Este capitulo tem bolinha vermelha.
Sim, é este que tem! Lol
Já sabem como funciona, mas para quem não leu a outra tmporada e não sabe, eu explico! xD
As cenas para maior de 16 estão nas partes entre os símbolos **** quem não quer ler, é só passar essas parte.
Exemplo:
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Aasdfgbhjkloikujfredsfghgfdsa
Gfdsjkjhgfjnbvghjkvkvujvcdtyui
Fdyujvdudrujfdsdighrhsfvihgivf
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DIVIRTAM-SE! :D
^e depois, fazer o favor de comentar! =P
A Joanne, a lider do Democracy...


Pela primeira vez desde que foi transformada, sonhei. Nunca imaginei que sonhar era possível. Mas era. Eu tinha noção que estava a sonhar, porque era tudo muito embaçado. Talvez alguma parte em mim começava a ter paz, embora outra me impedisse de a ter por completo.
O mais estranho, era que sonhava com Alexander. Sonhava que ele sorria para mim e me beijava nos lábios. Depois gritava comigo, perguntava o porque de ter feito aquilo. Ele descobrira.
Acordei sobressaltada
- Ele vai descobrir… - levantei-me apressada e tomei um banho.
Andava com medo da reacção dele, já tivera mais certezas de que ele não ligaria para o facto de, de certa forma, o estar a trair. Não, não era de certa forma, eu realmente estava a trai-lo.
Eu sabia que hoje Joanne estaria pelo castelo, obvio que teria de esperar pela noite. Tinha que falar com ela.
Precisava de tempo para estar sozinha. Saltei pela minha janela, ainda não conseguia aterrar com a suavidade e naturalidade de um puro, mas pelo menos não rolei pelo chão.
Olhei para o céu. O sol estava alto. Brilhava e era lindo. Não me lembrava de um dia de sol, por aqueles lados. Sorri. Era bom sentir a luz do sol.
Tirei o casaco, e fiquei com a camisola de alças. Deitei-me no chão sentindo o sol banhar-me. Suspirei. Já não me sentia tão bem á muito tempo. Apenas porque o sol banhava a minha pálida pele.
- Nikka? – a voz de Alexander suou furiosa.
Sentei-me assustada. Teria descoberto? Ele estava a tapar o meu sol. Tinha uns óculos de sol estilozos.
- Algum problema? – perguntei tentando aparentar calma.
- Deixa de te comportar como criança! – enfureceu-se enquanto com delicadeza mas segurança me puxava pelo braço para me levantar – Pensei que já tinhas parado de te torturar para me castigares.
- Hã?
- Esta sol Nikka. Vem para dentro.
Lembrei-me que Alexander tinha problemas com o sol. Por isso usava os óculos de sol, lembrava-me que ele os usava já no tempo em que nem desconfiava que ele era um vampiro. Os seus olhos eram sensíveis ao sol. Olhei para o sol, e ao contrario de quando era humana, poderia ficar horas a olha-lo e sem ter de fechar os olhos.
- Alxander? – estranhei enquanto ele apanhava o meu casaco do chão e cobria a minha pele – O sol na pele incomoda?
- Sim, Nikka. Odeio quando fazes estas criancices!
Se eu não estivesse muito ocupada a fitar o sol e a minha pele, teria me passado por me chamar criança.
- Tenho de falar com Alonzo. – disse um tanto sobressaltada.
- Quando a noite cair. – enquanto colocava o casaco sobre os meus ombros puxava-me para dentro de casa. – Algum problema?
- Mais ao menos. O que o sol te faz?
- É incomodo, torna-te vulnerável, lento. Precisas de redobrar a atenção. – olhou-me desconfiado – Porque perguntas?
- Alexander, eu sinto-me bem no sol. – sussurrei – Será que estou a ficar doente, ou a perder… a imortalidade?
Quando a noite caiu, foi falar imediatamente com Alonzo. Alexander também estava lá, um tanto nervoso. Algumas teoria tinham surgido. Que eu começasse a perder a essência dos puros. O segredo da criação que nos corria nas veias. E, se eu ficava com diferenças, alem das que tinha, podia querer dizer que estava a perder o segredo. E eventualmente, morreria.
Alonzo tranquilizou-me – especialmente a Alexander – e disse que desde o inicio se sabia que tinha transportado partes humanas comigo. Por ser jovem de mais, eu tinha a pele menos espessa o que me permitia corar e ferir-me facilmente. Talvez o facto de o sol não me afectar, fosse uma característica que guardei dos humanos.
- Bom sinal, não Nikka? – sorriu Alonzo, usando o seu sotaque carregado.
- Sim – ponderei – Mas não muito útil – Dei de ombros
Alxander ficou mais sossegado e foi tratar de problemas – provavelmente Joanne estava a atacar novamente, depois de uma semana quieta.
Aproveitei a Alonzo, para fazer uma pergunta que nunca tinha feito e acabar com a curiosidade.
- Alonzo, é uma característica das fêmeas, com a transformação perder os pelos que cobrem o nosso corpo? Excepto o cabelo, cílios e sobrancelhas? – corei um pouco, pois assim Alonzo saberia que também tinha perdido pelos púbicos, mas afinal, Alonzo era o meu médico.
- Perdes-te? – Assenti – Bom, eu sei que perdem algum, não totalmente. Coisa pouca – pois, eu lembrava-me que Alexander tinha pelos no peito e que eu adorava brincar com eles – Talvez tenhas perdido porque é desnecessário. Os cabelos que cobrem o corpo são lixo de ADN, não têm utilidade alguma, são características que os humanos retiveram de herança genética. Apenas as sobrancelhas servem para impedir do suor cair nos olhos. Como apenas o dedo grande do pé é indispensável pois funciona para equilíbrio. Com o passar dos séculos, os humanos irão se livrando desse lixo de ADN.
- Que nojo, já viste eu sem os dedos dos pés? So com o dedo grande? E usar chinelos de dedos?
E ambos ficamos a rir. Alonzo era um vampiro “bom”, leal e sempre se preocupava comigo. Sempre esclarecia as minhas duvidas, e sempre acrescentava alguma sabedoria. Ele até era divertido.
E, eu, também o traia. Não lhe contava que a sua amante fazia. Alonzo nunca faria nada para me prejudicar, e eu?
Alonzo preocupava-se o suficiente comigo para me estudar e deixar tudo documentado, junto com possíveis situações que me podiam acontecer, como poderia resolver isso, pois ele não viveria para sempre. Faltavam apenas algumas décadas para atingir a sua data limite. Os 200 anos.
O que eu fazia por ele?
- Alonzo, sabes se a Joanne vem hoje? – Ele riu.
- Gostas-te dela, não? – ironizou.
- É que ele é muito feminina e dá-me uns truques.. – inventei, apesar de Joanne ser realmente muito feminina.
- Sim, ela vem. Pelo menos foi o que combinamos.
- Tu… gostas dela?
- Ela é uma boa companhia. – eu percebi o que ele queria dizer. Vampiros não gostavam de ninguém. Mas mesmo assim, eu sabia que ele ia sair mal disto. Especialmente ao trair o seu Rei, ao que era leal até a medula.
Quando Joanne chegou, tentei falar com ela imediatamente, ao que parecia ela também queria falar comigo.
Colocou-me uma caixa nas mão. Quando abri, vi uma seringa com uma agulha muito larga, e um liquido brilhante.
- O que é isto? – perguntei enquanto voltava a fechar a seringa.
- Nikka, breve será a hora.
- Como assim?
- O Rei irá cair. E terás de ser tu a fazer o principal?
- O quê?
- Não podemos fazer este legado por terra, com Alexander no comando. Numa batalha, morreríamos imediatamente. Mas… -sorriu enquanto afagava a minha mão – Se ele não estiver presente, facilmente acabamos com os outros puros.
- Tu queres acabar com o Alain, a Jullianne e a Kawit alarmei-me – Não que tenha algo contra a extinção da Kawit, mas os outros…
- Nikka, os puros não devem existir. São perigosos, e porque eles podem possuir o segredo da criação, viver para sempre com poderes inimagináveis para nos, sem debilidades, enquanto eu e todos os outros temos de existir até o amanhecer? Débeis a prata..
- Estas a esquecer-te de uma coisa. – rugi baixinho Eu sou uma pura. Não quero a extinção da minha raça, e muito menos a minha!
- Permitiremos que existas, desde que nunca transformes ninguém…
- Olha, eu nunca vou transformar ninguém. Alem disso, sou um exemplar com imperfeições – afastei-me dela a odiar aquela conversa - Mas, não podes acabar com os puros!
- Eles, ou nós. Rápido voltariam ao poder. – murmurou baixo e pesarosa – Também não quero a destruição de seres perfeitos. O mundo será mais pobre por isso, mas ouve… Tem que ser num acto único, quando estiverem distraídos. Quando o Rei não existir…
- TU QUERES MATAR O ALEX? – Algum intento me fez alongar as presas e querer saltar para Joanne e acabar com ela ali mesmo.
- Não grites por favor! – afastou-se enquanto m olhava como se fosse um monstro. Respirei e levou alguns minutos para me acalmar enquanto Joanne aguardava em silencio.
- Tu só podes ter ficado louca. Alexander é indestrutível! – exasperei-me embora em tom baixo – Só encaramos a verdadeira morte com o fogo. Alexander é imune. É indestrutível! Mas ficas-te louca? É esse o teu plano?
Ele sorriu e aproximou-se de mim. Olhei-a desconfiada. Muito desconfiada enquanto ela passava a mão pela tampa da caixa que eu ainda segurava.
- Têm certas debilidades.
- O quê? – eu estava confusa, alerta, desconfiada.
- O sol, Nicholah.
- O sol não nos mata, Joanne. Nunca o fará. A ti sim é fatal.
- Sim – sorriu – Mas ficam mais veneráveis. Nessa seringa, esta um concentrado tão potente, que contem partículas de UVA tão concentradas que seria como se ele estivesse a 1 quilometro de distancia do sol… - sorriu perversamente fazendo-me ficar aterrorizada – Quando for injectado nele, pode não morrer mais vai agoniar e nem sonhara em se mover, então, iremos enterra-lo vivo! Numa caixa de 4 metros por 2, um verdadeiro caixão, feito do mais resistente aço com espessura de 10 quilómetros e enterrado a 200 quilómetros de profundidade na terra! Depois de anos, tudo ficou pronto! Gerações de vampiros trabalharam no plano. Nada dará errado! Apenas havia uma falha, conseguir a aproximação necessária do Rei para o injectar. Mas agora – sorriu-me – temos-te a ti!
Eu nem sabia o que dizer. Só estava petrificada, num horror mudo, com todo o meu corpo a tremer.
- Não vou fazer isso a Alexander… - gemi assustada – Não vou…
- Ele traiu-te, quando estavas vulnerável apunhalou-te pelas costas. Hora de te vingares, olho por olho, dente por dente. Não era o que sempre quiseste?
- Tu és louca! Não posso fazer-lhe isso! É… Atroz, medonho, não se pode qualificar tal acto abominável! Queres que o enterre vivo? NÃO VOU PERMITIR!
- Nikka, ele não pode morrer, só assim… Demorou dois séculos para descobrir uma formula para o veneno a ingerir nas suas veias. Apenas o nosso investigador actual sabe a formula, e só um caixão com quilómetros de espessura, enterrado a 200 quilómetros de profundidade, quase no núcleo da terra, o impediria de derreter o aço e se soltar. Mesmo assim, poderá libertar-se, mas demorará cerca de 3 séculos e aí, eu já não lidarei com a sua fúria… Tens de injecta-lo durante o sono, ou quando ele estiver a ter um orgasmo… Isso fica ao teu critério. Poderás faze-lo a qualquer altura, a partir de hoje. Mas seria melhor fazeres uma viajem e afasta-lo do castelo e dos puros e…
- Cala-te! – rugi descontrolada – Não vais fazer isso! O que Alexander te fez? O que os puros te fizeram? Não podes fazer isto! Não podes! Não vou permitir! Quero ver Alexander sem o seu precioso trono, como ele me tirou a minha humanidade, mas não assim! Não assim! Não vou enterra-lo vivo! Não vou injectar veneno nele e faze-lo contorcer-se de dores ! NÃO vou! – comecei a dar passos para traz, só queria ir a correr para Alexander e contar-lhe o que lhe iriam fazer, ele, ele… Alexander não seria enterrado vivo! Não seria!
- Não concordas com este plano? – questionou surpresa Joanne – Mas é infalível!
- Não vou permitir Joanne, tu e o teu grupo não vão enterrar o meu Alexander vivo! Não vais!
- Tu fazes parte do Democracy, Nikka. As coisas são como têm que ser. Alexander tem que cair, os vampiros querem liberdade! Nos merecemos ficar livres da elite que nos trata como animais de sarjeta, como vermes… Chega.
- Joanne, lamento mas nisto eu não vou compactuar. Escolhe outro plano, mas não vou enterra-lo vivo. Não vou.
- Porque lhe és leal? Ele não te ama, nunca amou. Já falamos mil vezes nisso, Nikka.
- Ele pode não amar, mas mesmo assim não lhe vou fazer isso. Não posso!
- Guarda a caixa, pensa e depois falamos. – sorriu gentil – Se não, pensarei noutra coisa…
- Não vai adiantar pensar nisto Joanne. Não vou mudar de ideias. Isto não vou fazer…
- Pelo menos deves pensar. Deves isso ao Democracy, que tem todas as esperanças em ti.
Suspirei cansada. Eu levaria a caixa. Mas apenas para lhe fazer a vontade, e tirar aquilo do poder dela porque eu não faria aquilo com Alexander. Não faria.
E o dia 24 de Dezembro amanheceu. Odiava aquele dia. Pelo menos no castelo não tinha que levar com os festejos de Natal. Vampiros não festejam o Natal, na verdade eu ontem vi Alain a desenhar um bigode e corninhos numa estátua do menino Jesus, todo delirante.
Com o passar dos anos, eu deixei de pensar todos os dias na minha mãe e lembrava-me ocasionalmente, quando algo me fazia lembrar dela. Mas a dor continuava lá, o sentimento de culpa. E era impossível não pensar nela no dia em que fazia 13 anos que a encontrei na banheira com os pulsos cortados e a vida desaparecer dos seus olhos enquanto murmurava para não acreditar que era uma menina má.
Aquilo doía. Muito.
O dia decorria, e eu nem me levantei da cama. Fiquei enrolada numa bola a consumir-me com lembranças amargas, enquanto sentia lágrimas quentes deslizar pelas minhas bochechas e cair nos lençóis brancos de cetim fazendo pintas vermelhas.
Estava tão perdida nas recordações, que não ouvi a porta ser aberta e fechada novamente, apenas percebi a coberta azul ser afastada e um corpo quente meter-se comigo na cama. Em silencio, puxou-me para ele e abraçou-me com fortes braços quentes. Confortando-me, e lentamente virando-me para ele e afunda o meu rosto no seu peito.
Alexander.
Não sei quanto tempo fiquei lá enroscada em total silencio, mas sei que apenas uns minutos depois de o abraçar a dor abrandou. Como se ele fosse a minha única cura, o único capaz de me segurar e me salvar.
Estava-mos totalmente cobertos pela coberta, num casulo quente só nosso á horas. Numa bolha que deixava tudo o resto fora.
- Eu sei que tu não vês como eu no escuro, pequenina – ouvi o sussurro de Alexander – Mas eu garanto que a minha camisola escura, tornou-se vermelha.
- Desculpa. – sorri – Também devo ter as bochechas todas vermelhas. – falávamos baixo, talvez com medo de quebrar o feitiço.
- Eu acho que sim… Alias, sinto que tenho de dizer, embora não vás gostar muito – ouvi o sorriso na sua voz baixa – Mas continuas a ficar com o nariz vermelho a chorar.
- Raios!
E ambos rimos, feitos dois dementes. Na verdade, éramos.
Alexander, afastou a coberta e pegou em mim ao colo, deixando-me interrogativa.
- Vamos tomar um banho. – beijou o meu nariz. Ele deve ter percebido o meu rubor, porque acrescentou – Juro que manterei as minhas mãos para mim!
- Será que tu podias tomar no teu quarto e eu tomo aqui? – acariciei a sua bochecha – E depois vens novamente para me abraçares?
- Tudo o que quiseres, pequenina.
Terminei o banho, e vesti um pijama salmão de seda, e troquei os lençóis. Coloquei outros brancos e voltei a cobrir-me com a coberta á espera de Alexander que rapidamente se juntou a mim, com umas calças azuis escuras de cetim e sem nada para cima. Mordi os lábios e revirei os olhos.
- Claro que teria de te tentar – sorriu divertido e voltou para debaixo da coberta para me abraçar – Mas juro que não vou tentar nada. Oh pequenina, não fazes ideia como eu senti falta de te abraçar assim, de envolver nos meus braços…
- Alexander? – toquei os seus cabelos enquanto observava como a luz fraca da lua que entrava no quarto o tornava belo – Posso fazer uma pergunta?
- Claro. – o seu dedo delineava os meus lábios – Desde que não seja uma pergunta que venha abrir feridas.
- Tu amavas-me, não era?
Ele sorriu e revirou os olhos.
- Nikka, como podias sequer ponderar que não?
- E agora, amas-me? A nova Nikka? A Nikka que me tornei?
-Continuas a Nikka de sempre, meu amor. Quando estás furiosa reages da mesma maneira, tudo o que fazes é o que fazias em humana. Apenas as tuas características se acentuaram. Assim como a tua beleza.
- Á muito que não me dizes que me amas… - suspirei mostrando que aquilo me fazia pensar.
- Parei quando via que te irritavas. Mas Nikka – os seus olhos brilhavam de veneração, fazendo um no criar-se na minha garganta – Só porque não te digo que o céu é azul, não significa que não seja dessa cor.
Abracei-o e escondi rosto no seu pescoço, enquanto sentia a sua pele quente. Ele amava-me. As duvidas que tinham sido implantadas em mim, principalmente pela Joanne desapareceram. Alaxender King ainda me amava.
- Nikka, e tu? – perguntou baixinho, percebia o seu medo na voz – Tu amas-me? Podes amar-me de volta? Dói de mais amar-te tão loucamente e tu me desprezares… Não sei o que fazer.
- Não me perguntes isso, por favor. – sussurrei contra o seu pescoço – Eu não consigo ainda. Ainda não consegui recuperar essas coisas, e…
- Shhhh – apertou-me forte – Não tens de te justificar.
Eu sentia o sangue dele, correr nas veias fortemente. Da mesma velocidade que o meu corria. A minha mão levemente tremente acariciou o seu peito, e quando com o dedo levemente contornei o seu umbigo vi como os seus músculos se contraiam e ficavam tensos. Como a respiração dele arfava.
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- Não me testes… - disse com a voz rouca e segurou a minha mão – Não quando te tenho assim tão perto e posso perder a cabeça…
Não liguei e comecei a dar beijos no seu pescoço, na pele em baixo da orelha enquanto ele me puxava para cima dele e rapidamente me beijava na boca e deslizava as suas mãos quentes para dentro da camisa do meu pijama e acariciava a pele ardente das minhas costas.
Parei o beijo e escondi o rosto, eu sentia as presas alongadas, os olhos ensanguentados. Sentia-me fora de controle.
Alexander lentamente afastou as mãos do meu rosto e com o dedo debaixo do meu queixo fez-me levantar o rosto e encara-lo. Quando abri os olhos vi que ele também estava com a sua natureza no controle, com os belos olhos cinzentos azulados envolvidos em sangue e vibrantes de luxúria. Com as presas alongadas e a respiração muito longe de ser controlada.
- Não tenhas vergonha meu amor. Não de mim. És linda, perfeita. – deslizou a mão pelo meu rosto – A coisa mais bela em todo o universo. – mordi o lábio corada de vergonha enquanto ele me puxava e sussurrava no meu ouvido – Tu queres mesmo, Nikka? Diz que queres, porque se não, eu vou morrer se não te tiver agora…
- Eu quero…
Alexander soltou um palavrão que me fez rir enquanto ele num acto impaciente atirou a coberta para longe e se levantava.
- Ah Nikka… - observei cada momento dele enquanto tirava as calças de pijama – Como eu te desejo… - as suas cuecas caíram no chão.
Rapidamente estava em cima de mim, desesperadamente os seus lábios sugavam os meus, enquanto sussurrava o quanto me queria.
Lentamente começou a desapertar os botões da minha camisa do pijama, descobrindo a minha pele branca como neve, parecendo adorar um Deus e delirando com as novas descobertas do meu corpo.
- Oh Nikka… Como és linda… - Jogou para longe a peça de roupa e reverentemente alisou os meus seios nus arrancados gemidos meus.
Desceu um caminho de beijos pela minha barriga lisa e tirava as minhas calças junto com as cuecas. Para depois beijar o meu pé, os meus joelho e coxas. Depois…
- Alexander! – gemi extasiada, quando os meus dedos se fechavam em punhos envolvendo os lençóis e o meu corpo arqueava de prazer com as carícias dele num lugar tão sensível.
Quando atingi um orgasmo, Alexander cobriu o meu corpo com o dele e sussurrou no meu ouvido para abrir os olhos. Quando os abri vi o sorriso perigoso dele, enquanto se impulsionava para dentro de mim.
- Tu não sabes… quanto tempo eu esperei por isto… Nikka!
As sensações eram explosivas, morria a cada investida dele e ressuscitava apenas para o puxar para mim uma nova vez. Para o sentir a se mover comigo.
Num inferno paradisíaco.
Agora estávamos a viver aquela experiencia como dois iguais. Não vampiro e Humana. Agora éramos dois semelhantes, e a experiencia era surreal, era delirante. Numa escala que palavras nunca poderia descrever. Num prazer tal que eu jurava que morria a cada tentativa de respiração que tinha.
Eu só queria sentir Alexander, senti-lo comigo. Apenas ele. Apenas o vampiro que jurava amar-me para sempre, venerar-me acima de todas as coisas.
Tal como eu seria fadada a fazer para sempre.
- Nikka… Minha Nikka…
Enquanto puxava o seu cabelo, beijava a sua boca das quais saiam gemidos em forma do meu nome.
Alexander afastou-se de mim, provocando um grito de angustia da minha parte, um grito de perda por não o ter mais dentro de mim, de não sentir o amor dele nem a sua paixão.
- Calma… - riu rouco enquanto me beijava novamente – Vira… Fica de lado, meu amor…- e colocando-se atrás de mim voltou a preencher-me e fazendo-nos delirar novamente.
Naquele tal inferno paradisíaco.
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Quando abri os olhos, estava a dormir nos braços de Alexander que dormia como se fosse um cadáver. Mal totalmente belo.
As lembranças invadiram a minha mente, fazendo-me corar absurdamente.
Eu tinha-o beijado ali? Ali? Era difícil de me imaginar a faze-lo.
Nunca pensei faze-lo. Na verdade, era impossível de imaginar alguém a faze-lo. Mas era natural e todos os casais partilhavam essas carícias.
Mas foi natural. Eu venerava todo o corpo dele, assim como ele venerava o meu. Dar-lhe prazer, ouvir os seus gemidos, apenas isso importava e me fazia sentir bem.
Mas, ainda as lembranças me fazia corar. Todas as lembranças.
Enquanto fazíamos amor senti-me tão vulnerável. Tão livre. Tão dele…
Sim, eu era dele. Sempre dele.
Levantei-me e embrulhei-me no lençol que estava no chão, segurando-o junto ao peito. Fui ao armário e tirei uma longa camisola para a enfiar pela cabeça. Olhei Alexander que dormia pacificamente. Com um leve sorriso nos lábios. Eu sabia que ele me amava, que me amaria para sempre.
Ia fechar o armário e vi a caixa de madeira. Senti o meu sangue gelar. Aquela seringa estava lá dentro. Peguei na caixa, disposta a atira-la pela janela.
- Nikka? Que é isso?
Oh não! Completamente atrapalhada voltei a colocar rapidamente a caixa dentro do armário e sorri para Alexander com um peso enorme na consciência.
- Coisas de mulheres!
- Volta para a cama… - resmungou – Ainda não terminei contigo, pequenina…
- Não? – gargalhei enquanto corava.
- Muito longe disso…
- Promessas, promessas…
Ele semicerrou os olhos e olhou-me perigosamente, enquanto um sorriso perigoso se formava nos seus lábios.
- Vem, cá vem…
E, eu fui.
Que tal, gostaram?
^Olhem, eu já á MUITO que não escrevia as partes de bolinha vermelha. Á muito mesmo. Por isso, desculpem se não está no mesmo nível que as anteriores. É que é difícil para mim escrever estas coisas :S Como nunca vivi isto, é sempre complicado. E já para não falar que fico com vergonha! xD
Mas não podia passar estas partes á frente, e também é um desafio para mim, e eu nunca viro costas aos desafios! xD
Mas se preferirem a história sem as partes intimas, eu paro.
Olhem, comentem por favor, é que eu fico sempre ansiosa (especialmente quando posto bolinha vermelha), e não custa nada pois não? Por favor!
É que os coment’s são combustíveis para me fazer escrever. Olhem lá que eu faço greve! =P
E gostaram das musicas? Eu adoro estas musicas! xD
P.s-> Próximo capitulo é para ti Vita!
Bom, beijinhos! Esperam que tenham gostado!
COMENTEM! ;)