um suspiro quando ele com a voz carregada de sotaque me pedia para acompanhar o movimento dos dedos dele que se deslocavam do lado direito para o esquerdo em frente ao meu rosto.
- Pronto – ajudava-me a levantar do chão depois de ter sido bem sucedida na ultima tarefa – Quase como nova!
Sorri ironicamente.
- Nikka…
Olhei Alexander com tal raiva que ele parou de tentar ajudar-me. Baixou a cabeça e rosnou baixinho. Como se me importasse.
Alonzo colocou-me numa espécie de piscina no solo, com 2 metros de comprimento por 1.50 de largura e não mais que 60 centímetros de profundidade. A água era quente.
Colocou-me lá mesmo vestida, e depois despejou um saco de alguma coisa que ele inventou misturada com sal, para aumentar a minha circulação. Devia ter feito isto antes do total colapso.
Mas valeu a pena a dor, para neste momento ver o sofrimento de Alexander que me olhava atormentado.
Fechei os olhos enquanto flutuava e mais uma vez sentia o sangue começar a pulsar normalmente. Ouvi Alonzo abandonar a sala, e Alexander deitar-se no chão ao lado da “piscina”
- Fica ai parado e vê aquilo que me fizeste. – gargalhei amarga – Sente a minha dor, e vê-me sofrer! É bom saber que isso te magoa. – ri.
Alexander não me respondeu.
Estava-mos no inicio de Outubro. Tinha sido transformada no final d Agosto, e não gostava de me lembrar muito do tempo que passei até agora. Nem imaginar a eternidade que me esperava.
Eu vivia de impulsos, de raiva, e mágoa. Nunca encontrei um momento de paz. Nem Alexander.
Quando disse que tinha fome, Alexander sorriu e encaminhou-me para a zona dos alimentadores. Eu implorei para não me deixar matar. Ele ignorou-me.
As lembranças ainda doíam.
Podia ser masoquista, mas eu gostava da maneira como sentia dor.
Não da dor física propriamente dita, porque… doía. Eu gostava de ser capaz de sentir a dor, porque actualmente costumava não sentir nada. A dor era que me acompanhava.
E… enquanto doesse eu sentia. E talvez, apenas talvez, ainda tivesse algo humano em mim.
- 200 joules!
E mais uma vez um choque passava por cada parte do meu corpo. Tentando de alguma forma reavivar a circulação do sangue, fazer pulsar o meu coração.
Ele não batia, mas de alguma forma demasiado misteriosa para perceber, eu sentia o sangue pulsar em mim, como os puros sentiam.
O corpo humano e os desígnios da mente são algo misterioso. Os de um puro, bom, eu realmente não necessito de dizer o quão impossíveis de perceber são.
- 300 joules!
Um novo choque que percorria cada fibra do meu corpo, chegando ao coração e ao meu cérebro.
Eu via, e sentia, só estava paralisada momentaneamente, e Alonzo tinha que arranjar uma forma de me reanimar. Era como se tivesse morrido, apesar de ter consciência. O sangue não pulsava, como se estivesse morta.
Alonzo, que costumava tomar conta de mim sempre eu me sentia mal - o que era algo bastante frequente – pela segunda vez desde que renasci, me reanimava.
- Vamos Nicholaa, trabalha comigo aqui…
E mais uma vez o choque passou pelo meu corpo.
Desde que renasci, enfrentei alguns problemas de adaptação á minha nova “vida”, apenas falando fisicamente (nem necessito dizer o que me afectou psicologicamente). As regras existiam por alguma razão, e não eram para ser ignoradas.
Era demasiado jovem para que o poder de um puro corresse pelo meu corpo. Tinha 17 anos, bastante longe dos 23 que eram exigidos. O meu corpo era jovem de mais para esse tipo de poder, para enfrentar a morte numa vida estranha. As regras nunca eram quebradas, mesmo um vampiro dito normal só poderia existir depois de 23 anos humanos, porque mesmo para suportar a falsa imortalidade de 200 anos, tinham de ter um corpo adulto e maduro o suficiente para isso. Daí a idade estipulada ser os 23 anos. Tal como depois dos 55 seria uma idade demasiado avançada para lidar com isso.
Alexander, aquele que me condenava eternamente, ignorara isso. E eu pagava o preço.
Mais uma vez.
- 500 joules!
Podia ouvir os rosnados baixos de Alexander na sala, enquanto eu via o teto antigo e branco, pois apesar de ver não podia controlar para onde olhar. Era uma espécie de paralisia completa. O meu corpo entrara em colapso e apesar de não morrer assim, ficava sem reacções.
- 600!
No fundo a culpa era um pouco minha. Porque eu comecei a sentir a dor atrofiante nos olhos, e depois na cabeça. Comecei a sentir o sangue ficar gelado nas minhas veias, e o pulsar mais lento. Mas ignorei porque havia uma parte de mim que gostava de ficar assim, especialmente porque Alexander morria mais um pouco de cada vez que via o que eu sofria, o que passava, tudo aquilo que ele fora o responsável.
A dor física, valia para alivia um pouco a dor que me assolava dia e noite, para poder esquecer as saudades e focar-me apenas na dor física. Ao aumentar o sofrimento dele, sentia-me mais viva. Talvez isso fosse digno de uma verdadeira vampira. Não sei.
- 800!
Um ultimo choque atravessou o meu corpo, e então tudo voltou a funcionar. O sangue voltou a pulsar lentamente, e eu virei os olhos para Alonzo que preocupado pousava o aparelho de reanimação no chão.
Soltei um suspiro quando ele com a voz carregada de sotaque me pedia para acompanhar o movimento dos dedos dele que se deslocavam do lado direito para o esquerdo em frente ao meu rosto.
- Pronto – ajudava-me a levantar do chão depois de ter sido bem sucedida na ultima tarefa – Quase como nova!
Sorri ironicamente.
- Nikka…
Olhei Alexander com tal raiva que ele parou de tentar ajudar-me. Baixou a cabeça e rosnou baixinho. Como se me importasse.
Alonzo colocou-me numa espécie de piscina no solo, com 2 metros de comprimento por 1.50 de largura e não mais que 60 centímetros de profundidade. A água era quente.
Colocou-me lá mesmo vestida, e depois despejou um saco de alguma coisa que ele inventou misturada com sal, para aumentar a minha circulação. Devia ter feito isto antes do total colapso.
Mas valeu a pena a dor, para neste momento ver o sofrimento de Alexander que me olhava atormentado.
Fechei os olhos enquanto flutuava e mais uma vez sentia o sangue começar a pulsar normalmente. Ouvi Alonzo abandonar a sala, e Alexander deitar-se no chão ao lado da “piscina”
- Fica ai parado e vê aquilo que me fizeste. – gargalhei amarga – Sente a minha dor, e vê-me sofrer! É bom saber que isso te magoa. – ri.
Alexander não me respondeu.
Estava-mos no inicio de Outubro. Tinha sido transformada no final d Agosto, e não gostava de me lembrar muito do tempo que passei até agora. Nem imaginar a eternidade que me esperava.
Eu vivia de impulsos, de raiva, e mágoa. Nunca encontrei um momento de paz. Nem Alexander.
Quando disse que tinha fome, Alexander sorriu e encaminhou-me para a zona dos alimentadores. Eu implorei para não me deixar matar. Ele ignorou-me.
As lembranças ainda doíam.
***
- Vais gostar. – sussurrou enquanto segurava os meus ombros cobertos pelo robe felpudo – É só seguires os instintos…
- Não quero! – gritei aterrorizada – Dá-me sangue nem que seja enlatado… - ri quase histérica.
- Nada é tão bom, como sentires a vida pulsar abandonar o corpo da presa… Senti-los debaterem-se pela vida que sugas lentamente. – sorriu expectante – Vais sentir poder - e dito isto, abriu uma porta.
O meu sangue pulsou nos ouvidos, o meu corpo ficou tenso, a minha visão incrivelmente apurada, enquanto focava 5 mulheres saírem e todas felizes encaravam Alexander.
Então, não sei como aconteceu, eu saltei para elas e depois era só sangue á minha volta.
Matei 5 mulheres, num minuto. Simples assim.
E o pior… O pior é que gostei.
Toda coberta de sangue das vitimas, sentada no chão, só conseguia lamber os dedos deliciada, aproveitando cada gota de sangue num delírio constante. Num prazer sórdido. Aquilo, era quase como o sexo fantástico que tinha tido com Alexander em humana. E apostaria se ele não fosse m puro e sim um simples humano, a experiencia de beber sangue seria mais prazerosa que fazer sexo.
Era louco e surreal.
Alexander sorriu e alisou os meus cabelos, e sussurrou um “ Muito bem, querida…”
Então algo rebentou dentro de mim. Olhei o que tinha feito e fiquei em pânico. Nunca perdoaria Alexander ter-me deixado fazer aquilo. Levantei-me e tentei correr, mas ainda me sentia estranha.
E acabei por cair na grande escadaria.
Alexander olhava-me um tanto estranho, por ser tão desastrada.
- ODEIO-TE!
- Nikka, não tens de temer a vida que agora pulsa dentro de ti…
- Vida? – gritei desesperada – Matei pessoas! Sou uma assassina! Um… Um mostro! As minhas gengivas doem, não percebo este corpo, não consigo andar bem…
Ele ficou gelado no mesmo lugar.
- Devias sentir-te mais viva que nunca. Como se tivesses o mundo aos teus pés. Devias sentir-te como se nenhuma pessoa fosse tão ágil como tu, como se pudesses fazer qualquer coisa. Não devia doer nada…
***
Suspirei. Mais uma meia hora naquela água, e estaria como nova. Era a segunda vez que tinha chegado aquele ponto.
Ainda me lembrava do primeiro. Tal como neste, não contei a ninguém que me estava a sentir mal. E fiquei paralisada, estendida algures pela escadaria do castelo.
Alexander encontrou-me. Nunca o vi tão desesperado. Ficou louco. Ele pensou que tinha morrido.
Rugiu tanto, que as paredes do castelo tremeram e ameaçaram ruir. Todos ouviram os seus rosnados e gritaria.
Sentia-o abraçar-me e molhar-me de sangue das suas lágrimas desesperadas. Ele ficou louco.
Ninguém conseguia chegar perto dele. Vampiros tentaram puxa-lo para longe de mim, e ele debateu-se e acabou por os fazer arder. Ele jurava que se eu não existia neste mundo, o mundo não existiria mais. Iria matar tudo e todos.
Até que Alonzo disse que podia não estar morta, e focou uma pequena lanterna nos meus olhos e então disse que a minha pupila respondia.
E então tentou descobrir o que fazer para me reanimar e qual era o problema.
Levantei-me, e ignorando totalmente Alexander fui para o meu quarto. Um que Alexander exigiu ser ao lado do seu. O piso que era apenas dele, agora era dividido comigo.
Tirei a roupa molhada e meti-me dentro do chuveiro. Enquanto me banhava, sentia a minha pele quente. Sim, eu era quente. Mais que os humanos. Normalmente devia ser fria. Gelada. Como todos os mortos vivos eram, incluindo puros. Segundo Alonzo, eu era quente, porque o meu criador me deve ter passado essa característica. Mas era estranho, porque Alexander era quente porque controlava o fogo. E eu não tinha esse poder. Na verdade, não tinha nenhum. Talvez se devesse ao facto de o meu corpo ser jovem de mais. Não sei. E nem me importava, na realidade.
- Porque deixas-te chegar a este ponto?! – perguntou Alexander assim que sai da minha casa de banho e entrei no quarto, enrolada na toalha.
Suspirei impaciente.
- Não me aborreças Alexander, ok?
- Nicholaa, que queres que faça por ti? Por favor diz-me que eu faço! Faço tudo o que tu queres!
- Ora, deixa-me pensar… Podes devolver-me a minha humanidade?
Silencio.
- Era o que eu pensava. – sorri cínica - Então Alexander, não quero nada de ti. – sentei-me numa poltrona do quarto decorado no estilo vitoriano em tons de prata e vermelho, e encarei o espelho enquanto começava a pentear os meus cabelos e observava o meu reflexo. – Na verdade, podias era dar-me a liberdade.
- Nikka… - suspirou – Não te posso deixar partir. Não ias sobreviver sozinha e…
- Não. O que queres dizer é que não podes ficar sem me controlar. Porque sabes que sou forte o suficiente para me defender, tu é que não seria forte o suficiente para ficares longe de mim, apesar de te não te querer mais. E vamos combinar, tu não estás nada preocupado com a quantidade de humanos que mato.
- Caralho, Nikka! Tu fazes o que queres aqui, não te impeço de nada! Quando eu estava para matar a Jullian, porque as regras são claras e não podem existir mais que 5 puros, tu pediste-me e eu mais uma vez te fiz a vontade e quebrei outra regra! Sabes o que isso foi difícil para mim? Abrir duas excepções assim? Nunca abri excepção nenhuma!
- Não te pedi para abrires a primeira. Aliás, se te esqueces-te eu recordo-te. Tu obrigaste-me a ser imortal antes dos 23. - gargalhei - Acima de tudo as regras, acima de tudo o Rei! Ya, eu sei isso.
- Não sejas sarcástica!
- É uma ordem? – foquei-o insolente pelo espelho. Ele olhou-me raivoso.
-É!
- Perdoe-me Rei. Perdoe-me criador… Estou verdadeiramente arrependida… - disse com inocência (fingida) para o picar mais.
- O teu passatempo preferido é provocares-me, não é?
- Não sei… - fingi pensar – Como não te posso matar, acho que te enlouquecer é uma solução viável. O que achas?
- Acho que estás a fazer um bom trabalho nisso!
- Oh, obrigada querido!
Ele dirigiu-se para a porta praguejando baixinho.
- Filho da puta! – sussurrei com raiva.
- Eu ouvi isso.
- Ainda bem! – gritei.
O imbecil bateu a porta com raiva.
Fui atrás dele furiosa, e encontrei-o a entrar no seu quarto que ficava de frente ao meu.
- Não batas com a minha porta!
- Eu faço o que quiser na porra do meu castelo!
- Não, na PORRA do meu quarto!
- Tu precisavas era de uma lição das boas…
- Sim? Ias bater-me? - Gargalhei – Cala-te Alexander! Não tem tomates para isso!
Ele ergueu uma sobrancelha, e aproximou-se de mim. Ok. Não gostava daquele olhar.
- Na verdade, a minha ideia de lição era outra. E acredita, que teria tomates para ela.
Revirei os olhos. E com cara de enfado olhei-o.
- Uau! Tão maduro da tua parte dizeres isso. E, para a lição que tanto falas, eu teria que consentir. Ou ias violar-me?
- Tu ias gostar… - levantou a mão e colocou o meu cabelo molhado atrás da orelha – E muito.
Dei uma latada na mão dele, afastando-a de mim.
- Já disse que esse relacionamento acabou entre nos os dois. Não me sinto mais assim contigo.
- Engana-te pelo tempo que quiseres, querida. – olhou o meu corpo lentamente, perdendo mais tempo nos ombros e pernas descobertos pela toalha – O teu corpo sempre será meu.
E foi para o quarto dele, deixando-me a olhar furiosa para a porta dele.
Apresento a minha nova rotina. Provocações constantes com Alexander.
Ele ia-se arrepender de tudo, eu juro!
Vesti-me rápido, tinha comprado roupas novas assim que foi possível (Alexander também foi comigo, infelizmente) porque na primeira semana usava robes, e depois de sair bem alimentada do castelo pode andar normalmente entre as pessoas sem ter fome. Comprei roupas super caras. As mais caras em lojas de luxo, comprei tudo e mais alguma coisa para enervar Alexander ao gastar o dinheiro dele. Ele não se importou minimamente. Ao menos, fiquei com roupa de qualidade, como nunca na vida pensei ter.
Abri a minha janela e respirei fundo. Saltei.
Eu lentamente ia melhorando a minha agilidade, mas ainda assim mal bati com os pés no chão desequilibrei-me e rolei pela terra.
- Bolas… - resmunguei.
Avistei um vulto, perto dos portões. Era dia e não podia ser nenhum vampiro. Só podia ser o mensageiro.
Olhando para ver se algum puro estava a observar fui ter o portão. Não podia sair, porque Alexander me tinha ordenado isso, mas podia falar do lado de dentro.
- Nicholaa? – perguntou o homem que aparentava 50 anos.
Assenti confirmando. – Veio saber a resposta , não é?
Foi a vez dele assentir.
- Diga a Joanne que pode contar comigo. Se depender de mim, ele vai cair. – olhei para o castelo – Apenas tenho de ser cautelosa.
- E se… - o homem engoliu em seco – O vosso rei descobrir que o tentas destronar?
- Joanne que não se preocupe comigo. Que trate de se preocupar com ela. Se Alexander descobrir antes da hora, ainda assim não me fará nada. – gargalhei – Ele é loucamente apaixonado por mim. No máximo dá-me uma reprimenda.
O homem assentiu e partiu.
Entrei no castelo, ainda a pensar no assunto. Joanne era a líder do grupo rebelde que lutava contra a tirania do reinado de Alexander. Ela guiava os “Democracy”, e conheceu-me por acaso. Ela era amante de Alonzo (que nem sonhava que metia dentro do castelo a líder que pretendia a caída o seu precioso Rei), e um dia estava com ele quando eu me senti mal e nem o sono funcionou para me acalmar e tive que ir para a “piscina”. Ela na altura ficou lá e quando Alonzo saiu disse “ É um preço a pagar pela imortalidade, não? Muitos de nós pagaríamos muito mais por uma existência como a vossa. Poder, eternidade…”, respondi-lhe que o meu maior desejo era matar o meu criador, por me ter dado aquilo. Ela não disse mais nada, mas um tempo depois contou-me quem era e o que fazia. Fez a proposta e disse que hoje mandaria alguém saber qual a resposta. Aceitei sem nem pensar.
Escolhi faze-lo pagar.
Ainda me lembrava do primeiro. Tal como neste, não contei a ninguém que me estava a sentir mal. E fiquei paralisada, estendida algures pela escadaria do castelo.
Alexander encontrou-me. Nunca o vi tão desesperado. Ficou louco. Ele pensou que tinha morrido.
Rugiu tanto, que as paredes do castelo tremeram e ameaçaram ruir. Todos ouviram os seus rosnados e gritaria.
Sentia-o abraçar-me e molhar-me de sangue das suas lágrimas desesperadas. Ele ficou louco.
Ninguém conseguia chegar perto dele. Vampiros tentaram puxa-lo para longe de mim, e ele debateu-se e acabou por os fazer arder. Ele jurava que se eu não existia neste mundo, o mundo não existiria mais. Iria matar tudo e todos.
Até que Alonzo disse que podia não estar morta, e focou uma pequena lanterna nos meus olhos e então disse que a minha pupila respondia.
E então tentou descobrir o que fazer para me reanimar e qual era o problema.
Levantei-me, e ignorando totalmente Alexander fui para o meu quarto. Um que Alexander exigiu ser ao lado do seu. O piso que era apenas dele, agora era dividido comigo.
Tirei a roupa molhada e meti-me dentro do chuveiro. Enquanto me banhava, sentia a minha pele quente. Sim, eu era quente. Mais que os humanos. Normalmente devia ser fria. Gelada. Como todos os mortos vivos eram, incluindo puros. Segundo Alonzo, eu era quente, porque o meu criador me deve ter passado essa característica. Mas era estranho, porque Alexander era quente porque controlava o fogo. E eu não tinha esse poder. Na verdade, não tinha nenhum. Talvez se devesse ao facto de o meu corpo ser jovem de mais. Não sei. E nem me importava, na realidade.
- Porque deixas-te chegar a este ponto?! – perguntou Alexander assim que sai da minha casa de banho e entrei no quarto, enrolada na toalha.
Suspirei impaciente.
- Não me aborreças Alexander, ok?
- Nicholaa, que queres que faça por ti? Por favor diz-me que eu faço! Faço tudo o que tu queres!
- Ora, deixa-me pensar… Podes devolver-me a minha humanidade?
Silencio.
- Era o que eu pensava. – sorri cínica - Então Alexander, não quero nada de ti. – sentei-me numa poltrona do quarto decorado no estilo vitoriano em tons de prata e vermelho, e encarei o espelho enquanto começava a pentear os meus cabelos e observava o meu reflexo. – Na verdade, podias era dar-me a liberdade.
- Nikka… - suspirou – Não te posso deixar partir. Não ias sobreviver sozinha e…
- Não. O que queres dizer é que não podes ficar sem me controlar. Porque sabes que sou forte o suficiente para me defender, tu é que não seria forte o suficiente para ficares longe de mim, apesar de te não te querer mais. E vamos combinar, tu não estás nada preocupado com a quantidade de humanos que mato.
- Caralho, Nikka! Tu fazes o que queres aqui, não te impeço de nada! Quando eu estava para matar a Jullian, porque as regras são claras e não podem existir mais que 5 puros, tu pediste-me e eu mais uma vez te fiz a vontade e quebrei outra regra! Sabes o que isso foi difícil para mim? Abrir duas excepções assim? Nunca abri excepção nenhuma!
- Não te pedi para abrires a primeira. Aliás, se te esqueces-te eu recordo-te. Tu obrigaste-me a ser imortal antes dos 23. - gargalhei - Acima de tudo as regras, acima de tudo o Rei! Ya, eu sei isso.
- Não sejas sarcástica!
- É uma ordem? – foquei-o insolente pelo espelho. Ele olhou-me raivoso.
-É!
- Perdoe-me Rei. Perdoe-me criador… Estou verdadeiramente arrependida… - disse com inocência (fingida) para o picar mais.
- O teu passatempo preferido é provocares-me, não é?
- Não sei… - fingi pensar – Como não te posso matar, acho que te enlouquecer é uma solução viável. O que achas?
- Acho que estás a fazer um bom trabalho nisso!
- Oh, obrigada querido!
Ele dirigiu-se para a porta praguejando baixinho.
- Filho da puta! – sussurrei com raiva.
- Eu ouvi isso.
- Ainda bem! – gritei.
O imbecil bateu a porta com raiva.
Fui atrás dele furiosa, e encontrei-o a entrar no seu quarto que ficava de frente ao meu.
- Não batas com a minha porta!
- Eu faço o que quiser na porra do meu castelo!
- Não, na PORRA do meu quarto!
- Tu precisavas era de uma lição das boas…
- Sim? Ias bater-me? - Gargalhei – Cala-te Alexander! Não tem tomates para isso!
Ele ergueu uma sobrancelha, e aproximou-se de mim. Ok. Não gostava daquele olhar.
- Na verdade, a minha ideia de lição era outra. E acredita, que teria tomates para ela.
Revirei os olhos. E com cara de enfado olhei-o.
- Uau! Tão maduro da tua parte dizeres isso. E, para a lição que tanto falas, eu teria que consentir. Ou ias violar-me?
- Tu ias gostar… - levantou a mão e colocou o meu cabelo molhado atrás da orelha – E muito.
Dei uma latada na mão dele, afastando-a de mim.
- Já disse que esse relacionamento acabou entre nos os dois. Não me sinto mais assim contigo.
- Engana-te pelo tempo que quiseres, querida. – olhou o meu corpo lentamente, perdendo mais tempo nos ombros e pernas descobertos pela toalha – O teu corpo sempre será meu.
E foi para o quarto dele, deixando-me a olhar furiosa para a porta dele.
Apresento a minha nova rotina. Provocações constantes com Alexander.
Ele ia-se arrepender de tudo, eu juro!
Vesti-me rápido, tinha comprado roupas novas assim que foi possível (Alexander também foi comigo, infelizmente) porque na primeira semana usava robes, e depois de sair bem alimentada do castelo pode andar normalmente entre as pessoas sem ter fome. Comprei roupas super caras. As mais caras em lojas de luxo, comprei tudo e mais alguma coisa para enervar Alexander ao gastar o dinheiro dele. Ele não se importou minimamente. Ao menos, fiquei com roupa de qualidade, como nunca na vida pensei ter.
Abri a minha janela e respirei fundo. Saltei.
Eu lentamente ia melhorando a minha agilidade, mas ainda assim mal bati com os pés no chão desequilibrei-me e rolei pela terra.
- Bolas… - resmunguei.
Avistei um vulto, perto dos portões. Era dia e não podia ser nenhum vampiro. Só podia ser o mensageiro.
Olhando para ver se algum puro estava a observar fui ter o portão. Não podia sair, porque Alexander me tinha ordenado isso, mas podia falar do lado de dentro.
- Nicholaa? – perguntou o homem que aparentava 50 anos.
Assenti confirmando. – Veio saber a resposta , não é?
Foi a vez dele assentir.
- Diga a Joanne que pode contar comigo. Se depender de mim, ele vai cair. – olhei para o castelo – Apenas tenho de ser cautelosa.
- E se… - o homem engoliu em seco – O vosso rei descobrir que o tentas destronar?
- Joanne que não se preocupe comigo. Que trate de se preocupar com ela. Se Alexander descobrir antes da hora, ainda assim não me fará nada. – gargalhei – Ele é loucamente apaixonado por mim. No máximo dá-me uma reprimenda.
O homem assentiu e partiu.
Entrei no castelo, ainda a pensar no assunto. Joanne era a líder do grupo rebelde que lutava contra a tirania do reinado de Alexander. Ela guiava os “Democracy”, e conheceu-me por acaso. Ela era amante de Alonzo (que nem sonhava que metia dentro do castelo a líder que pretendia a caída o seu precioso Rei), e um dia estava com ele quando eu me senti mal e nem o sono funcionou para me acalmar e tive que ir para a “piscina”. Ela na altura ficou lá e quando Alonzo saiu disse “ É um preço a pagar pela imortalidade, não? Muitos de nós pagaríamos muito mais por uma existência como a vossa. Poder, eternidade…”, respondi-lhe que o meu maior desejo era matar o meu criador, por me ter dado aquilo. Ela não disse mais nada, mas um tempo depois contou-me quem era e o que fazia. Fez a proposta e disse que hoje mandaria alguém saber qual a resposta. Aceitei sem nem pensar.
Escolhi faze-lo pagar.
Eu queria tirar tudo de Alexander. A vida não podia, mas ele ficaria sem mim, e sem o seu precioso trono.
E então? O.o
Gostaram? Qual a parte preferida?
Muitas coisas vão acontecer por aqui! ;)
Este capitulo foi assim escrito MUITO á pressa, se foi algum erro desculpem. O próximo será melhor. ;)
É verdade, a M Moon, pediu para haver dois capítulos por semana invés de haver só um aos sábados. Se todos quiserem também, eu irei tentar fazer isso. Ás vezes pode não der, mas se preferirem assim e vos der jeito para comentar e isso durante a semana, digam!
Se preferirem dois por semana, além do Sábado que já é garantido, pensei na terça ou quarta.
Se a maioria preferir só aos sábados, fica só aos sábados.
Beijos grandes!
P.S-> Gostaram das musicas? Eu adoro a segunda “30 Seconds To Mars - Bad Romance”!xD
E então? O.o
Gostaram? Qual a parte preferida?
Muitas coisas vão acontecer por aqui! ;)
Este capitulo foi assim escrito MUITO á pressa, se foi algum erro desculpem. O próximo será melhor. ;)
É verdade, a M Moon, pediu para haver dois capítulos por semana invés de haver só um aos sábados. Se todos quiserem também, eu irei tentar fazer isso. Ás vezes pode não der, mas se preferirem assim e vos der jeito para comentar e isso durante a semana, digam!
Se preferirem dois por semana, além do Sábado que já é garantido, pensei na terça ou quarta.
Se a maioria preferir só aos sábados, fica só aos sábados.
Beijos grandes!
P.S-> Gostaram das musicas? Eu adoro a segunda “30 Seconds To Mars - Bad Romance”!xD
