Desculpem ainda não ter respondido aos coments da outra história, mas tentarei responder amanha ou na segunda. Ando que nem louca! xD
Então decidi postar o capitulo primeiro, pois sabia que já estavam curiosos pelas novidades de profanação! E não, calma que eu não desisti desta ;)
Espero que gostem.
O capitulo vai para a Mo- que comentou o prefacio de profanação – ainda não sei se já chegas-te a este capitulo, mas é uma maneira de te dar as boas vidas – acho que é leitora nova :) – nbem vinda Mo! Diverte-te por aqui :) Obrigada por comentares, por gostares da minha escrita e por gostares desta história :D
Boa leitura! :D
Deixo um presente lindo que a Andreia me fez – tipo, ela faz sempre coisas lindas, então qual a novidade? A rapariga tem talento ;)
Obrigada Andreia! Está lindo, eu amei! – já falamos disso x)
E então, está perfeito para os acontecimentos actuais ;^)
^Esta lindo ou não está? O.o
Vida ou morte?
Humana, ou vampira?
Estive alguma vez tão viva, como quando me tornei imortal? Tão viva como quando estava morta?
Nunca senti como na morte. As emoções em abolição, os pensamentos a mil, força e desejos.
Então, estava mesmo morta? Ou na vida, tal como todos os humanos não vivia a 100%, não vivia realmente?
Quando me tornei vampira, fiz porcarias, mas vivia. Fiz loucuras, mas de uma coisa estava certa. Eu estava viva. Tinha de estar. Se estivesse morta, não sentiria tanto.
Não importava. Eu continuava a ser a Nikka. A mesma imbecil e estúpida.
Sempre á procura de respostas, que não importavam para nada.
Eu era tão criança. Tão imatura.
O que importava era que não estava pronta para Alexander. Nunca estive.
Era uma criança, estúpida. Ainda sou.
Ele tem mais de 5500 anos. Como podia comparar a minha mísera existência com a dele? A minha realidade com a dele?
Eu fiz julgamentos, nunca tentei compreende-lo. E ele em troca sempre esteve lá, á maneira dele, mas nunca me falhou.
Eu sim, falhei uma e outra vez. Era tão ridícula. Preocupada comigo, com as minhas coisas patéticas.
Alexander fez o melhor em se manter afastado de mim.
Penso que tinha crescido um pouco. Deixado de ser tão volátil. Ainda seguia louca da cabeça, mas tinha a capacidade de avaliar as coisas, sem ver apenas pelos meus olhos, sem olhar apenas para o meu umbigo.
Fui transformada em Agosto de 2010 com 17 anos, dois meses antes de completar os 18 anos. Em Março de 2011, fui obrigada a crescer.
Fui expulsa do castelo pelo meu criador sem nada além da roupa que levava no corpo. E realmente aquilo foi uma pena muito leve.
Estava em Maio de 2012. Fazia 1 ano e 2 meses que tive que me virar sozinha.
E eu realmente me consegui aguentar, dentro do razoável. Não voltei e implorei perdão a Alexander. Aliás, já não o via desde que me expulsou. O que não significa que não pense nele um único dia.
Depois de ter deixado uma menina órfã, atirei o carro por uma ravina a 5000 quilómetros do “local do crime”e embrenhei-me numa floresta completamente assustada. Praticamente vivi lá por 3 semanas. Dormia em grutas, pois era venerável de mais. Estava decadente.
Saia apenas para me alimentar quando passava algum carro e depois me embrenhava na floresta mais e mais.
Estava transtornada e não pensava nos meus actos. Eu tinha fome.
E não pensava.
Um dia pedi boleia a uma camionista que me levou até a perto da fronteira com a Ucrânia. Não me consegui comunicar com ela, mas apercebi-me que ela acreditou que era uma rapariga que tinha sido desviada para redes de prostituição. Então ajudou-me a fugir e escondeu-me no camião. Depois deixou-me na casa de uns conhecidos dela que me deram roupas para vestir e deixar aquelas que se tornaram trapos.
Havia lá um jovem militar, que se apaixonou por mim e um dia deu-me de comentos falsos e uma passagem para fugir para Itália. Ele dizia que iria ter comigo, pelo menos foi o que consegui perceber das palavras que tentava pronunciar em inglês.
Cheguei a Itália, e não sabia o que fazer. Não fui para a morada que o militar me deu, obviamente.
Guardei na mente a morada daqueles que me ajudaram, a família do militar. E o militar que utilizou todas as economias para os novos documentos e a passagem de avião. Eu não me iria esquece r que lhes estava em divida.
Em Itália fiquei nas ruas por umas 2 semanas alimentei-me pouco, pois podia dar nas vistas.
Era a lei da sobrevivência, eu tinha de sobreviver e eu tinha de matar.
Um dia, um Italiano encontrou-me nas ruas, e levou-me para o apartamento dele. Ele falava fluentemente Inglês, e resumindo queria serviços de prostituta. Amarrei-o a uma cadeira, e saquei a combinação dos códigos do cofre dele. Roubei o dinheiro que tinha – que depois de ter trocado num banco descobri não ser pouco – e umas jóias que vendi e valeram bastante.
Comprei um bilhete de avião disponível para o próximo voou para Inglaterra.
Inglaterra porque era o mais próximo á minha cultura. Não poderia pisar nos EUA pois não cairia na tentação de me aproximar da minha família. Não podia, por mais que desejasse.
Então, aluguei um quarto numa pensão algures por Londres e por lá fique.
Mudava-me de pensão, ou cidade constantemente. Agora estava de novo em Londres. Á três meses trabalhava numa empresa que servia a comida em casamentos, ou jantares de ricos e coisas assim. Tinha de ganhar dinheiro para o aluguer de um apartamento super pequeno que servia perfeitamente para mim e não tinha despeças com alimentação. Tinha conta da luz, agua, e o aluguer.
O dinheiro roubado tinha acabado, e eu já não estava tão descontrolada e podia mover-me mais pela multidão sem tremer de vontade de matar alguém.
Eu matava uma vez por semana. Era necessário. Não sabia quem eram, se eram pobres, ricos, bons ou maus.
Não podia dar-me a esse luxo, tinha de desligar a mente e fazer o que tinha de fazer. Era um vampiro, e vampiro bebe sangue humano.
Eu não era como Alexander que caçava por prazer, e apesar de com a sua idade só precisar de umas gotas, adorava a caçada, o medo.
Eu não tinha esse prazer, não apreciava incutir o medo. Não gostava de acabar com vidas.
Caçava porque tinha de ser. Se pudesse deixar isso e voltar para as bolsas de sangue, faria o de bom grado e sem pensar duas vezes. Mas não podia.
Tinha que ver os olhos mortificados das pessoas enquanto acabava com a vida delas, virar costas e partir.
Era a lei do mais forte. O tigre caça corças, eu caçava humanos. Demorou, mas percebi que quanto mais lotava contra a minha natureza pior fazia. Ficava descontrolada e não tinha ninguém para me ajudar. Era a pária dos vampiros. Era lixo para todos eles, não podia procurar por alguém da minha espécie ou algo do género. Era só eu. Por minha conta.
Era uma jornada que tinha de fazer sozinha. Era a minha punição.
Despertei para um novo dia, igual aos outros. Era sempre a mesma coisa.
Fechei os olhos e suspirei enquanto me sentava na cama sem vontade nenhuma de continuar. O tempo arrastava-se demasiado. Cada dia parecia anos.
Levei uma mão ao lugar que devia ser dele, ao meu lado na cama. Alisei o lençol que naquele lado estava frio, mas devia estar quente com a temperatura explosiva dele. Levava-me das vezes que me abraçava a ele em humana e acordava ao seu lado, com os lábios dele a brincar nos meus e sussurrar que dormia como uma pedra.
Sorri e abri os olhos enquanto eles se enchiam de água.
Agora, eu podia afirmar. Amo-te Alexander.
Não sabia se era bom ter recuperado esse amor, que veio em ondas gigantes. Não era bom quando não o podia ter. Quando as ideias assentaram, aos poucos e poucos percebi que não valia a pena existir se ele não existisse. Ao menos mantinha a esperança de algum dia, quem sabe ele me perdoar, e então fazer as coisas certo.
Eu tinha tantas saudades dele…
Até do seu jeito autoritário, e do humor negro.
Até das frases cruéis dele, e a sua falta de humanidade.
Tinha saudades de Alexander.
Sempre me perguntava o que ele estava a fazer, com quem estava, o que pensava.
Se pensava em mim… Se… sentia a minha falta.
Uma oportunidade e eu não faria merda de novo.
Levantei-me e preparei-me para mais um dia de trabalho.
Ao final do dia, com o uniforme da empresa (calças vermelhas e camisa preta com o símbolo da empresa) servia a comida num jantar de aniversário de um idoso que completava 98 anos. Quando servi uma menina, parei e sorri triste para ela.
- Amo a fita do teu cabelo. É linda. – a fita que impedia os cabelos negros de cair no rosto, era tão parecida á cor dos olhos de Alexander. Cinzenta azulada.
- Obrigada! – respondeu entusiasmada dizendo que então ia usa-la todos os dias.
Enquanto atendia outros clientes, lembrei-me da ultima vez que falara com Alexander.
Foi antes de apanhar o avião para Inglaterra. Liguei-lhe para o telemóvel. Era o único número que sabia de cor. Não sabia se ele o tinha desligado, trocado ou outra coisa qualquer. Mesmo assim liguei.
“- Sim? – atendeu a voz que provocou um nó na garganta.
Não disse nada.
- Nikka?
- Como… - engoli em seco – Como sabias que era eu?
- Conheço o som da tua respiração.
Um nó no estômago.
- Como estás? – perguntou.
- Bem… E tu?
- Também. – odiava o tom frio dele.
- Eu.. – não sabia o que dizer.
- Onde estás?
- Não importa. – respirei fundo – Nem sei bem porque liguei… Eu só queria dizer olá.
- Mas estás bem? Estas sozinha e… Meteste-te em algum problema?
- Vou ficar. Alexander, eu lamento. – murmurei – Sei que não acreditas em mim, nem vale a pena. Mas lamento ter-te traído, Rei. Lamento ter-te traído, criador.
Silencio.
- Eu tenho que ir… - disse confusa – Não devia ter ligado. Não te chateio mais.
- É o melhor.
- Eu sei. – disse conformada.
- Não posso dizer para voltares.
- Eu sei! – ele sempre desconfiaria de todas as minhas acções - Não foi por isso que liguei. De verdade.
- Não sei porque ligas-te, mas não á volta a dar. Nada vai alterar, Nicholaa.
- Eu sei, Alexander. Só queria mesmo… não sei. – só queria ouvir a voz dele por algum tempo – Vou desligar. Adeus Alexander.
- Adeus. – e desligou.
Fiquei a ouvir algum tempo o som da chamada perdida, e depois pousei o telefone. Caminhei para entrar na porta de embarque”
Eu só fazia merda.
Quando acabei o trabalho, fui caçar. Odiava essas alturas.
Procurei um beco escuro, e esperei que alguém rondasse por lá. Então vi uma mulher apresada a passar, enquanto tirava o telemóvel e marcava rápido números.
Sentia o seu coração que batia desesperado. Ela estava tensa, nervosa.
- Boa noite. – sai das sombras.
Ela gritou assustada mas depois tentou desfarçar enquanto passava as mãos pelos cabelos loiros.
- Descu-pe… Não posso f-falar… Tenho que que i-ir.
- Acho que não. – rápido agarrei o braço dele com fome, deixando as presas se alongarem. Ela olhou-me apavorada e começou a chorar.
Por isso odiava caçar. Sentir o medo, dava-me vómitos. Sentir-me um monstro era horrível. Preferia caçar homens, pois sempre os enganava até o ultimo momento.
- P-por favor- lágrimas caiam dos seus olhos azuis – Não… Tenho dois f-filhos…
Suspirei.
- Lamento… Lamento muito… Mas, hora errada… Local errado…
Então ainda com remorsos cravei os dentes na sua jugular, sentindo o sangue escorrer pela minha garganta. No tempo em que me alimentava não sentia remorsos. Mas sabia que eles viriam. Ela já tinha visto a minha natureza antes de mencionar a família. Estava condenada.
O seu coração parou de bater, mas ainda continuei a alimentar-me.
Então, alguém me empurrou contra uma parede.
Rugi enquanto limpava a boca.
Seis mulheres olhavam-me.
Seis vampiras mostravam as presas.
- Ela era nossa – silvou uma – Estava-mos na caçada!
- Intrometeste-te no nosso caminho!
- Este é o nosso território.
Ainda estava furiosa, tal como um gato que é empurrado para longe da sua refeição sem a ter terminado.
- Não existem territórios.
Elas riram.
- Estás á pouco tempo transformada, não? Não te encimaram nada?
Fiquei calada. Não sabia se realmente existiam territórios.
Então, juntas aproximaram-se e agarraram-me pelos braços.
- LARGUEM-ME! – rugi enquanto me debatia. Então elas olharam-me assombradas e largaram-me confusas.
- És quente…
Então fez-se luz na cabeças dela. Tentei fugir. Mas era tarde.
- A quinta pura! - escarneceu uma enquanto me puxava os cabelos e as outras me imobilizavam – Trais-te a tua própria raça!
- Já fui castigada!
- O Rei deixou-te ir… Mas aposto que já se arrependeu… - riu uma – Vai agradecer pela captura. Ou pela tortura…
- Eu mato-vos se não me largam agora! – eu não tinha força contra aquelas 6 vampiras. Era impossível. Elas imobilizavam-me de tal forma que eu mal me movia. Além de que nunca fui muito forte mesmo.
- Acho que somos nós que te matamos a ti… - gargalharam.
^Então? Gostaram?
Comentem! :P Muito!
O próximo capitulo, vai ser mesmo de o.O não podem perder ;) Até eu estou mortinha por o escrever :O
Muitas surpresas :P
Beijos grandes! =*
Até o próximo capitulo! – Melhor, até as respostas aos coment’s lol
P.S-> Os restantes presentes serão postados em breve :P São todos LINDOS!
P.S2-> Dpois vão vendo se já respondi aos coment's de quase sem querer- eu respondo! É só seixar as coisas abrandarem por aqui! xD
Beijinhos, já sabem... COMENTEM! =p
^Que chata que sou!




