terça-feira, 3 de maio de 2011

12º Capítulo - Segredos

Por questões de saúde, fiquei ausente este tempo.
Desculpem pelo incomodo.
Tentei escrever um pouco, só para não deixar o blog sem post por mais de um mês.
Mas escrever agora, não é um coisa que consiga. Tenho outras preocupares na cabeça, no momento. Primeiro vem a saúde, acho que todos percebem isso.
Espero que compreendam.

Este capitulo vai para a Emily! – Obrigada pelas dicas das musicas, no teu ultimo comentário! Eu simplesmente adorei, e tens razão. Eu adoro esse género :)

Divirtam-se todos!

P.S-> Pelo que me apercebi, a Flavia Mendes é leitora nova! Fico feliz que tenhas gostado, és muito bem vinda :) (Profanação é a continuação de Amor e Sangue á Meia-Noite)


12º Capítulo - Segredos



Enquanto via o filme, sentada no sofá do meu apartamento, não podia deixar de pensar no militar. O filme era sobre guerra, o protagonista era um militar que nunca chegaria a voltar para casa, para a sua mulher grávida.
Eu tinha uma divida com um militar. Suspirei. E se ele fosse em alguma missão, antes de eu poder retribuir o que fez por mim? Como poderia pedir-lhe perdão? Quando de certa forma o enganei e tirei vantagem dele? Ele apaixonara-se por mim, dera-me tudo o que tinha. As economias dele, pelas quais trabalhou desde muito cedo, para pagar pelos documentos falsos e uma viagem para Itália. Colocou-se em risco a arranjar documentos falsos, para me fazer sair do país dele. Arranjou um lugar para eu ficar, na qual eu nunca cheguei a aparecer.
O que ele pensaria de mim? Como teria ficado ao saber que não aparecera na casa combinada, o que pensaria quando percebesse que eu não queria ficar com ele como ele queria ficar comigo?
Ele amara-me. Talvez iludido pela minha embalagem, não sei. Deslumbrou-se e apaixonara-se, chegando ao ponto de colocar tudo em risco, para ficar com aquela que ele pensara ser uma rapariga que tinha sido desviada para redes de prostituição e que a camionista amiga da família tinha-me ajudado na fuga.
Apesar das barreiras linguísticas, ele percebera que sofria. Só se equivocara no motivo. Ele ia desistir de tudo, fugir e morar comigo em Itália, onde tinha uns amigos que nos ajudaria no principio, a tal morada que me dera, falando com um dicionário na mão a tentar explicar que ia ter comigo quando juntasse novamente dinheiro para outra passagem de avião.
Suspirei.
Ele acreditava que eu era uma boa pessoa. Uma espécie de anjo, ou algo assim. Euriko, também pensara nos primeiros minutos. E eu matara-o para me alimentar, deixando uma menina órfã, com a sua madrinha. Provavelmente traumatizando-a quando ligasse tudo ao pensar que viajou na carrinha com a assassina do seu pai. O facto de ter deixado a criança viva, não minimizava o que fiz.
E eu podia não ter morto o militar, mas aquele ar juvenil e divertido, dificilmente ia ser o mesmo quando descobrisse que o anjo que descobrira existir, era na verdade, uma impostora.
Eu odiava aquilo que acabara por me tornar. Não especialmente o facto de ser uma vampira, mas sim aquilo que eu fazia por o ser.
Não importa aquilo que somos, mas as nossas acções. A forma como lidamos com as coisas.
Senti o cheiro de Alexander. Ele devia estar quase a entrar no apartamento. Eu não conseguia sentir o cheiro muito mais longe que isso.
Ele entrou, tirou a casaca. Tinha ido caçar.
- Que se passa? – perguntou assim que viu o meu olhar, não se deixando enganar pelo sorriso de boas vindas que pairava nos meus lábios. – Pensei que já tínhamos superado o facto de eu caçar. Mesmo quando ainda eras humana.
- E superei. São escolhas tua.
- Então, conta-me o que se passa. – sentou-se no sofá e puxou-me para seu abraço. O problema era que eu não queria ser abraçada. Não agora. Quando pensava em tudo de mal que fizera, e o dono dos braços que me seguravam, era uma das vitimas também.
Desenvencilhei-me do abraço.
- Conta-me. – exigiu.
- Lá estás tu com a mania de dar ordens! – exasperei-me – Não posso ficar sossegada com os meus pensamentos, pelo menos uma vez? – levantei-me do sofá e passei a mão pelos cabelos nervosa. Uma mania que sem querer, apanhara dele. – Alexander, existe coisas que todos guardamos em segredo. Até tu guardas coisas de mim. Existe coisas que as pessoas não gostam de falar.
- Eu quero saber tudo. – disse calmo, mas fitando-me atentamente – Conta-me a razão por estares com esse olhar de remorso.
Ri-me secamente.
- És inacreditável, sabias? – fui ao quando, abri o armário e tirei um casaco. Não por ter frio, mas porque nas ruas as pessoas acharia estranho estar de camisola de alças quando soprava um vento frio.
Quando voltei para a sala, a vestir o casaco, ele fitava-me atentamente.
- Não és o único a saber-me ler. Eu sei fazer o mesmo contigo. – peguei nas chaves – Pensas que estou com um olhar de remorso, como disse-te, porque achas que vou fazer algo contra ti. Ou já o fiz. Com a estúpida desconfiança. – voltei a rir-me secamente – Desculpa desapontar-te, mas nem tu se resume a ti.
- Onde vais?
- Não importa. Não sei. E – antes de abrir fechar a porta, avisei-o – não me sigas. Estarei atenta a isso.
Quando sai do prédio, senti os olhos de Alexander em mim, através da janela. Coloquei o capuz do casaco, e caminhei. O vento frio no rosto era agradável.
Gostava de Londres. Mas não era a minha casa.
Não podia deixar de pensar, que eu não tinha um lugar a quem chamar casa. Só Alexander, os seus braços, ele era o lugar onde pertencia. Encontrava conforto nele, mas a verdade é que eu não tinha um lugar físico, uma casa, um ponto de referencia.
E Alexander tinha vergonha de mim.
Era inacreditável, como á alguns anos atrás, eu vivia perfeitamente feliz e irreverente na villa, com o meu pai e o meu irmão.
Sorri, pensando em como estaria o meu irmão. Cabeça oca.
A minha realidade nunca mais seria essa. Ás vezes sentia-me como se tudo fosse um castigo, não sei.
Talvez fosse uma moeda de troca. Entregar tudo, tudo em troca do amor. Alexander.
Agora quando já crescera mais, especialmente por ter de passar por todas as etapas que passei sozinha, percebia que não se pode ter tudo.
Costuma dizer que deixaria Alez, e seguiria a minha vida depois. Uma total mentira, agora eu sabia que seria impossível. Eu era para ser dele. Desde o inicio.
Talvez as coisas pudessem ter sido mais suaves, comigo a optar realmente por isso, e não ter sido forçada, a tudo ser arrancado de mim.
Mas NADA se comparava com a dor, que perceber que amava Alexander e ele já não estava lá. Nada.
Eu hoje amava mais Alexander, do que em humana. Era impossível de descrever o que um vampiro sente. Mil coisas ao mesmo tempo. Mil pensamentos.
E no meu caso, mil arrependimentos.

Sentei-me num banco de jardim, observando as pessoas que passavam. Observando rostos, mas pensando em outros rostos. Vitimas anónimas, Euriko morto. Outras espécie de vitimas. Rachel sozinha, o militar roubado, Michael, o meu pai. A minha melhor amiga.
Todos eles estavam mortos para mim.
Quando percebi que já eram 4 horas da tarde levantei-me para voltar para o apartamento. Afinal, estava ali desde as 11 da manha. Alexander devia estar a passar-se, ou não. Podia estar a observar-me, já que não estivera atenta ou não se ele me seguiria.
Mas ele tinha ficado no apartamento. Vi-o na janela antes de entrar no prédio e subir as escada. Abri a porta, e ouvi logo a pergunta que já esperava:
- Ode raios estiveste?
-Calma. Não estive a fazer nada de mal. Só pensar.
- Em quê? Eu quero saber.
- Também quero muitas coisas. E não as tenho. – eu já nem me chateava (muito) com estas típicas atitudes dele. Ele era rei, estava habituado a mandar. Era parte da personalidade dele. O que não significava que eu tinha de obedecer, claro.
- É só pedires-me o que queres, eu dou-te. – senti antes de ver. Ele abraçou-me forte – Não gosto nada de não saber onde andas.
- O que eu quero não me podes dar. Consciência tranquila é uma coisa que não se pode oferecer. – recebi o beijo dele, apreciando o sabor dos seus lábios. Adorando a forma como as suas mãos corriam pelas minhas costas e braços.



Bebia o sangue de uma bolsa no sofá, com Alex ao meu lado, e víamos um programa qualquer onde passavam vídeos engraçados.
- Nikka, conta-me os segredos de que falavas que tinhas. – suspirei e tive que soltar o riso.
- És inacreditável. A ideia de não saberes as coisas, esteve até agora na tua mente, não foi?
- Sim. – revirei os olhos – Não quero que tenhas segredos para mim.
- Alexander, toda a gente tem segredos. Sejam acções, pensamentos, sentimentos, ideias, preocupações, algo que não contam para ninguém.
- Mas, eu não quero que tenhamos segredos um do outro. Não mais!
- Tu contas-me tudo?
- Sim! Tudo o que acho relevante. Tudo o que é importante. Para mim, e para ti.
- Não mintas. – acusei-o – Não me contas tudo! Tem mais de 5500 anos, não pode haver ninguém que tenha mais segredos que tu. Deixa-me com os meus. Tu não queres saber.
- Mas, tudo o que é importante para ti, é importante para mim. Por favor, conta-me.
Fechei os olhos e suspirei. Abri os olhos fitei-o.
-Conta-me porque tens vergonha de mim. – rematei.
- Não tenho vergonha de ti! – respondeu ofendido.
- Certo.
- Que ideia é esse? Estás louca?
- Tu não queres que ninguém saiba que estás comigo. Que mesmo eu ter-te traído tu estas aqui. Não me levas ao castelo quando vais lá. Portanto, isso és tu a ter vergonha de mim.
- Não digas isso. – puxou o meu queixo para cima, para poder ver o meu rosto – Nunca que teria vergonha de ti. Isto sou eu a proteger-te. A tomar conta de ti. Eu sei como vai ser para ti, vais sentir-te incomoda, com os olhares. E por mais que eu obrigue que ninguém fale no tema, tu vais sentir-te deslocada. É por ti, nunca por ter vergonha de ti.
- Estas a dizer a verdade? – engoli em seco. Aquilo era uma coisa que sempre me remoía.
- Claro. – sorriu – Como podia ter vergonha da minha beleza particular?
Sorri.
- Nikka, eu quero que me digas o que vai no teu coração. Estou preocupado. Por favor.
- Eu só estava a pensar no que me tornei. No que me deixei ser. No porque de não ter parado. O que fiz, até voltarmos a estar juntos. Eu sou má. Sempre me vi como uma boa pessoa, com um bom coração. Sem atitudes com maldade ou segundas intenções. E tudo o que era, eu perdi. Eu não quero ser má, ser rancorosa, manipuladora. Eu manipulei, eu menti, eu enganei sem pensar duas vezes. A minha crueldade fez vitimas. Como posso viver comigo mesma?
- Nikka, por favor não comeces a ter esses pensamentos. És uma vampira, não podes querer comportar-te como uma humana. É uma nova etapa para ti.
- Mas, o facto de ser uma vampira não é desculpa. As nossas acções é que importam. E para mim, o facto de fazer tudo o que fiz, não me deixa ter paz. Como fiquei assim? Porque não parei? – respirei fundo – Eu matei, roubei, enganei, manipulei, fingi. Não sei onde parou a Nikka de antes. Eu quero-a de volta. – avoz começou a ficar fraca, com o choro preso.
- Eu queria que nunca tivesses ido na conversa daquele clã nojento, quando te abordaram antes mesmo de ir para a tua villa…
- Eu já disse que não foi isso, porra! – gritei, mas respirei fundo. Ele não iria acreditar. Não agora. – Não estávamos a falar sobre isso. O que eu queria dizer, é que de repente vime a ser algo totalmente diferente do que era.
- Continuas a ser a mesma.
- Não. Não porque eu não era maldosa e sem escrúpulos. Eu matei, e gostei. E o que mais me custa, foi que eu enganei quem me ajudava.
- Não vamos falar disso agora. – ele pensou que estava a falar dele.
- Não estou a falar de ti, no momento.
- De quem? – os seus dedos acariciaram a minha nuca – Acho que está na hora de me contares um pouco do que te aconteceu, enquanto estávamos separados. Foges sempre á pergunta, todas as vezes que te questiono sobre isso. Conta-me, nem que seja só um pouco.
- Uma noite, eu sai da floresta. Uma floresta na Roménia onde me tinha escondido depois de ter feito um dos meus muitos actos repulsivos. Uma camionista ajudou-me a sair do país. Ela pensou que era uma rapariga que tinha sido feita refém numa rede de prostituição de menores. – fechei os olhos, e deixei-me ficar a sentir o seu carinho calmante no meu pescoço – Ela levou-me para uma família que conhecia perto da fronteira da Roménia com a Ucrânia. Fui muito bem tratada, parte da família, mesmo tendo a barreira linguística. A vida naquela zona da Ucrânia era calma, fácil. Nas noites eu fugia para me alimentar, assim durante o dia, era fácil viver com eles. Eram tão boas pessoas, um pouco pobres, mas muito divertidos. Mesmo não percebendo o que diziam as suas piadas, as gargalhadas eram contagiosas. Lá, morava um jovem militar. – os dedos de Alexander pararam o carinho por uns segundos, e depois voltaram – Eu gostei dele. Ele era simpático comigo, fazia-me rir o tempo todo, chegou a empurrar-me no baloiço. Dava-me a mão quando estava triste e com o pensamento ausente. Falava calmamente, e o tom suave nas palavras ilegíveis para mim, tinha um efeito apaziguador.
- Aconteceu alguma coisa entre vocês? Tu disseste que não tinhas tido nenhum outro homem além de mim. – as palavras deles saíram arrastadas, como se o estivesse a trair de novo.
- Não. Não tive contacto físico com ele. Eu estava quebrada. E ele sabia isso, nem tentou algo mais. Só uma vez tentou-me beijar e ao ver a minha reacção, nunca mais o fez. Ele tentou arranjar-me, curar-me, fazer-me de novo inteira. Mas sempre sentia que eu ficava reservada no meu canto. Um dia, ele deu-me uns documentos falsos, e uma viagem para Itália. Aquilo custou todo o dinheiro que tinha. Pelo qual trabalhou toda a sua vida. Ele deu-me uma morada, para onde eu devia ter ido em Itália, e ele quando conseguisse juntar dinheiro para uma nova viagem, viria ter comigo. E juntos, iríamos começar de novo, construir uma vida. Eu nunca tive a pretensão de ir para a tal morada, e mesmo assim, peguei o dinheiro. Eu nunca lhe pedi nada, mas talvez mesmo sem querer, o manipulei. Ele estava apaixonado por mim, e eu fi-lo sofrer.
Silencio.
- Alex, os meus actos foram todos nojentos, mas este foi mais vil e repulsivo do que posso explicar. Eu via o amor nos olhos dele, e no fim, tomei foi uma decisão egoísta. Eu poderia ter arranjado dinheiro de outras formas, poderia ter roubado a ricos como fiz mais tarde em Itália, ou outra coisa qualquer. Mas, eu brinquei com sentimentos de outros. E no fim, ele não me corou, eu é que o deixei quebrado. – quando dei por mim, lágrimas escorriam pelo meu rosto. – Um dia, eu vou devolver-lhe o dinheiro, e pedirei desculpas, mesmo se ele nem a família me poderem desculpar. Sinto tanta vergonha do que fiz!
- Oh pequenina… Eu nunca devia ter-te deixado sozinha… Mas, não podia ter feito outra coisa.
- Eu percebo. O que te fiz, foi o pior dos meus pecados. E o resto, foi tudo consequência da minha maldade contigo. O remorso que sinto, todo o meu arrependimento sobre tudo o que fiz, não é nada comparado com a dor que sinto ao pensar na dor que te infligi. Nunca poderei dizer, o quanto lamento. Eu só, não estava em mim. Não é desculpa, mas eu não sabia quem eu era. Agora sei. Sei o que quero, e sei que o que ficou para trás não voltarei a repetir os mesmos erros. Acho que… cresci.
- Meu amor… - abraço-me e embalou-me no seu colo – Vamos com calma, com as revelações. Para a próxima, eu relato os meus pecados. De vagar, vamos voltar a ser o que éramos. Juntos vamos apagar as coisas más. Os pesadelos.
- Espero que sim. – levantei o rosto pedindo-lhe um beijo.
- Amanha, vamos juntos para o castelo. Eu nunca tive vergonha de ti. – beijou-me – não quero que te sintas mal lá, acho que só poderemos começar, onde tudo terminou. – beijou-me de novo.

Então, gostaram?:)
O capitulo anterior de Profanação, já foi á algum tempo, portanto espero que este tenha matado um pouco as saudades, que tanta gente me fala sobre isso ;)
E tenho de dizer, que surpresas vão acontecer no próximo capitulo. Coincidências, ou não.
Estejam atentos, porque a Nikka vai ser surpreendida. E vai esconder um segredo que Alain sabe, ao Alex. Até ele estar pronto para o ouvir.
Comentem, por favor :*

terça-feira, 29 de março de 2011

365 Dias!

Alguém se lembra de que dia é hoje?!

Faz exactamente um ano, que criei o blog… O Blog está de Parabéns hoje! =D

Um ano em que postei pela primeira vez! Comecei por apresentar “Amor & Sangue À Meia-Noite”,e depois seguiram-se outros projectos.

Conheci pessoas fabulosas, amigas daquelas que são únicas… Só posso agradecer por estes 365 dias!


Obrigada por participarem do Blog da AR!

Obrigada por alegrarem os meus dias, pelos bons momentos e tornar tudo por aqui tão mais divertido!

Espero que no próximo dia 30 de Março, estejamos todos por cá ainda, a divertir e passar bons momentos!

terça-feira, 22 de março de 2011

2º Capitulo

*Eu a entrar de mansinho e disfarçadamente*

Ai, ai que eu até estou com medo de aparecer por aqui…. O.O
Depois de quatro semanas sem postar, estou a habilitar-me a levar dois tiros na cabeça.
Quer dizer, eu não tenho muita vontade de aparecer ai numa sarjeta deserta assassinada brutalmente nem nada do género… Mas percebo que a vontade de me matar já passou pela cabeça de vocês, admitam lá! =P

Mas bem, as coisas não andaram fáceis por estes lados, desde escola a saúde, problemas (e honestamente muita preguiça). Enfim eu fui deixando para postar amanha, e amanha até que tive mesmo de postar quando vi a data da ultima pastagem. :O E além disso, estava com mesmo saudades disto por aqui, de ler os comentários maravilhosos e de responder, essas coisas todas.

Trago um capitulo de Quase sem Querer ( eu sei que já tinha esta história quase concluída e que podia ter postado logo, mas é que eu acabei por decidir acrescentar pelo menos mais um capitulo á história, porque já estava com a sensação que tudo passava numa correria. Então tive que escrever este capitulo, e estava difícil porque estava sem cabeça para escrever sinceramente.)

Bem, espero que gostem (e que não atirem em mim pois entendem que ás vezes por estes lados tudo corre mal como a toda a gente)

O Capitulo vai para a M Moon que é uma querida e que quase me mata por demorar a postar esta história! *medo de ti M Moon* Desculpa querida, espero que a espera tenha valido a pena. ;)
Vai também para a Verita-17. Obrigada pela preocupação querida! Beijinhos =)

Boa Leitura



3 semanas depois.

Resmungando tacteei com a mão até encontrar o despertador e o fazer calar. Arrepiei-me quando vi que eram 6 e 30 da manha. Infelizmente tive que me levantar, pois o parvalhão de Ryan estaria aqui exactamente ás 7 horas em ponto, e só esperaria até as 7:04 e depois iria para a escola. Ou eu estava pronta a essa hora ou ia a pé. Ele realmente não esperaria.
As 4 vezes que me atrasei, as 4 fui a pé. Muito sinceramente ele até me fazia o favor de me dar boleia até o colégio, se não ia a pé a ouvir camionistas pervertidos. A culpa era da minha mãe, já que ele não me devolvera o carro.
Enquanto tomava um duche rápido lembrei-me dos bons velhos tempos, onde acordava ás 7:45 e só sai de casa ás 8:20, quando as aulas começavam ás 8:30. Chegava sempre atrasada, mas bem… Os professores já nem ligavam. Agora não, a porcaria das aulas começavam ás 8 e 30, e eu sai de casa ás 7 horas! Fanático imbecil do Ryan!
Quando me sentei á mesa pronta para atacar o meu pequeno almoço, ouso uma buzina. Olhei o relógio. 7 horas em ponto.
- Foda-se!
- Olha a língua, Caroline! – a minha mãe, entrava já com a reprovação no olhar.
- Bom dia, mãe. – revirei os olhos, enquanto pegava uma maça – tenho de ir. – beijei o seu rosto enquanto ela deitava sumo no seu copo.
- Esse rapaz faz-te muito bem… - sorriu.
- Sem dúvida! – ironizei, embora ela não tenha notado.
Entrei no carro de Rayn sentando-me bruscamente e bati a porta com força, apesar de saber que ele nem se importava se destruía o carro dele ou não. Se alguém entrasse assim no meu carro e batesse a porta com força eu simplesmente enlouquecia.
- Bom dia, amor. – ironizou – O meu beijo?
Simplesmente o olhei.
- Sem beijo? Que pena.
- Penas têm as galinhas! – gargalhei alto. O filha da mãe sempre que eu dizia isso de penas, ele respondia altivamente “penas têm as galinhas” – Parolo! – É para nunca mais me chamares parola também, seu cretino desgraçado! Pensei vitoriosa.
Ele corou até á raiz dos cabelos talvez de fúria e vergonha por ter caído na sua própria armadilha. Conduziu até o colégio sem falar e tenso. Apostaria que para ele, ser corrigido (especialmente por mim) devia ser “doloroso”. Como para mim era fantástico.
Como sempre, éramos os únicos alunos ás 7:30 na escola, além dos funcionários. Fomos para a biblioteca (que se eu antes não gostava agora passava a odiar por iguala-la a uma prisão). Mas a verdade é que a prisão já mudara algumas coisas no rendimento escolar. Passara de um 6 a Filosofia para um 10. O que para mim, era sem duvida uma grande coisa.
Ryan entregou-me umas folhas dizendo para estudar por ali para o teste de Ingles que seria já na sexta feira.
- Eu prefiro estudar pelos livros… - Ryan disponibilizou na sexta-feira os seus resumos do 11 ano para eu estudar no fim de semana. No principio achei uma óptima ideia porque ele era super inteligente e nada melhor do que os resumos dele. Rápido mudei de ideias, porque aquilo era elegível. Não pela letra, porque sinceramente era tão precisa que chegava a ser irritante. O problema é que eu no fim de um paragrafo desisti, por diversas razões. Palavras que não sabia o significado, menções de pessoas que nunca ouvira falar, frases tão complexas que mesmo depois de ler 5 vezes não percebia que treta ele queria dizer com aquilo. Além de ter muita mais matéria que qualquer manual escolar. Então, no sábado quando ele me mandou uma mensagem a perguntar se estava a ajudar os resumos eu fui sincera e disse que não conseguia entender e que também não teria de saber tanta matéria além de ser impossível decorar aquilo tudo.
– Pelos manuais não vais lá. – reparei que ele ficara um pouco ofendido por estar a recusar – Lê, acho que estes são melhores para te ajudar nos estudos que os anteriores…
Então quando comecei a ver os resumos, foi como se tivesse levado um murro bem no estômago.
Ali estavam resumos completamente diferentes que os anteriores. Mais pequenos, com frases simples e palavras que facilmente percebia. Alias, tinha ali curiosidades sobre estilistas que se baseavam em poetas para criar algumas colecções para eventos especiais que eu sempre acompanhava pelas revistas e pela tv sem nunca ligar á poesia.
E ele tinha feito aquilo para mim, provavelmente ocupou-lhe um dia inteiro pois ele faria muito mais facilmente resumos para ele do que ter de pensar na forma mais fácil de eu entender e tentar prender-me ao estudo de forma a não achar aquilo uma “grande seca” como sempre reclamava. Ele pesquisara sobre moda, a ver se encontrava alguma ligação que me interessasse.
Senti-me muito parva por sempre lhe responder bruscamente e com ironia, e ele apesar de retribuir as farpadas verbais, ocupava o seu tempo a tentar ajudar-me.
- Sabes… - eu não sabia o que dizer – não tinhas de fazer isto…
- Não custou nada. - Deu de ombros desvalorizando o acto.
- Foi sim. – tive de admitir – Ninguém se daria a esse trabalho por mim, nem mesmo a minha mãe.
- Espero que ajude. – ele falava enquanto os seus olhos focavam o seu caderno, e resolvia um exercício de matemática.
- Obrigada. – agradeci ainda sentindo-me estranha e sem saber o que dizer pelo seu gesto.
Depois de ele resolver o seu exercício, reparei que passava como sempre a tratar de assuntos da associação de estudantes, enquanto levantava os olhos algumas vezes ara ver se o que eu fazia estava correcto. Obvio que muitas vezes corrigia.



- Estou cansada! – deitei-me na mesa, como se estivesse quase a morrer.
- Caroline, estamos apenas a estudar á meia hora.
- Meia hora? – olhei o meu relógio – Então, ainda falta mais meia… - choraminguei.
- Concentra-te.
- Podíamos fazer uma pausa, já estamos nisto á três semanas, eu até já recuperei a Filosofia e tudo…
- Não deves parar o ritmo só por isso – ele ia acrescentar alguma coisa quando eu dei um grito abafado.
- As minhas unhas! – reparei que estavam sem verniz, totalmente ruídas até pele tirara! Sem querer foquei um armário e vi o meu reflexo. Outro grito.
Levantei-me rápido e nem queria acreditar quando cheguei mais perto do armário e me vi reflectida lá. O meu cabelo estava sem nenhum acessório pequeno como sempre utilizava, estava despenteado. Não tinha batom nos lábios.
- Que foi? – Ryan chegou perto de mim preocupado.
- QUE FOI? OLHA SÓ PARA MIM! Meu Deus fiquei uma desleixada, os sapatos nem combinam com nada que vesti hoje! Tudo porque não me dás tempo para nada além de estudar! Nem coloquei batom! AI, AI! AIII – Comecei a abanar as mãos loucamente, num ataque de histeria – Ai meu deus, pegaste-me a miopia! Estou a ver tudo embaciado! MEU DEUS!
Ele agarrou-me os braços e passando-se gritou “ Controla-te”.
Tentei respirar fundo.
- Filha da mãe, Caroline a porcaria da miopia não se pega! Estás a ver mal, pelas lágrimas sua cabeça oca! - respirou fundo – E como só ligas á imagem?! Que fútil! – voltou a sentar-se, passou a mão nos cabelos e voltou a se concentrar no que estava a fazer antes da minha cena.
Eu fiquei uns minutos sem me mexer e sentei-me sem saber o que dizer.
- Ok, aquilo da miopia foi imbecil… - sussurrei envergonhada.
- E todo o resto, também. – nem se dignou a erguer os olhos, fazendo-me sentir cada vez pior. O “fútil” sempre a bater na minha mente. – Sinceramente, quando penso que não podes piorar, inacreditavelmente tu pioras. Bem, sempre a aprender.
- É só que… - eu nem sabia porque estava a tentar justificar-me. O que ele pensava não me interessava. Não me interessava nada. Eu só queria, sei lá, que não pensasse que era só fútil… – Eu… Desculpa o histerismo… Mas não é a primeira cena que me vês fazer.
- Não é, realmente. Mas irritas ás vezes. Especialmente com isso das futilidades. – Talvez fosse uma indirecta de quando eu fazia piada da sua roupa que apesar de ser cara, era estranha. – Prestes a chumbar o ano, e preocupas-te se não passa-te batom? Francamente. – Ele nem me olhava para falar, como se nem valesse a pena.
Engoli em seco. Não ia chorar por aquilo.
- Sempre fui assim. – tentei justificar – Sempre gostei de roupas e essas coisas. – disse voltando a sentar-me no meu lugar.
- Não é esse o problema. Se não fosse a única coisa que pensas. Só sabes pensar que batom vais usar, que roupa fica melhor…
- A beleza é a única coisa que tenho que valha a pena… - sussurrei muito baixinho.
Os seus olhos ergueram-se e atentamente focaram os meus. Não podia deixar de achar que os seus olhos eram lindos todas as vezes que ele me olhava nos olhos. Atrás daqueles óculos, existia uns lindos olhos verdes musgo.
- Caroline, a beleza não é tudo. Pelo menos, não para as pessoas que realmente importam e valem a pena.
- Eu sei… - desviei os olhos antes de ele ver que quase chorara com as palavras dele. – É que, eu realmente não tenho mais nada para oferecer. – aquela foi a primeira vez que expressei aqueles pensamentos – Ser bonita é a única coisa que sei fazer, a única coisa que sou realmente boa. E a única coisa que interessa aos outros.
- Estás errada. – disse gentilmente – Nunca ouviste a celebre frase “ a beleza está nos olhos de quem a vê”?
Assenti.
- Além disso, já ninguém avalia um livro pela capa.
- O problema é esse. Eu só tenho a capa. – suspirei – Não quero continuar a conversa. – comecei a ler os resumos novamente, escondendo-me atrás dos meus cabelos.
Em silêncio, Ryan voltou a focar a sua atenção nos seus papeis.
- Se queres mesmo saber, eu prefiro quando não usas batom. A cor dos teus lábios é muito mais bonita sem ele. – corei mas não levantei o rosto.
- Hum… Obrigada. Eu acho.

Na cantina, como sempre, sentei-me na mesa com Ryan. Ficávamos só os dois, ou algum outro nerd vinha até lá. Desde que começamos a dar beijinhos em publico (eram só um colar rápido de lábios quando estritamente necessário, para não desconfiarem) tanto o grupo dele o recriminava como o meu me recriminava. Além disso, o meu grupo quase não me falava.
Mexia na comida, até que Ryan perguntou se estava tudo bem.
- Sim, só me estou a lembrar do que a Alice me disse.
- Aquela loira oxigenada com implantes mamários maiores que o da Pamela Anderson? – soltei um risinho – O que quer que ela tenha dito, foi merda. – Já nem me surpreendia mais quando Ryan soltava “palavrões” ocasionalmente.
- Ela disse que eu era uma puta traidora… Por de um dia para o outro ter deixado o Chris porque me tinha apaixonado por ti. – revirei os olhos ao me lembrar do “ Toma uma aspirina para a dor de corno” que Ryan tinha dito ao Chris quando ele viera acusar-nos. Ainda mais quando o meu namoro com o Chris não passava de uma fachada. Se bem que eu também odiaria se ele me fizesse o mesmo, a vergonha de ser trocado por alguém que ele tanto desprezava devia roer aquele cérebro ainda mais minúsculo que o meu.
- Tenho certeza que lhe respondeste á altura.
- Sim – ri um pouco – Disse que não era mais que ela, quando tinha sexo com o namorado da irmã.
A conversa acabou por ali, porque vieram uns amigos nerd’s dele e ficaram a falar de coisas que nem valia a pena tentar acompanhar.

(…)



Já tinha acabado a “primeira rodada de testes”, como eu chamava. E inacreditavelmente, só tinha duas negativas. Claro que isso também tinha muito a ver, com o facto de que os professores admiravam tanto Ryan que falavam com ele sobre mim. Ryan dizia que me estava a esforçar e tal, e os prof’s iam-me dando o beneficio da duvida.
Se os professores adoravam Ryan, eles não gostavam de mim. Achavam um desperdício um rapaz inteligente como ele ficar com uma rapariga tão fútil. Da mesma forma como também ouvíamos bocas de como eu namorava com um nerd.
Aquilo não incomodava Ryan, mas a mim começava a incomodar bastante. Especialmente ficou-me entalado na garganta quando ouvi hoje de manha um amigo dele lhe dizer “Ela é tão burra! Mas, meu, para foder não precisas de inteligência”.
Então na cantina quando vi esse mesmo amigo, corei até as raízes do meu cabelo preto e baixei o rosto subitamente enjoada. Aquele devia ser o pensamento de todos.
Quando ele se afastou, soltei a respiração que tinha prendido pelo desconforto.
- Que se passa?
- Nada. – respondi-lhe fingindo não perceber a pergunta.
Ele suspirou e encarou-me sério.
- Ouviste o que ele disse hoje de manha, não foi? – não respondi – Pensei que como estavas a ouvir musica e como ele falou baixo não ouvisses.
- Estava a mudar de faixa na altura.
- Caroline, eu lamento que tenhas ouvido aquilo.
- Sim? – enruguei a testa ironicamente – Não pareceu.
- Porque não queria fazer ali uma cena e habilitar-me a que te apercebesses do que ele disse. Se bem te lembras mandei-o para a sala da associação que queria falar com ele. Quando fui ter com ele, juro-te que ele se desculpou.
- Hum.
- Caroline…
- Deixa lá isso. Não tens culpa do que eles pensam e vão continuar a pensar. – Olhei-o seriamente – Eu concordei em fazer esta farsa, porque tu querias provar que podias roubar a namorada ao capitão – tinham sido palavras dele – e eu porque precisava de explicações. Tudo bem por aí. Mas espero mesmo, Ryan, mesmo, que tu não leves isto a sério de mais e te ponhas por aí a inventar coisas sobre como me comeste aqui e ali.
Ele olhou-me ofendido.
- Alguma vez mostrei ser desse género, Caroline? – os seus olhos faiscaram de fúria e indignação – Alguma atitude minha te levou a pensar nisso? Para além de ter respeito por ti e pelas mulheres, recuso-me a descer ao nível de um miserável que se vangloria das coisas que fez e especialmente pensa que fez ou gostaria de fazer, como se isso os tornasse mais homens. E acima de tudo, tenho respeito por mim mesmo, para não fazer figuras deprimentes em balneários a inventar histórias.
Assenti sem saber muito bem o que dizer e voltei a focar o prato praticamente intocado.
- Eu só não quero passar a ser falada nesse aspecto. Não quero fama de puta.
- Nunca. – segurou a minha mão, fazendo-me prender a respiração. Ele já me tinha pegado na mão, mas desta vez uma pequena descarga electricidade latente. Reticente retirei a minha mão, e Ryan suspirou cansado.



Era Sábado, e pela primeira vez em bastante tempo, eu não tinha de estudar. Ryan tinha dito que este fim de semana podia fazer uma pausa, para recuperar baterias. E por mais estúpido que pareça não sabia o que fazer com o meu tempo livre. Definitivamente não podia ir ter com o grupo com quem sempre me divertia. Não era como se eles me dissessem para sair ou isso, mas eu já não me sentia bem vinda lá. Especialmente odiava as bocas desagradáveis e as indirectas disfarçadas pelos sorrisos falsos. Por isso estava na cama a ver tv, sem realmente ligar para o que o se passava no filme.
Hesitei e pegando no telemóvel. Escrevi rápido uma sms para Ryan.

De. Caroline
Para: Ryan

O que anda fazer o Nerd mais Nerd do mundo? =P A estudar?
Eu já estou farta de não ter nada para fazer. No inicio pensei que a folga seria boa, mas não está a ser… Seca.

Ele demorou uns minutos a responder, mais que o normalmente demorava. Pensei que não ia responder quando recebi a sms dele.

De: Ryan
Para. Caroline

Eu estou a fazer um projecto por diversão… Já que está a ser uma seca a tua tarde, podias vir até aqui… Quer dizer, eu podia ir buscar-te e podíamos estudar ou assim… Ou fazer outra coisa qualquer que gostes, não sei… É só uma ideia…

Não soube o que responder. Eu queria ir, mas… era na casa dele. E ir para casa do governador não era uma boa ideia… Além disso, não o queria incomodar e interromper o seu trabalho. Talvez ele se tenha sentido obrigado a fazer o convite ou assim…

De. Caroline
Para: Ryan

Não obrigada… Eu vou chatear a minha mãe, ou algo assim…

Mais um tempo que ele demorou a responder.

De: Ryan
Para. Caroline

Tudo bem.

Mordi os lábios com a sensação que ele tinha ficado chateado.

De: Caroline
Para: Ryan

Ficas-te chateado?
Eu só acho que é melhor não te estar a incomodar no teu projecto…

De: Ryan
Para: Caroline

Não fiquei chateado. Percebo perfeitamente. Não tens de te justificar, Caroline.

Respirei fundo e escrevi a mensagem.

De: Caroline
Para. Ryan

O convite está de pé, ainda?

Uns segundos depois recebi a resposta.

De: Ryan
Para: Caroline

Claro. Diz-me só quando posso passar aí…

De: Caroline
Para: Ryan

Quando te der jeito…

De: Ryan
Para: Caroline

Dentro de meia hora, estou aí. Tudo bem?

De: Caroline
Para. Ryan

Está óptimo para mim. Beijinhos

De. Ryan
Para: Caroline

Até já, então.

Franzi as sobrancelhas. Ele não mandara beijinhos de volta. Aquilo irritou-me um pouco. Porque ele não mandará? Quer dizer, não lhe custava nada ter escrito “beijos”. Pousei o telemóvel. Mas rapidamente me veio um pensamento á cabeça que me fez ligar logo para Ryan.
- Já não é para te ir buscar? – falou assim que atendeu.
- Não é isso… Hum, Ryan… Os teus país vão estar em casa?
Silencio.
- Não… - tossiu – Nem pensei que podias levar a mal, eles não estarem… Mas não é como se estivéssemos sozinhos, alguns empregados andam por aqui, se te sentes mais confortável com a ideia.
Eu gargalhei.
- Eu sinto-me é confortável com a ideia que os teus pais não estejam! Quer dizer, sem ofensa… Mas não me apetecia conhecer o governador, ainda mais como tua namorada e… Bom, não era o momento certo e…
- Relaxa. Já percebi. Eu também não te queria apresentar á família. – um soco no estômago. Provavelmente eu nem servia para ser apresentada como amiga. Não uma sem cérebro como eu. – Então, até já.
- Até já…
Desliguei subitamente perdendo o animo que o convite dele tinha proporcionado.
Se calhar, não era uma boa ideia no final das contas.

Bom, e aqui fica mais um capitulo! =D
Espero que estejam a gostar… O romance já começa a aparecer, embora subtilmente =D
Comentem (especialmente para eu ver que não perdi os meus leitores todos o.O) e mais uma vez desculpem esta ausência, mas é como disse, problemas afectam toda a gente...
Ey, para compensar esta semana trago no mínimo, mais um capitulo, que tal?
Beijinhos e já sabem, Comentem!
Como eu já tinha saudades de dizer isto! O.O