sábado, 22 de janeiro de 2011

10º Capítulo – Conflitos & Paixões

Olá! =D

Aqui está o novo capitulo!
E vai para a Inês! =D

Boa Leitura!

P.S-> O capitulo não tem musicas, o que me deixa triste porque tem momentos que se enquadram em muita musicas, mas não tive tempo, para pensar nisso nem procurar, nem organizar no capitulo (que vai sem revisão. Se tiver erros ou coisas do género avisem, para corrigir). Então, eu gostaria que me dessem uma dica no coment, digam a vossa musica preferida, ou uma musica que adoram e gostavam de ver na história – e se eu ainda não tiver utilizado – coloco no próximo capitulo! :D Não custa nada, e para mim seria óptimo porque eu adoro conhecer novas musicas – e aposto que vocês ficaram a conhecer algumas por aqui :P Espero que adiram, porque ia ser divertido, e assim saberia mais do gosto musical de cada leitor! =D

10º Capítulo – Conflitos & Paixões

Rolei na cama, e abracei o corpo quente e forte de Alexander. A mão dele, acariciou os meus cabelos. Aparentemente ele também já estava acordado.
- Bom dia. – beijei o seu ombro.
Ele sussurrou um bom dia de volta. Nem queria acreditar, que ele tinha escolhido ficar comigo. Entrara no quarto e fiquei á espera de o ver entrar, ou ouvir a porta do apartamento fechar. Mas nem uma coisa nem outra, nervosa não sabia o que fazer. Só uma hora depois – do que eu sabia Alexander deveria ter passado por m conflito pessoal do que ele julgava certo e errado – ele então, entrou furioso no quarto, e não disso uma palavra. Palavras nunca foram necessárias para nós. Caímos nos braços um do outro, como sempre acontecia.
Para mim bastava ele desejar-me tanto, que engolia o seu orgulho de rei traído e ficava comigo. Bastava por enquanto, porque eu ainda iria recuperar o amor que ele sentira por mim. Passo a passo, não podia fazer asneira de novo.
- Tenho uma coisa para te contar – falei baixinho, enquanto ele ainda passava os dedos pelo meu cabelo. Ele ficou tenso, e os seus dedos pararam de se mover. Não pode evitar uma pontada de angustia no peito, pois ele agora não tinha nenhuma confiança em mim, ele sempre fora pessimista e esperava o pior de tudo e de todos, apenas com uma única excepção. Eu. E eu perdera esse posto. Ele agora não confiava minimamente em mim, desconfiava de cada acção, de cada palavra. Era desesperante. Será que eu algum dia, poderia terá sua confiança? Eu sabia que tinha de ser paciente, e aos poucos ir conquistando, ganhando pequenas batalhas. Mas cada batalha com Alexander era desgastante, com muito sofrimento, e sangue. Eu vencera a primeira, depois de tanto tempo, eu conseguira faze-lo admitir que me queria e ficar comigo. Mas a vitoria não tinha um sabor tão doce quanto isso.
- Alexander, por favor, pára de te afastar de mim. – pedi com a voz um tanto presa na garganta – Não sou nenhuma serpente com quem dividiste a cama, não tens de vigiar cada movimento…
- Para na primeira oportunidade, me morderes? – riu debochado, enquanto se sentava e já se ia levantar.
- Não devia ter começado com a analogia. – tentei acalmar a situação. Antes de ele se levantar, segurei o seu braço – Eu tinha uma coisa para te cotar, importas-te de me ouvir?
- O que é?
Respirei fundo, para não responder como queria ao seu mau humor.
- Falamos depois. – dei de ombros, enquanto era eu quem me levantava arrastando o lençol para esconder a minha nudez – Porque ficas sempre assim quando não estamos a fazer amor? – antes de ele me corrigir, eu adiantei-me – Eu sei, eu sei. Sexo, não é? Como queiras. Mas queria saber porque ficas assim, contrariado, rancoroso, amargo… Precisas da mascara de outra personalidade? Só para não lidares com o facto de me quereres tanto que o facto de ser uma mentirosa traiçoeira não importe? Lida com isso! Ficas-te, tomas-te a tua decisão, não foi? Então não te portes como um menino que amua por não ter tido o brinquedo que tanto queria e ter de se contentar com outro qualquer.
- Estás a chamar-me criança? – levantou-se furioso. Dei de ombros.
- Neste momento pareces-me mesmo uma! Ficas-te porque quiseste, porque me querias, não foi? Eu sei que não foi fácil, especialmente para ti que és extremamente orgulhoso e arrogante, desceres de nível ao passar por cima do imperdoável, passares por cima de traições, algumas que cometi, mas não todas as que me acusas – ergui a mão com um gesto para ele não m interromper – isso discutimos quando ambos estivermos prontos. O relevante é que mesmo com tudo o que acreditas sobre mim, queres-me e isso deixa-te furioso, porque o que tu querias era ter sexo sem nada mais, como se não tivesses de enfrentar a Nikka que te traiu e querias-me ver como apenas um corpo. Bem, eu não estava de acordo com isso, e tu sabias quando ficas-te que ia ser assim. Então, faz a nós os dois um grande favor, e lida com isso, porque eu já tenho que lidar com outros problemas além de atorar o teu constante mau humor. – percebi que ele ia argumentar mas virei-lhe costas ignorando o furioso “não me vires as costas quando estou a falar contigo!” e fui tomar banho.
Quando voltei ao quarto, já vestida e a pentear os cabelos molhados, ele não estava lá. Tinha deixado um bilhete, “ Fui buscar as minhas roupas ao hotel”. A letra estava carregada, mostrando que ainda estava furioso. Bem, azar o dele.
Ele só apareceu á noite – quando digo noite refiro-me, mesmo de madrugada. Umas 4 da manha. Ele saíra de casa ás 10 da manha.
Eu estava á espera dele sentada no sofá, e quando ele entrou e me viu, sorriu irónico.
- Á minha espera? – riu zombeteiro.
- Posso saber onde estives-te?
- Não tenho de dar justificações a ninguém.
Levantei-me e observei-o pousar a mochila com as roupas dele.
- A resposta que qualquer adolescente em fase de rebeldia dá aos pais. Eu sei, porque a utilizei muitas vezes com o meu pai, e se não me engano sempre me descreveste como uma criança mimada. Converteste-te ao meu clube, ou pura e simplesmente achas-te que seria interessante uma troca de atitude? – olhei-o especulativa, enquanto via que uma veia pulsava na sua testa, de tão furioso que ele estava.
- Não me provoques.
- Oh, não Alexander! Não me provoques tu! Pensas o que, que vais fazer o que queres e bem te apetece? Desengana-te, porque estás muito errado. Não importa que não tenhamos a mesma relação de quando era humana, quando achavas que aí eu podia perguntar tudo, e exigir – ele interrompeu-me e disse algo como aí ainda acreditava que eu era diferente, mas u ignorei-o e continuei – mas, mesmo não tendo isso de volta, tens sim de dar justificações. Porque eu estou a pedi-las. Então, o que andas-te a fazer?
- Não te interessa.
- Bem, e continuamos sem evoluir! Estás mesmo com a ideia fixa de seres uma criança birrenta, não? – eu sabia que ele estava a se passar. Mas eu também já me tinha passado durante tantas horas á espera dele, sem saber se ele realmente tinha ido embora para sempre. – E espero que te recordes, que aqui é a minha casa, então não vais comportar-te como se fosse uma pensão, ou um cabaré! Se não queres ficar, a porta por onde entraste é a porta por onde sais. E agora só me resta dizer a frase que tanto adoravas dizeres-me “ ORA DE CRESCER!”
Voltei para o quarto e vesti uma t-shirt larga e fui para a cama, ouvindo os passos irritados dele pelo apartamento. Suspirei aliviada.
Ele não me tinha deixado de novo.
Cerca de meia hora depois, ouviu entrar no quarto, e deitar-se ao meu lado, por cima da roupa.
- Estive a vaguear pelas ruas. – disse baixinho.
Fingi nem ter ouvido.
Os seus braços envolveram-me e puxarem-me para ele, um sorriso surgiu nos meus lábios enquanto ouvia-o dizer:
- Está bem… Desculpa. – eu sabia como era difícil para ele dizer isso.
- Oh, Alexander, eu só quero que não me trates assim, percebes? Ficas-te porque quiseste, porque no fundo ainda queres resolver as coisas. Não dificultes, ok?
Ele suspirou.
- Afinal, o que queria ter falado de manhã? – estrategicamente mudou de tema.
Animada sentei-me na cama e cruzei as pernas á chinês enquanto a luz da lua banhava o quarto, deixando um ambiente agradável, e o seu rosto perfeito, ainda mais sexy.
- Adivinha quem é que….- fiz uma pausa propositada – tem um poder novo?
Ele arregalou os olhos e olhou-me surpreso, enquanto a surpresa deu lugar ao orgulho. Afinal, eu ainda era a sua criação.
- Quando descobris-te? Como descobris-te? Qual é?
- Agora não me apetece contar…
- Nikka.
- Que foi? – fingi-me de inocente – Falamos amanha, tenho sono…
- Sua peste! – puxou-o o meu rosto para o dele e os seus lábios calorosos caíram sobre os meus, enquanto os seus dedos deslizavam pelo meu rosto – Fico feliz por ti, pequena.
Arregalei os olhos. Ele também se apercebeu do que dissera, do “pequena” que tinha escapado dos seus lábios sem ele dar conta.
- Então… Conta-me. – ele olhou-me desconfiado – Eu sabia que estavas envolvida na exterminação do clã Graham. Não sabia era como.
- O quê? – fitei-o confusa. – Clã, Graham? Aquele clã basicamente feminino? O que…
- Sei sobre isso? – riu descontraído – Nicholaa, esqueces que sou o Rei? Nada passa despercebido aos meus olhos.
- Então…
- Então que fui informado que…
- Por quem? – ele suspirou por o estar sempre a interromper.
- Nikka, tenho patrulhas… Continuando, o clã estava chacinado, não sobrara nem um elemento, e pensei que algum grupo de rebeldes o tinha feito. Mas então quando vim pessoalmente ver o que se passava, um patrulhado contou que viu uma ruiva deslumbrante sair do covil e quando entrou lá, deparou-se com aquela confusão. Eu já sabia que estiveras lá, senti o teu cheiro, e naquele momento não sabia se alguma das cinzas que esvoaçavam eram as tuas cinzas. – percebi a sombra no seu olhar. Uma sombra dolorosa que veio com a recordação da suposição da minha morte. Então, a esperança cresceu mais um pouco no meu coração. Ele importava-se. – Então – desviou os olhos – estava nervoso e fiz um pouco de espectáculo e exigi que descobrissem quem esteve á… Afinal, eras a minha cria e eu tinha que vingar a tua morte… - sorri o mordi os lábios. Não era apenas por ser uma criação dele, e ambos sabíamos. Mas era melhor não comentar isso em voz alta – então, hesitantemente aquele patrulhador falou.
- Tu não entras-te por acaso naquele bar, como eu pensei, pois não? – olhei-o desconfiada.
- Eu nuca faço nada por acaso Nikka – o sangue correu mais rápido nas minhas veias quando ele deu aquele sorriso. Sim, o meu sorriso torto.
- Então… - eu procurei-te pela cidade, e vi-te pelas ruas enquanto caminhavas e então decidis-te ir para o bar. Uma hora depois entrei, depois de ponderar bastante.
- Melhor, escolheres um plano, não foi? – sorri feliz – E saiu daí o Romeu… Que originalidade, Alexander! Romeu?
- Se bem me lembro tu adoravas Shakespeare. – ergueu a sobrancelha de um jeito descontraído e brincalhão. – Lembro-me de tudo o que dizias nas minhas aulas, sua diabinha.
- Ok, ok… Até que foi romântico…- atirei-me nos seus braços e apertei-o forte – Deus, como sentia a tua falta… - murmurei enquanto ele alisava os meus cabelos.
- Nunca mais me ligas-te. Não sabia se estavas bem.
- E importavas-te? – perguntei ainda sem me afastar dele, arranjando uma maneira de ficar confortável e enroscada no seu colo.
- Sempre me importei Nikka. Afinal, eu era o teu criador.
- O criador que eu apunhalei…- murmurei.
- Eu localizei a chamada que me fizeste. Em Itália. – disse - Fui até lá, mas perdi o rasto. Procurei por todo o lado, por todos os continentes, mas nunca cheguei perto.
- Oh, Alexander… Nem sabes como me sinto ao ouvir isso.
- Eu sentia saudade do teu corpo. Apenas isso.
- Está bem, mas mesmo assim procuraste-me. – ele desvalorizou isso com um dar de ombros – Eu andava sempre em movimento, com identidades falsas.
- E eu fazia buscas sozinho, o que complicou bastante. - podia ler nas entre linhas, que ele fazia tudo por sua conta, porque admitir para os seus súbditos que queria encontrar a traidora, ou saber se ela se encontrava viva, era uma fraqueza e vergonha. – Mas estou orgulhoso por saberes sobreviver.
Afastei-me tensa.
- O que foi?
- Não gosto de falar dessa época. Foi o meu castigo, a minha punição. Fim da história. Não existe motivo para teres orgulho nisso, Alexander.
- Tinhas de ser punida, tu sabes.
- Sim. Mas se pensas que foste bondoso em me poupares a vida, garanto que não foste. Teria sido melhor a morte… - completei tensa, enquanto me levantava e passava as mãos pelos cabelos. Agora que tinha Alexander de volta, mesmo nas condições estranhas, eu morria de pavor de voltar a estar sozinha.
- Tu traíste-me.
- Eu sei. Como disse, foi o meu castigo. Fim da história. Não quero voltar a falar nisso.
- Foi difícil? – perguntou ausente. Com próprias lembranças dele.
Eu gargalhei amargurada.
- Estava sozinha, recém-nascida, com problemas físicos que me traziam dores atrozes, uma pária da nossa sociedade, sem nada nem ninguém. Obrigada a alimentar-me… eu sei que não percebes, mas alimentar-me foi doloroso. Principalmente no principio. Fiz coisas que nunca pensei ser capaz, lamento dizer-te, mas não foste um criador muito bom. Não me ensinas-te nada, eu sei que tentas-te proteger-me o tempo todo. Mas isso não me preparou para ficar sozinha, especialmente eu que nunca fiquei sozinha em toda a minha vida. Havia sempre alguém com quem podia contar, mesmo com o burro do meu irmão eu sabia que ele protegeria. Nunca viajei sozinha, ou fiz nada sozinha. Então, eu estava sozinha, tinha que me esconder, aprender a evitar colapsos, fugir… sobreviver. Enfim, eu sobrevivi, mas ainda tenho bastantes favores a retribuir. – sorri triste ao lembrar-me da família do militar, e do próprio militar que me deu tudo o que tinha.
- Conta-me tudo, por favor. – percebi uma certa amargura na sua voz, que rapidamente passou á frieza com que ambos tratava-os o que se tinha passado – Eu tinha de fazer mesmo isso Nicholaa. O que me fizeste tinha de ser retribuído. Não fui capaz de te matar, não seria nunca capaz de te torturar… Mas sabes que fiz justiça. Foi uma questão de justiça.
- Eu sei. – suspirei – Não quero falar disso, está bem?
- Então… Como te envolves-te com o clã? Estavas com eles?
- Não. – ri – Eu tinha que fugir tanto de humanos como de vampiros. Eu seria facilmente reconhecida por eles. Como aconteceu. Estava a caçar, e intrometi-me na caçada de umas seis vampiras… - ele levantou-se tenso. – Agora que penso bem nisso, devia perceber que a mulher já estava nervosa antes de saber da minha presença, como se fugisse de algo, e ela mexia atrapalhada no telemóvel, provavelmente a chamar por ajuda. Resumindo, elas disseram-me que estava a caçar no território delas sem as ter informado.
- Eu deveria ter-te informado, mas nunca pensei que seria necessário… - nervoso passava as mãos pelos cabelos – Mas essa regra não se aplica aos puros. Podemos caçar o que queremos, onde queremos. Os vampiros que não têm um clã definido, e mesmo os que pertencem a algum clã, antes de se assentarem numa zona que pertence a um clã, como regra e etiqueta vão formalmente ao covil apresentar-se e assim evitar conflitos.
- Então, todo o mundo está dividido em territórios? – estranhei.
- Não. Existe certas zonas, apenas. Nada de gigantesco como já imaginas. Porque nem existe tantos clãs quantos isso – sim, eu lera nos livros da biblioteca de Alexander sobre os clãs – e as zonas não são muito grandes. Mas existem.
- Porra, e eu tinha logo que ir para aquela parte da cidade… Enfim, elas depois perceberam quem eu era, e levaram-me para o covil. Elas capturaram-me pensando que ias gostar que elas me eliminassem.
- O que te fizeram? – perguntou furioso, sem se importar realmente. Pelo menos, os olhos dele mostravam isso.
- Preferiram torturar, e pelo que percebi pretendiam chamar-te para terminares o objectivo. escondi as mãos que tremiam levemente pelas recordações olorosas do que fui exposta – Viste como acabaram.
- Como o fizeste? Nicholaa, não percebo. E nem quero pensar que andas-te a mexer em fogo. Podias ter morrido. – eu sabia bem o que o fogo me fazia. Ainda me lembrava do ferro em brasa no meu rosto, e a trespassar o meu estômago. Estremeci.
- Utilizei o meu poder. – sorri e vi a centelha de curiosidade nos seus olhos.
- Vais contar, ou pretendes alongar o suspence?
Eu gargalhei.
- Eu tenho o poder do sol! – saltitei para ele, como uma criança que mostrava o que ganhou de presente no natal.
Ele ficou chocado e fez mil perguntas, e as horas seguinte foram a explicar as conclusões a que tinha chegado, e ele também se lembrava que eu não me afectava pelo sol como os outros puros. Ambos estávamos animados, e eu percebia como ele se orgulhava. Era difícil de explicar, porque só um criador e a sua criação percebem esse tipo de coisas. Eu tinha um poder forte, porque Alexander me transmitiu isso de alguma forma, e com isso já não me sentia tão limitada fisicamente. Era uma vitória, e Alexander dizia que as duvidas que nutria em relação a eu não ser completamente imortal – com um prazo de “vida” como os vampiros normais tinham – eu possuía o segredo da criação que me dava um poder, então eu era imortal.
- Esperei tanto pelo teu poder Nikka… - beijou os meus lábios – O pensamento que tinham um limite ruía-me por dentro, e saber que o tempo se passava e estavas longe…
- Bem, eu também gosto de saber que ainda te posso perseguir por séculos! Preparado?
- Se poder aproveitar outras coisas…
- Que coisas? – uma expressão de confusão marcava o meu rosto enquanto ele me olhava especulativo. – Que coisas?
- Deixa que eu mostro… - com um sorriso sedutor puxou-me para os seus braços e começou a tirar a minha t-shirt.
- Oh… Isso… - corada senti que ele desapertava o meu sutiã, e a excitação corria por todo o meu corpo. – Acho que podemos negocias isso…
- Chegando a um acordo? – questionou fingindo seriedade ao sentir os meus lábios no seu pescoço, e os meus dedos desapertarem os botões da sua camisa. A sua respiração acelerada, desmentia a postura de seriedade que tomava.
- É… Eventualmente… - murmurei.



Espero que tenham gostado! =)
Não se esqueçam de comentar, e dizer a tal dica da musica! xD
P.S-> Não me matem por ter parado logo naquela parte… ^^ x)
Beijinhos e já sabem… COMENTEM! =P

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!



Feliz Natal a todos!

Espero que o Pai Natal deixe prendinhas, especialmente muita saúde, paz, amor e felicidade para todos.

Quem aqui acredita no Pai Natal?
^Eu acredito! =)
Ele todo o dia 24 de Dezembro deixa prendinhas na minha bota, debaixo da árvore de Natal coberta de neve.
E todo o dia 25 de Dezembro, eu mal acordo corro descalça para a árvore mal, exactamente como quando tinha 5 anos de idade.

Espero que vocês também acreditem no velhinho barbudo! (=

Beijinhos!

P.S-> Cuidado com os doces ;) – Ou não! x) Eu como toneladas de todo o tipo de doces, e chocolates! – para compensar, já que odeio bacalhau =/ -> sei... desculpas, desculpas.... ;)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

9ºCapitulo - Romeu

Oi galera!
^lol
Bem, trouxe este capitulo, pois sei que estavam curiosas.
É o ultimo este ano. :S Ando com super problemas de net.... Sempre a mesma coisa! :S
Eu odeio a minha net! Logo nas ferias?
Porraaaaaaaaaaaaaaa!
Não respondi aos coment’s do capitulo anterior, e peço desculpa. Quero que saibam que eu li TODOS e agradeço a todos por tudo! Infelizmente não deu para responder, com tantas coisas que tenho que fazer e com a net neste estado… :S
Tentarei responder a e-mail’s, mas postar não vai dar…

Então, espero que gostem deste capitulo! :D
^São dois capítulos na verdade. – só que é um, do tamanho de dois… (Faz sentido? Se não faz, deixem lá, eu também nunca faço sentido mesmo (= )

Para compensar, já que não vou postar o proximo tão rápido como o que gostaria.
Eu ia terminar numa parte, mas depois pensei que ainda me matavam lol e escrevi logo o outro. Eu imaginava o capitulo como estava, quando comecei a escrever queria colocar todos os acontecimentos num só. Mas comecei e não parei, e quando vi o tamanho pensei que era melhor cortar, já que parecia 2 capítulos e não apenas 1. Mas depois mudei de ideias e fiz um capitulo gigante. Espero que não seja cansativo.
Espero sinceramente que gostem.

Temos revelações…

Uma nova personagem… Romeu ;)

Ah! Já me ia esquecendo… :/ Não condenem a Nikka a Nikka, por favor!
Tentem percebe-la. Ela aceita, porque bom… Ela quer… -> Vão perceber no cap..
Não a condenem, tentem perceber. Ela tem saudades do Alex…

Tem bolinha vermelha também! =P
Já sabem como funciona…
Bolinha vermelha, só para maiores de 16…
^Eu bem sei que lêem á mesma! =P Se fosse eu, lia! xD
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Gsdjklkjhgfdsdjkjhgfdfghjkjhgf
Kjhgfsadjklkhgfdsdklkjhgfdsdf
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Polar a parte que está entre os * se não quiseres ler

Agradecer a quem me apoiou na chat! Do fundo do coração, OBRIGADA! :D
O capitulo é para vocês meninas! :D

BOA LEITURA!



Estava atordoada. Estava ausente da realidade. Tinha apenas alguma percepção do que acontecia. Ouvia como se estivessem a falar na rua, e eu dentro de casa. Estava a ser privada do sono á uma semana. Aquelas putas prenderam-me numa cave e amarraram-me com cadeados muito grossos, que poderiam ser quebrados por um puro, que não fosse fraco como eu.
Estava encurralada. Á muito que deixara de ter medo. Já não ligava. Já não chorava. E tinha deixado de gritar o nome de Alexander, obviamente ele não me viria salvar como num conto de fadas, ele tinha quebrado os nossos laços e já não me sentiria. Já não sabia se estava em perigo.
De noite era torturada pelas vampiras e alguns vampiros que moravam naquele covil, e de dia, humanos estava lá para me manter acordada dando-me descargas de electricidade sempre que os meus olhos começavam a fechar.
Aprendia a um preço elevado como vampiros eram cruéis, como extasiavam com o medo e a dor dos outros. Especialmente de uma traidora. Uma traidora da própria raça, uma pária da sociedade que traia as leis mais antigas, que traíra o Rei e ao mesmo tempo o seu criador. Para eles, eu valia menos que um humano.
Senti uma lamina escorrer pela minha face, cortando a minha pele. Selei com força os lábios e não emiti um único som nem abri os olhos. Quem quer que me estava a torturar agora, ansiava pela minha dor, e o meu medo. Não ia dar nada.
- Não choras agora? – conheci a voz de uma que me tinha capturado. Continuei em silencio. Ela riu e afastou-se. Ouvi som de metal. Abri os olhos para ver o que ela estava a fazer e então gelei. Ela tinha um ferro afiado que aqueceu numa espécie de lareira. Engoli em seco.
Então não pode evitar o medo.
- Não…
- Oh, ela agora fala… - e então o ferro deslizou pela minha bochecha fazendo-me gritar em agonia. Queimava a minha pele. Nunca tinha sentido o fogo, nem tinha muita noção do que aquilo me fazia. Agora sabia. Então ela desceu o ferro pelo meu tronco, queimando roupa e pele, arrancado gritos e suplicas de mim.
E por fim, trespassou o meu estômago com o ferro. A dor foi tanta que nem se registou devidamente no meu cérebro. Apenas arrancou urros meus.
E então, quando ela retirou o ferro, queimando-me mais, fazendo-me agoniar mais numa dor física impossível de suportar, uma fúria incontrolável tomou conta de mim.
- QUEM PENSAS QUE ÉS? – debati-me, tentando quebrar as correntes.
Eu era superior a ela. Era uma pura. Eu tinha de me safar daquilo. Elas não iam divertir-se ás minhas custas.
Não era uma vitima. Nunca fui. E não ia ser uma porcaria de seres inferiores a mim que me iam vencer. Filhos da puta, não me iam mais torturar, por uma coisa que já tinha sido castigada e de uma maneira que nem se podia comparar ao que me faziam. A dor da perda de Alex nunca se compararia a nada.
Comecei a debater-me, raivosa, com dentes alongados e olhos ensanguentados. Nem sentia a face que começava a regenerar, nem o estômago aberto. Só queria sangue. O sangue dela derramado pelas minhas mãos. Ela derramava o meu, mas sem se atrever a me queimar viva, mas eu não seria tão bondosa. Quando colocasse as mãos neles todos iriam banhar-me no sangue deles, cuspir na cinzas que a verdadeira morte fazia com os corpos deles.
Eu acabaria com todos aqueles que me torturaram.
- É melhor correres… - avisei-a fria, sem mais me debater – Assim que colocar as minhas mãos em ti…
Ela riu.
Eu também sorri.
Então, alguma coisa dentre de mim fervilhou. Um onda tão quente que me fazia sentir forte e inabalável. Uma onda de calor tão grandiosa que fez um formigueiro cobrir a minha pele. O sangue correr mais rápido, os meus olhos arderem. Fiquei assustada, não sabia o que era. Então o medo passou, para ficar surpresa quando vi que as minhas mãos brilhavam. Uma espécie de luz branca começava a cobrir o meu corpo.
Sorri. Eu sabia o que era. Tinha lido imensos livros, sobre as sensações que os puros tinham quando o poder começava a surgir. Alexander contou-me o que sentiu.


O meu, estava a aparecer. Muito mais tarde do que devia ser, mas eu tinha as minhas falhas na imortalidade.
Ele agora aparecia. Sorri mais pois sabia exactamente o tipo de poder que era. Gargalhei. Alex, Alex… Só podia ser algo assim com o criador como ele. Eu tinha o sangue de Alexander a correr nas minhas veias junto com o meu.
A luz cobriu todo o meu corpo, brilhando tanto, que apenas os meus olhos poderiam se manter abertos ali. Porque era o meu poder. As correntes partiram, as minhas roupas desfizeram-se. A vampira foi reduzida a cinzas.
E quando tudo terminou, eu gargalhei.
Sem ligar por estar nua, foi á procura de cada vampiro naquele covil. E tentei perceber como se “ligava” o meu poder. Era fácil. Era natural. Nem era necessário pensar nisso, como quando queremos levantar uma mão, simplesmente a levantamos. Enquanto acabava com eles, fazia experiencias. Alex podia impedir que o fogo não magoasse os que queria. Em humana ele brincava de deslizar fogo pela minha pele e eu sentia o calor, mas nunca me magoava.
Tentei manter a “salvo” alguns vampiros, enquanto os do lado deles queimavam, e resultava.
Como também podemos levantar uma mão e mexer os dedos ao mesmo tempo. Podemos fazer muitas coisas em simultâneo. Com isto era igual. E então, depois os destruir a eles. Era viciante. Sentia-me uma criança com um brinquedo novo, enquanto delirava com a expressão deles. Era a minha vingança.
Os humanos, aproveitei para alimento. Eles também me deram descarga de electricidade.
Tranquilamente subi a algum dormitório e retirei umas roupas.
Sorri enquanto saia do covil e via cinzas espalhadas por todo o lado, esvoaçando no ar, como se um grande incêndio tivesse ocorrido.
Caminhei pela floresta, lembrava-me do caminho. Quando cheguei ao meu apartamento, tomei um banho enquanto cantarolava e deitei-me na cama.
Sentei-me indecisa e peguei no telemóvel.
Ligava a Alexander?
Eu queria contar que tinha descoberto o meu poder.
Ele ficaria orgulhoso. Ele sempre ficava em relação a mim, pois era a sua “criação”, mesmo não tendo motivos de orgulho pois tinha defeitos. Mas agora, não era tão inútil.
Mordi os lábios indecisa.
Ele provavelmente nem se importaria. Pousei o telemóvel, e decidi revelar o segredo no nosso próximo encontro. Independentemente de quanto tempo demorasse.
Fechei os olhos e tentei dormir. Tinha de descansar.
Mas não podia evitar os pensamentos.
Alexander era indestrutível pois tinha o poder do fogo. Era realmente imortal, o fogo não o atingia e assim ele estava a “salvo” da verdadeira morte. Fogo é a única coisa que podia matar um puro. O poder dele funcionava com os outros puros, pois era a sua debilidade. Enquanto que os poderes dos outros puros só “funcionavam” com vampiros “normais” ou humanos.
Os puros tinham a defeca de possuírem o “segredo da criação” e ficavam imunes a qualquer debilidade, os puderes eram inúteis com outros puros. Alain não podia “brincar” com a mente de um puro, como podia fazer com os vampiros e com humanos. Kawit não podia manipular a “vida” de um puro, como podia fazer com os restantes. Jullianne assim que me tornei uma pura, não via a minha aura, a minha alma, os meus sentimentos como fazia quando era uma humana. Os puderes eram inúteis quando usados em outros puros, em outros que possuíam a correr nas veias o mesmo segredo que eles.
Alexander era uma excepção. Ele era o mais antigo, ele era descendente directo de Caim, o seu criador. Enquanto que todos os outros era de outras linhagens, criações das criações, das criações, das criações de Caim. Caim, o primeiro vampiro era o criador de Alexander. O único mais forte que ele, e Alexander acabou com ele, controla o fogo. Lembro-me de quando ele contou a sua história, disse-me que assim que Caim percebeu que ele era uma ameaça o tentou matar, mas não o conseguiu por Alex ser imune ao fogo. Alexander matou-o. Foi fácil para ele.
O poder de Alexander afectava puros, pois possuía o fogo, coisa que os puros não tinham defesa contra e era a única forma de os fazer enfrentar a verdadeira morte.
E de alguma forma, Alexander transmitiu uma característica semelhante para mim.
Sorri. Eu era quente. Tal como Alexander.
Sempre pensamos que era uma característica “herdada” por ele. Nunca passou pela minha cabeça, ou pela de Alexander e até mesmo da de Alonzo, que teria algo a ver com o meu poder.
Com um criador indestrutível como Alexander, eu teria de ter algo especial. Algumas características dele passaram para mim.
Eu possuía um poder que, de alguma forma era um ponto fraco nos puros também. Uma debilidade como o fogo.
Fogo era fatal, mas o meu era um ponto fraco.



Gargalhei.
O sol. Sempre o sol
Alexander tinha os olhos sensíveis ao sol, por isso usava óculos. Os vampiros eram reduzidos a cinzas quando expostos ao sol.
Todos os puros ficavam incomodados com o sol, usavam óculos pois o sol reduzia os seus reflexos, fazia-os mais lentos. Mas débeis. Não era fatal como o fogo, mas era um ponto fraco.
O poder que Alex me transmitiu, tinha as suas características. Eu também tinha um poder que debilitava todos. Não tão grandioso como Alexander, obviamente, afinal ele era um primeiro descendente, mas o meu era o máximo também.
Então ele transmitia-me um poder de alguma forma semelhante ao dele, que fosse uma debilidade para todos, que mantivesse a minha pele quente. Características passadas pelo criador.
Não era fatal para puros, mas num confronto poderia torna-los mais lentos e ganhar a vantagem que me levava á vitoria. Em todos os outros, a morte seria instantânea.

Flashback

Olhei para o céu. O sol estava alto. Brilhava e era lindo. Não me lembrava de um dia de sol, por aqueles lados. Sorri. Era bom sentir a luz do sol.
Tirei o casaco, e fiquei com a camisola de alças. Deitei-me no chão sentindo o sol banhar-me. Suspirei. Já não me sentia tão bem á muito tempo. Apenas porque o sol banhava a minha pálida pele.
- Nikka? – a voz de Alexander suou furiosa.
Sentei-me assustada. Teria descoberto? Ele estava a tapar o meu sol. Tinha uns óculos de sol estilozos.
- Algum problema? – perguntei tentando aparentar calma.
- Deixa de te comportar como criança! – enfureceu-se enquanto com delicadeza mas segurança me puxava pelo braço para me levantar – Pensei que já tinhas parado de te torturar para me castigares.
- Hã?
- Esta sol Nikka. Vem para dentro.
Lembrei-me que Alexander tinha problemas com o sol. Por isso usava os óculos de sol, lembrava-me que ele os usava já no tempo em que nem desconfiava que ele era um vampiro. Os seus olhos eram sensíveis ao sol. Olhei para o sol, e ao contrario de quando era humana, poderia ficar horas a olha-lo e sem ter de fechar os olhos.
- Alxander? – estranhei enquanto ele apanhava o meu casaco do chão e cobria a minha pele – O sol na pele incomoda?
- Sim, Nikka. Odeio quando fazes estas criancices!
Se eu não estivesse muito ocupada a fitar o sol e a minha pele, teria me passado por me chamar criança.
- Tenho de falar com Alonzo. – disse um tanto sobressaltada.
- Quando a noite cair. – enquanto colocava o casaco sobre os meus ombros puxava-me para dentro de casa. – Algum problema?
- Mais ao menos. O que o sol te faz?
- É incomodo, torna-te vulnerável, lento. Precisas de redobrar a atenção. – olhou-me desconfiado – Porque perguntas?
- Alexander, eu sinto-me bem no sol. – sussurrei – Será que estou a ficar doente, ou a perder… a imortalidade?

Quando a noite caiu, foi falar imediatamente com Alonzo. Alexander também estava lá, um tanto nervoso. Algumas teoria tinham surgido. Que eu começasse a perder a essência dos puros. O segredo da criação que nos corria nas veias. E, se eu ficava com diferenças, alem das que tinha, podia querer dizer que estava a perder o segredo. E eventualmente, morreria.
Alonzo tranquilizou-me – especialmente a Alexander – e disse que desde o inicio se sabia que tinha transportado partes humanas comigo. Por ser jovem de mais, eu tinha a pele menos espessa o que me permitia corar e ferir-me facilmente. Talvez o facto de o sol não me afectar, fosse uma característica que guardei dos humanos.
- Bom sinal, não Nikka? – sorriu Alonzo, usando o seu sotaque carregado.
- Sim – ponderei – Mas não muito útil – Dei de ombros

Fim do Flashback

Tudo fazia sentido agora. Todas as pistas estavam lá desde que tomei banho assim que acordei quando Alex me transformou e senti a minha pele quente.
Tudo lá, e eu nem via os sinais. Da mesma forma como não vi que Alexander era um vampiro, ou qual era o seu poder. E sempre estava lá entre as linhas.
Eu possuía a luz do sol. Saia pelos meus poros. Por isso não me sentia debel ao sol, pelo contrario. Por isso tinha a pele quente.
O facto de descobrir que não era uma completa inútil, e tão deficiente ao ponto de começar a perder a imortalidade como se fosse um vampiro normal, dava-me novo animo.
Podia ser que isso me desse um motivo – além do obvio – de procurar Alexander.
Depois de duas semanas de ter descoberto o meu poder, fazia experiencia sobre o que poderia ou não fazer.
E as limitações eram poucas. De alguma forma o meu poder ajudava no facto de ser mais lenta, e fraca que o normal. Mas eu tinha sido transformada muito cedo, tinha de lidar com o facto que tinha limitações.


Com o poder sentia-me mais segura, mais viva, com… esperança.
Estava num bar a ouvir uma banda amadora, mas que a vocalista cantava maravilhosamente.
Por algum motivo inexplicável, os meus olhos foram atraídos para a porta. E prendi a respiração. Quando os olhos do estranho me focaram, senti borboletas na barriga, sangue nas bochechas, e fiquei totalmente tonta.
Virei o rosto e foquei a banda. Mas desejosa de virar os olhos para quem entrava.
Á tanto tempo que não me sentia assim… Á tanto que não me sentia tão viva.
- Posso? – levantei os olhos para o dono da voz marcante.
Com um casaco de cabedal, e um capacete na mão, o homem encarava-me com um ligeiro sorriso nos lábios.
- Claro… - passei a língua pelos lábios, sem nem me dar conta do que fazia.
Ele deu. Soltou um risinho enquanto se sentava.
- Sozinha? – questionou, interessado.
- Não agora… - corei. Aquele dialogo era muito parvo.
Ele tirou a casaca, fazendo os meus olhos correrem pelo seu tronco que a t-shirt marcava perfeitamente.
- Eu sou o Romeu – apresentou-se enquanto estendia a mão para mim.
- Julieta. – sorri divertida enquanto apertava a sua mão grande. Assim que o toquei as borboletas voaram ainda mais loucamente.
- Romeu e Julieta… - disse brincalhão – Será que o barman se chama William?
- Não sei… Mas podemos perguntar… - inclinei a cabeça para o rapaz que nos vinha atender. Romeu disse que por enquanto não queria nada, mas perguntou o nome dele.
- William, porque?
Nós caímos em gargalhadas de pura felicidade. O pobre rapaz não percebeu nada.
- Mas não és Shakespeare, pois não? – Rimos. Ele olhou-nos confuso.
- Podes ir.- disse Romeu, pois o rapaz estava cada vez mais confuso. E omeçava a achar que éramos loucos.
- O que faz uma rapariga tão bonita como tu, aqui sozinha?
- Nada de importante –dei de ombros – Talvez a tentar sobreviver com a saudade.
- Hum… - murmurou pensativo – Coração partido, então?
- Sim… - sorri triste. – E tu?
- Algo semelhante.
- Ela traiu-te? – fiz um careta com o tópico das traições.
- Sim. – deu de ombros – Eu amava-a e ela não deu valor ao que fazia por ela. Enfim, mulheres.
- Ela deve ser uma tola. – fiz careta.
Ele deu de ombros e suspirou.
- Mudança de tema. – sugeriu – Então Julieta, qual a tua cor favorita?
- Acho que o azul acinzentado… - fechei os olhos e permiti-me pensar na cor dos olhos de Alexander por um segundo. Afastei o pensamento. Alexander não estava ali. Abri os olhos e sorri para Romeu. – A tua?
- Bem, acho que definitivamente é verde-esmeralda. – sorriu de forma a fazer as borboletas nunca mais se acalmarem.
- Hum… Tenho os olhos dessa cor…
- Que coincidência!
E mais uma vez gargalhamos. Parecíamos dois imbecis.
- Já não gargalhava á imenso tempo. – admiti.
- Eu também Julieta. – apesar de estar a sorrir, percebi que ficou ausente – Já acreditas-te em almas gémeas?
- Imenso – confessei. – De mais.
- Encontras-te a tua? – perguntou fazendo-me ficar tensa quando numa atitude ousada colocou uma mecha de cabelo meu atrás de uma orelha – Adoro o teu cabelo – confessou baixinho – És tão linda, que é impossível não pensar em te tocar…
- Sabes – tentei fazer piada apesar de todo o meu corpo tremer com aquele toque gentil e sedutor – eu sou menor de idade. Teoricamente. – ele franziu o cenho.
- Não me importo com convencionalismos se tu não te importares.
- Nunca me importei. – sorri corada.
- Queres passar a noite comigo? – perguntou totalmente á vontade, sem hesitar um segundo.
Assenti.
- Sem compromisso? – perguntei enquanto nos levantávamos e ele deixava uma nota para pagar a minha bebida intocada. – Uma noite?
- Sem compromisso. – segurou a minha mão e encaminhou-nos para a saída – Quanto a apenas uma noite, eu sugeria uma semana – beijou os meus dedos – Depois voltamos a ficar com os nossos pensamentos naquilo que não podemos evitar.
- Está bem.
- Nada de pensarmos noutras pessoas. – exigiu.
- O mesmo vale para ti.
Subi para a mota de Romeu e abracei o seu corpo. Fomos para um hotel.


(Aqui era quando eu ia parar e na próxima fazer outro capitulo. Mas como a seguir vem a bola vermelha, e estamos num momento o.O achei que o capitulo devia incluir tudo, para ter sentido)



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Quando estávamos no elevador ele puxou-me para o seu corpo e começou a beijar o meu pescoço.
Eu levei as mãos aos seus cabelos. Aos trambolhões, entramos num quarto indo contra um móvel e rindo.
- Sento-me viva… - murmurei enquanto ele tirava a minha camisola e depois me calava com beijos.
- Eu também… - tratei de tirar a t-shirt dele também. Não fui gentil e rasguei-a – Calma… - riu.
-É que eu quero muito…– confessei sem pudor.
- Eu também. – beijou a minha face enquanto desapertava o botão das minhas calças – Desde o primeiro momento que coloquei os olhos em ti. – num emaranhado de roupas acabamos por cair na cama. Febris de desejo – Quando te vi, sabia que tinhas de ser minha… Sentis-te isso?
- Sem duvida… - ele afastava os cabelos do meu rosto e beijou-me com fúria.
- Eu… - afastei o rosto quando não podia mais esconder as presas que se alongavam. Vergonha. Medo.
Ele parou a observar. Então beijou-me calmamente deslizando a língua pelas minhas presas.
- Eu… - calei-me quando senti que ele me penetrava e começava a mover-se com desespero.
Movíamo-nos, com desespero, anciã e loucura. Procurando prazer, para as nossas almas torturadas, e corações partidos.
Arranhava as suas costas a cada investida dele, e ouvia os nossos gemidos misturados. A nossa pele deslizando uma contra a outra.
- Alexander… - gemi em êxtase arranhando as costas dele.
Os movimentos pararam, e uns olhos olharam-me ainda com sensualidade, mas severos.
- Romeu. Não Alexander. Quem está contigo não é ele.
- Eu sei… - fechei os olhos e ergui os lábios para ele – Desculpa…
Quando ele voltou a mover-se, gemi o seu nome. Romeu saia pelos meus lábios, enquanto que ainda se podiam escutar uns poucos Alexander’s.
Ele também gemeu o nome da rapariga que o tinha traído. Não importava. Aos poucos percebíamos que eu não era a rapariga que o tinha traído, e Romeu não era Alexander.
Quando atingimos o êxtase gritamos o nome de quem ocupava o nosso coração. Clamei por aquele que sempre seria a minha alma gémea, não importava o que acontecesse ou o que fizesse.
Enquanto recebia beijos carinhosos de Romeu, pensei em como se podia ter um prazer tão incrível, mesmo estando com o coração partido. Como buscávamos prazer e obtínhamos, mesmo que isso nos matasse um pouco mais.
Romeu estava satisfeito, assim como eu, mas estava com os pensamentos dele - como eu.
- Foi incrível. – sussurrou beijando lentamente os meus lábios, dando mordidelas.
- Sim – afaguei os seus cabelos, perdendo-me no seu olhar – Deve ser porque sou pura…
Ele ergueu uma sobrancelha, e sem comentários rolou para o lado e escondeu o rosto no meu pescoço, sentindo o cheiro dos meus cabelos.
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Sem poder evitar sentei-me abraçando o lençol junto ao meu peito, enquanto lágrimas de sangue escorriam pela minha face e Romeu afagava as minhas costas.
Não pensaria mais nisso. Já tinha tomado a decisão, não podia voltar a trás.
- Está tudo bem? – perguntou baixinho, como se soubesse que eu estava a ponto de me partir completamente.
- Nem por isso. – sussurrei de volta.
Ele afagou as minhas costas nuas, e puxou-me novamente para me deitar e abraçou-me.
- Tu querias. Aceitas-te lá no bar… Arrependida?
- Não. – fui verdadeira – Apenas saudades, é só.
- Sei como é o sentimento.
- Ela magoou-te imenso, não? – foquei o seu olhar enquanto alisava a sua pele macia do rosto.
Ele assentiu.
- Mas aí conheci uma rapariga num bar… - sorrimos os dois – E então, ela era tão linda, que pode deixar de pensar em outras coisas. Só ela importava.
- Algo, assim aconteceu comigo. Foi bom.
- Tiramos conforto um do outro. – deu de ombros.
Tinha sido sexo. Para mim e para ele. Óptimo sexo, mas só isso. Nada além disso.

A semana que passei com Romeu foi perfeita. Não fui para o trabalho. Ficamos o tempo todo praticamente no quarto. Eu adorava a companhia dele, adorava conversar com ele.
Ficar abraçada a ele enquanto víamos um filme qualquer. Sentir-me protegida, e acarinhada.
Saiamos, e divertíamo-nos pelas ruas. Como ele definiu, era uma aventura de amantes.
E em breve iria acabar.
E eu não queria.
Não podia acabar. Não podia.
Ele não me podia deixar. Estava dependente.


E sempre que eu lhe pedia, ele ficava nervoso, e falava de forma rude. Por mais que eu disse-se que estávamos tão bem os dois, ali escondidos, ele dizia que iríamos seguir vidas diferentes.
Tinha-o levado ao meu apartamento e ele sentava-se no sofá e sorriu-me chamando-me para ele.
Eu estava furiosa.
- Que queres? – perguntei.
Ele riu sensual.
Ele queria sexo.
- Não quero mais isso. – avisei.
- Então que queres? – questionou sem paciência – Eu fiz uma proposta e sabias o que iríamos ter.
- Não é suficiente para mim. – disse mais uma vez – Sabes que não é. Quero mais. Muito mais.
- Isto é tudo o que podemos ter. – disse calmamente.
- Mas somos felizes juntos! – exasperei-me – Porque não vês isso?
- Estamos muito longe de ser felizes.
- Não te enganes a ti próprio. – acusei – Tu queres ficar comigo, tanto como quero ficar contigo. Tens medo!
- Não tenho medo de nada.
- Tens sim! Eu sofri, mas não vou ter medo de me ferir novamente. Quero tentar um relacionamento contigo. Eu quero-te! E sei que também me queres. Por experiencia própria, digo-te que se pensares que vai dar errado, sempre vai dar. Sofres-te no passado, eu também. Mas não quer dizer que vá sofrer de novo. Traíram-te, mas não te vão trair sempre.
- Não adianta falarmos nisso. – levantou-se irritado – É melhor ir embora. – pegou o casaco dele e ia-se dirigir para a porta.
- Não vais não! – segurei o seu braço antes de ele alcançar a porta e ele olhou-me zangado.
- Solta-me.
Eu empurrei-o contra o sofá. Ele foi apanhado de surpresa e olhou-me furioso.
- Não voltes a fazer isso.
- Não vês que estás a foder com tudo? Não tenhas medo!
- Eu não te quero.
- Queres sim! – exasperei-me – Eu sou o que mais queres! Quantas vezes gemes-te isso no meu ouvido? Quantas vezes deliras-te junto comigo?
- Sexo.
- Engana-te a ti próprio, se quiseres. Mas não tentes enganares-me a mim.
- Eu não te quero na minha vida. Não quero. Não tenho lugar para ti.
- É o que mais queres. Queres-me contigo, sempre. E eu quero-te comigo. Não vou deixar que me abandones. Não me vão abandonar de novo!
- Não quero ter esta conversa.
- Mas vamos ter! Eu quero tela, e é isso que vamos fazer!
- Não entendes que foi só sexo? Não é uma relação baseada em amor, porra! – rapidamente dirigiu-se para a porta – Vemo-nos em breve.
- Se sais por essa porta – fechei os olhos e fui firme – Sais de vez da minha vida. Nunca mais voltarás. Percebes? Eu sei que pensas que daqui a umas semanas voltas para sexo e depois partes de novo. E ficamos nisso. Mas não vai ser assim - esperava ouvir a porta bater com a saída dele, mas nem a ouvi ser aberta. Abri os olhos e vi-o a focar-me tenso – Se saíres agora, nem que depois me vieres com o amor junto na barganha, eu te quero. Se me fizeres isto, juro-te que não me verás mais.
- Não sabes o que dizes.
- Experimenta. Não faço ameaças que não pretendo cumprir. – respirei fundo – Por favor Alexander…
- ROMEU, PORRA! Entende isso.
- Estou farta desta farsa! – rugi descontrolada – Pareces uma criança! E eu fui mais parva por ter aceitado esta imbecilidade. Alexander… - ele desviou os olhos dos meus e engoliu em seco – Eu sei que naquele bar, foste lá não como o Alex, nem para encontrares a Nikka. Eu percebi assim que te vi entrar. Ali éramos como se fossemos desconhecidos, nada existia para trás. Era um novo encontro, um novo zero. Um novo começo. Eu não te tinha traído. E tu não me tinhas mentido nem feito sofrer. Éramos duas pessoas diferentes. Uma Julieta e um Romeu. Querias uma bolha, onde nada mais entrasse, e eu também queria. Queria a oportunidade de estar contigo. E tu querias uma forma de te aproximares de mim, mas não como o Rei que sofreu uma traição, e mesmo acreditando que sou uma puta mentirosa, ainda me querias e sempre quererás. Olha, para mim Alex. – ele olhou-me com os punhos serrados e o maxilar travado. Eu tinha de ser firme – Já não basta para mim Alex. Eu quero-te. Todo.
- Nikka… Não me faças isto.
- Não me faças isto tu! – lágrimas caiam pelo meu rosto – Não vou aguentar se me deixares de novo. Não vou Alexander. Eu devia ter orgulho e não te querer quando ainda pensas tanta merda de mim. Mas não me importo. Só… Não me deixes, ok?
Ele não me respondeu.
- Não vou esperar muito pela resposta. – ameacei – Estou farta de ser pacifica. É guerra que queres? Sangrar mais um pouco? Então é isso que vamos fazer! Mas juntos! Não separados como tivemos durante tanto tempo, nem a vires uma semana de dois em dois meses para ter sexo! Já me estou a passar com isto! – atirei-lhe com uma almofada, na minha cabeça aquilo era uma arma mortífera – PORRA!
- Nicholaa…
- Cala-te! Não fujas á pergunta! Queres-me ou não? Não estou a dizer para acreditares em mim, me perdoares ou o caralho! Estou a dizer para ficarmos juntos, e com o tempo resolvermos esta merda. Porque, eu não sei como te sentes… mas eu apaixonei-me de novo. Todos os dias. Como sempre acontecia. Fazias-me apaixonar por ti, dia após dia. De novo e de novo.
- Ni…
- Se voltas a dizer o meu nome, todo reticente, é melhor saíres. PARA SEMPRE! – as minhas presas alongaram-se mostrando que estava a falar com toda a minha crença. – Se é isso que queres, SAÍ!
Ele olhou-me intensamente.
Sabia que estava a provoca-lo. Mas era assim que tinha de ser, mexer com o lado primitivo dele. Se isso não resultasse, então… Era o fim.
Olhei-o, e vi que ele estava rígido, com os músculos tensos e punhos cerrados. A encara-me com uma fúria que uns 50% daquilo me assustou.
- Alexander, ficas?

Gostaram?
Curiosa pelos coment’s! :) Quero saber tudo o que acharam… Desde o poder da Nikka, até o “Romeu”.
Alguem desconfiava do poder da Nikka? – eu dei muitas pistas :P
^Margarida, tu já sabias, mas pronto… Gostas-te á mesma? (eu bem preferia guardar segredo para a emoção ser maior, mas :/ ) Espero é ter compensado com o Romeu :P
Queridas(os) eu queria tanto fazer um reencontro diferente, sabem? Tipo, “meter um pouco de medo” e depois “alivio”. Uma maneira original, sei lá…
Não sei se gostaram da ideia :s Digam alguma coisa sobre isso, por favor! :)
COMENTEM – muito de preferência xD!

Beijinhos a todas(os)!