domingo, 5 de fevereiro de 2012

15º Capítulo - Amor & Sangue

Olá caros leitores =)

Eu sei, que provavelmente alguns de vocês estão chateados comigo. Tenho recebido os e-mails de muitos e expliquei o motivo de estar com o blog parado. Mas penso que todos sabem que estou numa fase da vida onde a “parte virtual” fica um pouco (ou muito) de lado. Compreendo que tenho sido chatinha ao não postar, mesmo me tendo pedindo para postar. Tenho respondido á maioria dos e-mails e já sabem o porquê desta longa ausência. Sei que não tenho sido nada boa blogueira, e que já nem deve dar vontade de ler o blog.
Aos que não sabem o motivo da minha falta de actualizações, não me vou alongar muito em desculpas, mas vou justificar a minha ausência tão longa (o mesmo que disse ás pessoas que me têm mandado e-mails e mantido contacto durante este tempo), porque acho que vos devo isso, de certa forma.
O problema foi mesmo ter ido para a Universidade. Acho que qualquer um percebe que é uma mudança radical. Um tempo em que nos habituamos a estar basicamente, por nossa conta. Um ritmo e intensidade de estudos muito diferente! Morar com amigas, as responsabilidades, de certa forma uma independência. Vermo-nos longe de casa, também não ajuda. E a inspiração e tempo para isso, não são os mais propícios. Por mais que queira ter tempo para o blog e para outras coisas também, não tenho. Tenho tentado aproveitar ao máximo o espírito académico porque realmente, quem é tolo o suficiente para não aproveitar aquela que dizem ser das melhores fases da nossa vida?
E tenho estudado muito. O ritmo de estudo é muito exigente, o meu curso exige muito esforço e ter tempo para a “vida virtual” não é uma prioridade. Aliás, o tempo não chega para tudo.
A minha prioridade é formar-me com boas notas, para ter uma maior probabilidade de sucesso no mercado de trabalho. Coisa que ainda falta muito, mas que devo ter presente sempre.
Tenho de pensar na universidade como a maior prioridade. Os meus pais investiram muito na minha educação aos longos dos anos, e agora não é diferente, e não posso andar a brincar com isso. Nem quero brincar com isso.
É o meu futuro.
Se tivesse tempo para postar, eu postaria, acreditem. Não posso definir o prazer que me dá postar para vocês, ler os vossos coments! =) Eu adoro de verdade, acreditem!
Este blog, já me proporcionou muitas alegrias!
A história da Nikka e Alexander chegou a tanta gente que manteve contacto comigo e que eu estou imensamente grata pelo carinho, palavras bonitas e simpáticas que me têm dirigido! Por mais anos que viva, nunca em momento algum me vou esquecer dos momentos tão bons que passei aqui no blog junto com vocês!=)
As faltas e actualização, não são por já não ligar para isto, estar a faltar ao respeito aos fãs nem nada do género. Fico a pensar que essas coisas vos passa pela cabeça, mas não quero que pensem isso, e se por ventura alguém pensa isso é porque não me conhece! =) Eu nunca seria assim. Até porque se fosse o caso de não ligar para isto, já tinha apagado o blog.
Enquanto o blog estiver aqui, sabem que eu continuarei a escrever para vocês. Só posso actualizar quando der. Podem também visitar o meu outro blog do sapo, o mais pessoal. =) Que é mais fácil de actualizar que este =)
Acho que quem anda na universidade ou já andou me percebe bem. E espero que aqueles que ainda não são caloiros que venham a ter essa oportunidade e depois vão perceber perfeitamente! =)
Estudo bem longe de casa, só venho no fim-de-semana, e quando venho devem imaginar que quero é estar com a família ao máximo!
Agora estou em tempo de exames, mas decidi parar hoje um pouquinho o estudo e escrever qualquer coisa.



Espero que gostem e comentem. Nem que seja para me gritarem pela minha falha xD
Espero que já não se tenham esquecido dos capítulos anteriores! Rsrsrsrs
Este capítulo vai para a Vera Martins (Já respondi ao teu comentário no Boa Noite Cinderela! =) e a Phils! =)

É verdade, este capitulo tem bolinha vermelha. =)
Já sabem, para os menores de 16 , o texto entre os ***** é que contem a bolinha vermelha =)

Exemplo:
**************************************
Asdfghjklkjhgfdsasdkhgfdsasjkiuytredsdfhj
Ytrwrqawsxdfgu8705r4rftyghu9r8e47drcf
6jhg3awsxcuufghjhcxgdfghjddrftgyhhfdrty
***************************************

P.S-> O Capitulo tem músicas, mas acho que como alguns lêem mais rápido que outros… Ou lemos umas partes mais rápido que outras, a sincronização nunca fica muito boa para ninguém. Se a musica antiga ainda tocar quando outra estiver para ser iniciada, é só parar a anterior xD Se terminar antes de a nova ser indicada, é só voltar a repetir =)
^Dica um pouco óbvia, mas enfim… ;) Já sabem como eu sou parvinha ás vezes xD

^E as musicas são só dicas musicais, quem preferir sem música é só ignorar. Eu é que gosto imenso de música e quando dá, tento colocar, sempre como já sabem =)



O Capítulo está bem longo xD



15º Capítulo - Amor & Sangue



Depois de uma semana, consegui falar com Yakiv. Alex tinha saído para visitar um clã, e eu disse que preferia ficar em casa. Eu não devia ser normal, depois de tudo, estava a esconder mais uma coisa de Alexander. Mais uma vez, iria estragar tudo. Porque uma coisa eu aprendera, não importa o que aconteça, mais tarde ou mais cedo, a mentira é sempre descoberta.
E eu não queria, olhar nos olhos de Alexander, e ver de novo toda aquela dor, desilusão, e magoa. Ele já desconfiava que algo estava mal, pois eu evitava a intimidade. E ele não era de se arrastar e insistir, não neste momento.
Mas que hipóteses, eu tinha? Condenar quem me ajudou? Era isso que iria acontecer. Eu contaria a Alex, e ele imediatamente dominado pelo ciúme e obsessão iria literalmente arrancar o coração de Yakiv.
Acabei por encontrar Yakiv a guardar a porta dos alimentadores, junto com um outro vampiro. Discretamente fiz-lhe sinal com a cabeça e uns minutos depois, ele juntou-se a mim numa sala discreta e fechou a porta.
Encaramo-nos durante longos minutos, enquanto eu observava todas as diferenças nele.
- Estou diferente. Eu sei.
Surpreendi-me ao ouvi-lo falar em Inglês. Quando o vira pela ultima vez, ele sabia muito pouco, ao ponto de ser uma enorme barreira linguística. Hoje, ele falava cheio de sotaque, mas bastante perceptível. Acho que tivera muito tempo para isso.
- Sim. Estás. – concordei.
Sim, ele estava diferente. A pele muito pálida era o bastante para o tornar diferente, e fazer o sorriso sincero parecer mais cínico.
- Yakiv… Antes de mais… Obrigada. Tu sabes o quanto te devo. Não existe palavra suficientes para o mencionar. Tudo o que fizeste por mim e a tua família…
- Não me deves nada. – deu de ombros.
- Estive na casa dos teus pais, agradeci. E ofereci-lhes dinheiro. Não vão ter problemas… Pensei que tinhas morrido….
- E morri! – riu da minha careta, divertido com o meu nervosismo.
- Como acabaste aqui? – suspirei – Acho tudo tão surreal!
- Nikka, não foi uma coincidência estar aqui. – disse lentamente – Pouco antes de te ires embora, eu percebi que não eras como eu… Eu percebi que o teu coração não batia. E depois de não teres aparecido no destino que combinamos, eu comecei uma busca. Demorou bastante até chegar perto da verdade. Então ouvi rumores, sobre vampiros. Vim para a Roménia, e pouco a pouco percebi que se falava num Rei. E depois disso foi muito mais rápido. Bastou ouvir falar da traidora, ruiva e de olhos verdes. Que fizera do rei, um louco. O teu nome não é nada vulgar.
- Nunca devias ter vindo atrás de mim.
- Como não? – espantou-se – Estava apaixonado.
Suspirei.
- Daí a conhecer a pessoa certa para me transformar foi um passo. – continuou - E sabia que tinha de vir para cá, trabalhar no castelo. Mais tarde ao mais cedo, saberia algo de ti e aqui seria o local ideal para isso. Só esperava que isso acontecesse em 200 anos, a minha esperança média de vida.
- Alguém sabe quem realmente és? – perguntei hesitante.
- O puro Alain.
Espantei-me. E ao mesmo tempo fiquei receosa. Porque ele não contara a Alex? O que Alain andaria a tramar?
- Ele sabe de tudo?
- Não. Apenas percebeu que de certa forma te ajudei.
- Hum… Olha Yakiv, tens de ir embora. Alexander nem pode imaginar que estás vivo. Agradeço-te tudo o que fizeste por mim. Realmente agradeço. Do fundo do coração. Mas tens de ir.
- Porque? – olhou-me irónico. - O Rei teria ciúmes meus?
- Porquê? – espantei-me – Porque Alexander mata-te! O máximo que posso fazer é não lhe contar! Acredita que isso já me custa muito, porque eu sei as consequências que terei quando ele descobrir. Mas eu devo-te, portanto… Sinceramente, agradecer-te e ajudar-te a escapar é a única coisa que posso fazer, o melhor para ti! E acredita que Alexander descobrira, e será melhor estares anónimo, longe disto tudo. Foste um tolo em vires para cá!
- Tolo? – riu – Sou vampiro agora.
Aproximou-se de mim, e segurando o meu rosto, tentou procurar os meus lábios. Antes de ele mesmo se aproximar, empurrei-o para longe.
- Qual o problema? – indignou-se com a minha reacção – Se queres que mantenha a boca fechada, é melhor cooperares. – riu encostando-se á parede olhando-me com raiva – Tu deves-me.
Todo aquele tempo que eu tinha observado Yakiv, e a conversa que estávamos a ter, era o suficiente para perceber uma coisa. Yakiv que conheci, não era aquele… Vampiro. E Vampiro era a palavra chave.
- Tu já não és mais o Yakiv. – tentei passar por ele para sair da sala.
Vi as suas mãos, antes de as sentir. Ele segurou-me pelos quadris e puxou-me contra o seu corpo frio como gelo.
- Sou muito melhor….
Afastei-o com um empurrão, e encarei-o com raiva.
- cuidado Yakiv. Ainda sou uma pura, e matar-te seria fácil. Mantém essas mãos longe de mim!
- Porquê? Não achas que tens de me agradecer devidamente?
Suspirei.
- Por momentos esqueci-me que depois de amaldiçoados, a alma se perde. És apenas um fantasma do amigo que tive. Não contarei a Alexander, mas mantêm-te longe. Ou não irei hesitar em contar.
- Como queiras! – gritou e saiu furioso.



Poucos dias depois, estava na biblioteca, e Alexander foi ter comigo.
- Temos de conversar, Nikka.
Engoli em seco. Aquele medo e vergonha de lhe mentir estava sempre presente.
- Sobre o quê? – respondi o mais naturalmente sem tirar os olhos do livro.
- Sobre a merda que está a acontecer. – exasperou-se – Olha para mim, porra!
Assim está melhor. – passou a mão pelo cabelo quando o olhei – Ouve, sei que deve ser complicado estares de volta… Para mim também é de certa forma. Mas Nikka, regressamos para melhorarmos, não para piorarmos!
- Eu sei…
- Tu sabes? Claro que tens de saber. Praticamente não nos falamos, não vamos para a cama… Comportaste quase como uma desconhecida!
- Eu sei que a situação não é boa, Alex, mas…
- Claro que não é boa!
- Eu só preciso de tempo para…
- Tempo? – exasperou-se – Tempo Nikka?! Tens de estar a brincar… Este tempo separados não te deu o suficiente tempo? Não era o que querias, vir para cá?! Não te entendo! E já estou a ficar cansado te tentar perceber!
- Alex… - aproximei-me dele e segurei a sua mão – Ouve, eu só… Vamos dar uma volta? Por favor? Só nos dois…
Ele segurou o meu rosto delicadamente, e delineou os meus lábios com o seu polegar antes de me beijar e sussurrar que estaria bem, que iríamos passear.
Ele conduzia, enquanto eu ligava o rádio do carro, e fazendo uma careta às musicas que passavam acabei por o desligar. Ele meteu por um caminho de terra batida, e parou o carro num espaço aberto onde se podia ver as estrelas.
- Sempre gostaste de ver as estrelas. – beijou o meu pescoço e eu levei a mão aos seus cabelos sedosos enquanto ele me mordiscava.
Rindo sai do carro e sentei-me no capo do carro, enquanto Alex desligava o carro e vinha juntar-se a mim.
- Alex… - enquanto os seus braços quentes envolveram o meu corpo, e mantinha a minha cabeça apoiada no seu peito, ambos olhávamos a lua – Eu tenho de falar contigo.
Silencio.
- Não aguento mais manter isto escondido. Percebi que não importa o tamanho das mentiras, elas continuam a ser mentiras. Não importa o quanto tentamos pensar que é apenas uma omissão.
- Mentiste-te de novo? – o seu corpo ficou tenso e tentou afastar-se.
Eu prendi-o pelo pescoço mas não adiantou muito, ele saiu de cima do capo do carro e ficou a encarar-me ressentido.
- Não contar-te a verdade, é mentir-te. Então sim, suponho que estas duas semanas de certa forma te menti. – admiti baixinho – Lamento imenso.
Ele soltou palavras que apesar de não perceber a língua, pelo tom deviam ser palavrões, enquanto me olhava com raiva.
- Lamentas! Fazes sempre a mesma merda! No que te metes-te desta vez? – gritou-me.
- Eu… Alexander, estou arrependida, ok? Só demorei um pouco a contar a verdade, mas contei, não contei? Não mereço credibilidade por isso? – respondi-lhe irritada.
- Que credibilidade, quando deliberadamente mentes? Foda-se esta merda!!
- Não foi bem deliberadamente! Não tinha outra alternativa…
- Quando escolhes não contar algo, então estás a faze-lo deliberadamente.
- Está bem! – admiti – E estou deliberadamente a contar a verdade agora! Porque não aguento manter a mentira! De certa forma, já aprendi a lição… Não podes dar-me algum credito por tentar mudar? – saltei do capo e aproximei-me dele – Não é fácil, para mim. Acho que o facto de estares sempre a desconfiar de mim também não ajuda! E tu tens esse feitio insuportável que também só piora as coisas! Como te posso contar uma coisa, quando sei que nem me vais ouvir e libertar todo o teu desejo de vingança?
-Agora a culpa é minha? – riu enraivecido – Deixa-te de merdas e conta que andas-te a esconder.
- Não enquanto não te acalmares…
- Agora, Nikka. Não vou repetir.
- Não me dês ordens, porra!
- Nikka… - silvou já no seu estado predatório.
- E podes recuar essas presas se queres que te conte! – avisei-o seria – Isto não é fácil, por isso para de te comportar assim. É por isso que eu tenho medo de partilhar as coisas contigo…
- Se te meteste com algum homem, Nikka eu juro… Se me vens contar que afinal foste para a cama com alguém enquanto estávamos separados, ou mesmo agora eu nem sei o que…
- Alexander! – disse irritada – Não vou ter essa conversa de novo. Não é nada disso – respirei fundo – Eu não sei como te contar, mas… Ele está vivo. Não morre numa missão…
Ele simplesmente me olhou em silêncio. Uma veia na sua testa e pescoço pulsava visivelmente, e os seus olhos ficaram injectados de sangue.
- Primeiro, quero a sua localização. – disse calmo. Mas aquela calma, era ainda pior. – Depois, depois vamos ter a porra de uma conversa sobre o como teres descoberto isso. Começa a falar.
- Alexander… Por favor não o mates…



Ele gargalhou. Uma gargalhada fria e tão gelada que senti um arrepio percorrer todo o meu corpo.
- Ouve… - segurei as suas mãos que estavam com a pele febril – Olha para mim enquanto falo… Por favor, não o mates. Sei que pensas que ele se aproveitou de mim, e tentou tirar vantagem da minha fragilidade, mas não foi nada disso. Acredita em mim… Alexander, Não o mates. Estou a pedir-te isso.
- Tu conheces-me bem. – respondeu ríspido – Não me rogues por algo fora do meu alcance. Tu sabes como sou, sabes que neste momento só consigo pensar em terminar com a vida dele da forma mais dolorosa possivel.
- Porquê? – gritei enervada – Eu já te disse que não aconteceu nada! Ele podia estar apaixonado, mas foi um cavalheiro. Eu juro-te que nunca tentou nada mais que isso…
- Sim, o cavalheiro que te empurrava no baloiço… Poupa-me dos elogios. Só fazes o meu desejo pela morte dele aumentar!
Ele estava irredutível. Engoli em seco, não sabendo como o fazer mudar de ideias, mas tinha de tentar. Fitei os seus olhos seriamente.
- Uma vez, tu prometeste-me o mundo, tudo o que eu quisesse…
- Isso foi um dia. E promessas não significam nada… - tentou afastar-se e virou-me costas.
- Não digas isso. – encostei a minha cabeça nas suas costas, enquanto o rodeava pela cintura firme – Eu nunca acreditei em promessas. A minha mãe constantemente me prometia doces ou idas ao parque em troca de eu ficar calada no meu quarto e não a perturbar. Embora fizesse aquilo, resistindo ao desejo de ir para o jardim da frente brincar… Nunca recebi doces ou qualquer outra coisa. Até que um dia, eu parei de acreditar em promessas….
Aspirei o seu perfume que eu já decorara. Um perfume que eu nunca confundiria em todo o mundo. Mesmo longe dele, eu ainda podia me lembrar da sua fragrância. Meti as mãos dentro da sua camisa, e acariciei os músculos que foram ficando tensos ao meu toque que procurava o calor da pele dele.
- Então, eu conheci-te Alexander. E eu sempre acreditei nas tuas promessas. Quer elas sejam boas ou más. Por isso não digas que “promessas não significam nada”, porque… Isso é mentira. Eu sei que quando me prometes alguma coisa, tu compres. As tuas promessas, são verdades para mim.
As suas mãos envolveram as minhas mãos que apertavam, e acariciou a minha pele.
- Lamento, mas eu não seria eu mesmo se não o fizesse. Tu sabes que o único lamento que tive sobre a morte dele, foi o facto de não ser eu a mata-lo. Não uses promessas feitas em tempos antigos. Um dia, elas valeriam tudo. Mas neste momento, elas não estão validadas. Não depois de tudo o que se passou entre nós.
Engoli em seco, ouvindo as palavras que me acertavam em cheio no peito. Palavras duras e cruéis, que fizeram passar pela minha cabeça uma certeza cruel. Definitiva. Alexander não me amava. Mesmo. Não adiantava esperar… Ele nunca voltaria a amar de novo.
- Alexander…
- Nikka, começa a falar. – virou-se e segurou os meus ombros. Olhando nos seus olhos, eu sabia que não podia escapar daquilo. E, apesar de ainda não o ter demovido do seu objectivo que era a única razão de eu lhe esconder tudo… Eu não conseguia mentir-lhe de novo. Sabendo que uma coisa daquelas era quase como, um calcanhar de Aquiles para ele. Mesmo ele já não ser capaz de me amar de novo.
- Ele foi transformado num vampiro…
Contei-lhe o que sabia, observando como cada vez mais Alexander se enraivecia. Contei-lhe também que Alain sabia que Yakiv me tinha conhecido, e que provavelmente não lhe dissera nada porque ele o tinha proibido de falar de mim. Contei-lhe também que tinha falado uma única vez com Yakiv, e como fora a conversa. Tentei suavizar a reacção de Yakiv mas ele percebeu.
- Vamos. – dirigiu-se para o carro.
- Por favor Alex! –segurei as lágrimas, sabendo que lágrimas derramadas o iriam enfurecer mais – Tenta não ser assim…
- Esse assunto está encerrado. – Entrou furioso no carro, e ligou o motor. Pensei que ele iria arrancar e sair sem mim, mas ouvi o grito dele a dizer para entrar. Em silêncio, entrei.
- E tu… Eu beijava a tua mão, tentando acalmar-te porque pensei que estavas nervosa por voltares ao castelo e… estavas era nervosa por o teres visto!
Não lhe respondi. Era melhor não inflama-lo. Yakiv iria lidar com aquela fúria toda.
- Não tens nada a dizer?!
- Que queres que te diga, Alexander? – sussurrei olhando para a janela – Sinceramente já não me importa se ficas zangado ou não. Se me expulsas do castelo de novo. Já não vale a pena. Eu estou a conhecer o verdadeiro Alex. Aquele que definias como “Alexander antes da Nikka”. Não gosto. Nada. E como para ti é indiferente se gosto ou não, também me é indiferente o que vais fazer por te ter mentido.
- Olha para mim quando falas. – ordenou irritado – Que porra de conversa é essa? Não te vou expulsar do castelo. Mas não me vou esquecer que me mentiste de novo.
- Não me importa. – dei de ombros, sem deixar de olhar pela janela, fazendo deliberadamente o contrário do que ele ordenara “Olha para mim quando falas.”- O facto de não ter contado mais cedo, é porque tinha medo da forma como reagirias. Que é exactamente a atitude que estás a ter agora. Acabei por te contar mesmo sabendo que o mais provável era matares Yakiv.
- Só porque me contaste, e eu não descobri como da última vez, pensas que diminui o facto de me teres mentido em primeiro lugar?
- Oh Alexander – desta vez olhei-o – Tu tens cá uma moral para me atirar pedras! Não penses que eu vou ser um exemplo de perfeição. Erro, e vou errar sempre. Como tu também erras! Tentei corrigir o meu erro. Ao menos, este tinha solução. O teu erro foi muito pior, teres-me transformado contra a minha vontade. – engoli em seco – Não importa, são coisas antigas. Mas lembra-te que o que sou hoje, foi porque tu me tornas-te assim. E se não gostas, problema o teu.
- Não me venhas com merdas de novo! Não tentes fazer-te de vitima, quando o teu objectivo foi sempre, desde o inicio, que eu te transforma-se e poderes finalmente dar o golpe de misericórdia que os Brandon’s tinham planeado.
Virei-lhe a cara e sussurrei:
- Acabou a conversa. Não quero falar mais.
- Eu decido quando acaba a conversa.
- Então, fala sozinho.
Quando ele soltou um palavrão, eu ignorei-o e fomos em silêncio até ao castelo. Mal o carro parou, eu saltei do carro.
-Nikka, espera.
- O quê? - Respondi sem me virar e o encarar.
- Não me vais dizer nada?
- Não. Já sei que vais tornar tudo lento, e o mais doloroso possível, para uma das pessoas que me ajudou. Não adianta pedir-te nada. Já não espero nada de ti. Não tenho esperança em ti. Sei o quão cruel és. Podes ter sido minha vítima, mas, eu também fui tua.
Não esperei por uma resposta, nem por um possível riso sarcástico. Corri escadas acima, e deitei-me na cama. Não chorei. Engoli forte, com a certeza que mais se apoderava de mim.



Uma hora depois, Alexander abriu a porta do quarto. Penso que foi uma hora, mas não tenho certeza. Eu encarava o tecto, quando ouvi a sua voz irónica dizer:
- Pensei que estarias banhada em lágrimas de sangue pelo teu precioso militar.
- Acredita, que o que mais me magoa não é a morte dele. És tu. Parabéns, espero que a morte dele tenha preenchido o vazio que sentes. – levantei-me e dirigi-me para o armário, pegando numa mala.
Atirei-a para cima da cama, e voltei ao armário para pegar em roupa.
- Que estás a fazer? – perguntou alarmado.
- As malas, Alexander. Vou embora.
- Como assim vais embora?! Estás maluca? Não querias voltar para vivermos no castelo? Agora queres que voltemos para aquele apartamento em Londres, ou qualquer outro alugado? Deves estar a brincar.
Olhei-o calmamente, vendo o seu olhar cinzento azulado encarar-me.
- Não quero que voltemos para lado nenhum. Só eu vou. Alexander, isto… Sou eu a deixar-te.
- O quê?! – rugiu segurando-me pelos ombros com força – O que queres dizer com isso?
- Eu não quero mais isto, percebes? – empurrei-o com força, perdendo momentaneamente o controlo. Respirei fundo e continuei calmamente – Percebi que o meu verdadeiro crime, foi ter-te destruído de certa forma. Estas brutalmente diferente. Deliberadamente fazes-me sofrer. Aguentei na parva esperança que algum dia me amarias de novo… Mas não. Não adianta enganar-me. Estás mais cruel que nunca. Comigo. E eu não vou aguentar mais isso. Simplesmente não vou! Dizias que o passado era passado, para começar-mos de novo… Que novo, quando continuas a punir-me? Achas que já não fui punida Alexander?
- Nikka… - tentou interromper-me.
- Não. Deixa-me acabar. – interrompi, respirando fundo – Se não o dizer agora, vou embora e nunca o direi. – Eu trai-te, sim. Mas não acreditas em mim quando digo que metade das acusações são falsas. Pára! – gritei quando ele me ia interromper de novo – Não me importa o que acreditas. Não mais. Eu também já não acredito em ti. Não acredito neste Alexander, para quem estou a olhar. Foi pela minha traição que ficas-te assim, eu percebo. Mas tu também me expulsas-te… Eu não tinha nada. Eu trai o meu criador, mas tu, desculpa dizer, foste uma merda como criador. Não sabia nada. E mandaste-me sozinha para o mundo. Não tinha roupa, não tinha documentos. Não existia. Não sabia controlar-me, sofria crises. E tinha fome. Aprendi a caçar sozinha, bem ou mal, safei-me. E o medo que tinha, que algum vampiro me caça-se e tentasse matar pelo que te fiz… Alexander, não tenho criador, já não temos esses laços. E hoje, hoje quando vi o teu olhar frio, olhei dentro do teu coração gelado. E vi, vi que as coisas bonitas que antes existiam… Não existem mais.
Ele afastou-se, virou-me costas e encostou a testa na porta. Respirando fundo. Não me olhava. Mas eu tinha de continuar, mesmo ele não me olhando enquanto falava.
- Quando, me disseste que as promessas que um dia me fizeste, hoje já não valiam… Quando matas-te Yakiv, mesmo te tendo implorado para não o fazeres… - uma lágrima molhou-me a bochecha e eu apresei-me a limpa-la – Quando tomas-te a decisão que sabias que me faria sofrer… Não ligas-te para mim. Eu já não importava. E eu percebi, que assim, nunca mais me amarias de novo. Porque, amar Alexander… Amar não é ser egoísta. Eu sabia que provavelmente ias mata-lo… Mas contei-te. Contei-te, porque não queria provocar-te mais magoa. Mais dor, ou vergonha… E condenei um amigo á morte, que junto com a família me foram salvando da loucura. De me transformar um animal. Preferi viver toda a eternidade com sentimento de culpa, de ter condenado um amigo, do que te magoar. Tu vieste primeiro…. Para ti, primeiro veio a satisfação do desejo de vingança, provocado por um parvo ciúme. É isso que significo para ti.
- Nikka, olha… eu… - virou o rosto tenso para mim – Não vás embora. Fica.
- Não. Acabou. Eu pensei que conseguiríamos. Mas nunca vamos. As tuas decisões provam-no. As tuas escolhas comprovam ainda mais. As tuas promessas já nada valem… Eu não quero isto. Prefiro morrer de saudades do teu toque, do que me deitar de novo contigo, para satisfazeres o teu desejo. A tua obsessão. Recuso-me a esse papel. Recuso, quando pateticamente espero que se torne algo diferente. Mas não. É só isso para ti, desejo. Nunca mais vais amar uma mulher de novo. Nunca mais te vais apaixonar. E eu? Eu recuso-me a existir sem ser amada, ou cuidada. O teu corpo é quente, mas o teu coração é gelado. Contigo, eu não vou voltar a sentir amor. Tu estás condenado já. Não eu. Se continuo, perto de ti, vou ficar igualzinha a ti. Gelada. Realmente morta para sempre. Então, tenho de ficar longe de ti. E algum dia, algum dia amarei outro homem. E poderei ser feliz. Eu hoje, posso dizer que sou infeliz. Tu provocas-te isso. Eu provoquei isso.
- Nikka, ouve-me!
- Não. Não posso. Eu tenho de ficar longe de ti. Eu não aguento mais ver o Alexander que um dia conheci agir assim…
Continuei a fazer a mala, recusando-me a olhar para o homem que me encarava com o rosto transtornado. Seguia os meus movimentos com olhares atormentados. De um momento para o outro a sua atitude mudou.


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Alex, rugiu. Atirou a mala de roupas contra a parede e agarrou-me pelos ombros, chocando-me contra o seu corpo quente. Segurou o meu rosto, com as mãos quentes e trémulas.
- Tu és minha. – sussurrou olhando-me nos olhos – Só minha. – Encostou as nossas testas e as respirações ofegantes juntaram-se como se de uma se tratassem. – Minha. Para sempre.
- Eu não sou um objecto para coleccionares….
Ele soltou um riso enrouquecido, sofrido. As suas mãos começaram a percorrer a lateral do meu corpo, sôfregas, desejosas e apresadas.
- Larga-me!
O meu protesto foi tão fraco, que nem eu acreditei nele. A boca de Alexander apoderou-se da minha. A sua língua brincou com os meus lábios, enquanto as suas mãos envolveram as minhas nádegas e me puxava de encontro ao seu quadril. Deixando-me saber o quão excitado ele estava. Gemi na sua boca, fazendo Alexander rugir de volta enquanto sem soltar os meus lábios, rasgava a minha camisola e a atirava longe.
Afastou os lábios dos meus, e tirou o meu sutiã para beijar os meus mamilos erguidos pelo desejo. Os meus dedos embrenharam-se pelos seus cabelos castanhos enquanto ele me acariciava. Fechei os olhos e aproveitei as suas carícias.
Os seus lábios quentes e suaves deslizavam pela minha barriga, numa carícia lenta, e sensual. Dando pequenas mordidas que me fazia gemer entre dentes e ele ronronar satisfeito. Os seus dedos brincavam com a lateral da minha mini-saia de ganga azul, e desapertou o botão. Os seus dedos desceram pelas minhas pernas nuas, que no momento estavam tremulas e desapertou os cordões das sapatilhas para as tirar junto com as meias.
Quando beijou abaixo do meu umbigo, brincando lá com a língua agarrou a lateral da saia para me despir completamente eu segurei as suas mão.
- Não… - soltei entre respirações aceleradas.
Ambos, muito excitados, olhos vermelhos e presas expostas. Ambos queríamos aquilo.
- A tua boca diz não… - olhava-me com um desejo que fazia a minha pele arrepiar. –Mas o teu corpo… - Os seus dedos deslizaram pela minha coxa, subindo levemente até que encontrou o meu sexo coberto pelo pano fino das cuecas e me acariciou, fazendo qualquer palavra negativa nem sequer passar pela minha cabeça. Mordeu suavemente a minha mão que tentava segurar o seu braço que se metia dentro da minha saia. – O teu corpo, Nikka… Grita o contrario…
Quando lancei a cabeça para trás e gemi o seu nome, Alexander empurrou-nos contra a parede e tirou-me a saia junto com as cuecas. Prensou-nos na parede, e beijou-me com uma fúria de desejo.
Muito rápido baixou as calças, e puxou-me para o seu colo, deslizando rápido para dentro de mim.
- Eu sou… - gemeu enquanto eu me agarrava aos seus ombros e procurava a sua boca – Completamente… louco por ti… Nikka!
O seu corpo movia-se contra o meu, em impulsos fortes e firmes, enquanto uma mão deslizava pelo meu corpo e me acariciava um seio e a outra me segurava pela nuca, fazendo as nossas bocas estarem juntas, os nossos rostos colados, numa só respiração.
Não pensava em mais nada, a não ser no homem que amava. No homem que mais me fizera sofrer, mas que ainda assim me deixava louca. Louca de desejo e amor por ele.
Rasguei a sua camisa e acariciei o seu corpo musculado enquanto ainda de encontro á parede, procurávamos as magicas sensações que só o outro nos podia dar.
Deixamos os nossos corpos deslizarem pela parede, Alexander afastou-se de mim, e eu rugi-lhe. Sentindo a falta de o ter dentro de mim.
- Calma, amor… - riu enrouquecido passando a língua pelos lábios. Vi que ele se livrava das calças, dos sapatos e meias, que com a pressa não tinha tido tempo nem vontade de tirar.
Puxou-me de volta para ele, para o meio do tapete preto e felpudo do chão.
Quando o tentei beijar, ele segurou o meu rosto, impedindo-me. Soltei um gemido pedinte, e tentei envolve-lo num abraço. Ele ajoelhou-se e encarou-me, com olhos vermelhos e mesmo assim sinceros e febris.
- Ouve… Nikka… - pediu ofegante, guiou a minha mão até ao seu peito. No local onde o seu coração já não batia mais – Eu amo-te.
Naquele momento, foi como se o meu coração batesse de novo. Como se fosse humana outra vez, melhor ainda. Foi… o paraíso.
- Eu juro que amo, Nikka…. – as suas mãos envolveram a minha cintura e puxaram-me contra o seu corpo. – Eu nunca parei de te Amar…. Nunca.
As minhas pernas envolveram o seu quadril, e Alex lançou a cabeça para trás gemendo enquanto voltava a deslizar para dentro de mim. Uma corrente eléctrica corria entre nos. Sentia-me viva, sentia-me dele. Só dele.
- Sou tua, meu amor… - gemi enquanto beijava o seu pescoço exposto e nos movíamos juntos. –Amo-te… Acredita em mim Alex… Por… Favor… Acredita em mim!
- Nikka… Repete… - pediu com a boca agora colada á minha.
- Sou tua… Só tua, meu amor. Amo-te.
Arranhava as suas costas, no frenesim de desejo e amor que estávamos envolvidos, no momento em que os nossos corações parados… Pulsavam como um só. Beijava-o, acariciava-o e cada vez que ele me beijava de volta, me acariciava, cheirava os meus cabelos e dizia que me amava… Fazia-me gritar o seu nome… Fazia-me morrer e voltar só para ele. Mil e uma vez eu morria e voltava para mais uma carícia.
Ambos ofegantes, de bocas coladas, Alexander segurou pelos cabelos com firmeza e fez-me olhar para os seus olhos injectados de sangue. Os mais belos que alguma vez vira.
- Nikka. Bebe o meu sangue.
- O quê? – alarmei-me soltando um ofego – Estás louco?
Beber sangue de um vampiro era… um acto imperdoável. Era, algo que não se tolerava no nosso mundo. Algo profano… Beber sangue de um puro? Beber das veias de onde corria o segredo da vida…Era impensável. Era uma lei sagrada. Quem o fizesse, e fosse descoberto levava o pior dos castigos… Não era uma coisa tolerada, nem mencionada entre nós. Era mau, muito mau. Uma profanação sem perdão. A coisa mais imperdoável de todas… Um crime considerado hediondo. Não nos podíamos alimentar da própria raça…
- Não posso! – gemi agoniada enquanto segurava o seu rosto.
- Assim Nikka… - beijou os meus lábios enquanto nos movíamos lentamente - Assim teremos novamente laços fortes de criador… Eu quero ser o teu criador de novo… Por favor… Deixa-me…
- Alexander… - gemi mordendo os lábios, enquanto os movimentos do seu corpo me deixavam ainda mais alucinada. Ambos estávamos loucos.
- Não queres? – a sua boca falava encostada á minha, enquanto os seus dentes me mordiscavam.
- Sim, Alexander. Eu quero…
Sorrindo, ele lançou a cabeça para trás e apoiou-se com as mãos atrás das costas no chão, expondo-se a mim.
Acariciei o seu peito, enquanto me movia no seu corpo, tentando dá-lhe o maior prazer possível. Beijei o seu pescoço, e deslizei a língua pela sua jugular. E tentei morde-lo. A sua pele era dura, mas ele estava relaxado e foi fácil perfurar a sua pele. O seu sangue começo a invadir a minha boca eu gemi de satisfação enquanto Alexander rugia de volta com desejo.
A sua mão envolveu o meu pescoço, mantendo-me junto ao seu pescoço enquanto o seu sangue deslizava pela minha garganta. Era o melhor sangue que jamais tinha bebido. O cheiro era inebriante, o sabor inesquecível… Deslizava pela minha garganta, e fazia-me sentir electrizada. Sentia o que ele sentia, partilhava os seus pensamentos momentâneos… Enquanto bebia dele, e nos movíamos senti-o atingir o orgasmo exprimido num rugido rouco muito primitivo. Eu logo o segui e caímos no chão, eu por cima dele, cansados e satisfeitos. O meu coração estava satisfeito. Alexander e eu, tínhamos laços fortes de novo.
Beijava o seu pescoço e lentamente continuava a sugar o seu sangue, dando-lhe beijinhos alternadamente, enquanto acariciava o seu peito.
- Nikka…- chamou baixinho, e acariciava o meu cabelo e couro cabeludo – Já chega, pequena…
As suas mãos afastaram-me do seu pescoço. Beijei o lugar da mordida, e observei o local cicatrizar completamente.
Olhei-o intensamente, e sem uma única troca de palavras ofereci-lhe o meu pescoço.
Ele, acariciou o meu rosto e muito delicadamente mordeu-me.

****************************************************


Estávamos na cama, cobertos pelo lençol. Eu tinha a cabeça recostada no seu ombro, e ele acariciava os meus cabelos, deslizando os dedos pelo seu comprimento.
- Nos pecamos… - murmurei baixinho. – Violamos a lei mais sagrada de todos… Bebemos de um outro vampiro. De um puro, Alexander…
- Eu sei, pequena. – beijou a minha testa.
Cada vez que ele me chamava de novo pequena…
- Quer dizer, nós fizemos algo proibido… Nos fizemos um crime contra a nossa própria raça…
- Nada entre nós é proibido, Nikka. Eu queria muito. Já á algum tempo que o desejava. Não me arrependo. E tu?
- Também não… Eu… - corei – Gostei muito… Mas é errado…
- Não penso assim. Já os humanos têm tantos moralismos e muitos os quebram.
- É diferente, Alex. O que nos fizemos, foi quase como se um humano se alimentasse de carne humana… Não sei… Soa tão estranho… Sempre que estava na biblioteca, lia o quão horrível devia ser essa pratica.
- Nikka, o que aconteceu entre nos, não foi sujo, não foi um crime e muito menos foi horrível… Não penso assim. Não, quando tudo aconteceu quando estamos ligados por um sentimento tão forte, que a maioria não pode imaginar…. Não foi na procura da humilhação, da dor ou vingança. Não foi com sentimentos de ódio, ou desprezo. Não foi com intenção de humilhação. Foi, por algo que ambos queríamos. Que ambos desejamos. Isso, não pode ser um errado. Não entre nós.
- Sim – concordei – Não importa se é considerado pecado. Sabemos que não foi errado.
Ele beijou-me.
- Alex… Já… Tu sabes…
-Se bebi sangue de vampiro antes? – olhou-me sorrindo – É muito normal às vezes quando estamos numa luta, salpicar sangue para a tua boca… Ou quando mordes algum para o matar, o sangue enche a tua boca… Mas cuspimos sempre. Por isso não, nunca bebi antes. Nisso era virgem…
Soltei uma gargalhada com a perspectiva de Alexander ser virgem em alguma coisa.
- Nikka, e isto é tão intimo… Tão único, que… Eu nunca em momento algum pensei em partilhar o meu sangue com alguém. A minha essência. Mas eu dei-te vida, tu és a minha cria. Queria-te como tal, de volta.
- Foi só por isso? Questionei – Só para termos laços de criador e cria de novo?
- Não só. Queria estar próximo de ti, como só a partilha de sangue iria permitir. Queria sentir-te. Partilhar tudo…
- Eu sei… Para mim foi igual.
- Ainda continuas com a ideia que fizemos algo errado? Não quero isso Nikka…
- Não, querido… Aquilo foi forte de mais, puro de mais para ser errado. Não foi feito por maldade, foi por algo que a nossa raça não deve perceber nem sentir. Foi por amor.
- Para mim, foi muito bom.
- Alexander… Para termos os laços sempre presentes, tenho de beber o teu sangue mais vezes?
- Não. Mas podes faze-lo sempre que quiseres. Eu sou teu.
- Tu disseste que me amavas. Não foi uma coisa só no auge da paixão, pois não?
Ele apenas me olhou, e eu não precisei de respostas.
- Eu confiei em ti… Eu dei-te muito poder obre mim. Tenho de obedecer as tuas ordens… Por favor, não te aproveites disso. Não me desiludas…
- Sabes como eu sou. Se o fizer, nunca será para te magoar.
- Fisicamente não… Mas… Não sei, sei que muitas vezes vais tirar vantagem disso, mas és o meu criador, por isso… Para mim também significa muito teres-me aceito de volta como tua criação, depois de te ter falhado…
- Eu também te falhei como criador. Disseste uma grande verdade. Fui uma merda como criador. Mas vou melhorar. Eu prometo… - os seus dedos seguraram o meu queixo e fez-me erguer o rosto até os nossos olhos estarem focados - Tu continuas a acreditar nas minhas promessas?
- Eu…
- Eu nunca falharia a uma promessa feia a ti. Nunca!
- Como disseste, foi noutros tempos…
- Não. Nikka, eu disse que te amava. E amo. Contra o que a minha mente diz, mas amo. Por isso, as promessas sempre valeram. Sempre valerão.
- Mas…
- Eu não quebrei a promessa. Dar-te-ia tudo o que quisesses. E, tu pediste-me para não matar o filho da puta. Não o matei, mesmo o meu corpo todo ansiar por isso. Por ti, porque como disseste no amor o outro vem primeiro. Eu não queria magoar-te. Não sei, não me reconheci naquela atitude, mas apenas vi o vampiro em questão, e virei costas fingindo não saber de nada. Não sei como vou lidar com a situação. Mas… Foi por ti. Só por ti.
Não soube o que responder, então, apenas o abracei forte. Não era o facto de Yakiv que me provocava tanta alegria. Claro que estava contente também por isso, mas… Era o que afinal ainda vivia em Alexander e que ele escondia de mim por receio. Eu tive a certeza, que o que nos unia, não se tinha rompido. Estava lá. Esperança enchia o meu coração. Achava que depois de tanto sofrimento, estávamos a caminhar para o final feliz.

Espero que tenham gostado! =)
Beijinhos!

domingo, 9 de outubro de 2011

Aviso!!

Aviso:

Estou em periodo de praxes. Não tenho nem tempo para estudar (sim porque eu ainda nem estudei uma única coisa e o curso não é para brincar. Simplesmente não dá para estudar) e só venho ao pc para imprimir as coisas que os professores enviam para a proxima aula.
Eu saio de casa de manha e só chego depois da meia noite (a maioria bem depois), quando não estou nas aulas estou naquilo a que nós chamamos “latada” e só saio de lá para jantar (e até o jantar é na casa dos superiores nunca janto em minha casa, onde ás vezes – 90% das vezes - tenho de arromar e lavar louça) e depois volta para a latada até as 23 h. Hora “oficial” em que a latada termina, mas depois ficamos muito mais tempo a ser praxados pelos que têem mais matriculas, normalmente até por volta das 2h ou 2h e meia da manhã. E na quinta feira fui apanhada por uma melicia – o pior pesadelo de toda a gente, somos propriadade deles até as 8 da manhã e a praxe deles são terriveis.

Assim que tudo abrande eu venho cá postar algum capitulo. Desculpem, eu apenas estou cansada fisicamente (muito. As praxes não são só “figurinhas” pelo menos não no meu curso. Parece a tropa aquilo, ou pior.) E a nível psicológica é indescritível. Nem sei se aguento até ao fim aquilo. Até porque eu nem tenho tempo de estudar e este mês já tenho frequências – vai ser lindo!!

Beijinhos e espero que percebam! Eu vou dando noticias, e logo que consiga eu posto, nem que seja pouquinho!

Não se esqueçam das minhas histórias nem de mim! :P Eu lembro-me sempre de vocês, assim que dê eu tento escrever.
^Vão visitando o meu blog pessoal que eu vou tentando dar noticias por lá!

beijinhos

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

14º Capítulo - Moeda

14º Capítulo - Moeda

Aqui está o capítulo!

P.S-> O capítulo está sem músicas, porque a minha Net está parva e não abre os vídeos do youtube,e já estou á imenso tempo a tentar. Dessa forma, é impossível eu colocar as músicas. =/


Definitivamente, eu não era nada além de uma imbecil que sempre cometia os mesmos erros. Parecia que nunca aprendia.
Porque, eu sabia que ao não contar a Alexander sobre Yakiv, traria muitos problemas. Mas e se eu contasse? Se eu contasse, ele iria desconfiar de mim, que eu sempre soubera que ele ficou vampiro, que ele estava no castelo e tudo o mais. E iria fazer Yakiv enfrentar a verdadeiramente morte. Isso era certo, porque mesmo Alex não fazer ideia de como ele era, ele odiava-o.
Pensei que a melhor solução seria saber de tudo primeiro, saber como Yakiv ficou vampiro (sim, porque ele não era um quando eu o conheci. Tinha certeza absoluta), saber a razão pela qual ele estava alí, e fazer Alex ver que ele não era como ele pensava que era.
Eu iria contar, só que… quando tudo estivesse calmo.
Em duas horas o sol nasceria, e Yakiv iria dormir para ficar longe do sol, só na noite seguinte eu poderia falar com ele.
Por enquanto, não ficaria a pensar mais nisso. Ainda tinha coisas pela frente antes disso. Já tinha guardado as minhas coisas no meu antigo quarto, e sorrindo pensava em como tudo estava igual. Pensei que Alexander tinha simplesmente feito tudo aquilo explodir. Mas não, estava tudo ali.
Mas eu não ia dormir ali. O meu sorriso abriu ainda mais. Dormiria no quarto do Alex, ali seria só… o meu quarto de vestir ou algo do género.
Gostei de voltar ao castelo. Apesar da maioria das recordações serem angustiantes, era bom estar de volta.
Quando entramos no castelo, Alain, Julliane e Kawit estavam presentes. Penso que todos fomos reservados em relação uns aos outros, eu não sabia o que eles pensavam, tinham uma expressão impassível. Bem, não todos. Eu conseguia perceber o quanto Kawit estava raivosa, e ela percebeu bem a mensagem transmitida no meu olhar para ela “Sim puta, estou de volta”. No entanto, ela baixou a cabeça para mim, quando Alexander ordenou que me respeitassem como o respeitavam a ele.
Enquanto me penteava, fazendo uma trança no longo cabelo ruivo, encarei o espelho e sorrindo deixei lembranças aleatórias invadirem a minha mente.

Flashback







- Caraças Alexander! – resmunguei enervada – Odei quando fazes isso! Assustaste-me. De novo.
Saia do minha casa de banho, depois de ter feito a minha higiene pessoal, e ao entrar no meu quarto, vi Alexander deitado na minha cama relaxado e á minha espera.
- Tive saudades tuas. De novo. – sorriu.
Raios. Sempre que ele dava aquele sorriso torto, eu ficava com o coração aos pulos e era impossível ficar chateada.
Saltei para a cama, sem me preocupar com a t-shirt larga com um gato estampado tivesse subido e revelado um pouco das coxas. Os meus lábios cobriram os dele vorazmente, e os meus dedos embrenharam-se no seu cabelo castanho, deixando-o ainda mais desalinhado.
- Hum, não sei se é boa ideia estares aqui, com o meu pai em casa. –aninhei-me nos seus braços – Já não dás aulas no colégio, mas imagina o que o meu pai faria ao ver um homem no meu quarto. Um homem que é meu ex-professor, e que nos apaixonamos enquanto eras meu professor.
- Eu já disse que por mim, não fazíamos mais segredo.
- Eu só quero preparar o terreno. – pisquei-lhe o olho – Mal posso esperar para que todas na escola saibam que eu tenho o professor gato! – brinquei.
- Achas que o teu pai vai fazer muita confusão pelo nosso relacionamento?
- Não sei… Talvez um pouco. Mas não me importo.
- Óptimo – mordiscou a minha orelha – Porque eu também não.
- Agora, fica sossegado que eu tenho de me pentear. – mordi-lhe levemente o queixo – Depois tenho de ir a casa da Nereida, posso é escapulir na parte de tarde até tua casa…
- Só de tarde? – sentou-se na cama enquanto eu me levantava.
- Só… - disse olhando-o por cima do ombro – Infelizmente…
Quando me olhei no espelho, pensei seriamente que Alexander não devia me ver assim tão cedo pela manhã. O meu cabelo definitivamente estava uma confusão total. Comecei a pentear-me rapidamente e optei por usar duas tranças. Comecei a trançar um lado do cabelo.
Alexander levantou-se enquanto eu amarrava um elástico.
- Eu faço o outro lado. – Os seus dedos começaram a deslizar pela outra parte do cabelo e eu olhava-o enquanto ele franzia a testa.
- Alexander, sabes fazer uma trança, certo? – ele assentiu – Um lado passa por cima da do meio, e depois fazes o mesmo com o outro lado. – disse divertida.
- Já está. – beijou os meus lábios depois de amarrar um elástico. Virei-me para o espelho – Ficas-te linda.
Simplesmente o olhei, e comecei a desfazer a “trança”.

(…)


Retirava os meus livros do meu cacifo vermelho, e pensava nas palavras de Nereida. Na hora do almoço, no refeitório, comentara com ela o quanto era raro o professor de Inglês almoçar lá. Nereida disse que eu devia parar de prestar tanta atenção no professor tirano – mas lindo – de inglês. Para não me meter em mais problemas.
É, ela tinha razão.
Apenas, talvez fosse tarde de mais.
- Olá Brown!
Respirei fundo ao reconhecer a voz falsa.
- Olá Nora. – fechei a porta do cacifo depois de tirar o meu caderno – Adeus, Nora.
- Ey, espera aí! – segurou a manga do meu casaco.
- Tira a pata. – avisei-a – Já me estou a passar contigo desde o inicio da semana. Vais te safando porque não quero ficar de castigo novamente, mas não abuses.
- Ou o quê?
E pronto, em cinco minutos, depois de o típico “palavra puxa palavra”, estávamos a puxar os cabelos uma á outra, e um grupinho já se juntava incentivando. Um rapaz da turma puxou-me, enquanto o outro puxava Nora, impedindo-me de vingar do arranhão na bochecha e na testa que aquelas unhas falsas me fizeram.
- Sua puta! – rugi pontapeando o ar e pela cara de pervertidos de os rapazes tinha a certeza que eles tinham visto as minhas cuecas quando as minhas pernas batiam no ar fazendo a saia do uniforme escolar esvoaçar.
Aquela espécie de prostituta desmiolada tinha fios de cabelos meus entrelaçados pelos dedos (eu também tinha os dela) mas eu não tinha podido retribuir os arranhões na cara. Iria parar hoje mesmo de roer as unhas, porque finalmente tinha um motivo mais que motivador. Eu iria fazer-lhe o mesmo.
- Ey! – ouvimos a voz do professor de Biologia gritar e empurrar os alunos entrando no círculo – O que se passa aqui?
Percebi a presença do professor Alexander entrando no círculo de alunos e juntando-se ao professor de Biologia, para perceber o que se passava. Então parei de esbracejar e pontapear o ar. Ela já não devia ter uma boa impressão sobre mim…
- Ela atacou-me!
É que era sempre a mesma coisa. Eu sempre a atacava. Ela nunca tinha culpa.
- Foste tu que começas-te! – rugi enquanto o rapaz me soltava, assim que sabia que não nos íamos pegar outra vez.
- Não me importa quem começou, ou quem terminou. – a voz gelada de Alexander fez todos se remeterem ao silêncio.
O resultado fora as duas de castigo – sim, finalmente não ficava só eu! Nora, ficara a lavar as casas de banho – incluindo os balneários, boa sorte com os masculinos! - a cantina, o ginásio e os corredores. Oh, o quanto ela chorou para tentar alterar isso!
E eu fiquei de arrumar as salas todas.
A tarefa estava bem distribuída em quantidade (ambas só abandonaríamos a escola lá pelas 11 da noite! E a escola fechava ás 4 e meia da tarde. Era muita coisa a der feita) só que pela primeira vez, eu fiquei com a melhor parte.
Durante a aula de Inglês, Nora fingiu estar com dores de barriga, obvio que era para se escapulir do castigo. O professor Alexander também percebeu, e respondeu simplesmente “Não adianta tentar evitar o castigo. Se não fizer hoje, fará o mesmo castigo durante cada dia da próxima semana.”.
Eram umas seis horas da tarde, e eu não tinha arrumado nem metade das salas. Estava a limpar as mesas quando ouvi uma batida na porta, uma forma de mostrar a sua presença. Corei ao perceber quem era.
- Esqueci uns documentos, e vim saber se o castigo está a ser comprido devidamente. – ao contrário do que a frase indicava, ele não foi autoritário.
- Hum… Eu estou a fazer o melhor possível… - engoli em seco – Mas acho que toda a gente vai ficar feliz, por amanha serem as funcionárias a tratar de tudo outra vez.
- Talvez o castigo foi demasiado pesado. Obviamente vai levar imenso tempo.
- Pelo menos não fiquei com as casa de banho! – não pode evitar sorrir.
- Foi á infirmaria ver os arranhões, como mandei?
- Sim, fui… Mas não era necessário… Foi só superficialmente, nem vai deixar marcas. – o que era a sorte daquela atrofiada.
Silêncio.
Como ele não disse mais nada, voltei ao “trabalho”. Ele ficou encostado á porta, observando. Talvez a inspeccionar. Quando terminei a sala, empurrei o carrinho de limpezas para a outra e ele foi a trás, desconfortável.
Antes de entrar na sala, tirei as luvas e hesitante levei a mão ao bolso e fechei-a sobre o objecto que já carregava á mais de uma semana. Sem nunca ter tido coragem, nem oportunidade de agir.
Engoli em seco, e então rapidamente virei-me estendendo a mão com a palma branca para cima.
Ele fitou a moeda, sem perceber.
- Hum… - eu realmente estava a sentir-me mal, de tão forte que o meu coração batia e rugia nos ouvidos. – Eu… Naquela aula, em falou sobre os vícios do jogo dos petas, disse que nunca tinha sorte… E bem… - com os dedos trémulos, girei a moeda, mostrando novamente uma face igual. Dois lados, e de cada lado, a mesma face. – se jogar com esta moeda, ganha sempre. Irá ter sempre sorte…Eu pensei que iria gostar…
Ele fitou-me nos olhos, e eu desviei o olhar, enquanto os seus dedos pegavam na moeda, e a analisaram.
- Interessante… - a voz dele estava baixa – É… para mim?
Assenti sentindo-me muito corada.
- Nunca recebi um presente. – os seus olhos focavam os meus, e depois acrescentou rapidamente – Um presente deste género, quero dizer.
- Gostou?
- Sim, mas… Não devia ter gasto dinheiro com um presente para mim… É uma peça antiga, de ouro branco… Não posso aceitar. – estendeu a moeda para mim.
- Não gastei dinheiro. – engoli em seco – Foi a minha mãe que me deu, quando era pequena. Tinha sido da minha avó…
- Realmente não posso aceitar. – voltou a colocar a moeda na minha mãe, os seus dedos envolvendo a minha mão, fechando-a sobre a moeda.
Engoli com dificuldade, tentando conter as lágrimas. Recriminei-me a mim mesma, por fazer papel de idiota. Olhei para a sala e mormurei:
- Eu percebo… É melhor ir arrumar esta sala, se não nunca mais acabo…
- Eu… - disse ele hesitante – Eu gostei imenso, sinto-me honrado, mas não posso aceitar.
- Está bem.
- É um presente de família… Porque queria oferece-lo para mim?
- Porque… Achei que já me deu sorte, e podia fazer o mesmo pelo senhor… Gostaria que ficasse com a moeda… E o Natal é este mês, eu pensei que… Não é nada de mais. Percebo porque recusa. – agora eu percebia que devia ser embaraçoso para ele, ter uma aluna a oferecer aquilo. Mas eu não tinha pensado por esse lado, eu só… Achei que aquilo devia ficar com ele. E não pensei sobre quão revelador podia ser o gesto. Queria fugir dali de tão envergonhada que ficava.
Ia virar-me quando ele segurou o meu pulso, e delicadamente abriu a minha mão, pegando na moeda.
- Obrigado, pelo presente. Mas, se o quiser de volta, não hesite em pedir… - gradou-o no bolso do casaco – Vai dar-me sorte, certamente.
E sem mais uma palavra, começou a caminhar para a saída.
Na semana seguinte, uma caixa dourada estava á porta da minha casa, com o meu nome. Peguei nela antes que o meu irmão a visse, mas estava sozinha em casa e corri para o meu quarto. Abri e dentro estavam dois livros. Eram antigos, mas em perfeito estado. Suspendi a respiração, e tremia sem controle. Eram dois volumes. O idioma era Alemão."Kinder- und Hausmärchen", pelos Irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm). Foi publicado inicialmente em 1812. Eram uma primeira edição. Tremendo, lembrei-me que tinha dito que aquelas eram as minhas histórias infantis preferidas. As minha histórias preferidas de todas. Tinha dito aquilo, num debate na aula de Inglês.
Não tinha remetente, mas eu sabia perfeitamente quem tinha enviado.


Que tal? =) Gostaram?
Comentem! =D






Eu pensei que seria fofo e romântico saberem mais um pouco do que aconteceu com eles os dois no tempo lá na vila. Sempre tive a ideia de fazer isso nesta temporada, quer por flashback, ou por conversas deles... E o momento começa a ser bom para isso, quando eles estão num bom momento, relaxados e in love e tudo isso =)

Beijinhos!

P.S-> Falta-me responder a 9 comentários (salvo erro) do capítulo anterior. Vou tratar disso agora mesmo, depois vejam. =)
Editado: Já estão todos respondidos. Vão conferir, é que podem já não se lembrar que comentaram ;)