sexta-feira, 8 de outubro de 2010

1 Capitulo - Algumas escolhas

Desculpem o atraso, era para postar hoje de manha, mas ó deu agora. Andei numa correria desgraçada, desculpem mas ás vezes é difícil conciliar o meu tempo com o blog. De qualquer forma tinha que postar hoje, mas não poderei responder aos comentários hoje, só amanha.
De qualquer forma, aproveitem o capitulo! Espero que gostem!

Este Capitulo vai para o Anonimo que comentou o ultimo capitulo da Cidade de cristal e disse k veio ter aqui porque uma amiga recomendou…
Obrigada por achares que sou boa o suficiente para publicar em livro! xD
Bem, espero que sejas bem vinda(o) e que continues a gostar de vir cá, e a ler obviamente! ;)
E claro, eu iria ficar super contente se comentasses! xD




Podia ser masoquista, mas eu gostava da maneira como sentia dor.
Não da dor física propriamente dita, porque… doía. Eu gostava de ser capaz de sentir a dor, porque actualmente costumava não sentir nada. A dor era que me acompanhava.
E… enquanto doesse eu sentia. E talvez, apenas talvez, ainda tivesse algo humano em mim.
- 200 joules!
E mais uma vez um choque passava por cada parte do meu corpo. Tentando de alguma forma reavivar a circulação do sangue, fazer pulsar o meu coração.
Ele não batia, mas de alguma forma demasiado misteriosa para perceber, eu sentia o sangue pulsar em mim, como os puros sentiam.
O corpo humano e os desígnios da mente são algo misterioso. Os de um puro, bom, eu realmente não necessito de dizer o quão impossíveis de perceber são.
- 300 joules!
Um novo choque que percorria cada fibra do meu corpo, chegando ao coração e ao meu cérebro.
Eu via, e sentia, só estava paralisada momentaneamente, e Alonzo tinha que arranjar uma forma de me reanimar. Era como se tivesse morrido, apesar de ter consciência. O sangue não pulsava, como se estivesse morta.
Alonzo, que costumava tomar conta de mim sempre eu me sentia mal - o que era algo bastante frequente – pela segunda vez desde que renasci, me reanimava.
- Vamos Nicholaa, trabalha comigo aqui…
E mais uma vez o choque passou pelo meu corpo.
Desde que renasci, enfrentei alguns problemas de adaptação á minha nova “vida”, apenas falando fisicamente (nem necessito dizer o que me afectou psicologicamente). As regras existiam por alguma razão, e não eram para ser ignoradas.
Era demasiado jovem para que o poder de um puro corresse pelo meu corpo. Tinha 17 anos, bastante longe dos 23 que eram exigidos. O meu corpo era jovem de mais para esse tipo de poder, para enfrentar a morte numa vida estranha. As regras nunca eram quebradas, mesmo um vampiro dito normal só poderia existir depois de 23 anos humanos, porque mesmo para suportar a falsa imortalidade de 200 anos, tinham de ter um corpo adulto e maduro o suficiente para isso. Daí a idade estipulada ser os 23 anos. Tal como depois dos 55 seria uma idade demasiado avançada para lidar com isso.
Alexander, aquele que me condenava eternamente, ignorara isso. E eu pagava o preço.
Mais uma vez.
- 500 joules!
Podia ouvir os rosnados baixos de Alexander na sala, enquanto eu via o teto antigo e branco, pois apesar de ver não podia controlar para onde olhar. Era uma espécie de paralisia completa. O meu corpo entrara em colapso e apesar de não morrer assim, ficava sem reacções.
- 600!
No fundo a culpa era um pouco minha. Porque eu comecei a sentir a dor atrofiante nos olhos, e depois na cabeça. Comecei a sentir o sangue ficar gelado nas minhas veias, e o pulsar mais lento. Mas ignorei porque havia uma parte de mim que gostava de ficar assim, especialmente porque Alexander morria mais um pouco de cada vez que via o que eu sofria, o que passava, tudo aquilo que ele fora o responsável.
A dor física, valia para alivia um pouco a dor que me assolava dia e noite, para poder esquecer as saudades e focar-me apenas na dor física. Ao aumentar o sofrimento dele, sentia-me mais viva. Talvez isso fosse digno de uma verdadeira vampira. Não sei.
- 800!
Um ultimo choque atravessou o meu corpo, e então tudo voltou a funcionar. O sangue voltou a pulsar lentamente, e eu virei os olhos para Alonzo que preocupado pousava o aparelho de reanimação no chão.
Soltei um suspiro quando ele com a voz carregada de sotaque me pedia para acompanhar o movimento dos dedos dele que se deslocavam do lado direito para o esquerdo em frente ao meu rosto.
- Pronto – ajudava-me a levantar do chão depois de ter sido bem sucedida na ultima tarefa – Quase como nova!
Sorri ironicamente.
- Nikka…
Olhei Alexander com tal raiva que ele parou de tentar ajudar-me. Baixou a cabeça e rosnou baixinho. Como se me importasse.
Alonzo colocou-me numa espécie de piscina no solo, com 2 metros de comprimento por 1.50 de largura e não mais que 60 centímetros de profundidade. A água era quente.
Colocou-me lá mesmo vestida, e depois despejou um saco de alguma coisa que ele inventou misturada com sal, para aumentar a minha circulação. Devia ter feito isto antes do total colapso.
Mas valeu a pena a dor, para neste momento ver o sofrimento de Alexander que me olhava atormentado.
Fechei os olhos enquanto flutuava e mais uma vez sentia o sangue começar a pulsar normalmente. Ouvi Alonzo abandonar a sala, e Alexander deitar-se no chão ao lado da “piscina”
- Fica ai parado e vê aquilo que me fizeste. – gargalhei amarga – Sente a minha dor, e vê-me sofrer! É bom saber que isso te magoa. – ri.
Alexander não me respondeu.
Estava-mos no inicio de Outubro. Tinha sido transformada no final d Agosto, e não gostava de me lembrar muito do tempo que passei até agora. Nem imaginar a eternidade que me esperava.
Eu vivia de impulsos, de raiva, e mágoa. Nunca encontrei um momento de paz. Nem Alexander.
Quando disse que tinha fome, Alexander sorriu e encaminhou-me para a zona dos alimentadores. Eu implorei para não me deixar matar. Ele ignorou-me.
As lembranças ainda doíam.
***

- Vais gostar. – sussurrou enquanto segurava os meus ombros cobertos pelo robe felpudo – É só seguires os instintos…
- Não quero! – gritei aterrorizada – Dá-me sangue nem que seja enlatado… - ri quase histérica.
- Nada é tão bom, como sentires a vida pulsar abandonar o corpo da presa… Senti-los debaterem-se pela vida que sugas lentamente. – sorriu expectante – Vais sentir poder - e dito isto, abriu uma porta.
O meu sangue pulsou nos ouvidos, o meu corpo ficou tenso, a minha visão incrivelmente apurada, enquanto focava 5 mulheres saírem e todas felizes encaravam Alexander.
Então, não sei como aconteceu, eu saltei para elas e depois era só sangue á minha volta.
Matei 5 mulheres, num minuto. Simples assim.
E o pior… O pior é que gostei.
Toda coberta de sangue das vitimas, sentada no chão, só conseguia lamber os dedos deliciada, aproveitando cada gota de sangue num delírio constante. Num prazer sórdido. Aquilo, era quase como o sexo fantástico que tinha tido com Alexander em humana. E apostaria se ele não fosse m puro e sim um simples humano, a experiencia de beber sangue seria mais prazerosa que fazer sexo.
Era louco e surreal.
Alexander sorriu e alisou os meus cabelos, e sussurrou um “ Muito bem, querida…”
Então algo rebentou dentro de mim. Olhei o que tinha feito e fiquei em pânico. Nunca perdoaria Alexander ter-me deixado fazer aquilo. Levantei-me e tentei correr, mas ainda me sentia estranha.
E acabei por cair na grande escadaria.
Alexander olhava-me um tanto estranho, por ser tão desastrada.
- ODEIO-TE!
- Nikka, não tens de temer a vida que agora pulsa dentro de ti…
- Vida? – gritei desesperada – Matei pessoas! Sou uma assassina! Um… Um mostro! As minhas gengivas doem, não percebo este corpo, não consigo andar bem…
Ele ficou gelado no mesmo lugar.
- Devias sentir-te mais viva que nunca. Como se tivesses o mundo aos teus pés. Devias sentir-te como se nenhuma pessoa fosse tão ágil como tu, como se pudesses fazer qualquer coisa. Não devia doer nada…

***
Suspirei. Mais uma meia hora naquela água, e estaria como nova. Era a segunda vez que tinha chegado aquele ponto.
Ainda me lembrava do primeiro. Tal como neste, não contei a ninguém que me estava a sentir mal. E fiquei paralisada, estendida algures pela escadaria do castelo.
Alexander encontrou-me. Nunca o vi tão desesperado. Ficou louco. Ele pensou que tinha morrido.
Rugiu tanto, que as paredes do castelo tremeram e ameaçaram ruir. Todos ouviram os seus rosnados e gritaria.
Sentia-o abraçar-me e molhar-me de sangue das suas lágrimas desesperadas. Ele ficou louco.
Ninguém conseguia chegar perto dele. Vampiros tentaram puxa-lo para longe de mim, e ele debateu-se e acabou por os fazer arder. Ele jurava que se eu não existia neste mundo, o mundo não existiria mais. Iria matar tudo e todos.
Até que Alonzo disse que podia não estar morta, e focou uma pequena lanterna nos meus olhos e então disse que a minha pupila respondia.
E então tentou descobrir o que fazer para me reanimar e qual era o problema.



Levantei-me, e ignorando totalmente Alexander fui para o meu quarto. Um que Alexander exigiu ser ao lado do seu. O piso que era apenas dele, agora era dividido comigo.
Tirei a roupa molhada e meti-me dentro do chuveiro. Enquanto me banhava, sentia a minha pele quente. Sim, eu era quente. Mais que os humanos. Normalmente devia ser fria. Gelada. Como todos os mortos vivos eram, incluindo puros. Segundo Alonzo, eu era quente, porque o meu criador me deve ter passado essa característica. Mas era estranho, porque Alexander era quente porque controlava o fogo. E eu não tinha esse poder. Na verdade, não tinha nenhum. Talvez se devesse ao facto de o meu corpo ser jovem de mais. Não sei. E nem me importava, na realidade.
- Porque deixas-te chegar a este ponto?! – perguntou Alexander assim que sai da minha casa de banho e entrei no quarto, enrolada na toalha.
Suspirei impaciente.
- Não me aborreças Alexander, ok?
- Nicholaa, que queres que faça por ti? Por favor diz-me que eu faço! Faço tudo o que tu queres!
- Ora, deixa-me pensar… Podes devolver-me a minha humanidade?
Silencio.
- Era o que eu pensava. – sorri cínica - Então Alexander, não quero nada de ti. – sentei-me numa poltrona do quarto decorado no estilo vitoriano em tons de prata e vermelho, e encarei o espelho enquanto começava a pentear os meus cabelos e observava o meu reflexo. – Na verdade, podias era dar-me a liberdade.
- Nikka… - suspirou – Não te posso deixar partir. Não ias sobreviver sozinha e…
- Não. O que queres dizer é que não podes ficar sem me controlar. Porque sabes que sou forte o suficiente para me defender, tu é que não seria forte o suficiente para ficares longe de mim, apesar de te não te querer mais. E vamos combinar, tu não estás nada preocupado com a quantidade de humanos que mato.
- Caralho, Nikka! Tu fazes o que queres aqui, não te impeço de nada! Quando eu estava para matar a Jullian, porque as regras são claras e não podem existir mais que 5 puros, tu pediste-me e eu mais uma vez te fiz a vontade e quebrei outra regra! Sabes o que isso foi difícil para mim? Abrir duas excepções assim? Nunca abri excepção nenhuma!
- Não te pedi para abrires a primeira. Aliás, se te esqueces-te eu recordo-te. Tu obrigaste-me a ser imortal antes dos 23. - gargalhei - Acima de tudo as regras, acima de tudo o Rei! Ya, eu sei isso.
- Não sejas sarcástica!
- É uma ordem? – foquei-o insolente pelo espelho. Ele olhou-me raivoso.
-É!
- Perdoe-me Rei. Perdoe-me criador… Estou verdadeiramente arrependida… - disse com inocência (fingida) para o picar mais.
- O teu passatempo preferido é provocares-me, não é?
- Não sei… - fingi pensar – Como não te posso matar, acho que te enlouquecer é uma solução viável. O que achas?
- Acho que estás a fazer um bom trabalho nisso!
- Oh, obrigada querido!
Ele dirigiu-se para a porta praguejando baixinho.
- Filho da puta! – sussurrei com raiva.
- Eu ouvi isso.
- Ainda bem! – gritei.
O imbecil bateu a porta com raiva.
Fui atrás dele furiosa, e encontrei-o a entrar no seu quarto que ficava de frente ao meu.
- Não batas com a minha porta!
- Eu faço o que quiser na porra do meu castelo!
- Não, na PORRA do meu quarto!
- Tu precisavas era de uma lição das boas…
- Sim? Ias bater-me? - Gargalhei – Cala-te Alexander! Não tem tomates para isso!
Ele ergueu uma sobrancelha, e aproximou-se de mim. Ok. Não gostava daquele olhar.
- Na verdade, a minha ideia de lição era outra. E acredita, que teria tomates para ela.
Revirei os olhos. E com cara de enfado olhei-o.
- Uau! Tão maduro da tua parte dizeres isso. E, para a lição que tanto falas, eu teria que consentir. Ou ias violar-me?
- Tu ias gostar… - levantou a mão e colocou o meu cabelo molhado atrás da orelha – E muito.
Dei uma latada na mão dele, afastando-a de mim.
- Já disse que esse relacionamento acabou entre nos os dois. Não me sinto mais assim contigo.
- Engana-te pelo tempo que quiseres, querida. – olhou o meu corpo lentamente, perdendo mais tempo nos ombros e pernas descobertos pela toalha – O teu corpo sempre será meu.
E foi para o quarto dele, deixando-me a olhar furiosa para a porta dele.
Apresento a minha nova rotina. Provocações constantes com Alexander.
Ele ia-se arrepender de tudo, eu juro!
Vesti-me rápido, tinha comprado roupas novas assim que foi possível (Alexander também foi comigo, infelizmente) porque na primeira semana usava robes, e depois de sair bem alimentada do castelo pode andar normalmente entre as pessoas sem ter fome. Comprei roupas super caras. As mais caras em lojas de luxo, comprei tudo e mais alguma coisa para enervar Alexander ao gastar o dinheiro dele. Ele não se importou minimamente. Ao menos, fiquei com roupa de qualidade, como nunca na vida pensei ter.
Abri a minha janela e respirei fundo. Saltei.
Eu lentamente ia melhorando a minha agilidade, mas ainda assim mal bati com os pés no chão desequilibrei-me e rolei pela terra.
- Bolas… - resmunguei.
Avistei um vulto, perto dos portões. Era dia e não podia ser nenhum vampiro. Só podia ser o mensageiro.
Olhando para ver se algum puro estava a observar fui ter o portão. Não podia sair, porque Alexander me tinha ordenado isso, mas podia falar do lado de dentro.
- Nicholaa? – perguntou o homem que aparentava 50 anos.
Assenti confirmando. – Veio saber a resposta , não é?
Foi a vez dele assentir.
- Diga a Joanne que pode contar comigo. Se depender de mim, ele vai cair. – olhei para o castelo – Apenas tenho de ser cautelosa.
- E se… - o homem engoliu em seco – O vosso rei descobrir que o tentas destronar?
- Joanne que não se preocupe comigo. Que trate de se preocupar com ela. Se Alexander descobrir antes da hora, ainda assim não me fará nada. – gargalhei – Ele é loucamente apaixonado por mim. No máximo dá-me uma reprimenda.
O homem assentiu e partiu.
Entrei no castelo, ainda a pensar no assunto. Joanne era a líder do grupo rebelde que lutava contra a tirania do reinado de Alexander. Ela guiava os “Democracy”, e conheceu-me por acaso. Ela era amante de Alonzo (que nem sonhava que metia dentro do castelo a líder que pretendia a caída o seu precioso Rei), e um dia estava com ele quando eu me senti mal e nem o sono funcionou para me acalmar e tive que ir para a “piscina”. Ela na altura ficou lá e quando Alonzo saiu disse “ É um preço a pagar pela imortalidade, não? Muitos de nós pagaríamos muito mais por uma existência como a vossa. Poder, eternidade…”, respondi-lhe que o meu maior desejo era matar o meu criador, por me ter dado aquilo. Ela não disse mais nada, mas um tempo depois contou-me quem era e o que fazia. Fez a proposta e disse que hoje mandaria alguém saber qual a resposta. Aceitei sem nem pensar.
Escolhi faze-lo pagar.
Eu queria tirar tudo de Alexander. A vida não podia, mas ele ficaria sem mim, e sem o seu precioso trono.

E então? O.o
Gostaram? Qual a parte preferida?
Muitas coisas vão acontecer por aqui! ;)
Este capitulo foi assim escrito MUITO á pressa, se foi algum erro desculpem. O próximo será melhor. ;)
É verdade, a M Moon, pediu para haver dois capítulos por semana invés de haver só um aos sábados. Se todos quiserem também, eu irei tentar fazer isso. Ás vezes pode não der, mas se preferirem assim e vos der jeito para comentar e isso durante a semana, digam!
Se preferirem dois por semana, além do Sábado que já é garantido, pensei na terça ou quarta.
Se a maioria preferir só aos sábados, fica só aos sábados.
Beijos grandes!
P.S-> Gostaram das musicas? Eu adoro a segunda “30 Seconds To Mars - Bad Romance”!xD

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Prefácio de Amor & Sangue Há Meia-Noite II - Profanação.


Atenção: Profanação é a continuação de Amor & Sangue Á Meia-Noite


Prefácio






^^Aqui vai a capa que fiz para esta temporada, eu não sou lá muito boa nisto, mas tentei. Espero que tenham gostado, porque a imagm - que me deu montes de trabalho, porque eu não sei nada destas coisas lol - tem imenso a ver com o que se vai passar. Gostam? O.o

Bom, e aqui fica aquele video que no capitulo da Primeira vez, fiz. Para os leitores! :)


Para relembrar os velhos tempos. Uma forma de começar a segunda temporada, nada melhor que lembrar a primeira! :P


Já sabem que era o meu primeiro video e não tenho lá muito jeito para essas coisas. De qualquer forme, está para uma despedida da 1 temporada! Vejam em ecra inteiro!










Agora, finalmente, aqui vai o prefacio da Segunda Temporada de Amor & Sangue Há Meia-Noite, a que chamei Profanação.
Espero que gostem! Eu estou em pulgas para saber o que acharam!
Este capitulo vai para todos os que leram a primeira temporada, aqueles nomes todos que coloquei no ultimo capitulo e ainda mais para aqueles que chegaram depois, e ainda aumentaram a família do blog! =D
Quero deixar um agradecimento para aqueles que comentaram o ultimo capitulo da cidade de Cristal! Desculpem não ter respondido, mas se não o fiz, é porque não podia. Mesmo!
Eu adoro cada coment, porque vocês são maravilhosos e têm sempre uma palavra para mim. A partir de agora vou responder, porque já estou a melhorar. Nem que seja um simples “Obrigado” eu direi. Espero que me desculpem pela demora, e por não ter respondido, mas se não o fiz é porque estava mesmo KO. Sabem que adoro falar com todos.
Tento compensar com uma nova temporada surpreendente! :P
Vocês sabem que eu adoro a minha família do Blog! :P

Bom, vou deixar-me de "tretas” que eu sei é que vocês querem é ler! ;) Ai, como eu tinha saudades destes dois! =D







Julgamos sempre que o que temos, é insuficiente.
Que o que passou, era melhor.

O mesmo acontecia comigo. Perdi a minha mãe com 5 anos e desde aí construi um muro impenetrável. Ninguém o rachava. Pensava que a minha vida era uma merda, não dava muita importância ao meu pai e ao meu ignorante irmão. Só queria o passado, queria ter a minha mãe apesar de tudo.
Então ele apareceu. Um anjo negro, um cavaleiro, o meu príncipe.
Não devia ler tantos romances e acreditar nos finais “Felizes para sempre”. A vida não é assim. Nunca tinha sido, e eu já estava farta de ter provas sobre isso.
Mas… poderia alguém crucificar-me por acreditar? Por desejar?
Quando mais se eu tinha um Alexander, só para mim. Era melhor que um príncipe, melhor que um cavaleiro. Era o meu vampiro, super sexy, com um poder incrível. O fogo! Uma estúpida adolescente como eu era, ainda acreditava em história de encantar.

Então, apaixonei-me. Namoro um pouco atribulado, mas sempre com aquela paixão insana e devastadora. Destrutiva que me levava sempre a perder-me nele.
Talvez, ele me tenha seduzido com sexo e charme. Quem sabe como me fui apaixonar por algo que vivia dentro daquela superfície perfeita? Eu não queria apenas a superfície, eu ansiava, procurava, descobrir o vampiro milenar que me dizia amar para sempre, porque só ele o podia fazer.

Então, num passe de mágica, assim tão simples, de uma forma sórdida, voltei a perder tudo! Acordei do sonho, para a dura realidade que sempre esteve presente. Mas os meus olhos estavam cegos de amor, de paixão e eu não via nada sem ser ele…
Só ele importava.

Até que ele, o meu anjo negro, o tal príncipe encatando me roubou. Roubou aquilo que mais preservava. A minha Humanidade.
E eu simplesmente desejava o que tinha deixado para trás. Desejava voltar a viver sem o ter conhecido.
Desejava viver numa casa um tanto louca, implicar com a cabeça oca, arranjar problemas na escola. Ficar de castigo. Fazer planos mirabolantes com a minha melhor amiga espanhola. Desejava ser chamada de “cabeça de fósforo”, acordar com chifres desenhados na testa fruto das parvoíces do “cabeça oca”. Desejava que o padre da Villa viesse falar com o meu pai para me fazer exorcismos, porque segundo o meu irmão o ultimo não tinha resultado e o diabo ainda morava em mim.

Deus, desejava ser normal.

Desejava ser a simples Nikka, a Nikka impulsiva que ficara sem a mãe aos 5 anos. Desejava ser apenas a Nicholaa, a ruiva da escola, a problemática. Até a Nikka arruaceira, que só dava trabalho ao pobre pai viúvo.
Apenas… Uma simples rapariga, que vivia numa pacata Villa e levava com os típicos problemas da vida atribulada de adolescente.

Desejava, nunca o ter conhecido. Desejava o passado, porque o que passou pensamos ser sempre o melhor. Eu não dava valor ao que tinha, e agora dava tudo para reaver a minha Humanidade, reaver a minha vida de “Antes Alexander”.




Tudo começou naquela pacata Villa. De forma um tanto simples e singela. Uma paixão pelo professor lindo e cheio de charme, apesar de ser um tanto duro.

A historia sórdida podia ser até cómica. Comigo a ter o papel de palhaça.

Estava segura.
Então, ele apareceu.
Envolto na sua aura misteriosa, no seu charme irreal, na sua postura absurdamente sexy.
E eu apaixonei-me.

Fiquei tão perdida nos sentimentos que não via com clareza. Sempre o perdoava. Sempre.
Por mais coisas que ele fizesse, eu não conseguia parar de o amar. Por mais que visse com quem me metia – porque qualquer um vê que, estar perdida de amores pelo Rei dos Vampiros, conhecido pela sua legendária crueldade, não podia acabar bem.

Depois de uma troca de olhares, depois de um beijo, eu não pode parar. A minha vida terminou assim como a conhecia.
Era doente, um vício que me corrompia. Mas eu vivia para ele.
Descobri que era um vampiro, descobri que me mentiu, que me traiu, sabia que matava e adorava fazer isso, sabia que não possuía sentimentos, que remorsos ou culpa não existiam para ele… Sabia tudo isso. E ainda assim, ficava com ele!

Deixava a boca dele beijar-me, percorrer a minha pele, quando essa mesma boca sugava vidas. Não apenas das que matava, mas das vidas que se ligavam ás vitimas.
E ainda assim, gemia em êxtase quando tocava a minha pele, vibrava em delírio quando os seus lábios traçavam caminhos de beijos ardentes pelo meu corpo todo, vivia a glória enlaçada no seu corpo.

Fazia amor com um Vampiro, sendo uma Humana.

Eu certamente estava á procura de problemas. Qualquer um podia ver isso. Eu, no entanto estava cega. Cega de amor pela morte, pela destruição.
Como podia ter sido tão estúpida, tão parva a ponto de ficar á mercê dele? De lhe entregar o meu coração em troca de um que já não batia e amava de forma distorcida?
Como podia entregar o meu corpo, a minha alma para ele? Como podia dar-lhe o meu sangue?

E tive exactamente aquilo que era um preço pela minha estupidez. Uma eternidade amaldiçoada, uma existência na amargura e no ódio. Fadada a viver para sempre.
Aquele que julguei amar-me, que dizia venerar-me acima de todas as coisas, que jurara proteger-me e daria a imortalidade dele por um sorriso meu… Matara-me.
Sugar a minha vida, a minha alegria. Num acto puramente egoísta para me prender a ele para sempre.

Numa Profanação. Numa Profanação hedionda, sórdida.

Nada mais importava para ele, que ter aquilo que queria, a qualquer custo. Talvez ele pensasse em mim como uma posse, um objecto que poderia manobrar. Devia julgar-se meu dono, para escolher por mim.
Devia gostar de brincar de Deus, ou talvez de morte, para manobrar a minha alma.
Alma? Agora já não possuía isso. Apenas… Não sentia.

E ele sabia, sabia que assim que me transformasse naquilo que ele julga a perfeição, num Puro, eu não sentiria. Não mais.
Que o Amor, ou a Doença que sentia por ele ia morrer. E mesmo assim, ele fez.
E não se arrependia.

Então, tal como eu paguei, ele também pagaria o preço pela sua estupidez.

Com isso, cresceu um ódio tão grande tão imenso que em humana julgara não poder existir. Uma vontade de o fazer pagar, de o fazer sofrer.

Era justo. Era certo, ele pagar.

Era uma questão de justiça!
Oh, ele ia pagar. Ele dera-me um inferno.
E eu ia fazer disso, um inferno meu e dele.

Porque assim que senti fome de sangue, de vida pela primeira vez desde que despertei, jurei que ele pagaria.
Eu, Nicholaa Alannah Brown, recém-nascida, quinta Pura, Criação de Alexander King, ia fazer o meu carrasco pagar. Nem que fosse a ultima coisa a fazer, antes de encarar a verdadeira morte.
Porque, ao contrário de Alexander, eu ainda podia morrer pois o fogo podia consumir-me. Não era imune ao fogo como ele. Ele não podia seguir-me na morte em humana, e não me podia seguir na verdadeira morte, depois de vampira.
Mas apenas depois de ele sofrer nas minhas mãos. Assim como ele me fez.

Apenas quando fiz a promessa desconhecia que Amor e Ódio, por séculos andaram juntos. Que um grande Ódio, pode virar um imenso Amor. Que Ódio pode criar pontes, e unir fios soltos. Que pode ser o novo começo, assim como um fim.
Amor e Ódio são um ciclo.
O meu Ódio nasceu de um grande Amor, assim como do Ódio, se pode construir algo, ou não?

Mas era pena, eu não poder sentir de novo…

Estava oca. Vazia de vida. Vazia de sentimentos.



- Não aguento mais! – desesperado, Alexander sacudia ligeiramente os meus ombros, enquanto um sorriso cínico se formava na minha boca – Imploro que pares de me rasgar por dentro! Porque fazes isto comigo, Nikka?
- Mas, querido… Eu nem sequer comecei… - murmurei, levando as mãos e entrelaçando os meus dedos nos seus sedosos cabelos castanhos. Fazendo-o fechar os olhos e ansiar por mim. Partilhar do meu inferno.
Os seus olhos cinzentos azulados focaram os meus verde-esmeralda, os seus febris e desesperados, amargurados. Enquanto os meus os fitavam de volta, cruéis e vazios.
As mãos que seguravam os meus ombros, desceram pelos meus braços, acariciando-me e puxaram-me para o seu corpo rijo e quente.

Fazendo o meu corpo moldar-se á perfeição do dele. Com a mão ligeiramente tremente, acariciou o meu rosto, alisando a minha pele incrivelmente perfeita e branca, enquanto a sua outra mão, que se metia debaixo da minha camisola, me mantinha colada a ele, pois me segurava pela cintura ao mesmo tempo que acariciava.
- Não sentes, nada? Nada?! Não posso acreditar, Nikka… - o seu dedo indicador percorria os meus lábios lentamente. Olhei-o e com um aceno de cabeça, negando e sussurrei um “nada”. – Eu amo-te de mais… Quero-te tanto…
Os seus lábios, começavam a aproximar-se. Via a perfeição tentar cobrir e brincar com a minha boca. Ergui a minha mão e encostei-a aos lábios dele. Afastei-o.
- Eu queria tanto um beijo, Nikka… Só um… Apenas deixa-me matar saudades da tua boca, acariciar-te com os meus lábios, perder-me na tua boca e reunir forças para aguentar isto…
Voltei a negar com um gesto de cabeça.
Ele suspirou cansado. Encostou a testa na minha, fechou os olhos e perguntou:
- Porque me odeias tanto, Nikka?
- Porque, um dia te amei de mais.






OMG! Eu estou em pulgas para saber o que acharam! :O
Bom, isto ainda é apenas o prefácio, e sabem que aqui não dá para colocar muita coisa e mostrar que vai ser a segunda temporada. Se não se sentiram empolgados e não gostarem, avissem!

Sendo assim muito suspeita para falar ;) – penso que a segunda temporada, de nome Profanação, será melhor que Amor & Sangue Há Meia-Noite. Bom,isso de melhor não é bem a palavra, sei lá... diferente vai ser… A Nikka aqui é uma pura e vai tornar as coisas mais interessantes.

Bom, acho que vai depender dos gostos e preferências… Eu tenho carinho pelas duas, mas estou muito empolgada para Profanação – talvez por já ter terminado a primeira xD! Depois vocês dizem o que acham! :D
Bom, digam lá o que acharam, se estão com expectativas e isso. Por favor, nem que seja um coment com “ vou ler isso aí…”. É que eu estou num estado de nervos que é até comico! ahaha


Há, já me ia esquecendo – mas sei esquecer xD – eu sei que agora é difícil acompanharem e comentarem, porque a vida não é só isto lol , e é tempo de aulinhas e depois de testes, trabalhos e la la la… Então eu pensei em começar a postar aos sábados. Ou aos Domingos. Assim acho que é melhor para todos. O que acham? Assim podem ler com calma e apreciarem, ou detestarem, a leitura. E claro ter tempo para fazer um coment com “ manda o próximo capitulo que eu até leio”.Ok? =)

Beijos grandes, queridos... E o que eu quero? Exacto! Um coment! ;)

domingo, 12 de setembro de 2010

12º Capitulo - E viveram felizes para sempre? Quase.

Aqui vai o ultimo capitulo! O desfecho da Cidade de Cristal.
Prometi um capitulo diferente. Espero que gostem, ou pelo menos entendam a razão de ter acabado assim!
Não me matem! Rsrsrs

Bom, este ultimo capitulo vai para todos que seguira a história e que até se emocionaram com este par tão diferente da relação explosiva de Alex e Nikka. Eu pelo menos gosto muito destes dois, também!

Divirtam-se!




Não sabia porque me sentia tão apreensiva. Afinal era um dia grandioso para Dominick. E eu só pensava na recente amizade de Kyle com Rosa.
Dominick não me ouvia. Por mais que o alertasse ele não ligava! Estava demasiado feliz por reaver a sua virilidade, que acreditava que o seu irmão não estava assim tão magoado, e que nos ia perdoar facilmente. Não ia. Eu via os olhos de Kyle. O ódio lá. E Dominick não queria ver, porque para ele, Kyle sempre seria o irmão que o admirava desde pequeno. Mas Kyle não admirava Dominick. Não mais.
Kyle odiava-nos. E sabia que tanto ele como Roza, esperavam uma abertura para nos separar. Eu via muito bem isso. Dominick, estava cego! Por mais que tentasse, ele não me ouvia!
Mas hoje, não me podia sentir assim. Hoje era um grande dia para Dominick. O dia da sua coroação. O palácio estava em festejos, a cidade em euforia. Todos aclamavam ao mais bondoso soberano.
A cerimonia, foi maravilhosa, ainda mais quando mesmo antes de receber a coroa, Dominick olhou-me, sorriu e tirou a mascara de porcelana. O salão, ficou em silêncio absoluto.
Mal a coroa de cristal, cravejada de rubis lhe tocou a cabeça, aplausos e gritos de alegria deram as boas vindas ao novo Rei. Lágrimas formaram-se nos meu olhos.
Ninguém mencionou nada sobre o aspecto de Dominick. Ninguém. Olhavam, mas nada mais que isso. Não olhavam com nojo, olhavam com orgulho do seu próprio rei.
Dominick recebeu abraços dos mineiros, e apertos de maus afectuosos das suas famílias. No inicio ele sentia vergonha com tantos olhares, mas foi acalmando. E tinha-me sussurrado ao ouvido “ Foi por ti. Obrigado por me fazeres um melhor homem, meu amor”. Afinal, Dominick era um herói. O meu herói.
E nunca seria esquecido. Seria sempre lembrado com orgulho por cada ser da nossa pequena cidade de Cristal submersa nas profundezas do oceano.
A festa no palácio era linda. Tudo mostrava a felicidade que sentíamos, por termos um rei tão bom. Kyle até estava descontraído, e vi a sinceridade no seu olhar quando apertou a mão de Dominick e lhe disse que era o melhor Rei que a cidade já mais teria.
- Arianna! – Clint puxou-me pela mão todo animado.
- O que foi desta vez? O B aprendeu um novo truque? – ultimamente era chamada a cada 5 minutos para ver um boxer a dar a pata ou a fingir de morto.
- Não. – Clint devia estar mesmo animado com alguma coisa, pois estava corado de entusiasmo.
- O que foi? – ele meio que desviou o olhar. NÃO! Clint não estava entusiasmado! Ele estava ENVERGONHADO!
Segui o olhar dele, e deparei-me com uma menina um tanto familiar. Era a Lilith, uma prima minha. E ela olhava meia envergonhada para Clint! Não acredito!
- Ela é da tua família não é? – perguntou esperançoso – Apresentas-ma? Por favor?
Soltei uma gargalhada.
- Puto, tu apaixonas-te ou algo assim? Não és muito novo?
- Não. Apresentas-ma? Ela é linda! Tens uns olhos lindos…
- Obrigada!
- O quê?
- É da minha família. Tem os olhos iguais aos meus.
- Mas os delas são mais bonitos…
Revirei os olhos. A menina era linda sim. Com lindos cabelos pretos, e olhos azuis límpidos como os meus. Era a minha prima mais linda, e a menina mais bonita da Cidade Perdida. Era também muito espertinha e respondona, apesar de parecer ser uma menininha muito querida. No fundo era, depois de se passar um tempo com ela.
- Clint, mas tu ainda não tiveste uma erecção! – meti-me com o puto, a relembrar a primeira vez que o tinha visto.
- Ariana, não sejas vulgar. – olhei-o sem acreditar – Vou respeita-la, todos os dias da minha vida!
Gargalhei muito. Aquele puto não existia. Embora algo me dizia que se ele se tivesse apaixonado mesmo – o que no fundo quem era eu para dizer que ele não podia amar com aquela idade? Ele já provara ser muito mais adulto e sábio que a maioria das pessoas que conhecia – Clint até poderia mesmo ficar com lilith. Sabe-se lá?
- Anda lá então! – Clint passou a mão pelos cabelos, e com aqueles grandes olhos azuis salpicados de castanho, tão parecidos com os de Kyle, focou-me inseguro. – Estás lindo, miúdo! És o menino mais bonito daqui, e o mais lindo que conheço, que tal?
- Perfeito! Agora nada de mencionares o meu passado, cheio de pensamentos pervertidos, ok?
Segurei a gargalhada e assenti. Aquilo era importante para o puto.
- Olá Lilith! – cumprimentei a minha prima, e ela presenteou-me com um sorrisinho e um olhar de esguelha para Clint que corou – Então, este aqui meio que é… Bem, é como se fosse meu cunhado, mas pessoalmente vejo-o mais como um irmão.
- Eu sei quem é o príncipe Clint… - Clint inchou como pavão! Não podia rir deles.
- Eu sei que és a mais linda da cidade… - Clint.
- Pronto… Acho que vocês se vão dar bem, e eu vou ver se falo com Dominick, está bem?
- Sim! – responderam os dois, mortos por me ver fora dali!
Andei pela multidão e fui trocando comprimentos, e parei para falar com o meu pai biológico.
Conversava-mos sobre os meus pais adoptivos embora eu passasse a vida a trocar olhares com Dominick que estava sentado no trono. Com a sua coroa e sem a mascara. Para mim, o mais lindo de todos, que ainda me olhava de esguelha também.
Então, fui tudo muito rápido. Muito rápido para poder interferir.
Vi Roza, no meio da multidão, um sorriso maldoso nos lábios. E vi ela apontar um arco para Dominick.
- DOMINICK! – O grito que arranhou a minha garganta foi tarde de mais. Um grito que no meio das risadas dos presentes o tornava como um sussurro que ninguém notara!
Então, a flecha chegava cada vez mais perto, e por mais que empurrasse as pessoas, estava longe de mais para fazer alguma coisa.
Então, aconteceu. Foi tudo muito rápido.
Não assimilava as coisas. Só vi o corpo que caia, a flecha que acertara o coração e fazia a camisola manchar de sangue. Sangue vermelho que brotava de uma ferida mortal.
Estaquei. Lágrimas caíram pelo meu rosto pálido. Acabava assim? A vida fazia aquilo?
Gritos de horror saiam das bocas dos cidadãos. O pânico instalara-se enquanto Roza se misturava na multidão. Não me importava com ela.
Um corpo estava a ficar vazio, e eu estava parada ali enquanto a família se aproximava do corpo do herói para tentar socorre-lo embora sabendo que não adiantava.
Havia uma pessoa que também tinha a mesma reacção que eu. O irmão dele, olhava-me chocado. Atormentado. E a nossa troca de olhares, fez-nos agir.
Corri até ao lugar do trono, perto do corpo que lutava pelos últimos segundos de vida. O irmão dele, no entanto estava mesmo ao lado.
A boca ensanguentada, devia ter algumas palavras para mim. Algumas palavras para o seu irmão.
Porque Dominick não me ouvira? Porque não percebeu que tinha razão no que dizia de Roza e a deixara entrar ali? No entanto, seguindo os factos e observando tudo, Dominick estava certo sobre Kyle. Ele não fazia parte do plano monstruoso que tinha como objectivo destruir o Reinado de Dominick.
Cheguei perto do corpo que era abrasado pelo seu irmão mais velho.
- Porquê? – perguntava atormentado.
- Serás um bom – tossiu e sangue espirrou – Rei… Sei disso… Cuida bem dela, está bem?
Não era o meu corpo que desfalecia, mas sentia-me como tal. Acho que estava em choque.
- Prometo que sim. Prometo que cuidarei, meu irmão. Eu amo-te, mano.
- Eu também te amo…
Ajoelhei-me ainda atordoada, com lágrimas a caírem pelo meu rosto.
- Não podes morrer… Por favor… - implorei.
- Ey… Sê feliz. Deves-me isso, ok?
Assenti com um grande nó na garganta, e lágrimas que não limpavam a dor que sentia.
- Sejam feliz vocês os dois. Meu irmão, ela não era para mim. Era para ti. – falava rouco, com a voz a faltar - Agora percebo isso. Se não forem felizes, juro que volto para voz assombrar…
- Não sejas tonto… Vamos safar-te desta… - prometia o seu pai, Jared.
- Arianna… - os seus dedos, que começavam a ficar gelados, entrelaçaram com os meus – Eu amo-te. Sempre amei.
- E eu amo-te de volta. Apenas…
- Como melhor amigo. Como irmão. Eu sei. – sorriu tranquilo – Está tudo bem. Espero que sejas feliz.
- Kyle… - beijei os seus dedos frios – Obrigada.
- Está tudo bem. Não tenho medo. Pelo menos servi para vos juntar.
- Kyle… - Dominick segurava o corpo do irmão que era arrematado de soluços. – Perdoas-me?
- Sim. Eu perdoo-te. A vocês os dois. – fechou os olhos, e suspirava lentamente.
-Porque te metes-te na minha frente? – perguntava amargurado e revoltado Dominick – Era para ser eu! Era eu que devia estar aqui a esvair-me em sangue! Não tu!
- Porque… A cidade precisa de ti… A família precisa de ti… Arianna precisa de ti…
E então, ele partiu. E nós choramos a sua morte.
Justo?
Não. Nunca seria.





Ponto de Vista de Clint


A última vez que vi a rainha da cidade perdida, ela chorava. A última coisa que a ouvi dizer foi que nunca perdoaria Dominick e que ia pagar bem caro por ter feito aquilo com ela.
O meu irmão Dominick estava aterrorizado. Era até engraçado velo assim. O meu irmão que um dia salvou a minha vida com bravura, tremia com as ameaças que a minha nova irmã fazia entre lágrimas e puxões de cabelos.
Na verdade, eu vi ela desesperada a puxar os cabelos de Dominick. Lágrimas de desespero rolavam pelo seu rosto, gritos de agonia saiam da sua garganta enquanto que fora de si arrancava cabelos do meu irmão que a segurava no colo e implorava pateticamente por perdão.
Um rei deveria portar-se assim? Onde estava o sangue real nestas alturas?
Ele tinha que ser forte.
Arianna jurou que nunca mais iria deixar Dominick tocá-la. Eu pensei que eles eram um casal feliz. Todos pensam isso.
Dominick deixara de vez a mascara, e no dia do casamento deles, ele coroou Arianna como rainha. O dia de casamento deles, seria sempre recordado. Todos os cidadãos foram convidados, e Arianna dizia ter sido um casamento de sonho. Já que tanto ela como o meu irmão choraram quando foram declarados parceiros. Naquele dia, eu segurei a mão de Lilith, a minha linda namorada e prometi-lhe que um dia eu também esperaria por ela num altar.
Aqueles dois, passavam a vida em lua de mel. A cidade nunca estivera tão bem, nem a minha família tão feliz.
Até que Dominick fizera algo que Arianna nunca perdoaria.
Na verdade, ele agora estava sentado no trono, com a cabeça apoiada nos joelhos desesperado. Não sabia o que fazer.
Eu, sentado num sofá virava os olhos entre a figura devastada do meu irmão e a preocupada dos meus pais que focavam Dominick com apreensão.
Todos esperávamos uma reacção dele. Mas ele não fazia nada. Pelo menos era melhor que fazer ameaças ás pessoas ou andar ás voltas no mesmo lado.
Ele não podia fazer mais nada por Arianna. E Sabia disso. Estava encurralado, e nada que fizesse poderia resolver alguma coisa.
- Filho… Calma… - tentou o meu pai – Vai correr tudo bem…
Dominick, puxava os cabelos. Talvez Arianna, no meio de tanta agonia, tenha deixado alguns.
- Ela… Ela… - não conseguia terminar nenhuma frase.
- Dominick… Querido… Não fiques assim… - a minha mãe olhava Dominick aflita com aquela atitude dele. Ele estava fora de si. Descontrolado.
- Ela nunca me vai perdoar! – gritou agonizado enquanto se levantava do trono como se de repente este começasse a pegar fogo – Eu nunca me vou perdoar… - voltou a jogar-se no trono e olhava-nos meio a tremer.
- Tens de ser forte. – ralhei-lhe. – Tens de ser.
Ele respirou fundo e assentiu.
- És um Rei. – avisei-o – Tens de te portar como tal.
- Sim. – concordou.
Então levantou-se e andava pela sala. Totalmente desconcertado e abalado. Roía as unhas.
- Se não fosses cobarde, into não acontecia. – tive que dizer a verdade.
- Cala-te Clint. – salivou o meu irmão.
- Não tens vergonha? – perguntei sem acreditar – Como é possível?!
- CALA-TE CLINT!
- Ok.
Era impressiona-te! Era algo perfeitamente natural. Tanta coisa por Arianna estar em trabalho de parto? Francamente!
- Mãe… Esta a demorar tanto…
- Tu demoras-te 5 minutos para sair. Clint demorou 8 horas. – evidentemente que a minha mãe não poderia deixar de frisar que era a ovelha negra da família. Ok, não sou. Mas pela conversa dela, qualquer um poderia acreditar que era.
- 8 horas? – Dominick arregalou os olhos e subitamente ficou pálido…. Oh não. Por favor, novamente não! Dominick não pode perder a moral novamente!
- O que não quer dizer que vai ser o caso, agora. Calma. – O meu pai tocou o ombro de Dominick. Ela está em boas mão.
- Sim. – ri – O homem é medico á muitos anos, mas foi ameaçado de morte e de castração se não faria a Arianna parar de ter dores. Deixas-te o homem sobre pressão, Dominick. Isso não é uma boa coisa…
- Cala-te Clint.
- Além disso, a ultima vez que subi as escadas, ouvi os gritos de Arianna…
- Clint… - arfou o meu irmão.
- Ela respirava á cachorrinho e gritava mais…
- CALA-TE CLINT!
- Ok… Só te estava a informar da situação… Fogo! Que mão humor! Nem parece que hoje é o dia do teu aniversário!
- Mãe… Está a demorar de mais! Já lá está á 2 horas! E se algo está mal com a minha Arianna?
- Respira fundo filho. Algum problema avisam. Deixa o homem trabalhar! Ele colocou muitas crianças no mundo, não haverá problema!
- Eu vou lá cima! – exasperou-se Dominick.
- Para desmaiares de novo? – olhei-o.
- Eu não desmaiei.
- Claro que não! – revirei os olhos – Só gritavas como uma menina para que olhassem por Arianna. Primeiro negas-te as dores de parto, dizendo que era ela que imaginava, que era o 3 falso alarme. Quando a bolsa rebentou, entras-te em pânico.
- Não entrei em pânico, Clint.
- Que ideia! Andavas com Arianna no colo a gritar e a arrancar-te cabelos. A única coisa que fazias era pedir-lhe desculpa e gritares também… Enquanto andavas de um lado para o outro, sem saber onde a levares.
- Não fiz isso!
- Acho que fizeste… - concordou o meu pai.
- Não distorçam a realidade, por favor. Fui calmo e ponderado. Estive á altura.
- Claro. – concordei totalmente com ele – Ainda mais quando seguravas a mão da Arianna e viste o sangue. Desmaias-te. E tiveste de ser arrastado até aqui!
- Não desmaiei, Clint. – olhou-me carrancudo – Tropecei.
- Sei…
- Tropecei! Tive que colocar uma touca ridícula enquanto a minha mulher gritava! E aquela bata fez-me tropeçar…
- Claro! A bata que dá pelo joelho! Obvio que tropeças-te…
- Cala-te. Já não te suporto hoje Clint! Deus! E isto que nunca mais termina!
A minha mãe riu suavemente.
- Mãe! Não é altura para rir!
- Para chorar é que não é! A ultima vez que fui vê-la, ela estava a portar-se muito bem. Se não tivesses desmaiado, podias estar lá também…
- Eu não desmaiei!
- Ele caiu. – riu o meu pai.
- Não fales muito Jared. – avisou a minha mãe – Pedis-te para saíres da sala a meio do nascimento do Dominick…
O meu pai fingiu que não ouviu.
- Ela disse alguma coisa? – perguntava frenético Dominick.
- É melhor não transmitir o recado.
- Ela não me vai perdoar…
- Assim que tiver o filho nos braços, nem se lembrara de mais nada!
- Por falar nisso, vou ter um sobrinho ou uma sobrinha? – era tradição não ser revelado o sexo da criança. Apenas diziam se a mãe e o feto se encontravam em condições. Arianna estava muito bem, e o feto também devia estar só pelo tamanho da barriga de Arianna. Seria uma criança bem desenvolvida. – Eu preferia um sobrinho. Assim ensinava-lhe como lidar com as miúdas. Ei! Dominick, eu ainda vou ser o padrinho, certo?
- Deixaras de ser se não paras de me atormentar.
- Parei! – eu ia ser padrinho! O quão fixe é isso? B espreguiçou-se nos meus pés. Este cão anda mal habituado. Um herdeiro para nascer, e ele a dormir!
A porta abriu-se e saiu de lá uma mulher que tirava uma touca da cabeça.
- ENTÃO? – Gritou Dominick. Hoje estava para gritar. – Ela está bem?
- Parabéns. É pai. Pode subir para estar com a sua mulher. Ela quer falar consigo. Diz que tem umas contas para ajustar… - Dominick soltou uma gargalhada de pura felicidade e correu para ir ter com a sua mulher. – Não se esqueça de colocar a bata! Regras de segurança!
Uns segundos mais tarde, ouvimos um barulho. Algo tinha caído.
- Ele desmaiou outra vez? – perguntou preocupada a minha mãe.
- Não. – descartei a hipótese. – Apenas tropeçou.
Trocamos olhares entre nós.
E depois caímos em gargalhadas. Para mais tarde, após dar tempo a Dominick de acertar contas com Arianna, subimos para dar as boas vindas ao novo elemento da Família.





Querida Nikka;

Escrevo-te para partilhar contigo a minha imensa felicidade.
Finalmente encontrei tudo o que algum dia poderia desejar. E encontrei nos braços do meu marido.
Todos os dias construímos a nossa felicidade, e cada dia que passa é melhor que o anterior – se isso é possível.
E de alguma forma, sempre te serei grata. Contribuíste para a Arianna que sou, num momento complicado da minha vida – ironicamente quando pensava que nunca mais iria ver Dominick , que se tornou em meu marido. Obrigada por isso.

A minha vida agora é tudo o que sempre quis. Tenho uma família e vivo com o homem que amo. Um Homem bondoso e carinhoso. Um pai excelente. Afectuoso e dedicado.
Amo-o cada vez mais.

Dominick está tão feliz!
Conseguiu aquilo que pensava que nunca teria. Bem, ele certamente não é impotente. E muito menos estéril.

Dominick está tão orgulhoso de Kyle! Com apenas 5 meses é desenvolvido para a idade. Tem um temperamento brincalhão como o tio que homenageia, e que infelizmente não está fisicamente entre nos. Todos sentimos a falta dele, e de como abandonou as nossas vidas. Mas estamos orgulhosos dele. A sua memoria sempre será preservada. E o meu pequeno Kyle será um Rei á altura do nome que têm. Tem o nome de uma das melhores pessoas do mundo. Se hoje sou feliz, devo-o a Kyle. Eu e Dominick devemos-lhe muito. Kyle sempre será recordado com carinho.
Kyle, tem os olhos castanhos como o pai. Cabelo como o pai, tom de pele como o pai. Lindo como o pai. Dominick orgulhasse muito dele. Na verdade, todos aqui o mimam bastante. Sheila é uma avó atenciosa, Jared um avô cheio de sabedoria. Mas que padrinho que fomos arranjar para a minha pestinha! Clint é uma má influencia. Só fala de coisas que não deve. Apesar de agora andar enamorado por uma prima minha. No fundo, Clint é o melhor padrinho do mundo – ele que não me ouça disser isto!

Devia um dia fazer-me uma visita. Adoraria que conhecesses a minha família.
Verias com os teus olhos a minha felicidade, minha boa amiga.
Esta família é um tanto doida, mas incrível.

Dominick orgulhoso do seu herdeiro Kyle. E está tão apaixonado pela Francesca - A irmã gémea de Kyle.
Francesca… O meu terror! Não sei a quem ela saiu. Falando de temperamento, pois Francesca tem os cabelos como os meus, e os olhos numa misturado meu azul com o castanho de Dominick. As suas feições, são as de Dominick. E é a menina mais linda que possas imaginar.
Mas não herdou o temperamento. Ela faz-me lembrar de ti. Um terror. Tenho que tirar tudo do alcance das mãos dela. É a princesa da família, todos a mimam de mais. E será que eu também não faço isso?
Ela é linda, com um rosto inocente. Mas sempre maliciosa e pronta para fazer das suas. Ela é um geniozinho, como o padrinho. – Clint, realmente deverias conhecer esse rapaz. Vocês iam-se dar bem – coitadas das pessoas que ficassem perto dos vossos esquemas. Por falar nisso, ele têm um cão lindo. Um Boxer baboso – que se dá pelo nome de Brown. Sim, acho que a história da égua seria esquecida?

A vida foi generosa comigo. Dominick foi um presente.

Dentro de uns 7 meses, terei uma nova peste. Espero que realmente seja uma de cada vez.
Porque, dar á luz gémeos não é fácil! Mas estou assustada – não gostei do sorriso enigmático do medico quando lhe perguntei na brincadeira se desta vez iria ser só um. Não gostei daquele sorriso. Mulher sofre! Escusado dizer que Dominick adorou a ideia de ter novos gémeos.
Pelo menos não se importa de ficar babado e trocar faldas. Alias ele adora! E eu também adoro que ele goste de trocar faldas!

É, Dominick está empenhado em me fazer cumprir a palavra. Concordei com ele que lhe daria uma equipa de futebol – só depois que ele prometeu que não se importava em que ficasse com uma barriga do tamanho de uma melancia.

Dominick prometeu que desta vez iria manter-se sempre acordado durante o parto.
Na minha opinião, e cá entre nós…
Ele vai falhar a promessa! Deve tropeçar novamente. Na bata pelos joelhos.


Da tua sempre amiga,
Arianna.


Bom, espero que tenham gostado. :)
Agora com os coment’s vou saber não? :P
Comentem e digam a parte favorita da historia e isso! Lol
Percebem porque tive que matar Kyle? A vida não é justa e nunca acabe totalmente bem.
Seria irreal se todos fossem felizes. Kyle foi feliz ao morrer pelos que ama.
Bom, hoje não estou nos meus melhores dias, mas espero que tenham gostado. Eu sentirei falta desta história e destes personagens, mas pensando por outro lado irei rever os de Amor & Sangue Á Meia-Noite! Estou ansiosa!
Obrigada por todos os coment’s que têm deixado, e por todo o apoio que sempre encontro na minha familia do blog.
Beijinhos e já sabem… COMENTEM! :P


AVISO:
Estou doente, e o tratamento que estou a fazer dá-me um sono desgraçado! Então, todos os tempos livres que tenho é para… Dormir!
É mais forte que eu, e não posso evitar.
Desculpem, mas só irei começar a próxima temporada de Amor & Sangue à Meia –Noite depois de um tempo de descanso.
A estreia será no dia 1 de Outubro.
Não queria ficar sem postar, mas realmente não estou bem para escrever. O tratamento, se tudo correr bem, levará dois meses. Acho que no primeiro é que o sono e as dores de estômago se farão sentir mais, por isso é mesmo difícil escrever nesta situação. Espero que percebam esta minha “retirada” por duas semanas e meia. Bem que queria que fosse de maneira diferente. Desculpem. Mas entre fazer analises, falar com o medico e essas coisas é difícil ter “vontade” para escrever. O que eu mais quero é ficar boa. Espero que compreendam e que daqui a duas semanas gostem do que irei escrever. Até lá, tentarei postar coisas no blog. Tenho uns presentes que recebi – lindos por sinal – para partilhar.
Beijos grandes.