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domingo, 23 de maio de 2010

Puros e Mordidas

Novo capitulo! :O
Dedicado a quem neste momento está a ler! :D
Beijos grandes e obrigada pelo apoio! :)
Espero que gostem! :D
Acabei de ler um coment da Rita Cullen que é leitora nova e que passou o dia a ler a fic! :)
origada! E Bem vinda! :)
Espero mais coments! ;)
Irei responder ao teu coment ( e aos de todas) assim k possivel! :) -) vai ser rápido! Prometo!
Este tem partes de bolinha vermelha!
Quem não quiser ler (eu bem sei k 99.9 % vai ler :P) é só saltar a parte que está no meio destes símbolos ****
Igual ao capitulo da primeira vez… ;)
Exemplo:

***************
Jhgdffghjjhgkfghgjl
Hgfdfguoiçuytlyyu

***************


Depois de acordar rolei para o lado à procura de Alexander.
Tinha dormido em casa dele. O meu pai tinha feito uma viagem de negócios e eu disse que passaria o fim-de-semana em casa de Nereida. Obvio que iria aproveitar para estar com o meu vampirinho.
Bem, o meu vampiro parece que já se levantou. Não estava ao meu lado.
Onde andaria?
Ia-me levantar para procura-lo, então corei e enrosquei-me no lençol de seda braço. Estava nua.
Bem, deixei-me de devaneios e fui procurar Alex pela mansão.
Sai da cozinha quando vejo um vulto nas escadas.
OMD! Era um ladrão!
Mas o vulto virou-se e avaliou-me.
Era um homem de talvez uns 24 anos. Era alto, deveria ter uns 1.78 de altura… Mas o que mais me surpreendeu, foi que era lindo. Com cabelos longos e lisos que lhe davam um pouco abaixo dos ombros. E eram tão loiros que podiam ser confundidos com brancos. Tinha a pele branca e a boca larga exibia um sorriso simpático.
Engoli em seco, paralisada enquanto o vi caminhar para mim. O meu coração batia assustado, pois apesar de o homem ser lindo e sorrir eu não o conhecia de lado nenhum e sem dúvida, não devia estar na casa de Alexander.
Ele avaliou-me com os estranhos olhos âmbar e parou o olhar no lençol que envolvia o meu corpo.
Lembrei-me que estava nua e corei.
É… ele também percebeu pois sorriu mais e tocou o meu pescoço.
Aterrorizada gritei:
- Alexander!
No segundo seguinte o corpo do homem bateu na parede e provocou uma moça.
Olhei assustada e vi Alex no cimo da escadas.
Estava furioso, com as presas e os olhos vermelhos visíveis. O seu peito arfava e via perfeitamente como se movia tal a fúria.
- Calma companheiro! – uma voz brincalhona sai do corpo que se levantava do chão – Surpresa!
- Alain. – cuspiu o nome Alexander enquanto saltou para a minha frente impedindo-me de ver o homem – O que pretendes aqui? Não estou com vontade de aturar crianças.
- Meu velho amigo, calma que só estava a conhecer a minha possível futura rainha… - riu – Bem bonita ela. Apesar de humana claro… - claro. Mais um vampiro na villa. Viramos atracção, agora? – A noite de ontem, foi animada?
Tossi com vergonha e senti-me corar mais ainda ao me lembrar que o homem… vampiro… sabia que estava nua.
- Depardieu não me aborreças. Não me lembro de te ter chamado.
- Alexander, não trates o teu único amigo assim! Lembra-te que fui o único que não gozou com a tua debilidade… Mas ainda mantenho esperanças para que superes essa doença humana… Alem de rezar para que não seja contagiosa… Mentira. Eu não rezo. – riu divertido.
- Alex… - toquei o seu braço e automaticamente ele olhou-me. Apontei para o lençol que me cobria.
- Por mim não te incomodes… Podes ficar assim que… - o tal de Alain não terminou de falar já que foi novamente jogado contra a parede.
- Sobe amor. – ignoramos uma gargalhada do vampiro ao ouvir Alex tratar-me por amor – Eu resolvo isto com o insecto.

Quando desci já vestida devidamente, encontrei Alex muito compenetrado a ouvir o que o tal vampiro dizia.
Mas falavam numa língua que não entendia. Parecia russo ou assim…
Tossi disfarçadamente – ou não – para ele perceberem que estava lá.
- Vem cá Nikka. – chamou Alex – Vou apresentar-te uma criança.
Reprimi o riso ao ver o olhar irritado do outro vampiro.
- Este é Alain Depardieu. Um dos quatro puros…
- Wow…
- Se os olhos deles começarem a ficar pretos, desvia o olhar. Embora ele não se atreveria a…
- A quê? – perguntei curiosa.
-Não me atreveria? – Alain perguntou divertido.
Alex simplesmente o olhou.
- Não. Não me atreveria…
- Depardieu tem o poder de controlar a mente. Uns segundos de contacto visual com os olhos pretos, entra na tua mente e tudo saberá de ti. Todos os teus sentimentos, todas as recordações. Toda a tua essência. E passará a controlar os teus pensamentos e as tuas emoções. Assim como o teu corpo. Tornarias te na marioneta dele.
Olhei assustada o puro loiro que sorria prepotente.
- Ele sabe o que lhe acontecerá se tentar contigo. – Alex colocou um braço em volta dos meus ombros – Ainda está vivo porque o seu poder é muito útil nas guerras para controlar o inimigo. Caso contrario a sua idiotice já seria a causa da sua morte.
- Mon ami, se não fosse eu, não terias encontrado a ruiva… - riu – Acho que terei de viver com o peso na consciência de ter fadado o meu rei a algo tão… humano…
- Como assim? – perguntei a Alex.
Alexander suspirou.
- Apostei com Alexander que ele não conseguia dormir com mais vampiras que eu numa noite. – olhei-o chocada – Alexander perdeu, claro. A desculpa dele foi que surgiu um problema com um dos clãs, mas, apostas são apostas. Então teria que viver integrado com os humanos durante um mês. – o vampiro fez uma careta enquanto eu já estava a ficar raivosa – Aconselhei este lugar, pois anos atrás estive de passagem cá… Mas aqui o rei ficou muito mais tempo que o necessário e rumores começaram a circular e…
- Chega.
Automaticamente o vampiro calou a boca e eu olhei para Alexander. Ergui uma sobrancelha, à espera de explicações.
- Nikka…
- Nem venhas! – cortei-o – Que história é essa de apostas? Foi por isso que me deste aulas?
- Nikka… Achas que o rei dos vampiros ia parar aqui por coincidência? – Alex sorriu amistoso – Mas foi a melhor coisa que aconteceu na minha existência. Ter perdido aquela aposta foi…
- Na altura fico furioso – olhei para o vampiro que se divertia – Ameaçou matar-me caso não retirasse a divida, mas ele tinha-me dado a sua palavra. Palavra de rei é ordem. Mesmo que na noite seguinte, fez sexo com tantas humanas e vampiras com nunca conseguirei na minha existência, naquela noite perdeu e teve que pagar…
Olhei furiosa para Alex.
Este olhava cheio de raiva para o vampiro que divertido semeava a desordem.
- Quantas Alex?
- Nikka…
- 400! – Alain
- Como? – olhei chocada o loiro.
- Algumas eram em grupo e assim el – um vampiro vou pela sala.
- Nikka… - Alex falava como se o facto de o puro controlador de mentes não tivesse atravessado uma parede – Aquilo foi muito antes de te ter encontrado.
- Certo.
- Ei! Paras com isso! – resmungou Alain – Já estou com as roupas amaçadas! Exibicionista! Sabes Nikka, ele consegue mover coisas com a mente, por ser uma múmia antiga e…
- Para ti – Ale agarrou-lhe o pescoço com as presas visíveis – É Nicholaa. Não pises a linha com ela Alain. Ou não hesitarei em queimar-te lentamente.
Alain baixou a cabeça e assentiu. Alex soltou-o.
- Alex, consegues mover objectos com a mente? – decidi ignorar o que acabou de acontecer.
- É uma coisa que os puros fazem. Aprendem com o tempo. Tal como levitar.
- E porque nunca levitas-te comigo?
- Nunca ocorreu… - desculpou-se – Aqui Alain já está de saída.
- Já? – Alain olhava-me triste.
- Já.
- Mas eu viajei desde Paris até aqui para conhece-la! Não podes falar a sério! Sou o teu mais leal seguidor!
- Menos Depardieu.
- Alex, deixa-o ficar algum tempo… - a cara de abandonado do amigo de Alexander metia pena. – Não sejas assim…
- Nikka. Não acredites nele. Vampiro, amor… Mente constantemente.
- Tudo o que disse aqui é verdade!
- Suponho que infelizmente a parte das mulheres e da aposta, também?
- Sim.
- Ok. – olhei chateada Alex – Já sabia mesmo que ele era um mulherengo. Não imaginava era as proporções.
- O que é um mulherengo? – quis saber Alain.
- É uma expressão que os humanos usam para caracterizar um homem que sai com muitas mulheres.
- Ah… Estranhos os humanos…
- Ei! Humana aqui, ok?
- Por falar em humana, vi uma rapariga moreninha e com curvas perfeitas na rua… Era espanhola… Acho que vou aproveitar bem o fim-de-semana…
- Não! – gritei desesperada – É a Nereida! – Olhei para o vampiro – Mantêm-te longe dela!
- Tudo bem… Toda a gente manda em mim mesmo… - deu de ombros e eu suspirei aliviada.





No decorrer do dia conheci melhor o vampiro. Alain era francês e tinha 150 anos. O que o tornava o puro mais jovem e alvo de chacota. Para eles era como se fosse uma criança de 5 anos ou assim. Mas era respeitado nas batalhas onde utilizava o seu poder que, apesar de tudo, não funcionava nos puros por terem uma mente mais forte e impenetrável.
Era simpático, dentro do padrão. Irritava constantemente Alex que no fundo parecia até o tolerar.
Era como se fossem amigos, embora era uma amizade à moda dos vampiros. Eram companheiros, no campo de batalha nunca se trairiam e fora dele Alain Depardieu seguia Alexander com lealdade. Embora aborrecesse Alex que tal como dizia, o via como uma criança chata.
Acima de tudo, Alian adorava falar. Especialmente dar informações sobre Alex. Lógico que já gostava dele por isso. Tinha uma fonte sobre o passado de Alex.
- E ouve alguém importante para ele? – aproveitei que Alex tinha saído para ir buscar comida para o meu jantar e fiz a pergunta que mais queria.
- Como assim?
- Sabes… Alguma namorada…
- Não. Ele ficou doente mentalmente quando te conheceu. Sem ofensa – ergueu as mãos em sinal de paz – Mas isso de amor não é para nós… Quando se passou 2 meses e ele não voltou para governar, soube que algo acontecera. Então dizia-se que tinha morrido mas todos sabem que o rei nunca morrerá… Quando no final do ano ele se encontrou com os puros a bomba estourou… Foi uma confusão. E o pior é que Alexander não se importava com a ruína da nossa raça. Tivemos que encontrar maneira de ele governar à distância. Até ele regressar alternamos funções entre os restantes puros. Kawit está uma fera!
- Quem é Kawit?
- Acho que deve ser Alexander a falar disso…
- Porque?
- Eles têm um passado… E além disso sou fiel a Kawit. É a minha criadora. Acima dela só está Alexander na hierarquia dos puros e dos vampiros - na minha especialmente, ela despertou-me. Morreria por ela, tal como morreria pelo rei. – A lealdade dos vampiros, era algo esplêndido. Não existente nos humanos.
- Alexander não se irá importar se me contares. – menti. Talvez ele ficasse um pouquinho furioso… - Quero saber Alain.
- O rei mata-me. Todos sabem que se pusermos em causa a tua segurança ou o vosso relacionamento estranho, a morte será o nosso destino. Sem hesitação.
- Por favor? – pedi – Alex não fará nada contra ti. Prometo.
Ele riu.
- Riria se alguém pudesse falar pelo rei. Especialmente uma humana, mas tu podes.
- Então, começa a falar…- sorri par ele – antes que atice o meu Alex contra ti! – brinquei.
Ele fingiu cara de medo e depois rimos. Alain era alguém muito acessível e poderíamos rapidamente estabelecer um vínculo.
- Kawit é… Bem, ela é acima de tudo poderosa. – fiquei muito atenta – Controla a vida. Literalmente. Tudo o que tem vida, ela tem capacidade de matar. Plantas, humanos, os vampiros normais… Tal como eu, nos puros não têm interferência. Mas consegue controlar o meio em que vivemos. Tempestades e vulcões em irrupção neste planeta são da responsabilidade dela. Controla a natureza… Além disso tem técnicas de luta que a tornam praticamente indestrutível. – era visível a admiração na voz do vampiro – É segunda criatura mais velha do mundo, logo muito poderosa. Era irmã bastarda de Alexandre o Grande. – olhei-o estarrecida – sim, esse Alexandre o Grande. Era filha de Filipe II com uma escrava. E durante o reinado do irmão foi despertada.
- Alexandre o Grande reinou de 336 A.C a 323 A.c, não foi?
- Sim. Kawit despertou em 340 A.C. Diziam que foi transformada pelo próprio Alexander depois de ele ter utilizado durante alguns anos como amante.
- E… - engoli em seco com medo – É verdade?
- Não foi Alexander quem a transformou. Alexander nunca transformou ninguém. E nunca vai transformar, pois essa criação seria quase tão poderosa como ele. E Alexander não arrisca nesse aspecto. Não, quem transformou Kawit foi um puro que nunca se descobriu qual o seu nome. Foi um puro que junto com Alexander formou um reino mais equilibrado para os vampiros. Os puros vão morrendo em batalhas ou lutas, mas Kawit sempre sobreviveu.
Ficamos em silêncio. Fiquei a pensar nas palavras de Depardieu.
- Alain… Disseste que não foi Alex que a transformou mas não negas-te que eram amantes.
Ele mostrou-se desconfortável.
- Quero saber.
- Certo – suspirou – Sim, Kawit na altura estava no Egipto casada com um faraó qualquer desde os seus 14 anos… Era a principal mulher do faraó e dizem que era tratada como a dona do mundo humano, pois tinha o faraó na sua mão e todos os dias na sua cama. Ao faraó, não importava o facto de ela ser filha de escrava e uma bastarda. Kawit em humana devia ser muito linda. Não sei como conheceu Alexander, mas sei que durante anos, o nosso rei dormiu com ela. – olhou-me para me avaliar e ver se podia continuar. Uma onda de ciúmes invadia-me, mas mantive-me impassível – Bem, ela descobriu os vampiros e implorou para ser uma, Alexander recusou-se. O tempo passava e Kawit ficava desesperada pois o faraó tinha uma nova mulher – olhou-me e riu – segundo o que Julianne me disse era ruiva e com olhos verdes como tu – piscou-me o olho. – e Kawit perdeu o seu posto. O faraó já não tinha relações sexuais com ela e a sua vontade já não prevalecia. Apenas importava a jovem mulher do faraó. Então como não podia fazer Alexander transforma-la, queimou um puro durante o sono e depois acabou por ocupar o seu lugar. Quando um humano mata um puro, é o seu sucessor. Eu, tal como Kawit, foi assim.
Não disse nada.
- E depois? – acabei por perguntar.
- Depois Kawit conseguiu o que queria. Imortalidade e poder.
- Não é isso que quero saber… Como ficou ela e Alexander?
- Até antes de ele perder aquela aposta, sei que eram amantes momentâneos…
- Amantes momentâneos? – perguntei confusa.
- Ocasionais. Sempre que se encontravam, faziam sexo. Ela tinha certos privilégios e era a segunda na hierarquia. Com a tua chegada, as suas ordens são tão nulas como as minhas e as de Julianne. Embora Kawit sempre irá ter poder sobre mim e Julianne pois é o nosso criador.
- Ah… Suponho que essa Kawit não goste muito de mim…
- Todos os vampiros não gostam da ideia de uma humana ser mais importante que todo o império… Humanos são para nos alimentarmos e para divertimento ocasional. Não para se tornarem importantes na nossa história. E todos, apesar de não saberem o teu nome, ou o teu paradeiro, sabem que existes.
- Ah…
- Mas eu até gostei de ti. – riu - Afinal podes enfurecer o rei e não te acontece nada. Gostei especialmente de quando o mandas-te calar. – suspirou sonhador – Já imaginas-te eu ter coragem de fazer isso? Bem, quando quiser morrer, faço-o. Mas a ti nada aconteceu. Além de teres sucesso na tua ordem. Ninguém acreditaria se contasse…
Eu ri dele.
- Kawit está furiosa contigo…
Engoli em seco e não disse nada. Ter uma vampira poderosa e furiosa contra mim, não é algo bom…
Alguns minutos depois Alexander entrou com uma pizza.
Alain caiu nas gargalhadas ao vê-lo assim.
- Alain estou farto de ti hoje. Não te quero neste continente. Adeus. – a sua ordem não seria discutida.
- Até breve Nicholaa. Foi bom conhecer-te. És interessante. Para uma humana, claro.
E depois no segundo seguinte, já não se encontrava na casa de Alexander.

- Vou tomar banho. – disse depois de ter jantado.
- Companhia? – olhou-me sedutor.
- Agora não.
Alex olhou-me especulativo. Eu sempre que tinha oportunidade seduzia-o ou deixava-me ser seduzida.
Mas desde que Alain foi embora, só pensava na tal Kawit. E no passado dela com Alexander. Sentia-me ameaçada. E vulnerável. Ela tinha um passado com Alexander, conhece o seu passado e eu apenas sei pequenas coisas.
Deitei-me na cama de Alex, e preparei-me para dormir. Ele não estava no quarto e agradeci. Precisava pensar.
Mas o sossego durou pouco. Ele entrou furioso no quarto.
- Começas tu, ou começo eu?
- O que? – sentei-me confusa.
O fogo começou a arder na lareira e assim eliminou o quarto.
- Pelos vistos, começo eu! Já que não pretendes explicar. – os seus olhos brilhavam com fúria - Porque me rejeitas? Desde a partida de Alain, estás distante. S erá que ficas-te incrivelmente dependente dele que com a sua partida ficas-te deprimida?
- Oh, deixa de ser parvo. Só o achei interessante. E não! – ergui as mãos em sinal de paz – com interessante não me refiro ao seu físico.
- Referes-te então a quê?
- É um puro, um vampiro. É normal que goste de ouvir as história divertidas que contou e os relatos de importantes batalhas em que, juntamente com ele, participas-te!
- Não me lembro de teres mostrado interesse no facto de eu ser um vampiro. Na verdade, evitas esse tema! – acusou.
- Contigo é diferente. Eu não amo Alain, amo-te a ti. – a sua expressão suavizou e sorriu.
- Mesmo?
- Claro seu tolo!
Ele sorriu sensual e caminhou lentamente para mim. Vi-o tirar os sapatos e alinha-los no tapete (ele sempre faz isso) e depois ajoelhar-se na cama e tirar a camisola.
Deitou-se sobre mim e beijou-me na boca.
- Quero fazer amor contigo… - sussurrou no meu ouvido.
Tremi.
Antes que as coisas aquecessem, decidi investigar mais umas duvidas que tinha.
- Alex… - alisei o seu peito enquanto ele beijava o meu queixo – Ouve, quero falar primeiro…
- Diz lá…
- Pára de me beijar o pescoço que eu digo!
Ele riu e olhou-me atento, enquanto tirava o meu cabelo da testa.
- Diz lá, pequena.
- Quem é Kawit? Alain falou nela…
- Porque o interesse, agora? – olhou-me desconfiado – Justo na hora em que pretendia saciar a minha fome?
- A tua fome?
- Do teu corpo, Nikka…
- Ah… Sei lá, só quero saber…
Ele suspirou e rolou para o lado, para depois me puxar para cima dele.
- Já sabes quem é o Alain. O francês irritante já andou a espalhar a desordem…
- Sabes, se o pudesse caracterizar em uma palavra, essa palavra seria: fiel. Ele nunca te trairia.
- Sim. Alain é muito fiel. Por isso que o deixei sós contigo. Ele nunca tentaria nada. Penso eu… Ele não…?
- Não. – assegurei – Mas quem é Kawit?
- O poder dela é…
- Não importa os poderes… - agora já sabia o poder de todos – Fala outras coisas… Alain já me disse o poder e isso…
- Porque? – perguntou sem perceber o meu interesse.
- Sei lá… curiosidade… - sorri inocente. – Como é Kawit?
- Traduz.
- Fisicamente Alexander!- disse exasperada – Fogo, importas-te de falar?
- Para que queres saber isso?
- Porque não me queres contar?
- Não disse que não te queria contar! – defendeu-se.
- Mas não te mostra susceptível a falar! Alguma coisa a esconder, é?
- Não.
- Então, desembucha!
- Bem… É morena…
- Cabelo castanho? – os cabelos castanhos, normalmente são bonitos… Raios!
- Não. Preto encaracolado. Pequeno. Maios ao menos pelos ombros… Sei lá, Nikka! Podemos é fazer amor?
- Não. Primeiro quero saber mais coisas. – insisti.
Ele resmungou algo.
- É alta… Deve ter uns 1.80… É de descendência africana, por isso a pele é mestiça…
Devia ser o tipo de mulher dos cinemas… Com seios fartos, e curvas estonteantes. Algo que nunca serei.
- Estava-se mesmo a ver… É muito bonita? – perguntei com medo.
- Sim.
- Parvo! – dei-lhe uma latada na cara. De força mesmo. – Era para negares!
Saí de cima dele e virei-lhe costas chateada. Sentia-me feia e indesejável. Era parvo, e não tinha lógica, mas sentia-me assim. Sentia-me muito insegura.
Ele riu e abraçou-me, enquanto cheirava o meu pescoço.
- Nikka, o que foi? Porquê tanto interesse em Kawit? O que Alain contou?
- Nada de mais… Ela é muito mais bonita que eu?
- Nikka. – disse sério e sem esforço nenhum rodou-me para o encarar – Não existe ninguém mais belo que tu. Podes procurar pelo universo inteiro que não encontras beleza semelhante à tua.
- Pois… Sou tão feiosa que não existe nada como eu… Talvez o mostro do Frankenstein tenha chegado lá perto…
- Esse monstro era bonito… - provocou – Não tinha sardas no nariz, nem covinhas no rosto… Além disso não tinha horríveis olhos verde-esmeralda nem cabelo horroroso como o por do sol…
- Mesmo?
- Sim. – beijou os meus lábios – Sabes o que Alain me disse enquanto te fostes vestir?
- Não…
- Que eras linda e que até podia entender a minha doença. Que elas perfeita.
Ergui uma sobrancelha desconfiada.
- Claro que depois assegurei-me que ele entendeu que eras só minha.
- Quem disse? Não me lembro de ter dito que tinhas exclusividade…
- Eu asseguro-me da exclusividade. – mordiscou os meus lábios.
- Alex, Alain contou-me sobre Kawit. A história toda…
- Já percebi. – olhou-me sério – Por isso o interesse nela em especial. Já desconfiava.
- É verdade o que ele disse?
- O que ele disse?
Contei-lhe rápido o que a minha fonte me contou. Alex ficou a pensar.
- Então?
- É verdade. – o meu coração bateu acelerado com dor – Amor, mas era só sexo. – beijou os meus lábios – Apenas isso. Nunca me importei com ela.
- Mas tinhas sempre sexo com ela…
- Apenas sexo. Era algo casual.
- Morro de ciúmes… Ela teve-te por tanto tempo…
- Nunca me teve. Só tu me tens.
- Aham.
- Não acreditas em mim sua tolinha? Então, como explicas o facto de eu te amar? É impossível para nós…
- Nunca a amas-te?
Ele gargalhou.
- Menos Nikka. Eu quero lá bem saber de Kawit. Tanto me faz se ela morre ou não. Apenas o seu poder é importante. Nada de mais.
- Se eu disse-se para a matares, matavas?
- Isso é um pedido?
- Perguntei primeiro!
- Claro que matava. Queres?
- Não. – ri – Era só para saber. Além disso, se for o caso, eu mesmo a mato!
- Lembra-te que se um humano matar um puro tem que tomar o seu lugar…
- Ah… - assunto proibido!
Ele percebeu e puxou-me para cima dele.,
- Posso fazer amor com a minha mulher, agora?
- Não sou tua mulher. Sou tua namorada! – revirei os olhos.
- És minha e ponto final. O resto é só designações parvas.
- Aham…
Repousei a cabeça no seu peito, ouvindo o som da sua respiração.
- Hoje, parece que a minha pequena, não está com muita vontade de fazer amor com o seu vampiro…
Olhei-o.
- Então, ela quer?

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- Talvez…
- Então, ela não tem a certeza… - disse divertido.
- Não sei… Quem é ela? Essa tal tua pequena…
- Não posso contar… - gemeu enquanto me puxava mais para baixo, colocando-me em contacto com a sua poderosa erecção.
Antes mesmo de estarmos nus, já estava a delirar. O sexo com ele era sempre fabuloso. Perfeito. Pois era com ele.
- Será – a minha voz já estava arfante? – que ela… - mordi o seu pescoço – não se importa de te partilhar comigo?
- Não sei…
Foi a minha vez de gemer, quando os seus dedos entraram pela minha camisola e pararam no meu seio palpitante. Fez-me contorcer quanto tocou o mamilo rijo e pedinte pelo seu toque.
- Ela é assim meio ciumenta…
- Ah…
- Eu… - perdi a fala quando o senti empresar mais o seu corpo no meu.
- Sim? – olhou-me sensual.
Enrosquei a mão nos seus cabelos e puxei a sua boca para a minha, beijei-o com paixão. A minha pele ardia e em cada lugar que as nossas pele se tocavam, fazia doer de tal desejo, que só seria satisfeito quando o tivesse completamente.
- Não posso… - puxei o ar – ser eu a tua pequena?
- Não sei… - fingiu pensar enquanto percorria as minhas costas e beijava o meu pescoço. – Se me amares muito, podes…
- Oh… Mas eu não amo… - mordi os lábios dele.
- Não?
- Amo, sim. Muito. De mais.
Sentia-me febril e quase a desmaiar, tal era a excitação.
Girou e colocou-me debaixo dele, e com uma exclamação atirou os lençóis para longe, como se quisesse ver bem o meu corpo.
Observei o seu abdómen definido, a pele branca, os músculos tensos, e para completar o olhar…
Apenas de calças ele ajoelhou-se na cama e olhou-me enquanto mordias os lábios. Sentia-me tonta e hipnotizada. O meu cérebro só consegui pensar nele. Só ele existia. Ele e o som descompassado do bater do meu coração.
Alexander colocou a mão nas minhas costas e puxou-me para cima, fazendo-me sentar na cama, nunca sem parar de me observar.
Lentamente levantou a minha blusa e fez desliza-la pela minha cabeça, para depois faze-la cair no chão. Passou os dedos pelas alças do meu sutiã e depressa essa peça de roupa deixou de ser um incómodo ao seu olhar.
Alexander voltou a fazer-me deitar na cama e pude observar como ele estava excitado. Os seus dentes estavam expostos , o seu olhar já estava tingido de vermelho que provocavam-me arrepios. Arrepios bons. Parecia que tinha borboletas a voar na minha barriga.
Mesmo com as calças percebi o seu membro excitado e um arrepio percorreu as minhas costas, fazendo-me fechar e os olhos e morder o lábios, para impedir um gemido de sair.
Ainda de olhos fechados senti Alexander depositar beijos no meu estômago e tirar as minhas calças de pijama junto com as cuecas, enquanto me apoiava nas mão e levantava um pouco o quadril. Ele fazia-me tremer ao seu toque quente.
Ouvia o som da sua ofegante respiração enquanto se deitava em cima de mim, enquanto exigente abria as minhas pernas com os joelhos. Abriu o fecho das calças mas estava tão excitado que nem as tirou. Tremia com a necessidade de me possuir e não queria esperar nem mais um segundo sequer.
Senti-o deslizar para dentro de mim, fazendo descargas de energias percorrerem pelo meu corpo e que o ar faltasse aos meus pulmões.
Abri os olhos e deparei com os acinzentados tingidos com sangue, como a sua Natureza ditava. Vampiro e humana a amarem-se completamente. Duas Naturezas diferentes, dois mundos diferentes, um grande e impossível amor.
Os olhos de Alexander transbordavam de luxúria enquanto mais uma vez investia em mim.
A minha cabeça prendeu para trás e soltei um gemido alto de prazer enquanto enlaçava uma perna na cintura de Alexander.
Os lábios dele caíram sobre os meus enquanto me beijava e as suas mãos percorriam o meu corpo fazendo-o arder em chamas do prazer. Levei as mãos aos seus ombros e desci pelas suas costas esculturais para depois arranha-lo.
Alexander soltava o ar pelos dentes cerrados tentando visivelmente, controlar-se para supostamente não me magoar. A sua respiração era pesada enquanto se movia lentamente e tentava conter os gemidos.
- Ama-me… - implorei gemendo – Sem medo…
Então Alexander invadiu o meu corpo com força soltando a respiração pesada, fazendo-me gritar de prazer e arranha-lo. Enquanto nos amava-mos ele passava os lábios pelo meu pescoço e arranhava levemente os dentes no meu ombro, respirando pesadamente.
O corpo dele parecia estar em agonia e com fitei os seus olhos percebi que ele travava uma espécie de luta interior para se controlar enquanto investia em mim e colocava a testa no meu peito gemendo pesadamente.
Levei a mão ao seu cabelo e puxei-o até Alexander me olhar meio alterado.
Aí percebi. Era o apelo do meu sangue.
E… Eu queria que ele tomasse o meu sangue…
Virei o rosto de forma ao meu pescoço ficar virado para ele, para ele tomar aquilo que eu lhe queria dar.
Senti a respiração dele no meu pescoço os seus lábios a tocarem a minha pela e quando pensava que ele ia morder-me apenas beijou e depois veio sussurrar ao meu ouvido.
- O que… estas… a fazer? – perguntou enquanto investia mais contra mim.
- Eu quero… - arranhei as suas costas – por favor…
Alexander olhou-me com dúvida, mas quando eu lancei a cabeça para trás e gemi ele decidiu-se.
- Vou magoar-te, amor…
- Faz… - implorei febril – Agora!
Ele parou de se mover e lambeu o meu pescoço, como se me estivesse a preparar. Senti a língua dele deslizar pela minha pele e sabia que traçava a veia.
Senti os seus caninos entrarem na minha pele. Doeu. Como se agulhas espetassem na pele. Senti-o sugar e arranhei mais as suas costas e tentei não gemer de dor. O meu reflexo foi bater-lhe e puxar os seus cabelos. Instinto de preservação.
Mas Alexander investiu em mim fazendo o meu corpo tremer de prazer, moveu-se pulsante em mim enquanto me sugava. Senti a fricção do seu membro a preencher-me, enquanto sugava o meu sangue e tremi de prazer.
Rebentei em espasmos de prazer, flutuando em algum lugar que tinha apenas visitado recentemente. Então senti Alexander juntar-se a mim na explosão de sentidos onde apenas o outro fazia sentido.
Enquanto a minha respiração estabilizava Alexander passava a língua pelo local onde tinha mordido, para depois vir beijar-me a boca.

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- Tudo bem, pequena?
- Sim. – respondi ainda extasiada.
Alexander tirou o cabelo da minha testa e depositou lá um beijo doce, para depois sair de cima de mim para não me magoar com o seu peso.
Levei a mão ao local onde sabia que ele tinha mordido mas a minha pele estava intacta!
Olhei-o interrogativa.
- Com a minha saliva cicatrizas mais rápido. – explicou.
- Podias fazer negocio! – brinquei.
- Talvez.
Respirei fundo aproximando-me dele e abraça-lo forte, para sentir o calor que emanava da pele dele, e sentir o seu aroma soberbo e esplêndido.
- Estás tenso…
- Gostas-te? – perguntou nervoso.
- Como? – fiquei confusa.
- Da experiencia… Da mordida…
- Ah! – Ele podia ter sido mais directo – Gostei sim.
- Mesmo? – perguntou agora desconfiado.
- Sim. Tu não?
Como resposta revirou os olhos e riu.
- Como não poderia? – beijou a ponta do meu nariz – Cada vez fica melhor…
Corei ao perceber ao que ele se referia.
- Também acho… - sussurrei baixo fazendo-o rir.
- Não fazes ideia do quanto eu te amo. Do quanto faria por ti. Não existe nada que não faria por ti.
Beijei o seu pescoço e acariciei o seu rosto.
- Também te amo de mais.
- Nikka… Eu não devia ter-te mordido. – olhou-me triste e arrependido.
- Porque? Eu gostei…
- Eu sabia que iria doer-te, e mesmo assim fiz. Não pode evitar, perdoa-me.
- Não há nada para perdoar. Eu quis e gostei.
- Eu não pode parar… O teu sangue é soberbo e sentir as tuas emoções a fluírem pelo teu sangue… Desculpa. – fechou os olhos arrependido – E agora que mordi a primeira, não sei se serei capaz de não voltar a provar o fruto proibido.
- Podes morder-me quando quiseres… - afaguei o seu braço e depois beijei a sua pele quente que tinha acariciado – Eu realmente adorei a experiencia. Senti-me ainda mais perto de ti. Senti-me ainda mais tua.
- Não me dês essa abertura Nikka. Não me dês um passe livre.
- Mas eu quero voltar a sentir aquilo…
Ele olhou-me com um sorriso torto nos lábios e beijou o canto da minha boca.
- Sabes, temos um problema. – afago o meu rosto interrogativo – Não me consegues dizer não.
Realmente eu não conseguia. Ele acabava sempre por ter o que queria.
- Então eu confio em ti. – beijei a sua boca – Sei que nunca me faria mal.
- Nunca.


Então? O-o
Bem, já sabem k quero coments! ;)
Especialmente sobre a parte de bolinha vermelha, ainda me sinto muito insegura… :s
Devo continuar a postar estas partes?
Não quero que vejam como algo pornográfico… Eles amam-se e esta era a primeira vez que ele provava o sangue dela… E de que maneira? O-o
O próximo capitulo é na sexta! :D
Eu não tenho respondido aos coments porque ando numa correria louca! :O
Tentem compreender! :s
Beijos grandes!
Desabafo: Odeio o final do ano lectivo! Grrrr