terça-feira, 9 de novembro de 2010

5º Capitulo - Confissões de um Rei

Este capitulo vai para a Vita!
Beijinhos querida, espero que te emociones (como espero que todos o façam! xD)
P.S-> Desculpem se passou algum erro, ou repeti alguma palavra do género ( e e ela) lol, mas nem deu tempo de ler. Estou tão atrapalhada que teve que ir mesmo assim. Se dei algum erro desculpem! Beijinhos!


^Este foi um presente lindo que a Soraya me enviou. Logo depois de ter lido o capitulo anterior. Achei que ficava muito bem aqui! xD
OBRIGADA SORAYA! EU AMEI!
^Obvio que depois farei um post de presentes – OMG eu recebi muitos que TENHO de partilhar aqui! São lindos, vão ver! =P

Confissões de um Rei

Ponto de Vista de Alexander King.



Quando se é imortal, o tempo perde um pouco de sentido.
A motivação é basicamente a vitoria, a liderança.
O prazer pelo sangue derramado, o desejo pelo sofrimento, a anciã pelo terror.
O pensamento de nunca poder encarar a verdadeira morte, tornou-me um homem sem medos, um milhão de oportunidades surgiam. Todo o mundo para mim. Sexo, mulheres, poder, liderança, respeito, dinheiro, imortalidade.
Eu quero e tomo. Sempre foi assim, e sempre será.
Então, ela chegou. Tão bela e selvagem.
Nikka.
O nome que vagava na minha mente, 24 horas por dia. 60 minutos por hora e 60 segundos em cada minuto. Tudo, porque eu simplesmente a amava.
Não sei como aconteceu, mas rápido o meu mundo não era o mesmo. Eu já não era intocável, já não me importava com poder, não me importava com absolutamente porra nenhuma, nada além de todos os dias ver aqueles olhos verde-esmeraldas que me faziam tremer. Observar aquelas bochechas coradas, e aquele revolto cabelo ruivo.
Era o meu paraíso particular.
Eu literalmente vivia apenas por mais um deslumbre seu.
Não era a beleza inquestionável dela, não era os seus lábios que certamente foram desenhados pelos deuses como um tormento para mim, não era a sua suave e doce voz. Não. Era tão mais que isso.
Era o felino que vivia nela, o instinto lutador, a sabedoria estranha para alguém da idade dela, a doçura que tentava esconder naquela muralha impenetrável, o brilho nos olhos mostrando segredos que me atormentavam, os seus altos valores morais que não compreendia, a forma como ria com os que gostava e fulminava os que desprezava.
A forma como ela olhava para mim. Ela via-me como um herói, ela admirava-me.
E, quando percebi, eu estava obcecado com ela. Eu queria de formas não muito puras, com volúpia, luxúria, paixão. Eu queria o corpo, o sangue, pela primeira vez que a vi. Imagens do que faria com ela já rondavam a minha mente, provocando tremores prazerosos por todo o meu corpo.
Então, eu olhei os seus olhos, e percebi. Ela era alguma espécie extinta de anjo.
E seria um crime hediondo, até para mim, privar o mundo de tal beleza. E todos os planos de seduzi-la e brincar com ela, caíram. Eu simplesmente não podia fazer isso. Ela não era apenas mais um brinquedo. Ela não iria aceitar dormir com o professor pelas notas como as colegas humanas dela fariam a qualquer momento. Ela não aceitarei que eu a dobrasse num canto da escola.
Tudo, porque ela simplesmente era a porra de um anjo. Eu não me podia aproximar.
Não sei em que momento eu me apaixonei por ela, desconfio que foi quando foquei os seus olhos pela primeira vez, só sei que rapidamente só ela importava.
Passava horas a pensar nela, cheguei a passar pela porta de sua caça e ficar a escutar as discussões com o irmão enquanto sorria apaixonado. A voz carregada se sarcasmo e aborrecimento, mas eu podia ver perfeitamente pelo tom que ela se preocupava com o irmão da mesma forma que ele se preocupava com ela.
Lembrava-me das noites em que acordava com anciãs dela. Do seu copo. Mas não podia acabar com o desejo com outra. Eu nem via outras mulheres, o mundo passou a ter apenas uma mulher. Nikka.
Era impossível como eu depois de milhares de anos, sentia alguma coisa. E tudo se resumia a um pensamento:
Ela fora feita para mim.
Alguém a fez para me salvar e me fazer sentir vivo de novo, experimentar o céu. Um presente. Mas eu não merecia um presente, talvez ela fosse uma maça envenenada. Um cavalo de Tróia, a beleza que me arruinaria.
Lutei para não me render, não por mim. Porque eu simplesmente a tomaria e fim da história. Mas, e o meu anjo?
Eu sabia que quando me aproximasse eu não queria metades. Eu iria sugar cada parte dela, eu iria acabar com o anjo. Obvio que não a mataria, mas aquele brilho no olhar iria desaparecer, aquela doçura morreria, a sensibilidade desapareceria.
E eu estaria pronto para isso?
Ela era apenas uma menina de 17 anos. Eu era doente.
Mas ela também me queria, e quem pode resistir ao canto da sereia?
Eu já estava num inferno, então eu ia queimar totalmente.
E eu iria toma-la, simplesmente por eu a queria. Como nunca quis nada em mais de milhares de anos. Eu queria um pouco de paraíso.



- Então, vamos? – aquela que ocupava os meus pensamentos chamou-me enquanto descia apresada as escadas.
Nunca poderia deixar de reagir assim ante ela. Sem fôlego. O sangue a rugir nas veias.
Ela era a minha perdição. Ela sempre foi bela, tão lindinha. Mas agora, ela era o pecado. A sua beleza acentuou-se, a imortalidade fora desenhada para ela. Assim como ela estava feita para levar á loucura qualquer homem, especialmente a mim que fazia tudo por ela.
Amando-a insanamente, mesmo quando ela se queria vingar de mim, quando ela me fazia sofrer, me fazia chorar na noite, morrendo cada vez que ela dizia ter nojo de mim.
Sentir desespero cada vez que dizia que eu lhe dava vómitos.
Mas, eu simplesmente a amava. Amava-a tanto, que nunca seria saudável.
Mas eu fi-la sofrer, de certa forma mereci isto. Sabia o que lhe faria ao transforma-la.
Eu sabia. E mesmo assim fiz.
Claro que faria de novo.
Ela ao menos ainda estava presente no mesmo mundo que eu. E ela iria voltar a ser totalmente a minha Nikka, eu podia esperar.
Eu esperaria por ela, nem que fosse por 1 milhão de anos.
Ela era minha.
Eu tinha que a perceber, porque eu sabia o que era ter a humanidade roubada, e eu nunca fui muito humano. E Nikka, ela tinha a humanidade como uma dadiva.
Ela era nada mais, nada menos, que uma adolescente de 17 anos, congelada para sempre. Além da dor emocional que sofria, ainda tinha as complicações que sofria por eu ter quebrado as regras. Mas eu sempre estaria ao lado dela, eu sempre a seguraria firme, sempre a protegeria, sempre a amaria. O tempo todo.
- Vamos sim, querida. – sorri-lhe.
Ela franziu o cenho. Sorri internamente. Ela esta semana andava muito irritada. Respondia sempre de forma rude. Mas nunca mais disse que lhe metia nojo, ou que me queria ver morto. Isso era um avanço. Mas havia outra parte. Porra, nestes dois meses nem me deixou toca-la. Apenas estive a fazer amor com ela naquele tempo louco que foi o natal até o ano novo. E eu queria mais e mais, mas ela andava estranha.
Assustava-se quando eu entrava no quarto dela, fugia de mim, andava irritada e nervosa. Algo a incomodava.
Eu queria saber o que era para a poder ajudar, mas Nikka só se desviava das minhas perguntas ou atacava-me. Então, eu sabiamente calei a boca para não estragar o que já tinha conquistado. Precisava ter paciência.
- Mas tu estás a ouvir, Alexander?! – ela bateu o pé toda furiosa.
- Claro, pequenina. - Oh, Nikka como eu te amo!
Aproximei-me dela e dei-lhe um beijo rápido no canto do lábio. Ela deu-me uma latada toda selvagem e saiu do castelo apressada.
Um sorriso formou-se nos meus lábios. Eu adorava irrita-la. Uma centelha acendia nos seus olhos, e ela é simplesmente encantadora com os olhos brilhantes e as bochechas coradas.
- Vamos de limusina? – ela arregalou os olhos ou ver a limusina preta na entrada – Estás a brincar, não?
Abri a porta para ela, pois sabia que ela adorava o cavalheirismo. E por mais que ela disfarçasse, eu sabia que ela estava empolgada pois nunca tinha andado numa. Eu conhecia bem Nikka.
- Então, gostas-te da surpresa?
Deu de ombros. Tradução: Adorei, obrigada.
Ao vela ali, com um vestido curto que mostrava a perfeição das pernas dela, não pode evitar pensamentos. Aquelas pernas já rodearam a minha cintura enquanto os seus lábios se abriam para receber a minha boca.
Ela mexia de mais comigo.
Percebi que uma erecção começava a surgir. Perfeitamente normal em mim, já que sou viril e era impossível pensar essas coisas de Nikka.
Se eu a puxasse para o meu colo, podia agarrar o cabelo dela e sugar os seus trémulos lábios, depois era só erguer o vestido dela e...
Respirei fundo. Sim, aquilo não iria acontecer. Era apenas mais uma das milhares fantasias que eu tinha com ela.
- Que foi? – olhei Nikka sem perceber. – Estavas a olhar para mim, como um pervertido! – acusou chateada.
- Não estava.
- Estavas sim! – apertou os olhos – Só pensas nisso?
Claro!
- Não, Nikka! – sorri torto fazendo-a bufar e dizer algo como “Estúpido vampiro pervertido!”. Como se ela não gostasse tanto como eu.
Peguei na sua mão e beijei-a.
- Amo-te anjo. – confessei mais uma vez.
Ela olhou fundo nos meus olhos, para depois desviar o olhar. Suspirei. Eu sabia que ela não estava pronta para repetir essas palavras, mas que tinha que as ouvir da minha boca.
Ela ainda era tão Nikka. Ela reagia como a Nikka humana reagiria. E ela só podia amar-me.



Sim, ela amava-me. Ela tinha que amar.


Oh, Nikka! Não lutes contra. Deixa o amor preencher o teu coração, deixa que juntos o alimentemos, deixa ele crescer mais, deixa o milagre salvar os dois.
Ou então vamos acabar por perde-lo, para sempre.

Ela era só MINHA!
Eu queria bater no peito e rugir, como um gorila. Rugir que ela era minha. Apenas o meu anjo. Para sempre.
- Alex? – o meu estômago embrulhou. Ela nunca mais me chamara de Alex. Apenas quando fazíamos amor e ela delirava. Agora, ela estava á minha frente, chamando-me de Alex novamente. E eu senti que o paraíso abria as portas para mim, uma nova vez – Nunca percebi bem.
- O que não percebes-te, amor? – Eu venero-te, anjo.
- Eu em humana era louca por ti, e sempre fui eu que tentei uma aproximação. Quer dizer, foste tu que foste á minha varanda dar o paço final, mas apenas porque fui a tua casa e te implorei para não me abandonares. Como me podias amar tanto, se não me querias por perto?
- Porque eras um anjo. – respondi.
- Não entendo. – confessou.
- Nem eu Nikka, nem eu. – fitei-a com a veneração que sentia só por ela – Eu estava completamente apaixonado por ti. Perdidamente louco. Mas tinha medo de te tocar, de te partir. Imagina um coleccionador de objectos de cristais, guardados em caixas de vidro. Ele admira-os horas sem fim, mas nunca os retira da caixa para ficar mais perto deles. Venera-os de longe, embora morrendo de anciãs de os tocar, de sentir tal tesouro. Mas, são tão frágeis que se podiam partir, e então, perder-se de forma irremediável. Percebes?
- Sim. – sussurrou.
- Eu temia saquear o meu próprio tesouro.
- Então, porque acabas-te por me tocar?
- Porque – suspirei – o inferno me alcançou. E eu só queria queimar de novo.
Peguei na sua mão, e encostei no meu rosto. Fechei os olhos e senti a pele macia e delicada dela. A sua pele quente, algo que poderia ter sido transmitido por mim, era um bálsamo para abrandar a dor da sua ausência.
Miss you love
Beijei a palma da sua mão, e ajoelhei-me em frente a ela. Nunca me ajoelhei perante ninguém, sem ser ela. Existia algo que não faria por ela?
Beijei a sua pele, deslizando os meus lábios pelos seus braços delicados.
Ela era tão delicada! Tanto que me enlouquecia, tanto que me torturava. Puxei-a para perto de mim, e dei-lhe um suave beijo, ao que ela tentou resistir.
Suspirei. Encostei a minha testa na dela, respirar o mesmo ar que ela.
Eu sempre a amaria.
Olhei nos olhos dela, perder-me naquela imensidão do verde-esmeralda que me acompanhava sempre. Fechamos os olhos em simultâneo e foi ela que me beijou, fazendo-me tremer e o meu coração aquecer para tolerar mais um pouco a tortura a que ela me submetia. Só ela me podia corar.
Miss you love – movi os meus lábios, que ela observava.



A viagem foi feita em total silencio, eu só apreciava a beleza dela, enquanto o motorista nos levava para a reunião a que iria. Quando chegamos, fui cumprimentado pelo representante do clã Brandon, que me deu as voas vindas e falávamos de forma educada sobre o que ele acreditava ser o melhor para o seu clã.
Nikka abraçou-me mais forte, ela estava intimidada pois os vampiros não paravam de olhar para ela, obviamente pela curiosidade que sentiam. Isso era bom, pois assim ela deixava eu rodear os seus ombros e ela também enlaçava os braços na minha cintura enquanto eu bebia sangue por um copo.
- Então, deixa-me ver se entendi, Pierre. Queres ter os teus próprios alimentadores em dobro. – ponderei – Queres um grupo de crianças humanas para poderes tirar a sua virgindade. – Nikka abraçou-me mais forte. – E com elas criar um bordel.
- Exacto! – riu o vampiro. – Todos querem a virgindade de alguém. Pelo menos, na cultura que tive, e que passei ao meu clã. – ouvia-o enquanto analisava o sangue do meu copo – Mas obvio que só poderia manter essa infra-estrutura aqui com a sua permissão, Rei. E pode ter a certeza que poderá usufruir das meninas também.
- Acreditas que crianças fazem o meu género? Sou mais requintado que um pedófilo. Os meus gostos não envolvem violar ninguém. Isso é escolha tua. Mas não autorizo nenhuma construção para esses actos. Chamariam a atenção, para além de incomodar a minha Rainha e por consequente, incomodar-me a mim.
- É impossível não queres desflorar uma virgem! Com todo o respeito, Rei, não vejo como pode nos recusar isto. Seria um alto negócio, para todos! Claro que lhe daríamos uma comissão pois tenho certeza que o negocio cresceria e…
- Cala-te. – ordenei – Já disse não. Eu já desflorei a minha virgem – ironizei sentindo Nikka corar – Não se fala mais nesse assunto. Acredito, que tal como eu, a maioria dos vampiros não gosta de crianças, especialmente para sexo. Até nós, temos certos padrões Pierre. Esse assunto não será mais mencionado. – falei calmamente bebendo o resto do sangue e depositando o copo na sua mão. – No entanto, concedo que transformes mais 50 membros, já que alguns do teu clã se aproximam da idade limite. Não temos mais que conversar. Alias, vim pensando que seria uma proposta rentável que proporias, não algo como a podridão de satisfazer desejos sexuais por crianças. O que fazes pelas ruas é da tua conta, mas nenhum bordel infantil será erguido para agradar vampiros. Não enquanto for rei – gargalhei – o que sempre irá acontecer.
Dirigi-me para a saída com Nikka, mas ela estava a apreçar-se de mais. Talvez estivesse com medo. Ela estava comigo, nunca estaria tão a salvo.
Então uma vampira loira parou-nos com um sorriso. Rugi pela ousadia, e ela recuou.
- Só vinha cumprimentar Nikka..
Olhei Nikka. Como ela conhecia a mulher de Pierre?
- Olá Joanne. – mostrou-se nervosa – Já estou de saída, falamos quando fores ao castelo, está bem?
- Claro, parceira. – sorriu mais uma vez para Nikka e foi para o lado de Pierre. – Tudo com muita, Democracy.
- De onde conhecias a mulher de Pierre, Nikka? – perguntei assim que a limusina arrancou. Um sexto sentido me fazia ficar alerta.
- Ela… - tossiu desconfortável – É amante de Alonzo.
Gargalhei.
- Por isso o desconforto! – revirei os olhos – Bom, não é de admirar que o gordo do Pierre não seja suficiente para uma mulher. Ele prefere crianças.
- Ele é tão nojento!
- Nikka, o clã Brandon sempre foi a escumalha dos clãs. – dei de ombros, enquanto Nikka não parava quieta – Calma, amor. Eu não deixarei eles criarem um centro de exploração infantil, os vampiros não gostam de humanos para prazeres sexuais, muito menos crianças. Preferimos alguém da nossa raça. – sorri e adiantei-me a uma possível argumentação dela – Eu é que me apaixonei por uma humana problemática, talvez também seja um vampiro problemático.



A dor que sentia era atrofiante. Era inacreditável. Sentia que veneno corria pelas minhas veias, sentia uma dor tão forte no peito que me fez cair de joelhos e lágrimas de sangue escorrer pelo meu rosto e pingarem o chão.
Senti um uivo de dor brotar dos meus lábios, senti uma agonia cada vez maior. Suores frios por todo o meu corpo, a alma que nunca tive arrancada de mim, as minhas vísceras contorcidas. O meu coração apodrecido esquartejado de uma forma medonha.
Era a verdadeira morte?
Eu desejava que fosse. Que aquilo parasse.
Não aguentaria. O meu corpo tremia, dando espasmos de dor.
Eu implorava silenciosamente por misericórdia. Eu implorava pela verdadeira morte, mesmo sabendo que ela não chegaria. Que ficaria a contorcer-me de dor, para sempre.
Eu só queria morrer. Parar de pensar nela. Na traição que me provocava tamanha dor atroz.
Sentia-me indefeso, sentia-me nada mais que cinzas.
Nikka. Nikka. Nikka. Nikka. Nikka. Nikka. Nikka. Nikka. Nikka. Nikka. Nikka. Nikka.
- Porque? – perguntei baixinho, a voz custava sair.
Ouvi paços, e uma cabeça morena de cabelo africano apareceu na minha linha de visão.
- Ela estava nisto desde sempre.
- Eu sei. – gemi agoniado.
- Temos que acabar com ela, temos de…
- Cala-te Kawit. – ordenei. Não aguentava ouvir nada naquele momento.
- Ela traiu-te! Ela organizou a tua caída! Ela quer-te morto! Ela nunca te amou nem em humana, não percebes Rei? Ela fodia contigo enquanto via a melhor forma de te injectar e enterrar-te vivo!
- Cala-te… - fechei os olhos.
- Ela traiu todos! Iremos trespassa-la, arrancar o seu coração! Tivemos sorte de descobrir antes de a vaca ter tido a oportunidade… Se eu não tivesse desconfiado dela, amanha poderias estar enterrado vivo…
Senti mãos levantarem-me e sentarem-me de volta no meu trono. Cabelos loiros apareceram-me enquanto me levantavam e me seguravam no trono.
- Rei. – a voz de Alain, o que me tinha erguido do chão falava – Não desmorones, precisamos de ti para revolver a bagunça… Não és a porcaria de um humano fodido! És o nosso líder, o nosso Rei! Podes lidar com isto.
- Calem-se… - agarrei o meu pescoço, custava entrar ar, apesar de ele me ser indispensável – Onde ela está? Nikka. Nikka. Nika. OH NIKKA! – lágrimas escorriam cada vez mais. Não tinha controle sobre mim mesmo. Era patético.
- Ela não sabe que descobrimos. – tive a ligeira impressão que era Jullianne que falava – Esta no piso 4 com… a Brandon.
Rugi desesperado.
- Eu sempre soube que ela era uma traidora! – cuspiu Kawit – Devias ter ouvido o que te disse, Rei. Desde o principio os Brandon sabia que te atraia, e entraram em contacto com ela, para a tornar próxima a ti, para mexer com a tua cabeça. Tudo fez parte do plano para te destruir. Eu sempre desconfiei da puta, e eu disse que ela era uma víbora! Ninguém acreditou em mim. Pensas-te que era o despeito de uma mulher. Agora…
- EU DISSE QUE JÁ SEI! – Com a mente atirei-a na parede, fazendo rachas aparecer na parede, e todos assustados saírem da sala do trono. Temendo a minha demência.
Gargalhei.
Entre tremores levantei-me. Arranhei o meu rosto. A traição em cada articulação minha. O meu amor nunca me amara, fora tudo um plano sórdido.
Ela era uma mentira.
Ela nunca existiu.
Ela foi uma arma desde o inicio.
Ela deixava-me dormir com ela, quando esperava a oportunidade de…
Ela era a porra de uma mercenária, ela era uma vadia mentirosa.
Ela não era um anjo.
Ela nunca foi minha.
Imagens dela com a porra da caixa na mão, apareciam na minha mente. O medo de ser apanhada…
Ela queria enterrar-me vivo. Trair o seu rei, o seu criador. Trair quem a amou mais que tudo
Rugi.
Ela tinha sido realmente o cavalo de Tróia dos Brandon.
Desde o inicio. Tudo uma grande encenação! Uma perfeita encenação!
Ela fez-me apaixonar por ela, iludir-me de tal forma para chegar aqui. Tudo meticulosamente pensado.
Gargalhei histericamente. Ela até era virgem.
Eu devia aplaudir todo o plano. Por pouco, eu não tinha caído. Por muito pouco.
- Não devias ter feito isto, Nicholah. – rugi -Não devias mesmo!

^Então? O.O
Agora comentem, por favor! =P
O que virá a seguir? O.O O que acham que Alex vai fazer?
Olhem, não vou dizer que é hora de saltarem do barco, pois as coisas vão ficar muito feias e mortes vão acontecer xD
Tambem não vou dizer que o Alex vai esquecer tudo e eles vão viver felizes para sempre.
Fiquem para ver! =P
A historia ainda tem muita coisa para dar. Estamos no inicio. Só no 5 capitulo! xD
Eu fiquei com tanta pena do Alex! =S
Tadinho =S

Nikka, onde te foste meter... =S

Margarida, lembras-te das conversas que fomos tendo?
^Curiosa para saber o que pensas! =P
=*

Bom, venho pedir desculpa ás queridas “Andreia, Bruna, Bella, TTF(inês),Lipa,á Martinha e á M Moon” porque não pode responder aos coment’s. Mas quero que saibam que os li, e que agradeço cada palavra. Do fundo do coração, mesmo! Obrigada por comentarem, por lerem, por estarem aqui. São mesmo queridas. Fico toda emocionada com as vossas palavras, e lamento muito não ter respondido, mas não deu mesmo. Até tive que só postar hoje! =S Desculpem mesmo queridas. Neste capitulo respondo sem falta!

Ah, no sábado ou Domingo novo capitulo.

Beijinhos grandes! Comentem! =P

domingo, 7 de novembro de 2010

Não sei o que colocar no título! LOL xD




Parabéns VITA! Feliz aniversário!

Vita, muitas felicidades, desejo¬-te tudo de bom!

Obs: Eu sei que hoje era dia de capitulo, mas aconteceram imprevistos que me impediram de escreve-lo. Lamento mesmo =S Mas não deu MESMO!
Por questões pessoais só poderei postar na terça. Espero que me perdoem e tentem compreender, por mais revoltante que seja..
Cada vez mais a minha “vida real” atrapalha a “vida virtual”.
Eu sei que muita gente se desiludiu e peço tantas, mas tantas desculpas! Não foi por mal, acreditem. Eu queria mesmo ter postado, mas foi impossível. Acreditem, que eu bem queria ter postado o capitulo, porque ao não o fazer fico sempre a sentir aquela coisa, que sabe a derrota e dever por cumprir, fico sempre revoltada quando não posto sinto sempre que falhei (e acreditem, custa bastante isso).
Na Terça eu posto! Amanha á noite, dê por onde der, eu escrevo! Deculpem, desculpem,desculpem!
Só posso postar 1 vez por semana, mas como esta não postei e adiei para terça, não significa que no sábado ou domingo deixará de haver capitulo. Havera na terçam e no sábado(ou Domingo) Desculpem mesmo. =S
Penso que não tenho de dizer que vos adoro.
Muito furiosos? Ainda serei bem vinda no próximo capitulo ou nem apareço?
Beijinhos

P.S-> Vita, eu queria mesmo ter-te dedicado o capitulo, para te dar os parabéns, mas realmente não deu. De qualquer forma, ficou aqui registado que te desejo tudo de bom! Feliz aniversário loba! E, podes contar que o próximo capitulo é teu!
P.S2-> Aqueles comentários que ainda não respondi, peço ainda mais desculpas, mas pelos mesmos motivos pessoais que me levaram a adiar o capitulo n ão pode responder. Desculpem mesmo queridas!
P.S3-> É verdade, o Benfica perdeu! =( *Raiva! Muita* Mas, aos leitores do FCP, parabéns de qualquer forma! No fundo, foi merecido. Ganharam bem (Tipo, o 5-0 fala por si só) =S

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

4º Capitulo – Redenção

Olá!
Este capitulo vai para a Mónica que é nova leitora, e é uma forma de dar as boas vindas! Espero que continues aqui Monica! Muito bem vinda querida!

Este capitulo tem bolinha vermelha.
Sim, é este que tem! Lol

Já sabem como funciona, mas para quem não leu a outra tmporada e não sabe, eu explico! xD
As cenas para maior de 16 estão nas partes entre os símbolos **** quem não quer ler, é só passar essas parte.
Exemplo:

****************************
Aasdfgbhjkloikujfredsfghgfdsa
Gfdsjkjhgfjnbvghjkvkvujvcdtyui
Fdyujvdudrujfdsdighrhsfvihgivf
***************************

DIVIRTAM-SE! :D
^e depois, fazer o favor de comentar! =P


A Joanne, a lider do Democracy...









Pela primeira vez desde que foi transformada, sonhei. Nunca imaginei que sonhar era possível. Mas era. Eu tinha noção que estava a sonhar, porque era tudo muito embaçado. Talvez alguma parte em mim começava a ter paz, embora outra me impedisse de a ter por completo.
O mais estranho, era que sonhava com Alexander. Sonhava que ele sorria para mim e me beijava nos lábios. Depois gritava comigo, perguntava o porque de ter feito aquilo. Ele descobrira.
Acordei sobressaltada
- Ele vai descobrir… - levantei-me apressada e tomei um banho.
Andava com medo da reacção dele, já tivera mais certezas de que ele não ligaria para o facto de, de certa forma, o estar a trair. Não, não era de certa forma, eu realmente estava a trai-lo.
Eu sabia que hoje Joanne estaria pelo castelo, obvio que teria de esperar pela noite. Tinha que falar com ela.
Precisava de tempo para estar sozinha. Saltei pela minha janela, ainda não conseguia aterrar com a suavidade e naturalidade de um puro, mas pelo menos não rolei pelo chão.
Olhei para o céu. O sol estava alto. Brilhava e era lindo. Não me lembrava de um dia de sol, por aqueles lados. Sorri. Era bom sentir a luz do sol.
Tirei o casaco, e fiquei com a camisola de alças. Deitei-me no chão sentindo o sol banhar-me. Suspirei. Já não me sentia tão bem á muito tempo. Apenas porque o sol banhava a minha pálida pele.
- Nikka? – a voz de Alexander suou furiosa.
Sentei-me assustada. Teria descoberto? Ele estava a tapar o meu sol. Tinha uns óculos de sol estilozos.
- Algum problema? – perguntei tentando aparentar calma.
- Deixa de te comportar como criança! – enfureceu-se enquanto com delicadeza mas segurança me puxava pelo braço para me levantar – Pensei que já tinhas parado de te torturar para me castigares.
- Hã?
- Esta sol Nikka. Vem para dentro.
Lembrei-me que Alexander tinha problemas com o sol. Por isso usava os óculos de sol, lembrava-me que ele os usava já no tempo em que nem desconfiava que ele era um vampiro. Os seus olhos eram sensíveis ao sol. Olhei para o sol, e ao contrario de quando era humana, poderia ficar horas a olha-lo e sem ter de fechar os olhos.
- Alxander? – estranhei enquanto ele apanhava o meu casaco do chão e cobria a minha pele – O sol na pele incomoda?
- Sim, Nikka. Odeio quando fazes estas criancices!
Se eu não estivesse muito ocupada a fitar o sol e a minha pele, teria me passado por me chamar criança.
- Tenho de falar com Alonzo. – disse um tanto sobressaltada.
- Quando a noite cair. – enquanto colocava o casaco sobre os meus ombros puxava-me para dentro de casa. – Algum problema?
- Mais ao menos. O que o sol te faz?
- É incomodo, torna-te vulnerável, lento. Precisas de redobrar a atenção. – olhou-me desconfiado – Porque perguntas?
- Alexander, eu sinto-me bem no sol. – sussurrei – Será que estou a ficar doente, ou a perder… a imortalidade?

Quando a noite caiu, foi falar imediatamente com Alonzo. Alexander também estava lá, um tanto nervoso. Algumas teoria tinham surgido. Que eu começasse a perder a essência dos puros. O segredo da criação que nos corria nas veias. E, se eu ficava com diferenças, alem das que tinha, podia querer dizer que estava a perder o segredo. E eventualmente, morreria.
Alonzo tranquilizou-me – especialmente a Alexander – e disse que desde o inicio se sabia que tinha transportado partes humanas comigo. Por ser jovem de mais, eu tinha a pele menos espessa o que me permitia corar e ferir-me facilmente. Talvez o facto de o sol não me afectar, fosse uma característica que guardei dos humanos.
- Bom sinal, não Nikka? – sorriu Alonzo, usando o seu sotaque carregado.
- Sim – ponderei – Mas não muito útil – Dei de ombros
Alxander ficou mais sossegado e foi tratar de problemas – provavelmente Joanne estava a atacar novamente, depois de uma semana quieta.
Aproveitei a Alonzo, para fazer uma pergunta que nunca tinha feito e acabar com a curiosidade.
- Alonzo, é uma característica das fêmeas, com a transformação perder os pelos que cobrem o nosso corpo? Excepto o cabelo, cílios e sobrancelhas? – corei um pouco, pois assim Alonzo saberia que também tinha perdido pelos púbicos, mas afinal, Alonzo era o meu médico.
- Perdes-te? – Assenti – Bom, eu sei que perdem algum, não totalmente. Coisa pouca – pois, eu lembrava-me que Alexander tinha pelos no peito e que eu adorava brincar com eles – Talvez tenhas perdido porque é desnecessário. Os cabelos que cobrem o corpo são lixo de ADN, não têm utilidade alguma, são características que os humanos retiveram de herança genética. Apenas as sobrancelhas servem para impedir do suor cair nos olhos. Como apenas o dedo grande do pé é indispensável pois funciona para equilíbrio. Com o passar dos séculos, os humanos irão se livrando desse lixo de ADN.
- Que nojo, já viste eu sem os dedos dos pés? So com o dedo grande? E usar chinelos de dedos?
E ambos ficamos a rir. Alonzo era um vampiro “bom”, leal e sempre se preocupava comigo. Sempre esclarecia as minhas duvidas, e sempre acrescentava alguma sabedoria. Ele até era divertido.
E, eu, também o traia. Não lhe contava que a sua amante fazia. Alonzo nunca faria nada para me prejudicar, e eu?
Alonzo preocupava-se o suficiente comigo para me estudar e deixar tudo documentado, junto com possíveis situações que me podiam acontecer, como poderia resolver isso, pois ele não viveria para sempre. Faltavam apenas algumas décadas para atingir a sua data limite. Os 200 anos.
O que eu fazia por ele?
- Alonzo, sabes se a Joanne vem hoje? – Ele riu.
- Gostas-te dela, não? – ironizou.
- É que ele é muito feminina e dá-me uns truques.. – inventei, apesar de Joanne ser realmente muito feminina.
- Sim, ela vem. Pelo menos foi o que combinamos.
- Tu… gostas dela?
- Ela é uma boa companhia. – eu percebi o que ele queria dizer. Vampiros não gostavam de ninguém. Mas mesmo assim, eu sabia que ele ia sair mal disto. Especialmente ao trair o seu Rei, ao que era leal até a medula.

Quando Joanne chegou, tentei falar com ela imediatamente, ao que parecia ela também queria falar comigo.
Colocou-me uma caixa nas mão. Quando abri, vi uma seringa com uma agulha muito larga, e um liquido brilhante.
- O que é isto? – perguntei enquanto voltava a fechar a seringa.
- Nikka, breve será a hora.
- Como assim?
- O Rei irá cair. E terás de ser tu a fazer o principal?
- O quê?
- Não podemos fazer este legado por terra, com Alexander no comando. Numa batalha, morreríamos imediatamente. Mas… -sorriu enquanto afagava a minha mão – Se ele não estiver presente, facilmente acabamos com os outros puros.
- Tu queres acabar com o Alain, a Jullianne e a Kawit alarmei-me – Não que tenha algo contra a extinção da Kawit, mas os outros…
- Nikka, os puros não devem existir. São perigosos, e porque eles podem possuir o segredo da criação, viver para sempre com poderes inimagináveis para nos, sem debilidades, enquanto eu e todos os outros temos de existir até o amanhecer? Débeis a prata..
- Estas a esquecer-te de uma coisa. – rugi baixinho Eu sou uma pura. Não quero a extinção da minha raça, e muito menos a minha!
- Permitiremos que existas, desde que nunca transformes ninguém…
- Olha, eu nunca vou transformar ninguém. Alem disso, sou um exemplar com imperfeições – afastei-me dela a odiar aquela conversa - Mas, não podes acabar com os puros!
- Eles, ou nós. Rápido voltariam ao poder. – murmurou baixo e pesarosa – Também não quero a destruição de seres perfeitos. O mundo será mais pobre por isso, mas ouve… Tem que ser num acto único, quando estiverem distraídos. Quando o Rei não existir…
- TU QUERES MATAR O ALEX? – Algum intento me fez alongar as presas e querer saltar para Joanne e acabar com ela ali mesmo.
- Não grites por favor! – afastou-se enquanto m olhava como se fosse um monstro. Respirei e levou alguns minutos para me acalmar enquanto Joanne aguardava em silencio.
- Tu só podes ter ficado louca. Alexander é indestrutível! – exasperei-me embora em tom baixo – Só encaramos a verdadeira morte com o fogo. Alexander é imune. É indestrutível! Mas ficas-te louca? É esse o teu plano?
Ele sorriu e aproximou-se de mim. Olhei-a desconfiada. Muito desconfiada enquanto ela passava a mão pela tampa da caixa que eu ainda segurava.
- Têm certas debilidades.
- O quê? – eu estava confusa, alerta, desconfiada.
- O sol, Nicholah.
- O sol não nos mata, Joanne. Nunca o fará. A ti sim é fatal.
- Sim – sorriu – Mas ficam mais veneráveis. Nessa seringa, esta um concentrado tão potente, que contem partículas de UVA tão concentradas que seria como se ele estivesse a 1 quilometro de distancia do sol… - sorriu perversamente fazendo-me ficar aterrorizada – Quando for injectado nele, pode não morrer mais vai agoniar e nem sonhara em se mover, então, iremos enterra-lo vivo! Numa caixa de 4 metros por 2, um verdadeiro caixão, feito do mais resistente aço com espessura de 10 quilómetros e enterrado a 200 quilómetros de profundidade na terra! Depois de anos, tudo ficou pronto! Gerações de vampiros trabalharam no plano. Nada dará errado! Apenas havia uma falha, conseguir a aproximação necessária do Rei para o injectar. Mas agora – sorriu-me – temos-te a ti!
Eu nem sabia o que dizer. Só estava petrificada, num horror mudo, com todo o meu corpo a tremer.
- Não vou fazer isso a Alexander… - gemi assustada – Não vou…
- Ele traiu-te, quando estavas vulnerável apunhalou-te pelas costas. Hora de te vingares, olho por olho, dente por dente. Não era o que sempre quiseste?
- Tu és louca! Não posso fazer-lhe isso! É… Atroz, medonho, não se pode qualificar tal acto abominável! Queres que o enterre vivo? NÃO VOU PERMITIR!
- Nikka, ele não pode morrer, só assim… Demorou dois séculos para descobrir uma formula para o veneno a ingerir nas suas veias. Apenas o nosso investigador actual sabe a formula, e só um caixão com quilómetros de espessura, enterrado a 200 quilómetros de profundidade, quase no núcleo da terra, o impediria de derreter o aço e se soltar. Mesmo assim, poderá libertar-se, mas demorará cerca de 3 séculos e aí, eu já não lidarei com a sua fúria… Tens de injecta-lo durante o sono, ou quando ele estiver a ter um orgasmo… Isso fica ao teu critério. Poderás faze-lo a qualquer altura, a partir de hoje. Mas seria melhor fazeres uma viajem e afasta-lo do castelo e dos puros e…
- Cala-te! – rugi descontrolada – Não vais fazer isso! O que Alexander te fez? O que os puros te fizeram? Não podes fazer isto! Não podes! Não vou permitir! Quero ver Alexander sem o seu precioso trono, como ele me tirou a minha humanidade, mas não assim! Não assim! Não vou enterra-lo vivo! Não vou injectar veneno nele e faze-lo contorcer-se de dores ! NÃO vou! – comecei a dar passos para traz, só queria ir a correr para Alexander e contar-lhe o que lhe iriam fazer, ele, ele… Alexander não seria enterrado vivo! Não seria!
- Não concordas com este plano? – questionou surpresa Joanne – Mas é infalível!
- Não vou permitir Joanne, tu e o teu grupo não vão enterrar o meu Alexander vivo! Não vais!
- Tu fazes parte do Democracy, Nikka. As coisas são como têm que ser. Alexander tem que cair, os vampiros querem liberdade! Nos merecemos ficar livres da elite que nos trata como animais de sarjeta, como vermes… Chega.
- Joanne, lamento mas nisto eu não vou compactuar. Escolhe outro plano, mas não vou enterra-lo vivo. Não vou.
- Porque lhe és leal? Ele não te ama, nunca amou. Já falamos mil vezes nisso, Nikka.
- Ele pode não amar, mas mesmo assim não lhe vou fazer isso. Não posso!
- Guarda a caixa, pensa e depois falamos. – sorriu gentil – Se não, pensarei noutra coisa…
- Não vai adiantar pensar nisto Joanne. Não vou mudar de ideias. Isto não vou fazer…
- Pelo menos deves pensar. Deves isso ao Democracy, que tem todas as esperanças em ti.
Suspirei cansada. Eu levaria a caixa. Mas apenas para lhe fazer a vontade, e tirar aquilo do poder dela porque eu não faria aquilo com Alexander. Não faria.




E o dia 24 de Dezembro amanheceu. Odiava aquele dia. Pelo menos no castelo não tinha que levar com os festejos de Natal. Vampiros não festejam o Natal, na verdade eu ontem vi Alain a desenhar um bigode e corninhos numa estátua do menino Jesus, todo delirante.
Com o passar dos anos, eu deixei de pensar todos os dias na minha mãe e lembrava-me ocasionalmente, quando algo me fazia lembrar dela. Mas a dor continuava lá, o sentimento de culpa. E era impossível não pensar nela no dia em que fazia 13 anos que a encontrei na banheira com os pulsos cortados e a vida desaparecer dos seus olhos enquanto murmurava para não acreditar que era uma menina má.
Aquilo doía. Muito.
O dia decorria, e eu nem me levantei da cama. Fiquei enrolada numa bola a consumir-me com lembranças amargas, enquanto sentia lágrimas quentes deslizar pelas minhas bochechas e cair nos lençóis brancos de cetim fazendo pintas vermelhas.
Estava tão perdida nas recordações, que não ouvi a porta ser aberta e fechada novamente, apenas percebi a coberta azul ser afastada e um corpo quente meter-se comigo na cama. Em silencio, puxou-me para ele e abraçou-me com fortes braços quentes. Confortando-me, e lentamente virando-me para ele e afunda o meu rosto no seu peito.
Alexander.
Não sei quanto tempo fiquei lá enroscada em total silencio, mas sei que apenas uns minutos depois de o abraçar a dor abrandou. Como se ele fosse a minha única cura, o único capaz de me segurar e me salvar.
Estava-mos totalmente cobertos pela coberta, num casulo quente só nosso á horas. Numa bolha que deixava tudo o resto fora.
- Eu sei que tu não vês como eu no escuro, pequenina – ouvi o sussurro de Alexander – Mas eu garanto que a minha camisola escura, tornou-se vermelha.
- Desculpa. – sorri – Também devo ter as bochechas todas vermelhas. – falávamos baixo, talvez com medo de quebrar o feitiço.
- Eu acho que sim… Alias, sinto que tenho de dizer, embora não vás gostar muito – ouvi o sorriso na sua voz baixa – Mas continuas a ficar com o nariz vermelho a chorar.
- Raios!
E ambos rimos, feitos dois dementes. Na verdade, éramos.
Alexander, afastou a coberta e pegou em mim ao colo, deixando-me interrogativa.
- Vamos tomar um banho. – beijou o meu nariz. Ele deve ter percebido o meu rubor, porque acrescentou – Juro que manterei as minhas mãos para mim!
- Será que tu podias tomar no teu quarto e eu tomo aqui? – acariciei a sua bochecha – E depois vens novamente para me abraçares?
- Tudo o que quiseres, pequenina.
Terminei o banho, e vesti um pijama salmão de seda, e troquei os lençóis. Coloquei outros brancos e voltei a cobrir-me com a coberta á espera de Alexander que rapidamente se juntou a mim, com umas calças azuis escuras de cetim e sem nada para cima. Mordi os lábios e revirei os olhos.
- Claro que teria de te tentar – sorriu divertido e voltou para debaixo da coberta para me abraçar – Mas juro que não vou tentar nada. Oh pequenina, não fazes ideia como eu senti falta de te abraçar assim, de envolver nos meus braços…
- Alexander? – toquei os seus cabelos enquanto observava como a luz fraca da lua que entrava no quarto o tornava belo – Posso fazer uma pergunta?
- Claro. – o seu dedo delineava os meus lábios – Desde que não seja uma pergunta que venha abrir feridas.
- Tu amavas-me, não era?
Ele sorriu e revirou os olhos.
- Nikka, como podias sequer ponderar que não?
- E agora, amas-me? A nova Nikka? A Nikka que me tornei?
-Continuas a Nikka de sempre, meu amor. Quando estás furiosa reages da mesma maneira, tudo o que fazes é o que fazias em humana. Apenas as tuas características se acentuaram. Assim como a tua beleza.
- Á muito que não me dizes que me amas… - suspirei mostrando que aquilo me fazia pensar.
- Parei quando via que te irritavas. Mas Nikka – os seus olhos brilhavam de veneração, fazendo um no criar-se na minha garganta – Só porque não te digo que o céu é azul, não significa que não seja dessa cor.
Abracei-o e escondi rosto no seu pescoço, enquanto sentia a sua pele quente. Ele amava-me. As duvidas que tinham sido implantadas em mim, principalmente pela Joanne desapareceram. Alaxender King ainda me amava.
- Nikka, e tu? – perguntou baixinho, percebia o seu medo na voz – Tu amas-me? Podes amar-me de volta? Dói de mais amar-te tão loucamente e tu me desprezares… Não sei o que fazer.
- Não me perguntes isso, por favor. – sussurrei contra o seu pescoço – Eu não consigo ainda. Ainda não consegui recuperar essas coisas, e…
- Shhhh – apertou-me forte – Não tens de te justificar.
Eu sentia o sangue dele, correr nas veias fortemente. Da mesma velocidade que o meu corria. A minha mão levemente tremente acariciou o seu peito, e quando com o dedo levemente contornei o seu umbigo vi como os seus músculos se contraiam e ficavam tensos. Como a respiração dele arfava.

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- Não me testes… - disse com a voz rouca e segurou a minha mão – Não quando te tenho assim tão perto e posso perder a cabeça…
Não liguei e comecei a dar beijos no seu pescoço, na pele em baixo da orelha enquanto ele me puxava para cima dele e rapidamente me beijava na boca e deslizava as suas mãos quentes para dentro da camisa do meu pijama e acariciava a pele ardente das minhas costas.
Parei o beijo e escondi o rosto, eu sentia as presas alongadas, os olhos ensanguentados. Sentia-me fora de controle.
Alexander lentamente afastou as mãos do meu rosto e com o dedo debaixo do meu queixo fez-me levantar o rosto e encara-lo. Quando abri os olhos vi que ele também estava com a sua natureza no controle, com os belos olhos cinzentos azulados envolvidos em sangue e vibrantes de luxúria. Com as presas alongadas e a respiração muito longe de ser controlada.
- Não tenhas vergonha meu amor. Não de mim. És linda, perfeita. – deslizou a mão pelo meu rosto – A coisa mais bela em todo o universo. – mordi o lábio corada de vergonha enquanto ele me puxava e sussurrava no meu ouvido – Tu queres mesmo, Nikka? Diz que queres, porque se não, eu vou morrer se não te tiver agora…
- Eu quero…
Alexander soltou um palavrão que me fez rir enquanto ele num acto impaciente atirou a coberta para longe e se levantava.
- Ah Nikka… - observei cada momento dele enquanto tirava as calças de pijama – Como eu te desejo… - as suas cuecas caíram no chão.
Rapidamente estava em cima de mim, desesperadamente os seus lábios sugavam os meus, enquanto sussurrava o quanto me queria.
Lentamente começou a desapertar os botões da minha camisa do pijama, descobrindo a minha pele branca como neve, parecendo adorar um Deus e delirando com as novas descobertas do meu corpo.
- Oh Nikka… Como és linda… - Jogou para longe a peça de roupa e reverentemente alisou os meus seios nus arrancados gemidos meus.
Desceu um caminho de beijos pela minha barriga lisa e tirava as minhas calças junto com as cuecas. Para depois beijar o meu pé, os meus joelho e coxas. Depois…
- Alexander! – gemi extasiada, quando os meus dedos se fechavam em punhos envolvendo os lençóis e o meu corpo arqueava de prazer com as carícias dele num lugar tão sensível.
Quando atingi um orgasmo, Alexander cobriu o meu corpo com o dele e sussurrou no meu ouvido para abrir os olhos. Quando os abri vi o sorriso perigoso dele, enquanto se impulsionava para dentro de mim.
- Tu não sabes… quanto tempo eu esperei por isto… Nikka!
As sensações eram explosivas, morria a cada investida dele e ressuscitava apenas para o puxar para mim uma nova vez. Para o sentir a se mover comigo.
Num inferno paradisíaco.
Agora estávamos a viver aquela experiencia como dois iguais. Não vampiro e Humana. Agora éramos dois semelhantes, e a experiencia era surreal, era delirante. Numa escala que palavras nunca poderia descrever. Num prazer tal que eu jurava que morria a cada tentativa de respiração que tinha.
Eu só queria sentir Alexander, senti-lo comigo. Apenas ele. Apenas o vampiro que jurava amar-me para sempre, venerar-me acima de todas as coisas.
Tal como eu seria fadada a fazer para sempre.
- Nikka… Minha Nikka…
Enquanto puxava o seu cabelo, beijava a sua boca das quais saiam gemidos em forma do meu nome.
Alexander afastou-se de mim, provocando um grito de angustia da minha parte, um grito de perda por não o ter mais dentro de mim, de não sentir o amor dele nem a sua paixão.
- Calma… - riu rouco enquanto me beijava novamente – Vira… Fica de lado, meu amor…- e colocando-se atrás de mim voltou a preencher-me e fazendo-nos delirar novamente.
Naquele tal inferno paradisíaco.

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Quando abri os olhos, estava a dormir nos braços de Alexander que dormia como se fosse um cadáver. Mal totalmente belo.
As lembranças invadiram a minha mente, fazendo-me corar absurdamente.
Eu tinha-o beijado ali? Ali? Era difícil de me imaginar a faze-lo.
Nunca pensei faze-lo. Na verdade, era impossível de imaginar alguém a faze-lo. Mas era natural e todos os casais partilhavam essas carícias.
Mas foi natural. Eu venerava todo o corpo dele, assim como ele venerava o meu. Dar-lhe prazer, ouvir os seus gemidos, apenas isso importava e me fazia sentir bem.
Mas, ainda as lembranças me fazia corar. Todas as lembranças.
Enquanto fazíamos amor senti-me tão vulnerável. Tão livre. Tão dele…
Sim, eu era dele. Sempre dele.
Levantei-me e embrulhei-me no lençol que estava no chão, segurando-o junto ao peito. Fui ao armário e tirei uma longa camisola para a enfiar pela cabeça. Olhei Alexander que dormia pacificamente. Com um leve sorriso nos lábios. Eu sabia que ele me amava, que me amaria para sempre.
Ia fechar o armário e vi a caixa de madeira. Senti o meu sangue gelar. Aquela seringa estava lá dentro. Peguei na caixa, disposta a atira-la pela janela.
- Nikka? Que é isso?
Oh não! Completamente atrapalhada voltei a colocar rapidamente a caixa dentro do armário e sorri para Alexander com um peso enorme na consciência.
- Coisas de mulheres!
- Volta para a cama… - resmungou – Ainda não terminei contigo, pequenina…
- Não? – gargalhei enquanto corava.
- Muito longe disso…
- Promessas, promessas…
Ele semicerrou os olhos e olhou-me perigosamente, enquanto um sorriso perigoso se formava nos seus lábios.
- Vem, cá vem…
E, eu fui.

Que tal, gostaram?
^Olhem, eu já á MUITO que não escrevia as partes de bolinha vermelha. Á muito mesmo. Por isso, desculpem se não está no mesmo nível que as anteriores. É que é difícil para mim escrever estas coisas :S Como nunca vivi isto, é sempre complicado. E já para não falar que fico com vergonha! xD
Mas não podia passar estas partes á frente, e também é um desafio para mim, e eu nunca viro costas aos desafios! xD
Mas se preferirem a história sem as partes intimas, eu paro.
Olhem, comentem por favor, é que eu fico sempre ansiosa (especialmente quando posto bolinha vermelha), e não custa nada pois não? Por favor!
É que os coment’s são combustíveis para me fazer escrever. Olhem lá que eu faço greve! =P
E gostaram das musicas? Eu adoro estas musicas! xD
P.s-> Próximo capitulo é para ti Vita!
Bom, beijinhos! Esperam que tenham gostado!
COMENTEM! ;)