quinta-feira, 11 de agosto de 2011

13º Capítulo - Impasses


13º Capítulo – Impasses

Espero que gostem… :D

Olhem, eu aqui chorei imenso ao escrever este capitulo. Talvez seja porque sou eu a escrever e me coloque nos personagens junto com sabendo os seus destinos... Talvez eu sinta mais, e ao escrever chorar e rir é mais facil para mim. Espero ter passado os sentimentos.

Mas bem, quem é sensível, talvez deva ir buscar uma caixinha de lenços:P









- Não acredito… - sussurrei baixinho.
Encostei a cabeça no vidro da janela do carro, e olhei para a casa que por um tempo me acolheu, iluminada pelo luar. Uma lágrima de sangue escorreu pela minha pele pálida. Limpei-a rapidamente.
- Eu não acredito é que estás a chorar. – os seus dedos tencionaram-se no volante enquanto arrancava. Contrario ao que pensava, arrancou suavemente. – A chorar, na minha frente. – olhei-o de esguelha e suspirei. Voltei a olhar para a casa, que ficava cada vez mais longe. – A chorares na minha frente, por outro. – a sua voz suava ressentida, e um tom de fúria e amargura escondida.
- Alexander, pelo menos tenta parecer menos egoísta. A sério, ás vezes eu não consigo acreditar em como tens um coração tão gelado.
Ele não me respondeu.
- Ás vezes penso que vou morrer congelada só por estar perto de ti.
- Não vou nem se quer responder a isso. – olhou-me de lado, aparentemente calmo – Estás á procura de uma discussão. Poupa o trabalho e desabafa de uma vez. Chora lá pela morte do miserável humano.
- Pára o carro. – disse firme.
- O quê?
- Pára o carro, agora.
Ele deslizou o carro, por um caminho de terra batida que surgiu embrenhando pela floresta e depois parou. Saí do carro e afastei-me um pouco, passando as mãos pelo cabelo nervosa.
Inclinei a cabeça, e deixei algumas lágrimas escorrerem, um nó na garganta. Arrependimento. Arrependimento e mais arrependimento. Enquanto os meus ombros balançavam um pouco, senti os braços quentes de Alex, deslizarem pelos meus ombros, e puxando-me contra o seu peito. Sentia as costas quentes pelo contanto com Alexander, enquanto os seus braços me rodeavam, dando-me conforto.
Eventualmente, acabei por me girar, e encarar o seu rosto. Ele estava tenso, pensativo. E no entanto, o seu olhar estava repleto de preocupação, enquanto limpava os meus olhos e me beijava suavemente na boca. Segurei os seus cabelos desalinhados, sentindo a sua língua deslizar pelos meus lábios.
- Não consegui pagar a minha divida. – respirei fundo, ainda abalada. – Nunca poderei agradecer e pedir desculpas. – murmurei contra o seu peito.
Alguns dias atrás, Alex dissera que voltaríamos para o castelo. Para começarmos, onde tudo tinha terminado. No entanto, ele surpreendera-me, dizendo que antes disso, iríamos á Ucrânia, perto da fronteira com a Roménia. Disse que se era algo que me deixava tão cheia de arrependimentos, iríamos á casa da família do militar, ajuda-los financeiramente e eu poderia pedir perdão ao tal militar e devolver o dinheiro que ele me dera. E depois seguir em frente. Ficara tão feliz, que me lancei nos seus braços, acabando a trocar carícias enlouquecidas e desenfreadas contra a porta da cozinha do meu antigo apartamento. Não só feliz por poder tirar um pouco do peso de consciência que carregava, talvez obtendo perdão, mas especialmente porque Alex o sugeriu. Ele tratara de tudo. Por mim.
E, no fim de nada valera. Chegara na casa, e Alex foi traduzindo o que a mulher falava. Afinal, todos os milénios que vivera dera tempo suficiente para saber todos os dialectos, além de que a mente de um puro funcionava infinitamente mais rápido que um simples humano. Alex ainda com a mão entrelaçada na minha, com a voz ausente de emoção, traduziu as palavras da mãe de Yakiv. Yakiv, tinha desaparecido cerca de dois, três meses depois de mim, numa missão qualquer militar. E nunca mais regressara.
Controlei-me, disse o quanto lamentava. E agradeci de novo á família. Alexander, passou-lhes um cheque, que pelos olhos esbugalhados da mulher devia ser muito mais do que ela alguma vez sonhou ter em toda a sua vida, mesmo trabalhando todos os dias. Percebi que ela tentou recusar, mas Alexander insistiu. Despedi-me, mandando comprimentos para o marido dela, e voltei para o carro.
As mãos de Alexander, deslizavam pelo meu cabelo, massajando os meus ombros em seguida, tentando livrar-me da tensão. E no entanto, ele estava tenso.
- Por favor Alex, - coloquei-me em bicos de pé, beijando a sua mandíbula tensa – Não estejas assim agora.
- Estás a chorar por outro homem. – os seus dedos, prenderam o meu queixo obrigando-me a ver o seu olhar intenso. Aquele cinzento azulado brilhante.
- Não é da forma como estás a pensar. Eu só cheguei tarde de mais… Eu – suspirei – Não compreendes? Ele era uma espécie de amigo que eu trai, que eu mesmo sem querer e me aperceber manipulei desprezivelmente. Tirei vantagem dos seus sentimentos, fiquei com tudo o que ele tinha, e deixei-o sem nada. Ele amava-me, e mesmo eu não o amando nem como homem, nem mesmo como um elemento da minha família, eu gostava dele. Ele era, como um amigo. Eu preocupava-me. Tenta perceber, ele acabou por partir para a tal missão e não voltou. Ele morreu com o coração partido. Eu parti o seu coração. E ele morreu sem eu poder dizer o quanto lamentava, o quanto ainda lamento. – suspirei, percebendo ainda o ciúme nos seus olhos, e desconfiança. A desconfiança de que eu lhe mentia. – E eu terei de viver o tempo todo cheia de remorsos. E Alex, o tempo todo, para nós, significa para sempre. E para sempre, como sempre disseste, é muito tempo.
As suas mãos quentes, seguraram o meu rosto enquanto os seus dedos polegares acariciaram os meus lábios.
- Nikka, já pagas-te o que quer que devias. Agradeces-te aquela família, eu agradeci, e eles nunca mais terão problemas de dinheiro na vida! Não me pareceu que tivessem passado privações de necessidades básicas. No entanto, agora poderão viver muito bem, sem qualquer preocupações monetárias. Tu, não deves mais nada!
- Não para a família. Mas eu tinha uma divida com Yakiv. E não a paguei. – insisti. – E nunca poderei saldar essa divida.
As suas mãos nervosamente colocaram fios do meu cabelo ruivo, atrás das orelhas. Roçou os lábios nos meus levemente e sussurrou:
- Não te vou mentir. Sabes que para mim, a morte dele foi algo que eu ansiava… - tapou os meus lábios com os seus dedos, calando assim o meu protesto – Tu sabes isso, eu queria a morte dele, mesmo não conhecendo o seu rosto. No entanto, preferia que tivesses resolvido tudo o que tinhas a resolver. Mas, tu sabes, que eu não lamento. Nunca lamentarei nada, nada além do que te incomode. E o que lamento, é que sofras. Não pela morte dele. Especialmente, lamento que sofras por ele!
- Estavas tão distante, tão ausente. Indiferente, como se o meu sofrimento, nada significasse para ti…



- Não. Eu estou ausente, para não te fazer sofrer. – disse entre dentes – E te dizer o que penso daquele que consideras a porra de um santo! – silvou – Eu odeio que te preocupes com a porra do militar. Ele aproveitou-se de ti.
- Não digas isso!
- Não é verdade? – riu ironicamente soltando o meu rosto – Tu já o tinhas colocado num pedestal á muito tempo. Guardavas a sua memoria só para ti. Só na porra da semana passada me falas-te nele. Porquê? Porquê? – tentou moderar a voz, que saia áspera e cheia de rancor – Eu digo-te porquê. Porque querias que eu não estragasse nada, querias guardar segredo. Como se eu fosse um demónio, e ele um anjo. A diferença Nikka, é que ambos sabemos que eu sou, e eu não tento fingir ser bom ou qualquer porra. Enquanto que o teu precioso militar fingia-se de bonzinho, quando tudo o que queria, era sexo! – neste momento, ele já me agarrava pelos ombros e me abanava.
- Por favor, Alexander. Pára com isso. – respirei fundo, tentando acalmar-me – Eu bem que desconfiei que andavas a pensar coisas do género! É tão difícil pensar que existe pessoas boas? – ele riu amargurado – Achas que ele não me podia amar mesmo, que eu não posso despertar amor? Só luxúria? É assim que tu me vez? Foi assim que tu sempre me viste?
- Não me compares com ele! Achas que um humano, pode sentir o que sentimos? Tu és um puro também Nikka. Sabes perfeitamente da diferença entre alguém como nós e um humano. E eu… Eu vivo á muito tempo. O amor que eu sentia por ti, não pode sequer estar na categoria de qualquer sentimento, quanto mais, na categoria de um simples humano aproveitador. – O amor que sentia. Sorri amarga. Ele nunca diria que me amava de novo. Apesar, de, de certa forma eu sentir o seu amor. Mesmo, no ciúme dele. – Sim, eu sentia uma luxúria insuportável por ti. Mas eu amava-te. Como jamais, alguém poderá chegar perto de amar.
- Eu sei, eu percebo a diferença. Só, tenta perceber que não era assim como querer fazer parecer! Eu sentia sim, que ele me desejava. Mas, ele só queria proteger-me, ele queria cuidar de mim. Ele queria a rapariga que pensava vir da prostituição! Ele queria corar o meu coração partido. Ele era doce o tempo todo, não sedutor.
- Seduzia tentando parecer a porra de um menininho perfeito! – rugiu, com o resto perto do meu. Os olhos faiscantes – Ele não era um anjinho! Tudo o que ele fez, ele fez querendo algo! Oh, ele até empurrava no baloiço, não foi? – gargalhou de uma forma que me arrepiou - Se ele não tivesse morrido, depois de tu teres a porra do tão precioso perdão, iria adorar arrancar o seu coração!
- Porque tens de ser assim? – gritei – Vês maldade em tudo, sempre segundas intenções! E queres saber? Não me importo mais o que pensas. E tu não podes mandar na minha maneira de pensar. – afastei-me dele, olhando-o com raiva.
- OH… Tu estão tão fodidamente apaixonada por ele! – rugiu tão alto que eu saltei de susto, enquanto os seus olhos ficavam avermelhados, e as suas presas alongaram-se. – É isso não é? Tu apaixonaste-te por ele.
- Deus! Para com isso Alexander! – eu não gritei, passei a mão pelo rosto, tentando acalmar-me – Estives-te este tempo com isso na cabeça, não foi? A sério, tu és doente.
- Diz-me – as suas mãos capturaram o meu rosto. Pensei que me seguraria com forças excessiva, mas ele não o fez, estava tenso, ainda no estado de predador. Mas não me magoou – Quantas… Quantas vezes fodes-te com ele?
Suspirei.
- Já tivemos uma conversa do género. E eu disse-te que não tinha tido relações sexuais com ninguém, quando estivemos separados. Que tu, tinhas sido o meu único homem. – levei a minha mão ao seu rosto tenso, muito quente pela sua fúria – E tu, juras-te que também não tinha feito com ninguém. E eu acreditei em ti.
- Eu não fiz. – cuspiu as palavras – Tentei, mas não consegui. Queria-te longe da minha mente! Desde o dia em que coloquei os meus olhos em ti, nunca mais me interessei por ninguém. Mas não sou ingénuo. Eu sei que tiveste sexo com ele!
- Alexander…
- Tu estás apaixonada por ele! Olha para ti! – dizia amargurada – A defende-lo, a idolatrado! Como, como posso competir com a porra de um santo? Como posso competir com porra de lembranças que tu nem contas?! – ele virou-me as costas, começando a mexer-se de um lado para o outro, tentando acalmar-se.
- Alex – caminhei para ele, e abracei-o por trás, encostando o meu rosto, nas suas costas. Ele estava tenso. – Por favor, acredita em mim. Eu nunca, em momento algum senti luxúria por alguém além de ti. Quanto mais fazer o que quer que seja, com Yakiv. Especialmente naquele momento. Eu sequer sabia o que era, eu não estava bem lúcida… - dizia amargurara, e acabei por derramar lágrimas – Olha para nós, estamos tão fodidos. – disse a completa verdade – Eu tenho medo, medo de que já não tenhamos concerto… - ele segurou as minhas mão e encarou-me de novo. O seu olhar desesperado, e beijou-me vorazmente. E as suas presas acabaram por se retrair.
Quando o beijo passional acabou, eu encostei a cabeça no seu peito, e ele limpava a minha bochecha com o polegar, a limpar o risco vermelho que as lágrimas de sangue fizeram.



- Tu nunca mais vais confiar em mim. – disse com a voz suave, e triste – Não consegues, porque eu trai-te. E mesmo que tentes, não tens confiança novamente em mim. – suspirei – Vais sempre desconfiar o tempo todo de mim. Antes, a minha palavra era uma verdade absoluta, e agora… Alex, cada palavra minha, na tua mente é uma possível mentira. - desta vez, foi eu que coloquei os meus dedos nos seus lábios, impedindo o protesto – Eu percebo. Eu magoei-te tanto. Não vou ter a tua confiança de volta assim fácil. Só que para mim Alex, também nem tudo é fácil. Eu também morro de medo. Morro de medo, cada vez que te afasta de mim para caçar ou qualquer outra coisa. Morro de medo se sais do meu campo de visão, ou te deixo de sentir por perto por mais de 5 segundos. Temo o tempo todo que vás embora. Temo o tempo todo, que voltes a ficar furioso, e me expulsos de novo. E eu, Alex por favor, eu não posso ficar sozinha de novo! – implorei segurando o seu casaco e novas lágrimas caindo selvagens e o coração tão apertado que doía a respirar – Eu não posso ficar sem ti. Não de novo. Por favor, entende que eu também tenho medo. Porque ambos estamos fodidos, ambos estamos partidos. E… Eu acho que não estamos no caminho certo. Nada funciona, ainda desconfias de mim o tempo todo, e eu não me sinto segura…
- Não vou deixar nada de mal acontecer-te. Eu juro. – a sua voz estava presa, e os seus olhos ensanguentados pelas lágrimas. Lágrimas que eventualmente caíram – Aconteça o que acontecer, eu não te abandonarei. Ouviste? – os seus lábios, trémulos como os meus, percorreram o meu rosto – Estás presa a mim. Para sempre.
- Oh, Alexander… Tu também me prometeste amar e venerar acima de tudo… - eu chorava e soluçava com tanta dor que eu nem sabia como tudo aquilo tinha surgido naquele momento – Dizias que sempre me protegerias… E mesmo assim, mesmo assim, expulsaste-me do castelo. E eu fiquei sozinha. Sozinha o tempo todo, sem saber absolutamente nada. Eu não sabia nada, nada de regras, a verdade é que não foste um bom criador. E eu, tornei-me uma má cria em retorno. Eu não aguento ficar sozinha de novo…
- Lamento por tudo isso – ele limpava as suas próprias lágrimas – Eu só, não quero voltar a ser aquela porra de ser sem nada na cabeça, tão morto pelas facadas que me deste. O meu amor, todo o meu mundo, a minha alma… o meu pequeno anjo, tentara destruir-me. Sem piedade, depois de tudo. E mesmo assim, tudo o que eu queria, era ter-te de volta. Sem qualquer tipo de orgulho. Eu não quero passar por tudo aquilo de novo…
- Nunca mais. – segurei bem o seu rosto, e olhei bem fundo nos seus olhos – Eu morro se me abandonas de novo. Não terei mais forças para isso.
- Nunca, minha pequena. Nunca digas isso. Não fales em morte, tu nunca morreras, eu sempre estarei ao teu lado, protegendo-te contra a única coisa que poderá tirar-te de mim, o fogo. Eu nunca te deixarei correr qualquer tipo de perigo. Eu nunca te abandonarei, porque mesmo que me mintas e me tentes matar, eu nunca morrerei, e pensar que possas deixar de viver no mesmo mundo do que eu… - ele respirou fundo – Não quero nem pensar nisso.
- Alex, eu estou tão cansada!
- Cansada?! – as suas mãos seguraram-me forte – Cansada… de mim?
- Não… Cansada disto… Nós não estamos a ir a lado nenhum… Tudo isto de fingir que nada aconteceu, e cada um ficar com os seus pensamentos sombrios, está a matar-nos aos poucos. Nós discutimos o tempo todo, magoamo-nos mutuamente… Isto não vai acabar bem… Eu não posso continuar assim. Eu sei que vai doer, mas teremos de enfrentar isso juntos.
Ele assentiu e beijou-me.
- Apenas, vamos de vagar, Nikka.
- Eu também prefiro assim… Eu tenho tanto medo que invés de estarmos a melhorar, estejamos a nos destruir.
- Eu também fico assustado. Eu não sabia o que era amor, mas é tão doce, tão amargo. É um veneno mortal e ainda é o paraíso. Oh Nikka, tu fazes-me viver no paraíso e arder nas chamas do inferno! Eu preciso desesperadamente de ti, e no entanto ás vezes sinto que é uma maldição. Estou a pagar por tudo o que fiz. Mas eu não vou desistir Nikka, eu quero perdoar-te, eu quero esquecer. Eu quero que sejamos felizes, nos fomos felizes antes… Mas foi tão pouco tempo… Mas eu não estou a conseguir, eu tento, eu juro que tento. Mas não consigo. Sempre foi a minha natureza, sempre que penso, sempre que recordo, eu sinto que estou a passar por tudo aquilo de novo… Eu não consigo deixar-te ir, mesmo fazendo-nos mal, eu não consigo deixar este ciclo vicioso. E eu não sei se algum dia pararemos. Á momentos em que eu acho uma punição, outros uma bênção, um milagre. E, em qualquer deles, eu não paro de pensar em ti, em te querer e te guardar só para mim. E no entanto, destruímos mutuamente. Ambos recebemos isto, ambos meio que estamos doentes, e teremos de aprender a viver com as escolhas que fizemos e que nos levaram até aqui e superar ou eu não sei o que nos irá acontecer. Ambos somos escravos disto. Eu sou um escravo de novo, e mesmo assim, eu não quero a liberdade.
Tudo aconteceu tão rápido em seguida, que eu mesmo poderia tentar lembrar o que se passou. Só sei que no momento seguinte, estávamos embrulhados no chão da estrada de terra batida abandonada, ainda meio vestidos, fazendo amor loucamente. O corpo de Alex procurava o meu, e o meu, loucamente ansiava por ele e respondia a todos os seus toques. Nada era suficiente para matar a nossa anciã, a nossa fome de amor, de perdão, de esperança por novos tempos felizes. Não havia duvida de que eu sempre seria dele, e ele seria sempre meu. Mas, por quanto tempo?



- Tinhas mesmo de rasgar as minhas calças? – resmunguei um tempo depois.
Estamos deitados no capo do carro, encostados ao vidro. Uma leveza nos envolvia, enquanto estávamos abraçados, fazendo carinhos um no outro.
O Carro, ele tinha-o alugado e assim que tínhamos saído do seu jacto partículas para nos dirigirmos á casa da família de Yakiv. As malas já tinham sido enviadas para o castelo, tudo já devia estar lá na Roménia. E esse meio que era um problema no momento, já que eu não podia pegar nenhuma roupa da mala. Não podia acabar de me vestir completamente como Alexander, uma vez que não tinha calças disponíveis
- Agora, vou aparecer no castelo sem calças, Alex? – na verdade, eu nem estava preocupada com isso. Só o abraçava.
- Eu paro pelo caminho em algum lugar e compro algo… - beijou o topo da minha cabeça, afagando com a outra mão a minha coxa nua. – foi bom, não foi? Então, valeu a pena o pequeno incomodo…
- Convencido!
Ambos rimos.
- Olha lá… - levantei o rosto e olhei-o semicerrando os olhos, desconfiada – Que história foi aquela de “sentia uma luxúria insuportável por ti”?
- Obviamente que ainda sofro desse problema… - ia-me puxar para um beijo e eu interrompi divertida.
- Não é isso… Tu sentias desejo por mim, enquanto eras meu professor, não é? – ri enquanto ele deu de ombros – OMG, que vergonhoso Alexander! Antes mesmo de nos declarar-mos, tu imaginavas-te a ter sexo comigo? – eu estava a adorar aquela conversa.
- Honestamente sim – mordeu o meu queixo – Obvio que sim, Nikka. Vais me dizer, que nunca pensas-te em algo comigo? – ele fitava-me incomodado. Como se eu dizendo que não, fosse uma espécie de “desilusão”. Afinal, ele sempre se achara irresistível.
- Bem, não era nada pervertido ou assim – senti-me corar – Eu imaginava fazer amor contigo. Em beijar-te… essas coisas. Que dissesses que me amavas…
- Eu passei pelo inferno – suspirou – Eu não pensava em mais ninguém, e o tempo todo tinha tido mulher atrás de mulher, todos os prazeres carnais satisfeitos. E então, conheci-te. A aluna adolescente que me roubou o coração. E eu nem podia tocar. Foi mesmo o inferno.
- E, quando começamos a namorar, eu queria muitas vezes e tu afastavas-te. – beijei o seu pescoço, e afaguei o seu peito, coberto pela camisa escura. –E eu admiro-te por isso. Eu não sabia qual a tua natureza, e tu respeitaste-me imenso. Mesmo, querendo provavelmente mais do que eu.
- É. Apaixonar-se tornas-nos assim, parvos.
- Oh, não digas isso! – ri – Tu eras muito romântico. Não aquele romântico extremo, mas um romantismo que eu sempre apreciei. Eu via naqueles gestos brutos, naquela ferocidade sobre me proteger, romantismo. Mesmo quando eu descobri o que eras, tu vinhas o tempo todo tentar-me.
- Queria sexo.
- Parvo! – abanei-o para ele parar de rir – A sério, Alexander. És um pervertido… A fantasiar com uma aluna, mais nova e virgem. Meu deus, tu corrompes-te uma menor! – fingi alarme.
- Eu nunca pensei que serias virgem. Só descobri quando já era tarde – mordeu a minha orelha – E honestamente, se soubesse antes, não teria feito diferente. Eu adorei, quando tu me disseste que eu também tinha sido o teu primeiro beijo… - sussurrava no meu ouvido, provocando-me.
- Certo, e eu em troca tenho um vampiro desavergonhado. – comecei a murmurar baixinho contra o seu pescoço – Eu quase morro sempre que me tocas.
- E eu quase morro, sempre que tu me tocas de volta… Ou quando te toco.
- Hum.. Alexander, tu pensavas em fazer amor comigo, mesmo quando estávamos na sala de aula? Eu tenho vergonha, mas eu sempre que te via, pensava em como seria beijar-te enquanto davas a matéria de inglês.
- Vergonha? – ele riu divertido – Eu não tenho vergonha, e acredita que eu não pensava só em beijos, quando te olhava. Eu pensava mais, era mesmo em te reter no final da aula. Sozinha comigo na sala.
- E depois o quê? – sussurrei.
- Fazer uma ou duas coisinhas – soltou um riso baixo e rouco – Lembras-te, quando fizemos na biblioteca da mansão que sempre achava assombrada lá na vila? A minha casa que sempre ias assim que possível? – a sua voz estava tão sedutora, que eu prendi a respiração assentindo.
- Não esqueceria nada que vivemos juntos.
- Bem, nos fizemos contra umas estantes, e eu também te dobrei numa mesa lá… - mordeu a minha orelha – e tu gemias para mim, tão perdida na paixão como eu… E eu, eu fazia as coisas que me passavam pela cabeça fazer depois da aula… Já sabes?
Engoli em seco e assenti, novamente sem poder falar.
- E lembras-te daquela vez, em que foste a minha casa, e eu ajudei-te numa matéria de espanhol, e bom… - ele riu sedutor – eu não esperei muito, até te puxar para o meu colo, tirar a tua roupa toda, e fazer amor contigo, e tu gemes-te que me amavas... Tudo isso, eram coisas que me tinham passado pela cabeça… e daquela vez que nos fizemos – o som do telemóvel dele a tocar parou o dialogo.



Coloquei as mãos nas bochechas que estavam tão quentes, que devia estar corada até a raiz dos cabelos. Ele ainda me fazia corar o tempo todo.
Pensei que estávamos tão leves de novo. A calma, depois da tormenta. Costumava ser sempre assim, e depois começávamos de novo e de novo. O tal ciclo vicioso e sem fim. Mas tínhamos que terminar com aquilo. Tínhamos de arranjar forças para superar todas as feridas, ou perderíamos para sempre.
Saí do capo, e rápido entrei no carro e entreguei-lhe o telemóvel. Ele estava com um sorrisinho no rosto, que ainda me fazia corar mais. Pelo que percebi, era do aeroporto, tínhamos de chegar lá rápido, porque já estávamos atrasado se queríamos chegar ainda antes do sol nascer. Definitivamente, não tínhamos dado pelo tempo passar.
- Bem, terminamos a conversa quando estivermos no castelo… - disse divertido Alexander enquanto ligava o carro.
- Eu sempre disse que tu ficavas muito manso depois de fazer amor. – provoquei-o enquanto ele arrancava.
- Olha quem fala! – a sua mão pousou no meu joelho – Ainda temos de parar para te comprar umas calças – apertou o meu joelho nu. – Parece que nem sempre sou manso… - piscou o olho. Eu revirei os meus, e depois ambos rimos.
Obvio que fomos o resto da viagem com um sorrisinho nos lábios. E eu só queria, que aquela nova trégua durasse bastante tempo. Que desta vez, começássemos a fazer as coisas certo, e pudéssemos voltar a confiar mutuamente um no outro. Por mais que nos amassemos imensamente, cada vez mais, por mais que nos desejássemos loucamente, o caminho que seguíamos, não ia acabar bem.

Quando descemos do avião particular de Alexander, o seu carro já estava á espera dele. E durante a viagem de volta para o castelo, eu estava tensa. Não sabia se estava preparada para voltar ao castelo. Mas ao mesmo tempo, eu queria imensamente. Porque, uma das coisas que eu sempre tinha tido medo, era que Alexander me mantinha longe do castelo por ter vergonha de estar comigo de novo. E ele dissera que era por estar preocupado comigo, com o que eu sentiria ao ver todos e os seus olhares reprovadores, já que mesmo ele ordenando respeito e que nenhuma palavra seja referida a mim com falta de respeito, os olhares e o meu incomodo ele não podia evitar. E ele tinha razão. Fora ali que tudo acabara, e tínhamos que começar dali.
Estavam ali grandes marcas, memorias tão dolorosas, e juntos, tínhamos de superar isso. Esquecer essas más memorias, e pensar que também tínhamos bons momentos ali. E que, teríamos muito melhores pela frente.
- Pronta? – Alex levou a minha mão aos seus lábios.
- Sim. – sorri nervosa – Pelo menos, já tenho calças. – tentei fazer piada.
- Não estejas nervosa. Eu estarei o tempo todo ao teu lado.
- Eu sei. – sorri-lhe.
Estávamos nos portões principais, e eu olhava para o imponente castelo, sem saber bem o que sentia. Foi então que eu reparei.
Reparei num dos vampiros que guardava os portões e prestava respeito á entrada para o seu rei. Reparei na pele pálida do vampiro “normal”, e mesmo com o luar, deu para perceber os cabelos meio dourados.
Não. Isto não estava a acontecer.
Os olhos castanhos, olhavam ansiosos para o carro. Até que cruzaram com os meus.
Pânico dominou-me.
O vampiro desviou o olhar e continuou o seu trabalho.
Se eu fosse humana. Tinha vomitado.
- Bem vinda, pequena. – disse Alex antes de voltar a avançar com o carro encarando-me com o meu sorriso torto e beijou-me puxando delicadamente o meu lábio inferior com os dentes. – Vai ficar tudo bem, agora. Nós vamos ficar bem.
Eu assenti, nervosa e um tanto em pânico. Alex, deu-me a mão, pensando que o pânico seria uma reacção á volta do castelo. Uma reacção normal que ele tentou dar-me alento, segurando-me na mão, mostrando que estávamos juntos nisto.
Mas não era pelo castelo. Não.
E não ficaria tudo bem.
Não. Definitivamente não ficaria.
Não sei como, mas aquele vampiro… Aquele vampiro, sem qualquer sombra de duvida, era Yakiv.

Bem, que tal? Estão a gostar do desenrolar da historia?
Ah… Agora quero saber se alguém verteu uma lagrimazita, ou sou eu mesmo que ando sensível de mais. (Como sempre. Lol) Não a sério, os sentimentos passaram?


Aquela parte da conversa da Nikka e do Alex, no capo do carro, gostaram?
Eu gostei de relembrar "velhos tempos" xD e ao mesmo tempo, colocar novas coisas referentes a esses tempos. Espero que tenham gostado.
Já deu para matar um pouquinho a saudade destes dois? – que ainda têm um bom caminho a percorrer. Ainda á muitas feridas para curar…
Bem, comentem ;) Nem que seja o bonequinho com o braço no ar -> o/ a dizer que gostaram e que esperam por mais. Eu gosto imenso de saber o que acharam do capitulo. É mesmo importante para quem escreve :) Então se gostaram., deixem-me saber, ok?


p.s-> Ok, se calhar fiz um capitulo grande de mais… sorry… Vou ver se na próxima faço mais pequeno ou assim. Se bem que eu sempre posto por volta da mesma coisa, capítulos longos, mas se acharem cansativo, e assim, eu posso postar em duas vezes. Tipo parte I e parte II.


Acho que se este capitulo cansou, foi tambem por ter sido assim para o intenso a nivel sentimental. Quer dizer, para mim foi.
Beijinhos, até o proximo capitulo :*

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Recado!

Quero dar um recado, e vou tentar ser bem rápida… Não devo conseguir, como é habitual, mas…
1º->Mil desculpas pela ausência! Foi cerca de um mês sem actualizar o blog, mas eu nem mesmo andei pela net a “socializar” em qualquer lado, não foi só no Blog…

2º-> Não quero estar a explicar os motivos que me levaram a essa ausência, porque á coisas que acontecem que nem mesmo queremos falar ou lembrar disso. Então, basicamente, num termo mais popular, eu estava na fossa xD E sem motivação para qualquer coisa.
Sei que devia ter dito alguma coisa, especialmente aqueles que me enviavam e-mails, mas eu nem mesmo os li, até á pouco. Desculpem, eu não estava mesmo com cabeça para nada, e nem mesmo acedi a e-mail.
No entanto, aproveito agora para dizer, muito obrigada de todo o coração pelo apoio que sempre me dão, pela compreensão, pelas palavras carinhosas, enfim por estarem sempre prontos para qualquer coisa :) Obrigada :D
Para aqueles que não mandaram, mas estavam sempre a vir ao blog ver se a parvalhona aqui tinha “dado as caras”, e algumas vezes pensando até num palavrão ou pelo menos chateados por eu nada postar, agradeço á mesma por não se esquecerem de mim nem das minhas histórias. A sério, obrigada.

3º-> Agora é que vai ser MESMO! Vou voltar á carga (quero dizer, por favor que não aconteça outra treta que me impeça! A sério, já chega!). Quero terminar Profanação até ao inicio das aulas. E como só tenho ainda 12 capítulos e muita coisa está para vir, tenho mesmo de me lançar á carga xD Pelo menos mais 12 capítulos terei. Pelo menos.
Então, “Quase sem Querer” vai ficar sem actualização por enquanto, pelo menos até avançar com Profanação mais uns 3 ou 4 capítulos.
Espero que não se queixem agora que terão muito Nikka/Alex. Já que estavam sempre a dizer que tinham saudades, agora vão matar todas!

4º-> Mesmo sendo em tempo de férias, espero que tenham um tempinho para comentar, e assim eu ter mais vontade de postar (sério, tenho de voltar a ter aquela “velha” motivação de postar que andou um pouco perdida)

5º-> Acho que é tudo… Deixem um coment nem que seja com um “bonequinho” com a mão no ar assim -> o/ ou as duas \o/
^xD só para eu saber que alguns ainda estão por aqui, e vão continuar :)
Ah, sai amanha novo capitulo de profanação – braços no ar, ok?

Beijinhos, e de novo sorry …

sexta-feira, 1 de julho de 2011

3º & 4º Capítulo


Olá minha gente! xD
Aqui trago os dois capítulos de "Quase Sem Querer". Espero que gostem, eu pessoalmente gosto, depois digam a vossa opinião! :D Isto está para o grande, foi para compensar, e tambem porque esta história (comédia romantica) tem poucos capítulos... Se não gostarem assim, digam que eu depois post mais pequenos... Aqui tambem vão dois, de qualquer forma, por isso é que é tão grande xD
Capitulos dedicados á vera Martins!! Espero que gostes querida! :)

Divirtam-se todos! :)

3º Capítulo




Quando decidi passar a tarde com Ryan, nunca iria imaginar que o tempo junto com ele teria sido muito mais que delicioso e ao mesmo tempo atribulado. Nunca fui tão eu mesma, desde… sempre. Ele não se importava com a minha estupidez, e ria de mim, e eu… eu não me importava nada. Como ele também não se importava quando eu ria dele.
Quando ele me foi buscar a casa de carro, sentia-me reticente, porque ele tinha dito que os seus pais não estariam em casa (o que foi óptimo para mim, não queria conhece-los naquelas circunstancias), mas ele tinha dito que também não queria-me apresentar. O que só podia ser, porque achava que não ia apresentar uma rapariga como eu aos pais, tão sem noção e tão burra. Eu podia ser boa para desfilar na escola e impressionar esses, mas não os importantes, porque esses definitivamente achavam o Ryan muito melhor e que perdia tempo comigo.
No entanto, o silêncio foi posto de lado, com a sua gentileza, e o bom humor que eu começava a descobrir nele. Era engraçado em como ele vinha a surpreender-me, pela positiva. Mostrou-me a sua casa (eu acho que é mais uma mansão, sinceramente), mas não me mostrou toda, porque eu não estava interessada em saber qual era a sala que a mãe dele recebia as amigas, e a sala onde recebia as esposas do seu pai dele, e definitivamente não queria saber qual a sala que o pai dele ia depois do jantar para beber um copo do whisky.
E Ryan também não se importou nada, porque não se sentia orgulhoso daquilo, era normal para ele, alem de que, aquilo tudo não tinha sido uma conquista dele e isso justificava o seu tom de voz desinteressado quando me explicou isso. Eu disse-lhe que a casa dele era muito sofisticada, muito luxuosa e moderna, mas muito impessoal supunha. Ele concordou e disse que era porque a mãe dele contratara um decorador, e tirara toda a personalidade que uma casa devia ter e fazendo-a parecer uma casa de revistas de decorações e moveis, e não onde vivia uma família feliz.
O quarto dele, no entanto, era totalmente diferente. Era completamente a cara dele, amplo e cheio de espaços onde eu o imaginava a caminhar e divagar sobre temas que eu nunca iria chegar perto de compreender. Tinha uma enorme estante cheia de livros que quando fui ver, descobri que estavam organizados por temas, dentro dos temas estavam organizados por autores em ordem alfabética com aquelas plaquinhas típicas de biblioteca a indicar e dentro dos autores ordem de publicação. Mostrava a sua organização estrema!
Sentei-me na cama grande dele, coberta por uma colcha azul, enquanto observava tudo o resto. A secretaria dele, onde devia estudar, estava mais organizada do que a minha no fim de eu a arrumar (isto é, a partir de que comecei a estudar com ele, já que antes a secretaria não tinha utilidade alguma). Ao lado dessa secretaria, havia outra onde tinha o seu computador, um microscópio, e o peças robóticas que deduzi serem do tal projecto que ele estava a fazer por diversão. Ele estava sentado na cadeira giratória na secretaria do projecto enquanto me observa, cadeira que eu já o imaginava a arrastar da secretaria de estudos para aquela e vice versa.
Ele olhava-me, enquanto eu reparava nas paredes pintadas de branco, com quadros de prémios dele, e alguns quadros decorativos.
- O teu quarto é completamente a tua cara!
- Hum, nem sei se estas a dizer que isso é bom, ou não.
- Eu gostei – ri. – Só, acho estranho… Quer dizer, tu tens aqui todos quadros e taças dos prémios ganhas-te… Porque as tens aqui? De certeza que a tua mãe ia gostar de as ter na sala, para mostrar a todos… Quer dizer, todos os concursos que ganhei de beleza desde pequena, a minha mãe tem espalhado em lugares que todos possam ver, acho que são coisas de orgulho de mãe…
- Não coisas da minha mãe.
Com aquela simples resposta, percebi que a mãe dele ou o pai, pouco se importavam com o filho. Como se desde que ganhe e passe na TV o seu único filho, para o nome da família ser mencionado com mais uma vitoria para ela estaria perfeito. Senti uma revolta, quando percebi que eles vinham o filho mais como uma aquisição que tinha de ganhar, como se fosse um desses cães que ganham medalhas. A quem se dirige com disciplina rígida e que não podem lamber o nosso rosto.
- Bem, eu tenho orgulho por namorar, embora de mentira, um rapaz tão inteligente – sorri-lhe.
- Mas isso significa que sou um Nerd, Caroline. E que eu saiba isso é coisa que te faz alergia.
- Mas, já que tens de ter um namorado Nerd, ao menos que seja um que seja o melhor – brinquei.
Levantei-me da cama, e pedi-lhe para me dizer o que estava a fazer no tal projecto.
Não percebi nada, mas gostei de ouvir, porque ele falava animado e entusiasmado, com paixão. Mostrou-me alguns esquemas no computador que mostrava o projecto final, e todas as etapas que ele criara para chegar lá.
Depois passamos um bom tempo, a jogar playstation, onde eu ganhei. Desconfiei que ele me deixou ganhar, embora ele tivesse dito que não. Lanchamos e voltamos para o quarto dele, onde conversamos sobre preferências musicais, que até eram parecidas, mas tudo o resto éramos completamente diferentes.
- Tu gostas tanto de ler! – apontei para a sua estante – Eu acho que nunca li um livro inteiro. Melhor, acho que nunca tive paciência para passar do 2 capitulo no máximo.
- Talvez não tenhas escolhido o indicado. Para começar, tens de escolher um tema que te chame á atenção, um tema que gostes. Por exemplo, disseste que gostas de comedias românticas. Devias começar por um livro do género, ou um romance. E tem de ser um livro com uma escrita suave, e não muito complexa para começar…
- Mas, como eu vou conseguir ficar tanto tempo a ler um livro? – espantei-me.
- Eu sou suspeito para falar, porque eu realmente gosto, mas nem dás pelo tempo passar, só queres desvendar o final da história, da vida que existe no meio daquelas folhas.
- Falando assim, até me dá vontade de ler! – disse tentando não parecer como uma beata cristã a ouvir um pregador de testemunha de Jeová.
- Queres que te indique um, para começares? – eu assenti ainda meio reticente mas ansiosa também para aprender a gostar de ler, para ter algo que partilhar com Ryan. – Acho que tenho um que vais gostar… - levantou-se e procurou na sua estante – Já li este, no entanto não continuei a série. Comporei por insistência de uma amiga, e terminei de ler mais por o ter começado do que outra coisa. No entanto, acho que agrada mais a raparigas. Acho que vais gostar. – finalmente encontrou o livro que procurava e tirou-o da estante com cuidado.
- Muito grande! – tipo, ele não tinha assim um fininho, como uma revista? Não podia começar com um livro de banda desenhada?
- Experimentas, se gostares o tamanho não vai importar. E se realmente achares que a história é fascinante e te apaixonares pelo enredo, vais achar até pequeno de mais. – entregou-me o livro.



A capa, era duas mãos pálidas e femininas, segurando uma maçã. A capa era linda, e misteriosa. Twilight.
- Acho que já ouvi falar. Não é de vampiros?
- Sim. Tenho uma amiga que é muito viciada nisso, por insistência dela comecei a ler, mas não é bem uma historia que me agrade, não sei, só não me entusiasmou. Mas acho que será perfeito para ti. Confia em mim, lê.
- Ok. Obrigada! – coloquei o livro na mala, decidida a fazer um esforço para ler aquilo. Ao menos, para ele ver que tentei.
Recebi uma mensagem, e quando fui ver, fiz careta ao ver que era Chris. Respondi-lhe rápido, tendo a certeza que ele não me responderia de volta. Reparei que Ryan apesar de não me ter perguntado quem era, ficou curioso.
- Era o Chris. Parvalhão, estava a perguntar se já me tinha cansado de brincar contigo. Respondi-lhe que só me cansaria quando ele se cansasse de ser um idiota. Ele não gosta de discutir comigo, não deve mandar mais nada hoje.
- Ele manda-te sms, ainda?
- Ás vezes. – encolhi os ombros – Ele não consegue acreditar que eu o deixei, para ficar contigo. Super ego. E fui logo troca-lo por ti, que ele não suporta – ri – O ego dele não aguenta.
- Talvez, ainda esteja apaixonado por ti. – sentou-se na cama, encostado á cabeceira, pensativo.
- Chris nunca esteve apaixonado por mim. – afirmei.
- Se calhar, não devia ter-te obrigado a acabares com ele. Mas não pensei que realmente gostasses dele. Digo, que o amaces e isso…
- Não penses nisso.
- Mas, eu não quero que fiques triste. – lamentou-se - Não quero ser responsável pelo teu coração partido…
- Nunca pensas-te nisso, antes. – estranhei.
- Como disse, achei que vocês não se gostavam mesmo… Não sei, eu só… - suspirou fundo - Mas, se és feliz com ele, e te estou a fazer ficar triste e com saudades do teu grupo… Podemos acabar com isto.
- O quê? – quase gritei – E os estudos? – agarrei-me á primeira coisa que me lembrei. – Disseste que me ajudavas! – acusei.
- E continuarei. Posso ser teu amigo, só… Não quero que sofras. Acho que nunca pensei que estarias mal longe daquela gente, pelo contraio sempre pensei que eles te faziam mal. Mas, se te faz fazer ficar triste longe das coisas de antes, não quero ser o responsável por isso… - sorriu um pouco tenso – Afinal, já consegui tirar a namorada de Chris, de qualquer forma.
- Mas o combinado foi, até o final do ano, certo?
- Sim, mas estou a dar-te a hipótese de saíres disto agora mesmo.
- Por mim, estou bem assim… Quer dizer, tu sabes que ajuda imenso na relação com os professores eles pensarem que sou tua namorada, já para não falar da minha mãe… Só se não for mais vantajoso para ti…
- Por mim, estou muito bem assim. Então, se está tudo bem para os dois, continuamos com a mentira?
- Sim – assenti fazendo força para não sorrir aliviada. Não sabia o que se passava comigo
- Óptimo! – exclamou sério
- Mas mesmo que não continuássemos, eu não voltaria para Chris. – confessei baixinho.
- Porque? Já não gostas mais dele? – perguntou interessado, chegando-se mais perto, como se como falava baixo ele não fosse ouvir.
- Hum… - nunca tinha contado a ninguém aquilo, mas acho que nunca tive alguém em quem realmente podia confiar. Um amigo de verdade. Acho que podia confiar em Ryan, afinal, nos também tínhamos um segredo. – Acho que posso confiar em ti… Somos amigos, certo? Amigos de verdade, não é?
- Claro que sim – sorriu concordando e incentivando-me a continuar.
- Estranho. Acho que só agora me passou pela cabeça, que nestas semanas, nos tornamos amigos. Se á um mês atrás me dissessem que ia ser tua amiga, eu riria na cara da pessoa. -ri.
- Então, já não gostas do Donavan? – insistiu no tema.
- Eu… Bem, no inicio eu achava que gostava. Quer dizer, ele é o capitão e isso tudo. Parece fútil, mas era como se toda a gente esperasse que namorássemos. E bem, não havia ninguém que de quem gostasse, então, ficamos juntos. Mas, eu não gostava dele, e ele sentia o mesmo por mim. Tinha-mos este acordo, tipo o nosso. Só para ficar bem na fotografia, sabes? – falava baixinho, pensativa.
Admirei-me, porque Ryan começou a gargalhar divertidíssimo.
- Ryan? Estás bem? – olheio como se ele fosse o louco do jardim perto de minha casa, que falava com as formigas, com tom paternal, para depois as esmagar e começar a chorar e gritar “Porquê?”
- Sim, sim… - tentou controlar as risadas – Só, nada. É que, não podia imaginar isso. Quer dizer, vocês disfarçavam bem…
- Nós também disfarçamos bem. – apontei – Ao primeiro as pessoas não queria acreditar, mas agora ninguém desconfia do que planeamos. Realmente acreditam que deixei o Chris, porque nos apaixonamos, Ryan.
- Verdade. Mas, o Chris dizia… - ele ficou tenso novamente – Bom, já que vocês fingiam, ele andou a dizer coisas que namorados de mentiram não fazem.
- Ah. – encolhi os ombros.
- Não te importas? – estranhou – Avisaste-me para não andar a fazer essas coisas, de me gabar, e na verdade não te importas que o imbecil o diga? – zangou-se - Oh, deixa-me adivinhar, com ele é diferente, porque ele é o capitão de equipa e com ele tu também parecerias bem. Já comigo, o nerd, não pareceria tão bem para ti! – acusou furioso.
- Ey, calma aí! Eu só disse que não queria ser falada, e continuo a não querer! E tu disseste que não eras esse tipo de rapaz!
- Não sou. Mas não muda o facto de teres vergonha de namorares comigo, mesmo de mentira.
- Não é isso! – disse calmamente, não querendo chatear-me com ele. – É que é meio normal o Crish dizer isso, percebes? Não esperaria outra coisa da parte dele.
- Então, o facto de ele ser um imbecil, desculpa-o?
- Não, desculpa-o o facto de que o que ele disse, provavelmente ser verdade. – disse de com rapidez, levantando-me quando vi o rosto surpreso de Ryan.
- Ah. – ouvi-o dizer.
- Eu só… não penses mal de mim, ok? – virei-me atrapalhada para ele – Eu só, pensei que ele gostasse de mim.
- Caroline, isso não me interessa. A tua vida sexual não me diz respeito…
- Então, porque me estás a olhar dessa forma? – acusei – Não fiz nada de mal.
- Eu sei, eu só, não sei… Não te estou a julgar ou isso. – tentou esclarecer. E falhou.
- Sim, claro. Notasse perfeitamente! – com um gesto de mão apontei para o seu rosto. – Vejo perfeitamente a compreensão! – não pode evitar as lágrimas caírem, mas limpei-as rapidamente – Sinto-me tão humilhada neste momento. – peguei na minha mala sem olhar para ele – Acho que é melhor ir embora. Podes levar-me? A minha mãe não está em casa, e não pode vir-me buscar.



- Ey – tirou-me a mala e segurou-me pelo braço firme, mas não com força o bastante para me magoar – Não vais assim. Eu não quero humilhar-te. Não é isso. Nem te estou a condenar ou qualquer outra coisa. Estás a ouvir? – assenti sem nem olhar para ele – Não tenho nada que condenar as tuas escolhas, ou o que quer que seja. É a tua vida. Eu sempre pensei que tinhas sexo com o ogre dos bosques – soltei quase um sorriso com o apelido dele - todos pensaram, e é normal. Afinal era o teu namorado, e tiveste outros antes. É normal teres relações sexuais com o teu namorado. Eu só estranhei, foi quando me disseste que era um namoro de mentira também, como o nosso. Por isso te avisei do que ele dizia, porque fiquei com raiva dele.
- E então, ficaste desiludido comigo, por ter feito com ele. Não foi? – ele ia negar, mas eu cortei – Não mintas, ok? Eu vi no teu olhar. Mas que queres que diga? Eu acreditei que gostava dele, e que ele gostava de mim! Caso contrário, como é que ia perder a virgindade com ele?
- Não sabia que foi com ele que fizeste pela primeira vez. – notei o seu ar de espanto.
- Certo, pensas-te que a fútil da Caroline é também uma puta. Muito obrigada! – eu acho que nunca me senti tão humilhada – Toda a gente pensa isso, não é? Que lá por gostar de roupas, ser vaidosa e gostar de ser bonita e sensual tenho de ser uma puta que vai para a cama com todos? E depois sou eu que sou burra! Cambada de preconceituosos! – rugi – Queres saber Ryan, lá por adorar ser bonita, e gostar de ser sexy, gostar de mostrar que o sou, não significa que não tenha respeito por mim mesma! E se… Se foi para tentares a tua sorte, já que eu sou uma puta, estás muito enganado! Saí da minha frente! – tentei passar por ele, que tentava barrar o meu caminho.
- Pára! Não digas parvoíces! Não pensei nada disso, não ponhas palavras na minha boca, entendido?! – gritou também – Nunca que iria usar-te dessa forma, estou a fazer-me entender?! – agarrou os meus braços e abanou-me ligeiramente – Alguma vez tentei algo? Alguma vez te toquei sem autorização, ou tirei vantagem da minha posição? Não. Eu pensei que me visses como um amigo. E, sim eu pensei que já tinhas iniciado a tua vida sexual antes do Crish. Mas não por seres uma puta, mas é normal sendo tu tão bonita. E o número de parceiros sexuais, não diz nada sobre uma mulher. Eu não julgo uma mulher pela sua experiencia sexual. Agora, acalma-te e pensa direito. Não metas palavras na minha boca, e muito menos me ofensas com esses pensamentos ridículos e ofensivos sobre mim. – ficamos a encarar-nos muito tempo, e ele só me largou quando percebeu que estava mais calma. – Melhor?
- Sim.
- E eu não estou desapontado contigo. – disse com firmeza. – Nunca o podia fazer, ainda mais quando gostavas do palhaço. Por mim, eu dava-lhe era um bom murro, por tirar vantagem de ti, quando tu gostavas dele e ele fingia. Imbecil.
- Eu não sou uma vitima. – esclareci – Fiz porque quis. Arrependi-me? Sim. Mas afinal, é a errar que aprendo. Podes ter a certeza, que noutra não me meto. – arrepiei-me surpresa, quando ele afagou a minha bochecha, molhada pelas lágrimas. Mas não fugi do gesto. Gostei da sensação do seu toque gentil e suave.
- Não chores. Ele não merece. – Quase fechei os olhos, com a sua carícia. Nunca um rapaz me tinha acariciado assim, tocando-me na pele e fazendo-me sentir no coração.
- Eu sei. Não estou a chorar por causa dele. Mas por mim, e por tudo o que pensam de mim. Não é que me importe o que os outros pensam, é só que, também não quero que pensem que sou uma puta.
- Caroline, muitas raparigas fazem o que fazias com o Crish. Praticar sexo a 3, é uma coisa que muitos casais fazem. – olhei-o espantada sem saber se tinha ouvido bem, enquanto ele falava calmo e compreensivo – É normal. Aliás, eu já fiz. – sorriu envergonhado com aquilo - Estava muito bêbado, é verdade, mas embora não tivesse amor envolvido. O que foi a coisa que me espantou, sendo ele o teu primeiro e como gostavas dele deixares outra mulher entrar na vossa relação sexual. Porque pensei que eras daquelas raparigas que gostam de exclusividade. O que não significa que te critique, pois é natural hoje em dia separar-se o prazer do amor e…
- ESPERA AÍ! – gritei tão alto, que ele saltou de susto, pois estava a raciocinar sobre o que conversávamos atentamente e a mão que ainda fazia carinhos leves na minha bochecha saltou – O que estás a falar?
- Estou a dizer, que não te cesuro, ou qualquer coisa parecida…
- Diz-me uma coisa. O que aquele filho da puta disse de mim? – sussurrei, aquele sussuro calmo que dava quando a minha mãe tingia uma camisola Dior.
- Eu…
- Ryan, eu não sei o que ele disse de mim, quantas vezes disse que fez, ou o que disse que eu fazia ou ele fazia durante o sexo. Embora eu achasse meio normal ele exagerar na sua performance. Típico de rapazes dizer isso. Não o julguei, porque é normal os rapazes falarem disso com os rapazes, ainda mais nos balneários, e tudo o mais. Mas pensei que ele falasse ao menos um pouco verdade.
- Nem todos os rapazes. – afirmou, mas eu não estava a tomar atenção a ele.
- Mas, eu juro, que o que ele disse é mentira. Eu não tinha relações sexuais a 3. Eu na verdade, tive uma relação sexual com ele. – suspirei fundo, para não me emocionar e não me deixar atingir pela raiva e magoa – Uma relação falhada. Eu disse-lhe que era virgem, ele disse que esperava por mim o que fosse preciso. Claro que ele esperava, mais tarde percebi porque ele não forçava muito. Tinha Alice e outras para o satisfazerem. Então, como ele era tão atencioso, me defendia e tudo o mais que o namorado perfeito possa fazer, eu pensei que ele era o tal. E disse-lhe que queria fazer com ele, no dia do meu 19 aniversário. Queria que fosse especial. Ele disse que me levaria para um hotel, numa suite porque eu era especial. Que seria perfeito. Quando íamos a caminho, parece que ele recebeu um telefonema do hotel, e ouve um problema, não teríamos a suite. Ele pediu-me desculpas, e eu disse-lhe que estava tudo bem, que eu não me importava com isso, que bastava só estar com ele. Tão burra, acreditei direitinho. Então, ele levou-me para um motel decadente, e posso te dizer que não foi especial, não me senti única, w não foi tudo aquilo com que sempre sonhei. Pelo contrário. A coisa toda demorou 5 minutos, sendo ele o único a ter prazer. Eu fiquei com a dor e a falta de carinho e compreensão da parte dele comigo, que nunca tinha feito nada daquilo. E no fim, ele levantou-se, deu-me uma latada na coxa murmurando algo como “foi bom”, nem me deu um beijo e foi tomar banho. Só faltou atirar-me uma nota para cima de mim pelo serviço. Levou-me a casa e aí eu percebi que ele não gostava de mim, e eu muito menos gostava dele. Quis acabar, então ele propôs a farsa. – suspirei pensando nas recordações - Aceitei, afinal era vantajoso para os dois, e não valia a pena fazer um drama por aquilo. Acontece a muitas raparigas e eu não ia morrer por isso. Ao menos, ele usou preservativo. – nem percebi como ele se moveu, só senti os seus braços á minha volta, quentes e calorosos. Um ombro amigo - Portanto Ryan – o som das minhas palavras saiam agora abafadas pelo seu ombro - qualquer coisa que ele tenha dito, alem de termos feito uma vez, e ele ser o meu primeiro e tudo ter sido óptimo na mente dele, foi mentira descarada.
- Eu vou matar aquele filho da puta! – rugiu.
- Não importa. – abracei de volta, já que até ali tinha resistido e mantido os braços junto ao meu próprio corpo. Mas era tão bom, poder só… Abraça-lo de volta. – Se é isto que ele quer, ele que me aguarde. Que não pense que vai ficar assim. – sorri, um sorriso de vingança – Eu não sofro mais com isso. Só que custa, ouvir todas as mentiras que ele disse. Nem quero imaginar o que ele pode ter dito mais. Aquele porco!
- Eu vou acabar com a raça dele! Filho da puta!
- Ey, calma – tentei brincar – Ele ainda continua maior que tu. – não, na verdade Ryan era mais alto - Ao menos, mais músculos ele tem que tu, Ryan… - sim, Chris tinha músculos firmes e volumosos, enquanto Ryan tinha um corpo mais alongado e esbelto, no entanto, ali abraçada a ele senti a firmeza dos seus músculos, pela sua tensão. Não era magro como eu pensava. Nunca me tinha aproximado o suficiente para o saber, e a descoberta fizera o meu coração acelerar um pouco.
- A inteligência ganha á força bruta. Garanto-te que um murro com a força certa e no sitio certo, ele não se levanta mais. – ainda o sentia tenso, quando se afastou e beijou a minha testa. – Como ninguém lhe deu um bom murro e o deixou continuar a contar aquelas historias? – era melhor eu nem perguntar quais eram as historias.
- Foste o único a quem contei. – dei um sorriso tímido, enquanto ele corou e passou a mão pelos cabelos alinhados.
- Prometo-te que isto não vai ficar assim.
- Não te preocupes. Já foi á bastante tempo, já superei isso. Nem penso nisso. Só te contei, porque me senti mal e senti que me recriminavas, quando eu não tive culpa além da culpa de ser uma burra que acredita em tudo. E tu, só estavas a basear-te nas historias daquele imbecil…. E tu, ainda estavas a dizer que não me censuravas…
- E não censuraria. Desculpa se te fiz sentir mal.
- Não fizeste. Ainda bem que te contei, sinto-me mais leve. Acho que o facto de te contar algo assim tão intimo, e que não contei a ninguém, faz de ti, tipo, o meu melhor amigo. – disse timidamente.
- E eu fico muito lisonjeado com a promoção. – brincou – Caroline, estarei aqui para tudo, percebes? Não estás sozinha. Sei que te sentias assim naquele grupo de merda, onde todos lixam todos, mas eu sou teu amigo de verdade.
- Obrigada. – sorri – Achas que agora me podes levar a casa?
- Claro. Deves querer estar um pouco sozinha, depois disto…
- Algo assim.



Íamos no carro, quando me lembrei de uma coisa que Ryan dissera.
- OMG!
- O quê? – espantou-se.
- Espera aí, eu ouvi bem, ou tu disseste que já tinhas feito sexo a 3? – abri a boca totalmente, completamente chocada – O…M…G – ele estava muito corado.
-Volto a frisar que estava bêbado. Muito bêbado, mesmo.
- OMG…
- As raparigas não eram inocentes, nem nada do género. Acho que estávamos todos bêbados.
- Não sei o que dizer… OMG, 1º tu estavas bêbado! Nunca pensei sequer que bebias álcool! 2º Em que tipo de festas andaste para isso acontecer? Pensei que nem frequentavas festas! E 3º OMG, sexo a 3? Eu pensei que eras virgem!
Estava completamente chocada. E Ryan corara até a raiz dos cabelos.
- Eu…
- Não era suposto seres Nerd? Quer dizer, eu… estou chocada.
- Não estejas. Lá por ser o Nerd na escola, não significa que não tenha vida? Ok? E lá por me achares desinteressante, não significa que ninguém queira ter sexo comigo.
- Ey, não disse isso! Só achei estranho…
- Certo, porque eu tinha de ser virgem, não é? Porque o Nerd nunca teria ninguém que se sujeitasse a fazer sexo com ele, certo? Posso não ser bonito, mas tenho outros atractivos! – dizia zangado – E para que saibas, perdi a minha virgindade quando tinha 16 anos, e garanto-te que a rapariga teve bem prazer. Eu não durei 5 minutos! E, sempre tive relações sexuais com frequência, e as parceiras estavam ansiosas por elas! – eu realmente devia ter ofendido o seu orgulho masculino, já que ele quase gritava – Posso não te interessar nesse campo para ti, mas não significa que não interesse outras. Se não for mais, pensa que como filho do governador, com um futuro promissor e uma conta bancária razoável para alguém da minha idade, isso soa bastante atraente para algumas raparigas. – respirou fundo – Pensas-te o quê? Vou fazer 19 anos em Setembro, já me vias como aquele personagem ridículo do filme virgem aos 40? Não é? E caso não percebes-te, estás a ofender-me com a conversa.
Silencio.
- Desculpa – murmurei – Não era minha intenção que soasse dessa forma. Só estava surpresa.
- Claro.
- Não havia necessidade de gritares comigo. – resmunguei baixinho, e ele não respondeu.
Só ligou o rádio e colocou uma musica de rock – que descobrira que ele gostava, hoje.
- Alem disso, escusavas de mandar a boca do “Eu não demorei 5 minutos!”, ou garantires-me que a parceira com quem perdes-te a virgindade teve prazer. – ele apertou o volante com força, percebi pela tensão dos seus punhos - Parabéns, suponho que foste mais feliz do que eu nesse campo.
- Caroline…
- E não estava a dizer que eras repulsivo nesse campo ou algo assim. Só me surpreendi, porque sempre pensei que nem te interessasses nessas coisas, e antes que digas que te estou a chamar de gay ou algo assim, não é isso. Só fiquei surpresa, porque nem sabia que bebias, ou que frequentavas festas. Nunca te vi a fazer nada disso. E eu estava a brincar, a exagerar um bocado na reacção como sempre faço. Depois destas semanas, já devias estar habituado ás minhas cenas. – olhava pela janela, enquanto falava – Além disso, não te via como o virgem de 40 anos, e não vejo qual o mal disso realmente. Para mim pior são os rapazes como o Crhis. Parabéns, tu vais fazer 19 anos em Setembro, e tens uma vida sexual óptima, não és um virgem. Eu vou fazer 20 em Outubro, e nesse dia não vou deixar de pensar em como um, ano atrás perdi a virgindade e em que circunstancias. E vou desejar ser virgem. Mas parabéns de qualquer forma. És um macho.
- Caroline… - tentou novamente.
- E para a próxima, ficas já a saber que não gosto que gritem comigo, ou esbracejem dessa forma. Tanto que as pessoas da rua viraram a cabeça com pena de mim, como se estivesse prestes a apanhar do namorado. Não faças isso de novo, não por uma parvoíce destas. Por uma coisa séria, estás a vontade de mostrares o teu ponto de vista, eu seria a primeira a faze-lo. Mas por isto? Eu não reagi dessa forma no teu quarto, e parece-me que teria mais razões para o fazer do que tu.
- Eu… Desculpa! E lamento mesmo aquilo de ter dito aquela boca, nem me apercebi e…
- Estamos a chegar. – disse só para o interromper, já estava a ver a minha casa – Obrigada pela boleia.
- Caroline, espera… - segurou o meu braço, enquanto eu tirava o cinto e ia abrir a porta. – Não vás assim chateada comigo…
- Não estou. Até segunda.

4º Capitulo



E saí do carro, entrando em casa sem nem olhar para trás. Só quando ia subir as escadas, é que ouvi o motor do seu carro potente a arrancar a alta velocidade. Ele ás vezes era tão fofo e meigo, outras enervava-me e magoava-me. Mas afinal, eu também não era perfeita.
Deixei o assunto de lado, e comecei a abrir o meu e-mail, procurando pelos e-mail’s de Crihs onde ele pedia desculpas por não me ter dado prazer naquela noite, e que prometia para a próxima09 aguentar mais. Aqueles e-mails onde falávamos em como íamos mentir e na verdade não tínhamos intimidade e outros do tipo. Imprimi tudo, junto com fotos que ele me mandava com cuecas de mulher, na brincadeira. Ele ia-me pagar por ter andado a inventar coisas sobre mim, podia apostar!
Depois de ter imprimido tudo, fui á gráfica que havia na minha rua, e pedi cópias daquilo tudo, muitas cópias. Ele que me aguardasse, se pensava que aqui a burra e fútil da escola ia ser burra o suficiente para deixar as coisas para lá, estava muito enganado. Quando cheguei a casa, a minha mãe estava a fazer o jantar e perguntou-me como tinha sido a tarde com o meu namorado. Disse-lhe que tinha sido boa, e ela disse que devia ter sido para só chegar aquela hora, mas não o disse como se me estivesse a recriminar ou assim, só foi uma observação.
- Não, eu já cheguei á quase duas horas, só tive a fazer um trabalho no computador e depois fui á gráfica. Por isso só cheguei agora.
Subi para o meu quarto, e guardei todas as cópias, para na segunda levar para a escola. Abri a minha mala que tinha levado para casa do Ryan, e tirei o livro que ele me emprestou e coloquei-o ao lado da cama para antes de dormir ver ler alguma coisa. E quando ia tirar o telemóvel, vi que no visor mostrava que tinha 11 chamadas não atendidas, e 4 mensagens. Tudo de Ryan.
Comecei a ler as mensagens, a primeira devia-me ter enviado mal chegara a casa dele, depois de me ter trazido, deduzi pela hora.

De: Ryan
Para Caroline
18:05

Estás zangada comigo, não é?

De: Ryan
Para Caroline
18:15

Desculpa, fui um imbecil. Estava com o modo parvalhão/bruto one. A sério, lamento mesmo ter sido assim contigo. Perdoas-me?

De: Ryan
Para:Caroline
18:35

Caroline, tens toda a razão para estares assim comigo. Fui imbecil, mas podemos fazer as pazes? Lamento, a sério. Podes dar-me uma estalada se quiseres, que tal?
Ás vezes os melhores amigos, podem chatearem-se e assim… Mas, acabam por ficarem amigos de novo, se a amizade for forte…

De:Ryan
Para: Caroline
19:00

Já percebi que estás mesmo chateada comigo. Já perdi desculpas, e disse que lamento… Espero que esteja tudo bem… Por favor, responde.

As chamadas começavam das 19:15 até á ultima, 5 minutos atrás, ás 20:05. Ele tinha ligado 11 vezes nesse espaço de tempo. Sorri revirando os olhos e decidi mandar-lhe uma mensagem.

De:Caroline
Para: Ryan
20:12

Desculpa só responder agora… Não estava em casa, nem tinha levado o telemóvel comigo. Quer dizer, devia estar quando mandas-te a primeira, mas não tinha o telemóvel ao meu lado, e como estava em silencio, não percebi. Se tivesse, tinha mandado a resposta.
Não estou zangada contigo, Ryan. Como já te tinha dito no carro.

Dois minutos depois, ele respondeu.

De: Ryan
Para: Caroline
20:14

Pensei que não respondias, nem atendias porque estavas mesmo zangada comigo…
E agora dizes que não estás, mas eu sei que estás. Eu conheço-te. Mais uma vez desculpa.

De:Caroline
Para: Ryan
20:17

Eu não estou zangada contigo, Ryan.

De:Ryan
Para:Caroline
20:18

Está bem, se não estás zangada, estás triste ou desiludida comigo.
Não sei escolher qual é pior.

De: Caroline
Para: Ryan
20:21

Não estou nem zangada, nem triste, nem desiludida, ou outra coisa qualquer contigo…

De: Ryan
Para: Caroline
20:23

Então, estás indiferente.

Soltei uma gargalhada com a persistência dele, enquanto lhe respondia. Nunca se tinham preocupado com o que eu sentia.

De:Caroline
Para: Ryan
20:25

Ryan, como disseste, até os melhores amigos têm discussões…. A sério, está tudo bem da minha parte. És tipo, o meu melhor amigo, contei-te coisas que nunca contei a ninguém, portanto não vou ficar zangada por aquela discussão parva. Lamento também ter-te dado uma impressão errada… Ficamos bem?

DE: Ryan
Para: Caroline
20:27

Óptimo. Estamos bem. O que achas de amanha vires aqui novamente, ou fazer-mos outra coisa qualquer?

De: Caroline
Para:Ryan
20:28
Depois digo-te. Pode ser?

De:Ryan
Para: Caroline
20:29

Claro.

De. Caroline
Para: Ryan

Tenho de ir jantar, a minha mãe está a chamar…


Quando ia dormir, olhei para o livro, e encolhendo os ombros decidi ler uma página ou duas. Não sei o que se passou, só sei que eram 9 da manha, quando já me doíam os olhos, e decidi parar de ler. Fiquei tão embrenhada na leitura que não dei pelo tempo parar. Não sei o que se passava comigo, eu nunca gostei de ler. Eu NUNCA li um livro. E estava ali, agarrada ao livro. Estava nos capítulos finais, embrenhada num romance tão bonito e puro que eu só podia ter ficado viciada.
Acordei ás 2 horas da tarde, desci para comer alguma coisa, e a minha mãe disse que aquilo a fazia lembrar de quando saia muito á noite. Quando lhe disse que foi porque estivera a ler um livro que Ryan me emprestara até as 9 da manha, sem conseguir parar a minha mãe ficou tão atordoada que nem sabia o que dizer.
Subi a correr, tomei um duche e vesti-me. Estava a calçar-me e liguei para Ryan colocando o telemóvel em mãos livres.



- Bom dia! – disse assim que ele atendeu.
- Boa tarde, Caroline! – riu – São 3 horas da tarde, dificilmente é bom dia.
- Oh, é que eu acordei agora… Só me deitei eram umas 9 da manha…
- Hum… Sais-te?
- Oh, eu disse-te ontem que depois dizia-te alguma coisa sobre fazermos algo hoje, não foi? – disse tirando a toalha da cabeça, e nem ouvi bem o que ele tinha dito – Desculpa, depois esqueci-me de te dizer…
- Não tem problema.
- Estou a dizer agora… Quer dizer, tens alguma coisa combinada?
- Não.
- Podes vir-me buscar? Preciso falar contigo…
- Claro! A que horas?
- Hum, eu demoro uns 30 minutos a acabar de ficar pronta, depois disso podes vir quando te der jeito…
- Então, estou aí daqui a uns 40 minutos, pode ser?
- Sim! Que tal irmos até a praia? Está tão calor hoje…
-Por mim, tudo bem… Sobre o que querias falar comigo?
- Oh, nem vais acreditar! - exclamei.
Ele riu.
- Tenta a ver se eu acredito ou não... – brincou
- Oh, eu apaixonei-me! Descobri o rapaz perfeito! OMG!
- Ah! – disse depois de um tempo, em que eu tive de o chamar a ver se o telemóvel tinha ido a baixo – Foi? Quando foi isso?
- Ontem á noite! – ri – Nem vais acreditar! Estou eléctrica… Mas depois falo melhor contigo! Até daqui a pouco!
- Está bem.
Estava a acabar de fazer a maquilhagem quando ouvi ele buzinar. Fui á janela, que era de frente para a estrada e vi que ele era mesmo Ryan. Estranhei, porque ele chegava sempre no tempo exacto, e só tinha passado uns 20 minutos desde que ele me ligou, e ele tinha dito que só vinha 40 minutos depois. Ainda faltavam 20 minutos, e 10 necessários para eu estar pronta.
Desci a correr, ainda descalça, e só com um olho maquiado, e abri aporta do carro dele.
- Olá! Eu ainda não estou pronta, disse-te que ia demorar 30 minutos… Queres entrar?
- A tua mãe não se importa? – ele parecia estranho.
- Ela não está. Mas mesmo que estivesse, ela não se importa. Nunca se importa quando trago amigos, muito menos se ia importar quando és tu, Ryan.
- Ok.
Sorri-lhe, enquanto o via a estacionar o carro melhor, e depois seguir-me para dentro de casa.
- Fica á vontade, não te convido a ires ao meu quarto porque aquilo está uma confusão e eu tenho vergonha – confessei meio sem jeito – Mas, depois eu convido-te, quando aquilo não estiver a parecer um campo de batalha, está bem?
Ele assentiu, com as mãos nos bolsos, meio sério.
- Estás estranho, hoje… - dei de ombros enquanto comecei a subir as escadas – Fica á vontade. Vou tentar não demorar muito. – brinquei.
Quando desci, já pronta, 15 minutos depois, ele estava a ver as minhas fotos espalhadas pela casa.
- És tu, não és? – apontou para uma foto de uma bebé, de uns 10 meses.
- Sim… Era super gordinha, não era? – abanei a cabeça. Naquela foto eu estava de fralda apenas, a pele dourada e o meu cabelo preto na foto estava pequeno todo despenteado, mas com um lacinho cor de rosa. Os meus olhos cinzentos e grandes, desde bebé que tinham longos cílios que com aquelas bochechas sempre que ria quase escondia os olhos. E estava com o queixo babado, a rir-me só com dois dentes – Ey, não olhes ok? Estava com as maminhas á mostra!
Ela riu divertido, enquanto olhava a foto e depois olhava para o meu decote da t-shirt branca, fazendo-me ficar um bocado tímida.
- Parece que eles cresceram…
- Ahaha, muito engraçadinho!
- Eras um bebé lindo, o que não é de estranhar.
- Obrigada…
- Realmente, a tua mãe tem aqui registados tu com imensas coroas, miss beleza – brincou.
- Eu disse-te… Vamos? – disse, querendo tira-lo dali, porque estava na ficar um pouco sem saber o que dizer.
- Vamos…



Fomos a ouvir musica, e depois paramos num café, que nos dava a paisagem das lindas praias de Miami, enquanto bebíamos um sumo.
- Então… Não me querias contar uma coisa? – disse sério, enquanto olhava para o mar. – Algo sobre estares apaixonada sobre um gajo que conheces-te ontem.
- Não é um gajo! – revirei os olhos – É um rapaz educado e cavalheiro. Não um gajo!
- Tanto faz.
- Tanto faz!? – perguntei, mas saiu como uma exclamação – Quer dizer, tu não deves estar bem a perceber! Edward, é tão perfeito!
- Edward? Não conheço nenhum Edward… Anda na nossa escola?
- É que és tonto! – gargalhei com a brincadeira de Ryan – Isso queria eu, que ele andasse na nossa escola! Quer dizer, de nada adiantaria, já que ele é completamente apaixonada pela namorada…
- Tenho certeza que vais resolver esse inconveniente?
- Hã? – não estava a perceber nada do que Ryan queria dizer. Parecia que ele estava a falar daquelas coisas da politica, onde eu simplesmente me limitava a ouvir.
- O que quero dizer, é que, tenho certeza que ele pode muito bem deixar a namorada se tu te empenhares em seduzi-lo… - falava, ainda a olhar para o oceano.
- Ryan? – chamei baixinho – Do que é que estas a falar?
- Sentes-te incomodada em demonstrares essa tua paixão obvia a um rapaz comprometido? – olhou-me atentamente – Acho que fazes bem. Fazes muito bem…
- Ryan, bateste com a cabeça? – inclinei-me para a frente, baixando os óculos de sol, para o ver bem. Ele não estava bem, só podia, ou eu é que tinha batido com a cabeça. Porque o que ele dizia não fazia sentido. Não era do sol, já que estávamos numa esplanada, mas estávamos numa mesa á sombra.
- Não. – olhou-me confuso – Só te estava a elogiar pela tua escolha de não queres nada com esse Edward, por ele ser comprometido. Mostra maturidade, sensatez e sensibilidade da tua parte… - começou a beber o sumo de laranja enquanto eu percebi e comecei a ri, enquanto abria a minha mala e tirava de lá o livro de twiligth e mostrei-lho abanando o livro ao lado do meu rosto.
- Eu estava a falar do Edward Cullen! Twilight!
Não sei como avaliar a reacção de Ryan, porque ele estava a beber o sumo e simplesmente… Cuspiu tudo para fora. Os meus óculos escuros ficaram com pingas de sumo de laranja, e senti o sabor do sumo nos lábios, junto com a t-shirt molhada.
- Oh não! – Ryan ficou tão vermelho como eu nunca tinha visto ninguém. Todo o seu rosto ficou vermelho, e pescoço. Enquanto ele se levantou rápido e atrapalhado aproximou-se de mim, com toda a gente a olhar para nós. – Caroline, eu lamento tanto… - dizia baixinho enquanto pegava em papeis e me entregava para limpar o rosto, e me tirava os óculos de sol.
Eu lancei a cabeça para trás e comecei a gargalhar que nem uma deficiente mental. Mas aquilo tinha tanta piada. Porque ver a cara dele, antes, durante, e depois de me ter molhado foi a coisa mais engraçada do mundo. E eu não percebo como ele não se ria, porque imagino que a minha cara ao receber o sumo no rosto tinha sido tão engraçado. Ele ajoelhou-se ao meu lado e começou a acompanhar-me nas risadas, e toda a gente na esplanada começou a gargalhar também.
- Isso significa que não estás chateada comigo? – perguntou hesitante enquanto depois das gargalhadas limpava o meu rosto, quando insistiu para ser ele a fazer isso.
- Não. Está tudo bem, foi muito engraçado. Dói-me a barriga e o maxilar de tanto rir!
- Sinto-me um imbecil por fazer estas figuras! – lamentou-se enquanto limpou os meus óculos de sol – A tua t-shirt branca vai ficar manchada…
- Sem problema. – sorri e tirei a camisola. Ryan corou e desviou o olhar. – Estamos numa esplanada na praia, Ryan. – revirei os olhos apontado para as pessoas. A maioria estava na esplanada de biquíni e eu estava de shorts curtos de ganga, chinelos do dedo, e agora com a parte de cima do biquíni simples e preto. – Não sejas pudico!
- Olhem só quem veio até á praia! – gelei quando ouvi o riso em forma de porco, e o olhar gelado de Ryan subia para o dono dela, rodeado do meu antigo grupo.


Então? Que tal, gostaram? o.O
Comentem, que eu já tenho assim muitas saudades de ler coments e responder :D


Não sei vocês, mas eu tinha mesmo saudades disto por aqui! xD
Ah, o próximo capitulo que irei postarei, vocês querem de “Quase sem Querer”, ou “Profanação”? Qual preferem?
Lá para segunda está bom para postar?
Beijinhos grandes! :*
E já sabem… Comentem! xD