Aqui vai um novo capítulo!
Espero que gostem….
Este capitulo é dedicado a todos que lêem e comentam a minha história.
E que me dão apoio! ;) Obrigada!
P.s -) neste capitulo tem uma música a meio… Assim que a música deixar de tocar, coloquem de novo para tocar até o final do post! ;)
Eu estava absolutamente certa quanto à minha teoria dos ciúmes.
Nas duas semanas seguintes ao episódio na sala de aula com Alexander comecei a utilizar mais um dos meus planos.
Provocar ciúmes em Alexander!
Michael – mais uma vez – fizera das dele. Não é que ele foi dizer ao meu pai que eu fazia sexo no WC da escola?
Ele ia paga-las!
Tive que ouvir uma longa conversa sobre os perigos das doenças sexualmente transmitidas, sobre o que uma gravidez seria o menor dos meus problemas se tivesse sexo sem protecção. Que poderia ficar gravemente doente. O quanto era errado fazer sexo na escola.
E o quanto era errado fazer sexo em qualquer lugar.
Foi uma conversa constrangedora com o meu pai. Tanto para ele como para mim. Facto!
Levei um bom tempo para ele acreditar que era tudo mentira e que eu ainda guardava “o meu tesouro”- como ele dizia.
Quase chorou de felicidade quando percebeu que ainda era virgem. Ele tem a esperança que case virgem. Ou melhor… Que morra virgem!
Eu juro que o meu irmão vai pagar caro esta. Mesmo caro!
Estava encostada nos cacifos com Jonh. Estávamos sozinhos pois era hora do almoço, mas ele disse que queria falar comigo no corredor. Ele falava o quanto as raparigas o adoravam e o quanto era óptimo no basquetebol. Eu pensava numa forma de me vingar do meu irmão.
Mas aí vi Alexander subir as escadas ao fundo do corredor. Automaticamente sorri para Jonh e adaptei uma expressão sonhadora.
- Então, sempre queres vir jantar comigo? Lá em casa? Os meus pais não vão estar….
- BROWN!
Fechei os olhos com o grito de Alex. Era impossível não gelar com aquele rugido!
Mas eu queria, era sorrir. Ele sempre gritava ou fazia algo para Jonh ficar longe de mim.
- Venha cá!
Jonh, medricas, fugiu logo!
Cobarde!
Como se não o temesse lentamente caminhei até ele. Ele agarrou forte o meu braço e empurrou-me para dentro da sala dos professores!
- Ei! Bruto! Estás a magoar-me!
O aperto dele era muito forte! Não percebia como ele era tão forte.
Ele soltou-me arrependido.
- Desculpa. Não medi a força que utilizei…
Olhei-o chateada e massajei o braço. A sério! Aquilo ia ficar negro! Parvalhão!
- Magoou muito? – olhou-me com remorso – Juro que não te queria magoar. Mesmo! És muito frágil perto de mim e eu não me apercebi que estava a fazer força de mais…
- Está tudo bem. – assegurei, pois ele estava tenso de mais.
Ele olhava-me como se fosse morrer a qualquer momento. Como se me tivesse espetado uma faca.
Homem exagerado! Credo!
- Dói muito?
- Não exageres! Não foi assim tanto, também! O principal problema foi teres-me arrastado até aqui! O que quer, professor?
- Acho que a formalidade não é necessária, depois de tudo. – falou tenso enquanto levava a mão aos seus desalinhados cabelos.
- Discordo. Depois de tudo – frisei bem a palavra tudo – penso que a formalidade não só é necessária, como é obrigatória Sr.
- Só o teu namoradinho parvo é que te pode falar sem formalidade?
Controlei um sorriso. Ele realmente estava com ciúmes!
- Além disso, sabes dos rumores que espalham pelo colégio? – nem me deu tempo de responder e foi logo acrescentar – Que andas a ter relações sexuais no recinto escolar. – olhou-me furioso – Nem acredito nisto! Olha no que te transformaste! – olhou-me como se fosse um monte de lixo – Estás ciente dos perigos que corres?
- Por favor! – pedi exasperada – Poupa-me ao sermão dos perigos do sexo sem protecção! Lamento informar-te mas o meu pai já se adiantou nesse assunto! Estou muito bem informada obrigada!
Disse com uma bola a se formar na garganta.
Parecia que o meu irmão não tinha dito aquilo ao meu pai, por dizer. Afinal alguém ( e por algum motivo eu pensei em Nora) andou a dizer esse monte de mentiras e agora tinha ido longe de mais.
Eu não ligava a mínima para o que os fúteis da escola pensavam. Mas, por algum motivo ligava e muito para o que Alexander pensava.
- Então é verdade? Tornaste-te numa…
- Não termines. – avisei-o – Não termines se presas algum do respeito quem tenho por ti. – a voz falhou-me.
Tinha que sair dali, pois as lágrimas que me chegavam aos olhos não tardariam a escorrer pelo meu rosto. E eu sem dúvida que não queria que ele as visse.
- Fixes-te? – insistiu furioso – Com ele? – disse como se não acreditasse - Quando beijas-te os lábios dele sentiste aquilo que sentimos quando nos beijamos?
- Não é da tua conta! – gritei com raiva – Além disso pensei que aquilo não tinha sido “uma grande coisa” – baixei o tom de voz. Não queria que ninguém ouvisse a conversa, mas também era visível o rancor na minha voz.
- É da minha conta, sim! – a voz dele estava baixa e controlada. Mas estava tão sombria que arrepiou-me até os pelos da minha alma!
Nota mental : Pesquisar se a alma pode ter pelos.
- Não estás com ciúmes, estás? – tomei uma atitude zombeteira – É que parece mesmo! – ri sem humor.
- E se estiver? – olhou-me sério.
Atento. Há espera da minha reacção.
Pisquei surpresa. Não esperava que ele admitisse.
- Não tens o direito. – disse assim que me recompus.
- Sei que não. Não precisas de o dizer. – encostou-se á porta e fechou os olhos. – Mas isso não me impede de sentir…Estou cansado.
- De quê? – eu sentia-me muito atraída para ele.
Lentamente aproximei-me dele e levantei a mão, a medo, para tocar o seu rosto perfeito.
Porque eu não queria vê-lo assim, apesar de tudo. Não queria vê-lo desanimado como estava.
Mas quando estava prestes a tocar a sua bochecha, suspirei e baixei a mão.
- Não. – ele segurou rápido a minha mão – Toca-me, por favor. – implorou com dor.
Os meus olhos encheram-se de lágrimas. Eu não aguentava isto. Era de mais para mim.
A tremer aproximei-me dele e afaguei o seu rosto. Ele tinha os olhos fechados e suspirou quando acariciei lentamente e com delicadeza a sua face direita. A tentar reconforta-lo.
Mas parecia que o meu toque apenas o magoava mais! Que a minha pele delicada em contacto com a dele, quente e suave o fazia ficar mais assombrado por demónios particulares.
- De que estás cansado? – sussurrei, temendo que se elevasse a voz, aquele momento absurdo terminasse.
Que ele se apercebesse que estávamos muito próximos e quisesse fugir novamente.
Eu não aguentaria outra vez, ouvi-lo dizer que não era nada.
Ele abriu os seus olhos e encarou-me sério e atormentado. Com os olhos brilhantes que imploravam por algo.
Mas eu não sabia o que ele queria! O que ele precisasse que eu disse-se!
Ele agarrou a minha mão que tocava o seu rosto e levo-a aos lábios.
Beijou com devoção a palma da minha mão e automaticamente o meu corpo tremeu.
Eu precisava desesperadamente dele.
- Estou cansado de lutar. De lutar para que este… sentimento tolo desapareça! – largou a minha mão como se lhe desse choque e segurou-me pelos ombros e olhou-me com dor e zangado – O que fizeste comigo? Porque não sais da minha cabeça? O que és? O que queres de mim?! – ele estava alterado. Olhei-o assustado quando ele me balançou, a tentar arrancar uma resposta minha – Fala! Não percebes que isto está a arruinar-me? Que no final do dia, no silêncio da noite, escuto a tua voz, vejo o teu rosto e sinto o teu perfume e o teu toque acolhedor? Que não consigo ter descanso?
- Alexander… - ele tremeu e fechou os olhos. Mas antes de ele fechar o seu poderoso olhar azul acinzentado, vi a emoção que o som do seu nome nos meus lábios lhe provocou.
- Eu estou cansado de mais. Não consigo esquecer… - olhou-me desesperado – O que fizeste comigo? Porque não posso deixar de pensar em ti? A todo o segundo? Porque a tempestade não termina nunca?
Eu suspirei com dor. Não tinha respostas para as perguntas que também me fazia constantemente.
Eu também não tinha mais forças. Eu queria-o! Eu precisava dele!
Sabia exactamente como se sentia.
- Pensei que não tinha significado nada para ti… Afastaste-me…
- Podes chamar de instinto de auto-preservação… És uma criança, ainda. Não podemos ficar juntos.
- Por seres meu professor? – perguntei desesperada – Eu posso esperar… Daqui a pouco acabo o 12 ano… Já não serás mais meu professor… Só temos que esperar uns 3 meses…
- Achas que isso tem alguma importância? – soltou um riso amargo – Não percebes que só estou aqui para te observar? O emprego não significa nada! Como se eu necessitasse desta merda!
- Então…
- És muito jovem. Se me envolvesse contigo, ambos sairíamos magoados. Não temos futuro juntos. Um dia irás perceber perfeitamente o que te digo. Acredita.
- Então… Fica tudo igual? – olhei-o sem acreditar – Queres que te esqueça depois de me teres dito que não me és indiferente? Que por mais estranho que seja, partilhamos algo que não sabemos expressar?
- Esquecer… - levou a mão ao seu pescoço e massajou. Fechou os olhos cansado – Apesar de tudo, quero que te lembres de mim. Que me mantenhas na memória. Não consigo imaginar que daqui a algum tempo, nem te lembrarás de mim…
- Fica comigo… - implorei de olhos fechados.
Não podia suportar a negativa que sabia que ouviria.
- Não posso. – sussurrou com os lábios na minha testa.
Tremi com o calor do corpo dele. Tremi com o seu aroma. Tremi pela proximidade dele.
- Quando estou perto de ti, penso que estou a destruir um anjo. Não posso. Por ti. Pela primeira vez, penso em alguém que não seja eu. Apenas por ti.
- Eu não sou um anjo. – gemi com dor. Sabia que ali estava a ser o fim. Não havia volta a dar. – Não pensas em mim. Se pensasses ficarias comigo…
- Lamento. Não posso.
Então, segurou o meu rosto e deslizou os lábios pela minha testa, pelo meu nariz e fez-me prender o ar, depositou um beijinho nos meus lábios.
E o mundo girou novamente, apenas por tê-lo com os lábios encostados aos meus. Por sentir a sua respiração misturar-se com a minha.
- Como posso encontrar dor e conforto nos teus lábios? – sussurrou ainda com os lábios nos meus.
- Não me deixes… - implorei mais uma vez.
-Serás sempre o meu anjo. – murmurou rouco – Voaria contigo, para bem longe. Mas não posso. Não posso fazer-te isto. Não me podes pedir isto. – suspirou e encostou a testa na minha tremendo com dor, e fazendo-me querer morrer por tê-lo tão perto e tão longe.
Eu não iria conseguir alcança-lo.
- Vai. – acariciou o meu lábio inferior com o dedo e abriu-me a porta.
Respirei com dificuldade e saí de lá.
Caminhei até ao WC e escondi-me lá.
Deixei as lágrimas caírem livremente.
Segurei o meu corpo que parecia querer quebrar.
Eu amava-o. Tinha certeza.
Ele gostava de mim. Não a ponto de amar, pois se não largaria todos os preconceitos e ficaria comigo.
Mas gostava o suficiente para sofrer com a minha ausência. Assim como eu sofria por ele.
Tive exactamente 40 minutos para me recompor e ir para a aula.
Tremia, pois era a aula com Alexander.
Sentei-me, calada. Não ousei olha-lo. E ele não disse nada. Apenas nos mandou fazer uma ficha.
Estávamos a meio da aula quando distraída, deixei cair o lápis.
Quando me inclinei na cadeira para o apanhar, Alexander estava lá ajoelhado com ele na mão.
- Não fiques assim, por favor – implorou olhando-me atormentado.
Eu engoli em seco e peguei no lápis.
Por um segundo louco os nossos dedos tocaram-se e senti que o meu lugar era ao lado dele. Como se ele fosse a minha casa. O lugar onde realmente eu pertencia.
Parecia que existia para ele, para ficar com ele.
E ao olhar os seus olhos, ele percebeu exactamente o que pensava. Era como se tivéssemos esta ligação.
Como se palavras fossem desnecessárias.
- Como se nascesses para mim. – sussurrou como se mais nada existisse naquela sala que pela primeira vez estava barulhenta. Mas aos meus ouvidos estava silenciosa e só nós os dois existíamos ali. – Como se foces o anjo que veio para me guiar.
Depois alguém chamou-o para tirar uma dúvida e a nossa bola rebentou.
Tão perto de mim, ali mesmo, só bastava agarra-lo e dizer que o amava. E ele me beijaria e diria que também me amava.
Podia estar a 1000 Quilómetros de distancia, que as probabilidades de acontecer, seriam as mesmas.
Demasiado perto e impossivelmente longe.
Alexander levantou-se rápido. Tão rápido que nem consegui acompanhar os seus movimentos, e mais uma vez me deixou sozinha.
Assim que tocou, todos arrumamos.
- Turma. Tenho um comunicado a fazer.
Todos o olhamos com atenção, à espera de novos trabalhos absurdos.
- Hoje foi o meu último dia de aula. – tive que voltar a sentar-me. A sala girava à minha volta – A direcção já resolveu o problema e apenas amanha não terão aulas de Inglês. Irei casar e irei mudar-me da Villa. Aposto que estão super felizes de se livrarem do professor chato de inglês – fez piada e depois saiu.
Todos saíram.
Eu fiquei na sala. Atordoada.
Ele… ia embora?
Fiquei estática lá, naquela sala que se tornara assustadora.
Por mais de 30 minutos fiquei feito deficiente mental a encarar o quadro, a lembrar-me do rosto de Alexander.
A lembrar-me do primeiro momento que o vi… De quando ele brincou comigo nas escadas, evitando-as… Quando Nereida desmaiou e pela primeira vez o vi a fazer uma piada…
Um sorriso brotou nos meus lábios ao lembrar-me e sentir os lábios dele sobre os meus, no dia que nos beijamos pela primeira vez - Quando tive o perfeito primeiro beijo.
Inevitavelmente, lembrei-me das noites que chorei por me ter rejeitado, da dor que me infligiu ao me rejeitar.
Mas lembrei-me dos seus ciúmes, da nossa cena na sala dos professores, quando ambos deixamos a máscara cair e apesar de saber-mos que não íamos ficar juntos, mostramos que algo nos ligava. Algo forte e que ambos temíamos definir.
E uma certeza abalou todo o meu ser.
Arrumei tudo rápido e corri para a saída, entrei feito bala no meu carro e conduzi o mais rápido que podia.
Para tentar uma ultima vez. Para tentar ser feliz. Porque sem ele, eu nunca seria feliz.
Dirigi a prego a fundo até a casa assustadora de Alexander.
Então, que tal este capitulo? O-o
Eu gostei muito de escrever esta parte da história… Mesmo! ^^
E adoro o Alexander! :O Quem não adoraria?
Bem, qual a parte que gostaram mais?
Acharam boa a parta da conversa deles? :S
Ouve alguma que não gostaram… Se ouve digam que é para eu poder melhorar! :D
Muito abrigada por tudo Mesmo!
P.S-) Não sei se curtiram a música… Ou se acharam “azeiteira”. Mas eu gosto muito dela e acgei que ficaria bem naquela parte… :S Vocês gostaram, ou preferiam sem musica nenhuma??
Sexta-feira, hà novp capitulo! ;)
Desculpem se demorar a aceitar e responder aos vosos coments, mas ando com problemas com a net! Mas ei, não deixem de comentar! ;) Sabem que eu "vivo" de coments! ;) Para saber se estão a gostar ou não! ;) Isso é mesmo importante!
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM!
Espero que gostem….
Este capitulo é dedicado a todos que lêem e comentam a minha história.
E que me dão apoio! ;) Obrigada!
P.s -) neste capitulo tem uma música a meio… Assim que a música deixar de tocar, coloquem de novo para tocar até o final do post! ;)
Eu estava absolutamente certa quanto à minha teoria dos ciúmes.
Nas duas semanas seguintes ao episódio na sala de aula com Alexander comecei a utilizar mais um dos meus planos.
Provocar ciúmes em Alexander!
Michael – mais uma vez – fizera das dele. Não é que ele foi dizer ao meu pai que eu fazia sexo no WC da escola?
Ele ia paga-las!
Tive que ouvir uma longa conversa sobre os perigos das doenças sexualmente transmitidas, sobre o que uma gravidez seria o menor dos meus problemas se tivesse sexo sem protecção. Que poderia ficar gravemente doente. O quanto era errado fazer sexo na escola.
E o quanto era errado fazer sexo em qualquer lugar.
Foi uma conversa constrangedora com o meu pai. Tanto para ele como para mim. Facto!
Levei um bom tempo para ele acreditar que era tudo mentira e que eu ainda guardava “o meu tesouro”- como ele dizia.
Quase chorou de felicidade quando percebeu que ainda era virgem. Ele tem a esperança que case virgem. Ou melhor… Que morra virgem!
Eu juro que o meu irmão vai pagar caro esta. Mesmo caro!
Estava encostada nos cacifos com Jonh. Estávamos sozinhos pois era hora do almoço, mas ele disse que queria falar comigo no corredor. Ele falava o quanto as raparigas o adoravam e o quanto era óptimo no basquetebol. Eu pensava numa forma de me vingar do meu irmão.
Mas aí vi Alexander subir as escadas ao fundo do corredor. Automaticamente sorri para Jonh e adaptei uma expressão sonhadora.
- Então, sempre queres vir jantar comigo? Lá em casa? Os meus pais não vão estar….
- BROWN!
Fechei os olhos com o grito de Alex. Era impossível não gelar com aquele rugido!
Mas eu queria, era sorrir. Ele sempre gritava ou fazia algo para Jonh ficar longe de mim.
- Venha cá!
Jonh, medricas, fugiu logo!
Cobarde!
Como se não o temesse lentamente caminhei até ele. Ele agarrou forte o meu braço e empurrou-me para dentro da sala dos professores!
- Ei! Bruto! Estás a magoar-me!
O aperto dele era muito forte! Não percebia como ele era tão forte.
Ele soltou-me arrependido.
- Desculpa. Não medi a força que utilizei…
Olhei-o chateada e massajei o braço. A sério! Aquilo ia ficar negro! Parvalhão!
- Magoou muito? – olhou-me com remorso – Juro que não te queria magoar. Mesmo! És muito frágil perto de mim e eu não me apercebi que estava a fazer força de mais…
- Está tudo bem. – assegurei, pois ele estava tenso de mais.
Ele olhava-me como se fosse morrer a qualquer momento. Como se me tivesse espetado uma faca.
Homem exagerado! Credo!
- Dói muito?
- Não exageres! Não foi assim tanto, também! O principal problema foi teres-me arrastado até aqui! O que quer, professor?
- Acho que a formalidade não é necessária, depois de tudo. – falou tenso enquanto levava a mão aos seus desalinhados cabelos.
- Discordo. Depois de tudo – frisei bem a palavra tudo – penso que a formalidade não só é necessária, como é obrigatória Sr.
- Só o teu namoradinho parvo é que te pode falar sem formalidade?
Controlei um sorriso. Ele realmente estava com ciúmes!
- Além disso, sabes dos rumores que espalham pelo colégio? – nem me deu tempo de responder e foi logo acrescentar – Que andas a ter relações sexuais no recinto escolar. – olhou-me furioso – Nem acredito nisto! Olha no que te transformaste! – olhou-me como se fosse um monte de lixo – Estás ciente dos perigos que corres?
- Por favor! – pedi exasperada – Poupa-me ao sermão dos perigos do sexo sem protecção! Lamento informar-te mas o meu pai já se adiantou nesse assunto! Estou muito bem informada obrigada!
Disse com uma bola a se formar na garganta.
Parecia que o meu irmão não tinha dito aquilo ao meu pai, por dizer. Afinal alguém ( e por algum motivo eu pensei em Nora) andou a dizer esse monte de mentiras e agora tinha ido longe de mais.
Eu não ligava a mínima para o que os fúteis da escola pensavam. Mas, por algum motivo ligava e muito para o que Alexander pensava.
- Então é verdade? Tornaste-te numa…
- Não termines. – avisei-o – Não termines se presas algum do respeito quem tenho por ti. – a voz falhou-me.
Tinha que sair dali, pois as lágrimas que me chegavam aos olhos não tardariam a escorrer pelo meu rosto. E eu sem dúvida que não queria que ele as visse.
- Fixes-te? – insistiu furioso – Com ele? – disse como se não acreditasse - Quando beijas-te os lábios dele sentiste aquilo que sentimos quando nos beijamos?
- Não é da tua conta! – gritei com raiva – Além disso pensei que aquilo não tinha sido “uma grande coisa” – baixei o tom de voz. Não queria que ninguém ouvisse a conversa, mas também era visível o rancor na minha voz.
- É da minha conta, sim! – a voz dele estava baixa e controlada. Mas estava tão sombria que arrepiou-me até os pelos da minha alma!
Nota mental : Pesquisar se a alma pode ter pelos.
- Não estás com ciúmes, estás? – tomei uma atitude zombeteira – É que parece mesmo! – ri sem humor.
- E se estiver? – olhou-me sério.
Atento. Há espera da minha reacção.
Pisquei surpresa. Não esperava que ele admitisse.
- Não tens o direito. – disse assim que me recompus.
- Sei que não. Não precisas de o dizer. – encostou-se á porta e fechou os olhos. – Mas isso não me impede de sentir…Estou cansado.
- De quê? – eu sentia-me muito atraída para ele.
Lentamente aproximei-me dele e levantei a mão, a medo, para tocar o seu rosto perfeito.
Porque eu não queria vê-lo assim, apesar de tudo. Não queria vê-lo desanimado como estava.
Mas quando estava prestes a tocar a sua bochecha, suspirei e baixei a mão.
- Não. – ele segurou rápido a minha mão – Toca-me, por favor. – implorou com dor.
Os meus olhos encheram-se de lágrimas. Eu não aguentava isto. Era de mais para mim.
A tremer aproximei-me dele e afaguei o seu rosto. Ele tinha os olhos fechados e suspirou quando acariciei lentamente e com delicadeza a sua face direita. A tentar reconforta-lo.
Mas parecia que o meu toque apenas o magoava mais! Que a minha pele delicada em contacto com a dele, quente e suave o fazia ficar mais assombrado por demónios particulares.
- De que estás cansado? – sussurrei, temendo que se elevasse a voz, aquele momento absurdo terminasse.
Que ele se apercebesse que estávamos muito próximos e quisesse fugir novamente.
Eu não aguentaria outra vez, ouvi-lo dizer que não era nada.
Ele abriu os seus olhos e encarou-me sério e atormentado. Com os olhos brilhantes que imploravam por algo.
Mas eu não sabia o que ele queria! O que ele precisasse que eu disse-se!
Ele agarrou a minha mão que tocava o seu rosto e levo-a aos lábios.
Beijou com devoção a palma da minha mão e automaticamente o meu corpo tremeu.
Eu precisava desesperadamente dele.
- Estou cansado de lutar. De lutar para que este… sentimento tolo desapareça! – largou a minha mão como se lhe desse choque e segurou-me pelos ombros e olhou-me com dor e zangado – O que fizeste comigo? Porque não sais da minha cabeça? O que és? O que queres de mim?! – ele estava alterado. Olhei-o assustado quando ele me balançou, a tentar arrancar uma resposta minha – Fala! Não percebes que isto está a arruinar-me? Que no final do dia, no silêncio da noite, escuto a tua voz, vejo o teu rosto e sinto o teu perfume e o teu toque acolhedor? Que não consigo ter descanso?
- Alexander… - ele tremeu e fechou os olhos. Mas antes de ele fechar o seu poderoso olhar azul acinzentado, vi a emoção que o som do seu nome nos meus lábios lhe provocou.
- Eu estou cansado de mais. Não consigo esquecer… - olhou-me desesperado – O que fizeste comigo? Porque não posso deixar de pensar em ti? A todo o segundo? Porque a tempestade não termina nunca?
Eu suspirei com dor. Não tinha respostas para as perguntas que também me fazia constantemente.
Eu também não tinha mais forças. Eu queria-o! Eu precisava dele!
Sabia exactamente como se sentia.
- Pensei que não tinha significado nada para ti… Afastaste-me…
- Podes chamar de instinto de auto-preservação… És uma criança, ainda. Não podemos ficar juntos.
- Por seres meu professor? – perguntei desesperada – Eu posso esperar… Daqui a pouco acabo o 12 ano… Já não serás mais meu professor… Só temos que esperar uns 3 meses…
- Achas que isso tem alguma importância? – soltou um riso amargo – Não percebes que só estou aqui para te observar? O emprego não significa nada! Como se eu necessitasse desta merda!
- Então…
- És muito jovem. Se me envolvesse contigo, ambos sairíamos magoados. Não temos futuro juntos. Um dia irás perceber perfeitamente o que te digo. Acredita.
- Então… Fica tudo igual? – olhei-o sem acreditar – Queres que te esqueça depois de me teres dito que não me és indiferente? Que por mais estranho que seja, partilhamos algo que não sabemos expressar?
- Esquecer… - levou a mão ao seu pescoço e massajou. Fechou os olhos cansado – Apesar de tudo, quero que te lembres de mim. Que me mantenhas na memória. Não consigo imaginar que daqui a algum tempo, nem te lembrarás de mim…
- Fica comigo… - implorei de olhos fechados.
Não podia suportar a negativa que sabia que ouviria.
- Não posso. – sussurrou com os lábios na minha testa.
Tremi com o calor do corpo dele. Tremi com o seu aroma. Tremi pela proximidade dele.
- Quando estou perto de ti, penso que estou a destruir um anjo. Não posso. Por ti. Pela primeira vez, penso em alguém que não seja eu. Apenas por ti.
- Eu não sou um anjo. – gemi com dor. Sabia que ali estava a ser o fim. Não havia volta a dar. – Não pensas em mim. Se pensasses ficarias comigo…
- Lamento. Não posso.
Então, segurou o meu rosto e deslizou os lábios pela minha testa, pelo meu nariz e fez-me prender o ar, depositou um beijinho nos meus lábios.
E o mundo girou novamente, apenas por tê-lo com os lábios encostados aos meus. Por sentir a sua respiração misturar-se com a minha.
- Como posso encontrar dor e conforto nos teus lábios? – sussurrou ainda com os lábios nos meus.
- Não me deixes… - implorei mais uma vez.
-Serás sempre o meu anjo. – murmurou rouco – Voaria contigo, para bem longe. Mas não posso. Não posso fazer-te isto. Não me podes pedir isto. – suspirou e encostou a testa na minha tremendo com dor, e fazendo-me querer morrer por tê-lo tão perto e tão longe.
Eu não iria conseguir alcança-lo.
- Vai. – acariciou o meu lábio inferior com o dedo e abriu-me a porta.
Respirei com dificuldade e saí de lá.
Caminhei até ao WC e escondi-me lá.
Deixei as lágrimas caírem livremente.
Segurei o meu corpo que parecia querer quebrar.
Eu amava-o. Tinha certeza.
Ele gostava de mim. Não a ponto de amar, pois se não largaria todos os preconceitos e ficaria comigo.
Mas gostava o suficiente para sofrer com a minha ausência. Assim como eu sofria por ele.
Tive exactamente 40 minutos para me recompor e ir para a aula.
Tremia, pois era a aula com Alexander.
Sentei-me, calada. Não ousei olha-lo. E ele não disse nada. Apenas nos mandou fazer uma ficha.
Estávamos a meio da aula quando distraída, deixei cair o lápis.
Quando me inclinei na cadeira para o apanhar, Alexander estava lá ajoelhado com ele na mão.
- Não fiques assim, por favor – implorou olhando-me atormentado.
Eu engoli em seco e peguei no lápis.
Por um segundo louco os nossos dedos tocaram-se e senti que o meu lugar era ao lado dele. Como se ele fosse a minha casa. O lugar onde realmente eu pertencia.
Parecia que existia para ele, para ficar com ele.
E ao olhar os seus olhos, ele percebeu exactamente o que pensava. Era como se tivéssemos esta ligação.
Como se palavras fossem desnecessárias.
- Como se nascesses para mim. – sussurrou como se mais nada existisse naquela sala que pela primeira vez estava barulhenta. Mas aos meus ouvidos estava silenciosa e só nós os dois existíamos ali. – Como se foces o anjo que veio para me guiar.
Depois alguém chamou-o para tirar uma dúvida e a nossa bola rebentou.
Tão perto de mim, ali mesmo, só bastava agarra-lo e dizer que o amava. E ele me beijaria e diria que também me amava.
Podia estar a 1000 Quilómetros de distancia, que as probabilidades de acontecer, seriam as mesmas.
Demasiado perto e impossivelmente longe.
Alexander levantou-se rápido. Tão rápido que nem consegui acompanhar os seus movimentos, e mais uma vez me deixou sozinha.
Assim que tocou, todos arrumamos.
- Turma. Tenho um comunicado a fazer.
Todos o olhamos com atenção, à espera de novos trabalhos absurdos.
- Hoje foi o meu último dia de aula. – tive que voltar a sentar-me. A sala girava à minha volta – A direcção já resolveu o problema e apenas amanha não terão aulas de Inglês. Irei casar e irei mudar-me da Villa. Aposto que estão super felizes de se livrarem do professor chato de inglês – fez piada e depois saiu.
Todos saíram.
Eu fiquei na sala. Atordoada.
Ele… ia embora?
Fiquei estática lá, naquela sala que se tornara assustadora.
Por mais de 30 minutos fiquei feito deficiente mental a encarar o quadro, a lembrar-me do rosto de Alexander.
A lembrar-me do primeiro momento que o vi… De quando ele brincou comigo nas escadas, evitando-as… Quando Nereida desmaiou e pela primeira vez o vi a fazer uma piada…
Um sorriso brotou nos meus lábios ao lembrar-me e sentir os lábios dele sobre os meus, no dia que nos beijamos pela primeira vez - Quando tive o perfeito primeiro beijo.
Inevitavelmente, lembrei-me das noites que chorei por me ter rejeitado, da dor que me infligiu ao me rejeitar.
Mas lembrei-me dos seus ciúmes, da nossa cena na sala dos professores, quando ambos deixamos a máscara cair e apesar de saber-mos que não íamos ficar juntos, mostramos que algo nos ligava. Algo forte e que ambos temíamos definir.
E uma certeza abalou todo o meu ser.
Arrumei tudo rápido e corri para a saída, entrei feito bala no meu carro e conduzi o mais rápido que podia.
Para tentar uma ultima vez. Para tentar ser feliz. Porque sem ele, eu nunca seria feliz.
Dirigi a prego a fundo até a casa assustadora de Alexander.
Então, que tal este capitulo? O-o
Eu gostei muito de escrever esta parte da história… Mesmo! ^^
E adoro o Alexander! :O Quem não adoraria?
Bem, qual a parte que gostaram mais?
Acharam boa a parta da conversa deles? :S
Ouve alguma que não gostaram… Se ouve digam que é para eu poder melhorar! :D
Muito abrigada por tudo Mesmo!
P.S-) Não sei se curtiram a música… Ou se acharam “azeiteira”. Mas eu gosto muito dela e acgei que ficaria bem naquela parte… :S Vocês gostaram, ou preferiam sem musica nenhuma??
Sexta-feira, hà novp capitulo! ;)
Desculpem se demorar a aceitar e responder aos vosos coments, mas ando com problemas com a net! Mas ei, não deixem de comentar! ;) Sabem que eu "vivo" de coments! ;) Para saber se estão a gostar ou não! ;) Isso é mesmo importante!
Beijinhos, e já sabem… COMENTEM!