domingo, 12 de setembro de 2010

12º Capitulo - E viveram felizes para sempre? Quase.

Aqui vai o ultimo capitulo! O desfecho da Cidade de Cristal.
Prometi um capitulo diferente. Espero que gostem, ou pelo menos entendam a razão de ter acabado assim!
Não me matem! Rsrsrs

Bom, este ultimo capitulo vai para todos que seguira a história e que até se emocionaram com este par tão diferente da relação explosiva de Alex e Nikka. Eu pelo menos gosto muito destes dois, também!

Divirtam-se!




Não sabia porque me sentia tão apreensiva. Afinal era um dia grandioso para Dominick. E eu só pensava na recente amizade de Kyle com Rosa.
Dominick não me ouvia. Por mais que o alertasse ele não ligava! Estava demasiado feliz por reaver a sua virilidade, que acreditava que o seu irmão não estava assim tão magoado, e que nos ia perdoar facilmente. Não ia. Eu via os olhos de Kyle. O ódio lá. E Dominick não queria ver, porque para ele, Kyle sempre seria o irmão que o admirava desde pequeno. Mas Kyle não admirava Dominick. Não mais.
Kyle odiava-nos. E sabia que tanto ele como Roza, esperavam uma abertura para nos separar. Eu via muito bem isso. Dominick, estava cego! Por mais que tentasse, ele não me ouvia!
Mas hoje, não me podia sentir assim. Hoje era um grande dia para Dominick. O dia da sua coroação. O palácio estava em festejos, a cidade em euforia. Todos aclamavam ao mais bondoso soberano.
A cerimonia, foi maravilhosa, ainda mais quando mesmo antes de receber a coroa, Dominick olhou-me, sorriu e tirou a mascara de porcelana. O salão, ficou em silêncio absoluto.
Mal a coroa de cristal, cravejada de rubis lhe tocou a cabeça, aplausos e gritos de alegria deram as boas vindas ao novo Rei. Lágrimas formaram-se nos meu olhos.
Ninguém mencionou nada sobre o aspecto de Dominick. Ninguém. Olhavam, mas nada mais que isso. Não olhavam com nojo, olhavam com orgulho do seu próprio rei.
Dominick recebeu abraços dos mineiros, e apertos de maus afectuosos das suas famílias. No inicio ele sentia vergonha com tantos olhares, mas foi acalmando. E tinha-me sussurrado ao ouvido “ Foi por ti. Obrigado por me fazeres um melhor homem, meu amor”. Afinal, Dominick era um herói. O meu herói.
E nunca seria esquecido. Seria sempre lembrado com orgulho por cada ser da nossa pequena cidade de Cristal submersa nas profundezas do oceano.
A festa no palácio era linda. Tudo mostrava a felicidade que sentíamos, por termos um rei tão bom. Kyle até estava descontraído, e vi a sinceridade no seu olhar quando apertou a mão de Dominick e lhe disse que era o melhor Rei que a cidade já mais teria.
- Arianna! – Clint puxou-me pela mão todo animado.
- O que foi desta vez? O B aprendeu um novo truque? – ultimamente era chamada a cada 5 minutos para ver um boxer a dar a pata ou a fingir de morto.
- Não. – Clint devia estar mesmo animado com alguma coisa, pois estava corado de entusiasmo.
- O que foi? – ele meio que desviou o olhar. NÃO! Clint não estava entusiasmado! Ele estava ENVERGONHADO!
Segui o olhar dele, e deparei-me com uma menina um tanto familiar. Era a Lilith, uma prima minha. E ela olhava meia envergonhada para Clint! Não acredito!
- Ela é da tua família não é? – perguntou esperançoso – Apresentas-ma? Por favor?
Soltei uma gargalhada.
- Puto, tu apaixonas-te ou algo assim? Não és muito novo?
- Não. Apresentas-ma? Ela é linda! Tens uns olhos lindos…
- Obrigada!
- O quê?
- É da minha família. Tem os olhos iguais aos meus.
- Mas os delas são mais bonitos…
Revirei os olhos. A menina era linda sim. Com lindos cabelos pretos, e olhos azuis límpidos como os meus. Era a minha prima mais linda, e a menina mais bonita da Cidade Perdida. Era também muito espertinha e respondona, apesar de parecer ser uma menininha muito querida. No fundo era, depois de se passar um tempo com ela.
- Clint, mas tu ainda não tiveste uma erecção! – meti-me com o puto, a relembrar a primeira vez que o tinha visto.
- Ariana, não sejas vulgar. – olhei-o sem acreditar – Vou respeita-la, todos os dias da minha vida!
Gargalhei muito. Aquele puto não existia. Embora algo me dizia que se ele se tivesse apaixonado mesmo – o que no fundo quem era eu para dizer que ele não podia amar com aquela idade? Ele já provara ser muito mais adulto e sábio que a maioria das pessoas que conhecia – Clint até poderia mesmo ficar com lilith. Sabe-se lá?
- Anda lá então! – Clint passou a mão pelos cabelos, e com aqueles grandes olhos azuis salpicados de castanho, tão parecidos com os de Kyle, focou-me inseguro. – Estás lindo, miúdo! És o menino mais bonito daqui, e o mais lindo que conheço, que tal?
- Perfeito! Agora nada de mencionares o meu passado, cheio de pensamentos pervertidos, ok?
Segurei a gargalhada e assenti. Aquilo era importante para o puto.
- Olá Lilith! – cumprimentei a minha prima, e ela presenteou-me com um sorrisinho e um olhar de esguelha para Clint que corou – Então, este aqui meio que é… Bem, é como se fosse meu cunhado, mas pessoalmente vejo-o mais como um irmão.
- Eu sei quem é o príncipe Clint… - Clint inchou como pavão! Não podia rir deles.
- Eu sei que és a mais linda da cidade… - Clint.
- Pronto… Acho que vocês se vão dar bem, e eu vou ver se falo com Dominick, está bem?
- Sim! – responderam os dois, mortos por me ver fora dali!
Andei pela multidão e fui trocando comprimentos, e parei para falar com o meu pai biológico.
Conversava-mos sobre os meus pais adoptivos embora eu passasse a vida a trocar olhares com Dominick que estava sentado no trono. Com a sua coroa e sem a mascara. Para mim, o mais lindo de todos, que ainda me olhava de esguelha também.
Então, fui tudo muito rápido. Muito rápido para poder interferir.
Vi Roza, no meio da multidão, um sorriso maldoso nos lábios. E vi ela apontar um arco para Dominick.
- DOMINICK! – O grito que arranhou a minha garganta foi tarde de mais. Um grito que no meio das risadas dos presentes o tornava como um sussurro que ninguém notara!
Então, a flecha chegava cada vez mais perto, e por mais que empurrasse as pessoas, estava longe de mais para fazer alguma coisa.
Então, aconteceu. Foi tudo muito rápido.
Não assimilava as coisas. Só vi o corpo que caia, a flecha que acertara o coração e fazia a camisola manchar de sangue. Sangue vermelho que brotava de uma ferida mortal.
Estaquei. Lágrimas caíram pelo meu rosto pálido. Acabava assim? A vida fazia aquilo?
Gritos de horror saiam das bocas dos cidadãos. O pânico instalara-se enquanto Roza se misturava na multidão. Não me importava com ela.
Um corpo estava a ficar vazio, e eu estava parada ali enquanto a família se aproximava do corpo do herói para tentar socorre-lo embora sabendo que não adiantava.
Havia uma pessoa que também tinha a mesma reacção que eu. O irmão dele, olhava-me chocado. Atormentado. E a nossa troca de olhares, fez-nos agir.
Corri até ao lugar do trono, perto do corpo que lutava pelos últimos segundos de vida. O irmão dele, no entanto estava mesmo ao lado.
A boca ensanguentada, devia ter algumas palavras para mim. Algumas palavras para o seu irmão.
Porque Dominick não me ouvira? Porque não percebeu que tinha razão no que dizia de Roza e a deixara entrar ali? No entanto, seguindo os factos e observando tudo, Dominick estava certo sobre Kyle. Ele não fazia parte do plano monstruoso que tinha como objectivo destruir o Reinado de Dominick.
Cheguei perto do corpo que era abrasado pelo seu irmão mais velho.
- Porquê? – perguntava atormentado.
- Serás um bom – tossiu e sangue espirrou – Rei… Sei disso… Cuida bem dela, está bem?
Não era o meu corpo que desfalecia, mas sentia-me como tal. Acho que estava em choque.
- Prometo que sim. Prometo que cuidarei, meu irmão. Eu amo-te, mano.
- Eu também te amo…
Ajoelhei-me ainda atordoada, com lágrimas a caírem pelo meu rosto.
- Não podes morrer… Por favor… - implorei.
- Ey… Sê feliz. Deves-me isso, ok?
Assenti com um grande nó na garganta, e lágrimas que não limpavam a dor que sentia.
- Sejam feliz vocês os dois. Meu irmão, ela não era para mim. Era para ti. – falava rouco, com a voz a faltar - Agora percebo isso. Se não forem felizes, juro que volto para voz assombrar…
- Não sejas tonto… Vamos safar-te desta… - prometia o seu pai, Jared.
- Arianna… - os seus dedos, que começavam a ficar gelados, entrelaçaram com os meus – Eu amo-te. Sempre amei.
- E eu amo-te de volta. Apenas…
- Como melhor amigo. Como irmão. Eu sei. – sorriu tranquilo – Está tudo bem. Espero que sejas feliz.
- Kyle… - beijei os seus dedos frios – Obrigada.
- Está tudo bem. Não tenho medo. Pelo menos servi para vos juntar.
- Kyle… - Dominick segurava o corpo do irmão que era arrematado de soluços. – Perdoas-me?
- Sim. Eu perdoo-te. A vocês os dois. – fechou os olhos, e suspirava lentamente.
-Porque te metes-te na minha frente? – perguntava amargurado e revoltado Dominick – Era para ser eu! Era eu que devia estar aqui a esvair-me em sangue! Não tu!
- Porque… A cidade precisa de ti… A família precisa de ti… Arianna precisa de ti…
E então, ele partiu. E nós choramos a sua morte.
Justo?
Não. Nunca seria.





Ponto de Vista de Clint


A última vez que vi a rainha da cidade perdida, ela chorava. A última coisa que a ouvi dizer foi que nunca perdoaria Dominick e que ia pagar bem caro por ter feito aquilo com ela.
O meu irmão Dominick estava aterrorizado. Era até engraçado velo assim. O meu irmão que um dia salvou a minha vida com bravura, tremia com as ameaças que a minha nova irmã fazia entre lágrimas e puxões de cabelos.
Na verdade, eu vi ela desesperada a puxar os cabelos de Dominick. Lágrimas de desespero rolavam pelo seu rosto, gritos de agonia saiam da sua garganta enquanto que fora de si arrancava cabelos do meu irmão que a segurava no colo e implorava pateticamente por perdão.
Um rei deveria portar-se assim? Onde estava o sangue real nestas alturas?
Ele tinha que ser forte.
Arianna jurou que nunca mais iria deixar Dominick tocá-la. Eu pensei que eles eram um casal feliz. Todos pensam isso.
Dominick deixara de vez a mascara, e no dia do casamento deles, ele coroou Arianna como rainha. O dia de casamento deles, seria sempre recordado. Todos os cidadãos foram convidados, e Arianna dizia ter sido um casamento de sonho. Já que tanto ela como o meu irmão choraram quando foram declarados parceiros. Naquele dia, eu segurei a mão de Lilith, a minha linda namorada e prometi-lhe que um dia eu também esperaria por ela num altar.
Aqueles dois, passavam a vida em lua de mel. A cidade nunca estivera tão bem, nem a minha família tão feliz.
Até que Dominick fizera algo que Arianna nunca perdoaria.
Na verdade, ele agora estava sentado no trono, com a cabeça apoiada nos joelhos desesperado. Não sabia o que fazer.
Eu, sentado num sofá virava os olhos entre a figura devastada do meu irmão e a preocupada dos meus pais que focavam Dominick com apreensão.
Todos esperávamos uma reacção dele. Mas ele não fazia nada. Pelo menos era melhor que fazer ameaças ás pessoas ou andar ás voltas no mesmo lado.
Ele não podia fazer mais nada por Arianna. E Sabia disso. Estava encurralado, e nada que fizesse poderia resolver alguma coisa.
- Filho… Calma… - tentou o meu pai – Vai correr tudo bem…
Dominick, puxava os cabelos. Talvez Arianna, no meio de tanta agonia, tenha deixado alguns.
- Ela… Ela… - não conseguia terminar nenhuma frase.
- Dominick… Querido… Não fiques assim… - a minha mãe olhava Dominick aflita com aquela atitude dele. Ele estava fora de si. Descontrolado.
- Ela nunca me vai perdoar! – gritou agonizado enquanto se levantava do trono como se de repente este começasse a pegar fogo – Eu nunca me vou perdoar… - voltou a jogar-se no trono e olhava-nos meio a tremer.
- Tens de ser forte. – ralhei-lhe. – Tens de ser.
Ele respirou fundo e assentiu.
- És um Rei. – avisei-o – Tens de te portar como tal.
- Sim. – concordou.
Então levantou-se e andava pela sala. Totalmente desconcertado e abalado. Roía as unhas.
- Se não fosses cobarde, into não acontecia. – tive que dizer a verdade.
- Cala-te Clint. – salivou o meu irmão.
- Não tens vergonha? – perguntei sem acreditar – Como é possível?!
- CALA-TE CLINT!
- Ok.
Era impressiona-te! Era algo perfeitamente natural. Tanta coisa por Arianna estar em trabalho de parto? Francamente!
- Mãe… Esta a demorar tanto…
- Tu demoras-te 5 minutos para sair. Clint demorou 8 horas. – evidentemente que a minha mãe não poderia deixar de frisar que era a ovelha negra da família. Ok, não sou. Mas pela conversa dela, qualquer um poderia acreditar que era.
- 8 horas? – Dominick arregalou os olhos e subitamente ficou pálido…. Oh não. Por favor, novamente não! Dominick não pode perder a moral novamente!
- O que não quer dizer que vai ser o caso, agora. Calma. – O meu pai tocou o ombro de Dominick. Ela está em boas mão.
- Sim. – ri – O homem é medico á muitos anos, mas foi ameaçado de morte e de castração se não faria a Arianna parar de ter dores. Deixas-te o homem sobre pressão, Dominick. Isso não é uma boa coisa…
- Cala-te Clint.
- Além disso, a ultima vez que subi as escadas, ouvi os gritos de Arianna…
- Clint… - arfou o meu irmão.
- Ela respirava á cachorrinho e gritava mais…
- CALA-TE CLINT!
- Ok… Só te estava a informar da situação… Fogo! Que mão humor! Nem parece que hoje é o dia do teu aniversário!
- Mãe… Está a demorar de mais! Já lá está á 2 horas! E se algo está mal com a minha Arianna?
- Respira fundo filho. Algum problema avisam. Deixa o homem trabalhar! Ele colocou muitas crianças no mundo, não haverá problema!
- Eu vou lá cima! – exasperou-se Dominick.
- Para desmaiares de novo? – olhei-o.
- Eu não desmaiei.
- Claro que não! – revirei os olhos – Só gritavas como uma menina para que olhassem por Arianna. Primeiro negas-te as dores de parto, dizendo que era ela que imaginava, que era o 3 falso alarme. Quando a bolsa rebentou, entras-te em pânico.
- Não entrei em pânico, Clint.
- Que ideia! Andavas com Arianna no colo a gritar e a arrancar-te cabelos. A única coisa que fazias era pedir-lhe desculpa e gritares também… Enquanto andavas de um lado para o outro, sem saber onde a levares.
- Não fiz isso!
- Acho que fizeste… - concordou o meu pai.
- Não distorçam a realidade, por favor. Fui calmo e ponderado. Estive á altura.
- Claro. – concordei totalmente com ele – Ainda mais quando seguravas a mão da Arianna e viste o sangue. Desmaias-te. E tiveste de ser arrastado até aqui!
- Não desmaiei, Clint. – olhou-me carrancudo – Tropecei.
- Sei…
- Tropecei! Tive que colocar uma touca ridícula enquanto a minha mulher gritava! E aquela bata fez-me tropeçar…
- Claro! A bata que dá pelo joelho! Obvio que tropeças-te…
- Cala-te. Já não te suporto hoje Clint! Deus! E isto que nunca mais termina!
A minha mãe riu suavemente.
- Mãe! Não é altura para rir!
- Para chorar é que não é! A ultima vez que fui vê-la, ela estava a portar-se muito bem. Se não tivesses desmaiado, podias estar lá também…
- Eu não desmaiei!
- Ele caiu. – riu o meu pai.
- Não fales muito Jared. – avisou a minha mãe – Pedis-te para saíres da sala a meio do nascimento do Dominick…
O meu pai fingiu que não ouviu.
- Ela disse alguma coisa? – perguntava frenético Dominick.
- É melhor não transmitir o recado.
- Ela não me vai perdoar…
- Assim que tiver o filho nos braços, nem se lembrara de mais nada!
- Por falar nisso, vou ter um sobrinho ou uma sobrinha? – era tradição não ser revelado o sexo da criança. Apenas diziam se a mãe e o feto se encontravam em condições. Arianna estava muito bem, e o feto também devia estar só pelo tamanho da barriga de Arianna. Seria uma criança bem desenvolvida. – Eu preferia um sobrinho. Assim ensinava-lhe como lidar com as miúdas. Ei! Dominick, eu ainda vou ser o padrinho, certo?
- Deixaras de ser se não paras de me atormentar.
- Parei! – eu ia ser padrinho! O quão fixe é isso? B espreguiçou-se nos meus pés. Este cão anda mal habituado. Um herdeiro para nascer, e ele a dormir!
A porta abriu-se e saiu de lá uma mulher que tirava uma touca da cabeça.
- ENTÃO? – Gritou Dominick. Hoje estava para gritar. – Ela está bem?
- Parabéns. É pai. Pode subir para estar com a sua mulher. Ela quer falar consigo. Diz que tem umas contas para ajustar… - Dominick soltou uma gargalhada de pura felicidade e correu para ir ter com a sua mulher. – Não se esqueça de colocar a bata! Regras de segurança!
Uns segundos mais tarde, ouvimos um barulho. Algo tinha caído.
- Ele desmaiou outra vez? – perguntou preocupada a minha mãe.
- Não. – descartei a hipótese. – Apenas tropeçou.
Trocamos olhares entre nós.
E depois caímos em gargalhadas. Para mais tarde, após dar tempo a Dominick de acertar contas com Arianna, subimos para dar as boas vindas ao novo elemento da Família.





Querida Nikka;

Escrevo-te para partilhar contigo a minha imensa felicidade.
Finalmente encontrei tudo o que algum dia poderia desejar. E encontrei nos braços do meu marido.
Todos os dias construímos a nossa felicidade, e cada dia que passa é melhor que o anterior – se isso é possível.
E de alguma forma, sempre te serei grata. Contribuíste para a Arianna que sou, num momento complicado da minha vida – ironicamente quando pensava que nunca mais iria ver Dominick , que se tornou em meu marido. Obrigada por isso.

A minha vida agora é tudo o que sempre quis. Tenho uma família e vivo com o homem que amo. Um Homem bondoso e carinhoso. Um pai excelente. Afectuoso e dedicado.
Amo-o cada vez mais.

Dominick está tão feliz!
Conseguiu aquilo que pensava que nunca teria. Bem, ele certamente não é impotente. E muito menos estéril.

Dominick está tão orgulhoso de Kyle! Com apenas 5 meses é desenvolvido para a idade. Tem um temperamento brincalhão como o tio que homenageia, e que infelizmente não está fisicamente entre nos. Todos sentimos a falta dele, e de como abandonou as nossas vidas. Mas estamos orgulhosos dele. A sua memoria sempre será preservada. E o meu pequeno Kyle será um Rei á altura do nome que têm. Tem o nome de uma das melhores pessoas do mundo. Se hoje sou feliz, devo-o a Kyle. Eu e Dominick devemos-lhe muito. Kyle sempre será recordado com carinho.
Kyle, tem os olhos castanhos como o pai. Cabelo como o pai, tom de pele como o pai. Lindo como o pai. Dominick orgulhasse muito dele. Na verdade, todos aqui o mimam bastante. Sheila é uma avó atenciosa, Jared um avô cheio de sabedoria. Mas que padrinho que fomos arranjar para a minha pestinha! Clint é uma má influencia. Só fala de coisas que não deve. Apesar de agora andar enamorado por uma prima minha. No fundo, Clint é o melhor padrinho do mundo – ele que não me ouça disser isto!

Devia um dia fazer-me uma visita. Adoraria que conhecesses a minha família.
Verias com os teus olhos a minha felicidade, minha boa amiga.
Esta família é um tanto doida, mas incrível.

Dominick orgulhoso do seu herdeiro Kyle. E está tão apaixonado pela Francesca - A irmã gémea de Kyle.
Francesca… O meu terror! Não sei a quem ela saiu. Falando de temperamento, pois Francesca tem os cabelos como os meus, e os olhos numa misturado meu azul com o castanho de Dominick. As suas feições, são as de Dominick. E é a menina mais linda que possas imaginar.
Mas não herdou o temperamento. Ela faz-me lembrar de ti. Um terror. Tenho que tirar tudo do alcance das mãos dela. É a princesa da família, todos a mimam de mais. E será que eu também não faço isso?
Ela é linda, com um rosto inocente. Mas sempre maliciosa e pronta para fazer das suas. Ela é um geniozinho, como o padrinho. – Clint, realmente deverias conhecer esse rapaz. Vocês iam-se dar bem – coitadas das pessoas que ficassem perto dos vossos esquemas. Por falar nisso, ele têm um cão lindo. Um Boxer baboso – que se dá pelo nome de Brown. Sim, acho que a história da égua seria esquecida?

A vida foi generosa comigo. Dominick foi um presente.

Dentro de uns 7 meses, terei uma nova peste. Espero que realmente seja uma de cada vez.
Porque, dar á luz gémeos não é fácil! Mas estou assustada – não gostei do sorriso enigmático do medico quando lhe perguntei na brincadeira se desta vez iria ser só um. Não gostei daquele sorriso. Mulher sofre! Escusado dizer que Dominick adorou a ideia de ter novos gémeos.
Pelo menos não se importa de ficar babado e trocar faldas. Alias ele adora! E eu também adoro que ele goste de trocar faldas!

É, Dominick está empenhado em me fazer cumprir a palavra. Concordei com ele que lhe daria uma equipa de futebol – só depois que ele prometeu que não se importava em que ficasse com uma barriga do tamanho de uma melancia.

Dominick prometeu que desta vez iria manter-se sempre acordado durante o parto.
Na minha opinião, e cá entre nós…
Ele vai falhar a promessa! Deve tropeçar novamente. Na bata pelos joelhos.


Da tua sempre amiga,
Arianna.


Bom, espero que tenham gostado. :)
Agora com os coment’s vou saber não? :P
Comentem e digam a parte favorita da historia e isso! Lol
Percebem porque tive que matar Kyle? A vida não é justa e nunca acabe totalmente bem.
Seria irreal se todos fossem felizes. Kyle foi feliz ao morrer pelos que ama.
Bom, hoje não estou nos meus melhores dias, mas espero que tenham gostado. Eu sentirei falta desta história e destes personagens, mas pensando por outro lado irei rever os de Amor & Sangue Á Meia-Noite! Estou ansiosa!
Obrigada por todos os coment’s que têm deixado, e por todo o apoio que sempre encontro na minha familia do blog.
Beijinhos e já sabem… COMENTEM! :P


AVISO:
Estou doente, e o tratamento que estou a fazer dá-me um sono desgraçado! Então, todos os tempos livres que tenho é para… Dormir!
É mais forte que eu, e não posso evitar.
Desculpem, mas só irei começar a próxima temporada de Amor & Sangue à Meia –Noite depois de um tempo de descanso.
A estreia será no dia 1 de Outubro.
Não queria ficar sem postar, mas realmente não estou bem para escrever. O tratamento, se tudo correr bem, levará dois meses. Acho que no primeiro é que o sono e as dores de estômago se farão sentir mais, por isso é mesmo difícil escrever nesta situação. Espero que percebam esta minha “retirada” por duas semanas e meia. Bem que queria que fosse de maneira diferente. Desculpem. Mas entre fazer analises, falar com o medico e essas coisas é difícil ter “vontade” para escrever. O que eu mais quero é ficar boa. Espero que compreendam e que daqui a duas semanas gostem do que irei escrever. Até lá, tentarei postar coisas no blog. Tenho uns presentes que recebi – lindos por sinal – para partilhar.
Beijos grandes.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

11º Capitulo - Dominick...

Este capitulo vai para a Marta Boo que tem deixado comente lindos! :D Obrigada martinha!

E vai também para a Carolina, a Mariana.
^Ontem nem deu para falar convosco na chat… Todos sabemos porque! Lol

Ora bem, este capitulo tem cenas para maiores de 16.
Quem não quiser é só passar á frente destes sinais ****
Exemplo:
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Rtyuiokjhgfdsdfghjkl
Kjhgfdfghjkliuytredc

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Levei Dominick pela mão até o meu quarto. Ele não sabia no que estava a pensar. Eu, não queria pensar. Apenas sentir. Senti-lo. Faze-lo sentir.
Quando abri a porta e lentamente o puxei, ele viu o que tinha preparado para o fazer sentir mais livre. Uma manta estava no chão, pois a primeira vez e última vez, que nos tínhamos amado tinha sido no chão. Velas melhoravam o ambiente escuro. De alguma forma eu sabia que ele precisava de um pouco de escuridão. E lentamente aprenderia a lidar com tudo. Porque, eu pretendia faze-lo tão feliz quanto ele merecia.
Dominick apenas me olhou. Nada disse. Os seus olhos falavam, o seu corpo expressava o que pensava. Tirou a mascara e ele próprio a atirou contra a parede e estilhaçou-a em mil pedaços. Puxou-me para um beijo e muito lentamente foi despindo-me. Vendo as mudanças que o tempo fez com o meu corpo. Não tinha vergonha dele. Não tinha vergonha de lhe mostrar o meu corpo nu. Era natural. Perfeitamente natural estar com ele assim.
Então, comecei a tirar a camisola dele. As suas mãos tremeram ao impedirem as minhas.
- Qual o problema? – sussurrei – Está tudo bem se não quiseres agora…
- Eu quero. Só que…
- O quê? – beijei lentamente os seus lábios. Era estranho. Parecia que tínhamos invertido agora os papeis. Da ultima vez era eu que estava nervosa e ele acalmava-me e ajudava-me a lidar com as sensações – Se não conseguir-mos, não tem nenhum problema.
- Eu… Arianna… - levou as minhas mãos ao seu rosto fazendo-me tocar as suas cicatrizes – Existe mais, por baixo da roupa…
- Não me importo. De todo.
- Só não quero que te assustes…
- Isso seria impossível. – depositei beijos no seu pescoço, recebendo suspiros em troca – Eu não as vejo.
O seu corpo deixou de ficar tão tenso e começou a soltar-se. Deixando a paixão correr livremente.
- Levanta os braços para mim, Dominick. – ele sorriu e ergueu lentamente os braços, permitindo-me tirar-lhe a camisola. Observei o seu tronco musculado. Forte. Se tinha cicatrizes? Sim, tinha. Piores que a do rosto? Não sei. São apenas cicatrizes e eu não as vejo.
Tracei-as com as pontas dos meus dedos, e depois beijei-as. Ele estava tenso. Senti-a que estava hesitante, um tanto retraído.
- Relaxa… - pedi.
Não sei exactamente como aconteceu. Acabamos deitados na manta, nus e entregues á paixão. Já não necessitava de guiar Dominick. Guiávamo-nos mutuamente. As nossas respirações arfantes podiam-se ouvir no quarto. Não podia evitar. As mãos que percorriam o meu corpo, que me acariciavam deixavam-se exactamente como me estava a comportar – sem ar.
Com carinho, e ao mesmo tempo paixão, incentivava Dominick. Tentava desperta-lo cada vez mais. Com paciência e amor iríamos dar prazer um ao outro. Embora, apenas acariciar a sua pele, já me deixava extasiada. Desejosa por mais.
Dominick, rodou para se posicionar sobre mim. Encarava os meus olhos que deviam ser o reflexo dos dele. Luxuriosos e pedintes por mais. Cada vez mais.
- Pronta? – murmurou alterado.
- Sim!
- Vai ser como se fosse a primeira vez. – afastou o meu cabelo do rosto, com mãos trementes pela paixão e desejo que lhe corria pelas veias – Amo-te.
- Eu também. – e ele penetrou-me.
Dominick, lançou a cabeça para trás e rugiu vitorioso. Eu prendi a respiração e abracei-o forte.
Começamos a movermos, sempre a pensar no prazer do outro – e ao mesmo tempo explodir de amor e paixão. Sentia as suas investidas, os seus lábios que me beijavam ora na boca no pescoço. Ao mesmo tempo que ouvia os sussurros do meu próprio nome no quarto, misturados com o nome dele que saia dos meus lábios em forma de gemido.
Então, senti que flutuava no clímax e tive a pequena percepção que Dominick também atingiu o dele e caiu sobre mim, enquanto deixava as suas lágrimas molharem a minha pele.

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- Dominck… - brinquei com os seus cabelos, enquanto o seu rosto estava escondido no meu peito – não chores…
Ele respirou fundo.
- Consegui! – a sua voz era de triunfo, de vitoria. – Voltei a ser homem.
- Sempre foste, Dominick. Sempre.
- Obrigada. Por isto, por tudo!
- De nada! – ri – Não tens que agradecer, seu tolo!
- Eu sei que deve ter sido diferente do que estavas à espera, mas a ultima vez que fiz foi naquele bar… E agora… Bom, prometo que da próxima vez, será melhor. Desculpa, por te ter desiludido…
Gargalhei. Ele ficou tenso.
- Não me desiludiste! Podes ter a certeza, e se vai melhor… Bom, mal posso esperar.
Ele sorriu e girou para o lado, puxando-me para um abraço.
- Como te amo! – apertou forte.
- Eu também. – beijei os seus lábios. – Mas posso dormir? Estou cansada.
- Eu cansei-te? – arregalou os olhos.
- Aham.
Fechei os olhos, ainda com o rosto vaidoso de Dominick no pensamento.

Então, logo pela manha tivemos uma surpresa. Kyle, estava em casa. Mas estava no quarto dele, e fez Sheila avisar para não chegar-mos perto dele, ou voltaria a desaparecer. Dominick sentia-se mal de ver assim o irmão. Eu sentia-me mal por ver assim o meu melhor amigo. Quem quer ver o melhor amigo sofrer?
- Posso ir agora? – olhei com paciência para Clint – Sim. Eu sei isso tudo.
Perguntei se poderia levar B, a passear pela praia e o puto já estava á mais de 15 minutos a dar-me concelhos e avisos.
- Mas não o…
- Clint. Lembras-te que venho da superfície e lá existe montes de cães? O meu pai tem 3. Sei perfeitamente tomar conta deles. Sossega!
- Se calhar não é boa ideia…
Respirei fundo, despenteie-lhe o cabelo e esperei que ele se despedisse de B – como se ele fosse para a guerra!
- Cuidado…
- Eu sei Clint!
Lá levei o cão até a praia, para ele se divertir. Os miúdos queriam todos brincar com ele – deixei apenas fazerem-lhe umas festas pois tinha certeza que Clint estaria a espiar de uma varanda do palácio, com uns binóculos ou assim.
Então quando voltava para casa, tive uma surpresa. Desagradável. E muito inquietante.
No jardim, vi Roza. A falar com Kyle. Senti medo.
- Kyle? – tive que ir lá – Porque estás a falar com ela?
- Não fales comigo.
- Kyle…
- Já avisei Arianna. Não quero conversas com traidoras como tu! Não vou esquecer o que me fizeste.
- Kyle… Não estejas a ouvir nada do que a Roza te diga… Ela…
- Vou meter-lhe coisas na cabeça? – interrompeu-me roza – De que tens medo?
- Kyle…
Ele virou-me costas e guiou Roza para dentro do castelo.
Sentia-me com medo. Aquela Roza não era de confiança. Levei B a Clint que lhe fez uma inspecção completa, e depois fui á procura de Dominick. Contei-lhe as minhas preocupações, e ele estava demasiado feliz para perceber o que queria dizer.
- Dominick! Não percebes que eles podem tentar alguma coisa, para nos separar?
- Nada, nem ninguém me vai separar de ti, Arianna. Calma. – beijou-me – O meu irmão, por mais magoado que esteja não iria magoar-nos de propósito. Ele ama-nos. Sou o seu irmão, e bom, tu és a mulher que ele ama. – ficou um pouco triste – Ele não nos faria mal, assim como eu não magoaria o meu irmão nem tu o teu melhor amigo.
- Mas…
- Não percas tempo a pensar nisso.
- Ouve! Não percebes? A Roza vai encher-lhe a cabeça de coisas…
- Talvez tente. Kyle é inteligente o suficiente para perceber que ela apenas está com raiva por ter sido de certa forma rejeitada…
- Não percebes que rejeitamos Kyle? – exasperei-me – Que o traímos? Ele odeia-nos! Eu amo-o porque ele é o meu melhor amigo, mas matei aquilo que ele sentia por mim. Eu vi nos olhos dele, que ele me odiava!
- Não odeia nada. Está magoado, apenas…
- Tu não ligas ao que te digo! E é isso que nos vai lixar!
- Calma! – alisou os meus cabelos com ar de paciência. Aquela atitude despreocupada… - Confia em Kyle. Conheço o meu irmão desde sempre. Viu-o crescer e sei como ele é. Nunca que nos ia magoar. Kyle é bom.
- Dominick… Nós magoamo-lo… Ele odeia-nos. Ele pensava exactamente isso de nos, e nos traímo-lo. Não sei… Mas aqueles dois juntos não são bons juntos. Não são. Eu sinto que…
- Estás demasiado nervosa.
- A tua despreocupação e descaso ainda nos vai custar caro Dominick!
- Vai correr tudo bem.
- Espero que sim. Por tudo… Espero que sim. – mas não estava convencida.


Então, o que acharam?
O Dominick conseguiu! :D
Bom, o que acharam?
Eu queria agradecer a todos os que me apoiaram! Obrigada! :D
O próximo capitulo sai no Domingo!
Beijos!
P.S-) As aulas estão mesmo a começar… :S Amanha! :S
Se já não começou para alguns… :S
Beijinhos e já sabem! Comentem! ;)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Patos emais patos... Todos patinhos dabem bem nadar, sabem bem nadar...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

10 º Capitulo - Uma boa surpresa! Outra... nem por isso...



Kyle andou desaparecido a semana toda. Dominick ainda o procurou na superfície, mas não o encontrou. Acho que ele deveria querer ficar sozinho. Mas estava preocupada. Só queria que estivesse bem.
Dominick, contou-me que já falara com um pintor que iria fazer o quadro.
Dominick queria casar rápido, mas depois comprendeu que tinha razão em querer esperar mais um pouco. Seria um golpe grande para Kyle. Tínhamos que pensar em como tudo isso ia afectar Kyle.
Além disso, o Rei Jared disse que em duas semana iria fazer a transição da coroa para Dominick. Ele iria ocupar o lugar que no fundo já ocupava.
A novidade de que eu e Dominick estávamos juntos, acabou por se espalhar. As opiniões dividiam-se. Alguns criticavam o que fizemos com o príncipe Kyle que até tinha fugido. Outros diziam que Dominick merecia ter alguém, pois fazia muito pela cidade.
E tanto para mim como para Dominick o principal problema era a ausência de Kyle.
Estávamos muito preocupados com ele e como iria reagir quando voltasse. Por enquanto guardamos para nós a noticia do casamento. Mas quando estávamos sozinhos falávamos imenso disso. Disso e de uma nova descoberta.
Dominick segredou-me que recentemente começou a sentir umas coisas.
Ele depois de tanto tempo, tivera uma erecção! Dominick estava radiante. Mas guardava sempre muita reserva. Dizia que não foi uma coisa muito forte, e que isso não queria dizer que poderia mantê-la durante o tempo necessário para existir penetração. Para não abranger muitas esperanças, para depois não me desiludir.
Mas, para mim era algo maravilhoso. Claro que iria amar partilhar paixão com Dominick fisicamente, mas essa não era a principal razão.
Era algo muito importante para Dominick. Algo que o levava a sentir-se mais homem. Eu via a esperança nos seus belos olhos castanhos. A alegria expressada no brilho dos olhos. Ele tentava conter-se para não ter uma desilusão. Mas era uma altura para festejar.
Ele falara com médicos, que lhe disseram que aquilo já era uma coisa que nunca imaginaram ser possível pois tinham dado hormonas a Dominick para ter uma erecção e nada funcionava. Mas que se aconteceu era melhor ir com calma e não pressionar de mais. E que lamentavelmente isso não implicava que poderia vir a ser o suficiente para o fazer atingir um orgasmo e que nem devia pensar em ser pai, pois isso não aconteceria.
No entanto, estava feliz de mais. Dominick podia não admitir, mas estava.
Estávamos no quarto dele, com as cortinas fechadas e tudo escuro. Não percebia a razão, mas Dominick queria sempre assim. Sempre que tentávamos desperta-lo.
- Tudo bem? – perguntei com dificuldade, enquanto ele descia os lábios pelo meu pescoço e fazia o meu coração acelerar.
- Sim. – ele também estava com dificuldade de respirar.
Desapertei os botões da sua camisa lentamente e percorri a mão pelo seu tronco, fazendo-o ficar tenso e o seu corpo tremeu – como o meu tremia.
- Desejo-te…
- Eu também Dominick.
As carícias ficavam mais intensas, e eu já sentia a prova do seu desejo. E era tão bom saber disso. E para Dominick era ainda melhor, pois sentia lentamente as algemas serem libertadas.
- É melhor não… - suspirou quando beijei o seu pescoço, da forma que sabia que ele gostava – teres muitas esperanças…
- Quando fiquei contigo aceitava-te com aquilo que julgavas limitações… - tive que deixar de falar quando Dominick sugou os meus lábios e começou a erguer a minha camisola – Mas não posso deixar de ficar radiante com esta nova descoberta…
Ouvi o seu sorriso. Ele pressionou mais o corpo no meu, deixando-me sentir mais enquanto vinha sussurrar no meu ouvido.
- Também estou muito feliz…
- Eu sei…
- Queres tentar ir mais longe? – a sua voz estava rouca pelo desejo.
- Agora?
- Uhum…
- Sim…– murmurei.
Ele riu extasiado, enquanto as suas mãos percorriam as minhas curvas tentando livrar-se das roupas.
- Dominick? Porque estás trancado? - Ouvimos uma batida na porta , seguida de uma tentativa de entrar. A dona dessa acção era mãe de Dominick.
- A tua mãe acabou de nos interromper? – perguntei baixinho enquanto Dominick reclamava algo.
- Parece que sim! E logo agora que eu acho que ia conseguir…
- Achas que sim? – perguntei radiante com a perspectiva.



- DOMINICK? – batidas e mais batidas.
- Que foi mãe? – respondeu impaciente Dominick – Estou ocupado!
- Em quê?
- Assuntos meus. O que foi?
- Tens uma visita!
- Já vou.
- Não demores!
Tive que rir baixinho enquanto Dominick encostava a testa na minha e resmungava.
- Deixamos este assunto para mais logo? – questionou ainda um pouco aborrecido. Era raro Dominik chatear-se. Acho que nunca o bi zangado. Tinha um temperamento calmo e compreensivo.
- Sem duvida! – ambos rimos enquanto ele se levantava e apertava os botões da camisa e eu tentava compor a roupa naquela escuridão. Talvez aquilo da escuridão total o ajudasse, não sei.
Ele abriu as cortinas depois colocou a mascara puxando-me com ele.
- Quem será? – questionou retoricamente enquanto entravamos no salão de visitas.
A resposta veio rápida. E não gostei dela.
Roza. A linda e enervante Roza.
- Então é verdade? – apontou para as nossas mãos unidas.
- Sim. – sorriu Dominick enquanto colocava um braço ao redor dos meus ombros.
- E não me dizias? – gritou estridentemente a parva.
- Nunca fomos mais que amigos, Roza.
- Mas devíamos casar! – bateu o pé a outra.
A sorte dela, é que não era como a minha amiga Nikka, ou já me tinha metido e arrancado os cabelos dela. Mas como não sou temperamental como Nikka, deixei Dominick resolver a questão – mas fiquei tentada em pedir ajuda a uma amiga, que adoraria tratar do problema. E bem, ela agora era vampira.
- Roza, essa possibilidade nunca existiu. Não me iria casar contigo. E certamente se a tua família não insistisse não querias isso. Não gostas de mim dessa forma. Somos velhos amigos e gostaria de manter essa amizade.
- Mas desde sempre era para casarmos! Eu disse-te quando tínhamos 10 anos que iria casar contigo! A minha família educou-me para casar contigo!
- Roza… Lamento, mas nem me lembro disso… Além disso a tua família deveria saber que isso jamais poderia acontecer. A tua linhagem não se poderia juntar á minha…
- A dela é melhor? – rugiu apontando para mim. Eu estava serena, pois sabia que ali estava uma mulher despeitada – Ela pode ser filha de um homem muito importante – referia-se ao meu pai biológico – Mas é híbrida!
- Roza, não me refiro ao facto de não seres da nobreza. – explicou calmo Dominick – Sabes que não sou assim. Refiro-me ao facto de seres minha prima…
- Meia-prima! – esbracejou – O problema é a minha mãe ser meia-irmã da tua! A filha bastarda do nosso avó! A minha mãe era mais bonita que a tua, e mesmo assim o teu pai preferiu a tua mãe! Uma irresponsável e interesseira!
- Não vou trocar insultos contigo, Roza. Mas não permitirei insultos para com a minha mãe. Que caso estejas esquecida é a Rainha. E se a tua mãe não guardasse rancor e sede de vingança, não estaria nesta situação. A tua mãe é que é interesseira, sempre foi. Quer fazer parte da família real a todo o custo. Portanto, enquanto continuares com esse comportamento não é bem vinda aqui.
- Estás a expulsar-me? – gritou revoltada e indignada.
- Estou a pedir educadamente para te retirares. Amanha vais arrepender-te.
Ela olhou-nos com rancor. A mim e a Dominick. Mas o olhar amargurado e carregado de humilhação focou-se em Dominivk enquanto fazia a ameaça:
- Vais paga-las! Eu juro!
E saiu.
Olhei assustada para Dominick.
- Calma. Ela está apenas revoltada. A mãe dela envenena-a. Já não é a prima e amiga com quem brincava. A minha mãe sempre a chamava para ficar alguns dias aqui. A mãe dela é que se aproveitava das coisas. – deu de ombros desinteressado – Ela vai cair em si. Não te preocupes. Roza não é agressiva.
- Eu acho que nunca devemos menosprezar uma mulher rejeitada… Não gostei do olhar dela…
- Não te preocupes.
- Mas…
- Eu disse para não te preocupares, abelhinha!
Olhei-o zangada. Ele divertia-se com a situação. Quando lhe contei porque me chamavam isso ele achou estranho. Disse que não sabia que achava isso um insulto e que pensava ser algo que gostava de ser chamada, pois na superfície as pessoas tinham alcunhas estranhas.
- Domick, eu sei que gostas de me chamar isso. Mas irrita!
- Abelhinha…
- Dominick.
- Mas abelhinha…


Desculpem o capitulo ser pequeno. Hoje estou mal disposta.
Prometo que o próximo será melhor. Sairá na quarta.
Este é pequeno mas é importante para os próximos acontecimentos.
A Cidade de Cristal está mesmo achegar ao fim.
Mais dois e depois teremos o ultimo capitulo.
Preparem-se para o final. Não sei se vai agradar a todos, mas vai ser surpreendente. Podem contar com isso! :P
Acho que também surpreendi em Amor & Sangue À Meia-noite, não? =P
^Quem está com saudades dessa história?
o/
^Eu estou! Lol
Bom, deixem um coment se quiserem. Eu sei que este capitulo nem merecia ser postado, mas pronto… :S Como estou, até é um “milagre” ter saído uma palavra.
Beijinhos! :*
Já disse que a minha família do blog é a melhor? =P
P.S-> Eu respondi a alguns coments do capitulo anterior. Estou mesmo agora estou a responder ao resto. :D Devem estar prontos logo! =)


sábado, 4 de setembro de 2010

9º Capitulo - O que penso sobre ti.

Este capitulo vai para a Barbara e para a Lipa! :D
Beijinhos! Espero que gostem! :)




- O Kyle nunca nos vai perdoar. – gemi enquanto abraçava Dominick – Sinto-me exactamente como ele me descreveu. Uma nojenta.
- Sinto-me exactamente assim. Ver a dor do meu irmão não é fácil. Saber que sou responsável por ela, muito menos.
- Eu tinha que falar. Tinha que contar. Estava a ir longe de mais.
- Eu sei. – beijou a minha testa e segurou o meu rosto – Isso significa que me queres? Mesmo sem te ter pedido para ficares comigo? Mesmo a saberes a verdade, que sou impotente?
- Estou aqui se me quiseres. – sussurrei.
- Não é justo para ti…
- Não. Eu já disse que te quero, independentemente que te aches uma metade. Eu acho-te inteiro. – tirei a sua mascara e beijei as suas cicatrizes – Agora pergunto: queres ficar comigo?
- Sim. – os seus olhos brilharam e pegou em mim fazendo-me girar – Eu amo-te.
- Eu também. – sorri feliz – Sabes que vamos ter problemas, certo? Acho que o teu povo não vai aceitar bem ficares com a ex-namorada do teu irmão.
- Não quero saber. – deu de ombros – O que me preocupa é o Kyle. – terei de ter uma conversa com ele. É o meu irmão, o meu melhor amigo. Não quero ser feliz, por cima do sofrimento dele. – alisou o meu rosto – Talvez tenhamos que esperar um pouco para ele se adaptar á situação…
- Eu sei. Kyle é também o meu melhor amigo. Tudo o que quero é que fique bem. – beijei os seus lábios, com o coração acelerado – É errado sentir-me assim tão bem, quando neste momento Kyle deve estar muito mal?
- Sinto-me exactamente igual a ti. Não posso evitar estar feliz, mas fico completamente arrasado ao saber que o meu irmão sofre.
- A minha vida mudou completamente desde que descobri que era uma híbrida. Se não tivesse conhecido Kyle, não voltaria a encontrar-te…
- Eu ficava amargurado e furioso quando imaginava as vossas trocas de carícias… - fechou os olhos atormentado – Quando vos vi no quarto á pouco…
- Deixamos de ter intimidade depois que percebi que ainda te amava. – confessei.
Dominick abraçou-me feliz e beijou-me no rosto, na boca e no pescoço.
- Epá! Finalmente! – Clint gritou histérico á porta. B soltou latidos.
Dominick gelou. Percebi o seu medo. Clint via o irmão sem a mascara. Via as cicatrizes que poderiam chocar uma criança.
- O kyle já sabe? – Clint olhava-nos interrogativo. Não mostrando qualquer reacção ás cicatrizes do seu irmão. Simplesmente nos olhava enquanto passava a mão pela cabeça de B.
- Já… - Respondeu abalado Dominick, enquanto focava o irmão.
Um sorriso brotou nos meus lábios, quando vi o puto dar um abraço no irmão e dizer “ Parabens Nick” Deu-me um abraço e saiu com a sua sombra atrás – B.
- Ele… - engoliu em seco.
- Eu sei! – abracei-o forte – Clint ama-te. Também não quer saber disso.
- Foi… Tão normal…
- As crianças conseguem ser mais perceptivas que os adultos. Ele sabia o quanto era importante para ti a sua reacção. Ele não quer saber disso. Dás demasiada importância ás cicatrizes. A tua família não se importa. O teu povo é demasiado grato contigo para te achar menos por elas.
Ele suspirou e enterrou o rosto no meu pescoço.
- Ele já sabia?
- Sobre nos? – sorri -. Á muito! É demasiado observador. Clint é a pessoa mais inteligente que conheço. E tem 6 anos.
- Finalmente estou feliz. – segredou-me ao ouvido.
- Eu também. – sussurrei de volta.



Estava preocupada com Kyle. Ninguém sabia dele. Dominick procurou-o por toda a cidade e nem sinal dele. Chegamos á conclusão que devia ter ido á superfície. Todos estavam preocupados.
Dominick teve uma conversa com os pais, explicou o porque de Kyle ter desaparecido assim. Não estive presente nessa conversa. Era um momento de família. Apenas quando saíram percebi qual a situação.
A mãe de Dominick estava preocupada com o Kyle. Não gostava do que fizemos ao seu filho.
- Espero que faças Dominick feliz. – deu-me um abraço – Mas vai demorar para esquecer que trais-te o meu Kyle.
- Desculpe. – murmurei – Amo Dominick. Não pode evitar.
- Como mulher percebo. Como mãe quero, melhor exijo que não magoes Dominick e que faças dele o homem mais feliz do mundo pois ele merece tudo. Mas ainda como mãe, não irei esquecer da dor que provocas-te ao meu amoroso Kyle. Devias ter falado logo no inicio.
- Eu sei. E lamento. Para mim e para Dominick foi difícil. Ambos amamos Kyle e não queria-mos que sofresse. Mas ele merecia mais que uma mentira. Dominick e eu sofríamos. Tivemos que falar.
- Eu sei. Vá, agora trata de fazer o meu primogénito feliz. – deu-me umas palmadinhas no ombro e saiu com Clint que me piscou o olho feliz. Sabia que iria demorar até Sheila ser a mesma que era comigo.
Jared, o pai de Dominick que tanto me fazia lembrar Dominck deu-me um abraço.
- Pelo que percebi, sabes de tudo não é? – referia-se ao segredo de Dominick. Que apenas Dominick, eu e o pai dele sabiam. A sua impotência.
- Sim.
- Então sei tudo o que necessito. Só amando-o de verdade enfrentarias uma vida assim. Não vai ser fácil. São ambos jovens. Desejo-vos toda a sorte do mundo. Kyle está magoado, mas passará.
- Obrigada. Espero que tenha razão.
O Rei beijou a minha cabeça e saiu deixando-me apenas com Dominick que me olhava com um sorriso nos lábios.
- Foi muito difícil a conversa? – perguntei enquanto ele me puxava para perto do seu corpo que fazia o meu coração acelerar.
- Foi complicado admitir as minhas falhas. O meu pai ficou calado até ao fim, para depois perguntar se tinha certeza. Ao responder que tinha a mesma certeza que ele teve quando ficou com a minha mãe, desejou-me toda a sorte do mundo. A minha mãe foi mais difícil pois via-se balançada entre dois filhos. Mas também espera que seja feliz. Ficaram surpresos com a coincidência de seres a mesma Arianna que no passado me baralhou a cabeça – sorriu – Realmente, quais as probabilidades?
Sorri.
- Um dia, ficará tudo bem.
- Conto com isso. Arianna… Sabes onde te vais meter, não sabes?
- Sim. Vou fazer-te feliz todos os dias, até que a morte nos separe. E depois disso, esteja onde estiver, vou amar-te.
- Prometo, que apesar de não ser um homem completo, vou compensar-te todos os dias, todas as horas. Ficas-te comigo mesmo sabendo de tudo… Mesmo depois de tudo o que te fiz.
- Ambos sofremos. E não vejo motivos para esse drama sobre o teu problema físico. Não preciso disso para ser feliz. Basta saber que me amas.
- Arianna… - escorreu um dedo pelos meus lábios e parou-o na clavícula. O meu coração voou e as mãos soaram - Eu sinto o teu coração. Sinto os batimentos fortes. Sei que me anseias de uma forma que não poderás ter. A frustração será enorme. Não mais que a minha, acredita.
- Não será isso que me fará parar de te amar.
Ele suspirou e mordiscou a minha orelha, fazendo-me tremer mais ainda.
- Existe muitas formas de dar prazer a uma mulher.
Se fosse uma pessoa susceptível a corar, estaria muito corada.
- Sim? – sorri encabulada.
- Não me digas que não sabias? – riu divertido – Darei prazer. Prometo.
- Ok… Vamos mudar de assunto?
Ele gargalhou.
- Arianna envergonhada? Essa é nova!
- Certo. – revirei os olhos – Quero que venhas comigo ver uma coisa.
- O quê?
- Anda!
Conduzi Dominick pela mão até ao corredor dos retratos da linhagem dele. Todos os membros das famílias estavam lá. Desenhados em quadros emoldurados por cristal e rubis, na parede de cristal. O corredor era enorme. Procurei pela família actual, onde o retrato de cada um deles estava exposto. Jared, o rei, em todo o esplendor da sua juventude. Ao lado estava o quadro da bela Sheila. Em baixo, o retrato de Kyle, quando devia ter uns 16 anos. O sorriso brincalhão nos lábios. Clint, quando devia ter uns 4 anos ainda com os olhos sem malícia e taradices.
Então foquei o quadro que queria que ele visse.
Dominick estava tenso.
- O que pretendes com isto? Mostrar-me o quanto fiquei desfigurado? É disso que se trata?
Suspirei. Tirei a mascara dele, embora ele tentasse impedir-me.
Foquei o quadro, e foquei Dominick ao meu lado.
- O que vez ali no quadro, Dominick?








Olhou-me furioso.
- Vejo-me ainda inteiro. Sem cicatrizes, sem a impotência. Vejo-me com 18 anos. O quadro foi feito uma semana antes de te conhecer. A tua intenção é mostrares-me o quanto fiquei diferente? O quão monstruoso fiquei? É isso? – vociferada revoltado. Não comigo. Com a vida.
- O que vez quando te olhas ao espelho? – sussurrei baixinho.
- Um mostro feio que faria as crianças gritar. Um falso homem.
Foquei o quadro.
- Estás muito enganado. A tua percepção está afectada pela tua auto-estima. Queres saber o que vejo?
Não respondeu. Ainda ao olhar, descrevi o belo quadro na minha frente.
- Eras lindo. Tão bonito. Mas… Vazio. Tinhas um lindo rosto. Um rosto um tanto serio e arrogante. Os teus belos olhos olhavam de forma superior. Um rosto que depois de uns tempos começou a ser diferente comigo. Agora… - olhei o rosto actual de Dominick – Quando te vejo, sinto que estás cada vez mais bonito. – ele riu amargurado – Vejo – segui sem me importar com a sua interrupção – vejo o homem que te tornas-te. Vejo a bondade no teu olhar que acelera o meu coração. A parte imaculada do lado direito continua a mesma - bela, a parte que consideras feia, o lado esquerdo onde tens as cicatrizes eu nem as noto. São apenas cicatrizes. Nada mais que isso. Vejo a solidariedade em cada acção tua para com o teu povo. Vejo altruísmo em cada acção tua. Colocas-te sempre em ultimo. Vejo a transformação que sofres-te. A transformação de um rapaz para um homem. Vejo generosidade, vejo alguém sem vaidade, sem maldade. Vejo o homem com quem quero passar o resto dos meus dias. Quero contigo, não com ele. – apontei para o quadro – Se foces ele, não te queria. Agora és um todo, um verdadeiro homem. Antes eras uma metade. Um rapaz que nunca seria capaz de amar, como te amo agora.
Ele engolia em seco. Tenso. Com os olhos a brilhar pela humidade das lágrimas que se esforçava por derramar.
- Portanto desculpa… Eu sei que deve valer uma fortuna, mas tenho que fazer isto… - peguei no quadro e joguei-o no chão, partindo o cristal que rasgou a tela – Agora, vais posar para um pintor, sem a mascara. Vais colocar ali o quadro, tal como és. O homem mais belo no mundo – uma lágrima caiu pelo meu rosto, enquanto apresada limpei-a com uma mão – Porque aquilo que te envergonhas, é aquilo que mais admiro em ti.
- Arianna… - a sua voz estava rouca. Carregada de emoção.
- Vais erguer a cabeça, e olhar de forma superior. Pois agora sim, és mais que qualquer homem que conheça. És o meu Dominick. Estou orgulhosa de ti, Dominick.
As pernas do meu amor cederam, e ele ajoelhou-se aos meus pés. Ajoelhei-me também, pois sentia-me fraca – e ao mesmo tempo capaz de lutar contra um exercito de vampiros por ele. Pelo Dominick do presente.
- Amo-te. – sussurrou tão baixo que apenas pode perceber pelos seus lábios.
- Vais fazer o que disse? Não é um pedido Dominick. É isso, ou simplesmente não vale a pena ficar contigo se tens vergonha daquilo que me faz amar-te cada dia mais.
- Vou fazer. – prometeu ainda abalado enquanto segurava a minha mão e levava ao seu coração que batia acelerado – Apenas, se… – sorriu.
- Se o quê?
- Casares comigo. – o seu coração batia tão acelerado como o meu – Casa comigo. Amor, apenas diz sim…
- SIM! – Abracei-o forte, enquanto caímos no chão e nos abraçávamos tanto que chegava a magoar. Mas ainda não era o suficiente.
- No dia do casamento, espero que não me deixes plantado no altar! – avisou.
- Nesse dia não me vou atrasar. – gargalhei feliz – E – olhei-o ameaçadora – não quero que uma mascara de porcelana faça parte da vestimenta do meu noivo.
- Prometido. – sorriu e beijou os meus lábios. – Obrigado por me fazeres sentir um homem de novo.
- Obrigada por te teres tornado no homem da minha vida.
Colou os lábios nos meus e jurou amar-me para sempre. Para além da morte.



- Dominick? – afaguei os seus cabelos – Como aconteceram as cicatrizes?
- Foi um acidente. – deu de ombros sem se importar de falar disso comigo – Numa construção.
- Conta-me.
- Sabes a catedral? – uma imagem da grande catedral, feita de cristal, imponente passou pela minha mente. Assenti – As construções estavam a meio. Nesse dia fui informado que estava a acontecer problemas e que a qualquer momento tudo viria abaixo. Fui para o local, e fui informado que alguns trabalhadores estavam lá.
- Entras-te? – perguntei assustada.
- Claro. Não sou mais que eles Arianna. Eles trabalhavam para mim. Não podia ficar parado a ouvir os gritos das famílias. – deu de ombros, como se aquele acto não revelasse nada – Concegui tirar todos de lá a tempo. A minha mãe gritava-me. Mas estavam todos bem. Mas então, um amigo de Clint, veio ter comigo.
- Como? – perguntei confusa – Mas sais-te a tempo…
- Clint tinha ido para lá nesse dia. Ele gostava de ver erguer construções. Devia estar na escola, mas tinha faltado. Bem típico de Clint, que afirma que a escola não lhe ensina nada que já não saiba. Como não o via em lugar nenhum era obvio que ficou preso lá.
- Oh Meu Deus…
- Não havia tempo para pensar. Estava tudo a cair e não podia esperar. O meu pequeno irmão não ia morrer comigo a ver. Entrei. Não o encontrava, mas eu sabia que ele estava lá. Sentia.
- Meu Deus… - imagens de um Dominick a correr pela construção que tremia, quase a demolir em busca de Clint era aterrador. – Mas ele estava lá? Podia ser engano do outro menino…
- Eu sentia que ele estava lá. Sabia. Não iria sair de lá sem ele. Não. Então ele respondeu aos meus gritos. Estava assustado de mais. Estava dentro de uma sala a chorar. Não sabia como sair de lá.
- Oh Dominick…
- Peguei nele ao colo e corri de lá. Mas aquilo já estava a cair lentamente. Em poucos minutos tudo teria ido abaixo. Então vi que a saída estava bloqueada. – fitava o tecto, perdido em lembranças. – Mas no meio do caos e do choro de Clint vejo um buraco. Não poderia passar por lá, mas Clint sim. Era pequeno e poderia passar por lá. Tive que segurar o rosto dele e dar-lhe dois berros para se acalmar. Falei com ele calmo, disse que teria de passar por ali e ser um homem. Que do outro lado estaria a mãe para cuidar dele – lágrimas caiam pelo meu rosto ao imaginar tudo – Clint abraçou-me a chorar e ele percebeu que não teria hipóteses de o seguir. Sempre foi inteligente. Então disse que ficava lá comigo. Prometi-lhe que ficaria bem se ele fosse. Ele não queria ir. Fui duro com ele, disse-lhe que ele era um príncipe, um membro da família real. Que tinha de ser bravo e que não adiantava de nada morrer os dois. Que fosse pelo buraco enquanto dava tempo, que a família iria precisar dele. – sorriu com lembranças que para mim eram assustadoras. – O mudo limpou os olhos, pediu-me desculpa e prometeu que nunca mais iria faltar á escola. Disse que me amava e iria fazer com que me orgulhasse dele. Respondi-lhe que já me orgulha. Que o amava e que o perdoava. Ele murmurou um “vou ter saudades” e a chorar saiu pelo buraco. Assim que vi que ele saia respirei aliviado. Encostei-me aos destroços e esperei. Pensei em ti e uns momentos depois ouve um som arrepiante. Depois só me lembro de acordar num quarto do palácio umas semanas depois. – levou a mão ao rosto – Acordei assim. Tinha o rosto cheio de ligaduras. O corpo doía, coberto de ligas e gesso. E Clint estava ao meu lado. Dormiu todos os dias numa cama ao lado da minha. E ainda hoje não falta um dia á escola, mesmo estando doente ninguém lhe propõe ir á escola.
- Por isso Clint é louco por ti. Dominick… Não te posso explicar o quanto te admiro. O quanto tenho orgulho de ti. És o meu príncipe.
- És a minha princesa. – murmurou antes dos seus lábios caíram sobre os meus e as minhas lágrimas molharem o seu rosto enquanto nos beijávamos.


Então, o que acharam?
Espero que tenham gostado! :)
Eu gosto particularmente deste capitulo. Desculpem o atraso, era para ser de manha, mas só agora parei. E tive que escrever assim rápido o capitulo, se tiver passado algum erro desculpem, pois nem deu para ler de novo.
Beijocas grandes.
Comentem! :P

P.S->Acho que para o próximo fim de semana, ou uns diazitos depois acabo esta fic. – E começo a que eu sei que vocês estão com saudades! :P
Próximo capitulo na segunda! -) ando a postar com muita frequência, não?
Se tiver a maçar e preferirem que post com mais calma, é só avisar!

P.S2-> Não deu para responder aos coments anteriores. Não deu mesmo! Mas neste irei responder! Prometido! Á noite, quando chegar vai ser a primeira coisa a fazer!
Gosto muito de responder, mas o tempo não deu. Obvio que li todos e adorei! Apetecia mesmo responder, mas a minha vida anda caótica! Lol
Beijos. Vou é deixar de ser chata aqui a maçar!
:*

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Presentinhos!



Aqui está os presentinhos que recebi pelos 5 meses do meu blog! :D

Adorei! Obrigada Vitor e vita!

Olhem lá e digam se não estão de mais? :P

Cheios de talento estes dois! Não é necessário dizer que adorei, não é?
E ainda se lembraram da data! =D




Os da Vita que é para colocar no Blog, no lugar do Titulo! :D Ainda ando a pensar em qual! :P





















O do Vitor!









Obrigada! Voces são incriveis!





Obrigada mesmo!





Beijinhos!





quarta-feira, 1 de setembro de 2010

8 Capitulo - A revelação.

Olá! Olha aqui outro capitulo! :P
Este é um bocadinho pequenino, mas hoje não deu mesmo para mais…
Sexta trago outro! =D

Capitulo para a M Moon! :P

Espero que gostem deste.
Divirtam-se!





A noite foi um martírio. O sono não vinha e os meus olhos estavam inchados pelo choro.
Não podia deixar de pensar em Dominick. O desespero que sentiu… Eu só queria abraça-lo e dizer que podia ser impotente mas que para mim era um todo, não uma metade.
Queria dizer-lhe que o amava e ansiava pelo seu abraço, pelas nossas conversas. Que sentia falta da sua compreensão. Da sua voz.
Queria dizer-lhe que era dele e que queria ficar com ele para sempre. Queria que o meu amor se sentisse de novo homem, porque um homem não podia ser medido pelo seu desempenho na cama.
Queria dizer tantas coisas.
Queria explicar-lhe que ele me daria muito mais que um rosto imaculado e um corpo preparado na cama.
Ele sempre seria o Dominick que me magoou mas que amava. O Dominick que conheci e amei. Sempre o meu Dominick. Queria senti-lo comigo.
Mas havia Kyle… Eu amava Kyle. Foi muito importante para mim, era o meu melhor amigo. O irmão de Dominick. E eu sabia que Kyle me amava. Amava o suficiente para querer ter uma vida comigo. Ele tinha-me pedido em casamento.
Não queria magoa-lo.
Nunca quis.
O Kyle é tão meigo, tão companheiro… Tão amigo.
Coloquei a almofada na boca e gritei com raiva.
Era magoar Kyle ou deixar Dominick a sofrer sozinho. Não me importava comigo.
Eles eram os amores da minha vida. Kyle o amigo e Dominick o amor.
Queria sofrer sozinha, mas sabia que iria arrastar alguém comigo. E isso matava-me lentamente.
Magoar Kyle ou ajudar Dominick?
Mas que Deus me perdoe… Entre Kyle e Dominick…
Kyle perdia.
E sempre perdiria. Por mais que tentasse.
Levantei-me decidida. Era agora ou nunca. Iria sair por aquela porta e acabar com tudo. Iria dizer a Kyle a verdade.
Levantei-me e limpei os olhos.
E por ironia Kyle entrava no meu quarto com um sorriso no rosto perfeito e carinhoso.
- Bom dia!
- Bom dia…
Kyle puxou-me para os seus braços e cobriu os meus lábios com os dele. Fiquei imóvel, sem conseguir responder. Os seus lábios caíram para o meu pescoço e começou a levantar a minha camisola.
- Quero fazer amor contigo… - riu no meu pescoço.
Coloquei as mãos no seu peito pronta para o afastar quando vejo uma sombra á porta do meu quarto!
Abri a boca chocada e deparo-me com o olhar atormentado de Dominick que estacara petrificado.
- Oh mano! Devia ter fechado a porta! – riu Kyle.
O meu coração bateu alucinado enquanto via o rosto impassível de Dominick, mas com dor. A dor de ver a mulher que amava nos braços de outro. Do próprio irmão. Sabia que imaginava carícias que trocávamos – que já não aconteciam. Não depois de perceber que o sentimento por Dominick ainda estava muito vivo em mim.
- Bem. Eu só vinha falar com a Arianna sobre umas coisas que lhe contei ontem. Não tem importância. – virou costas – Falamos depois.
- Espera Dominick! – não adiantou. Ele fechara a porta suavemente.
Eu sabia que ele sofria muito naquele momento. Era como se eu tivesse a certeza que ele ficava com outra mulher. Como se o imaginasse a beijar e abraçar outra que não eu.
Tinha que acabar agora!
- Arianna? – Kyle olhava-me estranho – Qual o problema?
- Kyle eu… Tenho que te dizer uma coisa. Antes de mais… Perdoa-me.
Ele olhava a porta. Ausente.
- É a razão pela qual nunca mais quiseste fazer amor comigo? – murmurou mais para ele do que para mim – Sobre a razão pela qual passas cada vez mais tempo com o meu irmão? A razão pela qual o olhas como me devias olhar?
Segurei a sua mão. Odiando-me pelo que lhe estava a fazer.
- Tu – girou rápido a cabeça para mim, olhou-me com olhos que me pareciam estranhos. Revoltados. Magoados. Rancorosos. Não os brincalhões que conhecia – Estás apaixonado pela meu irmão?
- Kyle…
- Estás? – gritou – Diz-me!
- Desculpa…
- Quero que digas!
- Lamento. – suspirei e fui incapaz de olha-lo nos olhos – Eu amo-o.
- Amas? A ele? A ELE? Ao meu irmão? Ao meu melhor amigo? Amas-lo mais que a mim? – afastou-se de mim como se podesse contagialo com a minha nogeira – Responde-me!
- Desculpa.
Movimentou a cabeça em negação. E saiu batendo com a porta violentamente.
E eu percebi. Ali tinha matado uma parte de Kyle. Que nunca mais seria a mesma.





Fiquei estática. Os segundos passavam e eu não me movia. Fitava a porta fechada. Então comecei a correr desesperada pelos corredores. Gritei o nome de Kyle a plenos pulmões.
Entrei numa sala. Dominick olhava inquisidor.
- Está tudo bem?
- Ele sabe.
Não precisei de dizer mais nada. Dominick percebeu.
- Como ele… reagiu? – Dominick, assim como eu estava abalado.
Simplesmente o olhei com todo o remorso que corrompia a minha alma.
Dominick abraçou-me. E apesar de tudo que sabia que fazia a Kyle, não podia desejar mais nada, além de estar nos braços de Dominick. Nem que fosse apenas uns segundos.
- Estás aqui! – uma risada amargurada suou na sala – E não é que o encontras-te primeiro que eu, Arianna?
- Kyle… - separei imediatamente de Dominick.
- Como foste capaz de me fazer isto Arianna?
- Desculpa… Não pode evitar…
- Desculpa? Desculpa? – olhou-me com lágrimas nos olhos. – Só isso? Depois de tudo… Do que fiz por ti… Da forma como te amei… Tu trais-me desta forma? Com o meu irmão?
Não pude dizer nada. Não tinha palavras.
- E tu Dominick… Traíres-me assim? Sabias que a amava! Puta que pariu Dominick! Eu disse-te que queria casar com ela e fodes-me desta forma? Ao teu próprio irmão! Como foste capaz? COMO FOSTE CAPAZ!? – Kyle, revoltado derramava lágrimas furiosas. Sentia a sua dor e desespero. E aquilo mutilava-me. Assim como a Dominick que repudiava-se a ele próprio por trair Kyle desta maneira.
- Kyle, eu amo-te meu irmão. Lamento. Perdoa-me.
- Perdoou-te? És meu irmão! Apunhalaste-me pelas costas! – chorava com dor. As lágrimas brotavam dos seus belos olhos. A dor dele alimentava a minha. O nojo e o desapontamento nos olhos dele – Eu idolatrava-te! Via em ti um modelo do que um ser integro podia ser… Não vales nada! Nada! És um porco, uma escumalha da pior espécie! Atraiçoas-te a própria família! O teu irmão que cresceu contigo, que partilhava contigo a felicidade de amar! E roubas-ma? PORQUÊ? Porque fizeste isso comigo?
- Kyle… - Dominick tentou aproximar-se dele que recuou.
- Não te aproximes de mim! Tenho nojo de vocês os dois! E tu Arianna… - os seus olhos acusadores fitaram os meus, cheios da magoa… Mas… ainda lá estava o amor que sentia por mim. – Eu amava-te… Amava-te tanto que pedi-te em casamento… Queria uma família contigo! Queria envelhecer ao teu lado! Eu queria-te comigo! Amei-te desde o primeiro momento que te vi! Dei-te tudo o que podia… - soluçava copiosamente e puxou os cabelos com desespero. Eu queria abraça-lo, mas não tinha forças para nada além de ouvir aquelas palavras punitivas e merecidas – Eu queria tanto que pertencesses aqui que descobri as tuas origens… Estive contigo nos momentos mais importantes para ti… E o que me dás? Trais-me! Como podias beijar-me a pensar nele? Quando os meus lábios tocavam os teu, imaginavas ele! Não pensas-te com o isso seria para mim? O meu irmão! Que nojo! Nojo de ti, nojo dele… Não valem nada, NADA! Caminhavas de mão dada comigo… Abraçavas-me… Beijavas-me… E tudo com ele no pensamento! A ansiares por ele! Como podes-te?! Não achas que merecia a verdade? Pelo menos isso?
- Lamento tanto Kyle… Como lamento… Eu queria amar-te, eu juro que tentei…- tapei a boca com as mãos a tremer. Os olhos vermelhos do choro olhavam-me tão dolorosos… Tão magoados…
- Não digas nada! Não quero ouvir a vossa voz, nunca mais! Tenho nojo da merda que vocês faziam! E tu Dominick… O meu melhor amigo! – riu de forma zombeteira, amargurado e sabia que nunca sofreu tanto como com a traição que suportava agora. A traição da namorada e do seu irmão e melhor amigo – O meu irmão idolatrado… Rouba-me aquilo que mais gostava… Muito bem!
- Kyle… Deixa-me tentar explicar-te… - tentou Dominick.
- Cala-te! Não quero ouvir nada! Não merecem que esteja aqui a falar convosco! Nojentos! Merecem-se! Sejam felizes seus nojentos! Construam a felicidade por cima da desgraça dos outros! – saiu dali a correr deixando-me atordoa-a e um Dominick que cobria o rosto com o remorso.
Abracei Dominick com força.


Então? :S
Que tal o capitulo? Tadinho do Kyle… Eu tenho uma pena dele… :S
Ele é tão lindo e meigo… E mesmo assim sofreu um duro golpe.
Este capitulo está pequenino, mas teve mesmo que ser… :S Espero que tenham gostado á mesma! :D
Bom, agora vou responder aos coments do outro capitulo! :D
Amanha passem por aqui que vou mostrar umas coisitas que ganhei da vita e do Vitor! :P
^Eu adorei! :D
Comentem! Beijocas! :*