sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

1º Capítulo -> Quase Sem Querer

Aqui vai o primeiro capitulo! :D
O primeiro capitulo de uma comédia Romântica
E vai para a Marta =)
Obrigada Marta, és uma pessoa incrível. Foi um enorme prazer conhecer-te.
Beijinhos tonta e espero que gostes, que soltes risadas com esta história! :)

Espero que todos se divirtam! :D



O professor chato falava algo sobre um teorema matemático qualquer e eu estava entretida a olhar para a janela. Estava sol lá fora e eu poderia estar na praia, porque existia mesmo a porcaria da escola?
Ah, supostamente era para nos tornar capazes, pensantes e melhores seres humanos, evoluir… Bom, foi algo assim que a minha mãe me disse.
Nunca gostei da escola. Foi tipo, ódio á primeira vista…
Tudo começou quando tinhas uns 6 anos e passava os dias a brincar de vestir a roupa da minha mãe, a pintar as unhas e fingir ser uma modelo. A vida perfeita…
Então, a minha mãe apareceu lá em casa com umas coisas estranhas. Uma mochila e uns objectos que nunca antes tinha pegado. Descobri serem livros.
Então, num dia ela levou-me a um grande edifício, e ainda escutava a voz fantasmagórica dela dizer “A escola…”.
Ela deixou-me lá sozinha. Com todo o tipo de gente. Meninos histéricos que suavam com pingas a escorrer dos cabelos, rostos suados e corados, bolas de futebol pelos ares e roupas cheias de pó. Meninas com roupas bonitas e sorrisos cínicos.
Um pesadelo!
Mas ainda piorou. Apareceu uma professora, que me obrigou a sentar perto de um menino magrinho que tirava “coisas” do nariz e me mostrava para depois levar á boca.
E eu tive que ficar lá calada, a ouvir tudo o que a mulher “ensinava”, e a ter que suportar tudo em silêncio.
Então, depois de muito tempo, tudo acabou. Voltei para casa e respirei aliviada enquanto brincava com as minhas bonecas. Aquilo finalmente tinha acabado.
Então, a minha mãe diz “Para a cama Caroline! Amanha é dia de escola!”
Não! NÃO PODE!
Eu pensava que nunca mais tinha de voltar lá!
Mas a minha mãe destruiu todos os meus sonhos. Disse que teria de ir para a escola, dia após dia, ANO após ano. Até ser praticamente adulta.
Foi muito traumático, na verdade.
Suspirei.
O professor falava e falava e eu só olhava lá para fora. Como o mundo seria um lugar mais bonito sem escola, professores chatos…
Mais uma vez fiquei entretida a olhar o meu reflexo no espelho, a apreciar a minha beleza. Eu era burra como uma porta, ao menos tinha a sorte de ser linda! Um enorme sorriso apareceu nos meus lábios.
O reflexo mostrava uma rapariga com cabelos longos e pretos como a meia-noite que caiam em cascata até a minha cintura, o arco vermelho que tinha no cabelo impedia-os de caírem sobre o meu rosto e assim mostrava a beleza na sua magnitude.
Tinha a pele dourada, acompanhando olhos cinzentos contornados por longos, curvados e espessos cílios negros. Os meus lábios eram carnudos e avermelhados.
Sorri e vi os meus dentes impecavelmente alinhados – sim, porque embora ninguém saiba eu tive de usar um aparelho á noite quando era criança. Mas, para todos os efeitos, eu nasci assim!
Eu era linda, e adorava sê-lo!
O problema, era mesmo eu ter uma cabeça totalmente oca. É infeliz e vergonhoso admitir isto, mas sou mesmo analfabeta.
Tenho 19 anos completados em Outubro, e estou no 11 ano, já deveria ter terminado o secundário e estava no 11 ano. Prestes a chumbar!
De novo.
Suspirei.
Em pleno inicio do 3 período eu tinha de dar uma viravolta tão grande que me fizesse passar de ano, porque isto era inacreditável. A minha mãe não perdoaria nem mais um único ano. Aliás, as saídas tinham acabado, infelizmente.
Sim, eu tinha a noção que ia chumbar. Nem em mil anos eu ia conseguir aprender tantas coisas em tão pouco tempo, ainda mais com uma mente lenta como a minha para os estudos.
Eu funcionava a carvão!
Tipo, aquelas pessoas que se tem de contar duas vezes a anedota e ainda explicar para eu ver onde está a piada.
O colégio privado era o meu pai que pagava, ele não se importava se chumbava ou não. O problema é a minha mãe, ela sempre queria boas notas porque o meu pai sempre reclamava que ela não me dava educação e coisas do género, então ela ontem disse “ Se não passas este ano minha menina, vais ver só o que te acontece! Não mais roupas novas, não mais saídas com amigos, nada de carro, nada de nada! A tua vida será de uma escola publica para casa! E até o final das aulas não sais de casa! E estamos conversadas!”
E pronto, eu soube que ela estava a falar a serio. A minha mãe normalmente deixava-me fazer o que queria, mas quando percebe que a filha vai perder o ano de novo, ela passa-se. E era deprimente saber que esse era o meu futuro, pois até uma cabeça como a minha sabia que eu não ia passar de ano.
Até eu atingia onde tudo ia parar!
Saltei ao ouvir o meu nome, aparentemente o professor queria que eu dissesse o processo para resolver um exercício no quadro.
- Não sei, sr professor…
Ele olhou-me chocado.
- Mas isto aprendeu no 8º ano!
Todos soltaram risinhos e eu afundei-me na cadeira totalmente deprimida. Que culpa eu tenho de nada ficar gravado?!
Eu era uma anedota no mínimo.
Olhei para a janela novamente e então observei uma figura a correr pelo pátio. Um rapaz alto com um fato. Franzi a testa. Ele ia a ajeitar o cabelo despenteado enquanto tentava colocar os óculos e ao mesmo tempo guardar os livros na mochila, obvio que os livros caíram ao chão e eu soltei um risinho.
PÁRA TUDO!
Não… Não pode! Fiquei totalmente chocada!
Era Ryan Donavan que vinha a correr pelo pátio!
OMG eu devia ter deduzido logo – mas deduções não eram comigo – é que só podia ser ele! Só ele usa um fato (na escola=). Mas nunca poderia pensar que era ele, afinal as aulas já tinham começado á 30 minutos e… ele estava atrasado.
Era a notícia do ano! Ryan Donavan provavelmente pela primeira vez na vida dele estava atrasado para alguma coisa. E estava atrasado para as aulas!
Sim, eu estou a falar do Ryan Donavan, o nerd mais nerd de todo o universo!
Espectáculo! Ora aí está uma coisa que só deve acontecer uma vez na vida.
- Olhem lá o Ryan atrasou-se! – chamei a atenção de todos – Ele vai-se matar depois disto! – gargalhei.
Todos os meus colegas riram enquanto alguns se aproximavam da janela descrentes e desconfiados, a pensar que eu estava a mentir. Sim, porque era algo surreal. Se eu não visse, nunca acreditaria.
- E aí Donavan, que aconteceu para o atraso? – gritei da janela sem perder a oportunidade de me meter com ele.
Ryan parou de correr, ajeitou o casaco e olhou-me para depois ver que tinha avisado todos do seu atraso, então fitou-nos como se nos fossemos os ridículos e não ele, então continuou o seu caminho lentamente enquanto nós riamos de mais e o professor mandava-nos estar quietos e calados.
- Ryan Donavan é o aluno mais brilhante que já passou por cá! Um aluno exemplar a quem já tive o enorme prazer de dar aulas… - e continuou a gabar o maior nerd e estúpido rapaz do planeta terra.
Ryan é alto, andava sempre com livros e com o cabelo cor de areia empastado de gel e totalmente alinhado com uma risca ao lado, aparelho nos dentes, sempre vestia um fato (na escola!) tinha no rosto uma expressão séria enquanto sempre olhava de cima para todos, tal como o pai dele o governador.
Ele com um pai assim cheio da massa, com um carrão como o que tem, podia ser diferente, aproveitar a vida, mas não! A maneira dele aproveitar a vida era com livros, e aposto que o seu lindo Aston Martin nunca andou a mais de 50 á hora! Como existe pessoas assim, meu deus?!
Ele enervava na verdade. Recebia montes de prémios, era o presidente da associação de estudantes e os projectos dele resumiam-se em trazer novos livros para a biblioteca, computadores novos e coisas dessas. Era o orgulho dos professores, o que dava nojo! Ele já aparecera no jornal de notícias e em programas de TV, sempre apresentado como “uma grande líder do futuro” e tretas dessas.
Enfim, um total nerd.



Eu nem implicaria com ele, se ele não implicasse comigo. Ele chegou este ano ao colégio para frequentar o 12 ano, e foi logo fazer-se o dono do pedaço. Melhor, dono do pedaço dos nerd’s!
Sempre achando-se melhor que os outros por ser filho do governador do nosso estado.
E ainda por cima, criticava-me sempre. Na maioria das vezes indirectamente, mas eu percebia aquele sorriso metálico debochado! Eu passava e ele ria baixinho para os parvalhões dos companheiros nerd’s dele! Ou então fartava-se de me chamar “sem futuro”!
O Chris, o meu “namorado” – nos temos um “relacionamento” apenas para ficar bem na fotografia. A Chris fica bem namorar com a mais bonita do colégio e a mim fica bem namorar o capitão da equipa de futebol. Damos o que todos querem. - anda na turma dele e diz que o tipo é mesmo parvalhão, armasse em bom que sabe tudo e despreza a equipa de futebol. Tudo o que eu já imaginava daquele nojentinho!
Alias! Ryan Donavan dissera para quem quisera ouvir, em frente á turma dele que eu e Chris éramos uns falhados e que eu era tão burra que ficava bem com ele. Que quando nos casássemos seriamos felizes na miséria, pois eu trabalharia num café a ser beliscada no rabo por bêbados e o Chris estaria numa mesa a arrotar depois de um dia extenuante a trabalhar numa fábrica de enlatados!
Aquele imbecil nunca falara comigo e mal chegava ao colégio ia logo atacar-me? Quem ele pensa que é?
E quando eu fui tirar justificações com ele, ele simplesmente disse que tinha toda a razão para estar furiosa com ele, pois eu não iria ser uma empregada de mesa. Depois de ter feito uma avaliação mais profunda sobre o assunto tinha chegado á sabia conclusão que eu com 30 anos seria uma gorda obesa e estaria em casa a cheirar a gordura de fritos enquanto preparava o pequeno-almoço do Chris que ia trabalhar para a fábrica de enlatados. Então eu aproveitaria para ir até á casa do vizinho idoso fazer uns favores obscenos para juntar uns trocos!
AQUELE FILHA DA MÃE SACANA!
O pior é que u muitas vezes não sabia o que responder, ele irritava-me tanto que eu nem sabia o que fazer!
Ele é totalmente pavoroso! Odioso e insuportável!
Eu simplesmente o odiava!

No almoço, passei com o meu tabuleiro pela mesa do nerd e vi que ele conversava com um cromo – acho que o nome dele era Samuel, ou Daniel, tanto faz. O que importa é que ele era caidinho por mim.
- Olá. – comprimentei o rapaz. O que eu queria era uma oportunidade para lembrar Ryan que edo atraso.
- O-olá Caroline! Tu-do bem?
- Sim, e contigo? – sorri-lhe.
- Tan-bem… - ele engoliu em seco e depois continuou – Imagino que d-deve ter doido quando cais-te do céu… - OMG, ele não disse isso! Tentei não gargalhar e sorri-lhe.
- Sim. – pronto, ouvi a voz levemente rouca do nerd e olhei-o desconfiada – Sim, ela caiu mesmo do céu. – revirou os olhos – Pena ter caído de cabeça.
OMG!
Olhei-o enfurecida, a tentar dizer muitas coisas e nada saia! Como ele se atrevia?!
- Seu Neandertal! Como te atreves?
-Oh, a Caroline sabe o que é um Neandertal, apesar de ser completamente estulta, estupendo!
- Olha aqui seu filha da mãe sacana! Eu não sei o que é estulta, mas não gostei do tom com que o disseste! Seu anormal, imbecil! Prontoss, tu achas-te muito inteligente só porque…
- Pronto. Diz-se pronto, e não prontos.
- Eu ódio-te!
- Oh não! OMG! – tentou imitar a minha voz o filha da mãe – A Caroline odeia-me! Como posso viver com isso?!
- Seu – bufei descontrolada – Olha, seu porco arrogante, pega na inteligência e nas palavras inteligentes e enfia-as pelo olho do teu orifício anal acima! NERD!
Saí de lá furiosa e sentei-me ao lado de Chris e do meu grupinho.
- Aquele nerd qualquer dia! – esbracejei.
- Esquece isso. – deu de ombros Chris – O tipo é mesmo assim. Ele hoje chegou atrasado, e a prof desculpou-o logo, e perguntou se estava tudo bem com ele e essas tretas! Eu chego atrasado, ela nem me deixa entrar!
- É porque aquele deficiente é o queridinho de todos por aqui. – dei de ombros já conformada com aquilo, embora fosse uma injustiça tremenda! Se eu pudesse pegava naquele pescoço e torcia-o!
- O gajo tira sempre a nota máxima a tudo, faz actividades extracurricular, lidera o jornal, é presidente da associação de estudantes e montes de coisas! Ele devia era foder de vez em quando! – gargalhou. Eu simplesmente odiava a gargalhada dele. Ele tinha apanhado um jeito terrível que sempre que gargalhava saia o som de um porco a roncar.
Chris era lindo e essas coisas, mas eu não cairia na dele, não de novo. Eu sabia bem o que ele era. Eu como uma parva queria que a minha primeira vez fosse com um rapaz especial, e pensei que era com Chris. Ele levou-me para um quarto barato e a coisa durou 5 minutos, com ele a ser o único a ter prazer. Não me iria humilhar mais. Foi aí que vi quem ele realmente era, mas a desilusão nem foi tão grande assim. Nem uma lágrima verti por ele. Simplesmente foi seguir em frente. Combinamos dar uns beijitos em público, pousar para a foto e quando ele saísse do colégio nunca mais olhávamos um para o outro.
Não tinha a mínima expectativa que tinha dele. Eu sabia que ele costumava levar outras gajas para a cama – melhor para o carro. Era sempre no carro. Vá, comigo ainda pagou um quarto num motel a cair aos bocados - eu só tinha era pena delas. Eu namorava com ele porque ele era o popular e foi por ele que me enquadrei por ali. Ele namorava comigo porque era a mais bonita e cobiçada, e ficava sempre bem ao capitão namorar a rapariga que todos queriam.
Era um namoro de interesses. Dava-mos uns beijinhos em público, combinávamos umas saídas com o pessoal e era isso.
Quando ele tinha vontade, levava umas gajas para o carro dele e pronto. Eu preferia assim sinceramente, já tinha a minha parte ao ter que aturar os roncos dele!



Em casa, e comecei a ver revistas de moda para saber as novas tendências, afinal eu tinha de manter o estatuto que sempre tive!
Vaidosa, eu?
MUITO!
Quando acabei com a revista, andava a ver canais e parei quando vi Ryan Donavan num programa.
Falava de coisas de política, do que achava das opções do pai dele e da economia mundial e coisas que eu não percebia. A mulher falava para ele sempre a elogia-lo a dizer que ele era um exemplo para os jovens de hoje e não sei mais o quê. Pft, típico.
Ele é tão se.can.te!
- OMG! – gritei quando a ideia me ocorreu.
Se Ryan Donavan me ajudasse eu sem dúvida iria tirar boas notas! Pelo menos o suficiente para passar de ano e sossegar a minha mãe – actualmente uma megera sem coração!
Comecei a andar de um lado para o outro a pensar nisso.
-Não… - murmurei para mim – Não vai dar certo. Nos os dois só discutimos e para ele faz uma previsão do meu futuro, nada agradável pela opinião dele… - comecei a roer as unhas mas parei logo ao lembrar que ontem tinha perdido uma hora a arranjar as unhas e deixa-las impecáveis – E eu não ia conseguir estar a ouvi-lo… A olhar para aquele rosto… Íamo-nos matar um ao outro… Ele nem me iria ajudar e depois só gozava por lhe pedir ajuda… nah… Mas ele é o melhor… Bolas! Tem que haver outra opção… Esquece Caroline.
Á noite a minha mãe pressionou-me de novo na hora do jantar. Passei a noite a pensar nos prós e nos contras da minha ideia, e acabei por decidir pensar melhor sobre a ideia de pedir explicações ao Ryan quando recebi o teste de físico-química e tinha tirado 0. Afinal seria tudo profissional, eu pagaria pelas explicações. Seria como se contratasse outra pessoa qualquer…
A noite a minha mãe tirara-me o carro (ok, ele era uma porcaria mas era o meu meio de transporte! E ela não se importava como eu ia para a escola!? Que tipo de mão faz isso á própria filha!? Ia a pé agora?) a minha mãe tinha-se passado completamente, ao ver a nota de físico-química ainda ouvia “Zero? Tiras-te ZERO? Admira-me teres escrito o teu nome direito! Caroline, estamos a falar de zero! Como não acertas nem uma única coisa, minha filha? Sem carro! Que Deus me perdoe, mas eu não merecia uma filha assim! Com um cérebro do tamanho de uma ervilha! Deus do céu Caroline, zero?! Zero?! ZERO!?” e continuou por aí, sempre á volta disso.
Eu também não gostava de ser humilhada! Ok, foi um zero, mas eu já tinha tirado alguns, não era como se fosse o primeiro, não percebia qual o stress!
O stress era que agora não tinha carro, esse era o stress.
E tive de ir a pé para a escola, com motoristas de camiões a gritarem obscenidades.
E um engraçadinho parou o carro para meter conversa.
- Olá lindona! – ignorei o feioso.
- Onde é que foste buscar tanta beleza? – olhei-o enfadado.
-Se calhar alguém deu-me a tua parte!

Por mais que eu odiasse, por mais que me torcesse a barriga só de pensar em pedir ajuda aquele imbecil, eu tinha. Não podia chumbar e só ele me podia ajudar.
Andei o dia todo a ver se apanhava o Ryan sozinho (assim não haveria testemunhas), mas ele andava sempre com cromos e não ia falar com ele assim. Eu ainda me estava a mentalizar que tinha de lhe ir pedir ajuda! Eu teria de engolir o orgulho e ir ter com o nerd pedir explicações!
Não queria ser vista com ele, ia denegrir completamente a minha imagem!
Então, decidi esperar pelo final das aulas. Ryan era sempre o primeiro a chegar ao colégio e o ultimo a sair. Ele sempre ia para a biblioteca então era lá que eu ia falar com ele. Provavelmente para ouvir um não, mas tinha que tentar.
Então, lá estava eu a andar sorrateiramente até a biblioteca, pensando em desistir.
- Que se foda! – sussurrei – Já estou por tudo...



Então encontrei Ryan num corredor á procura de um livro.
Respirei fundo e caminhei para ele. Tossi discretamente.
Ele olhou o inconveniente e ergueu a sobrancelha ao me ver. Tenho certeza que era a última pessoa que ele pensaria que era.
- Caroline Evan, perdida? Aqui é a biblioteca. – ironizou.
Corei e engoli a resposta que lhe queria dar.
- Eu sei Ryan Donavan. – ele pegou no livro e olhou-me com o tipo olhar arrogante de “então?”. E pela primeira vez reparei que detrás dos óculos com grande armação preta ele tinha uns impressionantes olhos verdes que me fazia lembrar a cor da relva, ou musgo num dia de orvalho. – Eu queria falar contigo… - acrescentei.
Ele olhou-me ainda mais surpreso.
- Penso que não temos nada em comum. Estou curioso sobre o que queres conversar. Talvez estejas em nome do clube de esgrima?
- Não. - Suspirei – Seria a ultima que mandariam, até porque tive de sair… – a minha mãe tinha-me proibido. Revirei os olhos – Quero falar contigo, nada a ver com a associação de estudantes.
- Então, algum recado do namoradinho? – perguntou zombeteiro.
- Vais ouvir ou não? – já ponderava ir embora – É importante!
- Diz lá.
- Eu – respirei fundo – Eu queria – voltei a puxar o ar e despejei o resto rápido – a tua ajuda!
Ele ficou chocado, abriu a boca ligeiramente mas rápido se controlou.
- Para…
- Nos estudos. Preciso que me ajudes nos estudos. É que vou chumbar e não posso mesmo. E não há ninguém capaz de me ajudar a passar de ano na situação em que estou. Ninguém, excepto o crânio dos EUA, o jovem grande líder do amanha! – reparei que já estava a ironizar e mudei de táctica – É importante.
- Acredito, para estares a pedir ajuda para mim… - ironizou ele – A cabeça de vento da Evan preocupada com a sua situação escolar! – engoli a resposta e deixei-o divertir-se – Não sei porque te deveria ajudar.
- Eu obviamente vou pagar as explicações…
- Achas que preciso de dinheiro? Que iria perder tempo a tentar fazer uma cabeça oca como tu aprender em troca de uns dólares? Tenho mais que fazer Evan.
Só me apetecia dar-lhe um murro, mas sorri um tanto enervada.
- Podia arranjar-te convites para festas…
Ele olhou-me atentamente e depois sorriu.
Não gostei daquele sorriso. Não mesmo. Mas pela primeira vez reparei que ele já não usava aparelho nos dentes, e na verdade tinha um sorriso lindo. Abanei a cabeça para clarear as ideias.
- Se te ajudar, é para te empenhares a serio? Se não o fizeres não vale a pena.
- Prometo! – sorri toda entusiasmada já. Se alguém me faria passar de ano, essa pessoa seria Ryan. - Estudamos em algum sítio secreto, porque não seria bom verem-nos juntos já imaginas-te? O meu grupo ia ficar parvo e o teu iria ficar escandalizado por te dares comigo. Tratamos isto de forma confidencial e absolutamente profissional e…
- Com uma condição. – interrompeu-me.
- Hã?
- Ajudo-te com uma condição. – sorriu e encostou-se á estante de livros.
- Que… condição? – medo.
- Simples. Sem isso nada feito. Podes chumbar á vontade que nem quero saber.
- Qual?! Diz logo!
- Que sejas minha namorada.
OH
MEU
DEUS!

Então minha gente, que tal?
Ai que eu estou ansiosa pelas reacções xD O.o
É que eu nunca postei uma comédia romântica…
E não sei se passou a comedia, se dava para arrancar risos vossos – é o meu objectivo, afinal já precisávamos de coisas animadas xD Uma comedia romântica eu achava que era o ideal – mas eu não sei se passou a comedia, porque o que eu acho engraçado, pode não ser o que vocês acham engraçado, depende muito do sentido de humor das pessoas.
Comentem que é para saber se vale a pena postar mais, se ficar um nojo, deixamos para lá e prontoSSSSS xD
Bem cá fico á espera dos coment’s! Partes favoritas – OMG se desiludi – tenho imenso receio que não responda ás vossas expectativas =P – vocês já sabem o que a casa gasta ;)

Beijinhos grandes, e já sabem… COMENTEM!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Prefácio de Quase Sem Querer


Olá! :)


Hoje trago uma surpresa! xD

Então, a ideia ocorreu assim de repente e eu não sosseguei enquanto não a passasse para o papel.
A história já estava praticamente escrita, no outro dia andava a ver as historias que tinha escrito (não posto tudo no blog rsrsrs) e lembrei-me desta. Faltava mesmo pouco para o final (eu realmente pensava que já a tinha terminado e quando vi que não, não deu para resistir) e eu comecei a escrever nela de novo.
A História está praticamente terminada, só falta mesmo uns ajustes. É pequenina, vai ter uns 4 capítulos por aí.
Eu tenho bastante histórias assim por aqui, mas esta eu gosto particularmente! =) Então, se quiserem, posto pelo blog! – eu sei que nem sempre dá para andarem pela net a ler histórias. Então se tiver leitores interessados em ler eu posto. Então deixem coment para eu saber! ;)
Risadas são garantidas! xD Eu pelo menos ao escrever ri-me tanto, estava mesmo a precisar! xD

Vocês leram Romances meus (sim, têm comédia e drama pelo meio, mas são romances). Esta é uma comédia romântica - um novo registo que vou postar no blog.
Fica aqui o prefácio…


Quase Sem Querer




Caroline era a rapariga mais linda de todo Miami, o mundo aos seus pés!
Dona de uma beleza excepcional, também era dona de uma estupidez incomparável.
Então tudo mudou quando a sua mãe toma uma atitude rígida quando percebe que Caroline perderá o ano. De novo!
As notas extremamente baixas têm de subir, e as saídas acabaram-se.
Só uma solução desesperada podia ajudar Caroline.
Explicações com o Nerd, mais Nerd de todo o Universo.
Sim, ela teve que pedir ajuda a Ryan Donavan.
E ele só aceitava ajuda-la com uma simples e insignificante condição …
Ela… Tinha de ser…
A SUA NAMORADA!


Uma comédia Românica....






P.S-> E o novo visual? – Ainda não está como quero, mas com o tempo eu faço isso. xD – Mas preferem este, ou o antigo – eu estava tão farta do outro! =O Além disso, era no mínimo medonho!
Gostaram das capas que fiz?

Beijinhos! =*




quinta-feira, 25 de novembro de 2010

7º Capitulo – Obsessão

Olá! =)
Este capitulo vai para todos!
Todos merecem! xD

Beijinhos e divirtam-se! =)




Ponto de vista de Alexander



Larguei Nicholaa na entrada do castelo e com o porte orgulhoso que sempre tive virei-lhe costas e caminhei lentamente para o meu quarto. Cruzei-me com alguns súbditos que baixavam a cabeça como sinal de respeito, e podia ver a duvida deles no olhar. Estaria o Rei Alexander realmente de volta?
Caminhei em velocidade mais lenta que humanos, sem qualquer expressão no rosto.
Até que entrei no meu piso. Até que o aroma dela se sentia no ar. Rugi desesperado, agradecido por tudo ser á prova de som, agradecido por ninguém me ver em queda de novo.
De novo e de novo.
As pernas falhavam-me ligeiramente, sentia vertigens.
Ela foi-se. Para sempre.
Nunca mais a ia ver.
E essa era a simples razão por chorar como um bebé imundo e humano.
Eu era um falhado.
Tinha raiva dela, raiva de mim.
Abri a porta do quarto dela, fechei os olhos e inalei o seu aroma. Sentia cortes dentre de mim, navalhas que me cortavam e mutilavam. Lágrimas caiam pelo meu rosto, lembranças invadiram a minha mente.
Ela ali deitada, comigo.
Amava-a.
E ela mentia-me. Enganava-me. A mim! Que tanto fiz por ela. O que rai ela podia querer mais?
Eu na verdade não a conhecia. Eu amava uma miragem, uma mentira degradante que tinha como objectivo fazer-me cair.
Corri asostado do quarto dela, era um covarde.
Assim que entrei no meu quarto, onde passei horas amargurado ansiando por ela, desejando-a!
Desatei a partir tudo, moveis voavam, esmurrava a parede, numa fúria cega, num desespero ridículo! Como eu fiquei assim? Como me resumi a esta merda?
Cansado, não fisicamente, mas cansado de tudo desabei no chão e dei vazão ás lágrimas furiosas que não melhoravam nada. Só conseguia tremer como se estivesse a morrer de frio, enroscado numa bola no chão do quarto destruído.
Eu tinha raiva. Raiva dela.
Mas principalmente, raiva de mim.
O que mais me enojava, era que apesar de ela ser uma miragem, uma maçã envenenada eu ainda ansiava por ela. Ainda a queria.
A minha vontade, era correr para ela e abraça-la, afundar o rosto no seu pescoço e senti-la quente e frágil nos meus braços. Sentir a sua respiração quente.
Senti-la comigo.
Eu era tão patético. Depois de tudo, eu tinha de me controlar, de segurar-me a algum orgulho para não a trazer de volta para mim, depois de tudo! Mesmo sabendo que ela era uma vádia mentirosa, uma prostituta barata que me traíra eu ainda a queria.
Queria-a.
A paixão insana que sentia por ela tornava-me fraco, um ser deprimente e sem orgulho próprio.
Cravei os meus dentes num punho fechado e tugi desesperado.
Eu não a podia ter. Não podia.
Parecia um humano dependente de drogas, em abstinência.
Ela começou a chamar por mim, aos tropeções levantei-me e olhei pela janela.
Lá estava ela, a minha beleza particular, todo o meu mundo. Tudo destruído.
Chovia, e ela chamava por mim.
E eu tinha que me segurar para não ir lá, porque eu queria! Depois de tudo eu ainda pensava em ficar com ela!
Porra!
O meu corpo escorregou pela parede, e apoiei a cabeça nas mãos, enquanto atravessava o inferno.
Então, percebi que ela se levantava e ia embora.
Controlei-me para não a ir buscar e prende-la a mim para sempre.
Nikka partia para sempre, e apesar de ser a minha morte, tinha que ser assim.


O tempo passava, e cada segundo parecia um milénio para mim. Não tinha descanso. Fechava os olhos e via o seu rosto, ouvia a sua voz. Sentia o seu cheiro, lembrava-me da suavidade da sua pele, lembrava-me do que sentia ao colar os meus lábios aos dela.
Em algum momento tinha ido ao quarto dela, e pegado numa camisola dela, e como um maníaco estava deitado no chão do meu quarto enroscado e com a sua camisola no meu rosto. Desesperado por ela. Só implorando para a obsessão terminar.
Não fazia ideia que dia era, estava perdido no tempo. Não sabia como o meu reino estava, não sabia de nada e não queria saber. Queria morrer.
Ainda não percebia como ela me fez aquilo. Primeiro eu tinha-me rebaixado perante o meu reino ao amar, ainda mais uma humana. Fui alvo de chacota, eu que sempre liderei e implantei o terror á minha volta. Tornara-me fraco.
Depois transformei-a e mais uma vez fui humilhado por ela, com a sua constante rejeição.
Quebrei regras inquebráveis por ela!
E depois o ultimo golpe. Todos pensavam que era uma anedota., Alexander King, o inalcançável rei tinha sido atraiçoado mesmo debaixo do seu teto, e ainda assim não conseguira matar a traidora.
E eu estava louco. Umas vezes louco pela raiva que me fazia atacar todos que se cruzavam comigo, outras tremia de dor e chorava como um bebé, depois queria ir procura-la e acabar com o meu sofrimento. E voltava ao inicio, ficava raivoso para depois chorar de saudades e pela traição, para depois querer ir encontra-la. Tudo de novo e de novo num circulo sem fim.
Agoniava, rugia, e não sabia como ainda me mantinha em pé. Como aguentava o passar dos dias, das semanas que me enlouqueciam e fazia co m que batesse com a cabeça nas paredes, desesperado.
Ela tinha matado Alexander King. Quando a coloquei para fora, quando descobri quem ela realmente era, algo em mim morreu.
Ela salvara-me quando me seduziu com aquele jeito doce e tímido, com as bochechas coradas e planos mirabolantes e língua afiada, fez-me sentir aparvalhado e louco da cabeça, só pensando nela. Fez algo renascer em mim, em pouco tempo fiquei apaixonado por ela de tal forma que não existiam palavras para isso.
E depois, ela profanou-me.
Retirou o que eu julgava ser a única coisa de divino em mim. Tirou o amor que aprendi a sentir, sai do meu mundo!
Ela dizia que eu a tinha Profanado, que tinha tirado o melhor dela. Gargalhei. O plano era mesmo eu ter feito isso, tudo meticulosamente pensado.
E fora ela que no fim me Profanara. Desde o inicio tinha isso como objectivo, profanar o meu trono, e acabou por profanar a minha existência, condenando-me a ser nem uma sombra do que era.
Ouvi a porta do meu quarto ranger para se abrir.
- SAI! – rugi com ódio – SAI ALAIN ANTES QUE ARRANQUE AS TUAS ENTRANHAS! EU ORDENEI QUE NÃO VOLTASSES A PISAR AQUI!
Alain já tentara antes chamar-me á razão, mas eu não conseguia ouvir, até o tinha atacado e quase morto. Parei ao ver que ele fugia do meu quarto e nem tive forças para correr atrás dele.
Ele tinha desrespeitado uma ordem mim! Levantei-me pronto a acabar com a raça dele, então estagnei.
- Que fazes aqui? – questionei raivoso.
Ela sorriu. Gargalhei.
Ela tirou-me a camisola das mãos e jogou-a longe, para depois ajoelhar-se aos meus pés.
- Deixe-me consola-lo Rei…
Olhei para os seus olhos negros, a sua boca carnuda e pintada de vermelho, a pele negra em contraste com os dentes brancos que exibiam um sorriso exuberante.
E eu só conseguia pensar numa pele branca como a lua, tão branca como a neve. Nuns olhos grandes e verdes-esmeraldas, numa boca avermelhada naturalmente e numas bochechas coradas.
- Não estou com disposição Kawit.
Ela levou as mãos para as minhas calças, tentado desapertar o botão.
Segurei a sua mão com força.
- Eu disse que não quero.
Ela ergueu-se e começou a tirar o top justo e escandaloso em tons de vermelho. Lançou-o para longe, fazendo os seus seios cheios saltarem e chamou-me com um dedo. Aquela beleza negra tinha estado na minha cama, mais vezes do que me podia lembrar. Ela era bela sim. Muito bela.
Apenas era suplantada pela beleza deslumbrante e irreal de Nicholaa. Aquela que fazia o meu sangue ferver, como mais ninguém conseguia.
Observei Kawit livrar-se da sai minúscula dourada e ficar nua, de saltos altos na minha frente.
Segurei fortemente os seus braços e joguei-a no chão. Observei o tom da sua pele e percebi que ao fitar aquele corpo exuberante só imaginava um corpo pequeno e esguio, branco como a pureza da neve.
Fechei os olhos e rugi.
Abri-os imediatamente, pois uns olhos verdes que sempre me assombravam estavam de volta.
Maias uma vez fitei Kawit que estava expectante ali no chão, á minha espera.
Então, comecei a tirar a minha camisa.





Ponto de vista de Nikka.


Eu precisava de perdão. De absolvição.
Caminhava sozinha por uma estrada qualquer, encharcada pela chuva e pelo sangue das minhas lágrimas. Não me lembrava bem de como tinha vindo aqui parar. Devia ter andado umas horas quando finalmente percebi que Alexander não viria atrás de mim.
Eu tinha perdido o seu amor, assim fácil.
De repente. Tal como o tinha ganho.
Preferia a morte. Sem duvida. Seria tão mais fácil…
E não porque estava sozinha, mas porque cada paço arrastado que dava era uma agonia permanente.
Nunca algo tinha doido assim. Nem sabia que tal dor existia.
Talvez por ser uma vampira e sentisse mais. Mas a dor era bem vinda. Eu merecia tudo aquilo. Simplesmente estava a colher aquilo que plantara.
Eu não merecia ter vivido, Alexander devia ter feito comigo o que fez com Joanne. Seria rápido.
Assim a dor era arrastada.
Doía-a de mais estar sem ele. E eu ainda não tinha recuperado todo o sentimento antes tinha por ele, ainda não o amava.
E já estava a morrer aos poucos.
Nem queria tentar acabar com o que sentia por ele, sentimentos confusos eu nem sabia dar nome.
Sentia-me cruel, muito mais do que quando matei aqueles alimentadores. Eu tinha ferido o meu Alex. Porque ele era meu!
Eu queria morrer de bom grado, mas eu tinha medo de acabar com a minha própria existência.
Não tinha medo da verdadeira morte. Não era isso.
Tinha medo que algum dia ele percebesse que ainda me queria, que percebesse que não éramos nada um sem o outro, por mais problemas que tivéssemos.
Se ele me procurasse , mesmo que fosse apenas por desejo ou até para me castigar, qualquer coisa, eu teria de lutar para mostrar a verdade, a verdade era que ambos erramos mas não podíamos existir um sem o outro. Se eu morresse não poderia esperar por ele.
Então, tinha que sofrer, receber a minha pena, dar paços arrastados até um futuro reencontro.
Mas doía tanto!
Eu estava tão arrependida, embora tarde – demasiado tarde – eu tinha percebido.
Sabia que demoraria muito, talvez anos para ele me procurar. Talvez séculos. O tempo para ele não tinha significado, já era imortal á tanto tempo… Se eu o queria, tinha que me aguentar e esperar que algum dia ele me pudesse perdoar.
Não podia pensar noutras coisas.
Eu sabia que estava fraca de mais, sentia a cabeça a latejar, o corpo a entrar em choque. Estava a ter uma crise. A minha mente trabalhava a mil, com pensamentos nojentos que envolviam uma Kawit a tentar ocupar o meu lugar.
Então, caminhei para a floresta, mesmo sendo de dia e tentei dormir. Não resultou.
Mas a dor física foi na verdade libertadora, ajudava na dor da perda.
Soltei ruídos, gemidos, chamei o nome dele. Lembrei-me dele.
E quando dois dias se passaram, pelo numero de vezes que vi o por do sol, penso que foram dois dias. Mas não estava segura, não tinha certeza.
Só sabia que cada vez doía mais estar longe dele.
E então, então senti fome.
Os meus instintos fizeram-me enrijecer, alerta á procura de alguma coisa que me alimentasse.
A ultima vez que me alimentei foi dois dias antes de o Alexander me expulsar. Engoli em seco com a lembrança. Agora que saia da crise, a fome atacava-me sem piedade.
Era uma recém-nascida, todo o meu corpo ficava em frenesim pelo sangue. E o que faria?
Costumava-me alimentar por bolsas de sangue que Alonzo me dava, mas e agora?
Teria de caçar algum humano?
Eu queria.
Eu tinha medo.
Voltei para a estrada e caminhei naquele lugar deserto. Não sabia o que fazer, estava sem documentos, sem nada!
E tinha fome.



Eu nunca podia chegar a ter fome, tinha sempre cuidado para me alimentar antes. Mas agora eu não tinha as bolsas de sangue, tinha que matar algum humano e estava petrificada de medo.
Umas luzes de carro apareceram ao longe. Uma carrinha na verdade, azul escura.
A carrinha parou e saiu de lá um homem, devia ter uns 33 anos á volta disso. Vestia roupa de empresário. Alto, moreno, e olhava-me preocupado. Falou alguma coisa, não percebi a língua.
- Só falo inglês. – informei baixinho.
- Meu deus, estás a sangrar! – Dominou completamente a minha língua, apenas tinha um sotaque. Abriu o casaco e tirou de lá um lenço e começou a limpar o rasto das minhas lágrimas vermelhas. Fechei os olhos e senti o cheiro dele. Um cheiro que me fazia salivar. Respirei fundo. Péssima ideia. – És tão linda! – soltou um grito de surpresa.
- Obrigada. – respondi mecanicamente e percebi que a minha voz o atraia. O seu coração batia acelerado pela minha presença. E por mais que ele me desejasse, me apreciasse como todos os humanos e vampiros, ele não se aproveitou. Pelo contrario, tirou o seu casaco e colocou nos meus ombros. – Estás toda molhada e a arder de febre! – disse assustado. – Deves estar cheia de frio!
- Não. – olhei nos seus olhos verde musgo - Eu não tenho frio, nunca tenho.
- Estás com febre, tenho de te levar a um hospital…
- Não tenho febre. – aproximei-me dele, e ele deu um passo para trás – Sou naturalmente quente.
Ele soltou um risinho, pensando que estava a seduzi-lo. Eu queria-o, mas não dessa maneira. Alías, eu já podia imaginar como seria morder o seu pescoço.
- Está bem menina, és muito linda mas muito novinha. Vá, porque estás aqui sozinha?
Deu de ombros e fitei o seu pescoço.
- Alexander expulsou-me.
- Vá, tenho a certeza que o teu namorado assim que perceber que estás no hospital vem atrás de ti! – tentou animar-me – Anda, podes confiar. Levo-te ao hospital, alias… - tirou um telemóvel topo de gama do bolso – Liga para ele!
- Não posso…
- Olha, tens mesmo de ir a um hospital, não te posso deixar aqui sozinha…
- Eu estou sozinha - murmurei – Como te chamas?
- Eriko. E tu?
- Nicholaa ou podes chamar-me por Nikka… - tentava arrastar o inevitável, mas não podia aguentar muito tempo. Numa ultima tentativa disse: - É melhor ires Eriko. Eu fico bem. Vai. Vai.
- Não te posso deixar assim… - aproximou-se de mim e colocou uma mecha molhada do meu cabelo atrás da minha orelha totalmente deslumbrado – És muito linda…
-Obrigada de novo. – aproximei-me do seu rosto e encarei os seus olhos dilatados.
Ele tossiu embaraçado, murmurando algo como podia ter idade para ser filha dele e que não devia sentir coisas dessas, que devia ter juízo.
- Eriko – triste coloquei uma mão no seu pescoço e aproximei-me mais, sentindo o sangue dele correr, ouvindo cada pulsação do seu coração – Pareces ser uma óptima pessoa. – cheirei o seu pescoço, fazendo o seu corpo tremer – Desculpa. – beijei o seu pescoço, sentindo as minhas presas alongarem.
- Porque? – ofegou enquanto as suas mãos trementes percorriam as minhas costas.
- Por acabar com a tua vida. – e mordi-o.
Ele soltou um pequeno grito e enquanto delirante bebia o seu sangue grosso e forte o corpo dele enfraquecia, fazendo-me sentar no chão e agarra-lo forte, como um animal que se preocupa com a presa que pode escapar. O sangue dele era tão rico, iria manter-me saciada por uns 3 dias. E embora estivesse absolutamente num frenesim para beber até a ultima gota, sentia um pesar imenso. Especialmente quando ele sussurrou totalmente fraco:
- Pelo menos morro nas mãos de um anjo…
- Não sou um anjo. Sou um monstro. – murmurei sem nunca parar de o morder.
E quando o seu corpo deu o ultimo espasmo, afastei-me e limpei os lábios. E o remorso vinha.
Eriko era bom, e eu suguei a vida dele, como se o mundo não precisasse de pessoas como ele.
E agora o que faria com o corpo? Não queria deixa-lo ali, assim… Mas, tinha de ser. Pensariam que foi um animal que o atacara e bebera o seu sangue, algum tipo de animal louco. E teriam razão.
Ele deichou o carro ligado e eu entrei, respirei fundo e liguei o carro. Parei um momento, com os pensamentos a mil, ponderando para onde devia ir. O que deveria fazer.
Então, tomei atenção e ouvi uma respiração. Alarmada olhei para trás.
NÃO!
Estava uma criança no banco de trás, numa cadeira e dormia tranquilamente. E eu tinha matado o seu pai! Tapei a boca horrorizada!
Oh meu deus, o que fizeste?
Fiquei a encarar a menina por uns 20 minutos, sem saber o que fazer. E só pensava que a sorte da pobre criança era que o sangue de o seu pai me tinha saciado, se não…
Então a menina acordou e olhou-me ensonada. E depois alarmada. E começou a fazer perguntas.
- Prointo, não chores… Vai ficar tudo bem…
- Quem +és tu? – a menina começou a falar perfeitamente em inglês – Onde está o meu pai?
- Falas inglês?
- A minha mãe era de Inglaterra… - respondeu assustada – O meu pai?
- Ele… Ele teve uns negócios, e pediu-me para te levar a casa… Sou, a tua babá!
- Mas… - estranhou, muito desconfiada – Nos vamos visitar a minha madrinha…
- Pois! Eu vou levar-te á tua madrinha! Ah… Só que eu perdi-me… Mas não tenhas medo… Achas que tenho cara de fazer mal a alguém? – olhei-a tentando ser charmosa, parecendo um anjo em quem ela poderia confiar.
- Não! – soltou um risinho, também deslumbrada – És tão bonita…
- Obrigada. – liguei o carro, ainda sem saber o que faria com a miúda. Só não a queria assustar nem traumatizar. Ela não podia saber quem eu era, ou teria de a matar. Ela não podia ver o pai.
Arranquei e segui a estrada, tremia ligeiramente.
- Estás toda molhada! – riu – O que foste fazer lá fora?
- Ah… Fui ligar ao teu pai… Não sei o caminho… - engoli em seco – O Eriko não atendeu…
- Eu acho que tens de andar sempre em frente, até aparecer a aldeia… - olhou pela janela e animada completou – Não falta muito! Lembro-me da outra vez ter visto ali aquela casa de caçadores!
- Hum… como te chamas?
- Rachel. Como a minha mãe. – eu tinha morto um pai e um marido.
- E a tua mãe está com a tua madrinha?
- Não. – disse triste – Morreu quando eu nasci.
Sufoquei um gemido e as lágrimas. Eu tinha matado o único pai daquela menina que deveria ter apenas 7 anos.
- A minha mãe também morreu. Quando tinha 5 anos. Sei que é difícil.
- Mas o pai toma bem conta de mim! – sorriu, mostrando os dentes que nasciam novos.
Não tomaria mais.
- Desculpa Rachel.
-Porque?
- Tens o cabelo parecido com o meu. – mudei de assunto, ainda totalmente transtornada.
- Oh, o teu é mais bonito! – riu alegremente – Não gosto do meu é quase como se diz… da cor dos limões!
- Loiro. Diz-se loiro… ham… Devias gostar. As loiras arruivadas são mais bonitas que as ruivas! – ri tentando animar o ambiente – Vais ver que vais ser muito bonita quando fores crescida!
- Como tu?
- Mais ainda!
- Uau!
- Oh! Estamos a chegar, olha! – apontou para umas casas que apareciam lá ao fundo
Soltei um gemido de alivio. Conduzi até lá, com a Rachel sempre a falar e nervosa estacionei a carrinha em frente á casa que ela indicou. Saí e abri a porta dela ajudando-a a se libertar dos cintos que a prendiam.
Ela saltitou para fora e disse para batermos á porta logo, para ir para a lareira que estava toda molhada.
- Rachel – abaixei-me e apertei os ombros da menina – Ouve, bates á porta e entras na frente, eu vou estacionar, está bem?
- Sim! – sorriu desdentada. Fechei os olhos e dei-lhe um rápido abraço, não podendo prolongar o contacto pois podia sentir fome.
- Desculpa.
- Estás sempre a dizer isso! – riu de mim – Está bem, eu desculpo! – deu um risinho.
- Lamento tanto miúda… Vai, vai lá para dentro – entrei na carrinha e vi ela saltitar para bater á porta.
Arranquei rápido dali. Lágrimas escorriam pelo meu rosto.
- Oh Alexander, preciso tanto de ti…
Eu queria o seu abraço, a sua protecção. O amor dele!
Mas estava sozinha, e não sabia o que fazer. Tinha matado um homem bom, tinha deixado uma menina adorável órfã.


Então, gostaram?
Desculpem só ter saído hoje, mas só deu mesmo agora!
Curiosa para saber o que acharam!
A 1 musica é uma das minhas musicas preferidas de sempre! Acho linda o.O dos bom jovi, se tiver que escolher uma talvez arrisque e diga que Bed Of Roses é a minha preferida! xD
O que acham que vai acontecer agora? =O
A Nikka trincou um humano ;)
E o Alex, tadinho… =S
E a Kawitt? =O OMG!
Lol

Muito obrigada a todos que comentaram o ultimo posto e me perceberam, a quem falou no chat e quem enviou e-mail! Obrigada queridas! E é verdade, eu sou fã de Harry Potter xD Já vi que aqui tem muitos fãs dele tambem! Quando virem o filme, digam-me o que acharam! =)

Beijinhos grandes! Comentem! :)

=*